MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Comentário geopolítico do coronel Gelio Fregapani

COMENTÁRIO GEOPOLÍTICO   nº 228   de 13 de outubro de 2015

  Assuntos: Politicalha,  Autonomia impossível e Geopolítica do confronto na Síria

Politicalha interna
    -  Ao confessar ter combinado antecipadamente com Evo Morales a expropriação de unidades da Petrobras na Bolívia o ex-presidente mostra que ele se equipara ao entreguista FHC ou ainda pior.
    -  Apesar de ter 90% de rejeição, o impeachment de Dilma Rousseff pode acontecer ou não, porque o PSDB teme que assuma o vice e quer novas eleições. Para essa eventualidade já foi dada a largada na disputa. No páreo Aécio, Serra e Alckmin, mas por trás a figura entreguista de FHC.
   -  O primeiro grande ato do partido da Marina Silva foi condenar o Estatuto da Família, que estipula: "A relação conjugal é somente entre homem e mulher". Rejeitando a definição tradicional de homem e mulher, a Rede Sustentabilidade considera que o Estatuto da Família é um “retrocesso” e Marina se diz evangélica. Que cara de pau.
   -  A bela ilha da Trindade é fechada ao turismo em nome da preservação ambiental. Assim permanecerá até que a Inglaterra a queira de novo. Certamente nosso Governo alegará e provará com documentos o direito brasileiro à ilha, mas se esquecerá que o direito reside na força e a Inglaterra alegará que a ilha é desabitada. É mais um dos males do Ibama!

Politicalha externa
     Estudos da ONG  World Resources Institute (WRI) condenam a exploração de petróleo no Brasil nos próximos anos. Com considerações de cunho alarmista contra as emissões de carbono e o suposto aquecimento global, propõe que o País deixe de priorizar os investimentos na indústria do petróleo, para se dedicar a fontes energéticas “verdes” – sabidamente caras e ineficientes e continue a ser uma "potência ecológica". As críticas não surpreendem, já que o WRI é uma das ONGs que integram o “Estado-Maior” do aparato ambientalista internacional, juntamente com a WWF e a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). Este é o trio que transcreve em iniciativas políticas as diretrizes estabelecidas pelos mentores do ambientalismo como instrumento de ação política. Entre os seus financiadores destacam-se, entre outros, a gigante do alumínio Alcoa, Caterpillar, Citi Foundation (braço de “sustentabilidade” do Citigroup), Shell Foundation, UPS Foundation  etc. O estudo do WRI se insere no esforço do aparato ambientalista para aprofundar a sua agenda no Brasil, em um momento em que a fragilidade do governo Dilma aumenta a sua vulnerabilidade a toda sorte de influências e pressões externas. A meta é pressionar o País para assumir as cotas de emissões na conferência climática de Paris,  em dezembro.
     Faz tempo que os interesses internacionais, apoiados por inocentes úteis internos, alimentam cunhas separatistas na Unidade Nacional  para exploração futura, como reserva estratégica, nos últimos anos, investindo na desconstrução da sociedade, nos aspectos da moral famíliar, no incremento do uso das drogas e principalmente na exploração das nossas diferentes etnias e classes sociais, induzindo–as a lutar entre si. A desastrada política indigenista contribui para a fragmentação do território pátrio, em especial na fronteira norte, com enclaves que vão gerando nações que nunca existiram; unindo tribos esparsas e até inimigas, inclusive ressuscitando as que já haviam sido absorvidas, miscigenadas pelas vagas migratórias. Apesar da nossa população Mestiça, com cinco séculos de vida em comum e da nossa unidade linguística, essa política maligna tem conseguido nos dividir e ainda nos ameaça com pressões estrangeiras.
     O separatismo indígena provocado pelas ONGs a serviço de um "governo mundial" é o maior perigo que enfrentamos hoje, agravado pela fraqueza do atual governo. E pior: uma sucessão dentro da Lei tenderá a agravar a situação com um governo ainda mais entreguista.

A autonomia impossível (nestes termos)
      A internacionalização financeira não foi boa para a nossa economia.  O País perdeu metade de seu parque industrial, a participação da indústria no PIB caiu de 21% para 10%, os investimentos diretos de capital estrangeiro quase não agregaram capacidade produtiva nova, mas quase só compraram  empresas já existentes. As grandes faculdades hoje  são de controle estrangeiro, tal como as maiores redes de restaurantes, de hotéis,  escolas, hospitais, planos de saúde, empresas de turismo, redes de farmácia, empresas de construção, de administração de prédios, de seguros, lojas de especialidades, concessionárias de automóveis e supermercados. Os negócios que eram  de nacionais foram internacionalizados, com os antigos donos recebendo altos valores e correndo para gastá-los no exterior. A população e a economia produtiva brasileira pouco  ganharam com a internacionalização, ao contrário. Ganharam mesmo foi um núcleo de profissionais ligados a esse processo e que hoje são os críticos da economia, não ligada a internacionalização, esses profissionais maximizam os defeitos reais da produção própria e da operação governamental, mas não se preocupam com os problemas que a internacionalização da economia produz para o conjunto da população brasileira, a maior das quais é a necessidade de manter altas taxas de juros, o que acaba por prejudicar toda a economia e também pessoalmente aos cidadãos que acabam por pagar preços mais elevados, mesmo sem se endividar com cartões de crédito, empréstimos parcelados e compras a crédito. Por causa da internacionalização, maior no Brasil do que nos outros BRICS, a taxa de juros se mantém elevada, estrangulando as empresas nacionais que não conseguem  financiamentos, enquanto as empresas estrangeiras se financiam com suas matrizes ou com bancos de seus países, com taxas de 3% ao ano.
     Até os setores tradicionalmente brasileiros, como açúcar e álcool estão sendo comprados, já com 30% de participação estrangeira, que cresce a cada ano. Tradings estrangeiras dominam o fornecimento de adubos enquanto o IBAMA impede o aproveitamento do grande banco de alga calcaria para manter o domínio estrangeiro. Mudanças de legislação estão no Congresso, não para proteger a nossa indústria, mas  para aumentar participação estrangeira na aviação comercial e na compra de terras.
       Todo esse processo de internacionalização financeira faz parte da Guerra de 4ª Geração, que procura conquistar usando a força militar apenas como último recurso. Com esse processo já se criou uma grande comunidade de executivos, economistas e advogados brasileiros umbilicalmente ligados ao capital e aos interesses estrangeiros, do qual são dependentes e a quem defendem ideologicamente.
     Os Estados Unidos defendem suas empresas com vigor. Pressionam, usam suas embaixadas no exterior e na pátria dificultam quando não proíbem a venda de suas empresas. Eles sabem que a base de sua força reside mais ainda em suas empresas do que em seus recursos naturais. Nós que gostamos tanto de copiar as coisas ruins deles poderíamos aprender também as coisas boas.
Brasil, desperta!
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Geopolítica do conflito na Síria e a ameaça aos cristãos no Oriente Médio

