MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

A oligarquia contra o povo

Diário do Comércio
 
A oligarquia contra o povo
 
Olavo de Carvalho 

            Interrompo temporariamente as considerações teóricas da série “Ilusões democráticas” para analisar brevemente o atual estado de coisas. 
            A premissa básica para se chegar a compreender a presente situação política do Brasil é a seguinte: o PT não subiu ao poder para implantar o comunismo no Brasil, mas para salvar da extinção o movimento comunista na América Latina e  preparar o terreno para uma futura tomada do continente inteiro pelo comunismo internacional.
            É fácil comprovar isso pelas atas das assembléias do Foro de São Paulo, o qual foi fundado justamente para a realização desse plano. 
            Na operação, o Brasil exerceria não somente a função de centro decisório e estratégico, mas o de provedor de recursos para os governos e movimentos comunistas falidos.
            No décimo-quinto aniversário do Foro, em 2015, o comando das FARC, Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, reconheceu em documento oficial que a fundação desse organismo pelo PT havia pura e simplesmente salvado da extinção o comunismo latino-americano, debilitado e minguante desde a queda do regime soviético.
            Para a consecução do plano, era necessário que o PT no governo prosseguisse na aplicação firme e constante da estratégia gramsciana da “ocupação de espaços” e da “revolução cultural”, aliando-se, ao mesmo tempo, a grandes grupos econômicos que pudessem subsidiar e consolidar, pouco importando se por meios lícitos ou ilícitos, a instrumentalização partidária do Estado, o controle da classe política, a supressão de toda oposição ideológica possível e a injeção de dinheiro salvador em vários regimes e movimentos comunistas moribundos.
            Basta isso para explicar por que o então presidente Lula pôde ser, numa mesma semana, homenageado no Fórum Social Mundial pela sua fidelidade ao comunismo e no Fórum Econômico de Davos pela sua adesão ao capitalismo, tornando-se assim o enigmático homem de duas cabeças que os “verdadeiros crentes” da direita acusavam de comunista e os da esquerda de vendido ao capitalismo. Mas as duas cabeças, no fundo, pensavam em harmonia: a confusão ideológica só podia favorecer aqueles que, por trás dos discursos e slogans, tinham um plano de longo prazo e a determinação de trocar de máscara quantas vezes fosse necessário para realizá-lo.
            O plano era bom, em teoria, mas os estrategistas iluminados do comunopetismo se esqueceram de alguns detalhes:
            1. Dominando a estrutura inteira do Estado em vez de se contentar com o Executivo, o partido se transformou no próprio “estamento burocrático” que antes ele jurava combater. Já expliquei isso em artigo anterior (v. http://www.olavodecarvalho.org/semana/150611dc.html). 
            2. O apoio dos grandes grupos econômicos o descaracterizava ainda mais como “partido dos pobres” e o identificava cada vez mais com a elite privilegiada que ele dizia odiar. 
            3. O uso maciço das propinas e desvios de verbas como instrumentos de controle da classe política tornava o partido ainda mais cínico, egoísta e desonesto do que essa elite jamais tivera a ousadia de ser. O PT tornou-se a imagem por excelência da elite criminosa e exploradora. 
            4. O PT havia sido, na década de 90, a força mais ativa nas campanhas que sensibilizaram o povo para o fenômeno da corrupção entre os políticos. Ele criou assim a atmosfera de revolta e até a linguagem do discurso de acusação que haveriam de fazer dele próprio, no devido tempo, o mais odioso dos réus. 
            5. A “revolução cultural”, a “ocupação de espaços” e a instrumentalição do Estado deram ao PT os meios de fazer uma “revolução por cima”, mas o deixaram desprovido de toda base popular autêntica. Ao longo dos anos, pesquisas atrás de pesquisas demonstravam que o povo brasileiro continuava acentuadamente conservador, odiando com todas as suas forças as políticas abortistas e a “ideologia de gênero” que o partido comungava gostosamente com a elite financeira e com o “proletariado intelectual” das universidades e do show business. Desprovidas as massas de todo meio de expressar-se na mídia e de canais partidários para fazer valer a sua opinião, no coração do povo foi crescendo uma revolta surda, inaudível nas altas esferas, que mais cedo ou mais tarde teria de acabar eclodindo à plena luz do dia, como de fato veio a acontecer, surpreendendo e abalando a elite petista ao ponto de despertar nela as reações mais desesperadas e semiloucas, desde a afetação grotesca de tranqüilidade  olímpica até a fanfarronada do apelo às “armas” seguido de trêmulas desculpas esfarrapadas.
            A convergência de todos os fatores produziu um resultado que só pessoas de inteligência precária como os nossos congresistas, os nossos cientistas políticos e os nossos analistas midiáticos não conseguiriam prever: quando a mídia pressionada pelas redes sociais e pela pletora de denúncias judiciais desistiu de continuar acobertando os crimes do PT (voltarei a isto em artigo próximo), a revolta contra o esquema comunopetista tomou as ruas, nas maiores manifestações de protesto de toda a nossa História e, mesmo fora dos dias de passeata, continuou se expressando por toda parte sob a forma de vaias e panelaços, obrigando os falsos ídolos a esconder-se em casa, sem poder mostrar suas caras nem mesmo nos restaurantes. 
            As pesquisas mostram que o apoio popular ao PT é hoje de somente um por cento, já que seis dos famosos sete consideram o governo apenas “regular”, isto é, tolerável.
            Como é possível que um partido assim desprezado, odiado e achincalhado pela maioria ostensiva da população continue se achando no direito de governar e habilitado a salvar o país mediante desculpinhas grotescas que, à acusação de crimes, respondem com uma confissão de “erros”? 
            Em que se funda o poder que o PT, acuado e desmoralizado, continua a desfrutar? Esse poder funda-se em apenas quatro coisas:
            1. O apoio da oligarquia cúmplice. 
            2. A militância subsidiada, cada vez mais escassa, incapaz de mobilizar-se sem o estímulo dos sanduíches de mortadela, dos cinqüenta reais e do transporte em ônibus, tudo pago com dinheiro público.
            3. O apoio externo, não só do governo Obama, dos organismos internacionais e de alguns velhos partidos da esquerda européia, mas sobretudo do Foro de São Paulo, já articulado para mover guerra ao Brasil em caso de destituição do PT.
            4. Uma militância estudantil , também decrescente, que tudo fará pelas grandes causas idealísticas que a animam: drogas e camisinhas para todos, operações transex pagas pelo governo, banheiros unissex, liberdade de fazer sexo em público no campus, reconhecimento do sexo grupal como “nova modalidade de família” etc. etc. 
            A base de apoio do PT é uma casquinha da aparências na superfície de uma sociedade em vias de explodir. 
            O único fator que realmente mantém esse partido no poder é o temor servil com que as forças ditas “de oposição” encaram uma possível crise de governabilidade e, sob a desculpa da “legalidade”, e da “normalidade democrática”, insistem em dar ao comunopetismo uma sobrevida artificial, encarregando a classe política de ajudá-lo a respirar com aparelhos ou pelo menos a matá-lo só aos pouquinhos, de maneira discreta e indolor. 
            Mas que legalidade é essa? Por favor, leiam:
            Constituição Federal, Título I, Art. V, parágrafo único: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente.”
            Será que o “diretamente” não vale mais? Foi suprimido? Os representantes eleitos adquiriram o direito de decidir tudo por si, contra a vontade expressa do povo que os elegeu? Só eles, e não o povo, representam agora a “ordem democrática”? Senhores deputados, senadores, generais e importantões em geral : Quem meteu nas suas cabeças que a ordem constitucional é personificada só pelos representantes e não, muito acima deles, por quem os elegeu? Parem se ser hipócritas: defender “as instituições” contra o povo que as constituiu é traição. A vontade popular é clara e indisfarçável: Fora Dilma, Fora PT, Fora o Foro de São Paulo! Contra a vontade popular, a presidente, seus ministros o Congresso inteiro e o comando das Forças Armadas não têm autoridade nenhuma. Se vocês não querem fazer a vontade do povo, saiam do caminho e deixem que ele a faça por si.

