MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

domingo, 22 de novembro de 2015

Islam e Islamitas: Pequena aula de história

Preâmbulo:
Texto recebido por e-mail do coronel Gelio Fregapani
F. Maier

Islam e Islamitas (2) Pequena aula de história

Queridíssimos,
para completar, uma pequena (porém importante) aula de História:
- Logo que os EUA nasceram, no final do séc. XVIII, armou-se uma grave crise com os Muçulmanos do norte da África, povos independentes que que viviam sob as leis do Corão.
- Estes islâmicos atacavam os navios que passavam pelo Mediterrâneo,
incluindo americanos, sequestrando, escravizando e matando ocupantes,
além de saquear a carga. Os navios americanos eram normalmente
protegidos pela marinha inglesa antes da independência, mas depois
de 1776 era cada um por si.
- Os piratas Muçulmanos cobravam fortunas como resgate dos reféns e os
preços sempre subiam a cada sequestro bem sucedido. O presidente americano era George Washington. Thomas Jefferson, como Vice Presidente, se opôs veementemente aos pagamentos mas foi voto vencido, e os EUA e as outras nações com navios sequestrados aceitavam pagar os resgates e subornar os piratas.
- Por volta de 1783, Thomas Jefferson, Benjamin Franklin e John Adams
vão para a Europa como embaixadores para negociar tratados de paz e
cooperação. Os EUA nasceram em 1776 e estavam mergulhados até então
na Guerra de Independência. Assim que a situação acalmou, essas três
figuras icônicas saem em missão diplomática para representar o país.
que ficavam na região de Trípoli, na atual Líbia, chamado Sidi Haji Abdul
Rahman Adja. Jefferson estava incomodado por conta dos ataques que não
acabavam mesmo com todos os esforços de paz e quis saber com que direito os muçulmanos sequestravam e matavam americanos daquele jeito.
- A resposta que ouviu marcou Jefferson para sempre: "o islã foi fundado
nas Leis do Profeta, que estão escritas no Corão, e diz que todas as nações
que não aceitarem a sua autoridade são pecadoras, que é direito e dever
declarar guerra contra seus cidadãos onde puderem ser encontrados e
fazer deles escravos e que todo muçulmano que for morto na batalha irá
com certeza para o Paraíso." Jefferson ficou chocado, ele não queria acreditar que uma religião literalmente mandava matar todos os infiéis e que quem morresse na batalha iria para o paraíso.
- Durante 15 anos, o governo americano pagou os subornos para poder passar com seus navios na região. Foram milhões de dólares, uma quantia que representava 16% de todo orçamento do governo federal. O primeiro presidente do país, George Washington, não queria ter forças armadas permanentes por não ver riscos de ataques ao país, mas os Muçulmanos mudaram esta ideia. Os subornos serviriam para evitar a necessidade de ter forças militares mas não estavam funcionando porque os ataques continuavam. Quando John Adams assume, o segundo presidente, as despesas sobem para 20% do orçamento federal.
- Em 1801, Jefferson se torna o terceiro presidente americano e, mal tinha
esquentado a cadeira, recebe uma carta dos piratas aumentando o butim.
Ele fica louco e, agora como presidente, diz que não vai pagar nada.
- Com a recusa de Jefferson, os muçulmanos de Trípoli tomaram conta da
embaixada americana e declararam guerra aos EUA. Foi a primeira guerra da América após a independência, a Marinha Americana foi criada exatamente para esse conflito. As regiões das atuais Tunísia, Marrocos e Argélia se juntaram aos líbios na guerra, o que representava praticamente todo norte da África com exceção do Egito.
- Jefferson não estava para brincadeira. Mandou seus navios para a região e o conflito durou até 1805, com vitória americana. O presidente americano ainda colocou tropas ocupando no norte da África para manter a situação sob controle.
Thomas Jefferson ficou realmente impressionado com o que aconteceu.
Ele era contra guerras e escreveu pessoalmente as leis de liberdade e tolerância religiosa que estão na origem da Constituição americana, mas ele entendeu que o Islã é totalmente diferente, era uma religião imperialista, expansionista e violenta.
Jefferson mandou publicar o Corão em inglês em 1806, lançando a primeira
edição americana. Ele queria que seu povo conhecesse o Corão e entendesse aquele pessoal do norte da África que roubava, saqueava e matava, cobrava resgates e que declarou guerra quando os pagamentos cessaram.
Durante 15 anos (um diplomata de Jefferson chegou a dizer), os americanos eram atacados porque não atacavam de volta e eram vistos como fracos.
A fraqueza americana foi um convite para os Muçulmanos daquela época como é para o ISIS hoje. Só houve paz na região quando Jefferson atacou e venceu a guerra, depois ocupando o território. Não tem mágica, é assim que se faz.
Barack Obama quer saber como os Muçulmanos se enquadram na história americana?
Eles entram como os motivadores da primeira guerra, forçaram a criação das forças armadas que nem existiam, e fazem parte até do hino dos Marines, que começa com "From the Halls of Montezuma / To the shores of Tripoli...".
Apreciem aqui o hino cantado pelos Marines: