MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Israel é o grande sucesso do socialismo fracassado

Israel é o grande sucesso do socialismo fracassado

Joel Pollak

Comentário Julio Severo: Este artigo, publicado originalmente em inglês pelo site judeu conservador americano Breitbart, mostra como a fundação do moderno Estado de Israel está intimamente ligada ao socialismo. Aliás, o artigo chega a revelar que sem o socialismo, o moderno Israel não existiria. Claro que os cristãos sionistas apoiam Israel por causa das promessas da Bíblia, não por causa do socialismo. Embora o artigo tente mostrar que hoje Israel parece estar mais distante do socialismo que era tão endêmico em seu nascimento, a realidade é que Israel é hoje o único país do Oriente Médio com aborto legal, grupos homossexuais e paradas gays. É um país onde as moças são obrigadas a servir no exército quando completam 18 anos — esse é o sonho de todo regime socialista. É um país em que imperam leis socialistas que proíbem totalmente os país de aplicar a disciplina física nos filhos, embora o Livro de Provérbios, que faz parte do judaísmo, instrua, por orientação de Deus, os pais judeus a aplicar essa disciplina. Interessante que há um vídeo em português do governo de Israelque “conscientiza” o público brasileiro de que se você for a favor da igualdade de gênero (isso inclui a ideologia de gênero), você tem de ser a favor de Israel, pois em Israel essa ideologia está bem implantada. Mas, o vídeo dá a entender, se você for contra a igualdade de gênero e de grupos homossexuais, você está contra Israel e do lado do terrorismo repressivo. Isso é socialismo puro. Apoio Israel por razões bíblicas, não por razões socialistas. Só Deus pode libertar Israel do socialismo que está entranhado na sua história e vida social, cultural e política dos últimos 150 anos. Leia agora o artigo completo de Joel Pollak:
Jerusalém, Israel — A data de 1º de maior é um dia importante em Israel. Há passeatas em todo o centro de Tel Aviv e Jerusalém celebrando o 1º de Maio e a solidariedade da classe trabalhadora internacional. (A classe trabalhadora internacional tem mostrado menos interesse e solidariedade para com Israel ultimamente, mas não ligue para isso.)
Entretanto, hoje Israel é uma nação de nascimento de empresas, não um paraíso dos trabalhadores. Israel é conhecido pelo espírito empreendedor de seus milionários de internet, não pelo poder de seus sindicatos trabalhistas ou o coletivismo dos kibutzim.
O socialismo fracassou em Israel, como fracassou em todos os outros países. O socialismo levou à ineficiência, estagnação econômica e hiperinflação. Contudo, sobrevive ainda uma nostalgia pelo socialismo em Israel, pois sem ele — sem o sentimento romântico utópico que atraiu milhares dos primeiros imigrantes para trabalhar na terra, sem o trabalho organizado que forneceu a infraestrutura institucional para a formação de um Estado, sem o espírito de abnegação pelo todo que inspirou as forças armadas israelenses — Israel não estaria aqui hoje.
Israel é hoje um triunfo da livre empresa — com todos os problemas consequentes de desigualdade econômica que muitas vezes acompanham o rápido crescimento econômico. Muitas coisas do que o Estado de Israel faz, faz de modo deficiente — ou pelo menos de maneira ineficiente. O sistema de educação pública, por exemplo, tem sofrido um declínio profundo em décadas recentes. No entanto, há algumas exceções maravilhosas, embora sejam muito raras. O transporte público em Israel, por exemplo, é onipresente e confiável, superior à maioria dos sistemas de transporte urbano dos EUA.
Os impostos são altos em Israel (em comparação com os EUA), e os regulamentos são insuportáveis — levando à desobediência, corrupção e caos. A economia prospera lado a lado com o estatismo porque a inovação é quase que uma característica cultural, e porque Israel tem o benefício de uma base de profunda experiência científica e tecnológica. E Israel é menos socialista do que costumava ser. Ironicamente, Israel escapou da crise financeira dos anos de 2007 e 2008 em parte porque não teve intervenção estatal significativa no mercado imobiliário.
O socialismo de hoje poderia ser descrito como um luxo das classes bem-de-vida. Assim tem sido para a esquerda israelense, fortemente representada entre as elites urbanas europeias. É fácil acreditar que a solução para a desigualdade é mais redistribuição quando você tem condições de gozar o tipo de crescimento e estabilidade econômica que só ocorre num Estado menos redistributivo.
Tais ideias são ainda mais convincentes considerando o fato de que o socialismo desempenhou um papel muito importante na fundação do moderno estado de Israel.
Fique numa plataforma de trem numa tarde movimentada de quinta-feira — o início do fim-de-semana israelense — e observe o trafego intenso de judeus, árabes, mães, soldados, religiosos, não religiosos, pretos, brancos, e você começará a entender que existe algum tipo de questão conectiva que une tudo isso junto, algum senso comum de responsabilidade que transcende a religião, alguma base para pluralismo e democracia numa sociedade composta de refugiados de alguns dos lugares menos livres e menos tolerantes da terra.
Recordando a vida em Barcelona na Guerra Civil Espanhola, George Orwell escreveu no livro “Homage to Catalonia” (Lutando na Espanha) acerca da mudança social igualitária efetuada pelo socialismo: “Os garçons e supervisores de lojas olhavam para você na face e tratavam você como igual. Formas servis e até cerimoniais de discurso desapareceram temporariamente… Tudo isso era estranho e comovente. Havia muita coisa nisso que eu não entendia, que de algumas maneiras eu nem mesmo gostava, mas eu reconheci isso imediatamente como uma situação pela qual valia a pena lutar.”
Há algo do mesmo aroma em Israel hoje — ao mesmo tempo em que Israel enfrenta novas divisões econômicas, ao mesmo tempo em que a ameaça de guerra paira sobre o futuro israelense, ao mesmo tempo em que problemas pós-modernos como elitização e políticas raciais moldam a esfera política.
O socialismo do início, agora em grande parte descartado na forma ou talvez no espírito também, provavelmente é o que deu condições para Israel ser a sociedade próspera de livre mercado que é hoje, sem se desintegrar. Mesmo em ideias destrutivas pode haver potencial positivo.

Traduzido por Julio Severo do original em inglês do site judeu conservador americano Breitbart: Blue State Blues: Israel Is a Failed Socialism’s Great Success


Leitura recomendada: