MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

MUSEU VÍTIMAS DOS COMUNISTAS

MUSEU VÍTIMAS DOS COMUNISTAS

Conversa íntima entre dois amigos idosos...

Conversa íntima entre dois amigos idosos...

A velhice é uma das poucas coisas que não dá para esconder. Ela é obvia por si só. Talvez seja um dos seus segredos positivos.

Tudo na vida tem um lado aproveitável...

Bill e Sam, dois amigos da terceira idade, encontravam-se no parque todos os dias para alimentar os pássaros, observar os esquilos e discutir os problemas mundiais.

Um dia, Bill não apareceu. Sam pensou que ele poderia estar resfriado ou coisa semelhante.

Entretanto, Bill não apareceu nos próximos dias e semanas. Sam ficou preocupado. Como eles se conheciam somente do parque, Sam não tinha a menor ideia de onde Bill morava, 
e ele  ficou impossibilitado de saber o que de fato ocorrera com ele.

Passado um mês, Sam estava chateado, pois ficou na sua mente a última vez em que viu Bill. Indo ao parque como de costume, lá estava sentado Bill.
Sam ficou felicíssimo e se aproximou de Bill.

Por Deus, Bill, o que aconteceu com você?
Bill respondeu:
Eu estava na cadeia.
-  Cadeia? gritou Sam. Por que motivo?
Bill disse: 
- Você conhece a Vanessa, aquela garçonete loira e deliciosa da padaria  em que eu vou de vez em quando?
- Claro que me lembro", falou Sam. E daí?
- Bem, um dia ela foi à Polícia e me denunciou por estupro. E eu, com meus 92 anos de idade, fui todo feliz para a Corte e me considerei culpado...

O 'FDP' do Juiz me sentenciou a 30 dias por falso testemunho!!!

Obs.: Colaboração de meu amigo Norberto Correia (F. Maier).

A estupidez antissemita da esquerda: Boaventura quer abolir o Estado de Israel

A estupidez antissemita da esquerda: Boaventura quer abolir o Estado de Israel


Por: Rodrigo Constantino  27/08/2014 às 14:35

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O anti-sionismo atualmente mascara o velho antissemitismo, mas ainda engana muita gente. Os críticos não seriam contra os judeus em si, “apenas” contra o Estado de Israel. O que fazer com os quase 8 milhões de judeus que lá vivem em um regime democrático parece um detalhe bobo que não entra nas reflexões desses “ungidos”. Ou, se entra, é ainda pior: pois desnuda suas reais intenções genocidas.
Foi o caso de um artigo do “respeitado” pensador de esquerda Boaventura de Souza Santos, que a Carta Capital divulgou. É um espanto! Vale notar que não estamos falando de um qualquer. Eis o currículo do homem:
É doutor em sociologia do direito pela Universidade de Yale, professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, Distinguished Legal Scholar da Faculdade de Direito da Universidade de Wisconsin-Madison e Global Legal Scholar da Universidade de Warwick. É também diretor do Centro de Estudos Sociais e Coordenador Científico do Observatório Permanente da Justiça Portuguesa – ambos da Universidade de Coimbra. Foi fundador e diretor do Centro de documentação 25 de Abril entre 1985 e 2011.
Portanto, o sujeito tem as credenciais acadêmicas, bem ao gosto da esquerda que adora apelar à autoridade em vez de focar nos argumentos. Como faço justamente o contrário, vamos aos argumentos, ou ao que parecem seus argumentos. Ele começa logo fazendo uma pergunta absurda e dando uma resposta ainda mais absurda:
Podem simples cidadãos de todo o mundo organizar-se para propor em todas as instâncias de jurisdição universal possíveis uma ação popular contra o Estado de Israel no sentido de ser declarada a sua extinção, enquanto Estado judaico, não apenas por ao longo da sua existência ter cometido reiteradamente crimes contra a humanidade, mas sobretudo por a sua própria constituição, enquanto Estado judaico, constituir um crime contra a humanidade? Podem. 
Ou seja, para Boaventura, Israel não tem o direito de existir, pois é um “crime contra a humanidade”. Vários países foram criados por decisões arbitrárias e nem por isso são alvos do ódio da esquerda. Mas Israel é criminoso em si, e não tem direito de existir. Para o doutor, Israel roubou as terras dos palestinos, o que é simplesmente falso. Muitas foram compradas, os judeus já vivem ali há séculos, não havia nada como um povo ou uma nação Palestina ali antes, e o avanço territorial se deu como reação aos ataques que Israel sofreu de seus inimigos, que desejavam, como Boaventura, sua destruição.
Mas Boaventura enxerga apenas “colonização”. Ora, Portugal colonizou de fato o Brasil. Vamos abolir o Estado Brasileiro então, para “libertar” o povo indígena? A esquerda quer defender isso? Tantos países são ex-colônias, mas não vemos ninguém pedindo sua abolição por aí. A esquerda quer abolir a Austrália? Um peso, duas medidas, deixando claro que o alvo é apenas Israel, e que isso não tem nada a ver com colonização, retórica enganosa que serve apenas para alimentar o ódio contra os judeus.
Diz o sociólogo, citando outro escritor socialista: “O controverso comentário de José Saramago de há alguns anos de que o espírito de Auschwitz se reproduz em Israel faz hoje mais [sentido] do que nunca”. Acusar os judeus de Israel de praticarem genocídio como o de que foram vítimas é algo não apenas ridículo, mas extremamente ofensivo!
Se Israel quisesse “exterminar” os palestinos, teria condições de fazer isso amanhã. Ao contrário: faz de tudo para preservar as vidas inocentes, mesmo que sacrificando seus próprios soldados nesta missão. Enquanto os terroristas do Hamas, que não são sequer mencionados pelo sociólogo português, usam os próprios palestinos como escudo humano, os soldados israelenses tentam mitigar o número de perdas civis em seus ataques. Não acredito que o autor seja ignorante, o que me leva a deduzir que se trata de falta de caráter mesmo, de uma patologia antissemita que leva a tal estupidez. Ele conclui:
A criação do Estado judaico de Israel configura um crime continuado cujos abismos mais desumanos se revelam nos dias de hoje. Declarada a sua extinção, os cidadãos do mundo propõem a criação na Palestina de um Estado secular, plurinacional e intercultural, onde judeus e palestinos possam viver pacifica e dignamente. A dignidade do mundo está hoje hipotecada à dignidade da convivência entre palestinos e judeus.
Se foi algum tipo de piada, confesso não ter achado muita graça. Talvez Gregório Duvivier possa me ajudar na interpretação do humor negro do socialista, ou pedir para algum camarada do PSOL, que também gosta de queimar bandeiras de Israel em praça pública, explique como seria isso na prática.
Israel seria extinto como país, haveria um Estado da Palestina secular, laico (risos), plurinacional e intercultural, e judeus e palestinos viveriam em paz para sempre, com dignidade. A eleição colocaria o Hamas no poder, como já ocorre hoje na Faixa de Gaza. Mas isso é um detalhe bobo. Outro detalhe insignificante é o fato de que o próprio estatuto do Hamas prega a destruição de Israel e dos judeus. Mas não devemos nos ater aos aspectos pontuais.
Cabe, ainda, indagar se os “bem-pensantes” da esquerda acham que só Israel deve ser abolido por “crimes contra a humanidade”, ou se Cuba, China e Coreia do Norte fariam parte da lista também. O duplo padrão de julgamento moral dessa turma deixa transparecer toda a hipocrisia de sua afetação seletiva em defesa dos “direitos humanos”.
Pergunto-me: como pode alguém que defende algo tão abjeto ser idolatrado pela esquerda? Isso não diz muito sobre os próprios valores – ou falta de valores – morais dessa gente? O que estão defendendo, aberta e escancaradamente, com divulgação indecente ou mesmo criminosa da revista de Mino Carta, é o extermínio de milhões de judeus inocentes. É de embrulhar o estômago mesmo. E serve para demonstrar que títulos acadêmicos não garantem nada, pois uma vez canalha, sempre canalha…
Em tempo: já há um lugar onde judeus e não-judeus árabes convivem em paz, e esse lugar é… Israel! É justamente sob a democracia israelense que há tal convívio pacífico, garantido pelo estado de direito e o império das leis. Fora dali, o domínio fica com os terroristas islâmicos que desejam exterminar os judeus e a paz, o que Boaventura parece aplaudir de pé.
Rodrigo Constantino