STF LEVA TIRO PELA CULATRA! JUÍZES FEDERAIS E PROCURADORES DA REPÚBLICA CRIAM “FORÇA TAREFA MORAL” PARA AMPLIAR A LAVA JATO

CRISTALVOX

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STF LEVA TIRO PELA CULATRA! JUÍZES FEDERAIS E PROCURADORES DA REPÚBLICA CRIAM “FORÇA TAREFA MORAL” PARA AMPLIAR A LAVA JATO


A decisão do STF em fatiar as investigações sobre o envolvimento de empreiteiros, lobistas, operadores, políticos e até mesmo a banda suja da polícia nos crimes praticados no âmbito da operação Lava Jato,  serviu apenas para “acirrar” os ânimos dos “modernos operados do direito e da justiça” que servem ao Estado e não a organização criminosa que se instalou na Petrobrás, Eletrobrás, Nuclebrás, BNDES, Fundos de Pensão e Ministérios.
A comemoração dos advogados dos “bandidos” que roubaram bilhões do País, quebrando sua principal empresa, a Petrobrás,  NÃO VAI DURAR NEM UMA SEMANA.  A Carta de Florianópolis foi um duríssimo recado aos ministros do STF que demonstram “simpatia”  para  com os criminosos envolvidos nesse gigantesco esquema de corrupção. O documento tirado em um congresso que contou, inclusive com a participação do Presidente do STF, Senhor Lewandowski,  reflete o pensamento dos Juízes Federais Criminais de todo o País.
Cometeu um “erro de avaliação gigantesco”  quem imaginou que a “puxada de tapete” praticada contra a atuação do Juiz Sérgio Moro, dos Procuradores da República “entrincheirados” em Curitiba e da Polícia Federal  iria “esvaziar“, “retardar” e “melar” a Lava Jato.  Ao contrário, o voto encaminhador do fatiamento da operação, da “lavra” do ex-advogado do Partido dos Trabalhadores, hoje investido “Ministro do STF“, Senhor Tófolli já causa desconforto entre os Ministros que o acompanharam na decisão. Ao menos 04 já estão inclinados, em sede de EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, alterar sua posição, segundo fontes “autorizadas” junto aos mais respeitados jornalistas que atuam em Brasília.
Para quem, inadvertidamente,  imagina que os jovens Juízes Federais e a moderna Procuradoria da República habitam uma redoma, que não conversam e não integarem, seria recomendável um pouco mais de cuidado antes de falar… de comemorar.  Esse novo “staff” da justiça brasileira tem outra “cabeça“. São regidos por um “padrão moral” inviolável. São capazes de tudo na busca da distribuição de um direito justo, menos de se CORROMPER!
Como bem dizem os gaúchos: É bom que os advogados que defendem os bandidos envolvidos na roubalheira bilionária apurada na Lava Jato que falem menos, trabalhem mais e convençam seus “clientes” de que o caminho da delação é o meio mais curto para não “morrerem na cadeia“, pois não terá “supremo algum” capaz de enfrentar as ruas e desconstituir sentenças justas e prolatadas dento da LEI.
Leia a Carta de Florianópolis..
“Os Juízes Federais presentes ao IV FÓRUM NACIONAL DOS JUÍZES FEDERAIS CRIMINAIS buscam a maior efetividade da jurisdição criminal e a adoção de medidas contra a impunidade, sem prejuízo de qualquer garantia ou direito fundamental. Também defendem a necessidade de um Judiciário forte e independente como instituição vital contra todas as práticas criminosas que enfraquecem a democracia, abalam a reputação do País no cenário internacional, inviabilizam a implementação de políticas públicas e prejudicam os menos favorecidos.
Os magistrados federais têm tratado dos casos criminais com isenção e igualmente com firmeza. Neste aspecto, a recuperação de quase R$ 1 bilhão de reais aos cofres públicos no âmbito da operação Lava Jato é fato significativo.
Apesar dos avanços legislativos recentes, há, ainda, outros aspectos que necessitam de reformulação, até mesmo em razão de compromissos assumidos pelo Brasil na órbita internacional. Neste sentido, os juízes federais criminais defendem a reforma do sistema de recursos, a aprovação da PEC 15/11 do Senado e/ou Projeto de Lei do Senado 402/15, além da ação civil de extinção do domínio, bem como a criação de um órgão central para coordenar toda a administração e destinação dos bens apreendidos pela justiça criminal.
Os magistrados federais estão imbuídos do objetivo de acelerar a prestação jurisdicional, evitar processos sem fim e diminuir a impunidade, a morosidade e a prescrição. O PLS 402/2015 aumenta a efetividade da Justiça e reforça a autoridade das decisões das cortes de apelação. Não retira poderes dos tribunais superiores, mas somente os poderes da inércia e da falta de justiça. Confiamos no apoio da sociedade civil ao projeto, que anseia por um processo penal mais justo, no qual o inocente é absolvido, mas o culpado, mesmo poderoso, é condenado e efetivamente punido.”

A REFORMA MINISTERIAL

A REFORMA MINISTERIAL

30/09/2015


A reforma ministerial empreendida pela presidente Dilma Rousseff foi a esperada. Entregou sete pastas ao PMDB e a Casa Civil a alguém de confiança do ex-presidente Lula. Pouco sobrou da composição do seu ministério original, pois quando ganhou o segundo turno das eleições achou que finalmente estava livre de Lula e que poderia diminuir o poderio do PMDB. Tudo deu errado e ela realisticamente agora fez prevalecer a verdade política dentro do seu ministério.

É um ministério de transição, o de agora, prova cabal de que a presidente está enfraquecida e pode ser removida do poder. Ela só procedeu às mudanças porque a alternativa seria renunciar. O movimento em pinça feito pelo PMDB e pelo PT de Lula esvaziaram de vez o que restava de sua liderança. Na melhor das hipóteses terá um final de governo bisonho; na pior, será removida do poder pelo impeachment. O PMDB provou que tem poder para tal.

Já o PT está se esvaziando com a fuga dos seus quadros para outras agremiações, principalmente para o PSB e o Rede. Estamos assistindo ao raro fenômeno da morte de uma marca partidária de peso, igualmente como vimos acontecer com a velha marca PCB. As investigações da Justiça sobre a corrupção sistêmica implantada pelo partido na condução dos negócios do Estado, bem como as respectivas condenações, desmascararam seu modo de governar e o descredenciaram diante da opinião pública. A pesquisa do Ibope divulgada hoje, de que o governo de Dilma Rousseff é considerado bom por apenas 10% dos brasileiros, revela o estado terminal de sua popularidade. Está na antessala da sua cassação.

O problema que se apresenta é que o PSDB tem tido como aliado preferencial o PSB, agora reforçado pelos quadros fugidos do PT. A se manter essa aliança nas eleições presidenciais veremos o eixo de poder se deslocar em direção à esquerda. Durante o governo de FHC o PFL fazia o contraponto à direita do governo socialdemocrata. O PMDB tem feito contraponto ao PT. Uma eventual vitória de uma aliança assim deslocará o eixo político perigosamente. A pergunta importante é saber se tal aliança poderá sair vitoriosa nas eleições, uma questão em aberto, em face do grande lapso de tempo até o pleito.

Estamos vendo o ocaso político e eleitoral do PT, que deverá se tornar um partido nanico e sem ter condições de voltar ao poder por longo tempo. O fato é que suas ideias políticas, contudo, continuarão em outras legendas e o socialismo assim permanecerá como ameaça permanente contra os brasileiros, a cada momento camuflado em uma sigla. É como no filme Homens de Preto: a esquerda parece ter uma maquininha capaz de apagar a memória das pessoas e, pior, de inocular nelas a falsa memória de que os tempos de governo da esquerda foram os melhores.

Quem viver verá.

Islamização da Europa

Considerações muito importantes que não devem ser desprezadas!  O arrazoado é preocupante e deveria ser considerado seriamente!  Alguém discorda?
Preocupados abraços,
César Souza
  
Facebook post, written by a gentleman named Marty Skinner

Here is an excellent FB post that ALL people should read. This fellow is an Historian who offers an accurate assessment of the root of the problem the world faces today and likely well into the future. 
(It would be good to get this on the editorial page of the Toronto Glob and Mail)
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Syria has had a civil war for almost 5 YEARS. Why all the "refugees" NOW and why so all of a SUDDEN and why in such VAST NUMBERS?
With an Honors degree in History and a lifelong student of the subject, I smell a rat.
This is a highly organized, well oiled, mobilized invasion of Muslims and Jihadists into the Western World. It's been in their plan for a long time.Momar Gadhafi predicted and explicitly stated that Muslim domination of Europe would happen without a conventional war and he said it 30 years ago. 95% of these economic "refugees" many who have cellphones are men between the fighting ages of 20 and 40. Very few women and children from everything I've seen.
Odd that the 5 wealthiest Arab States including Saudi Arabia, Qatar, Bahrain and Kuwait are taking "no refugees" thanks and feel quite self righteous about it. No guilt what so ever? They are even laughing at us for doing so.
Ask yourself, why would Germany Belgium, Holland , France , Sweden and others want to destroy their own cultures from within? It doesn't make any sense? If this keeps up Europe will be burning daily within a very short few years if not months. Civil war in the streets between civilizations. Muslims vs Kefirs, that is to say, everyone who is not a Muslim.
Unfortunately, the reality is that Muslims are just not like any other immigrants. They don't want to assimilate, they want to set up separate enclaves and implement Sharia Law. Another problem is that while the civilized West rightly abhors violence, conversely Muslims daily display their love of violence. They live it and embrace it. In many Muslim countries public beheadings and stoning to death for adultery for example. It's a part of their culture precisley because Islam is, dare I say it, a death cult.
Islam is a supremacist, totalitarian, bigoted, fascist political ideology masquerading as a religion. It literally means "submission". The Quran MANDATES death for blasphamy, for adultery, for apostasy, for family honor, for being gay, Jewish or a Kafer as well as ten other "crimes" many not even considered to be so in the West. Death for drinking alcohol or taking illegal drugs for example.
Why let in vast numbers of these brainwashed people especially men of that age when past experience has already demonstrated the tragedy, not to mention the financial, social, and political costs of rampant multiculturalism in Europe . Ordinary citizens are against this immigration but strangely, their governments are not?
Someone or some organization is pulling some strings here is what I see. Is this invasion part of the New World Order's plan to depopulate the planet? Maybe there's not even any such an organization but it's all over U-tube and other social media.
The major media are implicit in selling gullible citizens of the West the righteousness of the "refugees" cause and openly siding against Western culture. One drowned child's picture in the right places sparks outrage and sympathy world wide for the movement and resettlement of vast numbers of Muslims.
However the implementation of Sharia Law, No Go Zone ghettos in most countries in Europe and Muslim rape gangs go unreported. In radical Islamist countries honor killings, beheadings, stoning's, cutting off limbs, whipping and torture, pedophilia, child bride marriages, rape and misogyny go unreported DAILY and are dismissed as culturally ingrained.
Where is the indignity and the outrage over people doing this every day to their own populations? Yet a staged picture a drowned baby on a beach sparks a world outcry?
Muslim birthrates are 8 children per family while Europeans average 1.4.  - When these current millions bring in their multiple wives, children and extended families 85% of whom live on state benefits ( England 's experience) you can multiply their number by at least 10x, maybe 20x or even more.
By 2050 Europe will be Muslim dominated just by demographics alone. When their numbers are sufficientthey will legally vote in their own kind and then Sharia Law.
Europe as we know it will be lost forever. Two thousand years of civilization will be destroyed by the same fanatical bearded, bigoted, brutal, boneheaded, belligerent bastards who are now slaughtering their own kind and blowing up ancient and irreplaceable world heritage buildings, monuments, books, manuscripts and other historically significant art treasures in Iraq , Syria and other conquered territories.
Canada should not get sucked into this quagmire of political correctness just to show how polite, civilized, politically correct and Canadian we are. We should learn a lesson from our Australian counterparts.

​Lançamento do Livro “Descendo o Negro”

Lançamento do Livro “Descendo o Negro”

Caras amigas e caros amigos

O Lançamento oficial do livro “Descendo o Negro” será na quinta-feira (08 de outubro), às 19h30, no Salão Brasil do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA).

O Cel Araújo e eu faremos um breve pronunciamento e logo após daremos início a uma sessão de autógrafos e a um coquetel regado a sucos típicos da Amazônia brasileira.

Hiram Reis e Silva - coronel



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Caras amigas e caros amigos

Retrospectiva 2014/jul 2015 e Perspectiva out 2015/mar 2016:

–    Outubro, 2014/novembro, 2014: Descida do Rio Roosevelt (RO, MT e AM);
–    Dezembro, 2014/janeiro, 2015: Circunavegação da Lagoa Mirim (RS);
–    Maio, 2015: Circunavegação da Laguna dos Patos (RS);
–    Junho/julho, 2015: Descida dos Rios Aquidauana e Miranda (MT);
–    Outubro, 2015: 2ª Fase Expedição Centenária Roosevelt-Rondon (MT e RO);
–    Novembro, 2015: Circunavegação da Lagoa Mangueira (RS);
–    Fevereiro/Março, 2016: Fotografar e georeferenciar os magníficos Petroglifos do Rio Jau (Afluente do Rio Negro, AM).

Alguns Vídeos e Reportagens
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Curriculum vitæ do Canoeiro Hiram Reis e Silva
https://www.youtube.com/watch?v=--7Zpr9b4ak&feature=youtu.be
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Juruá (3.950 km – Fronteira peruana, AC a Manaus, AM)
Chegada: Porto do CECMA, Manaus, AM
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Entrevista em Porto Alegre, RS
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Centenário da Expedição Roosevelt-Rondon
Filmete 1ª Parte EXP RR - Expedição Centenária Roosevelt-Rondon

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Filmete 2ª Parte EXP RR - Expedição Centenária Roosevelt-Rondon

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Reportagem - Expedição Centenária Roosevelt-Rondon
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Circunavegação da Lagoa Mirim (27.12.2014 a 10.01.2015)
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Circunavegação da Laguna Patos (13.05.2015 a 26.05.2015)
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Missão Pantaneira (30.06.2015 a 05.07.2015)
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Continuamos contando com vosso apoio para dar continuidade ao nosso Projeto. Que o Grande Arquiteto do Universo vos abençoe, ilumine e guarde.

Expedição Centenária Roosevelt-Rondon e Lagoa Mangueira.

Despesas
Valor

Colaboradores
Valor
A. Passagens:  R$    2.700,00

Forças Armadas
R$ 600,00
B. Aluguel de barco e viatura de apoio  R$    7.000,00

Alunos CMPA
C. Alimentação:  R$  11.400,00

Amigos
D. Pousada:  R$    2.300,00

Rotary & Lions
G. Plastificação das Cartas:  R$    1.950,00

Leitores
H. Kit manutenção:  R$    4.650,00

Parentes
TOTAL
R$ 30.000,00

TOTAL
R$
Conta Bancária de Hiram Reis e Silva
Banco do Brasil (001) – Agência:   4848 - 8
Conta Corrente: 117 889 - X
CPF:    415 408 917 04

Endereço: Rua Engenheiro Jorge Porto, 422 (Ipanema)
CEP 91760 100 - Porto Alegre - RS
Telefones: (51) 3508 6265  /  (51) 9234 2378
E-mail: hiramrsilva@gmail.com
Recursos ainda pendentes
R$ 29.400,00
98 %






Porte de arma é direito constitucional

Porte de arma é direito constitucional

Publicado por Renato Furtado

Porte de arma direito constitucional

Segundo o Art. da Constituição da Republica Federativa do Brasil é inviolável o direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade. Portanto temos direito ao porte de arma. O direito não quer dizer que a República te dará isso, o direito garante que a República não te tirará a vida, liberdade, igualdade, segurança e propriedade sob o qual todos já nascemos com esses direitos. O governo não criou esses direito e também nunca conseguirá te manter em segurança, no Artigo 5º apenas garante que o estado não irá acabar e nem mesmo reduzir o seu direito natural a se defender.
Porte de arma direito constitucional
Com mais armas e mais calor temos menos mortos. Conclusão socialista: o frio forma homicidas.

O direito à Vida e a Segurança são os que mais dependem de uma arma para serem exercidos, durante a segunda guerra mundial nenhum lado teve coragem de invadir a Suíça que possuía cidadãos fortemente armados. Nos Estados Unidos fica fácil de checar a diferença entre cidadãos armados e desarmados, os estados mais armados são os mais seguros. Como sempre tem pessoas que alegarão que não tem a ver com armas e sim com renda e cultura, vou comparar duas cidades gêmeas, Chicago, IL e Houston, TX, mesma renda, mesma cultura (considerando as etnias), ambas muito povoadas e populosas, porém com duas diferenças gritantes, Houston é muito mais quente e possui 184 lojas exclusivas de armas, enquanto Chicago não possui loja especializada. Houston possui uma taxa de 9,6 homicídios a cada 100.000 habitantes e Chicago 1.806 homicídios a cada 100.000 habitantes.
Porte de arma direito constitucional
Em 2003 o mensalão foi criado com uma finalidade específica, desarmar a população. Por ser uma lei inconstitucional, o governo precisou jogar muito dinheiro na mão dos parlamentares para aprovarem a lei do desarmamento e provavelmente na mão do judiciário também que se absteve de travar essa tirania. Hoje vivemos com medo, o cidadão de bem está cercado de pessoas mal intencionadas e não pode se manifestar por ter perdido a coragem de desafiar o mal que a arma lhe garantia.
Eu não consigo ver meu direito à Vida e a Segurança respeitados, o monopólio das armas é a maior violação aos direitos humanos que pode haver. Hitler e muitos outros ditadores desarmaram a população para poder escraviza-la, e é isso que vivemos hoje, 75% do nosso salário é para manter o governo. Um policial ou juiz que desarma um cidadão é um agente diabólico que pode estar condenando uma pessoa de bem a morte, e não adianta falar que está apenas seguindo a lei, essa é a desculpa mais esfarrapada que já vi, os soldados de Hitler falavam a mesma coisa na hora de levar crianças para a morte.
O Juiz Federal Odilon de Oliveira vive a 17 anos escoltado por 10 agentes que se revezam para mante-lo seguro por 24 horas. E nós não podemos portar sequer uma arma? Onde está o Direito à Igualdade? A liberdade de ir e vir está restrita aos chefes do tráfico e as milícias, o cidadão desarmado não tem como reagir aos abusos contra a liberdade e se torna refém. A propriedade deve ser respeitada, portanto o cidadão tem o direito a possuir uma arma e a levar consigo. Principalmente mulheres que estão mais sujeitas a serem estupradas e com uma arma afastariam os estupradores, mantendo a propriedade de seu próprio corpo inviolada.

