MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Cuba: bloqueio ou embargo econômico?

Cuba: bloqueio ou embargo econômico?

Félix Maier

Fidel Castro e toda a corja que o apoia afirmam que Cuba sofre criminoso “bloqueio econômico” dos EUA. O correto é que existe um “embargo econômico”, não bloqueio, pois todos os países do mundo podem comercializar com Cuba, exceto os EUA. E mesmo os EUA não aplicam um embargo para valer, já que destinam alimentos e remédios à Ilha, a fundo perdido - além de permitir que cubano-americanos, estabelecidos principalmente na Flórida, enviem bilhões de dólares por ano aos parentes em Cuba.

Se Cuba não consegue promover um comércio internacional amplo, é porque o socialismo levou aquele país à mais pura miséria e ninguém quer vender a quem não tem condições de pagar. Se nesses anos todos Fidel desdenhava do “maldito” modelo econômico americano, inimigo mortal do socialismo, dizendo seu chanceler que Cuba tinha liberdade para comercializar com mais de 100 países, por que então reclamar do embargo, que marotamente chamam de “bloqueio” na língua de pau caribenha? “Não tememos bloqueio econômico. A União Soviética nos comprará aquilo que quisermos vender-lhe e nos venderá aquilo que necessitamos” (Raul Castro, irmão de Fidel - Jornal do Brasil, julho de 1960).  

A Rede Esgoto de Televisão, no programa do "Fantástico" do dia 5 de abril de 2015, voltou a repetir a mentira de sempre, afirmando que a pobreza cubana é culpa do embargo americano. O único culpado pela miséria de Cuba é Fidel Castro e seus capangas. Ninguém mais. É comum a esquerda latino-americana acusar os EUA pelos males existentes na América Latrina. De tanto repetir a mentira, o número de imbecis que acreditam nisso só aumenta com o passar dos anos.

A aproximação de Cuba com os EUA, promovida pelo Vaticano e por Barack Obama, ainda é uma incógnita. Cuba é considerada por Washington um país terrorista; não pode, por ora, sequer ter conta bancária nos EUA, para abrir uma embaixada local. No momento, a única certeza que temos é que Obama deseja a eternização da ditadura cubana, com as bênçãos do Papa, já que nenhuma exigência de democracia e respeito aos direitos humanos foi feita.

"Meu pai chegou a ser um líder amado, no início, mas hoje não passa de um assassino comum, um bandido que mantém seu próprio povo na miséria comunista e na ausência absoluta de perspectivas para o futuro" (Alina, filha de Fidel Castro).

Obama está contente em manter os assassinos Castro no poder em Cuba. Agora, com as bênçãos do Vaticano!

Revolução Cubana 

No dia 1/1/1959, as tropas de Fidel Castro tomam Havana. “Segundo Castro disse, apontando para Matthews: ‘sem a sua ajuda e a do New York Times, a revolução em Cuba jamais teria ocorrido’ ” (NARLOCH, 2011: 39). Herbert Matthews era jornalista do NYT e foi um grande propagandista da Revolução. A “república socialista” cubana, porém, só foi proclamada em maio de 1961, logo após a fracassada invasão de anticastristas ocorrida na Baía dos Porcos, em Cuba, com o falso apoio americano. 

Em 1962, Cuba foi excluída da OEA e em 1964 os países membros da OEA, com exceção do México, romperam relações diplomáticas com o país, devido ao apoio cubano de focos guerrilheiros em vários países da América Latina (Guatemala, Colômbia, Venezuela, Brasil). Sobre o assunto, leia "Guerrilha Comunista no Brasil", link http://www.midiasemmascara.org/artigos/movimento-revolucionario/12328-guerrilha-comunista-no-brasil.html. Cuba forneceu toneladas de armamento ao governo comunista de Salvador Allende. As residências oficiais de Allende eram verdadeiros paióis, descobertos após a intervenção de Pinochet, que derrubou os comunistas depois da autorização dada pela Suprema Corte, que ainda não era cooptada com Allende.

No Brasil, antes de 1964, Cuba financiou as Ligas Camponesas para comprar fazendas que serviram de campos de treinamento de guerrilha. Antes da Revolução Cubana, havia 7 prisões em Cuba; hoje, são mais de 200. As prisões políticas de Cuba são muitas: La Cabaña (ainda em 1982 houve 100 fuzilamentos), Boniato (a mais repressiva), Kilo 5,5, Pinar del Río, Guanajay, Guanahacabibes, Castelo do Príncipe, Ilha de Pinos, Camaguey, Holguín, Manzanillo, Sandino (1, 2 e 3). 

Fidel Castro mandou fuzilar entre 15 e 17 mil pessoas (10 mil só na década de 1960); em 1978, havia em Cuba 15 a 20 mil prisioneiros; em 1997, segundo a Anistia Internacional, havia entre 980 e 2.500 prisioneiros políticos. “Para uma população de apenas 6,4 milhões, Fidel e Che prenderam e executaram mais, em termos relativos, do que os nazistas, e igualmente mais, proporcionalmente, do que os comunistas” (FONTOVA, 2009: 150). 

A tortura cubana incluía as “ratoneras”, “gavetas”, “tostadoras”, além da tortura “merdácea” - os prisioneiros eram “aspergidos” com fezes e urina. Apesar desses crimes todos, o ditador Fidel Castro é venerado pelos “intelectuais” brasileiros como el comandante, ao passo que Augusto Pinochet, ex-presidente do Chile, não passa de um vil “ditador”, “torturador”. 

“Quando Che assumiu o Ministério das Indústrias, Cuba tinha uma renda per capita superior à da Áustria, Japão e Espanha” (idem, pg. 214-5). Um ano depois, o anteriormente “terceiro maior consumo proteico do Ocidente estava racionando comida, fechando fábricas” (idem, pg. 215). Comparação das rações diárias, entre os escravos (em 1842) e a população cubana (desde 1962): carne, frango e peixe: 230 g/55 g; arroz: 110 g/80 g; carboidratos: 470 g/180 g; feijão: 120 g/30 g (Cfr. FONTOVA, 2009: 223). Ou seja, os escravos negros se alimentavam melhor do que a população cubana sob Fidel. 

Só os idiotas e os patifes defendem a excelência da medicina e dos hospitais cubanos da atualidade, coisa que nunca existiu. “Em 1957, Cuba tinha, proporcionalmente, mais médicos e dentistas do que os EUA ou a Grã-Bretanha. Em 1958, tinha a menor taxa de mortalidade infantil da América Latina e a 13ª. do mundo, estando à frente de França, Bélgica, Alemanha Ocidental, Israel, Japão, Áustria, Itália e Espanha. Hoje, pelas cifras oficiais, tem a 25ª. menor taxa - piorou sob o fidelismo. O que, hoje, reduz a mortalidade infantil é a taxa de 0,71 aborto por criança viva nascida em Cuba - o primeiro lugar do Ocidente e um dos primeiros do mundo. É um verdadeiro extermínio de bebês no útero materno” (FONTOVA, 2009: 225).  

“Havana, que na década de cinquenta era mais rica que Roma ou Dallas, hoje parece Calcutá ou Nairóbi” (idem, pg. 230). Os prédios tornaram-se decrépitos, à semelhança de el coma andante, e Havana, hoje, é o maior museu a céu aberto de carros velhos do mundo. Doenças erradicadas em 1958, como tuberculose, lepra e dengue, voltaram com força total em 2005. 

Quase 6.000 empresas norte-americanas foram pilhadas em Cuba, um valor de 2 bilhões de dólares. Nada foi indenizado, assim como os 5 bilhões da União Soviética. Evo Cocales aprendeu rapidinho com Fidel, roubando as refinarias e bens da Petrobras na Bolívia. 

Eusábio Peñalver ficou preso durante 30 anos. Era negro. Os guardas comunistas o chamavam de “macaco”: “Nós o tiramos das árvores e arrancamos sua cauda” (idem, pg. 238). “Apenas 0,8 dos cargos políticos do país é ocupado por gente de cor. Em outros lugares, esta mesma situação seria chamada de Apartheid” (idem, pg. 239). 

“Não é que não exista comida e bens de consumo em Cuba. O problema é que hoje há duas classes de cubanos: os que possuem dólares (os turistas e o apparatchiks, ou seja, a nomenklatura cubana) e os que não possuem (o cidadão cubano comum): Como não tem nada (quer dizer, tem de tudo, nos shoppings, em dólar e a preços de Tóquio), a gente vende esferográficas, isqueiros, envelopes, qualquer miudeza” (GUTIERREZ, 1999: 114).  

