MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

quinta-feira, 31 de março de 2016

Comentário geopolítico do coronel Gelio Fregapani

COMENTÁRIO GEOPOLÍTICO 240 de 26 de março de 2016


Assuntos: Casa dividida, Medidas indispensáveis e Você sabia?

Uma casa dividida não para em pé

A manifestação pró-PT do dia 18 de março mostrou  que ainda existe alguma polarização partidária, mas não dá para comparar com a manifestação anticorrupção do dia 13, esta muitas vezes maior e principalmente mais autêntica e quase apartidária apesar do PT ser o alvo principal. Quanto a passeata petista ouve-se ainda rumores de que muitos ali teriam comparecido apenas pelos 30 reais e um sanduiche de mortadela, o que diminui sua já pequena importânciaPoliticamente a casa não está tão dividida; O PT derreteu miseravelmente enfraquecido não só pelas denúncias de corrupção como pela ingenuidade de usar os parcos recursos existentes em um assistencialismo exagerado tentando dividir o bolo antes do mesmo crescer e também, (embora apenas no início ) ter assustado os sanguessugas da cúpula financeira internacional  resultando numa um tanto forçada recessão. Entretanto o pior legado do governo PT foi criar diferenças raciais, étnicas, religiosas, ideológicas que até pouco tempo não existiam, dividindo o nosso povo entre pobres e ricos, entre brancos e negros, entre a sociedade nacional e os índios e, de certa forma entre católicos e evangélicos. Essas divisões sim, ainda podem trazer consequências trágicas. Politicamente o PT está no fim. Os ratos estão pulando do navio em profusão e confrontos só existem entre forças equivalentes, o que não é o caso, mas a simples saída de Dilma não propiciaria uma solução previsível à economia, seja com o vice-presidente  ou, em caso de novas eleições, sem um vencedor suficientemente forte para implementar medidas impopulares. Contudo não haverá confronto agora. O atual governo cairá em meses; é tempo de pensar no "day after"

 

O day after

Já sabemos que o Governo atual não se sustentará e podemos supor que breve inicie a disputa pelo espólio. Claro, todos estarão contra os corruptos e em princípio todas as formas de socialismo estarão repudiadas, mas Dificilmente haverá consenso e ninguém que assuma terá força para implementar as medidas corretas e isto se tiver vontade de fazê-lo. Aliás, na linha sucessória nenhum teria moral para isto.

A disputa tende a levar a um acordo ou a um vencedor, pois não cessando os choques torna-se inevitável a intervenção militar antes que o País se esfacele.  Podemos supor que após desgastantes debates emergem  dois grupos principais: os desenvolvimentistas e os partidários de uma inserção maior no mercado mundial, mesmo em posição subalterna, aliados aos ambientalistas adoradores das árvores nativas. Com esses últimos, nitidamente entreguistas, repetiríamos o primeiro mandato de FHC, vendendo ao estrangeiro o que resta de nacional, estatal ou privado, propiciando um curto período de dinheiro farto após o qual não mais haveria desenvolvimento nem soberania nem empregos.  A crise econômica, passado o pequeno período de bonança ressurgiria com mais força ameaçando tornar o País em apenas uma expressão geográfica a disposição de todo o mundo. Isto nenhum exército do mundo iria tolerar. Nem o nosso.
Caso o grupo desenvimentista venha sobrepujar, o processo para conter a desnacionalização encontrará forte oposição da cúpula financeira internacional e de seus "boys" nacionais, mas com o orgulho despertado e umas poucas medidas o resultado apareceria em três meses, desde que esteja sob a chefia de um líder forte e que conte com o apoio das Forças Armadas para que possa implementar as medidas necessárias, mesmo que impopulares.
Fácil de dizer, mas que medidas milagrosas seriam estas, e se são tão boas por que não foram aplicadas antes?
Então vamos, resumidamente, as medidas:
1 – Baixar violentamente os juros. – Não é possível gastar metade do orçamento nacional  com o pagamento de juros e fazer alguma coisa mais. Mas se os investidores resolverem retirar seu dinheiro, que por sinal nem existe? – estabeleça-se um limite e se necessário imprima-se. O capital retirado tenderá a ser empregado em alguma atividade produtiva para não ser simplesmente corroído pela inflação, o que fatalmente aconteceria com o aumento da moeda circulante antes do aumento da produção.
2 - Abrir frentes de trabalho e reavaliar todas as bolsas, mantendo só as indispensáveis, para que seja feito algo de útil e se resgate a dignidade de quem não tenha outro emprego
3 – Diminuir para um terço o número dos senadores, deputados federais, deputados estaduais e de vereadores.
Dar maior proteção a indústria nacional de capital nacional segundo os princípios de Alexander Hamilton, que ensina que sem reserva de mercado nenhuma industria nova pode competir com uma estrangeira já estabelecida
4 – Expulsar as ONGs estrangeiras e auditar as nacionais.
5 – Acabar com a gratuidade nas universidades federais, mas nestas financiar fortemente as pesquisas.
6 – Incentivar a agricultura e reprimir as invasões de terra produtiva e controlar o ambientalismo radical que impeça o progresso.
7- Simplificar a Justiça e criar punições mais fortes para juízes prevaricadores
8 – Desenvolver armamento nuclear e vetores de transporte no País, pois é o único meio de ser respeitado e dem assegurar que não seremos agredidos nem pressionados demasiadamente


Você sabia?
     Que o desarmamento das pessoas de bem e i incentivo a "não resistência" fracassaram em seu pseudo objetivo de diminuir os crimes de morte, mas atingiram o objetivo de acovardar a população, treinando a mesma a ceder à ameaças, para que o próprio povo exija do governo que ceda quando houver alguma ameaça ao país?
Que Snowden e Grenn Greenwald deunciam desde 2011 que Brasil seria alvo de golpes políticos e judiciários por causa do presal. ?
Que desde que a Petrobras iniciou a produção na camada pré-sal, a CIA e as petrolíferas americanas aguçaram os ataques a Petrobras e ao País?
Que a desnacionalização da economia é raiz da desindustrialização, do apartheid tecnológico do desemprego, enfim do subdesenvolvimento ?

Que o governo do FHC vinha cumprindo com rara eficiência o roteiro do Consenso de Washington sobre a desnacionalização da economia e que as administrações petistas em termos gerais deram continuidade à desestruturação entreguista dos governos de Collor e FHC?

 Que no regime militar, a maior parte da receita era direcionada à infraestrutura que perdura até hoje gerando, paralelamente, empregos em massa. Já nos governos civis,  um mínimo é direcionado para a infraestrutura?

Que os militares, para dar empregos criavam frentes de trabalho, as quais abriam estradas que levavam o progresso e ajudavam a ocupar o vazio do território. Com isto além do trabalho davam dignidade ao desempregado
Que os governos civis preferem conceder bolsas aos desempregados, favorecendo a ociosidade s tirando a dignidade  

Que a ressurreição de Nosso Senhor inspire o nosso País para ressuscitar também

Gelio Fregapani
adendo


Oito cenários Brasileiros à procura da realidade

A publicação Relatório Reservado define oito cenários. Esta matéria não é nada mais que um exercício de futurologia.

A publicação Relatório Reservado define oito cenãrios. Esta matéria não é nada mais que um exercício de futurologia. Foto - Agência Brasil

Matéria de um Relatório ReservadoPublicado 21 Março 2016

As fichas estão sendo apostadas no impeachment de Dilma Rousseff e na prisão de Lula.  Mas a ambiência institucional e a volatilidade dos fatos suportam as mais variadas hipóteses, algumas indesejáveis e outras até extravagantes.
.  Escolha o que gostar mais e trabalhe por ele. Mas não espere encontrar uma opção tranquilizadora.

-  CENÁRIO  1:
São cumpridos os ritos do impeachment na Câmara e no Senado, e Dilma Rousseff já está pré-condenada por todos. É possível, bem razoável, que Sergio Moro tenha mais alguma gravação “fortuita” para dar o xeque-mate na presidente. Tudo muito rápido. A esquerda patrocina a ideia do exílio de Dilma. Ela vira uma versão grosseira e mal educada de Zélia Cardoso de Mello. Ficará lembrada como a pior presidente da República de todos os tempos.


- CENÁRIO  2:

Lula não assume a Casa Civil devido à interpretação condenatória do STF, é preso e, logo a seguir, é sentenciado  –  no melhor  estilo  Sergio  Moro,  a  toque de caixa. Pega de 20 a 30 anos de prisão.  Algo similar à condenação de Marcelo Odebrecht.  A militância do PT desiste de reagir diante do massacre da mídia e da maioria crescente da população, que coloca em dúvida a lisura do ex-presidente. Isto não impede o impeashment.