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade
http://www.hiroshibogea.com.br/encarcerado-num-bunker-juiz-federal-vive-escoltado-ha-15-anos/

Papa Defende Bebês em Gestação, Família Natural em Discurso na ONU

Papa Defende Bebês em Gestação, Família Natural em Discurso na ONU

Susan Yoshihara

Comentário de Julio Severo: Com seu discurso na ONU, e todos os holofotes sobre ele, o papa conseguiu agradar a gregos e troianos. Ele agradou aos esquerdistas? Sem dúvida alguma! Ele agradou aos ativistas pró-vida? Sim! Estou feliz que ele tenha defendido uma postura pró-vida. Mas, como disse a organização católica C-FAM, o Papa Francisco, em todo o seu discurso, entrelaçou sua defesa da vida e do casamento com a defesa do meio-ambiente e outras questões esquerdistas. Com certeza, os esquerdistas vão aproveitar dele apenas o meio-ambiente e questões semelhantes. Nós, ativistas pró-vida, poderemos aproveitar as questões pró-vida. Como qualquer outro ser humano, o papa não é infalível. Se fosse, ele jamais entrelaçaria defesa da vida e família com a ideologia esquerdista.
Papa Francisco fala na ONU
NOVA IORQUE, EUA, setembro (C-Fam) Líderes mundiais irromperam em aplauso 27 vezes durante o discurso do papa na Assembleia Geral da ONU hoje, inclusive quando ele pediu a defesa do “direito à vida,” e chamou a família a “principal célula de qualquer desenvolvimento social.”
Ativistas pró-vida e pró-família acolheram o discurso como uma melhoria nas referências mais sutis às suas causas durante o discurso do papa no Congresso dos EUA. Robert Royal, presidente da entidade Cultura da Vida, chamou o discurso na ONU de uma defesa forte e explícita da vida humana e do casamento natural, embora as palavras “aborto” e “homossexualidade” não tivessem sido usadas. Royal faz parte da diretoria do C-Fam, que publica o Friday Fax.
Na ONU, o Papa Francisco deu vários exemplos de como aplicar os quatro princípios do ensino social católico — o bem comum, a solidariedade, a subsidiariedade e a dignidade humana — que ele mencionou explicitamente durante sua fala ao Congresso. Com relação à subsidiariedade, ele argumentou em favor do “direito prioritário da família de educar seus filhos,” e uma rejeição à “elite todo-poderosa.”
Ele condenou a “colonização ideológica” como ele havia feito na encíclica Laudato Si, numa referência ao ato de estabelecer como base que a ajuda aos países pobres fique condicionada à aceitação deles do controle populacional e outros focos ofensivos ao seu povo e contra as leis nacionais como direitos homossexuais.
Em todo o seu discurso, o papa entrelaçou sua defesa característica do meio-ambiente com a necessidade de acabar com a exclusão social e construir solidariedade. Várias vezes em toda a fala de 40 minutos ele ligou a biologia dos seres humanos à da natureza. “Qualquer dano feito ao meio-ambiente, pois, é dano feito à humanidade,” o papa disse. Em Cuba na segunda-feira, ele chamou o aborto de bebês deficientescomo um exemplo da “cultura do descarte,” o que ele chamou na ONU de “um desperdício crescente e silencioso da cultura.”
Em certa altura o papa indicou que a defesa da vida deve vir na frente da fala do meio-ambiente: “O lar comum de todos os homens e mulheres deve continuar a se levantar no alicerce de uma compreensão correta da fraternidade e respeito universal à sacralidade de toda vida humana,” inclusive “os bebês em gestação” e acrescentando que deveria “também ser construído em cima da compreensão de certa sacralidade da natureza criada.”
De modo semelhante, ele ligou a defesa do casamento natural à própria natureza. Embora elogiasse a codificação jurídica da ONU em documentos escritos como um das “realizações comuns mais importantes” da ONU, ele invocou a lei natural, o que ele chamou de “uma lei moral escrita na própria natureza humana, uma lei que inclui a diferença natural entre homens e mulheres,” como também exigindo “um respeito absoluto à vida em todas as suas fases e dimensões.”
De modo oposto, ele lamentou a promoção de “direitos falsos” e disse que “nenhum indivíduo humano ou grupo pode se considerar absoluto, ter permissão de ignorar a dignidade e direitos de outros indivíduos ou seus agrupamentos sociais.” Nisso ele ecoou seu predecessor, o Papa Bento 16, que fez menção, em seu discurso de 2008 na ONU, da tentativa de colocar os direitos humanos, tais como os direitos de uma mãe e criança, em rivalidade um contra o outro numa competição falsa que deixava as elites decidirem qual vence.
Embora o papa tivesse mencionado prescrições políticas explícitas tais como as Metas de Desenvolvimento Sustentável e as conversações de mudança climática que ocorrerão em Paris, ele não as endossou especificamente. Em vez disso ele as chamou de um sinal de “esperança.” Ele alertou contra a “tagarelice vazia” de estabelecer metas, mas não fazer diferença real na vida de “homens e mulheres reais que vivem, lutam e sofrem.”

Tradução: Julio Severo
Fonte: Friday Fax
Divulgação: www.juliosevero.com

A Visão Psicolinguística Terapêutica de Norberto Keppe

Endereço da Livraria PROTON: http://www.livrariaproton.com.br/norberto-keppe-2/
Norberto R. Keppe
Presidente da SITA – Sociedade Internacional de Trilogia Analítica (Psicanálise Integral)
Dr. Norberto R. Keppe fez sua formação psicanalítica em Viena, onde foi treinado por professores como Viktor E. Frankl (Hospital de Policlínicas, Escola de Análise Existencial), Knut Baumgarten (Child Guidance Clinic) e Igor Caruso (Círculo de Psicologia Profunda). É fundador e presidente da Sociedade de Psicanálise Integral (Trilogia Analítica) desenvolvendo sua própria teoria e método científicos de tratamento de doenças psíquicas, sociais e orgânicas. Foi capaz de integrar as áreas da ciência, da filosofia e da espiritualidade, criando um novo campo chamado de psico-sócio-patologia.
Lecionou na Pontifícia Universidade Católica (PUC), e na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) como professor convidado, entre outras instituições e faculdades.
De 1965 a 1976 – Noberto Keppe coordenou e chefiou o Grupo de Estudos de Medicina Psicossomática , fundado pelo Prof. Edmundo Vasconcelos na Segunda Clinica Cirurgica no Hospital das Clinicas.
É autor de 31 livros, traduzidos em mais de 8 idiomas além do português. Trabalhou durante 13 anos nos Estados Unidos e Europa, onde desenvolveu importante parte de sua obra no campo da Sociopatologia, da Metafísica e da Nova Física. Seu trabalho na Nova Física deu inicio ao Keppe Motor capaz de economizar até 90% de energia. Conferencista internacional, foi considerado pelo CNRS (Centro Nacional de Pesquisa Científica) da França como “sem dúvida o mais original autor heterodoxo entre os contemporâneos.”
De volta ao Brasil em 1997, continua presidindo a Sociedade Internacional de Trilogia Analítica (Psicanálise Integral), o seu trabalho de atendimento, treinando psicanalistas, escrevendo livros sobre psico-sócio-patologia.
Como exímio comunicador, produz programas científicos e terapêuticos para televisões abertas e educativas e para rádios, e levados ao ar em praticamente todos os estados do Brasil. Traduzidos para 5 idiomas são veiculados em mais de 200 canais, de 40 países. Desenvolveu, entre outras atividades, o método psico-linguístico trilógico que é aplicado nas Trilogy Institute - Escolas de Línguas Millennium e os conhecimentos da psico-sócio-terapia, disciplina ensinada em cursos desenvolvidos pelo Instituto Keppe & Pacheco.
Obras Publicadas
Norberto R. Keppe (direita) em Viena, Áustria, ao seu lado, Viktor E. Frankl.


