MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Segurança pública - O Óbvio Ululante, por coronel Gelio Fregapani

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Segurança  pública - O Óbvio Ululante

A próxima intervenção das Forças Armadas na Segurança Pública do Rio de Janeiro, tal como as anteriores está condenada ao fracasso.  Poderia ter sucesso se detivessem o poder de fazer o que fosse necessário, controlando o poder político e a Justiça. Só nestes casos o grande Caxias aceitava e vencia desafios muito maiores.

Afinal, o que fariam os militares se lhes dessem essa autoridade toda?

– Estudemos o assunto: a insegurança se baseia em três principais fatores  - O estímulo ao crime com a certeza da não reação provocada pelo estatuto do desarmamento, o erro na repressão ao tráfico e consumo de drogas e a frouxidão da Justiça e das Leis.

 Vejamos o primeiro dos fatores – o estímulo ao crime pela certeza da não reação. Sabemos que indivíduos de má índole sempre existirão. Sabemos que entre esses os mais ousados (uns 5%) continuarão assaltando independente do perigo, até serem neutralizados por prisão ou morte, mas os demais pensarão duas vezes se pode haver reação da vítima ou de transeuntes armados. A maioria, mais prudente abandonará definitivamente essa atividade. O Centro de Estudos de Pessoal do Exército há décadas previu que o crime comum aumentaria de 300% entre a lei do desarmamento e sua efetiva aplicação. Errou por pouco, o crime comum aumentou de 380%. A simples revogação do Estatuto do Desarmamento e estímulo a reação já diminuiriam significativamente esse tipo de crime, que é o que dá a maior sensação de insegurança à população.

Quanto ao segundo fator de insegurança, o erro na repressão ao tráfico, é simples o entendimento que toda corrente tem a força de seu elo mai fraco e este é o consumidor. Todo mundo também sabe – inclusive os Generais – que a atividade econômica do narcotráfico não é afetada pela mera repressão armada, mas sim pelo corte no consumo. Sabem que os plantadores, fora do território nacional, estão fora do alcance. Sabem também que os grandes traficantes estão protegidos no Congresso e outros órgãos, também fora do alcance e que os pequenos traficantes são descartáveis e imediatamente substituídos quando neutralizados. O elo frágil é o consumidor e é impossível controlar o tráfico enquanto houver demanda. O que fazer então?  Prender os consumidores? – Não há cadeia suficiente, mas se pode aplicar castigos pesados – multas e trabalho forçado aos consumidores.  Mas e a Constituição não proíbe? –Ora se quisermos vencer que se mude a Constituição. Se ela fosse imutável ainda teríamos a escravatura. Deixemos de hipocrisia.

Por fim vejamos a questão da frouxidão da Justiça e das Leis. Isto já é consenso da totalidade do nosso povo. Só o que impede de ser devidamente ajustado é o Congresso e a Instituição Judiciária – onde estão os piores bandidos – para proteger seus próprios membros.

Não é preciso dizer o que fariam os militares, com carta branca. É fácil deduzir: seria o óbvio. Claro que venceriam e entregariam aos civis o País seguro em um ano.

Valeria a pena? Quanto tempo duraria a nova Segurança Pública? No meio do próximo caos ainda seriam os militares taxados de assassinos fascistas pela imprensa internacional e pela nacional de propriedade estrangeira? - Sim, é o óbvio ululante. 

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(Extraído de  Comentário Geopolítico nº 267, de 31 de julho de 2017, do coronel Gelio Fregapani)