MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

COMENTÁRIO GEOPOLÍTICO nº 221, do coronel Gelio Fregapani

Siga-me no Twitter:


COMENTÁRIO GEOPOLÍTICO 221 de 27 de junho de 2015

 Gelio Fregapani - coronel do Exército
 
Assuntos: Assuntos nacionais - Olhando até e além do Horizonte


Sem noção

Os nossos senadores foram à Venezuela reclamar do mau governo – como se nós tivéssemos um bom governo. É melhor pararem de se meter na terra dos outros e cuidarem da nossa.

O nosso Ministério Público pede ajuda aos concorrentes (EUA) contra as empresas brasileiras. É um contrassenso esperar que uma potência mundial intercederá ativamente contra seu interesse para proteger interesses de outro Estado.

Olhando até onde a vista alcança     

O PT acabou. Seus governos irresponsáveis, a corrupção generalizada, seu DNA esquerdista e seu gayzismo militante o afastaram da nossa boa gente, naturalmente com o auxílio da imprensa dominada pela oligarquia financeira mundial. No meio da população justamente indignada  setores   consideram que, para destruir o PT, vale até destruir o Brasil. Esse pensamento se fortalece na medida em que a President submetida a um regime de redução de poder, por apatia ou pressões de Washington, perdeu o pouco interesse que já tinha para participar ativamente na política externa, ao mesmo tempo em que entrega a política econômica e financeira aos “mercados” e deixa a política interna em mãos do vice-presidente Michael Temer e do PMDB.

A economia está declinante e falta coragem para tomar medidas corretivas (abertura de garimpos, redução dos juros, desvalorização do real etc)

 Todos vemos que a economia declina. Cessam os investimentos, aumenta o desemprego e acaba, para muitos, a confiança e mesmo a esperança no futuro.  A economia está declinante e isto causa descontentamento. O nosso País está descontente. Como descontentamento acima de certo nível causa mudanças e mudanças acontecerão se não houver a tempo um fato novo que salve a economia, como poderia ser uma grande produção de petróleo do pré-sal.

Considerando a possibilidade de haver mudanças antes da eleições de 2018 essas podem ser conduzidas predominantemente pelas classes A (alta) B (média) ou C (baixa) . As mudanças conduzidas pela classe A costumam ser palacianas, assim como o impeachment do Collor. Naturalmente só pode vingar com o consentimento das Forças Armadas, mas nada resolverá. Substituirá um grupo corrupto por outro igualmente corrupto e talvez entreguista. Algo indica que os problemas  ainda se agravarão e exigirão novas mudanças.

Naturalmente pode haver mudanças conduzidas predominantemente pelas classes médias e, essas ainda mais do que o aval, necessitam de participação militar. É provável que haja alguma reação, mas a violência seria limitada. As mudanças orientadas por classes médias poderiam corrigir os problemas econômicos ou agrava-los, conforme se a filosofia do grupo dominante for nacionalista ou neo-liberal, de qualquer forma serão tantas as contradições que somente um governo autoritário teria força para executar as medidas indispensáveis para o crescimento e a paz social.

Finalmente ainda pode acontecer que as mudanças sejam feitas predominantemente pelas classes baixas, com a participação dos excluídos.Isto só é possível com o Exército dividido e o nível de violência forçosamente seria elevado; tanto maior quanto maior for a participação da classe D, ou seja dos excluídos. Caso estes últimos não forem contidos as mudanças serão realizadas no meio de uma revolta sangrenta, nos moldes da Revolução Francesa ou mesmo da Bolchevista e o resultado imprevisível. Note-se que o perigo das classes excluídas não se resume a esses movimentos pseudossociais tipo MST, mas a multidões de desempregados querendo comida para seus filhos e para si mesma, quebrando tudo que não puder levar. Contudo é bom lembrar que o Brasil não é a Grécia onde só tem pedras. Aqui quem plantar e colher terá assegurada ao menos a alimentação.

Esses desagradáveis cenários podem ser evitados? O país conseguirá emergir deste mar de lama pelos mecanismos da Democracia? - É difícil, talvez até impossível, pois, além da inadequação das leis, na Democracia, decide-se pelo voto e os corruptos têm maioria na Câmara, e no Senado, além de contar com a cumplicidade do Poder Executivo e do Judiciário.

As raízes identificadas do mal estão no PT, mas qual a alternativa? Os tucanos nunca foram confiáveis; são rivais no mesmo negócio cada vez mais são identificados como falsa oposição.  Algumas medidas corretas como as novas regras  de Previdência, por boas que seja são insuficientes. Enquanto os juros da dívida levarem mais de 50% da arrecadação, a única solução possível é o pré- sal e não há tempo. O ouro do garimpo até que poderia ser tentado, mas e a força para  poder enfrentar os países do cartel do ouro?   Que Deus nos ajude.

E se, contrariando as previsões, o Governo atual chegar  até o término do mandato sem as tais mudanças? – ainda é cedo para uma previsão com boa possibilidade de acerto, mas será objeto de levantamento de cenários em outros comentários, no devido tempo.


Olhando além do horizonte

É ingenuidade pensar que o nosso Brasil pode virar comunista. Nenhuma nação se tornou comunista sem antes ter uma derrota militar ou algo que destruiu seu exército numa revolução sangrenta. Os que viraram comunistas desviraram assim que puderam e muito menos poderá acontecer no nosso País onde há oportunidades sem fim. Isto não significa que não possam criar caso, como já o fizeram no Araguaia e com o terrorismo urbano. O perigo maior está ao Norte    

 E não é de invasão, embora não esteja fora de cogitação o enviar tropas para garantir a independência de “nações” indígenas , caso não consigam democraticamente os minerais que ambicionam.

A nossa briga partidária interna faz parte desse contexto. Não se trata de democracia verso comunismo, mas no meio de um bando de políticos aproveitadores temos uma luta surda entre um grupo nacionalista e um entreguista, cercados por uma maioria quase indiferente. A nossa pior fase foi na era FHC, mas na medida em que a “era PT”  se esvai, as forças oligárquicas internas e externas  se empenham para fazer o País abandonar qualquer ideia de um protagonismo estratégico no redesenho do poder global. A intenção manifesta é a de que o Brasil esvazie a participação no grupo BRICS, voltando a priorizar uma aproximação com os Estados Unidos, em busca de uma pretensa proteção que possa “blindar” o País das turbulências financeiras.

Nos últimos 12 anos, o Brasil teve laivos de uma política externa independente, mas não acompanhada pelo crescimento industrial, científico e da  musculatura militar, foi demasiado fragil diante da bem planejada investida do aparato ambientalista-indigenista internacional, patrocinado por fundações privadas e órgãos oficiais de governos da América do Norte e da Europa Ocidental, contra a implementação e ampliação da infraestrutura física necessária ao desenvolvimento do País.

 Não precisa de um gênio para entender que além da economia está em jogo a integridade e mesmo a soberania.

  O Ministério Público Federal decidiu pedir ajuda aos Estados Unidos para investigar a Odebrecht, maior exportadora de serviços do País, com mais de 100 mil empregados bem como a outras grandes empresas alvos da Lava Jato. Apesar da série de corrupções (mais dos políticos do que das empresas),  o Brasil se tornou um "global player" graças às posições conquistadas na África e na América Latina por suas construtoras. O presidente americano Barack Obama agradece, até porque jamais imaginaria que um país pedisse ajuda a outros países para investigar as práticas de suas empresas, principalmente as que concorrem com as americanas.


Meio Ambbiente – a Boa notícia

A nova presidente do Ibama sinalizou a intenção de impor um novo ritmo ao órgão ambiental federal, afirmando que o processo deixa a desejar; que o licenciamento é lento em muitas situações e precisa ser mais rápido e focar no que é importante, retirando certos excessos.

Falta agora “nacionalizar”o MPF que tem exibido um rigor desproporcionalmente excessivo contra os empreendimentos de infraestrutura, com frequência, atuando como linha auxiliar do aparato ambientalista-indigenista em sua investida contra os projetos de infraestrutura e desenvolvimento no País.

A nova presidente afirma que o Ibama não será entrave para os licenciamentos das novas concessões de infraestrutura. “O que  puder ser agilizado, será, mas o que o empreendedor tiver de cumprir, terá de cumprir. Que qualquer licenciamento tem de ter um prazo para ser concluído, para a resposta ser dada. Você não está discutindo que a resposta é sim ou não, mas a resposta terá de ser dada.

Como seria de se esperar as ONGs ambientalistas espumaram de raiva. O Greenpeace divulgou nota capciosamente intitulada “Nova presidente do Ibama quer afrouxar regras de licenciamento, aumentando risco de impactos”. Entretanto, parece que finalmente, começa a se formar dentro do governo federal um consenso sobre certos aspectos cruciais das questões que têm motivado os atrasos e prejuízos decorrentes do licenciamento ambiental:

A reorientação no Ibama precisa agora ser acompanhada por um imprescindível enquadramento da Funai, ponta-de-lança do movimento indigenista internacional, restringindo-lhe a exclusividade discricionária na demarcação de terras indígenas. E, em paralelo, é necessário propor ao Congresso uma rediscussão sobre a atuação do MPF nas áreas ambiental e indígena, de modo a se estabelecer algum tipo de restrição às suas constantes intervenções, muitas vezes, com motivações que passam longe da defesa dos interesses difusos da sociedade, missão para a qual a instituição foi criada.

De uma vez por todas é preciso se retirar da questão ambiental o conteúdo ideológico e político que a tem caracterizado desde o final da década de 1980, quando o movimento ambientalista-indigenista internacional deflagrou a sua investida contra o País. 

 A oportunidade para isto não poderia ser mais favorável.


 A longo prazo, o perigo maior

Está em curso, no Ocidente, um projeto de reengenharia da sexualidade humana. É a Ideologia de Gênero, ou da ausência de sexo. O igualitarismo é seu objetivo e a diferença, o inimigo a ser atacado mediante desconstrução. Sem nenhuma evidência científica, contra o que a observação da natureza revela, seus difusores sustentam que ninguém nasce homem ou mulher, macho ou fêmea.

Naturalmente isto tem um objetivo obscuro que afetará a todas as nações que aderirem – e não é somente a diminuição da população, mas principalmente a destruição da família e em consequência da sociedade.

Por enquanto é só um alerta.

PS - Aguardemos o retorno da Presidente para vermos a espécie de acordo que fez.
 Que Deus guarde a todos nós



Leia as últimas postagens de Félix Maier: