MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra: nossa homenagem

Estimados amigos 

 Faleceu hoje, dia 15 de outubro de 2015, o coronel do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra, que combateu, com coragem e determinação, os maus brasileiros que desejavam implantar no Brasil uma ditadura comunista, como a da antiga URSS ou da ainda existente em Cuba. 
 Eles, os terroristas de outrora e aproveitadores do presente, insistem no projeto de vingança contra as instituições e pessoas que os derrotaram no passado. Nesse aspecto, o coronel Ustra foi o mais perseguido. Mas, a verdade histórica prevalecerá e a sua memória será cultuada como um dos bravos brasileiros que ajudaram a livrar o Brasil da ideologia mais nefasta do mundo. 
 Por oportuno, repasso  o artigo escrito pelo coronel Ustra, em 2011, em sua luta, muitas vezes quase solitária, contra as acusações de assassinos e terroristas, muitos hoje no poder e beneficiados com pensões e indenizações milionárias.
 Repasso, também, em sua homenagem, artigo que escrevi há quase nove anos, mas que continua atual, particularmente quando o PC do B assume o Ministério da Defesa.
 Neste momento de tristeza, a nossa solidariedade à sua digna esposa e companheira de tantos anos, D. Joseíta, que sempre o ajudou a superar as dificuldades e incompreensões, bem como às filhas e demais familiares. 
 Ao coronel Ustra, com a certeza da missão cumprida com abnegação e patriotismo, a nossa respeitosa continência. Que Deus o receba em sua morada.
 Fraterno abraço. Osório 



08/07/2011 - O "Bode expiatório”.


Essa luta não é minha
 

Por Carlos Alberto Brilhante Ustra

Matéria editada pelo site www.averdadesufocada.com 

"O Tribunal de Justiça de São Paulo marcou a audiência da ação movida pela família do jornalista Luiz Eduardo Merlino no dia 27 de julho, às 14h30, no Fórum João Mendes, no centro da capital paulista. O Tribunal ouvirá as testemunhas da tortura e morte do jornalista Luiz Eduardo Merlino em audiência da ação movida por sua família contra o coronel reformado do Exército Brasileiro, Carlos Alberto Brilhante Ustra. Entre as testemunhas arroladas por Ustra está o presidente do Senado José Sarney. Merlino foi morto em São Paulo, em julho de 1971, nas dependências DOI-CODI, centro de tortura comandado por Ustra entre outubro de 1969 e dezembro de 1973.

A audiência acontece no mês em que se completam 40 anos do assassinato do jornalista.
(...)
 Merlino era jornalista. Trabalhou nas publicações Jornal da Tarde e Folha da Tarde. Era militante do Partido Operário Comunista (POC).”

Processo 5830020101755079"



Minha luta.


Tenho rebatido todas as acusações feitas sobre minha conduta no comando do DOI - CODI do II Exército no período de 29/09/1970 a 23/01/1974. Não uso apenas palavras, nem apresento testemunhas que estejam ligadas aos órgãos de informações envolvidas pessoalmente ou emocionalmente nos mesmos casos.  Apresento fatos, dados, datas, números de Inquéritos Policiais e IPM - números de processos arquivados no STM e versões dos próprios ex-militantes da luta armada, muitas das quais, a cada hora, voltam a ser apresentadas de formas diferentes.

 Desmenti a farsa da então deputada Bete Mendes, no livro Rompendo o Silêncio. Com atuação medíocre no Congresso Nacional, expulsa do Partido dos Trabalhadores e sem partido, Bete Mendes, meteoricamente, tornou-se uma celebridade nacional. Nem a imprensa, nem o Congresso fizeram à denunciante as perguntas necessárias para tornar mais objetivas as acusações que fazia. Ninguém exigiu provas. Da parte dela, do Congresso, das Instituições, o assunto morreu depois do livro. A sua mudez, desde então, embora excepcionalmente reveladora, nunca foi convenientemente explicada. Para a imprensa, continuo como torturador de Bete Mendes

A revista Época, dessa semana, 04/07, publicou que, quando Bete Mendes me acusou de tê-la torturado, fui destituído do cargo de Adido do Exército junto à embaixada do Brasil no Uruguai, o que não é verdade. Tive todo o apoio do ministro Leônidas Pires Gonçalves e do senador José Sarney. Se têm memória, podem comprovar isso.

Desmontei a farsa da "vala dos 'desaparecidos' do Cemitério de Perus", mas continuam a dizer que a vala de Perus era clandestina.

Mostrei que os "desaparecidos de Perus" eram enterrados com os nomes falsos que usavam, mas, na irrestrita exigência das leis vigentes no momento, eles tinham seus registros nos livros do cemitério.

 Provei com documento (radiograma do II Exército, publicado em minhas Folhas de Alterações), que no dia em que Ivan Seixas, filho de Joaquim de Alencar Seixas, me acusa de invadir e saquear sua casa, torturar e de matar seu pai a pancadas eu estava em repouso, em minha casa, por determinação médica, por ter feito na véspera uma cirurgia de amígdalas. Mesmo assim, cópias do documento que foram entregues a alguns jornalistas foram simplesmente ignoradas .

 O juiz da 23ª Vara Cível de São Paulo julgou improcedente a acusação da família Telles de que eu sequestrara e torturara os filhos de Maria Amélia Telles, Janaína e Edson. Entretanto, mediante a palavra dos cinco membros da família e das declarações de testemunhas, ex-militantes de organizações terroristas, me julgou responsável, em 1ª Instância, por ter submetido Maria Amélia, seu marido e sua irmã Criméia a torturas. Meus advogados recorreram à instância superior.

Continuo sendo chamado de torturador e sequestrador, não só dos pais e de Criméia, mas, também, das crianças.

Desmontei, em artigo publicado na Folha de São Paulo, com datas, nomes, número de Inquérito Policial -IP - e número de processo arquivado no STM a farsa de Pérsio Arida , dizendo-se enviado para a Polícia do Exército do Rio, para lá ser torturado. Continuo afirmando : durante o meu comando isto não aconteceu. A última palavra na Folha foi de Pérsio Arida, desacreditando o IP e o processo arquivado no STM. Agora recorrem ao Judiciário a bel prazer. A Justiça para eles é de mão única.

Para aqueles que não agem por revanche, mas que querem conhecer a verdade, escrevi dois livros:“Rompendo o Silêncio”, em 1987, que chegou à 3ª edição e ficou por três semanas entre os mais vendidos, e “A Verdade Sufocada - A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça” , em 2007, que também esteve entre os mais vendidos. Felizmente, apesar de todo o boicote dessa mesma mídia que me mantém na berlinda e me rotula de "torturador", meu segundo livro está na 6ª edição

Recentemente, em 06/07/2011, o Correio Braziliense publicou uma matéria intitulada “Tortura sem nenhum vestígio", em que consta a declaração de Hilda, mulher de Virgílio Gomes da Silva, "Jonas", um dos autores do sequestro do embaixador americano Charles Elbrick, em 1969, no Rio de Janeiro. Diz ela que "viu sua filha de quatro meses ser submetida a choques elétricos", no DOI de São Paulo.

É o não-senso de derrotados a quem só cabe acusar para explicar a derrota, culpando. Quem lê os relatos dos revanchistas, forma a ideia de que organizáramos uma mílicia que agia por conta própria , sem prestar contas a nenhum chefe imediato.

Na realidade os DOI eram unidades militares, com comandantes e agentes escolhidos e nomeados pelo general comandante da área onde estavam situados. Tínhamos normas militares, prestávamos contas de nossos atos aos nossos superiores, que, por sua vez, também prestavam contas aos seus superiores hierárquicos.

Por que eu, já que fomos tantos a comandar DOI pelo Brasil afora?

Nessa guerra entrei de cabeça e nela arrisquei tudo o que mais eu prezava.


Essa guerra não é minha


Tenho pensado muito e cheguei a uma conclusão: essa guerra não foi minha. Ganhei, mas perdi. Agora é a vitória de graúdos. Graúdos derrotados e ressentidos por uma guerra que combati com risco da minha vida e da minha família. Eles estão no poder e eu sem poder nenhum, à mercê de acusadores sem prova e de inescrupulosos.

 Por que eu tenho que ser julgado por ter sido nomeado para determinada função e a ter cumprido de acordo com as determinações da lei vigente na época - acabar a luta armada, juntamente com meus outros companheiros que ocuparam funções semelhantes ?

 Fui mantido no cargo por três anos, 3 meses e 25 dias e, quando fui transferido, fui nomeado Instrutor Chefe do Curso de Operações,  da Escola de Informação - atual Escola de Inteligência.

Fui condecorado com a Medalha do Pacificador com Palma e com a Medalha do Mérito Militar; recebi um comando muito bom e, finalmente, fui nomeado Adido Militar no Uruguai. Portanto sempre fui prestigiado.

