MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

A história do Brasil do PT - Artigo do Pondé sobre o PT dia 18 Abr 02

A história do Brasil do PT

Artigo do Pondé sobre o PT dia 18 Abr 02

18/04/2016 02h00

A "batalha do impeachment" é a ponta do iceberg de um problema maior, problema este que transcende em muito o cenário mais imediato da crise política brasileira e que independe do destino do impeachment e de sua personagem tragicômica Dilma.

Mesmo após o teatro do impeachment, a história do Brasil narrada pelo PT continuará a ser escrita e ensinada em sala de aula. Seus filhos e netos continuarão a ser educados por professores que ensinarão esta história. Esta história foi criada pelo PT e pelos grupos que orbitaram ao redor do processo que criou o PT ao longo e após a ditadura. Este processo continuará a existir. A "inteligência" brasileira é escrava da esquerda e nada disso vai mudar em breve. Quem ousar nesse mundo da "inteligência" romper com a esquerda, perde "networking".

Ao afirmar que a "história não perdoa as violências contra a democracia", José Eduardo Cardozo tem razão num sentido muito preciso. O sentido verdadeiro da fala dos petistas sobre a história não perdoar os golpes contra a democracia é que quem escreve os livros de história no Brasil, e quem ensina História em sala de aula, e quem discorre sobre política e sociedade em sala de aula, contará a história que o PT está escrevendo. Se você não acredita no que digo é porque você é mal informado.

O PT e associados são os únicos agentes na construção de uma cultura sobre o Brasil. Só a esquerda tem uma "teoria do Brasil" e uma historiografia.

Esta construção passa por uma sólida rede de pesquisadores (as vezes, mesmo financiada por grandes bancos nacionais), professores universitários, professores e coordenadores de escolas, psicanalistas, funcionários públicos qualificados, agentes culturais, artistas, jornalistas, cineastas, produtores de audiovisual, diretores e atores de teatro, sindicatos, padres, afora, claro, os jovens que no futuro exercerão essas profissões. O domínio cultural absoluto da esquerda no Brasil deverá durar, no mínimo, mais 50 anos.

Erra quem pensa que o PT desaparecerá. O do Lula, provavelmente, sim, mas o PT como "agenda socialista do Brasil" só cresce. O materialismo dialético marxista, mesmo que aguado e vagabundo, com pitadas de Adorno, Foucault e Bourdieu, continuará formando aqueles que produzem educação, arte e cultura no país. Basta ver a adesão da camada "letrada" do país ao combate ao impeachment ao longo dos últimos meses.

Ao lado dessa articulada rede de agentes produtores de pensamento e ação política organizada, que caracteriza a esquerda brasileira, inexiste praticamente opção "liberal" (não vou entrar muito no mérito do conceito aqui, nem usar termos malditos como "direita" que deixam a esquerda com água na boca).

Nos últimos meses apareceram movimentos como o Vem Pra Rua e o MBL que parecem mais próximos de uma opção liberal, a favor de um Brasil menos estatal e vitimista. Ser liberal significa crer mais no mercado (sem ter que achá-lo um "deus") e menos em agentes públicos. Significa investir mais na autonomia econômica do sujeito e menos na dependência dele para com paternalismos estatais. Iniciativas como fóruns da liberdade, todas muitos importantes para quem acha o socialismo um atraso, são essencialmente incipientes. E a elite econômica brasileira é mesquinha quando se trata de financiar o trabalho das ideias. Pensa como "merceeiro", como diria Marx. Quer que a esquerda acabe por um passe de mágica.

O pensamento liberal no Brasil não tem raiz na camada intelectual, artística ou acadêmica. E sem essa raiz, ele será uma coisa de domingo a tarde.

A única saída é se as forças econômicas produtivas que acreditam na opção liberal financiarem jovens dispostos a produzir uma teoria e uma historiografia do Brasil que rompa com a matriz marxista, absolutamente hegemônica entre nós. Institutos liberais devem pagar jovens para que eles dediquem suas vidas a pensar o país. Sem isso, nada feito.

Sem essa ação, não importa quantas Dilmas destruírem o Brasil, pois elas serão produzidas em série. A nova Dilma está sentada ao lado da sua filha na escolinha.

A "Educação" no Brasil durante a era PT

Santa Maria,RS, 18 de abril de 2016.
Prezados amigos e familiares (filhos) vejam o que diz este professor de História sobre o que estão fazendo com o ensino e a "educação"  no Brasil da era PT.
Para vossa apreciação quando tiverem tempo.
Atenciosamente, 
GILNEI CASTRO MÜLLER (GCM)







