MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

A cabeça de Cícero, por Prof. Sérgio Colle

A cabeça de Cícero.
 
Caros amigos
Uma cronica simplesmente sensacional, escrita pelo Prof Colle.
Para quem gosta de historia sugiro a leitura.
Excelente trabalho.
 
 
 
Artigo de Sérgio Colle.
 
Prezados colegas, estudantes, amigos e outros.
 
É praticamente uma constante nos discursos filosóficos a crença de que os
humanos planejam melhor seu futuro quando têm conhecimento de sua história.
No Brasil, em consequência da degradação do ensino em todos os níveis, o
ensino de história passou a ter um papel secundário, cedendo lugar ao
discurso ideológico, mais ainda nas escolas de ensino médio.
Aquele que não conhece a história política de Roma pode bem surpreender-se
com o pernicioso costume de compra de votos, de ​deputados e senadores, com
recursos públicos (no caso de Roma, com dinheiro do saque dos tesouros dos
países derrotados). Entretanto, quem bem conhece a história daquele tempo,
muito bem sabe que os hábitos dos políticos de hoje são, em menor ou maior
grau, os mesmos dos políticos daquele tempo e, *quanto maior a impunidade,
mais os hábitos de rapina se repetem.*
Hoje é um dia especial para a história do Brasil, pelo fato de o jurista
Marcio Thomaz Bastos ter deixado este mundo.
O Brasil perdeu um jurista, mas a nação brasileira foi recompensada, até
porque foi subtraído de nosso meio um habilidoso e dedicado advogado dos
corruptos.
Como ministro da justiça do governo Lula ele deixou pouco para que fosse
lembrado e porque não dizer, preservou fielmente a tradição das masmorras
medievais em que se transformaram os presídios deste degenerado país.
Nos últimos tempos, articulava-se ele com um formidável esquadrão de
juristas, na tentativa de criar armadilhas jurídicas para desqualificar o
Meritíssimo Juiz Moro, responsável pelo processo de investigação em curso
na PETROBRAS.
É dispensável aqui detalhar os milionários honorários que esse jurista
recebeu para defender os criminosos do mensalão. Não faltou esforço para
que o mais nobre dos juristas do STF, o Meritíssimo Juiz Supremo Joaquim
Barbosa fosse colocado na defensiva, constrangido e porque não dizer, no
horizonte da desmoralização púbica, com o único fito de reduzir-se a
gravidade dos crimes daqueles bandidos petistas e porque não dizer,
inocentá-los.
A Ordem dos Advogados do Brasil em coro canta loas ao jurista morto. Nada
estranho numa organização que é o exemplo lapidar do corporativismo no
Brasil.
Essa organização não faz qualquer menção referente a estatura ética de
Bastos que a meu ver, merece detida análise, afim de que se estabeleça os
limites além dos quais um homem deixa de ser jurista para ser mercenário.
Os populistas, invariavelmente corrompem a justiça dos países, mais atuando
para mudar as regras do poder e prolongar-se no governo e menos para
beneficiar a nação na busca da prosperidade através do trabalho honesto.
Não faltaram cabeças brilhantes na história  a bajular chefes de estado
populistas, vagabundos e assemelhados.
Relembro que Pablo Neruda fez um poema a Stalin e que Pablo Picasso
idolatrava esse monstro.
Também não faltaram bajuladores e oportunistas a cercar Lula e Dilma, a
exemplo do louvado arquiteto comunista Oscar Niemayer (cognominado
jocosamente de Mago do Concreto Alheio e conhecido no exterior nos últimos
lugares da fila dos cem melhores).
Marcio Thomaz Bastos era uma sombra ao redor dos poderosos, sempre pronto
para defendê-los, em nome do exercício do direito. Entretanto, poderemos
dizer que ele mais brilhou perante o povo brasileiro esclarecido,
precisamente quando defendeu bandidos corruptos e ladravazes do dinheiro
público.
Tais homens tornam-se célebres e poderosos. A história nos mostra que a
escalada de poder desses homens somente pode ser interrompida através de
processos revolucionários.
O regime militar de 64 justificado historicamente para defender o Brasil
contra os traidores comunistas é um exemplo. Nesses regimes, julga-se o
homem por sua importância política e executa-se o mesmo por sua culpa
política.
Foi precisamente o caso do célebre jurista romano Cícero que, em
retribuição a seus serviços jurídicos aos poderosos, recebeu dos senadores
romanos à época de Júlio César, nada menos que dezenove vilas. A história
romana registra que o Palácio dele em Roma somente era superado em luxo e
dimensão pelo palácio de Mecenas.
A decadência romana nos lembra muito bem a podridão reinante na política
brasileira de hoje, quando ao povo se dá a impressão de que o bem público
foi a leilão.
A nação romana daquele tempo clamava por um salvador, enquanto que Virgílio
proclamava brilhantemente em sua obra literária a vinda do mesmo, puro,
justiceiro e nobre. Pois bem, o salvador aconteceu no nome de Caio Otávio,
o filho adotivo do assassinado Júlio César. Sua administração foi tão
brilhante que ele foi cognominado de Augusto.
Cícero, acostumado a corrupção reinante, usou de seu sinete e sua
habilidade oratória para desmoralizar Augusto, em defesa da casta podre de
senadores que o fez milionário. Tudo ele fazia em nome da república,
enquanto enriquecia.
A história nos conta que nas proscrições (ajuste de contas com os
conspiradores de Júlio César) Cícero foi enquadrado como traidor e, sem
mercê, decapitado. Suas mãos foram pregadas na porta principal do Foro
Romano e lá permaneceram por seis meses, apodrecidas.
Voltando ao jurista brasileiro morto, se existe algum consolo para a nação
brasileira, é que dela foi subtraído um defensor de corruptos milionários
próximos ao poder.
 