 Pensei muito e cheguei à conclusão que não sou eu que tenho que me defender. Essa guerra não é minha! Fui apenas o instrumento, o "bode expiatório" usado por eles para atingir a Instituição que lutou contra os que estão no poder. Além do mais, não tenho procuração para defendê-la.

 Se as Instituições, aparentemente, não querem entrar na batalha da comunicação, se não se preocupam com o descrédito de seus Inquéritos Policiais, com a credibilidade de sua justiça , de seus Processos arquivados no Superior Tribunal Militar, por que vou eu continuar me desgastando, procurando dados, pesquisando em fontes, às quais nem sempre tenho acesso fácil, sobre casos que, lamento profundamente,  foram inevitáveis ?

 Apenas em consideração àqueles que sempre me deram apoio, pela última vez , vou falar sobre um  processo. Não vou procurar dados, nem me desgastar atrás de IPs que não eram feitos por mim, e processos arquivados no STM, já que eles são desacreditados e ignorados sistematicamente pelos ex-militantes.

 Vou transcrever o que lembro, 40 anos depois  e que deve constar no processo de Luiz Eduardo Merlino.

 Merlino era militante do Partido Operário Comunista (POC), trabalhava no Jornal da Tarde e militava clandestinamente. Esteve por alguns meses na França para fazer contatos  com membros da IV Internacional, de orientação trotskista e participou do 2º Congresso da Liga Comunista .

Ao voltar, foi preso e, depois de interrogatórios,  foi transportado em um automóvel  para o Rio Grande do Sul, a fim de ali proceder ao reconhecimento de alguns contatos que mantinha com  militantes, Na  Rodovia BR- 116, na altura da cidade de Jacupiranga, a equipe de agentes que o transportava parou para um lanche ou um café. Aproveitando uma distração da equipe, Merlino, na tentativa de fuga, lançou-se na frente de um veículo que trafegava pela rodovia.  Se bem me lembro, não foi possível a identificação do veículo que o atropelou. Faleceu no dia 19/07/1971, às 19h30min horas , na Rodovia BR-116, vítima de atropelamento.

Como acontecia, em todos os casos em que um preso falecia, era aberto um Inquérito Policial no DOPS/SP e o corpo era submetido a autópsia no Instituto Médico Legal - IML - de São Paulo. Posteriormente, o inquérito era encaminhado à Justiça.

Hoje, quarenta anos depois, se houve ou não tortura é impossível comprovar.

 Assim, os acusadores tentam "provar" as supostas torturas, desacreditando as provas materiais, o inquérito policial e os laudos do IML , e, baseando-se unicamente no testemunho de ex-presos, todos antigos militantes e companheiros de ideologia da luta armada, no caso, da mesma organização POC.

 Não foi o primeiro, nem o último que teve essa atitude trágica, pelos seus ideais de luta contra a lei e a ordem:

 "o depoimento de Etienne faz falta, principalmente levando-se em consideração o seu currículo: linha de frente no sequestro do embaixador suíço Giovanni Bucher; presa e torturada, inventou um ponto em Cascadura (RJ) e, para não entregar nomes jogou-se sob um ônibus" (Flávia Gusmão - Luta Armada é coisa de mulher" - Jornal do Commércio, de Recife, 22/07/1998).
Ela se refere a Etienne Romeu, da direção nacional da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR). Felizmente não morreu.

 A ALN em um documento sobre comportamento na prisão diz textualmente:
"O suicídio é uma mera antecipação de uma morte certa. Morrer é passividade, mas matar-se é ato".

Segundo Taís Morais e Eumano Silva, em seu livro Operação Araguaia - Geração Editorial, página 95:

 "O partido preparava militantes para morrer na luta. Apanhados, jamais deveriam colaborar com a repressão. Nada poderiam revelar que ajudasse na captura dos guerrilheiros, mesmo torturados. Muitos guardavam a última munição para cometer suicídio, em caso de prisão".

 Tenho a consciência tranquila do dever cumprido. Fui designado para uma missão, como poderia ter sido para qualquer outra e procurei cumpri-la da melhor maneira possível. Arrisquei minha vida e a de minha família lutando por aquilo que acreditava - a liberdade, a democracia . Sabia que aquele período de exceção era passageiro e que durou mais tempo do que deveria, exatamente por causa da luta armada.

