MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Ladeira abaixo

Ladeira abaixo

Opinião de PARNAHYBA
Por Gilson Victorino
Em 24/07/2017


Piratas Saqueiam R$ 100 milhões por ano na Amazônia

O país caminha para o completo rompimento do tecido social, para o desmoronamento da ordem pública. Vamos céleres para o ponto em que cada um vai defender o que é o seu, como no “velho oeste”. Vamos ter uma guerra civil (se é que já não a estamos tendo em determinados locais) de natureza absolutamente original. As parte combaterão, empregando força bruta, não por ideologia, mas por segurança para seus entes queridos.

Filósofos garantem que pessoas lutam até a morte por apenas três razões: pela sobrevivência, por ideologia ou para defenderem os seus. MST, MTST  e congêneres, afora poucos líderes, são pelegos que correriam do enfrentamento tão logo medidas hábeis fossem adequadamente aplicadas. Bandidos, por certo, sempre retrairão quando confrontando forças que inspirem real possibilidade de ameaçar suas vidas, como na regra geral - sobrevivência - ditada pelos sábios. Se hoje dominam cidades é porque percebem inexplicável incolumidade. Saíram correndo do Complexo do Alemão. Voltaram porque a ação foi incompleta, tanto tática tanto pela ausência de desdobramentos sociais que se impunham.

Se as autoridades não fizerem a sua parte, a tempo e a hora, o desespero fará com que a sociedade se defenda sozinha. Pessoas de bem passarão ao justiçamento segundo seus pessoais critérios. Ainda aí, qualquer sucesso alcançado será efêmero, de modo que não haverá solução para o caos reinante. Na ausência da lei e da ordem, novos “controladores oportunistas” surgirão e atingiremos a clímax da catástrofe com tudo arrasado! Nada a preservar.

Autoridades nacionais diversas, na proteção de interesses pessoais e corporativos, estão esperando “demais” para porem ordem no país, o que agrava o problema tornando-o mais difícil de ser controlado.

As instituições estão fragilizadas. As medidas de restauração de equilíbrio e de fortalecimento das instituições não estão sendo aplicadas adequadamente. Há agravamento crescente da crise política que nos engolfa, razão matriz de todas as demais.

As soluções constitucionais previstas para tais casos não podem esperar mais. Não podem deixarem de ser usadas ou seguirem o lento processamento que se observa, sob o risco de se tornarem ineficazes.

PRESIDENTE DONALD TRUMP – O PRIMEIRO SEMESTRE

O dia de ontem marcou o final dos primeiros seis meses da presidência de Donald Trump, que teve início em 20 de janeiro de 2017, após uma das vitórias eleitorais mais impressionantes da história. Por ser a primeira pessoa a chegar à presidência dos Estados Unidos da América sem nunca ter exercido um cargo eletivo previamente e por ser um bilionário de muito sucesso no mundo dos negócios, além de uma figura polêmica e politicamente incorreta, Donald Trump tem sido observado com especial atenção.
Sua experiência empresarial; seu status de outsider; sua abordagem reformista; seu resgate de princípios como a soberania das nações e a auto-determinação dos povos; e uma série de outras características atípicas para um político contemporâneo; somadas ao fato de ele estar à frente da nação mais poderosa e influente do mundo, o colocam sob o olhar atento de políticos e eleitores do mundo todo, que vêem em seu governo uma demonstração do que se pode esperar de outsiders, de nacionalistas e de outras categorias de políticos que, direta ou indiretamente, se espelham nele.
Por isso mesmo, este assunto demanda um amplo debate e um balanço mais detalhado destes seis primeiros meses, abrangendo os sucessos e as falhas do Governo Donald Trump. No entanto, nem um debate de qualidade nem um balanço preciso poderão ser obtidos sem uma cobertura equilibrada do que está ocorrendo por lá, o que depende da publicação de matérias que apresentem uma perspectiva distinta daquela que tem bombardeado a grande mídia brasileira.
Para contribuir com esse equilíbrio, deixo aqui uma lista das realizações do Governo, oferecendo um contraponto às matérias que estão sendo publicadas, desde o início da semana, por inúmeros veículos de mídia e que, em sua maioria, apresentam uma perspectiva excessivamente negativa da presidência e até tentam avançar a idéia falsa de que nada foi realizado nestes seis meses.
A lista foi organizada de modo temático, tomando como critério as promessas e os objetivos de Donald Trump e de seus eleitores e não os desejos de seus opositores. Ressalto ainda que essa lista foi elaborada sem qualquer pretensão de ser exaustiva e que muitas outras vitórias poderiam ser mencionadas. Ao final dele, sugiro que a confrontem com o que tem sido mostrado na TV, e perguntem a si próprios se gostariam de ter no Brasil um presidente que fizesse pelo nosso país o que Donald Trump está fazendo pelos Estados Unidos da América.

Vitórias políticas e estratégicas

  • Nomeou um excelente juiz para a Suprema Corte;
  • Retirou os EUA do opaco e impermeável TPP;
  • Aprovou 40 projetos de lei, 13 atos de revisão legislativa e 30 ordens executivas para desfazer decisões nocivas e prejudiciais do Governo Obama;
  • Ajudou o Partido Republicano a vencer todas as eleições especiais disputadas até agora – todas eram vistas como termômetros da aprovação de seu trabalho;
  • A credibilidade da grande mídia nunca foi tão baixa;
  • Canais que não fazem nada além de atacá-lo, como a CNN e a MSNBC, estão experimentando as audiências mais baixas que já tiveram em anos;
  • Apesar de uma taxa de aprovação pessoal baixa (shy effect), todas as pesquisas mostram que os americanos estão otimistas com a direção do país e com a economia;
  • Criou uma comissão para identificar, investigar e produzir um relatório sobre fraude eleitoral.

Economia

  • Congelou a criação de regulações governamentais;
  • Eliminou regulações que afetavam a economia;
  • Congelou a contratação de funcionários públicos;
  • Estabeleceu que uma nova regulamentação só pode ser criada se duas anteriores forem eliminadas;
  • Criou um programa para identificar e eliminar regulações desnecessárias no setor agrícola;
  • Anunciou o corte de bilhões de dólares no financiamento da ONU;
  • Reduziu a dívida americana em 100 bilhões;
  • Está realizando uma reforma administrativa da máquina estatal;
  • Está promovendo o corte de gastos administrativos do governo;
  • Tomou providências para realizar uma auditoria dos gastos públicos;
  • Estabeleceu um exemplo ao doar todo o seu salário;
  • A folha de pagamento da Casa Branca de Donald Trump é 5.1 milhões menor do que a da Casa Branca de Obama;
  • O número de pessoas desempregadas é o menor em 16 anos;
  • Alguns estados estão passando pela menor taxa de desemprego da história;
  • O número de pessoas fora do mercado laboral já é menor do que o apresentado dez anos atrás, em junho de 2007;
  • Desde que Trump foi eleito, cerca de 600 mil novos empregos foram criados;
  • O percentual de americanos efetivamente empregados tem se mantido acima dos 60%, um patamar que nunca foi alcançado durante o Governo Obama;
  • Há cerca de 6 milhões de vagas de emprego disponíveis, o maior número da série histórica do Bureau of Labor Statistics;
  • Desde que Trump assumiu o governo, 589 mil pessoas conseguiram empregos em período integral, melhorando suas condições de trabalho;
  • O aumento na demanda por mão-de-obra já está elevando os salários reais dos trabalhadores e diminuindo a dependência de programas governamentais;
  • De fevereiro a abril, a renda familiar média aumentou mil e trezentos dólares, indo de US$58.061,00 a US$59.361,00;
  • O número de pessoas que dependem de benefícios como o seguro desemprego é o menor desde janeiro de 1974;
  • O número de dependentes de programas governamentais como o "food stamps" também tem caído mês a mês;
  • O otimismo dos consumidores já supera os números anteriores à crise de 2008;
  • O Dow Jones Industrial Average, o NASDAQ e o S&P 500 vêm subindo e batendo recorde atrás de recorde;
  • Apresentou um programa de reforma tributária, que realizará uma simplificação e uma diminuição drásticas dos impostos;
  • Os termos do NAFTA e de outros acordos comerciais estão sendo renegociados;
  • Regulações mais rígidas foram criadas para inviabilizar o lobby de ex-funcionários públicos e agentes do governo;
  • Recriou o Conselho Nacional Espacial, ampliou o orçamento da NASA e estabeleceu o objetivo de colocar o homem em Marte até 2030, com a finalidade de facilitar o desenvolvimento de novas tecnologias.

