MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

sábado, 21 de novembro de 2015

Entrevista de Luiz Inácio da Silva ao Globo News

Entrevista de Luiz Inácio da Silva ao Globo News no dia de hoje - 18.11.2015
Adalberto de Moraes Schettert
am.schettert@gmail.com


Acabo de ver um resumo no Jornal Globo News da entrevista desse senhor chamado Luiz Inácio da Silva.

A entrevista, feita pelo jornalista  Roberto D’Ávila, foi levada ao ar com o caráter de exclusividade.

Para entender o dia de hoje é sempre importante entender a História.
Roberto Dávila sempre foi umbilicalmente ligado ao finado Leonel Brizola - ex-PDT - por sinal, partido original da nossa Presidente.
E falo isso única e exclusivamente porque, pelo visto, pertencer a esse partido traz consigo uma herança consuetudinária e que está intimamente ligada à mediocridade, a estupidez, à falta de inteligência e de cultura.
No referido jornal foram mencionadas cinco passagens da referida entrevista.

A primeira foi quando se falou da crise da Petrobras.
O nosso ex-Presidente se saiu com essa : “Essa crise da Petrobras surpreendeu não apenas a  mim. Surpreendeu o mundo.”
É verdade.
Mas logo a seguir explicou  - essas pessoas que fizeram esse crimes estão na empresa desde a década de 1970.
Se o entrevistador soubesse aritmética - não falo nem de álgebra elementar - ele se daria conta que, se isso fosse verdade, estaríamos falando de pessoas que estariam trabalhando na empresa há mais de quarenta anos.
Em se tratando de funcionários públicos é muito difícil imaginar que esse pessoal  trabalhe mais do que a lei prescreve.
Mas também faltou ao repórter arguir que, foi no período do governo PT,  a Petrobras praticamente faliu e que se tornou a empresa mais endividada do mundo.
Repito, do mundo.
Mas isso é de somenos  importância.
Deve ser por isso que se esqueceu de indagar.

A segunda foi quando o nosso ex-Presidente disse que essa crise era internacional e nunca foi uma crise brasileira.
E aí falou que havia bancos estrangeiros, pouco regulamentados pelas autoridades locais, que chegaram emprestar trinta vezes os seus ativos. O coitado do Luca Pacioli, um monge franciscano italiano, precursor da contabilidade, que está enterrado em Sansepolcro na Toscana, deve ter dado algumas voltas no seu túmulo. Basta entender que qualquer coisa que for emprestado por um banco vai constituir o seu próprio ativo.
Logo, é fisicamente impossível que o ativo seja igual trinta vezes ele mesmo. Ele só pode ser igual a ele mesmo. Mais nada.
Quem conhece banco e contabilidade sabe o que ele quis dizer - estava a querer falar de Patrimônio Líquido.
Mas também estou exigindo demais do entrevistador -  que ele entenda de aritmética, de física elementar, e de contabilidade.
O coitado é apenas um rostinho. E o ex-Presidente se orgulha de desfilar essas asneiras todas a todo instante para platéias incautas e obnubiladas.

A terceira foi quando, ainda falando da crise internacional, deixou margem ao entrevistador para indagar porque ele logo após a crise financeira internacional de 2008 foi à televisão se jactar de que aquela crise, aqui no Brasil, era uma marolinha.
E mais, em pleno ano de  2010, lá em Nova Iorque, novamente, se pavoneou e disse que a crise não tinha a menor possibilidade de vir atingir a nosso pujante economia.
Novamente, o ex-Presidente se valeu da  falta de memória e de desconhecimento da História do nosso entrevistador, para falsear a verdade e insultar a nossa inteligência com dados e fatos historicamente inexatos.
Acrescentei uma outra disciplina - História -  para que o Roberto D’vila se aprimore.

A quarta “brilhante" intervenção foi um paradigma de cinismo e de deboche a todos nós e a todos os meios de comunicação do Brasil.
Falou com todas letras que ele jamais foi favorável a que o Joaquim Levy seja substituído pelo Henrique Meirelles.
E disse que o Joaquim Levy é problema da PresidentE Dilma.
Ela que resolva.
E foi além, criou uma das suas célebres metáforas, ao mencionar que ele não interfere no governo da referida senhora porque isso seria o equivalente a um ex-marido aconselhar o atual marido como tratar da esposa nova.
Será que ele realmente acredita que a gente ignore que não passa um mês sequer sem que ele viaje a Brasília para se reunir com a referida PresidentE?
Será que ele acha que nós não sabemos que a PresidentE vem seguidamente a São Paulo para se aconselhar com ele?
Será que ele desconhece a  recente declaração da própria PresidentE Dilma  ao dizer que respeita a opinião do ex- Presidente Luiz Inácio, mas que o ministro Joaquim Levy fica onde está?
Tenha paciência.
Mas é muito cinismo, impudência, desvergonha, desfaçatez, descaramento.
Falta-me adjetivos.
O nosso entrevistador, pelo visto, precisa se aprimorar em ler jornais antes de sair entrevistando.
Sem querer acrescentei uma outra recomendação ao D’Ávila - Interpretação e Leitura.
Caso contrário, vai se equiparar a tantos analfabetos funcionais que temos no Brasil - sabem ler, mas não sabem interpretar o que leram.

E para coroar, ao ser indagado sobre a verba que seu filho menos conhecido, recebeu para intermediar uma MP que favorecia a indústria automobilística, disse que o filho dele vai ter que provar que aquilo foi recebido honestamente.
É o normal.
Fez jogo político para a grande população. Não posso culpá-lo de fazer isso.
Mas aproveitou para, enfaticamente, com voz tonitruante, mencionar que não há um único ser humano no Brasil que possa dizer que, em algum instante, tratou com ele, de assuntos pouco éticos ou que não fossem estritamente legais.
Pelo visto ele não anda lendo o que os investigadores da operação lava jato têm repetidamente dito e mostrado em todos os possíveis meios de comunicação do Brasil.
Mas está bem acompanhado - o entrevistado também parece não saber disso.

Felizmente essa entrevista foi ao ar no canal pago. Mas duvido que os midia amestrados e cooptados não explorem o “brilhantismo” das respostas do nosso ex-Presidente.
Só por isso escrevi isso.

Adalberto de Moraes Schettert
am.schettert@gmail.com