      Com a derrubada de governos laicos no Oriente Médio, milhares de cristãos foram massacrados mesmo antes do surgimento do Estado Islâmico  ou ISIS, que está cometendo as mesmas atrocidades contra os cristãos, mas em escala muito maior.
       Os EUA, em seu papel auto outorgado de polícia do mundo, aparentava combater o ISIS mas limitava-se a armar e treinar os rebeldes sírios contra o presidente Assad. Há motivo para crer que esses mesmos rebeldes acabaram formando o que é hoje a ISIS. A “solução” americana teria sido a raiz do problema.
      O presidente sírio Assad, como todo governante muçulmano é um ditador, mas pelo menos ele dá liberdade aos cristãos. Em seu governo, os cristãos nunca foram massacrados, como não haviam sido sob os governos de Hussein e de Kadafi. Pelo contrário, Assad está combatendo a ISIS e a Al-Qaeda. Então por que os EUA, que têm base cristã, querem a todo custo destruir um governo que protege os cristãos na Síria? Por que? para derrubar Assad, os EUA estão dispostos a se aliar a terroristas que massacram cristãos? Será apenas para impor a democracia lá? Por que não na Arábia Saudita?
      A resposta é complexa: a Síria cedeu uma base naval à Rússia e os EUA desejam  canalizar o petróleo do Iraque e outros lugares para o mar Mediterrâneo.  O sangue cristão no Oriente Médio está pagando o preço para atender a essas ambições. Maldito petróleo é  mais importante do que o sangue inocente.
      A Escalada – (resumindo) - Após as intervenções no Afeganistão, no Iraque e na Líbia, acredita-se que a próxima seria na Síria, o que foi vetado pela Rússia, certamente em função de sua base naval em território sírio. Em consequência, os EUA apostaram suas fichas na oposição armada ao governo sírio, que queriam derrubar, fornecendo assessoria militar e armamentos, os quais acabaram por reforçar o nascente Estado Islâmico, a quem fingiam combater. A Rússia, para apoiar seu aliado, ofereceu cooperação aos EUA, no combate ao ISIS, o que naturalmente foi recusado. A Rússia, aproveitando o pedido do governo sírio, envolveu-se na guerra bombardeando não só as posições do ISIS como as dos opositores do governo (apoiados pelos EUA), o que virou o jogo. Os EUA responderam intensificando o fornecimento de armamento e munição aos seus apoiados. No momento nem a Rússia nem os EUA tem tropas regulares em combate e as suas Forças Aéreas evitarão se enfrentarem nos ataques ao ISIS. Os russos continuarão bombardeando, além do ISIS, aos revolucionários anti governo e os americanos não podem impedir pois é "a pedido", já que os EUA não poderão bombardear as tropas do governo sem abrir uma guerra formal com a Síria o que provocaria uma III Guerra Mundial.
      Os bombardeios russos alteram as bases da guerra, até então civil, apesar do disfarçado apoio americano aos revoltosos anti Assad. O conflito espelhou claramente as diferenças de longa data da Rússia e os anglo-americanos sobre o Oriente Médio, que não tem nada a ver com o conflito do capitalismo com o comunismo e pela primeira vez, desde a Segunda Guerra, que ambos realizam missões de combate num mesmo país. A intervenção russa demonstra potencial para aumentar a rivalidade entre atores locais e regionais do conflito e parece deixar uma solução diplomática cada vez mais distante, com incontestável risco de acirramento internacional da guerra civil síria.
      Nesse quadro geopolítico, do ponto de vista cristão, a maior ameaça, de longe, é o islamismo radical, tal como para os judeus também. Já para os russos se trata, mais do que proteger o aliado quer limitar o avanço dos EUA e evitar seu predomínio no Oriente Médio, mas não se pode descartar totalmente a herança dos tzares de proteção aos povos cristãos ameaçados pelos otomanos, enquanto que os EUA, mesmo com seu grande passado cristão, não conseguem ver o quadro geopolítico a partir da perspectiva da proteção aos cristãos. Atuam por ambição, pela qual se está disposto a matar, mas não de lutar até a morte. É óbvio que no Oriente Médio perderam a aposta, mas podem se vangloriar com a certa vitória na América do Sul, onde o governo brasileiro já se rendeu e está pronto para entregar o pré-sal e na Venezuela o presidente Maduro, com um pequeno empurrão, cairá de podre.

Inveja
     Quem assistiu pela TV as belonaves russas no mar Cáspio lançando mísseis, para bater alvos na Síria, a 1. 500 km não pode acreditar em nossa renuncia" em termos de vetores de lançamento, ou seja que nos comprometemos solenemente a não possuirmos (muito menos fabricarmos) mísseis com alcance além de 300 km. Estão na estratosfera pensando num único submarino atômico castrado/sem dentes e num tal de "grippen" sem autonomia para voar até a Amazônia?  Isto sem falar no "projeto sisfronildo", aquele que só vigia, olha as estrelinhas na tela do radar, mas não tem nada para jogar em cima do inimigo.
     Já  havíamos renunciado a armas nucleares, a guerra química, a minas terrestres e a sei lá o que mais. Que inveja...meu Deus do Céu! Quando aprenderemos que a incapacidade de revidar atrai todas as agressões? E ainda se fala em fazer parte do Conselho de Segurança da ONU, onde sem força alguma estaríamos a reboque de uma das potências, assim como os nossos partidos de aluguel.  
      Por falar em armas nucleares, os inquiridores estão chegando a conclusão que o Almirante Othon, além de extremamente dedicado à sua missão, é um homem honesto. Ao contrário de procurar acordos de delação premiada, como costumam fazer os malfeitores, o almirante recusa a comentar quaisquer detalhes dos segredos nucleares, por mais que o silêncio possa prejudicá-lo. Mais cedo ou mais tarde o juiz e os procuradores entenderão que o Almirante, se passou por cima de alguma regra administrativa, só pode ter sido para dotar o nosso País da tecnologia nuclear, cujo desenvolvimento tentam nos impedir, até mesmo com denuncias forjadas.

Lorenzo Carrasco- nosso melhor aliado
       Qualquer um que esteja disposto a lutar pela unidade nacional encontrará os documentos necessários, catalogados pelo jornalista Lorenzo Carrasco, presidente do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Naturalmente o órgão de Guerra Psicológica do sistema financeiro mundial, sentindo o perigo da informação correta, além de distorcer as notícias acusa o jornalista de tudo, de fascista a comunista, sobretudo no buscador Google, mas a verdade prevalecerá e a verdade nos ajudará a sermos livres.
       O MSIa sempre defendeu os Estados nacionais soberanos da Ibero-América contra a investida dos poderes oligárquicos anglo-americanos, mobilizados para perpetuar a nossa condição de satrapias de uma estrutura de “governo mundial” e a integração econômica da Ibero-América, principalmente a América do Sul.  Aliado assim, em nossa tentativa de autonomia não poderíamos ter melhor. Como se poderia esperar, Lorenzo tem sido processado pelo WWF por supostas suas calunias, mas todas eram verdadeiras e foram comprovadas. Na verdade sabiam que perderiam só queriam inibir a ação do MSIa, mas não conseguiram. Os documentos catalogados por Lorenzo, inclusive do Senado Norte-americano determinando fornecimento de verbas à ONGs que trabalham contra a unidade nacional, tem ajudado bastante a luta dos nacionalistas. O Brasil só tem a agradecer.


É difícil perceber quando um inimigo solerte desencadeia contra nós uma guerra de 4ª Geração, mas isto está acontecendo. Que o Deus dos Exércitos nos inspire na resistência.

Gelio Fregapani



ADENDO
"Epa! Nós podemos confiar em um comunista?"
Recebido do  Gen Bda Paulo Chagas

Caros amigos
       Sem querer influir no pensamento ou nas apreensões dos que estão convencidos de que os comunistas são todos iguais e tão incorrigíveis quanto cachorros comedores de ovelhas, compartilho - com quem quiser saber - informações sobre o desempenho do Deputado Aldo Rebelo, do PC do B, em defesa dos interesses das FFAA no Congresso Nacional.
       Antes de passar ao relato, expresso o MEU parecer de que Jaques “Jacú” Wagner, o simpático, comunicativo e dissimulado ministro substituído, é tão comunista quanto o substituto e que, portanto, neste aspecto, nada muda, nem para melhor nem para pior.
       Por outro lado, face ao que conheço e ao que pude apreender do testemunho de oficiais que, por dever funcional, tiveram algum relacionamento ou que tiveram que buscar a ajuda do novo Ministro para assegurar os interesses das Forças junto ao Legislativo e ao Executivo, sou levado, por dever de justiça, a concordar com a afirmação de que “vamos ficar muitas vezes melhor servidos com Aldo Rebelo do que com Jaques Wagner”!
       Começo compartilhando o que é unanimidade entre os Assessores Parlamentares com quem, algum dia, falei: “Aldo Rebelo, enquanto parlamentar, sempre foi um defensor dos interesses das Forças Armadas”. 
       Todos os oficiais designados para as Assessorias Parlamentares recebem severas e precisas orientações sobre a importância e a sensibilidade da tarefa de atuar junto aos parlamentares no Congresso.
      Durante a preparação, os novos assessores conhecem a relação dos parlamentares considerados “Tropa Amiga”, ou seja, aqueles com quem podem contar para qualquer embate e que estão sempre prontos para defender as proposições do interesse das Forças.
     "Epa! Nós podemos confiar em um comunista?". É exclamação comum de surpresa dos novatos na função, quando encontram o nome de Aldo Rebelo na relação da “Tropa Amiga”. Todos, no entanto, ao conhecerem os vários relatos de casos complicados em que ele acolheu e defendeu os interesses militares, passam a entender a razão da confiança depositada em um comunista!
       O caso da Reforma da Previdência, a conhecida PEC 40/2003, que tinha entre seus objetivos o de colocar os militares no INSS, é emblemático, explica a minha mensagem e merece ser conhecido por todos.
       As Assessorias Parlamentares, ao tomarem conhecimento da PEC, como não poderia deixar de ser, adotaram, como prioridade máxima, a reversão do quadro da ameaça e, desde logo, contaram com o apoio, a parceria e a orientação de Aldo Rebelo, que, à época, era o Líder do Governo na Câmara dos Deputados!
      Em mais de uma oportunidade, testemunhadas e relatadas pelos assessores parlamentares, Aldo Rebelo bateu de frente com a base governista em defesa dos militares e da Família Militar, baseando seus argumentos na importância das FFAA, na especificidade das suas atividades, no seu conhecimento pessoal sobre a vida militar e na orientação que recebia dos Comandos das Forças!
       Segundo os relatos que ouvi, Rebelo foi várias vezes ao Gabinete do Comandante do Exército para articular as ações que, com a sua participação direta, acabaram por vencer um "inimigo" que contava com o apoio do então Ministro da Defesa, José Viegas Filho e, particularmente, com o do traiçoeiro José Dirceu, o homem de muitas caras e pouco caráter, na ocasião, Ministro da Casa Civil.
       O resultado dessa luta beneficiou a todos nós e a consequência dela, para aqueles que a lutaram, foi a consolidação da confiança que depositam na pessoa do Deputado Aldo Rebelo, não no seu partido ou em suas convicções ideológicas.
       Concluo este relato repetindo que não pretendo influir nas convicções de ninguém, mas, apenas, mostrar que, embora a troca de comunistas não represente vantagem ou desvantagem, a troca das  pessoas e as diferenças de caráter podem significar que, como dizem os que o conhecem, “vamos ficar muitas vezes melhor servidos com Aldo Rebelo do que estávamos com Jaques Wagner”.
       O tempo será o juiz da minha confiança nos Soldados que confiam na pessoa do novo Ministro da Defesa!
Gen Bda Paulo Chagas
Obs:: Durante o episódio da entrega da Raposa-Serra do Sol para as ONGs internacionais eu estava na ABIN, em Roraima e naturalmente que me opus, o que causou o meu afastamento por determinação do governo Lula. No triste episódio da expulsão dos agricultores brasileiros, nós que nos opúnhamos encontramos apoio principalmente nos deputados Jair Bolsonaro e Aldo Rebelo. Esse fato nos faz dar a ele um crédito de confiança.
Entretanto recebemos por email uma noticia que Aldo Rebelo, já como ministro, havia contratado um russo, oriundo do KGB como assessor. Claro que isto nos deixa com as barbas de molho, mas não temos certeza que a notícia seja verdadeira, face a onda que mentiras  inerente a nossa atual política canalha de ambas as facções. O fato é que realmente estamos muito melhor com o Aldo Rebelo do que com o Jaques Wagner.
 GF  