O inimigo do Brasil

O inimigo do Brasil

RODRIGO CONSTANTINO - O GLOBO - 02/02/126

São cerca de 30 anos em que Lula age contra os interesses nacionais, prejudicando o país, perpetuando nossas misérias e corroendo nossas instituições republicanas
“Quem espera que o diabo ande pelo mundo com chifres será sempre sua presa.” (Schopenhauer)
Menino de família pobre chega do Nordeste e acaba se tornando operário no ABC paulista, até virar líder de um partido de esquerda temido pelas “elites”. Insiste em virar presidente e, após três tentativas fracassadas, consegue, para finalmente realizar o sonho da “justiça social”. É uma narrativa sedutora demais, não só para “intelectuais” inspirados em Rousseau que precisam de mascotes para aplacar suas angústias existenciais; mas para muita gente.
Agora a máscara de Lula caiu para a maioria. Mas muitos repetem que ele foi corrompido pelo poder, que sua “pureza” se perdeu. Novamente, trata-se de uma narrativa sedutora, para que os românticos possam preservar as ilusões. Lula não mudou tanto no poder; este apenas revelou sua essência. A própria sede insaciável pelo poder demonstrava o que estava por trás, e não era o desejo de ajudar os pobres.
Alguns podem achar que isso é chutar cachorro morto, mas discordo. Primeiro, pois já faço tais críticas há mais de década; segundo porque Lula ainda não está morto politicamente. Continua vivo, ameaçando voltar em 2018, causando estragos ao país, o que parece ser sua grande vocação.
Senão, vejamos: já no começo da vida de metalúrgico, Lula percebeu que trabalhar dava... trabalho. Preferiu o caminho das bravatas, incitando greves, tentando paralisar o país como se a pressão sindical fosse mesmo benéfica aos trabalhadores. Mas todas as “conquistas trabalhistas” verdadeiras são fruto do avanço capitalista, não de máfias sindicais inspiradas na luta de classes marxista. Basta comparar a qualidade de vida dos trabalhadores de países mais liberais com a dos brasileiros, que vivem numa verdadeira república sindical.
Depois, com o PT, Lula descobriu novamente o caminho do “quanto pior, melhor”. Quanto mais seu partido atrapalhava o país, melhor era para seu projeto pessoal de poder. O PT lutou contra todas as reformas importantes das últimas décadas. Plano Real, que derrotou a inflação (agora de volta); Lei de Responsabilidade Fiscal, que tentou trazer o bom senso de qualquer dona de casa para a gestão pública; privatizações, que tornaram os serviços melhores e bem mais acessíveis (linha telefônica era declarada como patrimônio no Imposto de Renda); etc.
Quando finalmente chegou ao poder, Lula teve um lapso de bom senso e preservou as conquistas que seu partido tinha dificultado ou quase impedido. Mas foi por pouco tempo. Logo seu lado populista falou mais alto, e um oportunismo pérfido fez com que todos os pilares fossem derrubados em prol de seu projeto de poder. Tivemos o mensalão, depois o petrolão, e seu governo “fez o diabo” para que sua criatura fosse eleita e reeleita. Todos sabiam quem realmente mandava.
Sim, é verdade que a economia cresceu bem por um período, mas, como os economistas sérios cansaram de avisar, isso se deu a despeito de Lula, não por causa dele. Não houve “avanços sociais” como boa parte da imprensa ainda insiste. O que aconteceu foi o fenômeno China, puxando o preço das commodities e enchendo os cofres do governo. Lula pegou esse bilhete de loteria e usou para a compra de votos, para fomentar uma bolha artificial, para endividar o Estado e as famílias brasileiras.
Em resumo, são cerca de 30 anos em que Luiz Inácio Lula da Silva age contra os interesses nacionais, prejudicando o Brasil, perpetuando nossas misérias e corroendo nossas instituições republicanas. E não pense que é exagero: o poder de um indivíduo, para o bem ou para o mal, não pode ser desprezado. Thatcher e Reagan fizeram muito para salvar seus respectivos países, enquanto Fidel Castro, camarada de Lula, destruiu e escravizou uma nação inteira por mais de meio século!
Nada disso seria possível, vale notar, sem a ajuda dos “intelectuais”, que sempre alimentaram o monstro. E isso inclui Fernando Henrique Cardoso. O sociólogo deixou seu lado marxista falar mais alto e ficou animado com a chegada do “homem do povo” ao poder. Mesmo depois de ser massacrado pela campanha de difamação petista, continuou com postura pusilânime, sem reagir à altura. A falta de uma oposição verdadeira deixou o caminho livre para as mentiras e o cinismo de Lula e seu PT.
Agora o ex-presidente pode acabar preso. Está todo enrolado com a Justiça. Seria um momento histórico para o país: do messianismo populista ao cárcere. Tenho certeza de que o Brasil iria parar, e as ruas seriam tomadas por gente esperançosa. Lula não virou; ele sempre foi o inimigo do Brasil.

CARDOZO DEBOCHA DA JUSTIÇA

CARDOZO DEBOCHA DA JUSTIÇA 

Sérgio Alves de Oliveira - Advogado e Sociólogo

A matéria que estou abordando não é inédita. Já foi suscitada por alguns operadores do direito, sem dúvida com muita competência. Trata-se da conduta flagrantemente inconstitucional e ilegal do Advogado Geral da União, José Eduardo Cardoso , ”advogando” os interesses da Chefe do Poder Executivo Federal, Presidente Dilma Rousseff, no processo por 
crime de responsabilidade/impeachment que responde perante a Câmara Federal, tanto na esfera parlamentar, quanto  na judicial.                                                                                                                 

Porém Cardozo  está contrariando a Constituição (art.131) e também a Lei Complementar 73/1993, que regulamenta o citado dispositivo constitucional. Segundo o artigo 131 da CF,” a Advocacia Geral da União é uma instituição que, diretamente, ou através de órgão vinculado, representa  a União, judicial e extrajudicialmente, cabendo-lhe, nos termos da lei complementar que dispuser sobre a sua organização e funcionamento, as atividades de consultoria e assessoramento do Poder Executivo”.

