MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

terça-feira, 12 de abril de 2016

Sem união de todos nós não há saída

Sem união de todos nós não há saída

Publicado por Luiz Flávio Gomes 

Se o sistema político brasileiro é um cadáver em decomposição, como muitos reconhecem, todos nós temos a obrigação de reconstruí-lo. Os que avançaram o sinal vermelho em termos de corrupção devem ser devidamente investigados e, eventualmente, punidos pela Justiça, da qual se espera a máxima isenção assim como a firmeza necessária, sem nunca menoscabar o Estado de Direito.
Se a sensação generalizada é de que estamos diante de um sistema exaurido, por que ainda não foi colocado ponto final nele? Por incrível que pareça, esse sistema inteiramente corrupto só não foi ainda enterrado em virtude da luta aguerrida entre os chamados pejorativamente “coxinhas”, “petralhas” e “isentões”. Prestemos atenção: é bem provável que somos os últimos sustentáculos do modelo partidário que já se esgotou e que nada mais tem a oferecer de útil para os brasileiros.
Carregamos diariamente sobre nossos ombros verdadeiras urnas funerárias, como se elas pudessem milagrosamente se ressuscitar. Não vale a pena na breve vida de que dispomos lutar por quem pensa prioritariamente em seus interesses, esquecendo-se do mais importante, que é o bem comum, que está exigindo de todos nós agora uma decisão corajosa de propor algo construtivo, como por exemplo a diminuição pela metade do número de deputados federais, estaduais e vereadores. Quando os tempos exigem, devemos copiar William Gladstone, que foi primeiro-ministro na Inglaterra, na segunda metade do século XIX. Ele dizia que em tempos difíceis devemos “poupar tocos de vela e raspas de queijo pelo bem do país”.
A Nova República feneceu. É hora de superar o luto e de promovermos a maior reforma política e eleitoral da nossa História, impondo regras de barreira eleitoral (para diminuir o número de partidos políticos, facilitando o surgimento de novas forças robustas). Temos que restringir drasticamente o número de pessoas com direito ao foro especial por prerrogativa de função, que se torna mais nefasto para os interesses do país quando combinado com a nomeação pelo Executivo dos ministros dos Tribunais Superiores. Dois antigos privilégios da aristocracia que não combinam com o regime republicano.
Não nos compete dar relevância para um sistema político que tanta tragédia nos causou, jogando-nos ao abismo da desesperança. Seu ciclo acabou. Seu prazo de validade venceu. Está encerrado o tempo das lideranças carcomidas pelas próprias falcatruas. Deixemos a Justiça se encarregar da sua defenestração, abrindo espaço para o novo, para o moderno, para novas ideias condizentes com os tempos atuais (transparência, democracia direta na elaboração do orçamento público, responsabilidade etc.).
Vamos entregar as elites empavonadas, aristocráticas ou sindicalizadas, e, sobretudo, desonesta, para a Justiça criminal que, dentro da lei, deve impor os castigos devidos (fazendo-se a necessária profilaxia). Não podemos ter como profissão ou hobby o carregamento de urnas funerárias, onde jazem corpos fétidos e putrefatos. Não vale a pena suportar nas nossas costas pesos inúteis e caros, que sempre viveram do Brasil, não para o Brasil.
Que nunca mais alguém possa dizer que “Cunha é o bandido que eu mais gosto”. Isso foi externado por Roberto Jefferson, presidente (reassumido) do PTB, que foi delator do mensalão. Com essa forma de pensamento a política brasileira nunca experimentará qualquer tipo de mudança.
Se até Paulo Maluf está chocado com as “negociatas” de todos os lados, isso significa que as novas gerações têm uma enorme responsabilidade pela frente. Sejamos mais cuidadosos e mais críticos.
Um artista plástico holandês – Florentijn Hofman – vem afirmando que a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) plagiou o seu pato, em sua campanha contra o aumento de impostos chamada “Não vou pagar o pato”. A obra Rubber Duck (ou pato de borracha), exposta em São Paulo em 2008, seria de sua autoria. Plágio e crimes contra os direitos autorais estariam por detrás das campanhas moralizantes da Fiesp.
Enquanto tudo não ficar esclarecido, não podemos protestar contra a corrupção e as bandalheiras do país na frente da Fiesp (Avenida Paulista, em São Paulo), louvando o pato plagiado. Mais: com camisa amarela onde se lê FIFA (símbolo da corrupção mundial). A Fiesp se beneficou do rebaixamento da tarifa de luz, feito irresponsavelmente pela Dilma. Hoje se sabe que isso também ajudou a afundar o país. Tudo isso tem que ser banido do futuro do país. Modificando pequenas coisas no nosso comportamento faremos grandes diferenças. O gigante brasileiro necessita da nossa união em torno de projetos coletivos comuns.
  • CAROS internautas que queiram nos honrar com a leitura deste artigo: sou do Movimento Contra a Corrupção Eleitoral (MCCE) e recrimino todos os políticos comprovadamente desonestos assim como sou radicalmente contra a corrupção cleptocrata de todos os agentes públicos (mancomunados com agentes privados) que já governaram ou que governam o País, roubando o dinheiro público. Todos os partidos e agentes inequivocamente envolvidos com a corrupção (PT, PMDB, PSDB, PP, PTB, DEM, Solidariedade, PSB etc.), além de ladrões, foram ou são fisiológicos (toma lá dá ca) e ultraconservadores não do bem, sim, dos interesses das oligarquias bem posicionadas dentro da sociedade e do Estado. Mais: fraudam a confiança dos tolos que cegamente confiam em corruptos e ainda imoralmente os defendem.
*Artigo Livre para Publicação em Sites, Revistas, Jornais e Blogs.