A Visão Psicolinguística Terapêutica de Norberto Keppe
Por Anna Karin Bjornsdotter Lindquist (Suécia)

Professora e Psico-sócio-terapeuta sueca dos cursos de inglêssueco e alemão na unidade Moema da Millennium
Introdução
Sou da Suécia e vim ao Brasil seis anos atrás, para conhecer o trabalho do psicanalista austríaco-brasileiro Norberto Keppe, criador da Psicanálise Integral. Esta escola, que une as descobertas das principais correntes psicanalíticas (Freud, Jung, Frankl, Bion, Igor Caruso e Melanie Klain) é muito famosa em meu país. A Psicanálise Integral também se chama Trilogia Analítica, por abranger em seu estudo os três aspectos do ser humano e da sociedade: sentimento (fé), pensamento (filosofia) e ação (artes/ciência).
Meu interesse inicial foi pelo tratamento psicossomático aplicado por Keppe em seu consultório e no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Já no Brasil, percebi que a ciência keppeana auxilia a humanidade a tratar de suas doenças psíquicas, físicas e sociais não só por meio do atendimento clínico, mas também através do método de ensino-terapia, que Keppe criou.
Iniciei então meu treinamento em Psicanálise Integral, o qual ainda faço, e tornei-me professora na Escola de Línguas Millennium, que utiliza o método pedagógico keppeano. Durante as aulas eu sigo este método, desenvolvido por Keppe, o qual se chama Psicolingüístico Terapêutico Trilógico.
Faço também faculdade de Pedagogia via internet na Suécia e foi ai que surgiu a idéia de redigir um resumo da visão pedagógica, ou melhor, psicopedagógica dele. Para tanto, usei como base do trabalho as idéias de Christer Stensmo. Este professor universitário agregado em pedagogia trabalha na instituição para educação de professores em Uppsala na Suécia e escreveu o livro A Filosofia Pedagógica (Pedagogisk Filosofi)
Em sua obra, este autor nomeia seis aspectos que estão na base de uma visão pedagógica:
- A ontologia,
- a epistemologia,
- a visão da ética,
- a visão do ser humano,
- a visão da sociedade
- e a visão da situação pedagógica. (Stensmo, C, 1994, s. 19)

1. Ontologia
A ontologia (estudo do ser) tem como objeto de estudo a natureza básica, o fundamento da realidade. Na ontologia você faz perguntas como: a realidade é aquilo que nos podemos observar ou é outra coisa diferente daquilo que nós podemos perceber com os nossos sentidos?. (Stensmo, C, 1994, s. 25)
Na visão ontológica de Norberto Keppe, tudo que existe está em ação (vibração). Este é o estado natural do ser (vibratório). Ao brecar ou diminuir a vibração, o ser entra na entropia, que é o seu desaparecimento (desintegração) - (KEPPE, Nova Física da Metafísica Desinvertida).
Portanto, o ser humano já nasce completo, em ato, decaindo depois para a potência, à medida que vai parando sua atividade. Ele já tem de início inteligência completa, afeto formado e atividade natural. Na mente já possui, formalmente a “ciência infusa”, os universais, que permitem o reconhecimento daquilo que observam os cinco sentidos.(KEPPE, Metafísica Trilógica - A Libertação do Ser)
A visão ontológica de Keppe está assim mais próxima de Leibnitz do que de Aristóteles ou Locke. Estes afirmaram que o conhecimento vem dos sentidos, dizendo Aristóteles “nada há no intelecto que primeiro não tenha passado pelos sentidos”; Locke chegou a afirmar que a mente humana é uma tabula rasa, uma folha em branco, onde os conhecimentos vão sendo impressos pelos sentidos. Ao contrário, Leibnitz afirmou: “nada há no intelecto que não tenha passado pelos sentidos, a não ser o próprio intelecto”, mostrando que há uma instância no ser humano, o intelecto em si, que não depende da experiência sensível.
Uma vez que o ser humano tem toda a vibração e o senso do saber, verifica-se que a ignorância, a potência,portanto, são apenas a deformação da ação, ou sua ausência. O estado natural do homem é o da inteligência, afeto e ação, a assim chamada ação pura, o que significa uma conduta boa seja no trabalho, no pensamento e na intenção.
Se alguém fala que uma pessoa tem potencial de fazer alguma coisa, nós podemos entender isto como algo negativo, pois indica que a pessoa não está usando (ou está brecando) a energia que recebe, destruindo as qualidades que ela tem.
A essência do ser humano, por natureza, é boa, bela e verdadeira, mas sua existência pode estar em oposição ao ser essencial, adoecendo-o. Essência e existência se identificam e, se um destes elementos é prejudicado, o outro também será. Por exemplo, se o ser humano deforma muito sua essência, sua ação será também deformada; ou seja, se tem uma existência problemática é sinal que a alma dele também é doentia. Por outro lado, se uma pessoa se obriga a agir contra o bem, para se adaptar a uma sociedade muito doente, ela (a pessoa) conseqüentemente também vai se tornar doente em sua essência.
Portanto, para Keppe, a chave para conhecer e manter-se saudável (ou recuperar a saúde) é o ato bom, belo e verdadeiro, em harmonia com a essência natural do ser humano
Keppe vê o mal como a privação do bem. Se uma pessoa, por exemplo, está doente, isto é um sinal que ela, na base, tem uma saúde perfeita que está rejeitando. Se ela é ignorante, é apenas porque está negando a inteligência que tem em seu interior. Ela se torna feia, ignorante e maféfica principalmente porque não quer dar glória ao Ser Divino e manifestar toda a beleza, inteligência e afeto que o Criador lhe deu.
Estes princípios da metafísica (contidos no livrode Keppe Metafísica Trilógica, vol. 1 – A Libetação do Ser) são fundamentais para o entendimento de todos os campos de conhecimento.

2. Epistemologia
A epistemologia trata de questões sobre a origem, a qualificação e a validade do conhecimento. A epistemologia é a teoria sobre conhecimento; O que você pode conhecer? Quando você conhece? E como você ontem conhecimento? (Stensmo, C, 1994, s .25ff)
Keppe escreve principalmente no seu livro O Homem Universal sobre a sua epistemologia. Ele afirma que o conhecimento tem a sua origem nos universais. Os universais são conceitos inatos, divinos e gerais na mente do ser humano que são iguais em todos os seres humanos, não importa qual sexo, nacionalidade ou religião que a pessoa pertence.

Os universais são captados principalmente através da intuição e da abstração no interior do ser humano. Um universal pode ser por exemplo a ideia formal de um animal, como o cachorro. Os pais não precisam explicar para o filho cada vez que ele vê uma raça diferente que aquele ser é um cachorro, porque a criança já tem este conceito dentro de si e reconhece o fato no mundo externo. Ou seja, ela tem o conhecimento essencial da substância do cão, independente dos acidentes que a modificam (cor, tamanho, aspecto etc).

Segundo Keppe o conhecimento vem do maior para o menor, do geral para o particular, do global para o parcial. Se eu vou construir um carro eu já tenho o conceito de como um carro pronto pode ser, e então vou montando as partes. O carro não é construído com peças separadas juntadas ao acaso.

Os ensinos nas escolas normalmente são invertidos porque querem ensinar do menor para o maior. Por exemplo, ensina-se primeiro as notas musicais, a teoria, para só depois a criança entrar em contato com a música em si. No método keppeano, a criança começa a tocar pequenas músicas simples e, a partir do gosto que adquire em tocar, motiva-se para aprender as partes de que a melodia é composta (notas, pausas, claves etc).

Outra inversão do ensino tradicional é dividir os campos de estudo. Por exemplo, o físico só estuda física, ficando alheio aos outros campos do saber. O médico só aprende a parte orgânica, desconhecendo a psíquica. O psicólogo só estuda psicologia, desconhecendo a biologia e o funcionamento social. O sociólogo desconhece as leis que regem as artes e a engenharia, e assim por diante. No entanto, todos os conhecimentos seguem as mesmas leis básicas. Keppe mostra, no livro A Nova Física, como a biologia (genética), a psicologia e a física estão intimamente relacionadas, através de leis comuns. Não se trata de amontoar conhecimentos, por exemplo, estudar psicologia, medicina, física, do modo que elas são apresentadas hoje, mas, sim, perceber o que há de comum e subjacente em todas as disciplinas que são, por natureza, unificadas.