-  CENÁRIO  3:

Lula consegue assumir o ministério.  Faz um discurso seminal em horário nobre. Chama todos à militância. Faz anúncios irresistíveis, a exemplo de um programa de recuperação social e econômica.  Lula quebra a espinha dorsal da mídia ao usar à exaustão o  horário  pago  de televisão. Falaria por volta de 10 minutos no horário do Jornal Nacional ou no intervalo da novela das 21 horas.  O ex-presidente, com esse show off, reduz a animação dos “coxinhas”.
Ainda nesse cenário, Dilma surfa no desarmamento dos espíritos patrocinado por Lula.  O impeachment é postergado.  Lula e Dilma determinam uma devassa fiscal seletiva e um levantamento de todos os passivos trabalhistas e previdenciários de veículos de comunicação escolhidos a dedo. O PT se salva.


-  CENÁRIO  4:

Lula é preso. Dedica-se a escrever seus diários. Relata como foi perseguido por Sergio Moro, na lenta transformação do regime em um macarthismo verde e amarelo.
Com dois ou três anos de cárcere, vai se tornando um ícone, um Nelson Mandela tupiniquim. 


- CENÁRIO  5: 

Dilma Rousseff não aguenta a onda e renuncia antes do término da abertura da sessão de impeachment. Lula vence a batalha das liminares no STF e permanece no Gabinete Civil da Presidência.
Com um pedido público emocionado de Dilma, segue no cargo mesmo com a renúncia da presidente.  Michel Temer assume.  Vai governar com Lula. O ex-presidente fica mais à vontade, na medida em que Temer passa a ser investigado no esquema de arbitragem dos preços do etanol na BR Distribuidora e, em segundo plano, do feudo na Companhia Docas de Santos. 


-  CENÁRIO  6:
O TSE encontra provas do uso da grana do petrolão para o financiamento de campanha da chapa Dilma/Temer.
Game over. Lula é preso. Dilma e Temer rolam o despenhadeiro. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, assume a presidência da República, com o compromisso de realizar eleições em  90 dias. Moro alveja Cunha frontalmente. Assume o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros, que carrega um portfólio de denúncias de documento falso, peculato e falsidade ideológica. Renan também cai na rede de Moro.  Ascende, então, um togado. O presidente do Supremo – Ricardo Lewandowsky  ou, a  partir de setembro, Carmem Lucia – cai de paraquedas  na  Presidência  da  República.  A partir de 2017, portanto na segunda metade do mandato, a eleição do presidente se dará por voto indireto. Os atores que sobem no proscênio da envergonhada política nacional, concorrendo no voto direto ou indireto, são Aécio Neves e Nove cenários à procura da realidade Geraldo Alckmin, Eduardo Paes, José Serra, Ciro Gomes, todos sabidamente patos para Sergio Moro.
Sim, restam Marina Silva e Jair Bolsonaro.  A julgar pela ausência no momento mais crucial da República, Marina trocaria as eleições no Brasil pelas do Tibet.  E Bolsonaro, mesmo que concorra conforme as mais rigorosas normas democráticas, será golpe de qualquer maneira.


-  CENÁRIO  7:
A tensão cresce no país.  A nação corre o risco de se transformar em uma praça de guerra.
A primeira bala perdida, um número maior de feridos, um confronto corpo a corpo com as forças da ordem e pronto:  terão extraído o magma fumegante que assopraram com convicção. Sangue e porrada na madrugada. Dilma, na condição de comandante em chefe, convoca o Conselho Nacional de Defesa, dentro dos estritos ditames constitucionais.  Sentados no Conselho, o ministro da Defesa, os três comandantes militares e o chefe da Casa Civil  –  Lula  or  not Lula.
Juntos, analisam a exigência de se lançar mão do Estado de Emergência, instituto cabível na situação citada. Golpe? Nenhum, pois a iniciativa está prevista na Constituição. Na excepcionalidade da circunstância, a ordem tem de ser mantida.  As negociações com o Congresso e o Judiciário mudam muito!

-  CENÁRIO  8:
O onipresente  Sergio Moro avança no seu projeto de dizimar  a  classe  política  e  refundar  o Brasil.  Todas as lideranças estão ameaçadas para valer: Lula e Dilma, é claro, mas também FHC, Aécio Neves, Geraldo Alckmin, Renan Calheiros, Eduardo Cunha, Michel Temer et caterva.  Os políticos se reúnem para firmar um pacto, um governo de coalizão nacional, compartilhado entre os partidos. Todos acolhem que esta é a melhor solução não somente para a sobrevivência jurídica, mas para tirar o Brasil do atoleiro. Os líderes acordam que a fórmula para estabilizar a economia brasileira é promover um ajuste relâmpago no estilo Campos-Bulhões.
Com o Congresso apavorado, os políticos se unem salvam a si mesmos.


Nota GF: Isto abrange quase todos os principais cenários possíveis. O mais provável poderia ser o nº 8 e o "menos ruim" o nº 6