A Lei Complementar Nº 73/1993, que disciplina a matéria, nos termos do mandamento constitucional previsto no seu artigo 131, dispõe  no artigo 1º,que “A Advocacia-Geral da União é a instituição que representa a União judicial e extrajudicialmente. Pelo seu parágrafo único,” À AGU cabem as atividades de consultoria e assessoramento jurídico ao Poder Executivo, nos termos desta Lei Complementar”.

Trocando tais disposições, constitucional e legal, em miúdos, a função da  AGU é representar a União, integrada pelos seus Três Poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário, em  todas as demandas judiciais ou extrajudiciais em que for parte, competindo–lhe, também, a função de “assessoria” e “consultoria” ao Poder Executivo.  

Porém o envolvimento do Advogado-Geral da União no episódio da apuração de crime de responsabilidade/impeachment da Presidente Dilma, não  só vai muito além do que lhe é permitido pelas leis (assessoramento e consultoria), como ao mesmo tempo entra em flagrante conflito com o “cliente” do qual estaria servindo como advogado, advogando os interesses de uma parte desse “cliente”, contra a outra parte desse mesmo “cliente”.  Um mesmo cérebro não pode comandar uma luta de um braço contra o outro.

Na verdade nunca poderia o Advogado-Geral da União tomar partido, como advogado, seja judicial ou extrajudicialmente, do Poder Executivo(Dilma Rousseff), contra o Poder Legislativo, porque ambos compõem a mesma pessoa jurídica, a União, no processo de impeachment da Presidente, ou em  qualquer outro, que  ao lado  do Poder Judiciário, todos são integrantes, em igualdade de condições, dentro  das suas respectivas competência constitucionais, da pessoa jurídica de direito público interno denominada UNIÃO.

Cardozo também está abusando do poder. Quem estudar a  estrutura que foi dada à Advocacia-Geral da União ficará impressionado com o seu gigantismo, e compreenderá perfeitamente a dificuldade que teria qualquer pessoa ou entidade que fosse alvo dos seus “ataques”. Esse eventual “confronto” estaria à beira da covardia, tamanha a desigualdade de forças. Seria como um homem só enfrentar um exército.

No caso do impeachment em curso, o Advogado-Geral da União declarou guerra ao Poder Legislativo, que  é uma parte do seu “cliente”, e colocou toda a estrutura do “gigante” que comanda a bombardear o Supremo Tribunal Federal com toda a espécie de procedimento, como num tiroteio cerrado, onde lá pelas tantas um dos tiros poderá acertar, num total desrespeito ao STF, que  talvez até fique “constrangido”, ou mesmo “acovardado”, em aplicar a punição por pedido temerário ou litigância de má, como frequentemente  acontece na verdadeira Justiça, a “lá de baixo”.

Então peço até perdão pelo que vou escrever:  estão fazendo a Justiça de “palhaça”. Justifico: o Supremo não tem a estrutura “gigantesca” (que tem a AGU) que seria necessária para dar conta da sua missão de “Corte Constitucional”, a serviço da sociedade “comum”, e  ao mesmo tempo dar conta da avalanche de ações que recebe diariamente, como instância originária, sobre o impeachment, e também dos batalhões de advogados contratados pelos réus da “Lava Jato”, pagos  a  peso de ouro pelos “novos ricos” ,que se serviram à vontade, e ilicitamente, dos cofres públicos. Por sua falta de estrutura , o Supremo mais parece  hoje um “Tribunal de Governo”, o que se agrava sobremaneira devido   ao baixo nível moral desse Governo, que infelizmente é quem escolhe os membros dos tribunais superiores no Brasil, inclusive do Supremo, pelos  evidentes riscos que isso pode representar à sociedade.   

Mas o que faz a gente quase perder toda a esperança de reverter esse quadro caótico em que meteram o Brasil, com ou sem impeachment de Dilma, é que todas essas irregularidades acontecem na “cara” de todo o mundo, e  também das mais respeitadas instituições jurídicas, inclusive da Corte Máxima da Justiça brasileira. E todas elas “engolem”, sem qualquer reação, essas barbaridades jurídicas, onde os seus membros nunca honram os compromissos e juramentos feitos após deixarem a Faculdade de Direito e ingressarem na vida ativa profissional, em qualquer das áreas privativas dos operadores do direito.                                 

Mas uma coisa é certa. Não é por falta de conhecimentos jurídicos que os Ministros do Supremo geralmente favorecem o Governo, deixando Cardozo livre na tribuna para advogar os interesses de Dilma contra a Câmara, que qualquer estudante de Direito sabe que não poderia. Então a omissão desse Tribunal em apontar as irregularidades aqui tratadas só poderiam ser atribuídas à conivência ou mesmo “parceria” com o Governo, não havendo maneira de precisar se dolosa ou culposa.                                                                     

Resumidamente, pode-se afirmar sem medo de erro que  essa caótica situação vivida no mundo jurídico brasileiro sem dúvida é reflexo da podridão generalizada que foi instalada no país, que  protagonizou a passagem do Brasil do Estado de Direito para o seu contrário, para o Estado de (anti)Direito. Enquanto essa situação não for corrigida, o Brasil continuará sendo o fracasso que é hoje, em todos os sentidos. Nenhuma sociedade conseguirá ser justa e prosperar pelos caminhos do Estado de (anti)Direito, que sempre abre as suas portas para ser comandada pela sua pior escória.

Assalto ao Banespa em outubro/68 - Sabe Quem Foi?

Assalto ao Banespa em outubro/68 - Sabe Quem Foi?


Foi ELA... ELA MESMA !!!

... E tem gente, que não conhece a história. Única desculpa para sair às ruas para defendê-la.


No dia 6 de outubro de 1968, após assalto à mão armada ao Banco Banespa da Rua Iguatemi, em São Paulo, a assaltante vulgarmente conhecida como Dona Vanda, usando técnicas de terrorismo e portando um revólver de calibre 38 em mãos, conseguiu fugir com seus comparsas, roubando a vultosa quantia de 80 mil Cruzeiros Novos, valor que trazido para março de 2016, seria de aproximadamente R$ 690 mil.

Um roubo ao patrimônio do brasileiro.
O crime do assalto ao Banco Banespa em outubro/68 foi um grande sucesso para a quadrilha de terroristas, pois comparado ao de dois meses antes, quando no dia primeiro de agosto, o mesmo bando, numa tentativa frustrada de assalto ao Banco Mercantil de São Paulo, fugiu sob tiros, sem levar um centavo sequer, deixando para trás dois comparsas. Um seriamente ferido e o outro morto. Na ocasião, Dona Vanda era conhecida como Patrícia.

Dois anos depois, em 16 de janeiro de 1970, a terrorista (então chamada Dona Luíza) foi finalmente capturada pela Operação Bandeirante e após ter sido presa (sem qualquer tortura), confessou ter planejado minuciosamente o assassinato do Capitão Chandler e o assalto ao Quartel da Força Pública do Barro Branco, entre outros.

Passados 45 anos, essa mesma mulher, não usa exatamente as estratégias de terrorismos e arma nas mãos, mas nos assalta com uma caneta de Presidente da República do Brasil e outras estratégias amorais.

Essa mesma Dona Vanda, Patrícia ou Luíza, que agora no poder usa o verdadeiro nome de Dilma, assalta os cofres da Caixa Econômica Federal, banco fundado em 1861 por Dom Pedro II.

Outro roubo ao patrimônio brasileiro.
Tem gente, que sem conhecer a história, sai às ruas para defendê-la.
Essa mesma mulher, no governo de Lula assume a Presidência do Conselho de Administração da Petrobrás (até então, uma das mais sólidas e bem conceituadas empresas brasileiras), e graças a uma série de concessões, “desconhecimentos” e pela sistematização da corrupção e crime organizados durante sua gestão, a Petrobrás amarga hoje um rombo de 42 BILHÕES de Reais.

Mais um roubo do patrimônio público e ao povo brasileiro.
A única desculpa para sair às ruas para defendê-la é o desconhecimento de sua história.

Em março de 2016, a terrorista e assaltante de bancos tenta impedir a prisão de um poderoso milionário e chefe de um cartel organizado, durante uma operação da Polícia Federal. Um homem que já desviou bilhões e bilhões de reais de um país carente de remédio, comida e educação.

Mais um roubo do patrimônio público e ao povo brasileiro.
E tem gente, que continua não conhecendo a história. Única desculpa para sair às ruas para defendê-la.

Mas, só conhece a história quem estuda... E a primeira coisa que a ladra de bancos fez em seu 2º mandato foi cortar 10,5 bilhões da educação brasileira. Boa estratégia, pois se mantiver seu público eleitor sem acesso à educação, garantirá as próximas eleições ao PT (povo que o próprio Lula chama de “peões”).

Sem leitura e educação, este ciclo poderá se perpetuar.

Mais um roubo do patrimônio público do povo brasileiro.
Se ainda não acredita nos fatos acima, estude para confirmar e tirar suas dúvidas e então, dar um basta ao roubo do teu patrimônio.

Isto sim é um golpe.
http://tarabori.jusbrasil.com.
br/artigos/318102343/e-tem-gente-que-nao-conhece-a-historia-unica-desculpa-para-sair-as-ruas-para-defende-la?utm_campaign=newsletter-daily_20160401_3111&utm_medium=email&utm_source=newsletter
Fonte: Texto da Comunidade
Nadir Tarabori
Consultor Legal - Direito Estratégico -
Formado pela Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie - Membro Efetivo da Comissão de Segurança Pública da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção São Paulo - (2013/2015) - Mestrado em Ciências Penais - Master´s Degree - pela Université Paris - Panthéon - Sorbone.  

Olha o que dizem Frente Popular Brasil, Leonardo Boff e Pedro Stédile

Aos meus amigos
Leiam o artigo abaixo e vejam como se exprime esse lixo da humanidade.  Mentiras, distorções, promessas falsas e ódio.  Lobos tentando vestir pele de cordeiro.  São bem endoutrinados discípulos de Lênin e fiéis seguidores de sua estratégia do “Acuse-os do que você faz, xingue-os do que você é.”  Exploradores da miséria humana, do MST e da CUT, miséria criada e fomentada por eles mesmos, com finalidades sujas, imorais, criminosas.  Ver esta gente gritando “Viva a Democracia!”, lembra-me do comentário que li ainda hoje: “Comunistas falando de Democracia são como prostitutas falando sobre as vantagens da virgindade.”
Dá para concluir o que nos espera. Não imaginem que a votação de Impeachment na Câmara foi o final do problema.
Vamos ter um longo caminho a percorrer, até que o Brasil se veja livre desta praga vermelha.
Precisaremos de educação em seu mais amplo sentido. Não só a educação dada em casa, a das boas maneiras e a dos bons princípios morais.  Precisamos eliminar o currículo destruidor de princípios, comunista, das escolas e universidades. Substituí-lo por um currículo do bem, que vise o progresso e o bem estar do Brasil como um todo. Que prepare os jovens para uma convivência sadia, que os prepare para serem cidadãos úteis à sociedade.  Precisamos de bons profissionais, bons médicos, bons engenheiros, bons advogados.  Mas precisamos, também, que esses bons profissionais aprendam a pensar por si, a ler e analisar os fatos com inteligência própria e que não se deixem guiar por endoutrinadores mal intencionados e slogans demagógicos.  E se tivermos sorte neste empreendimento, com governos que sustentem este esforço por um longo tempo, sem enfraquecer em seu intento, vamos precisar de três gerações para ver os primeiros resultados, ou seja, noventa a cem anos !!!  Se não o fizermos, amanhã teremos novas Dilmas e novos Lulas saindo dos bancos das escolas.
Fala-se muito do tríplex e do sítio de Lula, mas ninguém está se dando conta do maior crime que ele cometeu:  A destruição da ética e dos valores morais que permitem a vida em sociedade, uma sociedade democrática e mais justa.  Vamos levar um século para recuperar o Brasil do ódio e da luta de classes que nos foi impingida por gente que não tem a menor noção do que é vida em sociedade e a ética que é necessária para esta convivência ser produtiva.
Precisamos de um presidente que tenha a coragem de Churchill, ao prometer Sangue, Suor e Lágrimas.  Porque isto é que nos espera.
Deixamos a coisa ir longe demais.  Fomos omissos e coniventes.   Agora vamos pagar o preço.  Ou alguém tem ilusões de que as esquerdas, após terem conquistado o poder, e o mantido por três mandatos e meio, vão ceder todo o terreno que já ganharam?  Eles não vão largar o poder sem oferecer uma resistência feroz e suicida.
Abcs
Dominguez

De: azamba
Enviada: terça-feira, 19 de abril de 2016 13:48
Assunto: Nota das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo e artigos de L. Boff e J.P. Stédile