O ensino nas escolas, portanto, não deveria ser particularizado, mas unificado.

Os ensinos da língua em geral também partem do menor para o maior. As escolas tradicionais querem ensinar a língua estrangeira através da gramática e vocabulário repetitivo, separados de um contexto maior. Na Escola Millennium Línguas, que aplica a pedagogia Keppeana, o método do ensino é totalmente ao contrário desse ensino porque parte do geral para o particular. O aluno aprende como uma criança e tem contato com a língua toda desde começo através de leituras terapêuticas, conversações e músicas na língua estrangeira.

Keppe se coloca critico à teoria do conhecimento empírica de Aristóteles. Enquanto este acredita na indução e acha que o conhecimento vem para o ser humano através dos sentidos, Keppe vê que o conhecimento verdadeiro é dedutivo, a priori, o que significa que o conhecimento já existe na mente do ser humano antes da experimentação. A experimentação é apenas uma maneira para o cientista testar se aquilo que ele pensa é verdade ou não. A ciência de hoje é baseada nas idéias invertidas do Aristóteles. Então o cientista moderno faz um experimento e emite uma opinião (doxa),desconectada da realidade, ao invés de experimentar o que tem na mente para ver se é real ou não

Isto pode ser exemplificado com a famosa piada do cientista que fez um experimento com uma aranha. ensinada, que andava ao ouvir uma ordem. Ele queria tirar as pernas da aranha para ver o que aconteceria. Ele tirou uma perna, mandou a aranha andar e ela andou. Tirou mais umas pernas e, ouvindo a ordem, a ranha andou novamente. No final ele tirou todas as pernas mandou a aranha andar. Obviamente, ela não andou. O cientista pegou um megafone e gritou: - ANDA!!! Mas a aranha ficou parada. Então ele pegou o caderno dele e anotou a sua conclusão: “Uma aranha sem pernas fica surda”.

Essa anedota mostra duas coisas fundamentais: 1. A ciência de hoje é contra a natureza e destrói tanto os animais, quanto as plantas, o ser humano e a planeta em geral. 2. A ciência de hoje é invertida por querer tirar todos os fatos dos sentidos, negando completamente o conhecimento inato e questões da intuição no processo de conhecimento.

No documentário da BBC sobre a vida do Leonardo da Vinci eu notei uma coisa interessante. No documentário o gênio é citado “Don´t pity the humble painter. He can be lord of all things. Everything that exists in the world, he has first in his mind and then in his hands.”
(“Não tenha pena do humilde pintor. Ele pode ser senhor de todas as coisas. Tudo que existe no mundo, ele tem primeiro na sua mente e depois em suas mãos.”) Esta citação mostra claramente que o gênio tinha consciência de que ele já tinha todo conhecimento dentro da sua mente antes que ele tinha contato com a coisa através dos sentidos.

Um outro aspecto da epistemologia de Norberto Keppe é que todo conhecimento verdadeiro vem da ação pura. As idéias são conseqüências das ações: o ser humano pensa de acordo com o que ele faz. Quanto melhor é a ação, mais próximos estamos do ser, que é a base de toda realização.
Keppe escreve no seu livro A Metafísica Trilogica – A Libertação do Ser:

“O conhecimento segue a ação, desenvolvendo-se de acordo com ela; estou falando que pensamos de acordo com o que fazemos, e não ao contrário, como geralmente se julga: o pensamento é subproduto da ação que o individuo carrega em sua essência interior. Posso afirmar que quanto melhor é o ato, mais perfeito é o ser, uma melhor composição que é questão de qualidade, constituindo o cerne de toda e qualquer realização” (Keppe, 1994, s. 51).

Esquema sobre como o conhecimento vem para o ser humano:

O mundo externo
(material e espiritual)



Sensações Externas

↑ Internas

Sentimentos



Consciência



Intuição



Conhecimento


Os três fatores assinalados acima são intimamente correlacionados, quase não podendo se distinguir o que é uma sensação, um sentimento ou uma consciência – o mais importante entre todos é o sentimento que se for de amor, haverá contacto com a verdadeira realidade (material e espiritual), se de ódio e inveja desenvolverá a megalomania e o narcisismo [...] (Keppe, N, 1994, s. 109)

Nós podemos ver que Norberto R. Keppe dá muita importância ao sentimento. Sem o sentimento de amor nenhum conhecimento existe. Portanto ao contrário da famosa afirmação de Tomás de Aquino “ Você só ama o que conhece”, Keppe afirma que a pessoa “só conhece o que ama”, que dá um entendimento muito mais profundo do conhecimento.

3. A visão da ética

A visão da ética se trata de quais valores se manifestam e quais existem explícitos ou implícitos na situação pedagógica. (Stensmo, C, 1994, s. 19)

A ética trata questões sobre o que é bom e o que é mau, certo e errado. As questões principais são: O que é moralmente bom? O que é certo? O que é dever? Estas perguntas tratam o que você deve fazer e como você deve agir. (Stensmo, C, 1994, s. 39)

Não é que o ser humano tenha razão, amor, atividade, ele é o pensamento, o sentimento e a ação. Keppe escreve no livro O Homem Universal que o bem, o verdadeiro e o belo são o ser. (Keppe, N, 1999, s. 47)

Portanto uma pessoa boa, verdadeira e bela é aquela que está sendo o que ela é na base. A realidade é boa e quem age de acordo com a realidade é bom e ético.

Assim como o Platão, Keppe vê que o bem, a verdade e o belo são conceitos absolutos, mas para Keppe esses conceitos têm a sua origem nos universais e não no mundo das idéias. Conhecimento sobre o que é ética, a pessoa tem dentro de si e não precisa ser discutido intelectualmente. Para ter uma ética funcionando bem a pessoa tem que estar em ação boa, trabalhar.

Keppe escreve no seu livro A Libertação da Vontade que a única coisa que pode manter uma personalidade equilibrada é um comportamento ético, porque é uma combinação do sentimento (amor) e razão. Trata-se de uma junção entre os dois, que evita qualquer tipo de exagero. (Keppe, N, 2000, s. 125) Ele também explica que um comportamento ético consiste em aceitar a realidade, enquanto uma conduta antiética consiste em negar aquilo que nós já conhecemos. Assim se torna óbvio que a ética é fundamental para a existência de todo tipo de ciência e todo tipo de conhecimento humano.

As principais virtudes segundo Keppe são o amor, a ética, a verdade, a estética, a ação e as artes. (idem, s. 150)

Como nós notamos, Keppe dá muito valor para a ética e as virtudes. Ele até afirma que toda saúde orgânica e psicológica, assim como todas as riquezas e realizações, na base dependem das virtudes humanas. (idem, s. 165)

Stensmo, em seu livro, escreve sobre a ética da intenção e a ética da conseqüência. Segundo ele, na ética da intenção você valoriza a intenção de uma ação e não se importa muito com as conseqüências da ação; na ética da conseqüência você valoriza a ação pelas conseqüências e voçê não se importa muito com a intenção e com quais meios a pessoa as alcançou. (Stensmo, C, 1994, 42ff)

Keppe acredita que o ser humano tem um inconsciente dentro de si, que é um resultado da atitude do individuo de negar a consciência (e não como o Freud acreditava; uma instânçia inata e natural no ser humano.)

Eu tiro a conclusão que a intenção e a consequençia para Keppe são iguais. Se uma pessoa por exemplo vai viajar para o exterior e no primeiro dia no novo pais cai e quebra uma perna, nós podemos desconfiar que a intenção desta pessoa com a própria viagem não era tão boa. Mesmo que a pessoa possa afirmar que tinha uma intenção muito boa com a sua viagem e queria se divertir, as conseqüências das suas ações mostram qual que era a intenção real da pessoa (provavelmente inconscientizada). Por isso eu acho que a ética da intenção pode ser questionada.

A ética da conseqüência também pode ser questionada por que ela pode dar uma idéia de que você às vezes pode alcançar bons resultados com ações ruins. Esta idéia se baseia numa dialética falsa: - O mal traz um bem, a guerra traz paz, a loucura traz genialidade etc...

O Dr Keppe explica que na dialética certa (Socrática, Cristá, Keppeana) o bem traz o bem, se você quer paz prepare-se para paz e um gênio consegue realizar coisas incríveis por causa da sanidade dele, apesar da loucura que ele possa ter.

O contrário da ética, segundo Keppe, é a vontade invertida. Ele vê a vontade como o maior inimigo do ser humano. Segundo Keppe a vontade é invertida, que significa que o ser humano normalmente rejeita o que é bom para ele e quer o que não é bom para ele e para os outros. Como um exemplo da nossa vontade invertida eu posso citar a vontade de fumar, beber ou de brigar com aqueles que nós mais amamos.

A vontade resulta em dois problemas: as emoções (a patologia do sentimento) e o racionalismo (a patologia do intelecto). (Keppe, N, 2000),

Agir através das emoções é provavelmente a maior atitude contra a ética que uma pessoa pode fazer – obviamente eu estou falando sobre os sentimentos negativos (inveja, ódio, arrogância). (idem, p. 38)

Se o pensador não é ético ele não quer pensar de maneira adequada, mas usa a sua vontade para criar teorias totalmente fora da realidade. Um exemplo disso é quando Darwin acredita que o ser humano é um macaco evoluído, sem haver qualquer prova até hoje sobre isso.

Segundo Stensmo um dos problemas éticos na pedagogia é quais interesses você vai servir dentro da atividade pedagógica. (Stensmo, C, 1994, p. 45)

Segundo Keppe o papel do pedagogo é conscientizar o individuo das suas más atitudes como inveja, inversão, teomania e arrogância para levar a pessoa de volta para a sua essência que na base é boa, bela e verdadeira, ou seja, levar a pessoa de volta a ser o homem universal que é na essência. O ser humano tem uma função na sociedade e deve realizar coisas boas para os outros (e para si mesmo como uma conseqüência) e servir o mundo.

Stensmo também levanta a questão da censura quando ele fala sobre questões éticas. (Stensmo, 1994, p. 45)

Segundo Keppe a censura ao comportamento patológico é uma coisa positiva. O ser humano não deve se permitir agir de qualquer modo, contra tudo e todos. O que não pode ser censurado é a consciência de uma conduta errônea. Se uma aluna na escola é alienada, não presta atenção ou é agressiva ela não deve ser punida. O importante é conscientizá-la de que ela está se comportando numa maneira errada que não é boa para a aprendizagem e deixá-la entender que ela adotou uma atitude que não só prejudica os outros, mas principalmente a si mesma.

4. A visão do ser humano

A visão do ser humano trata questões de como se vê os alunos como seres humanos. O ser humano aluno é bom ou mau na base? Ele é ativo ou passivo? Ele é responsável ou irresponsável? Você deve motivá-lo com “chicotes” ou com “cenouras”? (Stensmo, C, 1994, p. 19)

Keppe vê o ser humano, na sua essência como bom, belo e verdadeiro. Ele foi originalmente criado em semelhança a Deus. Então todos os seres humanos têm na base a mesma capacidade, inteligência e valor. Entretanto o ser humano tem atitudes patológicas que o fazem ir contra o próprio ser. No livro O Homem Universal o Dr Keppe escreve que não é que o ser é bom, verdadeiro e formoso, mas que o belo, a verdade e a bondade são o ser. (Keppe, N, 1999, s. 47) Então você não pode dizer que uma pessoa é má, porque se ela é má ela não existe, ela está agindo contra o seu ser.

A diferença entre um gênio e uma pessoa comum é apenas que o gênio não destrói tanto o que lhe foi dado. Enquanto Rousseau viu a criança como boa e depois corrompida pela sociedade, Dr Keppe também vê que a própria criança é neurótica e vai contra o bem que tem na vida. Keppe mentiona um número de patologias fundamentais existentes em todos os seres humanos.

1. A inveja – Descontentamento e má vontade com relação à felicidade, vantagens, posses, beleza, bondade, etc., de outros. Do latim invidere, significa “não querer ver” o bem estar dos outros. (Keppe, N, 1993, p. 309)

“ Freud já havia dito sobre o magno problema de inveja, nas psicopatologias graves, e Melanie Klein trabalhou toda a sua vida sobre tal base. No entanto, nenhum deles abordou o seu aspecto mais importante, que é a inveja de Deus – através da qual o ser humano tenta acreditar que a realidade é ruim – só porque tem raiva de toda maravilha que existe na verdade. Por causa desta atitude, fecha os olhos, tornando-se alienado, inconsciente. E esta é a sua única doença.” (Keppe, N, 1981, p. 19)

2. Inversão – Processo através do qual a pessoa vê o bem naquilo que é ruim e o mal no que é bom; isto é, acredita que a fantasia leva à realização, e que a realidade causa sofrimento; vê o pecado como prazeroso e a virtude como sacrifício; considera Deus como restritivo ou punitivo, e o demônio como libertador e doador de prazer; pensa que o amor traz sofrimento e que a razão pura leva ao equilíbrio; acredita que o poder social significa felicidade e que o serviço para a humanidade significa sacrifício e inferioridade. (Keppe, N, 1993, p. 309)

3. Inconscientização – Neologismo criado por Norberto R. Keppe – atitude de esconder, reprimir ou negar a consciência que temos. (Keppe, N, 1993, p. 309)

O problema fundamental, na atitude do homem, é o seu esforço, para apagar a consciência de qualquer problema. Temos de distinguir o problema de sua consciência, pois, ao rejeitar a percepção, estamos apenas realimentando a dificuldade, isto é, aumentando-a. O seu contrário é valido. Ao conscientizar um problema, já estamos no caminho de resolvê-lo, afirma N. Keppe,

4. Teomania – O desejo maléfico e invejoso de ter um poder divino; mais forte em indivíduos psicóticos e pessoas em posições de poder na sociedade. De acordo com Dr. Keppe, a teomania, uma forma extrema de megalomania, é a causa de por detrás de toda doença (social, mental, orgânica). Psicóticos freqüentemente se vêem como sendo Jesus Cristo, o Espírito Santo, a Essência Divina, etc.. (Keppe, N, 1993, p. 312)

Keppe vê que o ser humano tem 3 partes: sentimento (teologia), pensamento (fiosofia) e ação (ciência). É importante levar em consideração estas três partes quando voçê trata uma pessoa. O homem universal tem sentimentos bons, pensamentos bons e ações boas. Segundo Keppe o ser humano é um ser com corpo e alma (vida psicológica) O corpo e a alma são uma só estrutura energética, proveniente da mesma energia, transcendental ou a assim chamada energia escalar pelo físico Nicola Tesla. Quando o ser humano está em ação pura ela recebe essa energia e todo o seu ser funciona em harmonia.

5. A visão da situação pedagógica A visão da situação pedagógica trata questões de perspectivas de ensino e aprendizagem.

Quem é o ator principal na situação pedagógica? O professor/ o pedagogo que ensina do seu fundo de conhecimento e estrutura e apresenta a sua informação com diferentes tipos de auxiliares? O aluno/o participante que aprende e trabalha com a informação, vista dos seus interesses? (Stensmo, C, 1994, s.19)

Durante o meu trabalho como professora, seguindo a visão pedagógica de Norberto R. Keppe apresentada aqui, eu noto que o aluno é colocado em foco na situação pedagógica. O mais importante é o desenvolvimento do aluno. O professor tem treinamento psicanalitico e tem a função de ajudar o aluno a ver quais atitudes negativas que ele adotou, que impedem a sua aprendizagem. O professor deve assim como um psicanalista mostrar para o aluno o bem, a verdade e a beleza que ele possui em seu interior e mostrar como ele destrói isto dentro de si. Assim o aluno pode retornar a ser o homem universal que ele uma vez decidiu parar de ser.

Obviamente o professor não só deve ensinar isto com palavras, mas principalmente através de seu exemplo : “A palavra é de ouro, mas só o exemplo arrasta”.

Keppe vê assim como o Sócrates que o aluno já tem a verdade dentro de si e a função do pedagogo é apenas de levar o aluno a restabelecer contato com aquilo que ele já sabe.

Durante as minhas aulas na Escola Millennium eu trabalho com textos terapêuticos com conceitos fundamentais dentro da metafísica e da ciência da psicopatologia trilógica e o aluno é levado a um conhecimento geral em todos os campos de conhecimento: ciência, ética, política, teologia, economia, sociologia, arte e filosofia. Os campos de conhecimento não se contrapõem porque seguem as mesmas leis e princípios básicos. Se uma ciência entra em choque com outra é um sinal que algo está errado. A medicina por exemplo não deveria entrar em conflito com a psicologia, assim como a ciência não deveria contradizer os fundamentos da teologia.

Como o ser humano tem três partes: sentimento, pensamento e ação, é importante levar em consideração estas três partes durante o processo de ensino. Em escolas de línguas comuns por exemplo o professor geralmente ensina apenas a parte do pensamento, a gramática e as palavras. Na Millennium, entretanto, é importante que o aluno participe ativamente, converse e ao mesmo tempo tenha contato com os seus sentimentos, bloqueios e atitudes que impedem sua aprendizagem..