Socialismo venezuelano: onde se geme de fome e onde a inflação come o que resta

Socialismo venezuelano: onde se geme de fome e onde a inflação come o que resta



quarta-feira, 26 de agosto de 2015

DEFICIT DE SOBERANIA

DEFESA DA SOBENANIA NACIONAL . DOC. 56 – 2015
N O T A DE APOIO
A defesa de nossa Soberania pelo General de Exército e Comandante da Amazônia trás ao Brasil a certeza de que as Forças Armadas estão alerta para defender qualquer pedaço de terra que seja nosso.
O General Theophilo alertou os Poderes da República para a gravidade do problema. No mundo internacional não há amigos e sim interesses. Ninguém oferece dinheiro de graça. Há algo sempre por trás de demonstrações internacionais.
Parabéns General Theóphilo. Seu documento é perfeito e parece seu pai.  Suas palavras permitem que nos lembremos de dois grandes brasileiros:  Almirante Barroso: “Sustentar o fogo que a vitória é nossa”. Siqueira Campos: “À Pátria tudo se deve dar e nada pedir, nem mesmo compreensão”
GRUPO GUAREARAPES 25 DE AGOSTO DE 2015
General de Exército Theophilo-  Comandante Militar da Amazônia


DEFICIT DE SOBERANIA

Guilherme Theophilo

Durante essa semana, uma questão me chamou tanto a atenção que decidi trazê-la para a reflexão do leitor. Na quinta-feira, dia 20, observei um comentário de um conhecido que acompanhava o noticiário em seu aparelho celular. Euforicamente, ele comentava que mais uma vez presenciava uma goleada da Alemanha. Mais uma vez, o Brasil era humilhado. - Sete a um de novo, dizia ele. Em um primeiro momento, imaginei que suas assertivas eram referentes a uma partida de futebol entre Brasil e Alemanha, tal como foi na traumática semifinal da Copa de 2014, com o vergonhoso placar de 7 x 1 para a Alemanha. Porém, após observar com mais atenção, percebi que na verdade aquele jovem fazia uma analogia crítica ao recente acordo de cooperação técnica, assinado entre os governos de Brasil e Alemanha, com o qual aquele país europeu assumiu o compromisso de investir em torno de R$ 200 milhões na conservação ambiental e na regularização ambiental de imóveis rurais na Amazônia Legal e em áreas de transição para o Cerrado.
O acordo foi assinado pelo Executivo dos respectivos países, durante a abertura da Conferência Florestas, Clima e Biodiversidade, em Brasília, naquele dia. Imediatamente, lembrei das inúmeras ações do país germânico na Amazônia. Entre as mais recentes, destaco a solicitação do Exército Alemão para conhecer o Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), exatamente no período no qual desenvolvemos ações no contexto da mundialmente conhecida Estratégia da Resistência (visa defender a Amazônia de um provável invasor); o interesse em participar de seminário de doenças tropicais, em Manaus; e os investimentos no recém-inaugurado Observatório Amazônico de Torre Alta, a 200 Km de Manaus, com o objetivo de estudar a emissão de CO2, o ecossistema da floresta, radiação, metano, aerossol e vários outros parâmetros.
Importante destacar que a Alemanha é o 4º maior parceiro comercial do Brasil, ficando atrás apenas da China, dos EUA e da Argentina, estabelecendo em 2014 um fluxo de U$ 20,5 ilhões.
Além disso, esse interesse germânico pelo Brasil não é novidade, pois as relações diplomáticas e comerciais entre os dois países tiveram início no século 19 e evoluíram para cooperação em diversas áreas, o que evidencia o interesse estratégico no Brasil a longo prazo. Contudo, considerando que não há países amigos, mas interesses comuns, devemos acompanhar atentamente essa aproximação a fim de identificar claramente o que está em jogo.
Vi que, pouco antes do encontro entre a chanceler alemã e a presidente Dilma Rousseff, a ONG Fundo Mundial para a Natureza (WWF) lançou uma campanha, utilizando formigas do Zoológico de Colônia, na Alemanha, carregando folhas com mensagens pedindo a proteção da floresta amazônica. A WWF é a mesma acusada pelo jornalista alemão Wilfried Huismann, em seu livro Schwarzbuch WWF – Dunkle Geschäfte im Zeichen der Panda (O livro negro do WWF – Negócios obscuros em nome do panda, em tradução livre) de cooperar com alguns dos maiores destruidores do meio ambiente no mundo. A WWF também foi acusada pela ONG estadunidense Global Witness de permitir que a sua marca seja apropriada por empresas que exploram o meio ambiente de maneira predatória, favorecendo e encobrindo as suas atividades sob o selo de “sustentabilidade” da ONG.
Nesse contexto, ressalto o recente alerta do atual Comandante do Exército Brasileiro, General Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CREDN), sobre os riscos de enfraquecimento da soberania do Brasil sobre a parte nacional da Amazônia. Segundo o Comandante, as situações que limitam a autoridade do Brasil sobre decisões estratégicas para o desenvolvimento da região caracterizam muito bem os “déficits de soberania” que nós estamos admitindo dentro da Amazônia.
Para a reflexão do leitor, acrescento a esse conceito, trechos da Estratégia de Segurança Nacional da Alemanha: “Temos de convencer a América Latina a serem nossos parceiros para "governança global"...; só assim seremos capazes de criar ordem baseada em regras. Temos de intensificar o diálogo político com eles. Cooperação e Desenvolvimento Econômico devem ser melhorados e a integração de segurança levada a um novo nível. Além de ajudar a consolidar a democracia e reduzir as deficiências do Estado de direito, os nossos interesses de segurança na região estendem-se ao combate ao tráfico de drogas, tráfico de seres humanos, o terrorismo e da espionagem industrial.”
Vejamos também trechos da Estratégia de Matéria Prima da Alemanha: “É vital garantir que sejam fornecidos à economia da Alemanha os recursos minerais de que necessita. Isto é especialmente verdadeiro em matérias-primas industriais, um campo em que a Alemanha é altamente dependente das importações. A estratégia de matérias-primas se destina a moldar as políticas adequadas, a fim de ajudar a limitar distorções de mercado e para atenuar os seus efeitos. Ao mesmo tempo, o Governo Federal tem como objetivo colocar um quadro político, jurídico e institucional para promover uma oferta sustentável e competitiva a nível internacional de matérias-primas à indústria alemã.”
Dessa forma, percebemos que as questões ambientais assumem, progressivamente, extrema relevância para as relações internacionais. Indubitavelmente, os efeitos da degradação ambiental vão além dos limites territoriais dos países onde originalmente ocorrem e geram impactos negativos no âmbito regional, continental e internacional. Por essa razão, meio ambiente e soberania nacional interagem de forma interdependente.
Por outro lado, devemos compreender que buscar o desenvolvimento zero é negar o progresso socioeconômico da maioria dos países do planeta e, na prática, preservar os recursos naturais para usufruto da minoria já desenvolvida e industrializada. Em outras palavras, o combate a degradação do meio ambiente não deve ser confundido com desenvolvimento zero.
A preservação deve ser buscada continuamente e o desenvolvimento socioeconômico deve acompanhar essa busca. Afinal de contas, as populações ribeirinhas tradicionais da Amazônia e os diversos povos indígenas que nela vivem têm direitos às benesses do desenvolvimento, a exemplo da energia elétrica, da água potável e da internet, igualmente a qualquer cidadão de outras regiões mais desenvolvidas do planeta. Por fim, pergunto ao leitor: O que é necessário para que essa parceria não seja prejudicial a soberania brasileira, tal qual imaginou o meu colega com sua analogia?


