MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

MIRIAM - INCOERÊNCIA OU HIPOCRISIA? por general Rocha Paiva

MIRIAM - INCOERÊNCIA OU HIPOCRISIA?

General da Reserva Luiz Eduardo Rocha Paiva

A jornalista Miriam Leitão persiste com seu antagonismo às Forças Armadas, por de ter sido presa no início dos anos 1970. Estava grávida e, segundo afirma, sofreu maus tratos em unidade do Exército, enfatizando ter sido colocada com uma cobra na mesma cela.

Diz que lutava por democracia, contra a ditadura militar. É incoerência (ou hipocrisia?) dizer que lutava por liberdade, pertencendo à militância do PCdoB, então fora da lei. O partido era uma organização extremista, subordinada ao Partido Comunista Chinês, dirigente de uma potência totalitária responsável pelas maiores violações de direitos humanos no século passado. A estratégia do PCdoB, seguindo a doutrina da matriz, era a revolução violenta para implantar a ditadura comunista, empregando todo o rol dos crimes hediondos.

Miriam não sabia por quais propósitos estava lutando? É difícil acreditar, sendo ela uma estudante universitária. Assim, deveria ter coragem moral de dizê-lo francamente, bem como se ainda professa aquela ideologia. Se desinfetou seu pensamento político, confesse a ilusão do passado e não cobre pedidos de desculpas das instituições que a impediram de concretizar seu objetivo liberticida.

Quanto aos maus tratos e violações de que acusa o regime militar, deveria lembrar que o PCdoB poderia tê-la mandado para a guerrilha do Araguaia. Nesse caso, por imposição do comitê político da organização terrorista, ela só poderia sair da região vitoriosa ou morta em combate. Teria também que abortar, pois essa era a ordem para as guerrilheiras grávidas. Ao ser presa, escapou desse destino cruel e seu filho pode, livremente, repetir suas histórias (ou seriam estórias?) em seus livros.