“Disse muito bem Carlos Franqui: ‘Para sobreviver é preciso roubar, mentir, ser dúbio, ter dupla personalidade e até mesmo se prostituir’” (MENDOZA, 2007: 19).



Campos de trabalho coletivo

Versão cubana dos gulags soviéticos, os campos cubanos foram inventados por Ernesto Che Guevara, em tempos de serial killer. Na juventude, Che havia sido um hippie “sem destino”, registrado em seu Diários de motocicleta, transformado em filme pelo produtor americano Robert Redford e pelo diretor brasileiro Walter Moreira Salles. 

Os campos de concentração de Sandino 1, 2 e 3 foram os primeiros a serem construídos em Cuba. Os guerrilheiros anti-Fidel Castro feitos prisioneiros foram obrigados a construir esses campos, onde depois foram trancafiados. Antes de serem presos, construíram uma cidadezinha, que seria para abrigá-los e suas famílias. “Com essa ilusão, aqueles homens trabalharam dia e noite, erguendo blocos de edifícios. Ao terminá-la, as mulheres e as crianças foram levadas para lá. Desse modo, muito antes de existirem as aldeias estratégicas do Vietnã, Castro já as havia posto em prática em Cuba. Essa primeira chamou-se Sandino e ainda existe” (VALLADARES, 1986: 52).

Che só era valente com homens desarmados. Quando Fidel ordenou que tomasse o comando do guerrilheiro Jorge Sotus, Che tremeu e colocou o rabo entre as pernas, ao ouvir de Sotus: “Escuta aqui, argentino. Ou você cala a boca, ou eu estouro os seus miolos, certo? Agora, chispa” (FONTOVA, 2009: 204). 

Um comandante, Jesús Carreras, discutiu com Che, chegando a desafiá-lo para um duelo. Che, covarde como sempre, desconversou: “Como é possível que dois companheiros de revolução cheguem a esse ponto apenas por causa de um pequeno desentendimento?” (idem, pg. 205). Em 1960, Carreras é preso em La Cabaña e executado por Che no paredón (cfr. pg. 205). 

A covardia de Che também pode ser comprovada durante sua prisão na Bolívia. Segundo o general boliviano Luis Reque Terán, de longe, Che levantou o rifle e gritou: “Eu me rendo! Não me matem! Valho mais vivo do que morto!” (idem, pg. 273). “O capitão Gary Prado e o coronel Arnaldo Saucedo Parada, do exército boliviano, revistaram e inventariaram todos os bens de Guevara no ato de sua captura. Ambas as listas contêm uma pistola nove milímetros com o pente totalmente cheio” (idem, pg. 272). O tiroteio continuou depois da rendição de Che. Um soldado foi ferido, e Che: “ ‘Querem que eu o atenda?’, perguntou Guevara a seus captores. ‘Por quê? Por acaso você é médico?’, falou o capitão Prado. ‘Não, mas sei algumas coisas de medicina’, respondeu Guevara, numa tentativa realmente patética de cair nas graças de seus algozes. O máximo que conseguiu foi confessar que não era médico coisíssima nenhuma” (idem, pg. 273). 

Como os falsos diplomas de Dilma Rousseff, que um dia foram postados no site da Casa Civil, a esquerda espalhou a mentira de que Che era médico. Quando Fontova solicitou para apresentar o histórico escolar de Che, o reitor argentino desconversou, dizendo simplesmente que tais registros não foram encontrados (cfr. pg. 70). 


Bibliografia:

 FONTOVA, Humberto. O verdadeiro Che Guevara - E os idiotas úteis que o idolatram. É Realizações, São Paulo, 2009.

GUTIERREZ, Pedro Juan. Trilogia Suja de Havana. Companhia das Letras, São Paulo, 1999 (Tradução de José Rubens Siqueira).

MENDOZA, Plinio Apuleyo; MONTANER, Carlos Alberto; LLOSA, Álvaro Vargas. A volta do idiota. Odisseia Editorial, Rio, 2007 (Tradução de André Pereira da Costa e Luciano Trigo).

NARLOCH, Leandro; TEIXEIRA, Duda. Guia politicamente incorreto da América Latina. Leya, São Paulo, 2011.

VALADARES, Armando. Contra toda a Esperança - 22 anos no Gulag das Américas  - As prisões políticas de Fidel Castro. Editora Intermundo, São Paulo, 3ª Edição, 1986 (Tradução de Therezinha Monteiro Deutsch).