COMENTÁRIO GEOPOLÍTICO   nº 227   de 23 de setembro de 2015

  Assuntos: Flash  de Geopolítica e Difícil de entender 

Flash  de Geopolítica
     O petróleo tem papel central nas estratégias das potências interessadas em segurança energética e acesso às reservas fora de seus territórios e o objetivo primordial é garantir seu abastecimento, mas também pode ser um fator para projetos de desenvolvimento em países periféricos. Neste caso as reservas descobertas representam vantagens econômicas, mas também trazem novos desafios no grande jogo mundial.  Hoje, o petróleo é decisivo na manutenção do dólar como moeda de referência para trocas internacionais, com as consequências na política externa que inclui a inserção de suas petroleiras neste jogo, tanto pela diplomacia quanto pelo caminho da guerra. Como estamos submetidos a um sistema competitivo, a expansão de uns pode significar o estrangulamento de outros. Todos precisam garantir abastecimento.  Os ingleses e americanos se uniram para conseguir que a Arábia Saudita permanecesse comercializando seu petróleo somente em dólares e assim garantiram que o grosso dos recursos financeiros continuassem sendo feitos em sistemas que operassem nessa moeda, pois quem precisasse de petróleo precisaria de dólares para o adquirir.      
      Com o fim da Guerra Fria, os EUA deixaram de ter um anteparo para a estratégia de derrubar todos os governos que signifiquem ameaça ao seu controle do petróleo. Na lista Iraque, Afeganistão, Líbia, Síria e Irã.. 
      Saddam Hussein, Muamar Kadafi juntamente com Assad na Síria preconizavam  um movimento laico de nacionalismo árabe, um ensaio de independência. Os dois primeiros tentavam romper com o monopólio do dólar na venda de petróleo, como  o faz agora o Irã, certo, eram até regimes violentos e com esse pretexto a OTAN liderada pelos Estados Unidos varreu do mapa esses governantes. O Iraque virou um protetorado sem margem para se organizar de forma independente. A Líbia foi retalhada, já não existe. A Síria ainda resiste, em Damasco, mas além do ISIS é atacada pelos “rebeldes” armados pelos EUA/Europa.
      Os três líderes mais Mubarak no Egito conduziam estados com um discurso pautado mais pelo “orgulho nacional” do que pela religião, com projetos de nações independentes. Entre os motivos alegados para justificar as agressões estaria talvez a defesa da democracia, mas na verdadeo projeto dos EUA era outro. Na ânsia de colocar governos que lhe fossem favoráveis criou o caos na grande franja que vai do norte da África ao Tigre e Eufrates, passando pelo Afeganistão, adubando as sementes de uma guerra religiosa que não vai parar e que já sacrificou mais de cem mil cristãos no Oriente Médio, vítimas inocentes do novo radicalismo do Islã. 
     Evidentemente, a derrubada dos governos em cada um desses países (do norte da África ao Eufrates) não era para levar a democracia, mas parte de um mesmo movimento de manutenção da hegemonia. Para isto era preciso destroçar o nacionalismo árabe, que oferecia alguma resistência ao avanço dos EUA e seus parceiros da OTAN.
     Nós estávamos próximos de sermos grandes produtores de petróleo antes do débâcle da Petrobras e ainda continuamos os donos das imensas reservas do pré-sal. O que nos espera?  Depois do nacionalismo árabe, chegou a hora de destruir o nacionalismo latino-americano, – numa ofensiva mais política, econômica e midiática do que militar. Melhor botarmos as barbas de molho, mas lembremo-nos que o domínio se impõe não só pelas armas. Estas são a "ultima ratio". Usa-se de preferência  as “operações especiais”, as guerras não-declaradas, das rebeliões movidas a whatsap e vendidas como “gritos pela democracia” e essa política já foi  bem-sucedidas em Honduras e no Paraguai. A Venezuela e a Argentina estão na linha de mira. Claro, que os problemas desses País não são, na maioria, culpa dos EUA,mas este soube aproveitar as contradições e fraquezas internas, para obter seus  objetivos.
      A próxima campanha – parece – será contra a Venezuela, para defender a República de Guiana. Apesar da incompetência do Governo venezoelano,  a ameaça de intervenção externa pode resultar lá num governo mais forte, onde o poder não estaria com Maduro, mas com os militares nacionalistas. A oposição talvez vai unir-se ou não aos militares contra o estrangeiro, mas em qualquer caso haveria guerra civil, e como todas as guerras, de resultado e duração incertos, embora em termos de combate convencional tenda a terminar como nas Malvinas. Já no nosso Brasil, em estado de pré-convulsão política, dificilmente haveria uma intervenção estrangeira diretamente militar. O descontentamento aqui já é grande suficiente para que assuma um governo mais dócil ou então que o governo atual ceda tudo para não cair e com um  governo a deriva que já não defendia o interesse nacional quando ainda tinha força, agora está disposto a ceder tudo desde que o ajudem a permanecer no poder. Uma intervenção militar estrangeira além de perigosa é desnecessária. 
     O “petismo” já se desmanchou e não deixa saudade. Não podemos deixar desmanchar é as empresas que causam autonomia e desenvolvimento como a Petrobras e principalmente a própria a integridade territorial. É  isto o que está em cheque. 
    Na crise político-econômica em que o País se debate, o governo faz enorme esforço para conter a alta do dólar. Finge que não sabe que isto é o que pode salvar a indústria, o agronegócio, a mineração, o turismo interno, enfim toda a economia. A China mantém deliberadamente baixo o valor do Yuan. O principal problema da Grécia é não poder desvalorizar a moeda,  talvez o governo nem deseje realmente a salvação da economia. Impossível? –Lembram do segundo período do FHC?
      - Entretanto, a desvalorização do Real em relação ao Dólar, além de inflacionar todos os materiais importados tem outros efeitos colaterais muito maiores - propicia a compra de empresas nacionais por firmas estrangeiras e pior: pode inviabilizar a Petrobrás, que está endividada em dólar. Esta, pela má administração, pelos roubos e por ter dado passo maior do que a perna se endividou de tal modo que, não sendo socorrida, em breve não mais será brasileira. Em qualquer caso não será tão cedo a tábua de salvação para a nossa economia, o
uso deste recurso natural  permanecerá importante por bastante tempo e influenciará na hierarquia monetária internacional e será instrumento de política externa.
     Por algum período conseguimos enfrentar o problema da dependência de dólares com as exportações de soja e minérios e nos saímos bem, mas a grande esperança econômica era o petróleo. Agora a nossa maior empresa está se desmanchando em dívidas e talvez seja vendida em pedaços .
     Contudo os recursos naturais, como os minérios e o petróleo um dia acabam ou tormam-se dispensáveis ou se aproveita o período de bonança que proporcionam para desenvolver a ciência, a tecnologia e a pesquisa ou se  retorna ao subdesenvolvimento de antes.

Difícil de entender 
     - Como preâmbulo para reflexão, faz-se a seguinte indagação: Como o dólar, sendo uma moeda simplesmente digital e sem lastro qualquer está sendo valorizado - em sua cotação?  
-   Há décadas que quase a metade do orçamento é destinada para juros e  amortizações da divida e mesmo com a tal "amortização" e com a venda de estatais a dívida só tem aumentado.” Como é possível explicar o contínuo crescimento da dívida?    
 -  Por que, com a taxa selic a 14,75% ao ano, continuamos pagando juros de mais de 40% dos contratos antigos. Por que não pagar essas dívidas logo, seja com as reservas que não rendem nada, seja imprimindo dinheiro?    
-  Sabendo que o dinheiro recebido de empréstimo cria a mesma inflação que a impressão de dinheiro criaria, por que pedir emprestado em vez de imprimir? Será para o recebimento de "comissões" por parte dos negociadores? Então, por que não fazer logo uma auditoria ou um novo Lava-jato?
      Como o Pais interrompe o programa nuclear em função de uma denuncia sem base feita por indivíduo reconhecidamente corrupto. Que outro país faria semelhante idiotice?  
      O que levou a polícia  do Rio de Janeiro  a perseguir aos justiceiros para proteger aos bandidos?

Mais do que lutarmos por qualquer ideal político, devemos lutar pela unidade nacional. Em segundo lugar para conservar a propriedade dos nossos recursos naturais e em terceiro para evitar a desnacionalização das nossas empresas.
                                            Que Deus nos ajude!

Gelio Fregapani


ADENDOS

1 - Indianismo e ambientalismo contra o progresso


Indígenas waimiri-atroari bloqueiam a rodovia BR-174, ao largo da qual deveria passar a linha de transmissão Manaus-Boa Vista
Após mais de três anos de esforços infrutíferos, a concessionária Transnorte Energia S.A. (TNE) protocolou na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) um pedido de rescisão da concessão para a construção do chamado Linhão de Tucuruí. A linha de transmissão de 315 quilômetros deveria levar eletricidade de Manaus (AM) à capital de Roraima, Boa Vista, encerrando o isolamento energético do estado, o único desvinculado do Sistema Nacional Interligado (SNI). Porém, como tem sido uma constante no Brasil, nas últimas décadas, o projeto foi bloqueado pelo aparato indigenista capitaneado pela Fundação Nacional do Índio (Funai), devido à travessia da Terra Indígena Waimiri-Atroari, no Amazonas, em um trecho de 123 quilômetros ao longo da rodovia BR-174, que já atravessa a reserva.
A obra, que deveria ter sido concluída em janeiro último, é fundamental para Roraima, que recebe eletricidade da usina hidrelétrica venezuelana de Guri e o governo de Caracas, às voltas com um sério racionamento de energia, já informou o Brasil da impossibilidade de fornecer mais energia ao estado, podendo, até mesmo, suspender o fornecimento. Em janeiro, o Ministério de Minas e Energia afirmou que o atraso ou a suspensão da obra implicaria em gastos de até R$ 1,5 bilhão, para suprir o aumento da demanda de eletricidade no estado com fontes térmicas, caso se concretize a suspensão do fornecimento de Guri (O Estado de S. Paulo, 17/01/2015).
No documento encaminhado à Aneel, a concessionária solicita a rescisão amigável da concessão, mediante o pagamento integral dos prejuízos que teve no citado projeto. O pedido inclui ainda a indenização pelos investimentos realizados, danos emergentes e lucros cessantes, em vista da impossibilidade de se concluir o empreendimento.
      No documento de 15 páginas, a TNE explica que o pedido de rescisão deu-se com base em dois fatores que inviabilizam a continuidade das obras: o licenciamento ambiental e os problemas judiciais. “A TNE tem buscado a obtenção das licenças ambientais necessárias para a execução da linha de transmissão, mas não tem logrado êxito em obtê-las (…). O empreendimento também foi alvo de sentença judicial contrária à sua instalação, com a decretação da nulidade do edital do leilão”, diz a nota (Folha de Boa Vista, 12/09/2015).
A concessionária destaca ainda que as pendências causadoras do atraso na concessão das licenças necessárias – a ambiental, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e a carta de anuência dos Waimiri-Atroari, intermediada pela Funai – decorrem de iniciativas de órgãos do próprio Poder Público Federal. “Ou seja, o Estado está impedindo o Estado de cumprir com suas obrigações legais”, afirma o documento. “Após três anos de realização do leilão, a Funai – órgão da administração indireta do Poder Concedente – ainda insiste na procura de um traçado alternativo para as linhas de transmissão, o qual foi definido pelo próprio Poder Concedente.
“Forçoso é se concluir que o próprio Poder Concedente (União), através de seus órgãos da administração direta e indireta, não fornece e nem forneceu a tempo as licenças necessárias à implantação do empreendimento”, destaca o documento. O texto lembra, ainda, que, “não bastassem os problemas referentes ao licenciamento ambiental, o Ministério Público Federal ingressou, em outubro de 2013 (portanto após a assinatura do contrato de concessão), com Ação Civil Pública” (APC), que tramita atualmente na Justiça Federal do Amazonas. Nos autos da ação, em novembro do ano passado, foi proferida uma sentença de nulidade do edital do leilão que escolheu a TNE para deter a concessão do Linhão, “daí decorrendo a inafastável nulidade do contrato de concessão firmado pela União com a TNE”.
Segundo o consórcio, integrado pelas empresas Eletronorte e Alupar, o investimento total projetado para o Linhão era de R$ 1,062 bilhão, parte considerável do qual já foi investida: “Mas ainda centenas de milhões de reais deverão ser investidas e não tem a mínima segurança de que esse investimento, se um dia for feito, terá qualquer retorno para a TNE ou será a sua ruína. A TNE só tem obrigações a solver com seus fornecedores e financiadores, mas nenhuma receita a vista, quando já deveria estar em operação, recebendo a RAP a que tem direito. Tudo isso por culpa única e exclusiva do Poder Concedente.”
“Após inúmeras tratativas, inclusive com órgãos públicos, até a presente data não foi possível obter o licenciamento ambiental da Linha de Transmissão, haja vista que a Funai não apresentou manifestação conclusiva quanto à viabilidade ambiental do projeto. Tal ausência, por sua vez, impossibilita o Ibama de expedir as respectivas licenças ambientais, embora a análise de tal órgão aponte no sentido de viabilidade ambiental do projeto”, afirma a nota.
      Em 10 de setembro, em um esforço para salvar o empreendimento, os deputados federais Carlos Andrade (PHS-RR), Abel Galinha (PDT-RR) e Remídio Monai (PR-RR) se reuniram com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e com o presidente da Funai, João Pedro Gonçalves. “Apresentamos a gravidade do problema e aproveitamos para compartilhar com o ministro a questão do suprimento da energia. Hoje, o empresário e a população em geral sofrem com as constantes quedas de energia”, disse Andrade.
No dia 12, o ministro das Minas e Energia, Eduardo Braga, reuniu-se com o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, para debater uma solução para o problema, mas o resultado da reunião não foi divulgado. No entanto, segundo Andrade, se o contrato com a TNE for realmente rescindido, um novo leilão terá que ser feito: “Quem faz isso é a Aneel, o que leva pelo menos 36 meses. Caso o traçado da linha de transmissão mude, deixando de passar pela Terra Indígena Waimiri-Atroari, um novo leilão também teria que ser feito. A equipe de governo precisa se debruçar sobre isso para termos uma definição clara. A bancada federal está fazendo um esforço para resolver isso com o Governo Federal. Afinal, precisamos de energia elétrica, que é um produto de primeira necessidade.”
Além disso, se esse cenário se confirmar, o país poderá ter um prejuízo bilionário, já que, segundo estimativas da própria Transnorte Energia, cada ano de atraso deverá implicar em custos adicionais da ordem de R$ 1 bilhão (Alerta Científico e Ambiental, 7/05/2015).
      Enquanto a TNE jogava a toalha, a Funai agia como se nada houvesse acontecido, adiando para o início de outubro a “consulta” aos waimiri-atroaris, para debater a possível assinatura de uma carta de anuência que autorizasse a construção do Linhão com passagem pela sua terra indígena, originalmente marcada para meados de agosto. A oitiva será realizada na própria reserva, que solicitaram a presença do presidente da Funai, João Pedro Gonçalves, e de dois representantes do Governo Federal, dois do Governo de Roraima e dois do Governo do Amazonas , segundo Carlos Andrade.
É absolutamente inconcebível que órgãos do próprio Estado brasileiro, como a Funai e o MPF, se empenhem em sabotar sistematicamente iniciativas de desenvolvimento de alcance estratégico, como o Linhão de Tucuruí e uma infinidade de outras, sob pretextos estapafúrdios que não se sustentam diante de uma argumentação minimamente racional, o que deixa evidente o caráter ideológico e político de suas ações. O caso do Linhão é ainda mais absurdo, pois a linha passaria na faixa de domínio da BR-174, ou seja, não acrescentaria qualquer impacto adicional aos já representados pela rodovia (que, por sinal, continua sendo interrompida pelos indígenas durante a noite, sem qualquer reação das autoridades federais). Por isso, é inadmissível que o MPF tenha podido ajuizar uma ação para anular um contrato de concessão com obras já em andamento, criando um quadro de insegurança jurídica que desestimula novos empreendimentos do gênero, privados ou estatais.
      Uma vez mais, este Alerta deixa a pergunta que não pode calar: até quando o País aceitará passivamente as ações do aparato ambientalista-indigenista?