Política externa e segurança nacional

  • Conduziu com maestria e força momentos difíceis como o uso de armas químicas na Síria;
  • Está pressionando a China e a Rússia e criando um ambiente sem precedentes para conter as loucuras da Coréia do Norte;
  • Reverteu as mudanças promovidas pelo Governo Obama que favoreciam a ditadura cubana;
  • Anunciou um cessar-fogo na Síria;
  • Encerrou o programa da CIA que armava os rebeldes sírios (dentre os quais, muitos eram ligados à Al Qaeda e ao próprio ISIS);
  • Concedeu mais autonomia ao Departamento de Defesa, o que resultou no uso da GBU-43B (conhecida como "mãe de todas as bombas) contra um complexo de túneis utilizados pelo ISIS no Afeganistão. O ataque matou pelo menos 100 terroristas, incluindo quatro comandantes importantes, sem qualquer baixa de civis.
  • O ISIS está vivendo o seu pior momento e está próximo de se tornar uma organização meramente simbólica;
  • Impôs uma nova rodada de sanções contra o Irã;
  • Anunciou a expansão de 21 bilhões de dólares no orçamento das Forças Armadas;
  • Está desenvolvendo um programa para ampliar a Marinha americana e o poder bélico dos EUA em geral;
  • Libertou prestadores de serviço humanitário no Egito;
  • Impediu que Sabrina de Sousa, uma agente da CIA, fosse extraditada para a Itália;
  • Conseguiu a libertação de inúmeros prisioneiros civis e militares nos exterior;
  • Segundo o pai de Otto Warmbier, que foi mantido em uma prisão norte-coreana até junho de 2017, se o Obama tivesse se engajado tanto quanto o Trump na negociação o seu filho teria tido um destino melhor;
  • Acordou a venda de recursos energéticos americanos para a Polônia, dando autonomia e independência para o seu maior aliado no Leste Europeu;
  • Tem se aproximado dos países da Iniciativa dos Três Mares para conter o avanço russo sem fortalecer a União Européia;
  • Escolheu, para sua primeira viagem internacional como presidente, um itinerário simbólico que incluía Jerusalém, Riyadh, o Vaticano e Bruxelas;
  • Realizou um dos melhores discursos da história recente em Varsóvia na Polônia, se comprometendo a defender a Civilização Ocidental;
  • Renegociou a compra de 90 caças F-35 da Lockheed Martin, reduzindo 725 milhões de dólares nos custos com que o Governo Obama havia concordado e abrindo o caminho para a economia de bilhões ao longo do programa.

Segurança migratória e das fronteiras

  • Acabou com a política "Catch & Release", leniente e negligente com a imigração ilegal;
  • Reduziu em 73% a travessia ilegal das fronteiras americanas;
  • Aumentou em 38% a prisão de imigrantes ilegais;
  • Aumentou em 40% a deportação de imigrantes ilegais;
  • Ampliou a segurança nas fronteiras e tomou previdências para facilitar o trabalho dos agentes de segurança;
  • Os agentes de controle alfandegário e de imigração realizaram quase 42 mil prisões em 100 dias;
  • Aprovou uma lei que aumenta a punição de criminosos, caso eles já tenham sido deportados previamente;
  • Cortou o envio de fundos para "cidades santuários", que dificultam o combate à imigração ilegal;
  • Aumentou o orçamento da ICE, a agência que exerce função de controle alfandegário e de imigração;
  • Anunciou a ampliação do quadro de agentes da ICE;
  • Colocou uma equipe de engenheiros e especialistas para planejar a construção do MURO, que deve começar em breve.

Combate à infiltração de terroristas

  • Aprovou o banimento temporário do ingresso de pessoas originárias de um grupo de Estados falidos ou que financiam o terrorismo;
  • Reduziu em 50% a recepção de refugiados;
  • Os perseguidos (cristãos e outras minorias) passaram a ter prioridade frente aos perseguidores (terroristas islâmicos) no programa de refugiados;
  • Está tomando providências para estabelecer um programa para vetar o ingresso de extremistas.

Segurança pública

  • Solicitou estudos para encontrar formas de ampliar as penas para crimes violentos;
  • Tornou o Departamento de Justiça um ambiente menos hostil para os policiais e outros agentes de segurança;
  • Facilitou o processo de levantamento de fundos e de orçamento por parte das polícias locais;
  • Aprovou uma lei que facilita e agiliza o auxílio para a família de policias mortos em atividade;
  • Identificou um esquema fraudulento no sistema de saúde envolvendo 412 pessoas e o desvio de 1.3 bilhões de dólares;
  • Enviou agentes federais para auxiliar no combate à epidemia de crimes violentos em Chicago.

Energia

  • Autorizou e estimulou a aceleração dos dutos de Keystone e Dakota;
  • Retirou os EUA do Acordo de Paris, evitando que a economia fosse afetada por uma carga extra de regulações ineficazes;
  • Tomou providências para desregulamentar o setor energético, o que já tem gerado milhares de empregos;
  • Ampliou a área do Alaska que pode ser explorada para a extração de recursos energéticos;
  • Pediu uma reforma do Departamento de Energia para agilizar o processo de aprovação de operações de exploração de gás e petróleo;
  • Eliminou uma lei que impedia a criação de novas operações de extração de petróleo do fundo do mar e solicitou uma revisão de todas as regulações do setor energético;
  • Negociou a ampliação da venda de recursos energéticos para a Polônia e outros países do Leste Europeu.

 Questões sociais e educação

  • Cortou o financiamento de organizações que promovem o aborto no exterior;
  • Aprovou medidas que asseguram e ampliam as liberdades religiosas;
  • Anunciou o fim da intervenção federal na educação de crianças de até 12 anos;
  • Reverteu a lei que permitia que os estudantes de escolas públicas utilizassem o banheiro destinado a pessoas do sexo oposto;
  • Eliminou regulações para facilitar o ingresso de jovens em programas de aprendizado e treinamento profissional, bem como de ensino vocacional;
  • Solicitou que sua Secretária de Educação combata ativamente o Common Core e crie um programa para devolver o controle das políticas de educação para os estados;
  • Tem dado todo o auxílio (fundos e especialistas) para resolver os problemas ligados à contaminação da água na cidade de Flint, no Michigan.

Atos simbólicos

  • Foi o primeiro presidente, desde Ronald Reagan, a discursar na convenção anual da NRA, a Associação Nacional de Rifles, maior responsável pela manutenção do direito de portar armas nos EUA e no mundo;
  • Mike Pence, seu vice, foi designado para fazer um discurso na Marcha Anual pela Vida, se tornando o primeiro vice-presidente da história a participar do evento;
  • Trump também designou sua conselheira Kellyanne Conway para falar no evento e explicitar o apoio do presidente aos movimentos pró-vida;
  • Em vez de realizar o seu primeiro discurso de formatura na Universidade de Notre Dame, como todos os presidentes, Trump fez seu primeiro discurso numa universidade conservadora, a Christian Liberty University. No discurso, ele lembrou que "na América, não adoramos o governo, nós adoramos Deus e Deus somente";
  • A Casa Branca criou um grupo diário de oração e um grupo semanal de estudos bíblicos;
  • Em vez de comemorar o centésimo dia de seu governo no Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, o presidente optou por ir para Pensilvânia se reunir com os seus apoiadores. Isso fez dele o primeiro presidente, desde o Reagan, a não participar do jantar;
  • No mesmo dia, uma pesquisa do Morning Consult descobriu que 37% dos americanos confiavam mais na Casa Branca do que na mídia enquanto 29% confiavam mais na mídia do que na Casa Branca;
  • No dia de sua posse, anunciou a criação do Dia Nacional do Patriotismo;
  • Ainda em seu primeiro dia de governo, ele retornou o busto do Primeiro Ministro britânico Winston Churchill ao Salão Oval, de onde o Obama havia o removido. Ele também aceitou a oferta do Reino Unido de emprestar outro busto de Churchill para a Casa Branca.
  • Em junho, o Homeland Security anunciou o corte do financiamento para inúmeras organizações islâmicas que recebiam fundos do Governo Obama.
  • O Departamento de Justiça abriu um processo contra dois médicos e uma terceira pessoa por realizarem mutilação genital no território americano, a primeira demonstração de executar a lei que proíbe esse ato desde que ela foi criada em 1996.

Apesar do que tenta dizer a grande e velha mídia, na realidade é bem difícil apontar quais seriam os deméritos do primeiro semestre de Donald Trump como homem mais poderoso do mundo.
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Ensaio sobre o Terror