Na Pátria do Pixuleco, nem inferno é o limite

Na Pátria do Pixuleco, nem inferno é o limite
José Nêumanne
Desgoverno Dilma detrata povo que manifesta intolerância à corrupção nas ruas
Em plena campanha, a candidata à reeleição Dilma Rousseff afirmou, sem medo de ser contrariada, que seria capaz de “fazer o diabo” para ganhar eleições. Foi uma das poucas verdades que disse ao longo de todo o pleito – talvez a única. Prometeu o paraíso nos trópicos e está entregando uma conjunção infernal de crises: política, econômica e, sobretudo, moral.
Mas nenhuma das mentiras que ela contou em palanques e debates na TV é comparável à sua reação aos protestos do domingo 16 de agosto dos revoltados com a corrupção e com seu padim Lula, indignados com seu partido de adoção, o PT, e insatisfeitos com a má gestão de seu desgoverno. Em vez de dar alguma satisfação aos manifestantes, mandou uma trinca de porta-vozes falar por ela. Foram eles seu porta-voz, Edinho Silva, acusado na Operação Lava Jato de ter recebido dinheiro sujo para a campanha dela, da qual ele era tesoureiro; e os líderes de seu desgoverno na Câmara, José Guimarães (PT-CE), chamado pelo ex-presidente de Lula de “aloprado” após um assessor ter sido preso no aeroporto com dólares na cueca e irmão de José Genoino, ex-presidente de seu partido e condenado por corrupção pelo Supremo Tribunal Federal; e no Senado, José Pimentel (PT-CE), que ninguém sabe de onde vem nem para onde vai. O tal trio classificou como manifestações de “intolerância” os protestos pacíficos, dos quais não participaram os anarquistas black blocs de junho de 2013 e em que não se registrou, por isso mesmo, nenhum ato de vandalismo.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, cobrou da presidente o “gesto de grandeza” da renúncia. O apelo serviu de senha para conter o oportunismo em duas mãos da oposição, dividida entre o golpismo do senador Aécio Neves (PSDB-MG), tentando antecipar a eleição presidencial, e a esperteza de Geraldo Alckmin (PSDB-SP), que prefere deixar o desgoverno dela desabar sobre nossas cabeças descobertas até 2018. “Vamos deixá-la sangrar”, disse o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP).
Mas não provocou nenhuma reação da chefona do governo. Como esperar um “gesto de grandeza” de uma presidente incapaz sequer de reconhecer os próprios erros? Ou de corrigir, de forma satisfatória, a trajetória errática da condução de sua política econômica? Ela deu uma guinada para a direita nomeando Joaquim Levy ministro da Fazenda. E logo em seguida convocou o fantasma da origem da catástrofe, que ela encomendou a Guido Mantega no primeiro mandato, ao distribuir benesses à indústria automobilística, cujos operários têm retribuído o patrocínio do próprio desemprego com índices espetaculares de rejeição, que foi de 84% no ABC na pesquisa do Datafolha com índice nacional de 71%.
Posterior à pesquisa, o desemprego do mês passado foi o pior de todos os meses de julho nos anos anteriores. Com a perspectiva de chegar o fim do ano com 1 milhão de brasileiros sem emprego, a tendência é seus índices de popularidade desabarem, aumentando em proporção similar a intolerância da cidadania à corrupção, sobre a qual Dilma e seus asseclas calam. Mas os fatos se sucedem de forma espantosa: as notícias de que a Camargo Corrêa devolverá R$ 700 milhões às estatais tungadas e de a UTC ter vencido licitação na BR com um preço 795% maior que o dos concorrentes não levaram Dilma a reconhecer o óbvio.
E agora, ao confessar que não percebeu a dimensão da crise na campanha, insinuando que sofremos aqui o efeito do desabamento chinês, a presidente já merece receber – juntos – os Prêmios Nobel da Economia, por gerir uma crise vinda de fora um ano depois; da Física, por ter antecipado o efeito à causa; e da Literatura. Pois superou Jonas, considerado pelo Prêmio Nobel Gabriel García Márquez o inventor da ficção porque contou à mulher que fora engolido e expelido por uma baleia. Comparado com Dilma, o profeta bíblico é um repórter sem imaginação.
Na campanha, o marqueteiro João Santana produziu um vídeo em que mãos peludas de banqueiros furtavam a comida da mesa do trabalhador, referindo-se a Neca Setúbal, assessora da adversária Marina Silva. Um ano depois, tornada a terra prometida o deserto de desesperança geral, Roberto, irmão de Neca e presidente do Itaú-Unibanco, disse à Folha de S.Pauloque a saída da reeleita do poder provocaria “instabilidade”. Com lucro líquido de R$ 20,242 bilhões no ano passado, 29% acima do resultado de R$ 15,696 bilhões de 2013, talvez ele tema que a “instabilidade” que infelicita centenas de milhares de trabalhadores sem holerite, este ano, vá bater às portas do seu banco.
Dilma, que se jacta de ter resistido à tortura na ditadura, adotou na tal campanha o codinome de Coração Valente. Recentemente, ao lado de Barack Obama, na Casa Branca, disse desprezar delatores, referindo-se a colaboradores da Justiça na Operação Lava Jato, o único empreendimento público do Estado brasileiro a merecer respeito da cidadania. E a guerrilheiros que, torturados, deram informações a torturadores que os levaram a companheiros de armas. No entanto, não contestou o coronel Maurício Lopes Lima, que ela havia acusado de ter quebrado seus dentes, no DOI-Codi da Rua Tutoia. Lima negou e até fez blague dizendo em entrevista ao Portal IG, citada pelo jornalista Luiz Cláudio Cunha no jornal , de Porto Alegre: “Se eu soubesse naquela época que ela seria presidente, eu teria pedido: ‘Anota meu nome aí. Eu sou bonzinho'”. A frei Tito o tal oficial apresentou o DOI-Codi como “a sucursal do inferno”.
Dilma também não contestou o relatório apresentado pelo Exército à Comissão da Verdade, que ela constituiu, assegurando que nada aconteceu de irregular em suas dependências. A ditadura acabou, mas as vítimas das pedaladas e outras artimanhas de seu desgoverno nesta Pátria do Pixuleco vivem um inferno em cuja porta, ao contrário do de Dante Alighieri, não têm mais esperança nenhuma a deixar.
(Publicado na Pag 2A de O Estado de S. Paulo na quarta-feira 26 de agosto de 2015)

terça-feira, 25 de agosto de 2015

SUBMARINO NUCLEAR

SUBMARINO NUCLEAR

No despacho que determinou as prisões, o juiz Sérgio Moro ressaltou que Othon Pinheiro da Silva 
era ao mesmo tempo presidente da Eletronuclear e proprietário da Aratec Consultoria e Representações, configurando um conflito de interesses.

Outro provável foco de irregularidades na área sob controle de Othon é o projeto do submarino nuclear, o Prosub.  Coube ao presidente da Eletronuclear a elaboração do projeto de aquisição de submarinos franceses. O pacote orçado em R$ 28 bilhões inclui a compra de quatro Scorpéne de propulsão a diesel e o desenvolvimento conjunto com a estatal DCNS de um modelo de propulsão nuclear, que será montado num estaleiro em Itaguaí, no Rio. 

A Odebrecht foi escolhida pela Marinha para construir o estaleiro, mas não houve licitação. Esse negócio foi conduzido por outro militar, o coronel Oswaldo Oliva Neto, irmão do ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante.

A investigação do MPF reúne indícios de que Oliva Neto possa ter atuado como operador de Mercadante, que ao assumir a pasta de Ciência e Tecnologia pressionou para a realização de uma nova licitação para Angra 3.

O IRMÃO de MERCADANTE

Coronel reformado, Oliva Neto ocupou até 2007 o cargo de chefe do Núcleo de Assuntos Estratégicos (NAE)da Presidência. 

Desde então, ele reativou a Penta Prospectiva Estratégica e passou a prestar consultoria em todos os grandes projetos do governo 
do PT na área de defesa, não só na compra dos submarinos, mas dos helicópteros franceses EC-725 e em projetos da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016. Em 2010, Penta se uniu à Odebrecht Defesa e Tecnologia, criando a Copa estão em Defesa.

Depois foi adquirida a Mectron, que igualmente firmou sem concorrência contrato com a Amazul Tecnologias de Defesa, estatal de projetos criada por Dilma para atuar no Prosub.

A Lava Jato puxará agora o fio desse novelo que pode levar a identificar possível tráfico de influência de Mercadante e eventual uso da empresa de consultoria de seu irmão para recebimento de propina.

Obs.: Texto sem identificação de autoria, recebido de um amigo internauta (F. Maier).

O Exército, legado e sagrado compromisso

O Exército, legado e sagrado compromisso

Eduardo Dias da Costa Villas Bôas

25 Agosto 2015 | 03h 00

Servir à Pátria é o sagrado compromisso dos integrantes do Exército Brasileiro. A adequada compreensão e a incondicional dedicação a essa nobre missão é o legado maior que nos deixou Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, cuja sua vida é uma história de renúncia, coragem e patriotismo

Chefe militar invicto e cidadão inatacável, tornou-se Patrono do Exército Brasileiro não apenas pela grandeza de suas conquistas na luta pela independência, na manutenção da integridade nacional ou nas campanhas do Prata, mas também pela visão de estadista com que cuidou da reconciliação dos brasileiros nas lutas fratricidas que pacificou, e pelo respeito e dignidade que dedicou àqueles que derrotou nos conflitos externos.

A trajetória deste grande general ensina aos soldados de todos os tempos que a grande e generosa nação que almejamos todos exige a permanente vigilância pela sua integridade e impõe a capacitação de suas Forças Armadas para garantir seus interesses e assegurar sua soberania.
À integridade territorial construída por Caxias seguiu-se a obra ainda por terminar da integração de todas as regiões do País à vida socioeconômica brasileira.

Nessa epopeia, ninguém superou Cândido Mariano da Silva Rondon, o marechal Rondon, militar e sertanista que no início do século passado desbravou os mais inóspitos sertões para unir o Brasil pelas linhas telegráficas, mapeou territórios selvagens e demarcou nossas fronteiras. Seu espírito humanista garantiu que as comunidades indígenas até então desconhecidas tivessem respeitadas suas culturas e sua integridade. Mato-grossense descendente de índios bororós e terenas, cunhou a frase imortal que foi sua divisa no trato com os silvícolas: “Morrer se preciso for, matar nunca”.

A continuidade desse esforço nos nossos dias pode ser vista no entusiasmante trabalho de nossos soldados que, longe de tudo e contra todas as dificuldades, representam o Estado brasileiro nos mais remotos pontos das nossas fronteiras, levando, juntamente com a nossa Bandeira, a mão amiga para socorrer aquelas longínquas populações.
Esse ideal de integração territorial, que outrora motivou portugueses a construírem mais de 60 fortes para rechaçarem as investidas de espanhóis, holandeses, ingleses e franceses, permanece vivo nos projetos estratégicos que hoje impulsionam o Exército para o futuro.

Com esse propósito a Força Terrestre conduz o arrojado Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), para ampliar o controle da nossa extensa faixa de fronteira, aliando recursos de alta tecnologia desenvolvidos por empresas nacionais à concepção que integra as ações das Forças Armadas com todos os órgãos responsáveis pela segurança pública e de fiscalização, nas três esferas do poder.
O Sisfron, apoiado numa extensa e sofisticada rede de sensores, interligados a sistemas de comando e controle, por sua vez conectados às unidades operacionais com capacidade de resposta em tempo real, permitirá um salto de qualidade e eficiência na melhoria da vigilância daqueles limites internacionais para o combate aos delitos transfronteiriços, a par de importantes benefícios sociais, como controle ambiental, informações climáticas, alerta e atuação em desastres naturais, educação, saúde e vigilância sanitária, entre outros.

A tradição vitoriosa herdada de Caxias prossegue inviolada até os nossos dias, honrada pelos pracinhas que há 70 anos cruzaram o Atlântico na gloriosa campanha da Força Expedicionária Brasileira em campos italianos, pelos milhares de soldados que desde 1948 cooperam para a paz mundial nas missões das Nações Unidas ou da Organização dos Estados Americanos e por aqueles que devolvem a cidadania usurpada aos moradores de comunidades antes dominadas por organizações criminosas.
Esse cidadão fardado, o seu Soldado, que representa a força da nossa Força, sustentado por valores culturais, morais e éticos cultuados pelo povo a que serve e protege, pavimenta o sólido percurso que permite à instituição gozar de elevados níveis de confiabilidade perante a sociedade.

Dessa forma, o Exército faz-se presente no cotidiano da nossa gente, com responsabilidade e competência, atuando em resposta às demandas conjunturais que lhe exigem a presença, como na condução da Operação Pipa, na pacificação dos complexos do Alemão e da Maré, no socorro à população diante das calamidades, no combate à dengue e nos eventos de singular importância e de visibilidade internacional, como a visita do papa na Jornada Mundial da Juventude, a Copa do Mundo e, no próximo ano, a Olimpíada.

O Exército de Caxias, fiel ao que preceitua o artigo 142 da Constituição federal, é o instrumento capacitado, juntamente com a Marinha de Tamandaré e a Força Aérea de Eduardo Gomes, a garantir a normalidade do ambiente propício ao desenvolvimento, no qual a verdadeira democracia, despojada de adjetivos ou condicionantes, e a visão generosa dos homens e das mulheres de bem em torno da prevalência dos interesses nacionais criem o ambiente de oportunidades que induzirá a prosperidade que tanto perseguimos.

A ação do Exército foi, é e sempre será orientada para a defesa de nossa soberania e da sociedade a que servimos, pela manutenção da integridade territorial e garantia da estabilidade social, na senda da legitimidade que o respeito à legalidade conquista.

Em breve retorno aos feitos de Caxias, constatamos que o Exército Brasileiro mantém a sua missão constitucional como farol, fiel ao sagrado compromisso com a Pátria, sempre ao lado da sociedade e em perfeita harmonia com os valores que caracterizam desde sempre a instituição

*Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, General de Exército, é Comandante do Exército Brasileiro


terça-feira, 11 de agosto de 2015

TERNUMA convida para palestra, em Brasília - dia 12/08/2015

TERNUMA - REUNIÃO - PALESTRA

PREZADOS SENHORES MEMBROS, AMIGOS E SIMPATIZANTES DO TERNUMA,

a Diretoria do Grupo Terrorismo Nunca Mais - TERNUMA - convida a todos para dar continuidade à atualização e nivelamento de conhecimentos assistindo à palestra 

"APRECIAÇÃO DE CENÁRIOS ATUAIS E FUTUROS"  

a ser proferida pelo Jornalista RUI NOGUEIRA,  

no dia 12 de agosto (4ªfeira), às 19:30 horas,  

na Associação dos Ex - Combatentes do Brasil - 913 Norte (Setor de Grandes Áreas Norte - SGAN).

Após os debates, encerrando a Reunião, ofereceremos aos presentes um coquetel de confraternização.

Aguardamos a presença de todos. 

A Diretoria. 

= Nenhuma ditadura serve para o Brasil! =

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Venezuela pede socorro!

E é a ESSE PAÍS que o PT QUER nos OBRIGAR a CONVIVER!...

Venezuela socorro!!!
 
Doentes recorrem a remédios veterinários diante da escassez na Venezuela.
 
Muitos pacientes estão comprando antibióticos, esteroides e medicamentos tópicos em pet shops.
Hospitais também sofrem com a falta de insumos para exames e cirurgias
Farmácia com as prateleiras vazias em Caracas, na Venezuela(Reprodução/Twitter/VEJA.com)

Além da escassez de alimentos e produtos básicos, os venezuelanos também enfrentam dificuldades pela falta de remédios nas prateleiras das farmácias e em hospitais. Segundo cálculos da Federação
Farmacêutica da Venezuela, o país sofre de 70% de escassez de remédios. Para driblar a carência, pacientes estão recorrendo a medicamentos veterinários que possuem os mesmos princípios ativos
que os remédios para seres humanos.

Kevin Blanco se declara humilhado por ter de aceitar tomar remédio veterinário após um transplante de rim.

A Prednisona e o Cellcept - imunossupressores que evitam a rejeição de órgãos transplantados - desapareceram das farmácias públicas e privadas. Isso colocou em uma situação crítica centenas de pacientes que não podem suspender a medicação um dia sequer, sob o risco de perder o órgão transplantado pelo qual esperaram por anos.

"Quando a prednisona humana acabou, todo mundo começou a procurar a canina", afirma o presidente da Federação Farmacêutica, Freddy Ceballos.

COMENTÁRIO GEOPOLÍTICO nº 224 de 09 de agosto de 2015

COMENTÁRIO GEOPOLÍTICO nº 224 de 09 de agosto de 2015
Coronel Gelio Fregapani
 
  Assuntos : Lava-Jato, a Espionagem Atômicae o Momento Político
 
 
Não adianta pensar que nos desarmando promoveremos a paz. Ao contrario, os desarmados atraem todas as desgraças inclusive a guerra. Paz só é garantida por quem tem força para a assegurar e ela, na atualidade, só pode ser garantida por que dispõe de um arsenal atômico incluindo os meios de lançamento.
 