COMUNICADO DA FRENTE BRASIL POPULAR E DA FRENTE POVO SEM MEDO  NÃO ACEITAMOS O GOLPE CONTRA A DEMOCRACIA E NOSSOS DIREITOS.
VAMOS DERROTAR O GOLPE NAS RUAS!  Este 17 de abril, data que lembramos o massacre de Eldorado dos Carajás, entrará mais uma vez para a história da nação brasileira como o dia da vergonha. Isso porque uma maioria circunstancial de uma Câmara de Deputados manchada pela corrupção ousou autorizar o impeachment fraudulento de uma presidente da República contra a qual não pesa qualquer crime de responsabilidade.
As forças econômicas, políticas conservadoras e reacionárias que alimentaram essa farsa têm o objetivo de liquidar direitos trabalhistas e sociais do povo brasileiro. São as entidades empresariais, políticos como Eduardo Cunha, réu no STF por crime de corrupção, partidos derrotados nas urnas como o PSDB, forças exteriores ao Brasil interessadas em pilhar nossas riquezas e privatizar empresas estatais como a Petrobras e entregar o Pré-sal às multinacionais. E fazem isso com a ajuda de uma mídia golpista, que tem como o centro de propaganda ideológica golpista a Rede Globo, e com a cobertura de uma operação jurídico-policial voltada para atacar determinados partidos e lideranças e não outros.
Por isso, a Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo conclamam os trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade, e as forças democráticas e progressistas, juristas, advogados, artistas, religiosos a não saírem das ruas e continuar o combate contra o golpe através de todas as formas de mobilização dentro e fora do País.
Faremos pressão agora sobre o Senado, instância que julgará o impeachment da presidente Dilma sob a condução do ministro Lewandowski do STF. A luta continua contra o golpe em defesa da democracia e nossos direitos arrancados na luta, em nome de um falso combate à corrupção e de um impeachment sem crime de responsabilidade.
A Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo desde já afirmam que não reconhecerá legitimidade de um pretenso governo Temer, fruto de um golpe institucional, como pretende a maioria da Câmara ao aprovar a admissibilidade do impeachment golpista.
Não reconhecerão e lutarão contra tal governo ilegítimo, combaterá cada uma das medidas que dele vier a adotar contra nossos empregos e salários, programas sociais, direitos trabalhistas duramente conquistados e em defesa da democracia, da soberania nacional.
Não nos deixaremos intimidar pelo voto majoritário de uma Câmara recheada de corruptos comprovados, cujo chefe, Eduardo Cunha, é réu no STF e ainda assim comandou a farsa do impeachment de Dilma.
Continuaremos na luta para reverter o golpe, agora em curso no Senado Federal e avançar à plena democracia em nosso País, o que passa por uma profunda reforma do sistema político atual, verdadeira forma de combater efetivamente a corrupção.
Na história na República, em vários confrontos as forças do povo e da democracia sofreram revezes, mas logo em seguida, alcançaram a vitória. O mesmo se dará agora: venceremos o golpismo nas ruas!  Portanto, a nossa luta continuará com paralisações, atos, ocupações já nas próximas semanas e a realização de uma grande Assembleia Nacional da Classe Trabalhadora, no próximo 1º de maio.
A luta continua! Não ao retrocesso! Viva a democracia!  -- 


* Um golpe parlamentar e a volta reacionária da religião, da família, de Deus e contra a corrupção* 
*Leonardo Boff* 
Observando o comportamento dos parlamentares nos três dias em que discutiram a admissibilidade do impedimento da presidenta Dilma Rousseff parecia-nos ver criançolas se divertindo num jardim da infância.
Gritarias por todo canto. Coros recitando seus mantras contra ou a favor do impedimento. Alguns vinham fantasiados com os símbolos de suas causas.
Pessoas vestidas com a bandeira nacional como se estivessem num dia de carnaval. Placas com seus slogans repetitivos. Enfim, um espetáculo indigno de pessoas decentes de quem se esperaria um mínimo de seriedade.
Chegou-se a fazer até um bolão de apostas como se fora um jogo do bicho ou de futebol.
Mas o que mais causou estranheza foi a figura do presidente da Câmara que presidiu a sessão, o deputado Eduardo Cunha. Ele vem acusado de muitos crimes e é réu pelo Supremo Tribunal Federal: um gangster julgando uma mulher decente contra a qual ninguém ousou lhe atribuir qualquer crime.
Que teve repercussão nacional e internacionalmente a ponto de o New York Times de 15 de abril escrever: *"Ela não roubou nada, mas está sendo julgada por uma quadrilha de ladrões". Que interesse secreto alimenta a Suprema corte, face tão escandalosa omissão? Recusamos a idéia de que esteja participando de alguma conspiração. Precisamos questionar a responsabilidade do Supremo Tribunal Federal por ter permitido esse ato que nos envergonhou. O que Ocorreu na declaração de voto algo absolutamente desviante. Tratava-se de julgar se a presidenta havia cometido um crime de irresponsabilidade fiscal junto a outros manejos administrativos das finanças, base jurídica para um processo político de impedimento que implica destituir a presidenta de seu cargo, conseguido pelo voto popular majoritário. Grande parte dos deputados sequer se referiu a essa base jurídica, as famosas pedaladas fiscais etc. Ao invés de se ater juridicamente ao eventual crime, deram asas à politização da insatisfação generalizada que corre pela sociedade em razão da crise econômica, do desemprego e da corrupção na Petrobrás. Essa insatisfação pode representar um erro político da presidenta mas não configura um crime.
Como num /ritornello/, a grande maioria se concentrou na corrupção e nos efeitos negativos da crise. Apostrofaram hipocritamente o governo de corrupto quando sabemos que um grande número de deputados está indiciado em crimes de corrupção. Boa parte deles se elegeu com dinheiro da corrupção política, sustentada pelas empresas. Generalizando, com honrosas exceções, os deputados não representam os interesses coletivos mas aqueles das empresas que lhes financiaram as campanhas.
Importa notar um fato preocupante: emergiu novamente como um espantalho a velha campanha que reforçou o golpe militar de 1964: as marchas da religião, da família, de Deus e contra a corrupção. Dezenas de parlamentares da bancada evangélica claramente fizeram discursos de tom religioso e invocando o nome de de Deus. E todos, sem exceção, votaram pelo impedimento. Poucas vezes se ofendeu tanto o segundo mandamento da lei de Deus que proibe usar o santo nome de Deus em vão. Grande parte dos parlamentares de forma puerial dedicavam seu voto à família, à esposa, à avó, aos filhos e aos netos, citando seus nomes, numa espetacularização da política de reles banalidade. Ao contrario, aqueles contra o impedimento argumentavam e mostravam um comportamento decente.
Fez-se um julgamento apenas politico sem embasamento jurídico convicente, o que fere o preceito constitucional. O que ocorreu foi um golpe parlamentar inaceitável.
Os votos contra o impedimento não foram suficientes. Todos saimos diminuidos como nação e envergonhados dos representantes do povo que, na verdade, não o representam nem pretendem mudar as regras do jogo político.
Agora nos resta esperar a racionalidade do Senado que irá analisar a validade ou não dos argumentos jurídicos, base para um julgamento político acerca de um eventual crime de responsabilidade, negado por notáveis juristas do país.
Talvez não tenhamos ainda amadurecido como povo para poder realizar uma democracia digna deste nome: a tradução para o campo da politica da soberania popular.
*Leonardo Boff , teologo e escritor 

--  O impeachment e a violência no campo: duas faces da mesma luta de classes  João Pedro Stedile 12 de Abril de 2016 às 19:37 
O enfrentamento está nos gabinetes, nas periferias e nos acampamentos rurais A votação do impeachment, que está em uma semana decisiva, explicita os interesses das classes dominantes e a disposição delas em reverter os prejuízos decorrentes da crise econômica mundial. É a luta de classes nos gabinetes.
O Brasil vive uma grave crise econômica, política e social, e, nesse cenário, o poder econômico quer recompor suas taxas de lucro. Mas aqueles que detêm esse poder não vão sair da crise sozinhos. Para isso, eles precisam acabar com as conquistas sociais, retirar direitos dos trabalhadores, privatizar as elétricas e o pré-sal, e implementar o projeto neoliberal.
Esse projeto das elites está sendo apresentado pelo PMDB sob a forma do que seria um futuro governo Temer. Então, o que está em jogo é se voltaremos ao neoliberalismo ou não. É para isso que eles precisam tirar a presidenta Dilma. E isso é elemento central da luta de classes, que se acirra.
Eu acredito que a sociedade se mobilizou e denunciou que o que está acontecendo é um processo político que têm motivações espúrias que nada têm a ver com o comportamento da presidenta Dilma e seu governo. E essa consciência está levando as pessoas às ruas em luta pela democracia, que é o que está em risco neste momento.
Segundo a avaliação de diversos analistas políticos que tenho acompanhado, o Governo vai perder na Comissão, mas vai ganhar no plenário da Câmara. Isso porque os promotores do processo ainda não conseguiram provar que a presidenta tenha cometido algum crime. Realizar pedaladas fiscais é um artifício contábil que todos os presidentes da República fizeram e que, dentre os atuais governadores, 24 deles já praticaram.
Então, se isso for considerado um crime, também deveria ter impeachment de todos eles.
Acho que depois das votações, há apenas dois cenários possíveis. Se não houver golpe, a presidenta Dilma sai fortalecida, porém terá a missão de remontar seu governo a partir de outras bases. Remontar o ministério, agora em diálogo com as forças da sociedade, não apenas com os partidos, e retomar o programa que a elegeu em outubro de 2014. Eu espero que Lula seja o coordenador desse processo.
Se houver golpe, entraremos em um governo de crise com desfecho imprevisível, pois 80% da população não aceita um governo Temer-Cunha-Mendes, nem um programa neoliberal, que vai trazer ainda mais problemas para o povo brasileiro. Então, se houver golpe, a crise política se aprofundará, e não haverá saída a curto prazo.
Longe do Planalto, a luta de classes usa armas de fogo. Em Quedas de Iguaçu (PR), a aliança entre oligarquias e governos locais matou dois trabalhadores rurais na última quinta-feira (7), justamente no mês em que relembramos os 20 anos do Massacre dos Carajás.
O que aconteceu no Paraná foi uma provocação organizada pelo secretário da Casa Civil do Governo do Estado, que tem laços históricos, financeiros e políticos com a empresa que grila a terra que pertence à União. Ele quis mostrar serviço aos seus patrocinados e promoveu a provocação que levou às duas mortes.
Essa tragédia demonstra como as elites reagem quando se sentem impunes.
Foi nesse mesmo contexto que aconteceram, há 20 anos, os massacres de Carajás, Corumbiara, sem contar os massacres nas cidades, em pleno governo FHC. Porque a vitória político-ideológica do neoliberalismo nas urnas sinalizou às elites mais truculentas de que agora se pode agir de forma impune.
De nossa parte, não nos acovardaremos, porém tomaremos todos os cuidados possíveis para não cair em provocações nem em armadilhas da violência do latifúndio. Nosso papel como MST é o de seguir a luta pela reforma agrária. Seguiremos ocupando os latifúndios improdutivos. Seguiremos ocupando as terras de políticos, empresas e fazendeiros que estão em dívida com a União por sonegarem impostos e por não pagarem empréstimos em bancos públicos.
Sabemos que há mais de 5 milhões de hectares nessas condições em todos os Estados do Brasil, e que se poderia assentar mais de 130 mil famílias.
Isso é o equivalente a todos os nossos acampados. E não será necessário que o governo gaste um centavo em indenização.
Seguiremos nossa luta por uma reforma agrária popular, que significa na atualidade, além de ocupar o latifúndio improdutivo, produzir alimentos saudáveis e sem agrotóxicos para toda a população.

