MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

domingo, 6 de setembro de 2015

O TERROR DA VIOLÊNCIA

O TERROR DA VIOLÊNCIA

Coronel Edu C. Antunes.

Os resultados dos dados estatísticos - dos quais só acredito nos que traduzem com fidelidade os dados levantados– a respeito da violência que atinge a todas as classes sociais brasileiras e no mundo como um todo, parece ainda não sensibilizar os diversos governos responsáveis pela segurança, cujos planejamentos de suas políticas públicas não conseguem proporcionar a segurança adequada aos seus cidadãos.

Diariamente vemos publicada uma crescente gama de delitos de toda ordem em todas as partes deste planeta que chamamos de terra. Muitos realizados com requintes de extrema crueldade

Recentemente, vemos o desespero de moradores da África, proporcionado pela ação de miseráveis déspotas locais sem nenhuma sensibilidade humana, agredir seus compatriotas de uma forma violenta, obrigando-os a fugir desesperadamente de sua terra natal, na busca de uma região onde a vida seja mais tranquila e que possam viver em segurança com sua família.

Nossos meios de comunicação publicam o sofrimento desses povos que se arriscam cruzar o mediterrâneo, onde muitos deixam suas vidas, na busca de um conforto nos rincões europeus. Em sua diáspora se direcionam, particularmente, a Alemanha. País de prosperidade exuberante e “invejada” por todos os povos.

É de causar uma dor incrível ver que o ser humano continua na sua barbárie, eliminando seus semelhantes que não concordam com suas convicções ideológicas e/ou religiosas. As inocentes crianças são as que mais sofrem com a atitude irresponsável destes que se acham donos da verdade e da vida alheia.

O número de fugitivos da desgraça africana em direção ao “Canaã Europeu’ chega a mais de duzentas e cinquenta mil pessoas”. Um problema difícil de resolver e do qual as autoridades europeias terão de decidir. Afinal, embora creia que as gerações atuais não sejam responsáveis pelos erros de seus antepassados por ocupar territórios africanos com suas colônias, cabe a eles decidir o que fazer com tal imigração. Até porque os imigrantes querem ir para a Europa.

Voltando a nossa querida Terra de Santa Cruz. Embora as preocupações com os problemas externos vamos ver, mais uma vez, nossos problemas relacionados à segurança.

Devido ao descaso permanente de nossas autoridades com a segurança, nesta semana, aqui em Florianópolis, um promotor do Ministério Público solicitou à justiça para que nenhum bandido mais seja preso, nem no presido de Florianópolis ou nas delegacias, em virtude dos mesmos se encontrarem com a população carcerária muito acima das condições mínimas de ocupação prevista. E, também, que fosse desativada a ala de contêineres que serviam de prisão para 221 prisioneiros, alegando que contêiner não é local apto a abrigar presos, considerando ser objeto desenvolvido para fins de carregamento de cargas e objetos, e não de pessoas. Tal solicitação foi deferida pela justiça

Mais cedo ou mais tarde a corda iria rebentar. E sabem aonde? Em cima do povão. Há muito tempo todos sabemos da situação precária de nossas delegacias e penitenciárias, aonde a superlotação já vem de muitos anos e que, de uma forma geral, não servem para recuperar nem ladrão de galinha. Transformaram-se numa Universidade do crime. E o que fizeram as autoridades constituídas para melhorar está situação que se arrasta ao longo do tempo? O que vi durante muitos anos foi muita reunião, muita conversa fiada e quase nada de concreto.

A suspensão da ala dos contêineres causou-me surpresa tendo em vista as inúmeras construções humanas– algumas muito bonitas – confeccionadas com contêineres e que servem de ótimas moradias em diversos países. Basta procurar no Google para ver os diversos tipos de casas construídas com este material. Se as condições de manutenção dos mesmos não condizem com uma prisão o problema não é do contêiner e, sim, humano.

E gora? O que fazer com os próximos presos? A polícia vai deixar de prender os futuros criminosos ou eles, em virtude da possibilidade de não ter onde serem trancafiados, vão se tornar cidadãos pacíficos e crentes não mais delinquindo? Claro que não, a violência não vai mudar, eles continuarão a agredir os inocentes e, agora, com mais uma certeza: de que não serão colocados nas masmorras. Afinal, a lei está a protegê-los, em detrimento da segurança do povo em geral.

Vejam o paradoxo: Enquanto africanos fogem da violência praticada por governantes fanáticos na busca de uma vida melhor, em nossa Terra de Santa Cruz não conseguimos manter marginais confessos por muito tempo afastado do convívio social por culpa de nossas próprias leis e da nossa própria atitude.




Estamos vivendo o terror da violência consentida. Até quando e que Deus nos ajude.