2 - Indios arrendam suas terras

      A“razão” pela qual os índios andam bloqueando a RS-324, em Ronda Alta, é um achaque ao Estado de Direito.  Fiquei perplexo ao saber que o que eles querem é o “direito” de continuar arrendando as terras que foram assentados. Nenhum imóvel rural ou urbano  pode ser locado ou arrendado em projetos de assentamento. O objetivo de um assentamento é atender uma necessidade de moradia e de sobrevivência. Por isso que é proibido locar imóveis desse tipo. Até mesmo na cidade, uma casa ou apartamento do Minha Casa Minha Vida, por exemplo,  só pode ser usado pelo próprio beneficiário. 
       Em Ronda Alta, os índios conseguiram 12 mil hectares, há 20 anos, desalojando centenas de colonos, na chamada  Serrinha. Alguns deles estão muito próximos de nós, foram assentados no Assentamento 25 de Julho, em Três Lagoas, Ernestina. O próprio prefeito Nico e o vereador Rosseto eram moradores da Serrinha e tiveram suas terras expropriadas, entregues para os índios, e imediatamente arrendadas para brancos.
        O que assistimos nesse protesto dos índios é um achaque a ordem pública.  A Justiça Federal, em acordo com a lei, os proibiu de continuarem arrendando as terras. Em regra só arrenda terras quem não precisa delas para sobreviver. É o que fazem os proprietários rurais aposentados ou que têm outras atividades. Veja, numa área de cinco hectares, uma família pode sobreviver produzindo leite. Se for arrendar cinco hectares, receberá 70 sacas de soja, irá faturar menos de R$ 5 mil por ano. É por isso que os índios reivindicam áreas enormes. Quanto mais terra, mais arrendamento. O que está acontecendo em Ronda Alta é a evidência de que índio não serve para a roça, não é dado ao trabalho da lavoura, deveria ser assentado na  cidade  para atender a necessidade de mão-de-obra,  no país que chegou ao pleno emprego. Muitas demarcações são feitas sob o argumento de que precisa-se manter a cultura do índio no campo. E aí? Manter cultura de que forma se não querem trabalhar na lavoura, locam as terras para terceiros!  Eles afrontam a lei,  os próprios trazem à tona o crime que estão cometendo e ainda querem assegurar o “direito” ade  continuar com a prática da ilegalidade.
        Me chama atenção que dois anos atrás uma produtora rural de Carazinho foi condenada pela Justiça porque arrendou uma lavoura de índios, aí mesmo na região da Serrinha. De quem é o maior crime?  Do beneficiado que recebeu a atenção e o patrimônio doado pelo Estado ou de quem recebeu uma proposta, foi lá, plantou e pagou corretamente o arrendamento? 

Obs: Ronda Alta é uma pequena cidade do Rio Grande do Sul, localizada entre Erechim e Palmeira das Missões


COMENTÁRIO GEOPOLÍTICO   nº 226   de 13 de setembro de 2015

  Assuntos: Economia, Revoluções e disciplina

Brasil, desperta

O nosso País vem sofrendo um ataque articulado da Oligarquia Financeira Transnacional com as grandes empresas petrolíferas internacionais desde que foram descobertas as preciosas jazidas do pré-sal. A corrupção congênita dos políticos, aliada ao absurdo entreguismo de algumas elites estão impedindo adotar medidas sérias contra tal ataque, que resultou nessa crise econômica.
Vale tudo para desnacionalizar a Petrobrás ou destruí-la, de forma a deixar o pré-sal para as tais petrolíferas e assim eliminar os bancos estatais brasileiros, cujo incentivo à indústria, ao comércio  ao financiamento e ao agronegócio tem proporcionado um certo grau de desenvolvimento ao Brasil, contrariando poderosos interesses estrangeiros.
A História se repete. Foi o caso do Barão de Mauá, destruído por bancos britânicos, do empresário Belmiro Gouveia, destruído pela J. P. Cotton, das empresas Puma e Gurgel, destruídas pelas montadoras estrangeiras, da ENGESA, demolida pela combinação letal do Departamento de Estado dos EUA (se a Arábia Saudita comprasse o tanque Osório, vencedor da licitação, não poderia comprar o caça bombardeiro F-15) e pelas montadoras "do Brasil", para impedir a eventual produção de veículos civis pela ENGESA.
A bem da verdade, o problema do nosso país é a nossa economia estar nas mãos de empresas transnacionais  dispostas a tudo para manter ou ampliar suas posições e naturalmente contam com o apoio dos govenos dos países delas.
Enquanto isto o nosso povo chega à beira da guerra civil pela corrupção deslavada da politicalha bem aproveitada pelo estrangeiro, quando não incentivada por ele.
Brasil, desperta!

A Economia e as Revoluções
       Após longo período de paz interna no Império, os anos republicanos tem sido tensos. Tivemos a revolta da Armada, a sangrenta revolução de 93, a "guerra" de Canudos a revolução de 23, a década de 20  pontilhada de intervenções armadas que culminariam na Revolução de 1930, a revolução Paulista de 1932, o putsch comunista de 1935, o assalto integralista, o Estado Novo, de 1937 a 1945, a crise do suicídio em 54, a renuncia de 61 a revolução de 64 a guerrilha de 68 , a "redemocratização' em 85, o impeachment em 92, todos marcados por alguma crise econômica e pelo dedo estrangeiro que quer evitar a nossa união. Nos anos 90, mediante eleições vencidas por grupo a serviço da oligarquia estrangeira, perpetraram-se as privatizações, nas quais em troca de títulos podres de desprezível valor,se entregaram e desnacionalizaram, estatais dotadas de patrimônios materiais de trilhões de dólares e de patrimônios tecnológicos de valor incalculável. A Petrobrás escapou de ser formalmente privatizada, mas não saiu ilesa: ficou submetida à ANP, mobiliada por “executivos” ligados às petroleiras angloamericanas, o que propiciou a alienação da maior parte das suas ações preferenciais a preço ínfimo, na Bolsa de Nova York, para especuladores daquela oligarquia, como George Soros.
      Ao longo de todo esse sinuoso processo, observamos características importantes: todas as disputas ocorreram em meio a crises econômicas, mas não ameaçaram a  integridade territorial e terminaram com pacificação ou anistia, quase sem vinganças e sem ameaça física ás autoridades derrotadas.
      Agora vivemos mais uma grande crise da economia onde é nítido o interesse estrangeiro e é preocupante a ameaça de desintegração e o radicalismo das facções onde pedem ostensivamente a morte dos dirigentes. Nos faz falta um Duque de Caxias.
     Na atual crise a Operação Lava-jato, em nome do nobre motivo de depurar o País está destruindo não só a Petrobrás – último reduto estatal produtivo bem como as grandes empreiteiras, último reduto privado, de capital nacional, capaz de competir mundialmente.  Observe-se que não se vê punições para bancos nem  empresas multinacionais. Será que eles nunca pagaram propinas? Acredita-se que minem mais de 100 bilhões de reais por ano pelas manobras das multinacionais em superfaturar as importações e subfaturar as suas exportações maquiando suas contabilidades transferindo lucros para suas matrizes minimizando e sonegando impostos nos países hospedeiros. Seria possível isto sem propinas?
      Se não quisermos aceitar em definitivo, à condição de subdesenvolvidos teremos que evitar o aproveitamento pelas oligarquias financeiras transnacionais e de seus representantes locais, que visam acabar com a nossa veleidade de autonomia no campo industrial, no tecnológico e no militar.
      O atual governo, além da incompetência já se acovardou e se rendeu. Não terá coragem de enfrentar as pressões internacionais e internas. Os prováveis sucessores são piores ainda.
Então, o que fazer? No momento esperar que não haja solução sem intervenção e se a crise for controlada e os políticos resolverem a confusão que criaram e ainda consigam manter a integridade do País? – tanto melhor, pois é isto que todos queremos.

Cortar despesas
      É claro que é necessário cortar despesas a começar pelo Executivo onde os 39 Ministérios poderiam ser reduzidos a cinco, seguido pelo Legislativo onde bastaria um senador por Estado e poderia diminuir de dois terços o número de deputados e vereadores. Quanto ao Judiciário, chegaria cortar mordomias e ainda haveria muita despesa inutil para cortar, só cortando as "indenizações" dos subvesivos anistiados já se economizaria um bilhão por ano. Entretanto, o grosso do desperdício está nos juros da dívida.
      Metade de tudo que o Brasil arrecada, cerca de 51% dos impostos é entregue inutilmente aos bancos usurários, um total de um e meio trilhões de reais por ano para remuneração dos juros, na faixa de 20% a 30% ao ano. Para ter uma idéia do que significa essa fortuna , ela representa mais de cem vezes o que o Brasil pretende cortar em investimentos e programas sociais, corte aliás necessário.
      A solução é bastante simples:  baixarmos os juros a uma taxa não compensadora .  Muito bem, mas os credores iriam querer retirar o dinheiro emprestado e como iríamos pagá-los se esse dinheiro não mais existe? -  Imprimindo o necessário para pagar as retiradas. Inicialmente a inflação seria galopante, mas quem retirou o dinheiro o usaria em alguma atividade produtiva para não perder para a inflação. Isto criaria empregos e a produção logo controlaria a inflação, sem contar que o déficit previsto se transformaria em superávit como num passe de mágica a economia melhoraria instantaneamente. O mais difícil seria enfrentar o boicote da oligarquia financeira internacional, mas seria melhor do que o caminho da falência e da servidão que estamos trilhando.

Sem noção
       Em tempos normais, a notícia de que o Senado renovou a frota de veículos à disposição de seus 81 legisladores já provocaria justificáveis questionamentos – tendo meros dois anos de uso os carros substituídos não poderiam ser considerados velhos.  A situação, naturalmente, torna-se muito pior quando o país enfrenta grave crise econômica. Neste caso, a desfaçatez dos senadores desperta sentimentos de irritação e perplexidade.
     No momento em que se acirram as tensões entre a Venezuela e a Guiana, prenunciando outra guerra com provável interferencia do Reino Unido e dos Estados Unidos, o Exército, de forma  inconsequente, persegue os garimpeiros na Amazônia seguindo as absurdas ordens de um Governo descompromissado com a Nação. Onde mais se nota a maléfica atuação do Exército é em Roraima, proximo da fronteira, destruindo as pistas de pouso dos garimpos, bem proximo da área do provável conflito. Depois, vai precisar da colaboração dos garimpeiros. Conseguirá?

A disciplina militar prestante
       Todo militar sabe que a disciplina é o melhor modo de coordenar esforços em combate e que a base da disciplina é a confiança entre chefes e subordinados num Exército normal a confiança é natural e mesmo quando as ordens contrariam o pensamento dos subordinados estes costumam dar um crédito de confiança ´por saber que na coesão está a sua força, mas quando um comandante declara que nada fará para defender da perseguição esquerdista os que se sacrificaram para cumprir suas missões fica impossível manter a confiança e quem sofreu as consequencias foi seu sucessor, que não recebeu o apoio que merecia ao reequipar o Exército usando os serviços da Engenharia de Construção. Quando a confiança não mais existe, a disciplina formal torna-se somente uma máscara para encobrir a covadia e a busca de vantagens pessoais e no Exército antes brioso os carreiristas reunem-se em torno dos chefes do momento como as parasitas infestam a árvore frondosa, enfeitando-a com flores enquanto sugam sua seiva. Ambos, a árvore e o Exército nestes casos, enfraquecem seus troncos e estão prontos para desabar na primeira tormenta.
        O novo comandante assumuiu com uma dosagem extra de confiança, quer por sua história de vida  quer por receber um Exército melhor equipado, mas já sentiu que voltará a época de vacas magras. Até isto pode ser tolerado, mas surgiu algo que não pode – a humilhação descarada da tentativa de assumir o comando das Forças Armadas por uma enfermeira despreparada, ligada ao "exército" do Stédile, com ou sem o aval do ministro político.
       Chegou o momento em que a atitude do chefe definirá se ele assumirá a liderança ou recuará para o Limbo, se não para o inferno. Consta que a enfermeira articulou  o "golpe" sem conhecimento dos superiores dela (consta talvez para livrar a cara do  Ministro). Só isto já é motivo para a exoneração dela.
       Não sabemos como se desenrolarão os acontecimentos, mas a atitude que esperamos dos comandantes das Forças é a solicitação (irrevogável) da exoneração da secretária. Nem  sub delegação nem a revogação do decreto é suficiente.
       E se a solicitação for recusada? – Então tem que ser a jogada suprema: Que tanto ela como o Ministro sejam presos na hora.