MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Perigo Comunista?


  
Perigo Comunista?

Sérgio Alves de Oliveira
 Tocarei num ponto deveras delicado. O dilema será desvendar se o Brasil deve se livrar do comunismo ou o comunismo deve se livrar do Brasil. Eis a questão. 
De certo modo Marx não foi muito feliz na montagem da sua doutrina mais conhecida. Nenhum país, nem a própria Rússia, com a Revolução de 1917, conseguiu estabelecer um sistema político sócio-econômico que correspondesse à ideia original do genial pensador alemão. Apesar de compreender como poucos a natureza humana, com suas virtudes e deficiências, o sistema por ele imaginado só poderia funcionar se extirpadas fossem todas as deficiências e pequenezes morais da sociedade, individuais e coletivas. O mundo teria que ser perfeito. Ele superestimou, portanto, a sociedade. Desprezou as fraquezas humanas que, se infiltradas no seu modelo, o mutilariam ou destruiriam por inteiro. E isso está acontecendo, paulatinamente. Parece que estaria sendo reservado ao Brasil papel importante e até decisivo no seu destino, se a morte ou sobrevida do socialismo.
Foi com suporte na bandeira desenvolvida por esse filósofo que alguns povos tentaram implementar esse modelo. Mas todos, sem exceção, fracassaram. E fracassaram porque os verdadeiros marxistas sempre foram vencidos pelos falsos marxistas, que só viam na citada ideologia uma maneira de enganar e tirar proveito próprio. O que o mundo conheceu na prática foi um marxismo corrompido nas suas raízes, um marxismo falsificado, um pseudo-marxismo. No Brasil, especialmente, fez-se muitos cursos e formou-se muita gente em pós-graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado na forma deturpada dessa doutrina.. O marxismo falsificado tornou-se produto de exportação,tanto quanto aquelas bugigangas contrabandeadas do Paraguai.
A bandeira marxista foi erguida em várias partes do mundo. Porém ela teve força para atrair não só pequenos grupos de gente de bem, capacitada para pensar, idealistas, como também, principalmente, em maior quantidade, contingentes compostos pela pior escória da sociedade, que aí enxergaram a chance de subir na vida, independentemente da origem “ética” dos valores a serem conquistados na nova ordem.. Aproveitaram o fato de que não poderia haver bandeira mais “simpática” e atrativa de multidões que essa., qual seja, ”repartir a riqueza”, tirando dos que têm mais para entregar aos que têm menos.
Daí se explica a fortuna acumulada por tiranos da doutrina comunista em todo o mundo, que anteriormente estavam nas categorias dos que “tinham menos”.
Especialmente na América Latina e Caribe, ao redor da bandeira fincada por Marx, reuniu-se a escória das escórias da política. Após tomarem o poder nos respectivos países, enganando suas populações, fundaram uma entidade para abrigar esses governos depravados, alinhados à esquerda e ao socialismo na região, qual seja, o Foro San Pablo, fundado por Fidel Castro e Lula em 1990. .
Portanto o Foro de São Paulo não é uma entidade política plurinacional de esquerda, nem socialista, como consta na sua ata de fundação. É uma entidade criminosa que abriga tiranos, tiranetes e ladrões de toda espécie. Seu objetivo não é a ascenção social das classes mais baixas, embora seja este o discurso, porém a “ascenção social” de novas camadas privilegiadas em volta dos respectivos poderes, destronando os atuais ocupantes da classe dominante para tomar os seus lugares.
Prudente é salientar que a desonestidade nunca fez parte da ideologia comunista. Mas por toda essa ladroeira que está acontecendo, especialmente no Brasil, quem acaba “pagando-o-pato” é o comunismo que nada tem a ver com a obra desses falsários, desses estelionatários de ideologias. 