Norberto R. Keppe vê as artes com a base da toda civilização e todo desenvolvimento humano. Por isso eu também trabalho muito com arte durante as minhas aulas na Millennium; pintura, musica e literatura. Eu noto que as artes têm um efeito calmante nos alunos e estimula a sua intuição, sensibilidade e capacidade de entender.

No processo de ensino trilógico procedemos ao principio básico da metafísica que o conhecimento vem do maior para o menor. No ensino de uma língua isto significa que você não ensina a língua só com regras gramaticais, mas deixa o aluno ter contato com a língua toda desde começo, assim como ele aprendeu a sua própria língua quando era criança.

A pedagogia trilógica cresce cada vez mais em São Paulo e há pouco tempo escolas primárias começaram a aplicar as suas idéias, com ótimos resultados. A idéia é que o ensino deve consistir de 33 % trabalho prático, 33% matérias tradicionais, 33% arte, inclusive a conscientização da psicosociopatologia.

6. A visão da sociedade

A visão da sociedade trata questões de como se vê a relação entre uma educação e a sociedade ao seu redor. A sociedade é boa ou má? A educação deve ser adaptada a sociedade e consolidá-la? Ela deve mudar a sociedade? Ou ela é uma questão particular? (Stensmo, C, 1994, s. 19)

Keppe vê que a sociedade em si é boa e divina. Entretanto, o ser humano quer atrapalhar o funcionamento certo da sociedade. Por isso formou -se uma sociedade doente. Por trás de cada teoria e cada sistema encontra-se a psicopatologia dos indivíduos que a elaboraram. Para poder solucionar os problemas que existem na sociedade e os problemas individuais também, Keppe desenvolveu um estudo sobre a doença social (a sociopatologia), propondo uma socioterapia trilógica.

Claudia Bernhardt Pacheco descreve no seu livro a visão de Keppe sobre a sociedade:

“De acordo com ele, não é possível um individuo ser são, se é criado em família e sociedade tão patológicas que o influenciam desde o nascimento, “deformando-o” definitivamente no processo de “educação” e “socialização”. [...] Se considerarmos que todas as regras e valores sociais são certos, o processo de socialização será saudável e necessário. Mas se percebemos que grande parte das regras, prêmios e proibições foram instituídas para servir um esquema sócio-econômico de corrupção, então podemos chamar este processo não mais de socialização, mas de “lavagem cerebral”, ou de mecanismo social de patologização.”

Para evitar esta deformação do individuo Keppe sugere uma socioterapia, sociedades e empresas trilógicas que trabalham para dar uma educação mais adequada para o ser humano. Numa sociedade trilógica a pessoa é incentivada de trabalhar para realizar aquilo que é bom, belo e verdadeiro para a humanidade. Ao contrário do que se vê em nossa sociedade atual, em que as pessoas de valor, como os artistas, cientistas e pensadores, são impedidas, perseguidas e até mortas quando querem realizar algo de bom.

Keppe criou residências trilógicas, como uma tentativa de criar uma maneira de viver mais de acordo com os interesses do ser humano do que com os das instituições patológicas. Numa residência trilogica as famílias e os indivíduos moram num prédio e dividem os custos para lavadeira, faxineira, babá, carros, viagens, comida etc... Isto significa uma grande economia de tempo e de custos e uma liberdade para os moradores saírem mais para usufruir eventos culturais e participar de atividades sociais.

Além disso, todos os moradores participam nos grupos de terapia onde os problemas dos indivíduos são conscientizados, o que promove um relacionamento aberto e honesto entre os indivíduos e os problemas são rapidamente resolvidos.

Keppe também criou empresas trilogicas aonde as pessoas trabalhando usufruem os frutos do seu trabalho. Os indivíduos ganham de acordo com o trabalho que fazem e o dinheiro não vai para o poder socioeconômico ou de um grupo de capitalistas.

Claudia Pacheco escreve que:

“Os dois princípios fundamentais para que um empreendimento seja trilogico são:
• Capital – O capital investido deverá ser igual para todos os sócios, o que impedirá que aquele que tenha maioria de quotas, adquira poder sobre os demais sócios. [...]

• Divisão de lucro pelo trabalho – As Empresas Trilogicas não têm salários como acontece às demais empresas do mercado. O sistema utilizado é o seguinte: com a renda bruta do trabalho de todos os sócios são pagas as despesas da empresa, incluindo-se compra de novas instalações, melhoramentos, manutenção etc., e o restante, ou seja, o lucro é dividido proporcionalmente entre os sócios, de acordo com a sua produção (qualidade e importância da sua função para a empresa, e o numero de horas trabalhadas).”

Os problemas e as decisões da empresa são discutidos sobre a presença de todos.

No programa de TV “O Homem Universal” é mostrado um gráfico sobre o o que seria a universalização ao contrario da particularização. A particularização mostra uma sociedade doentia enquanto a universalização mostra uma sociedade sá. Na particularização, as riquezas pertencem a alguns poucos, que são servidos (e donos) das escolas, dinheiro, empresas, riquezas, cultura, bancos "glórias" etc. Globalização é dar o mundo para alguns poucos. Na Universalização, ao contrário, o ser humano está a serviço do mundo, e todas as escolas, ciência, igrejas, riquezas, pesquisas, indústrias, nações, agricultura servem o povo em geral.
Obs: Dá as riquezas para a humanidade toda. Keppe, N, O programa de TV O homem Universal, nº 384)

A sociedade de hoje se encontra mais na particularização e atualmente a educação tenta adaptar o individuo a sociedade, formando robôs, sem ideais, que pensam apenas em seus próprios interesses e servem as intenções de inveja e cobiça do poder sócio-econômico patológico. Os indivíduos de poder não querem que as pessoas pensem individualmente e preferem que o povo permaneça alienado sem força de mudar a situação.

Dos gráficos acima nós podemos tirar a conclusão que a função da educação na sociedade não é de educar o ser humano a se adaptar à sociedade, servir o poder e servir alguns indivíduos doentes e egoístas, mas de capacitá-lo a mudar a sociedade para o melhor, educá-lo a servir a sociedade e os interesses do povo para que a nossa civilização se desenvolva em todos os campos da ciência, cultura, arte, indústria etc.

Keppe escreve no livro “Effective Education Through Consciousness palavras bonitas sobre a educação que vou usar para finalizar o meu trabalho sobre a visão pedagógica dele”:

“Educar é desenvolver a consciência de tudo que existe; é entrar em contato com toda realidade. Claramente, a aprendizagem intelectual é importante, mas ela deve servir o ser humano e não os poderes que governam a nação. Por outro lado, é necessário que nós aceitemos a consciência das nossas próprias dificuldades, os nossos problemas individuais – aceitar total consciência da neurose humana (psicose) se nós queremos conseguir ter uma vida social normal. [...]

Não adianta tentar criar novas teorias e técnicas educacionais se o elemento fundamental da educação for deixado de lado. Nós devemos primeiro compreender por que o homem não aprendeu a educar a si mesmo.

Depois disto, qualquer coisa e tudo que nós empreendermos terá sucesso. A finalidade da Trilogia Analítica é esta: ajudar o ser humano a se tornar consciente das atitudes que ele adota que o levam a negar, omitir ou distorcer a realidade; atitudes que provêm da inveja. O resto vem por si.” (Keppe, S, 1989, s. 13f)

Lista de referençia

Keppe, Norberto, A Nova Física da Metafísica Desinvertida, 1996, Próton Editora LTDA, São Paulo

Keppe, Norberto, A Libertação da Vontade, 2000, Próton Editora LTDA, São Paulo

Keppe, Norberto, A Metafisica Trilogica – A Libertação do Ser, 1994 Próton Editora LTDA, São Paulo

Keppe, Norberto, O Homem Universal, 1999, Próton Editora LTDA, São Paulo

Keppe, Norberto, Liberation of the people, 1986, Próton Editora LTDA, São Paulo

Keppe, Norberto, Sociopatologia –Estudo sobre a patologia social, 1991, Próton Editora, LTDA, São Paulo

Pacheco, Claudia, ABC da Trilogia Analítica, 1990, Próton Editora LTDA,

São Paulo

Simula, Suely, Effective Education Through Consciousness, 1989, Próton Editora LTDA,

São Paulo

Stensmo, Christer, Pedagogisk filosofi, 1994, Studentlitteratur, Lund

Tv-program O Homem Universal nº 384, 02/08-2006

Tv-program O Homem Universal nº 342, 07/07-2005

The man who wanted to know everything, BBC – Documentario sobre a vida do Leonardo da Vinci