MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Picciani: Vitória de Pirro. E do esbirro.

Dilma consegue nos brindar com a vitória de Picciani e com o rebaixamento do Brasil. É o buraco!

O que vocês acham que acontece agora? É evidente que a percepção dos agentes econômicos, nesta quinta, será a de que Dilma ficou um pouquinho mais forte, embora, segundo a S&P, a situação do país esteja piorando... Ora, esses dois elementos, juntos, conduzirão ao otimismo ou a o pessimismo? Servirão para aumentar ou para diminuir a confiança no Brasil? Qual é a conclusão óbvia a que se chega quando se constata que aumentou a chance de permanecer no poder uma governanta que conduz o país ao desastre?

Por: Reinaldo Azevedo

A presidente Dilma ficou um pouquinho mais forte na quarta-feira e, por isso mesmo, ela está mais fraca. A vitória de Leonardo Picciani (RJ) sobre Hugo Motta (PB), por 37 a 30, na disputa pela liderança da Câmara, me deu a certeza de que, com efeito, o Planalto conseguiu trincar a unidade possível do PMDB. E, por isso mesmo, a presidente não vai conseguir aprovar a CPMF, a reforma da Previdência ou qualquer coisa relevante para o país.
Como se a realidade tivesse um particular gosto pela ironia, um pouco antes de Picciani se consagrar sobre o nada, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s rebaixava de novo a nota do Brasil, fazendo o país descer mais um degrau na escala do risco.
Pois é… Querem uma análise convencional? Pois não! As forças pró-impeachment do Congresso ficam mais fracas, o governo está retomando a sua capacidade de articulação, e, a partir de agora, Dilma vai ampliar o eixo de governabilidade, derrotando tanto Eduardo Cunha (RJ) como Michel Temer, vice-presidente da República e presidente do PMDB.
Eis uma análise convencional e errada.
Querem uma um pouco mais afinada com a dialética do mundo, onde as antíteses também existem? Pois não! Digamos que o Planalto não se metesse na disputa e que Hugo Motta, o antigovernista, tivesse vencido… Os que hoje já estão afinados com o governo assim continuariam, e o grupo contrário teria de necessariamente se aproximar para alguma articulação. Agora não! Dilma resolveu entrar na briga para fazer derrotados e vai colher inimigos.
A condução política da presidente é burra e não percebe que é possível ganhar perdendo e perder ganhando. Quem poderia ensinar-lhe isso não é Marina Silva, mas o general Pirro, não é? Ela venceu, mas a que custo?
Há uma evidência frequentemente desprezada nas análises: Dilma não precisa do PMDB pela metade. Precisa do partido inteiro. E não terá. Se o tema, então, é a reforma da Previdência, aí, meus caros, nem o PT ela consegue juntar.
O que vocês acham que acontece agora? É evidente que a percepção dos agentes econômicos, nesta quinta, será a de que Dilma ficou um pouquinho mais forte, embora, segundo a S&P, a situação do país esteja piorando… Ora, esses dois elementos, juntos, conduzirão ao otimismo ou a o pessimismo? Servirão para aumentar ou para diminuir a confiança no Brasil? Qual é a conclusão óbvia a que se chega quando se constata que aumentou a chance de permanecer no poder uma governanta que conduz o país ao desastre?
A síntese é a seguinte: não pensem que, a partir de agora, as coisas vão melhorar para Dilma e para o governo. Vão piorar.
A pena que eu sinto é que Dilma nos arrasta a todos em sua pantomima triste. E os mais pobres pagam ainda mais caro.