Mas de modo especial os militares do Brasil, avessos ao socialismo, têm essa errônea concepção. E disso se aproveitam os safados da “direita”, ditos de “oposição”, que não querem mais, nem menos, que ocupar o lugar dos atuais mandantes da política. Apesar disso, não são nada melhores que eles. Só estão do outro lado. Talvez no passado não tiveram tanta “competência” na arte de roubar do erário público. O perigo é que agora eles devem ter aprendido as novas técnicas de roubar, aperfeiçoadas durante o período de três mandatos consecutivos do PT e dos seus cúmplices. Nesse período chegou-se à mais alta sofisticação e refinamento na arte de desviar dinheiro público.
Em vista do exposto, o comunista ou socialista de verdade, aquele que tem sólido conhecimentos da doutrina, e com ela está afinado, não só não deve dar apoio a essa gente que está pronta para dar o golpe pseudocomunista, como também rezar, e rezar muito, para que isso não aconteça, porque se isso acontecer, certamente será o enterro definitivo do comunismo no mundo. Seria o “tiro de misericórdia” no modelo. O comunismo morreria com e no Brasil. Estabelecer-se-ia a total desmoralização dessa doutrina, já em estado terminal, corrompida que foi na sua execução.
Bem pensado, o comunismo teria muito a dar ao mundo, tanto quanto o capitalismo. Ressalte-se que não estou pensando no “comunismo” descaracterizado que tentam aplicar no Brasil. Cada ideoilogia tem as suas virtudes. Mas nenhum delas reconhece nada de virtude na outra. São “inimigas” mortais. Mas não há nenhuma razão para isso. O “Social Capitalismo”poderia colher o que cada um desses modelos tem de positivo e fundí-los numa nova ordem, abandonando todos os pontos que a experiência acumulada até agora recomendaria. Trabalhadores e empresários seriam parceiros, sócios na produção. Acabaria a compra e venda do trabalho e mesmo a “mais-valia”, que motivou tantas guerras ideológicas através dos tempos.
O que fazer então ? Quais as alternativas que se teria, num primeiro momento ?
Para quem acredita que a constituição está acima de tudo, seria preciso buscar, o IMPEACHMENT (impedimento) da Presidenta, ou a INTERVENÇÃO MILITAR prevista no art.142 da Constituição. O impeachment seria uma medida decretada pelo Congresso Nacional, perfeitamente dentro das faculdades constitucionais. Mas na prática seria trocar bosta por merda . Quem tomaria o lugar da Presidenta expulsa seria outra facção da mesma quadrilha, que talvez acabasse com o risco da ameaça comunista na forma entendida, mas nunca com a ladroeira, que é o maior dos problemas. Haveria só troca de ladrões.
Não consigo me posicionar no sentido de julgar o que seria PIOR. Seria a consumação no Brasil das propostas do Foro de São Paulo (esquerda, socialismo, etc), ou a aplicação do impeachment, tirando a Presidenta Dilma e colocando no seu lugar, como prevê a Constituição, o “vice”, Michel Temer? O que seria pior? Não estaríamos frente à situação de “se ficar o bicho pega e se correr o bicho come?”, como está na letra da música “Homem com H” ?
Restaria,ainda dentro da constitucionalidade, exigida pelos “crentes” da legalidade incondicional (onde eu não me enquadraria), a alternativa da INTERVENÇÃO MILITAR. Parece a melhor, a mais coerente. No mínimo, a “menos pior”.
Mas essa intervenção teria que ser provisória, somente pelo tempo necessário para limpar o país desse poder político sujo e estabelecer os princípios de uma nova ordem constitucional que primasse pela decência no ordenamento jurídico, político, social e econômico. Num “estalar-de-dedos”, certamente centenas ou até milhares de brasileiros, devidamente capacitados e honrados aceitariam expontaneamente essa missão de discutir entre eles e com a sociedade, as medidas mais acertadas para colocar o Brasil no melhor caminho. Mas esses, num primeiro momento, não poderiam sair das “urnas”, uma vez que essas, em grande parte,” abortam “o que há de pior na sociedade, na roda viva da OCLOCRACIA, que é a democracia na forma deturpada, degenerada, corrompida, e que tem conduzido o país nos períodos “ditos” de “normalidade”, no chamado ESTADO-DE-DIREITO, mas que na verdade correspondem ao contrário, ao ESTADO DE ANTIDIREITO, por estarem todas as fontes do direito contaminadas por vícios que anulariam qualquer modelo de estado-de-direito.

Sérgio Alves de Oliveira - Sociólogo e Advogado Gaúcho