Nas portas certas

/ OPINIÃO

Nas portas certas

Talvez pela primeira vez na história do organismo, um seu dirigente tenha vindo a cometer uma intromissão ilegal, segundo os parâmetros da própria OEA, em um país membro
A visita do Secretário-Geral da OEA, o uruguaio Luís Almagro, a Dilma Roussef nesta sexta-feira, 15 de abril, foi de uma desfaçatez poucas vezes vista nas relações internacionais.
O dirigente do organismo que congrega os países do Hemisfério Ocidental não veio a Brasília para uma tomada de contato com a situação brasileira, mas sim para solidarizar-se com uma chefe de governo que enfrenta uma crise política que acontece dentro do quadro institucional do País.
Solidariedade sim, mas bolivariana, a exemplo do que também fez seu colega da irrelevante e previsível UNASUL.
Quisesse o Secretário-Geral da OEA se pronunciar com autoridade e propriedade, no âmbito de suas verdadeiras atribuições, sobre os acontecimentos em curso no Brasil, ele ouviria atentamente o representante brasileiro naquele organismo, enviaria uma missão de observação ao País e, eventualmente, convocaria uma sessão da Assembleia-Geral para discutir a crise brasileira, na hipótese de estarem em risco os direitos fundamentais e a  democracia no Brasil.
Como não há no cenário brasileiro razões para essas medidas de consulta e deliberação, o Sr. Luís Almagro, decidiu pura e simplesmente desconsiderar o estatuto do organismo, o que acabou por leva-lo a perpetrar uma afronta ao Brasil, com inevitáveis consequências nas relações multilaterais do Hemisfério.
Talvez pela primeira vez na história do organismo, um seu dirigente tenha vindo a cometer uma intromissão ilegal, segundo os parâmetros da própria OEA, em um país membro.
O governo do PT, coadjuvado pelos cúmplices que plantou nas instituições nacionais,  tem sido hábil em apagar da memória recente os seguidos crimes que cometeu contra o patrimônio público e o Estado, desde a malversação do capital da Petrobrás até a violação aberta da Lei de Reponsabilidade Fiscal, desrespeito que chegou a ser comemorado publicamente pela presidente perante uma plateia companheira, culminando agora com a iniquidade da nomeação do ex-presidente para ministro com a intenção manifesta de abriga-lo da justiça.
Em qualquer país onde as instituições nacionais estivessem funcionando com independência e autonomia, um presidente da República já teria sido investigado plenamente e, uma vez apuradas e confirmadas as acusações, responsabilizado legalmente por tais feitos.
Nada disso aconteceu no Brasil por que o PT conseguiu impedir que tais apurações e julgamentos se consumassem, para agora assistirmos, perplexos, o Advogado Geral da União usar esse descaminho a seu favor, numa encenação inimaginável marcada pelo cinismo.
Isso é que deveria preocupar uma autoridade realmente representativa do organismo internacional que congrega países de uma região com reconhecido déficit institucional, onde o subdesenvolvimento é um produto cultural e secular da falta de instituições democráticas e sólidas.
O que o Secretário-Geral da OEA deveria estar apurando, em prol da consolidação da democracia na região, é o absurdo de, até o presente momento, o Supremo Tribunal Federal, a Procuradoria Geral da República e o Congresso Nacional  do Brasil não terem conseguido investigar e julgar a presidente da República pelos atos ilícitos apontados pelo Tribunal de Contas da União e pelo Ministério Público Federal, atos amplamente denunciados pela imprensa, para enorme indignação da opinião pública.
Mas se o Secretário Geral da OEA bateu na porta errada, o emissário brasileiro que deve viajar a Washington para rebater essa afronta também pode cometer o mesmo erro. O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, o Senador Aloysio Nunes, conforme noticiado neste sábado, deve viajar a Washington para se entrevistar com seu correspondente no Senado dos Estados Unidos.
A OEA não é uma extensão do Departamento de Estado dos Estados Unidos, como a tradicional diplomacia do Brasil soube muito bem lembrar, com profissionalismo e firmeza, em tempos que infelizmente vão ficando distantes.
O papel de liderança que o Brasil deve exercer legitimamente no Hemisfério Ocidental deve começar com seus vizinhos da América do Sul. Os norte-americanos estão na expectativa e já fizeram a  sua parte, pela declaração do presidente Obama  de confiança no Brasil.
Está na hora de o Brasil retomar o exercício da liderança a que está vocacionado, defendendo a democracia na América do Sul.
Os embaixadores da tradicional diplomacia do Itamaraty, de uma era não tão afastada em que o Brasil tinha uma Política Externa, têm que vir à liça para alertar as elites e as sociedades civis das nações sul-americanas do que está em jogo no Brasil e de como os seus países serão afetados se o projeto bolivariano do PT vingar, não só no País, como na região.
Esse é o momento. A começar por bater nas portas certas.