MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

MANIFESTO SOBRE A COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE


REPASSANDO E PARABENIZANDO OS COMPANHEIROS DA FAB PELA INICIATIVA. RP.


Prezado Rocha Paiva
Tanto foi comentado sobre a tal Comissão da Verdade que me parecia não haver nada mais a dizer.
Contudo, o relatório final apresentado, com pompa e circunstância no Planalto, trouxe inferências como se fossem fatos concretos, além de desconsiderar toda a conjuntura em que ocorreram os fatos.
Lançou os nomes de figuras como Castelo, Eduardo Gomes e outros, classificando-os de torturadores, sem que os comandos das FFAA se manifestassem, o que, em minha opinião, ultrapassou todos os limites.
Portanto, escrevi um texto que enviei ao site da minha turma de EPCAR. Surgiu a idéia de permitir adesões e algumas modificações no texto original.
Levamos algum tempo até chegarmos a esse texto que lhe transmito para conhecimento e divulgação, se assim julgar pertinente.
Comunico que o texto foi enviado para alguns jornais e redes sociais na data de hoje pelos demais assinantes.
Abraço
Marcelo Hecksher

PS: Viva o EB com o seu novo Comandante


MANIFESTO SOBRE A COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE



Para conhecimento do povo brasileiro



“Se a verdade é dura, vamos enfrentá-la; se o rumo é outro, vamos mudar a proa, sem medos, sem sofismas, acima dos nomes e das ambições, pois não existe compromisso maior senão com a Pátria”. Ten.-Brig.-Do-Ar Délio Jardim de Matos - Ministro da Aeronáutica



Recentemente, foi divulgado o Relatório Final da Comissão Nacional da Verdade, cujo objetivo foi nitidamente tentar reescrever a História com base no viés ideológico dos seus componentes, vários deles ativistas radicais de esquerda, que deveriam, pela própria finalidade estabelecida na legislação que instituiu a comissão, ter tido suas ações do passado também investigadas.

Era de se esperar que uma comissão formada em sua maioria por militantes da esquerda radical, com linha de ação previamente traçada, viesse a se desviar dos objetivos que foram estabelecidos pela legislação que a criou. A busca da verdade histórica de um período no qual se bateram uma força legal e outra – organizada à margem da lei – em conflito armado no contexto de uma guerra revolucionária, investigando apenas os atos praticados por um dos lados, não poderia alcançar resultados válidos, porque incompletos. A parcialidade dos integrantes da comissão se tornou patente desde o início de seus trabalhos, quando se decidiu investigar somente a ação dos agentes do Estado, omitindo-se completamente com relação aos atos criminosos praticados pela força insurgente, e realizando ataque sistemático às Forças Armadas.

Com o beneplácito do governo federal e sem limite orçamentário, foram concedidas generosas indenizações a militantes e familiares da facção não investigada. Gastou-se valor considerável na investigação de casos midiáticos e sem razoável expectativa de resultado prático, como a exumação do cadáver de João Goulart e a reabertura de investigações acerca da teoria da conspiração que supostamente teria causado a morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek.

Mas, nada, absolutamente, nada, se investigou ou se disse a respeito dos crimes cometidos por guerrilheiros e terroristas cuja motivação era a implantação de ditadura comunista no país. Não foram suas vítimas ou seus familiares indenizados, nem mesmo mencionados pela comissão.

Enquanto o relatório final dos trabalhos – enaltecendo um dos lados e acusando o outro – foi divulgado, pais, irmãos, esposas e filhos choravam no recôndito de seus lares pela dor da perda de seus entes queridos, sequer lembrados naquele ato, que foram vitimados pela ação insana de guerrilheiros e terroristas.

O relatório trouxe tamanha ofensa a personalidades credoras do respeito nacional e cultuadas no seio das Forças Armadas pelos inestimáveis serviços prestados ao país – e que não têm ao menos o legítimo direito de defesa, por já haverem falecido – que não é mais possível conter a indignação. Na Aeronáutica Brasileira, pessoas destacadas de sua História foram acusadas injusta e genericamente de torturadores, dentre elas o Marechal-do-Ar Eduardo Gomes, Patrono da Força Aérea Brasileira, e o Tenente-Brigadeiro-do-Ar Nélson Freire Lavanére-Wanderley, Patrono do Correio Aéreo Nacional, apenas para citar dois grandes e respeitados chefes que se tornaram alvos de acusações sem fundamento algum por parte da comissão.

