MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

EU NÃO SOU "CHARLIE"

EU NÃO SOU "CHARLIE" 

por Padre Roger Luis

Preciso incentivar você que é católico a duas atitudes importantes diante dos acontecimentos recentes na França.


A primeira é a de orar pelas vítimas do terrorismo na França e em todos os lugares onde isso tem acontecido, nada justifica esse tipo de atitude.

 
Meditando nesses dias sobre o que aconteceu no Jornal "Charlie Hebdo", é lamentável e precisa ser repudiado. Contudo, não se pode colocar a culpa em religião, se loucos fundamentalistas fizeram uma barbárie dessas. 

 
É bem conhecido os ataques ao Islamismo, ao Judaísmo e ao Cristianismo e à Igreja.

 
São gritantes as charges desse jornal (coloquei uma das menos pesadas na foto deste post, pois tenho vergonha das outras) denegrindo a nossa religião e à Igreja e nem por isso a nossa reação é de violência, pelo contrário, tem que ser de misericórdia e oração por aqueles que satirizam o sagrado. Eis o que o Senhor nos ensinou: "Eu,porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus; porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos". (Mt 5,44-45).

 
A segunda coisa é a de que se os católicos conhecessem as charges feitas pelo Charlie Hebdo nunca iriam aderir ao que o mundo tem proposto: Je suis Charlie (nós somos todos Charlie). Sou a favor da liberdade de expressão, que me dá também a liberdade de dizer que EU NÃO SOU "CHARLIE". 


Esteja atento à manipulação midiática, eles têm um objetivo. Oremos e nos sensibilizemos com as vítimas e suas famílias, mais não sejamos cúmplices de um jornal que ofende a Cristo e a Igreja. Je suis catholiques (somos todos católicos).




Obs.: A liberdade de imprensa deveria terminar onde começa o Código Penal. Deveria haver um meio termo entre a covardia explícita da BBC ("Zombaremos de Jesus, mas não de Maomé") e a valentia suicida do Charlie Hebdo e seus 12 "mártires". O mais é nonsense, anarquismo puro, putaria total (F. Maier).