MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Petrobras planeja vender até 180 campos que já estão produzindo





Petrobras planeja vender até 180 campos que já estão produzindo
Grupo de empresas estaria disposto a pagar R$ 6 bi por parte deles

BRASÍLIA - No plano de desinvestimentos, a Petrobras planeja vender até 180 dos 359 campos maduros (já produzindo) que possui no Brasil. A maior parte deles (234) está em terra e já existe interesse de um grupo de empresas de médio porte na aquisição daqueles localizados em Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Sergipe, onde o ritmo de produção caiu 6,9% nos últimos 12 meses. A Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (Abpip) assegura que seus sócios poderão pagar à estatal até R$ 6 bilhões para ficar com esses campos.

O valor vai depender das condições de financiamento e da garantia de aquisição do petróleo por refinarias da própria Petrobras. Os produtores sugerem que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) funcione como intermediadora no processo de venda das concessões, exigindo dos produtores o cumprimento de requisitos mínimos de produção, para que tenham acesso aos campos.
— Se a Petrobras colocar à venda todos os campos da bacia do Recôncavo baiano, eu me interesso por todos — disse Marcelo Campos Magalhães, diretor-presidente da PetroRecôncavo e presidente da Abpip.

RESERVAS SÃO GARANTIA
Segundo Magalhães, para pagar os R$ 6 bilhões, as produtoras poderão buscar financiamentos bancários, oferecendo como garantia as próprias reservas dos campos vendidos, uma operação comum no exterior. Ele destacou que, em um curto período de tempo, as companhias poderiam acelerar o ritmo de produção desses campos, recuperando o nível de empregos e a arrecadação de tributos dos municípios e estados produtores. Na bacia do Recôncavo (BA), por exemplo, a Abpip prevê que a produção poderia voltar ao nível de 1970, ou seja, 100 mil barris por dia. Hoje está em torno de 33 mil.
A queda da produção acendeu um sinal de alerta entre os prefeitos e governadores dessas regiões. Os 70 municípios com campos em terra têm nos royalties, em média, 37% da parcela do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) por eles recebida. A preocupação com a queda na produção chegou a Brasília e nesta quinta-feira deve ser lançada uma Frente Parlamentar Mista com 197 parlamentares, em prol da venda de poços maduros subaproveitados pela Petrobras.
O deputado Beto Rosado (PP-RN), que será presidente da Frente, estima que, por causa do recuo na produção nos campos do seu estado, 12 mil trabalhadores já foram demitidos.
— Quanto mais de mercado for a solução adotada, mais valor terão os ativos e mais a Petrobras poderá arrecadar — disse Anabal Santos Junior, secretário-executivo da Abpip.

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