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Carlos I. S. Azambuja

Definir o que seja TERRORISMO de uma forma aceitável a todas as pessoas e Estados não é uma tarefa fácil, uma vez que o termo dá margem a interpretações diversas. Conforme a situação, aqueles que para uns são terroristas, para outros são “combatentes da liberdade”. Nos anos 80, na NICARÁGUA, por exemplo, para os sandinistas, os “Contra” eram considerados terroristas, e definidos pelo presidente RONALD REGAN como “combatentes da liberdade”. 
Até mesmo a ONU, até hoje, durante todos os seus mais de 50 anos de existência não foi capaz de desenvolver uma definição precisa capaz de distinguir o TERRORISMO de outros crimes.
Inicialmente, pode ser afirmado que o TERRORISMO é uma forma de propaganda armada. É definido pela natureza do ato praticado e não pela identidade de seus autores ou pela natureza de sua causa. Suas ações são realizadas de forma a alcançar publicidade máxima, pois têm como objetivo produzir efeitos além do dano físico imediato.
Entre algumas definições existentes, poderá ser adotada a seguinte:
O TERRORISMO é o uso ilegal da força ou violência contra pessoas ou propriedades objetivando influenciar uma audiência e coagir um governo e a população de um Estado em proveito de objetivos políticos ou sociais”.
É interessante observar, no entanto, que o conceito de TERRORISMO, qualquer que seja, vem perdendo significado através dos tempos por força de sua aplicação indiscriminada a toda variação de insurgência, rebelião armada ou conflito civil. Os termos “TERRORISMO” e “TERRORISTA”, com a alta carga pejorativa que carregam, vêm tendo aplicação extremamente ampla e seletiva, que não deixa de ter reflexos no plano internacional, impedindo que se lhes ofereça um combate coordenado e adequado. São termos que vêm sendo utilizados cada vez mais como forma de catalogar, censurar ou condenar um inimigo, qualquer que ele seja.

OBJETIVOS

O objetivo básico do TERRORISMO é buscar estabelecer um clima de insegurança, uma crise de confiança que a comunidade deposita em um regime, que facilite a eclosão ou o desenvolvimento de um processo revolucionário. Ou seja, objetiva criar artificialmente as condições objetivas para um processo revolucionário.
O alvo, para os terroristas, é irrelevante, pois o que lhes interessa “não é a natureza do cadáver, mas sim os efeitos obtidos”, conforme escreveu CARLOS MARIGHELA, no final dos anos 60, em seu “Minimanual do Guerrilheiro Urbano”.
Prédios públicos, instituições e instalações que desempenhem funções importantes e simbolizem a ordem vigente são os alvos preferidos. Também ataques indiscriminados e ao acaso contra a população, visando atingir suas atividades quotidianas, em supermercados, lojas, restaurantes, aeroportos, estações rodoviárias e ferroviárias, trens e metrôs, objetivando, nesse caso, fomentar um clima generalizado de medo e o sentimento de que ninguém está seguro, em parte alguma, seja qual for sua importância política.

CARACTERÍSTICAS

Uma das características que define o TERRORISMO moderno é a sua internacionalização, resultante de três fatores, até certo ponto complementares:
- a cooperação existente entre organizações terroristas em diferentes regiões;
- o fato de Estados nacionais soberanos apoiarem grupos terroristas e utilizarem o terror como meio de ação política, especialmente no Oriente Médio;
- a crescente facilidade com que terroristas cruzam fronteiras para agir em outros países, mormente quando o controle fronteiriço é deficiente, como ocorre no Brasil desde o início da década de 90 quando, por ocasião da ECO-92, os controles foram relaxados. E depois, em 2016, por ocasião das Olimpíadas, voltaram a ser relaxados, como dá conta o noticiário.
Um ponto que deve ser salientado é o de que os terroristas não têm origem no proletariado e sim na chamada classe média, pois a causa do TERRORISMO não é a pobreza e sim problemas políticos. A motivação política é a característica fundamental dos atos terroristas.
Embora os grupos terroristas envolvam cerca de 75 diferentes nacionalidades, inegavelmente os mais ativos têm sido os palestinos, e agora o denominado Estado Islâmico, sendo que, para os grupos religiosos islâmicos, tanto o capitalismo como o socialismo são um mal. Eles dizem agir em nome de Deus, com quem alegam ter ligação direta.
As organizações dedicadas ao TERRORISMO começaram a agir sem vínculos entre si e sem inspiração e ajuda externa. Hoje, todavia, coordenam suas atividades, prestam serviços umas às outras, emprestam-se homens e armas, compartilham campos de treinamento e, algumas, têm por trás de si Estados que as financiam, que lhes dão guarida, armam, fornecem documentação e comandam suas operações.

