MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

É legítimo matar crianças e castrar mulheres em nome da identidade e da diversidade culturais? Não há meio-termo: é sim ou não!

É legítimo matar crianças e castrar mulheres em nome da identidade e da diversidade culturais? Não há meio-termo: é sim ou não!

A questão, eu sei, parece um tanto deslocada das nossas urgências, mas informa alguns dos absurdos do pensamento politicamente correto. Expõe ainda a relação que entendo moralmente criminosa de certos padres com comunidades indígenas e a moral deformada dos esquerdistas.
Qual é o ponto? Tramita no Congresso desde 2007 o Projeto de Lei 1.057, de autoria do então deputado petista Henrique Afonso (AC), que coíbe o infanticídio de crianças indígenas, prática ainda adotada por algumas tribos. Não só isso: o texto assegura também direitos fundamentais a crianças, adolescentes, mulheres e idosos vulneráveis nessas comunidades.
O projeto foi aprovado na Câmara no dia 26 de agosto e agora segue para o Senado. Obriga qualquer pessoa com conhecimento de casos que coloquem em risco a vida de crianças indígenas a comunicar o fato à Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e à Fundação Nacional do Índio (Funai). O conselho tutelar da criança da respectiva localidade — ou, na falta dele, a autoridade judiciária e policial — também tem ser informado. A pena para a pessoa ou autoridade pública que se omitir será de seis meses a um ano de prisão, além de multa.
Sobre Henrique Afonso, uma nota que dá conta do comportamento fascistoide do PT. Em 2009, a legenda o suspendeu por três meses das atividades partidárias e o impediu de representá-la na Comissão de Seguridade Social e Família porque ele se manifestou contra a… legalização do aborto! Afonso acabou migrando, então, para o PV e, neste ano, filiou-se ao PSDB. Adiante.
O projeto foi apelidado de Lei Muwaji, numa homenagem a uma mãe da tribo dos suruwahas que se rebelou contra a tradição de sua tribo e salvou a vida da filha, que seria morta por ter nascido com deficiência.
O CIMI (Conselho Indigenista Missionário), da Igreja Católica, acreditem, joga no lixo a símbolo da Cruz e se opõe ao texto. A Funai também é contra. É o que pensa, por exemplo, o deputado Edmilson Rodrigues (PSOL-PA). Para ele, o texto é inconstitucional porque  “acaba negando o que está previsto na Constituição: a garantia dos povos indígenas à sua identidade cultural”. O cara acredita que se podem matar criancinhas em solo brasileiro em nome da… identidade.
Chico Alencar (RJ), seu midiático companheiro de legenda, que também votou contra, desconversa: “O projeto aprovado não atinge o objetivo de superar a eliminação de crianças, prática cada vez mais rara em cada vez mais ínfimos grupos tribais”. Rara? Em 2012, em Caracaraí, em Roraima, 37 bebês foram assassinados.
Sabem quem também combateu o projeto? A deputada Jandira Feghali, do PCdoB-RJ, que, pasmem!, é médica!!! Afirmou: “Não estamos aqui defendendo assassinato, estamos defendendo a vida dessas crianças por meio de uma mediação cultural. Do jeito que está aqui, vamos colocar a tribo inteira na cadeia, obrigando todos a denunciar o risco de algo acontecer”. Jandira tem um juízo meio perturbado do mundo. O que o projeto propõe é justamente a mediação cultural para evitar as mortes. Por que ela votou contra?
Simone Melo, da ONG Atini, que defende a lei, vai ao ponto em entrevista à Folha: “O infanticídio faz parte de uma das práticas tradicionais de alguns indígenas. Mas, assim como a mutilação genital feminina em alguns países da África, deve ser combatido por meio do diálogo intercultural. A cultura não é estática”.
Eis aí: em nome da identidade e da diversidade culturais, vamos silenciar diante da castração feminina? Milhões de mulheres não vivem hoje numa posição subalterna, expostas a violências e humilhações, justamente em nome de tradições culturais e religiosas? Acreditamos ou não na universalidade de certos direitos?
Essa questão, como poucas, expõe a degradação cultural e moral das esquerdas. No fim do século XIX, imaginaram a revolução socialista porque, diziam, era preciso criar o “novo homem”, livre de qualquer jugo. Na segunda década do século XXI, depois de terem matado quase 200 milhões de pessoas no século XX, os comunistas estão defendendo, na prática, o direito de assassinar criancinhas e castrar mulheres em nome da identidade cultural. Por alguma razão insuspeitada, eles acham que isso ajuda a combater o capital.
Que um raio moral os parta ao meio.

Por Reinaldo Azevedo