         O nosso País dominou a tecnologia do enriquecimento do urânio no início dos anos 80 à custa de uma bem montada operação de espionagem. Especialistas visitaram instituições científicas e aproveitavam para garimpar informações estratégicas. Conseguiram acesso a informações que foram fundamentais para o projeto nuclear brasileiro. Assim, pudemos concluir, em poucos anos, o processo de transformação do urânio em combustível nuclear. Alguns dos cientistas pagaram com a vida com a  explosão do foguete ainda na plataforma em 2003.
O recurso à espionagem não foi uma opção usada apenas por nós, pois outros países fizeram o mesmo para furar o bloqueio e o método foi fundamental para adquirirmos o domínio da tecnologia do enriquecimento do urânio, sempre obstados pelos Estados Unidos e por outras nações".
         Por ser o cérebro do nosso desenvolvimento nuclear não é de hoje que o vice- almirante Othon Pinheiro da Silva é um incômodo aos EUA, pois ele conseguira criar uma produção mais barata de urânio enriquecido, a tecnologia das centrífugas, muito cobiçada por todas potências e que, por nossa vez, procuramos guardar o segredo. Projetara ainda um submarino nuclear, algo que as grandes potências pressionam para evitar que outras nações obtenham.             Muitas vezes Othon alertou que o Brasil precisa tomar muito cuidado com a pressão dos Estados Unidos para evitar o nosso desenvolvimento nuclear. Alertava que o Brasil estaria infestado de espiões americanos, atentos a todos os movimentos que o País faz para ser mais independente, pelo interesse norte-americano em evitar que o nosso País seja autônomo em termos de defesa.
         Agora vimos o herói ser preso, acusado de receber propinas no projeto de Angra III, com base em mais uma delação vaga feita por um corrupto. Acusação ridícula, pois se o almirante quisesse, ganharia fortunas só com seu conhecimento impar de assuntos nucleares.    A implantação de um programa nuclear independente, do qual ele foi o autor principal foi um feito técnico-científico heróico que encerra riscos pessoais consideráveis. Responsável que foi pelas maiores conquistas históricas na área da tecnológica nuclear no Brasil. Deve-se a ele também a concepção do programa do submarino nuclear brasileiro e a conquista da independência na tecnologia do ciclo de combustível que conseguiu, reunindo o que melhor havia da inteligência, capacidade laboratorial e industrial no País. É justa a preocupação de que ele possa estar sendo vítima de uma manobra cujo alvo principal não seja ele nem a luta partidária e muito menos a desejo de acabar com a corrupção, mas seja o programa nuclear brasileiro.
         Recoremos outros dados conhecidos: Após duas tentativas de lançamento , cujo fracaço deixou antever sabotagem estrangeira, o esforço de mais de 30 anos, voltado à construção do “ Veículo Lançador de Satélites” chegaria ao fim em 2003, com a terceira e trágica tentativa de lançamento, ceifando, naquele evento, a vida de 21 cientistas brasileiros. Todos sentem que a explosão foi provocada, o difícil é provar. Aos que acompanham os acontecimentos com olhar crítico também resta a suspeita de que o “Legacy” pilotado por dois agentes estrangeiros, estando fora da rota e com o transponder desligado, ao chocar-se com um boing comercial, estava realmente inspecionando o “poço do Cachimbo”, para os EUA. Finalmente, na tentativa de associação com a Ucrânia, o projeto Cyclone Space, acaba de fechar suas portas por exigência norte-americana para que não fosse passada tecnologia aéroespacial para o nosso País e que nenhum componente de tecnologia  estadunidense fosse usado no projeto.Esses fatos objetivos nos colocam poucas alternativas para ingressar no restrito grupo dos países que exploram o espaço e a energia nuclear  ou nos conformamos em ser subdesenvolvidos ou ainda tomamos o freio nos dentes.
         Não seria impossível que entre os corruptos investigados, algum deles negociasse com os EUA um alívio nas investigações sobre corrupção e seus reflexos nas Bolsas em troca de uma acusação que demolisse o nosso programa nuclear. Portanto ,é importante acompanhar os desdobramentos da ação. Toda população pensava que o nosso País sairia depurado com as ações do juiz Moro, mas quem olhar além do horizonte suspeitará que não seja bem assim. Os antecedentes das ações dos Serviços Secretos anglo-americanos só reforçam essa suspeita.
         Naturalmente o Almirante Óthon sairá bem dessas investigações mesmo que sejam usados falsos testemunhos. Sua história de vida por si é uma garantia.
Está claro que a delação e as “evidências” são produto de uma  bem urdida trama. É forte a nossa convicção que se trata de uma manobra norte-americana para prejudicar o nosso desenvolvimento nuclear. Entretanto, não está afastada a hipótese de que a manobra seja um expediente do grupo investigado para destruir a credibilidade do Juiz Sergio Moro, induzindo-o a esmiuçar verbas secretas que não podem ser abertas até para a segurança dos que se arriscaram para conseguir o conhecimento negado. Não há dúvida de que isto seria do interesse da organização criminosa que dominou o País, pois destruída a credibilidade da Lava-Jato os facínoras estariam impunes. Talvez seja uma combinação de ambas as hipóteses, ou ao menos um aproveitamento.
         Prestemos atenção sobre a possibilidade de a Operação Lava-Jato ter acesso a segredos do programa nuclear brasileiro até agora preservados. E se isso acontecer, confirmará  as piores suspeitas que já pairam sobre a Lava-Jato, que na digna faina de punir corruptos (menos os políticos), parece feliz em quebrar todas as empresas nacionais e abrir campo para as “multi”. Primeiro, foi a Petrobras e as grandes empreiteiras.  Agora o programa de geração nuclear e a usina hidrelétrica de Belo Monte já anunciada como o próximo alvo.. Em paralelo, a participação da Odebrecht no programa de construção de submarinos nucleares e convencionais da Marinha é colocada na alça de mira. Tudo em meio à paralisia política que tomou conta do governo Dilma, intimidada pelas repercussões das investigações e enquadrada pela ameaça de impeachment.
         Gostaríamos de acreditar que os atores envolvidos – Polícia Federal, Ministério Público, STF – estejam imbuídos das melhores intenções e refletindo o sentimento generalizado de indignação da sociedade com corrupção, mas desconfiamos que, em vez de depurado, o nosso País possa se transformar em apenas uma expressão geográfica, sem empresas nem política própria.
         Mesmo o necessário  zelo pela moralização da coisa pública e o cuidado com as contas do governo, sem a devida cautela quanto às repercussões sobre a continuidade de empresas e projetos, pode redundar em dois efeitos potencialmente devastadores: a inviabilização dos mesmos e o eterno subdesenvolvimento.
 
