MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Mais uma mentira do "partido da ética"

Mais uma mentira do "partido da ética"



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Carlos I. S. Azambuja

Exposição recupera memória dos anos de chumbo
Os anos de chumbo da ditadura militar brasileiraforam retratados em exposição fotográfica aberta na Semana da Pátria, em 2006, no hall de taquigrafia da Câmara dos Deputados, em Brasília. 

A exposição englobou todo o período ditatorial, de 1964 a 1985. Os tanques na frente do Congresso Nacional, as passeatas estudantis, as prisões, mortes e torturas foram retratadas em painéis de dois metros de altura. Junto, todos os fatos são recuperados em um texto em ordem cronológica.

Anistia
A mostra aconteceu na semana em que a Lei da Anistia no país completou 27 anos. Assinada no dia 28 de agosto de 1979 pelo general Figueiredo, não foi a Anistia Ampla Geral e Irrestrita pedida pelos partidos.
Recíproca, como quiseram os militares. No entender dos familiares dos mortos e desaparecidos, a Lei foi parcial e restrita, dividindo os brasileiros em dois campos: os que mereciam perdão  e os que deveriam ser eternamente condenados.
Conforme a Lei, não havia como fazer uma auto-declaração de anistia. Era necessário que a Justiça Militar se pronunciasse, e esta o fazia individual e nominalmente. Assim, a Anistia foi concedida àquelas pessoas processadas formalmente pela Justiça Militar, enquadradas na Lei de Segurança Nacional.
Muitos presos políticos não foram beneficiados e permaneceram nos cárceres até que a reformulação da Lei de Segurança Nacional atenuou suas penas. Eles foram soltos, em liberdade condicional, e viveram nessa condição durante muitos anos.

Kamaradas
Mais uma mentira do PT, “partido da ética...”
"Muitos presos políticos não foram beneficiados e permaneceram nos cárceres até que a reformulação da Lei de Segurança Nacional atenuou suas penas. Eles foram soltos em liberdade condicional e viveram nessa condição durante muitos anos".

A VERDADE: A Anistia colocou na rua TODOS os presos chamados "políticos".
Um exemplo: Alex Polari de Alverga, membro do Comando Nacional da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), condenado a duas prisões perpétuas e mais 60 anos por ter participado do seqüestro de dois embaixadores (suiço e alemão) e 6 assaltos à mão armada. E ainda haviam outros processos contra ele a serem julgados.
Essa foi apenas mais uma mentirinha de época de eleição desse partido de quadrilheiros!
Outra coisa: essa exposição dos anos de chumbo deveria retratar também o atentado no Aeroporto dos Guararapes;
o atentado ao QG do II Ex, em que o soldado Mario Kosel Filho foi pelos ares. Na época, Dilma Roussef era militante da Vanguarda Popular Revolucionária, responsável pelo atentado;
a morte a coronhadas do tenente da PM de São Paulo Alberto Mendes Junior, no Vale da Ribeira;
o assassinato do agente federal Irlando de Moura Regis quando do seqüestro do embaixador da Alemanha;
o "justiçamento", ou melhor, assassinato, do capitão Charles Chandler, na frente de sua mulher e seus filhos;
o assassinato do soldado da Polícia do Exército/RJ Elias dos Santos;
o assassinato do Sgt da Aer Valde Xavier de Lima;
o assassinato do agente federal Delio de Carvalho Araujo, quando do seqüestro do embaixador da Suiça;
o assassinato do Major do Exército José Julio Toja Martinez;
o assassinato do empresário Henning Albert Boilesen;
o assassinato do Ten Aer Mateus Levino dos Santos;
o assassinato do delegado de polícia Otavio Gonçalves Moreira Junior;
o assassinato do marinheiro inglês David Cuthberg;
o assassinato do Major do Exército alemão Edward Von Westernhagen, aluno da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército. E muitos outros. 120 ao todo.
Deveriam ser recordados também os "justiçamentos", por seus próprios companheiros, de diversos militantes de organizações terroristas.
Mais tudo isso seria pedir muito ao partido da ética!

O texto foi publicado no site averdadesufocada.com, em 4/9/2006 (Semana da Pátria) por ocasião de uma exposição. organizada na Câmara dos Deputados, sobre os chamados Anos de Chumbo. Devemos recordá-lo!
Carlos I. S. Azambuja é Historiador.