MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

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Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

quarta-feira, 23 de março de 2016

STJ dá prazo de 72 horas para ministro da Justiça explicar frase sobre Polícia Federal

STJ dá prazo de 72 horas para ministro da Justiça explicar frase sobre Polícia Federal

Ação do PPS questiona fala do ministro em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, na qual afirmou que poderia afastar delegados da PF em caso de vazamento de informações sigilosas

Por: Agência Brasil
22/03/2016 - 20h33min | Atualizada em 22/03/2016 - 20h33min

Ministro da Justiça, Eugênio Aragão, terá de explicar à Justiça declaração dada em entrevista à Folha de S.Paulo Foto: José Cruz / Agência Brasil
A ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Assusete Magalhães determinou nesta terça-feira prazo de 72 horas para que o ministro da Justiça, Eugênio Aragão, se manifeste sobre o pedido do PPS para evitar interferências na Polícia Federal. Na última segunda-feira, o partido entrou com um mandado de segurança no tribunal questionando declarações do ministro em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo.
De acordo com a decisão, o prazo de 72 horas passa a correr após o ministro ser notificado. No pedido, o PPS pretende impedir que o ministro da Justiça afaste "qualquer delegado ou agente da Polícia Federal das atividades da investigação em que esteja envolvido, mesmo em caso de suspeita de vazamento de informações, senão após a instauração do competente processo administrativo disciplinar".

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No último sábado, Aragão diz que não vai tolerar vazamentos em operações da PF. Segundo o ministro, a substituição na equipe poderá ocorrer caso seja identificado "cheiro de vazamento", mesmo sem a necessidade de provas, uma vez que a PF está sob sua supervisão.
Na segunda-feira, em nota, Aragão disse que a atual diretoria da Polícia Federal tem sua "plena confiança" e que não está nos planos do ministério a substituição do diretor-geral do órgão, Leandro Daiello.
"O Ministério da Justiça informa que o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, continua gozando de plena confiança por parte do ministro da Justiça e não há nenhuma decisão sobre a sua substituição", diz o texto divulgado pela assessoria da pasta.