O Momento político
Dilma cairá ou não cairá? – Certamente cairá, pois nenhum governo, nem um ditatorial baseado na força consegue se manter com mais de 90% de reprovação, e motivo ela deu. Dentro desta perspectiva já teria caído. Por que não caiu ainda?
A resposta é um tanto complexa: Em primeiro lugar pela briga entre os candidatos a sucedê-la e pela fragilidade moral da imagem dos mesmos. Em segundo porque o alvo real não é a disputa política mas o pré-sal e outros recursos naturais. Por último, a fragilização do Governo, se não o fez ceder tudo na visita a Washinton o deixou pronto para ceder o que for exigido na tentativa de se manter mais um pouco, fazendo diminuir a gasolina que alimentava a fogueira. Entretanto, o fogo adquiriu vida propria e combustível não falta. A fogueira ainda se alastrará.
Quando Dilma cair – seja por impeachment, seja por renûncia, haverá nova briga de quadrilhas e a insatisfação popular contiuará. No final, se o País ainda se mantiver  inteiro, conflitos armados obrigarão a intervenção militar, mesmo que eles proprios não o queiram.
E  daí?   - Daí a história continuará
 
 
Que o BOM DEUS nos dê sabedoria para que percebamos o que é mais importante!

Em nome do Rio Grande do Sul

Em nome do Rio Grande do Sul

ESCRITO POR MILTON SIMON PIRES.

GOVERNO DO PT

O meu estado foi, na sua tradição de bipolaridade, a incubadora ideal dessa organização criminosa chamada Partido dos Trabalhadores.

Em toda minha vida jamais achei que fosse escrever um texto com esse título. Sempre me senti, em primeiro lugar, brasileiro. Jamais freqüentei nenhum tipo de movimento tradicionalista gaúcho e quero dizer, logo no início, que não penso fazer parte de uma elite entre os demais cidadãos do país. Nasci e cresci no Rio Grande e tenho Porto Alegre como a cidade do meu coração. É aqui que vivo e aqui que quero morrer, aqui me formei em medicina, me casei e tive meus filhos, servi à Força Aérea e me tornei funcionário público. Hoje chegou a minha vez de escrever um pouco sobre esse protagonismo do Sul na política nacional. É com essa sensação desagradável de quem não quer ser porta-voz de coisa alguma, mas não sabe como evitar o clichê, que inicio esse pequeno artigo.

Para minha vergonha, e para de todos os gaúchos que considero pessoas de bem, a chegada do PT ao governo federal em 2003 colocou uma série de conterrâneos nossos em evidência. Ministras histéricas que têm mais
respeito por bandidos do que por policiais, poetas do sêmen derramado, governadores que recebem as FARC com honras de chefe de Estado, colunistas de jornais de circulação nacional que gastariam muito melhor seu tempo tentando tocar saxofone, enfim... são vários os gaúchos despontando no cenário nacional e tomando decisões que vêm levando o Brasil a um caminho sem saída. Governado por uma ex-guerrilheira nascida em Minas Gerais, o Brasil teve no Rio Grande do Sul o início da carreira política da atual presidente.

Não me declaro admirador de Getúlio Vargas, Leonel Brizola ou Pedro Simon. Jamais defenderia João Goulart ou qualquer outro governante gaúcho que tenha surgido na cena brasileira, mas não vou deixar de dizer, sem meias palavras – nós nunca estivemos tão mal representados!

Despencou o nível dos nossos homens públicos e calaram-se os nossos pensadores. Os chamados "intelectuais" do Rio Grande do Sul celebram em coro dentro das universidades a apologia do aquecimento global, do casamento gay, das cotas raciais e da liberação da maconha. No estado que tem fama de ser o mais "machista" do Brasil os "gayuchos de bombichas" e a marcha das vadias são recebidos como heróis. Se esses
são os nossos valores, se essa é a nossa virilidade, que vergonha ser gaúcho!

O Rio Grande tem na sua história uma tradição de luta e de oposição que chegaram inclusive ao conflito armado no século XIX mas hoje, independente do alinhamento com o governo federal, duvido que exista um estado mais acovardado em toda nação brasileira. Isto aconteceu porque uma aberração política nascida em São Paulo foi amamentada com carinho e com leite do rebanho do Sul. O meu estado foi, na sua tradição de bipolaridade, a incubadora ideal dessa organização criminosa chamada Partido dos Trabalhadores. Aqui ela teve espaço para
se expressar nas formas mais radicais possíveis e para fazer o chamado "ajuste de tiro", procedimento conhecido daqueles que, atuando na artilharia, precisam conhecer bem a posição e as capacidades do inimigo. Longe do centro do país, conhecido pela sua história belicosa, e culturalmente distante do resto Brasil, nós organizamos o Foro Social Mundial, recebemos terroristas do resto da América Latina, implantamos políticas radicais de controle social e adestramos uma imprensa medíocre num plano que, uma vez executado no Rio de Janeiro ou São Paulo, impediria que a serpente chocasse seu ovo em paz e o MST se sentisse "em casa".

De tudo isso sobra uma lição a ser deixada para o resto dessa nação continental – não esqueçam mais do nosso Rio Grande, não lembrem desse estado só na hora do churrasco e do Grenal, das suas mulheres bonitas e da sua geografia, às vezes, européia. Daqui sai também muita coisa perigosa, aqui se escreve muita porcaria e se canta com um orgulho ridículo um tempo de honestidade e coragem que há muito já vai longe.

Tudo isso pode não passar do desabafo de um gaúcho simples e com vergonha daquilo que viu seu estado fazer com a política, mas vem de alguém que pretende, talvez uma única vez, escrever de todo coração - em nome do Rio Grande do Sul.

Milton Simon Pires é médico cardiologista.

"Quando todas as armas forem propriedade do governo e dos bandidos, estes decidirão de quem serão as outras propriedades" (Benjamin Franklin).

O MUNDO ESTARIA A SALVO ... SE OS HOMENS DE BEM TIVESSEM A MESMA OUSADIA DOS "CANALHAS".