É certo que a História vai julgar os integrantes da dita Comissão da Verdade e o seu relatório, pela maneira direcionada e parcial com que conduziram suas ações, bem assim, pelo enfoque distorcido do trabalho que realizaram. Mas o momento histórico precisa ser marcado pela repulsa de quem dedicou sua vida ao engrandecimento da Força Aérea Brasileira e se orgulha de comandantes probos e ilustres, que se tornaram paradigmas para gerações que os sucederam.

Oficiais da Força Aérea Brasileira da turma formada no primeiro semestre de 1970, bem como oficiais de outras Forças e civis que dela fizeram parte no início de suas carreiras, lançam este manifesto de desagravo aos seus antigos chefes, ora ofendidos, e se unem, fraternalmente e com espírito de lealdade, às famílias dos insignes integrantes das Forças Armadas – Marinha, Exército e Aeronáutica – atingidos por tais injustas e levianas acusações.

Brasil, 08 de Janeiro de 2.015. 



São signatários deste manifesto:



Adilson Marques da CUNHA - Cel.

Alberto de Paiva CÔRTES - Cel.

Antônio Hugo Pereira CHAVES - Maj. Brig.

Antônio Milton BRAGA - Cel.

Antônio Pinheiro Pinto SOBRINHO - Cel.

Carlos Roberto PAES TEIXEIRA - Maj.

Celso de Freitas GERVAZONI - Cel.

Cesar Augusto de Oliveira PENNA - Cel.

Cláudio GONZALEZ - CMG.

Cláudio Moacir Pereira FACCIN - Cel.

Emílio Fernando DRUMMOND - Brig.

EURO BRASÍLICO Vieira Magalhães - Ten. Cel.

Fernando Lopes WIEDEMANN - Cel.

Fernando Moura CORREIA - Cel.

FERNANDO D’Oliveira - Cel.

Francisco Neves SENA - Cel. Bo. RJ

GROMORI Vasconcellos da Andrade - Brig.

Heitor Zorron Cavalcante – Cel.

Humberto de MELLO Rocha - Cel.

Hugo Rolando ARANA Pessoa - Empresário R/Com.

Jairo de LARA Filho - Civil

JOÃO BATISTA dos Santos - Cel. PM SP

Joaquim de Pinho UCHÔA – Ten. Cel.

Jorge Fernando de Oliveira MENDES – Cel.

José CARLOS SANTOS - Brig.

JOSÉ LUIZ Moreira - Cel.

José Maria dos SANTOS - Brig.

José Paulo Beleza SERPA - Cel.

José Roberto Macedo BARBA - Cel.

Júlio Cesar de Oliveira LOPES - Cel.

JÚPITER Sérgio Marândola - Cel.

Lúcio Ricardo Mayer HUBER - Cel.

Luiz Carlos BARRETO - Cel.

Luiz Carlos dos Santos MIGON - Cel.

Luiz Nogueira GALETTO - Cel.

Marcelo HECKSHER - Cel.

Marcio Edelson SIMÕES - Cel.

MARCO Aparecido dos Santos - Ten. Cel.

Marcus Lopes BITTENCOURT - Cel.

Mario Hélio da Silva GONDIM - Cel.

Miguel LUCARELLI Neto - Ten. Cel.

MIGUEL Sampaio Passos Júnior - Ten. Cel.

NELSON Jardelino de Lima - Cel.

Oswaldo RUNHA Filho - Economista.

Paulo Afonso BOLZAN - Civil

PAULO CEZAR Conceição - Cel.

Paulo de Tarso Magalhães GUERRA - Cel.

Paulo Farias de CASTRO - Cel.

PAULO FERNANDES da Silva - Cel.

Paulo Roberto Bettega BERGO - Ten. Cel.

Paulo Roberto de Mello SANTORO - Cel.

Paulo Roberto LOBATO - Cel.

Paulo Roberto Moreira GOULART - Cel. Bo. RJ

Raimundo GARRIDO da Nóbrega Júnior - Cel.

Roberto Geraldo Pimenta RIBEIRO – Maj. Brig.

Ronaldo Varela CORRÊA - Eng.

Rui Alves de ARAÚJO - Cel.

Sérgio Araújo GARABINI - Cel.

Tito Lívio Gomes Osorio – Cel.

Teomar Fonseca QUÍRICO - Brig.

Valter CARROCINO Filho - Brig.

Washington AMORIM - Cel. 

Obs.: Também assino embaixo: Félix MAIER - Cap Refm do Exército Brasileiro