- UM RETROSPECTO NA AMÉRICA LATINA: A OLAS, A JCR E A FRENTE REVOLUCIONÁRIA CHE GUEVARA

O TERRORISMO coordenado em nível continental não é uma novidade. Nos anos 60, quando da chamada Conferência Tricontinental, realizada em HAVANA, em janeiro de 1966, à qual compareceram representantes de partidos e organizações voltadas para a luta armada de todo o continente, inclusive do BRASIL, foi constituída, por proposta do então deputado socialista chileno SALVADOR ALLENDE, apoiada pela unanimidade das 27 delegações presentes, a Organização Latino-Americana de Solidariedade (OLAS), que agiria como uma terceira via ao então conflito ideológico entre a CHINA e a UNIÃO SOVIÉTICA.
A OLAS era uma cópia latino-americanizada do KOMINTERN  - que, em 1935, dirigiu a Intentona Comunista no BRASIL e possuía um Bureau Sul-Americano em BUENOS AIRES - A OLAS tinha por objetivo amalgamar um pacto político-militar entre a classe operária, partidos comunistas, socialistas e os movimentos revolucionários, visando transformar a América Latina em um enorme Vietnã, segundo as palavras de CHE GUEVARA, que no ano seguinte, 1967, seria morto nas selvas da BOLÍVIA.
Posteriormente, em 1974, menos de um ano depois da deposição, no CHILE, do presidente SALVADOR ALLENDE, foi fundada, em PARIS, uma Junta de Coordenação Revolucionária (JCR), integrada por grupos terroristas do CHILE, BOLÍVIA, URUGUAI e ARGENTINA. O Secretário-Geral da JCR era o cubano FERNANDO LUIS ALVAREZ, membro da Direção Geral de Inteligência (DGI) cubana, casado com ANA MARIA GUEVARA, irmã de CHE GUEVARA, o que conferia à JCR - como ocorreu com a OLAS na década anterior -, o caráter de instrumento do Estado Cubano.
Recorde-se que nenhuma organização brasileira integrou a JCR, pois em 1974 o TERRORISMO e as guerrilhas já haviam sido banidas do território nacional.
Em outubro de 1974, a Comissão Política do MIR-Movimiento de Izquierda Revolucionária (CHILE) publicava em seu jornal “El Rebelde en la Clandestinidad”, dando conta desse fato: “No campo internacional, nosso partido redobrará a coordenação e o trabalho conjunto com o ERP (ARGENTINA), o MLN-T (URUGUAI), e o ELN  (BOLÍVIA), e junto com eles lutará para fortalecer e acelerar o processo de coordenação da Esquerda Revolucionária Latino-Americana e Mundial (...). Chamamos a todas as organizações e movimentos irmãos a redobrar a luta em seus próprios países, a fortalecer e ampliar a Junta de Coordenação Revolucionária”.
Combatida por uma operação conjunta de INTELIGÊNCIA desencadeada pelos países envolvidos - a chamada Operação Condor, posteriormente estigmatizada pelo juiz espanhol BALTASAR GARZÓN - esse projeto também foi desmantelado. Ou seja, os governos dos países da região nada mais fizeram do que coordenar seus Serviços de INTELIGÊNCIA para combater mais essa ameaça. Fizerem o mesmo o que fizeram, depois, ESPANHA e FRANÇA, que coordenaram seus Serviços de INTELIGÊNCIA, para combater a ETA-BASCA.
Posteriormente, um novo desafio se renovou: sobre as notícias de que, mais uma vez, grupos terroristas e organizações voltadas para a guerrilha estariam se coordenando para revolucionar o continente, através da constituição de uma entidade supranacional denominada FRENTE REVOLUCIONÁRIA LATINO-AMERICANA ERNESTO CHE GUEVARA.
Essa Frente, segundo se tem notícia, teria sido constituída por iniciativa do então dirigente do Movimento Revolucionário Tupac-Amaru (PERU), PEDRO AVALLANEDA (“Eloy”, “Raul”), sucessor de NESTOR CERPA CARTOLINI, morto quando da invasão, pelo Exército, da embaixada do JAPÃO, em LIMA, tomada pelos terroristas. A Frente teria realizado sua primeira reunião em 09 Maio 99, no MÉXICO e seria constituída pelas seguintes organizações, ou o que restou delas:
-  Movimento Revolucionário Tupac-Amaru (PERU);
- Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia e Exército de Libertação Nacional (COLÔMBIA);
- ex-militantes do MIR que não abandonaram a luta armada (CHILE);
- Frente Patriótica Manuel Rodriguez (CHILE);
- Frente Sandinista de Libertação Nacional, através do DRI-Diretório de Relações Internacionais, seu órgão de INTELIGÊNCIA (NICARÁGUA);
- União Revolucionária Nacional Guatemalteca (GUATEMALA);
- Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (EL SALVADOR);
- militantes que participaram da luta armada nos anos 60 e 70 na ARGENTINA;
- organizações de luta armada do MÉXICO, COSTA RICA, BOLÍVIA e HONDURAS; exilados latino-americanos na EUROPA (ITÁLIA); e militantes da ETA-BASCA.

O COMBATE AO TERRORISMO

O TERRORISMO deve ser combatido de uma forma total e coordenada, sob pena de fugir ao controle. Uma defesa puramente passiva - o CONTRATERRORISMO - historicamente não tem constituído um obstáculo suficiente para conter o seu desenvolvimento. O ANTITERRORISMO, ao contrário, sugere uma estratégia ofensiva, com o emprego de toda uma gama de opções para prevenir e impedir que atos terroristas ocorram, levando a guerra aos terroristas.
Essa, todavia, não é uma tarefa simples. Exige Serviços de Inteligência altamente capacitados e governos determinados, uma vez que, nesse caso, as represálias são levadas a efeito antes que haja qualquer ataque. Antes, portanto, que sejam causados quaisquer tipos de danos. O ANTITERRORISMO é, portanto, uma resposta a algo que ainda não ocorreu.
É impossível proteger por todo o tempo todos os alvos em potencial, ficando assim, sempre, os terroristas, com a vantagem da iniciativa. Para que essa proteção fosse efetiva seria necessário implantar um Estado-policial, exatamente o tipo de situação que os terroristas gostariam que fosse criada, pois, assim, teriam um inimigo fascista para combater, em nome da democracia.
Uma democracia não pode utilizar um cidadão em cada cinco para ser policial; não pode fechar suas fronteiras e nem restringir as viagens dentro do país; nem manter uma vigilância constante sobre cada hotel, cada prédio, cada apartamento em cada andar; e nem gastar horas revistando carros nas ruas e bagagens de viajantes nos aeroportos e em terminais rodoviários.
Assim sendo, uma das únicas defesas contra o TERRORISMO é a possibilidade de realizar uma infiltração com a finalidade de interceptar e conhecer antecipadamente quando e onde um alvo deverá ser atacado. Essa, contudo, é, como já foi dito, uma tarefa para um excepcional Serviço de INTELIGÊNCIA, aliada a dois componentes essenciais: vontade política e decisões que não temam riscos.
Finalmente, deve ser assinalado que a quantidade e a qualidade da INTELIGÊNCIA obtida será sempre julgada aquém do ideal, surgindo daí o perigo de que a constante busca por melhores dados, sempre mais atuais e mais precisos, possa acarretar a perda de uma oportunidade única de agir, o que, em si, poderá causar maiores danos do que uma ação baseada em INTELIGÊNCIA incompleta.

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

​Perguntando ao LULISTA: EM QUÊ VOCÊ ACREDITA?

Perguntando ao LULISTA: EM QUÊ VOCÊ ACREDITA?

Ricardo Rangel​

O lulista deve deixar de lado, por um momento, a discussão sobre se existe prova ou não. Vamos nos concentrar um pouco naquilo em que você ACREDITA.

Você ACREDITA que Marisa quis comprar um apartamento comum, mas, por engano, assinou um papel que se referia a uma cobertura duplex? 
Você ACREDITA que rasurar o papel escrevendo outro número é uma boa maneira de corrigir o engano (em vez de jogar fora o papel e assinar outro)?
Você ACREDITA que a OAS, quando assumiu, se esqueceu de convidar Marisa para a assembleia em que se decidiu quem ia desistir e quem ia ficar (e continuar pagando)? 
Você ACREDITA que a família Lula da Silva parou de pagar porque se esqueceu? e que a OAS não tomou o apartamento de volta nem cobrou o que faltava porque também se esqueceu (e assim se passaram anos)?
Você ACREDITA que OAS vendeu o apartamento dos Lula da Silva sem os consultar?
Você ACREDITA que o ex-presidente da República foi até o Guarujá para conhecer uma cobertura que não era sua e que não queria comprar? 
Você ACREDITA que o presidente de uma empresa que fatura bilhões por ano foi até o Guarujá para tentar convencer um amigo a comprar um apartamento?
Você ACREDITA que a tal empresa transformaria uma cobertura duplex (que já era um elefante branco antes) em triplex, fazendo dele um imóvel econômica e praticamente invendável, se o imóvel não tivesse destino certo?
Você ACREDITA que a tal empresa faria uma reforma de 700 mil reais no referido apartamento se ele não tivesse destino certo?
Você ACREDITA que a tal empresa divulgaria que não havia mais apartamentos disponíveis no condomínio se ainda faltasse vender justamente a maior e mais cara das unidades?
Você ACREDITA que o presidente da República encontraria um diretor da Petrobrás que declarou que não conhecia para lhe fazer uma pergunta prosaica e irrelevante (i.e. se ele tinha um conta na Suíça) e que não lhe dizia respeito?
Você ACREDITA que Leo Pinheiro, Renato Duque, o casal Santana e todos os outros resolveram, do nada, mentir juntos para incriminar o presidente (mentiras essas que prejudicam muito suas próprias situações)? E que só fazem isso porque estão sendo pressionados pelos procuradores?
Você ACREDITA que os procuradores não têm nada de mais importante a fazer do que perseguir o ex-presidente da República?
Você ACREDITA que os procuradores estão a soldo da direita nacional em seu projeto maligno de destruir o único líder autenticamente popular que o Brasil já conheceu?
Você ACREDITA que Lula é inocente?
Você ACREDITA em Papai Noel? 
Você acredita na história da cegonha? 
Você acredita no STF?
Errar é humano, não há vergonha em voltar atrás. Esse cara te enganou e te traiu, meu chapa. Chega pra cá. Prometo que não vou tripudiar.

Bolsonaro é fundamental


Bolsonaro é fundamental

Por  Claudia Wild

Na verdade o Brasil vive um paradoxo entre seus desejos realizáveis e exigências fictícias!
Nunca tivemos um país tão inculto, com tantos analfabetos funcionais, tomado pela barbárie e pela falta de civilização, mas em contrapartida, as exigências para a política se colocam à procura de um heróico e santo salvador, que seja culto, probo, desligado da velha arte de fazer política, que possa trazer a moralização total, e claro – que agrade uma elite intelectual que sempre aprendeu male-male o beabá da tabuada, e arrota ensinamentos de Albert Einstein. Uma turma que tem no atraso de Woodstock, a explicação do próprio atraso brasileiro.
Muitos acusam Bolsonaro de “tosco“ e “despreparado“, mas não se atentam para o que tivemos num passado recente.
Tivemos dois presidentes toscos (um analfabeto e outra semi-alfabetizada) que ganharam o coração de boa parte dos brasileiros e que jamais tiveram suas competências questionadas. Já um capitão do Exército que tem boa formação educacional e moral, é sumariamente rechaçado por uma turma que só curte uma aparência cool de um idealismo que não leva em conta a barbárie civilizacional brasileira e que deve, portanto, ser enfrentada por alguém corajoso e sem politicamente correto.
Bolsonaro pode ter sido infeliz em algumas falas, não é perfeito, não é nenhum salvador da pátria, mas tem honestidade – que para o brasileiro não vale se estiver divorciada de chavões retóricos, de vernizes literários, de competências financeiras (que inclusive Lula e Dilma nunca tiveram).
Daí a implicância com relação ao seu nome e o que ele se propõe.
Segundo meu amigo Mozart Lisboa, “Bolsonaro agride o senso estético do provincianismo intelectual brasileiro“. É isto, um povo extremamente ligado à “jecura” da nossa elite intelectual que tem “nojinho“ de quem fala a verdade direta, crua, sem rodeios e que está disposto a colocar a mão na massa.
Bolsonaro precisa de uma boa equipe, bons assessores ligados à competência e não aos apadrinhamentos políticos - geralmente espúrios e regados a muita corrupção. As deficiências de Bolsonaro, para um país que teve Sarney, Collor, Lula e Dilma, a nação tira de letra. Os defeitos de Bolsonaro são muito menos importantes do que as suas qualidades, estas absolutamente necessárias ao país neste momento. Um homem honesto, corajoso, patriota e que não está comprometido com este nefasto projeto de poder marxista que varreu a possibilidade de deixarmos nosso subdesenvolvimento.
Em sendo assim, para começarmos uma nova fase, Bolsonaro será fundamental. Já tentam caricaturá-lo como fizeram com o saudoso Eneas Carneiro. Tentam manchar 24 horas por dia sua ilibada conduta e reputação política. Tentam afastar o brasileiro do caminho certo, e temo que não conseguirão! Sabem por quê?
Estamos enfastiados de canalhas e de homens sem compromisso com o Brasil. No que depender de mim, Bolsonaro será o próximo presidente brasileiro. Está com o tal “nojinho“ e repetindo os jargões de intelectuais de meia-tigela?
Mude-se para a Inglaterra e aguarde a futura encarnação de Churchill ou da Thatcher, ou então encare a nossa realidade! O que há de melhor no Brasil neste momento. Sim, ele, o Capitão."