MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Economia de compadrio – interferência humana na lei natural do livre mercado


Economia de compadrio – interferência humana na lei natural do livre mercado

Ronaldo Carneiro*

 Políticos e burocratas, algumas vezes bem intencionados, buscam estimular o comercio com exterior ou setores do mercado doméstico. Com isto criam instituições financeiras visando exportação/importação e bancos de desenvolvimento domestico.

Isto significa nada mais que uma bolsa empresário, mas acima de tudo, permite empoderar políticos e burocratas para fazer beneficio com dinheiro publico. Captam recursos de muitos para destiná-los a poucos amigos do rei – prática anti democrática por excelência, sempre com a legitimidade conferida por tecnocratas de conceito distorcido/duvidoso ou mal intencionados. Esta prática não acrescenta em nada a capacidade de investimento, apenas concentra nas mãos de poucos além de empoderar políticos – isto não tem nada a ver com economia mas tudo a ver com manutenção de poderAlgum tecnocrata resiste ao telefonema do poderoso de plantão indicando empresários para serem beneficiados com esta bolsa empresário? Gráficos, planilhas, cálculos são preparados com rapidez para justificar o empréstimo – campeões nacionais amigos do rei criam um desbalanceamento na competição de mercado, pela indevida interferência humana no livre mercado.

Certamente agencias de desenvolvimento, não instituições financeiras, tem um importante papel a desempenhar na organização de investimento para infraestrutura. Significa captar recursos de todos para beneficiar a todos. Porem, político prefere ser credor de favores para iniciativa privada que são financiadores de suas campanhas – captam recursos de todos para beneficiar os amigos do rei. Esta prática é tão descarada que bancos ficam conhecidos como “banco da Boeing” ou demais beneficiários. Ao interferir na iniciativa privada, cria-se uma distorção enorme na economia de mercado, tecnocratas que conferem legitimidade a estas opções definitivamente não conhecem o potencial distributivo do mercado.

Desastre semelhante ocorre com legislação que obriga recolhimento compulsório de impostos sindicais, viabilizador de toda uma estrutura arcaica e lideres sindicais forjados pela compra de votos para manutenção de poder trabalhista.

Outro desastre econômico são os setores que definem seus próprios salários gerando uma distorção enorme na economia. Esta prática consegue desestabilizar planos salariais, mormente com o crescimento da estrutura burocrática, tanto no executivo, como no legislativo e judiciário. Estes setores, ao invés de definirem seus próprios salários, devem buscar referenciais na economia de mercado, que, verdadeiramente, flutuam conforme a vontade coletiva e a justa contribuição de cada um para a sociedade.

Empresas estatizadas constituem uma reserva de mercado para empoderar políticos. De nenhuma eficácia econômica mas de toda eficácia politica. Argumento mais comumente usado é o nacionalismo, como se economia tivesse nacionalidade, como se as leis econômicas conhecessem fronteiras geográficas – definitivamente a economia não estuda geografia!!! Defensores da estatização não são ideólogos de direita nem de esquerda, são ideólogos do atraso.

Aliás, interferência do governo na economia é sempre, sem exceção, um desastre, viabilizadora do capitalismo de compadrio. Urge separar economia de politica.

Economia de mercado num novo pacto social, priorizando nutrição, saúde e educação é remédio infalível para pavimentar as estradas do desenvolvimentoMais Mises, menos Keynes, mais liberdade menos governo.

Cordialmente
Ronaldo Campos Carneiro – junho/2017
EGD 2008-9 – Distrito 4530 – Brasília – DF

Sobre o autor: Ronaldo Campos Carneiro é engenheiro de produção, ex professor da USP/PUC. Ex negociador de projetos do Brasil com Banco Mundial e BID. Foi executivo -CEO - de empresa privada na área de café e maquinas de café.