 Lamento a morte de brasileiros, que, fanatizados por ideologias há tempos abandonadas pelo mundo civilizado, se lançaram em uma violência que teve que ser reprimida com armas. É bom ressaltar que não lutamos contra estudantes desarmados. Lutamos contra pessoas dispostas a matar ou a doutrinar as massas para conseguirem mais adeptos para a luta armada. Lutamos contra pessoas como as que se orgulham de terem praticado atos como estes narrados nos vídeos abaixo:


https://www.youtube.com/watch?v=M2jYmDN8qHMDepoimento de Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz - Clemente - ALN

http://youtu.be/ATte_AsJSL8 - Depoimento de " Clemente" no Fantástico sobre "justiçamentos" de companheiros. ALN

http://youtu.be/aCLfMNVHqOY - A verdade sobre a morte do Coronel Alfeu está no livro A verdade sufocada 6ª edição - página 500 - MRT
https://www.youtube.com/watch?v=kcbzb8ivpQI - Dep de José W. Melo que presenciou o atentado ao Quartel do II Exército - VPR 

https://www.youtube.com/watch?v=acQY-zwz_IY - Depoimento de Jaime Dolce que perdeu o pai Cardênio Jaime Dolce - ALN

 https://www.youtube.com/watch?v=c8rJUr2_Xf8 - Depoimento de Orlando Lovecchio , vítima de um atentado a bomba - ALN

 http://youtu.be/lXcP8bTAK04 - Depoimento de Franklin Martins e outros companheiros  sobre o sequestro do embaixador americano.- MR-8 

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 A LEI DO SILÊNCIO 

  Os comunistas e esquerdistas querem, agora, impor a lei do silêncio aos homens de bem, que impediram a propagação do câncer comunista no Brasil, nas décadas de sessenta e setenta. Não obterão êxito nesse mister, apesar de muitos desses bandidos, derrotados naquela época, ocuparem hoje relevantes cargos no poder público, aproveitando-se das fragilidades da nossa democracia.
 A Lei da Anistia, feita no período dos governos militares, procurou a reconciliação nacional, permitindo que exilados de todos os tipos retornassem ao país e, inclusive, pudessem participar da vida pública brasileira. Tal lei passou uma esponja na vida suja de terroristas, guerrilheiros, assassinos, assaltantes e aproveitadores de toda a natureza, que diziam agir em nome de uma ideologia política. Logicamente, essa medida deveria abranger, também, os que cumpriram com o seu dever, na defesa do Estado Brasileiro, quando muitos deram a própria vida para evitar a implantação de um regime comunista no Brasil.
 Contudo, apesar do comunismo ter caído de podre em muitos rincões deste planeta, particularmente no continente mais desenvolvido, os canalhas da América Latina ainda insistem nessa tecla, sendo-lhes permitido, no seu entendimento, repetir, como no passado, todo o jogo sujo, incluindo até mesmo a queima de arquivo, com o assassinato físico e político de “companheiros” que, por qualquer motivo, possam atrapalhar os seus planos de poder.   Enquanto isso, buscam benefícios pessoais ou para o partido, mamando nas tetas da nação por intermédio de milionárias indenizações e pensões de “anistiados políticos” ou pelo aparelhamento do Estado.
 O coronel Brilhante Ustra, autor dos livros “Rompendo o Silêncio” e “A Verdade Sufocada: a História que a Esquerda não quer que o Brasil Conheça”, além de fundador da ONG “TERNUMA” Terrorismo Nunca Mais, está incomodando muito a esses aloprados delinqüentes. O atual processo do qual é vítima, desde 2005, deve ter contribuído para o lançamento do seu segundo livro, no corrente ano, assim como a falsa denúncia da ex-militante da Var-Palmares, ex-deputada e atriz Elizabeth Mendes de Oliveira (Rosa), fez o militar romper o silêncio. A voz do coronel e de tantos outros que estão dispostos a continuar a luta em defesa dos princípios cristãos e democráticos da gente brasileira não se calará. Basta o silêncio de muitos! Caso queiram acabar com a Lei da Anistia, a regra tem que ter mão dupla. E nessa hora, muitos que, em nome de uma ideologia fracassada, cometeram covardes crimes, inclusive o justiçamento de companheiros, terão pesadas contas a pagar. 
 Fica uma proposta a esses bandidos. Abram todos os arquivos e acabem com a Lei da Anistia, mas com total transparência e isenção para os dois lados, mostrando à Nação Brasileira a verdade dos fatos, sem invencionices e mentiras. Nesse caso, não valerá a prescrição de penas, por decurso de prazos ou qualquer outra regra jurídica. Nesse caso, também, serão revistos, pelo poder judiciário, todos os processos das milionárias indenizações e pensões que estão sendo pagas aos milhares de ditos “perseguidos políticos" ou aos seus herdeiros.   

Em 23 de novembro de 2006   

Luiz Osório Marinho Silva - Coronel da Reserva do Exército