MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

A CADA DIA FICA MAIS CLARO QUE É LULA QUEM QUER TEMER PRESIDENTE! POR QUÊ?

A CADA DIA FICA MAIS CLARO QUE É LULA QUEM QUER TEMER PRESIDENTE! POR QUÊ?

(Ex-Blog - Cesar Maia)
   
1. Este Ex-Blog já postou vazamentos de reuniões internas do entorno de Lula em que o plano A é que Dilma se afaste licenciada por doença -física ou psíquica- e que Temer assuma. Isso garante a ela os direitos de presidente e depois de ex-presidente, o que amacia a concordância dela num futuro não muito distante. Assim, com Temer e com a crise agravada, o PT passa para a oposição por se estar cortando ganhos sociais. E, assim, Lula assume a condução da banda de música com vistas à sua candidatura em 2018.
   
2. Nos últimos dias, o que era vazamento se tornou translúcido, transparente, óbvio. Nos livros e contos policiais, detetives geniais sempre sublinham a desconfiança com aqueles que procuram demonstrar álibis e assim estarem cobertos para não serem responsabilizados pelo crime.
  
3. O que ocorreu nos últimos dias? Lula -abertamente crítico das medidas econômicas a serem adotadas e que se mantinha discreto, calado para fora e agitando para dentro e que nem telefonema de Dilma vinha respondendo-, de repetente resolve ir à Brasília "defender" Dilma contra os movimentos de impeachment. Conversa com os presidentes do Senado e da Câmara, entre oxiúros, e vaza as conversas.
  
4. Hasteia a bandeira da defesa do mandato de Dilma contra qualquer tentativa de impeachment.  Aproveita para surfar a onda das declarações reiterativas de Dilma, nos últimos dias, que é golpe tentar descontinuar o seu mandato, produto das eleições. Lula voa para Brasília e faz uma maratona de reuniões com os principais líderes políticos, todas elas devidamente vazadas.
 
5. Com isso, imagina que a imprensa, deputados, senadores e governadores, e líderes de opinião, vão achar que ele é um defensor do mandato de Dilma. Diria Sherlock Holmes: Elementar, meu caro Watson.
  
6. Lula quer que todos acreditem nisso para manter sua imagem imaculada e sempre fiel à companheira que ele levou no colo e elegeu. E que todos os problemas que o país atravessa vieram de erros cometidos pela sua sucessora.
 
7. E, por trás dos panos, diretamente ou através de seus amigos do peito, desenvolve a estratégia de licença presidencial para tratamento médico.
 
8. Simultaneamente, a CUT, MST e outros aliados sindicais iniciam as suas mobilizações, aquecendo seus batalhões, que foram pacificados com o ouro governamental, para os colocar em marcha e nas ruas, com greves e piquetes, logo após a posse de Temer. Com as medidas econômicas aprofundadas, cantarão o velho chavão de responsabilidade dos neoliberais, antemovo e capachos do imperialismo ianque.
 
9. Quanto mais a crise se aprofundar nas próximas semanas, melhor para a estratégia deles. Neste momento, não é a oposição que tem nas mãos a tampa do caixão presidencial para fechar, mas o próprio Lula e seu entorno. Quem viver, verá!

                                                    * * *

OPINIÃO DE ECONOMISTA DE ENORME PRESTÍGIO NAS ESFERAS EMPRESARIAL E POLÍTICA!
                                                 
(Ex-Blog reserva a fonte).
         
1. Embora o US$ ainda possa oscilar e passar de R$ 4,00 temporariamente, a situação política é insustentável e algo certamente ocorrerá para restabelecer a governabilidade (Aliança? Queda do atual governo?). Após o restabelecimento da governabilidade, a moeda americana deve retornar/estabilizar em 3,80~3,90 aproximadamente. A Inflação deve cair em 2016 e 2017, sendo que 2017 deve ficar dentro da meta (4,5% aa).
         
2. Os salários no país devem cair (não só pela desvalorização da moeda, como pelo desemprego com recontratações mais baratas), o custo salarial, proporcional, de produção no Brasil estava 25% acima dos EUA (insustentável, já que nossa produtividade, logística e ambiente de negócios é incomparavelmente pior).
         
3. Recuperação dos EUA frente ao período de crise pós 2008 é o dobro da Zona do Euro, com isso (associado a perspectiva de aumento de juros por lá) o fluxo de investimentos para a América do norte também pressiona o dólar para cima (não só em relação ao Real, mas também em relação ao Euro). Em relação ao PIB do Brasil, teremos o pior triênio (2014, 15 e 16) desde 1900.
         
4. Dois fatores óbvios "atravancam" o crescimento do país: somos os "lanternas" em educação e infraestrutura. Uma agenda nesse sentido será a provável alavanca para a recuperação e um próximo salto, que pode ocorrer em menos de 10 anos, desde que algum governo consiga dar efetividade a ela.