Para a Academia de que faço parte, na qual se julga o homem por seus
méritos intrínsecos à luz das referências mundiais do conhecimento, esse
homem não fará falta alguma, mesmo porque nas melhores escolas de direito
do mundo ele é considerado um ilustre desconhecido.
 
Podem nos subtrair a liberdade, mas jamais subtrairão nossos sonhos. Esse
não era o fim que eu desejava ao Sr. Thomaz Bastos. Para ele, na minha
ótica de história, eu mais desejaria o final destinado a Cícero.
 
Saudações universitárias,
 
Prof. Colle

Carta do médico Humberto de Luna Freire Filho a vários jornais e revistas: A COVARDE E COMPROMETIDA OPOSIÇÃO

Para:
Assunto: A COVARDE E COMPROMETIDA OPOSIÇÃO

ENVIADO A VÁRIOS JORNAIS E REVISTAS

Quem tem medo de Luiz Inácio Lula da Silva? Que tem medo de Gilberto Carvalho? Quem tem medo de dona Dilma? Quem tem medo do Partido dos Trabalhadores? Onde está esse bando de ratos e covardes, com raras exceções, que se diz oposição? Estariam montados e usando os 51 milhões de votos para melhor negociarem nos podres porões do Congresso Nacional  os seus interesses juntos aos do Executivo? Onde está a imprensa brasileira que nada vê da podridão reinante e publica só o que interessa a esse governo corrupto? Tem medo de perder o patrocínio superfaturado do governo, pago com meus impostos? Tem medo de perder as concessões? Onde fica a dignidade de tantos jornalistas que se omitem, deixando de exercer sua verdadeira função: a de informar? Onde estão as FFAA que deixam que essa megaquadrilha pise na nossa constituição e tente de todas as maneiras destruir o país? Onde estão nossas FFAA que permitiram que apagassem nossa fronteiras Norte, (Raposa Serra do Sol) e ainda se deixam comandar por um nanico físico e moral que após desmoralizar e destruir o nosso respeitado internacionalmente, Itamaraty, ainda tornou-se Ministro da Defesa?  A sociedade brasileira precisa ver o que está acontecendo à nossa volta. Uma Venezuela despedaçada, uma Argentina caindo aos pedaços, além de um um chiqueiro chamado Cuba, comandada há 50 anos por uma múmia que tornou-se o gurú desses imbecis que nos governam. Que essas ditaduras nos sirvam de exemplo. Está na hora, antes que seja tarde, de uma atitude de coragem por parte dos patriotas. Não daqueles patriotas de estádios de futebol, não daqueles que enxugam o suor do focinho com a bandeira nacional, e sim dos verdadeiro patriotas, dos filhos e netos de pracinhas da FEB, onde me incluo. Daqueles que trabalham e pagam seus impostos. Acompanho política, mas nunca vi, nem poderia imaginar que um dia veria, um semi analfabeto, um mau caráter, um desqualificado, um mentiroso e covarde, um indivíduo sem o menor escrúpulo, que nunca assume nada do que faz, governando o meu país por oito anos e com poder de agregar e comandar tanta gente podre ao seu redor, além de formar verdadeiras quadrilhas para substitui-lo e dar sequência a essa roubalheira generalizada e incontestável que hoje presenciamos. Em uma país sério esse crápula iria apodrecer na cadeia. O Brasil merecia coisa melhor.

Humberto de Luna Freire Filho, médico

Assistente de ginecologista

OPORTUNIDADE DE EMPREGO

Um desempregado comparece ao SINE de Porto Alegre para ver se havia algum emprego para ele.

Chegando lá, viu um cartaz escrito 'Precisa-se de assistente de ginecologista' . Ele foi ao balcão e perguntou pelo trabalho.

-Pode me dar mais detalhes?

E o funcionário:

-Sim senhor. O trabalho consiste em aprontar as pacientes para o exame. Você deve ajudá-las a se despir e cuidadosamente lavar suas partes genitais. Depois você faz a depilação dos pelos púbicos com creme de barbear e uma gilete novinha, esfrega gentilmente óleo de amêndoas doces, de forma a que elas estejam prontas para o ginecologista. O salário mensal é de 4.500,00 com carteira assinada e demais benefícios, mas você deve ir até Uruguaiana.

-Nossa!!! São 700km daqui de Porto Alegre, é lá o emprego?

-Não, é lá que tá o fim da fila...

O repórter policial e o "dimenor infrator"

Infelizmente, hoje, os jovens podem votar, e outras coisas, mas não podem trabalhar!!!
​ 
A impunidade e o sistema os fazem criminosos cada vez mais cedo!!!
Alison Maia - Repórter Policial

ACONTECEU COMIGO HOJE!
 
Olá amigos, hoje aconteceu algo com um adolescente infrator que me deixou sem ação e reação diante dele! Estava eu na delegacia fazendo mais uma cobertura de noticias policiais quando me deparei com um adolescente de 14 anos sentando esperando para ser autuado por porte de arma de fogo. Olhei para ele e pensei, mais um moleque que não fica preso, então nem vou perder meu tempo, mas enquanto aguardava uma outra ocorrência que estava a caminho da delegacia me aproximei dele e como as vezes faço comecei a dar conselhos para ele, "sai dessa vida rapaz, você vai morrer, a vida das drogas e do crime não compensa." Foi quando ele que até então estava calado olhou bem pra mim e disse: "Seu Alison, esse papo do senhor eu já cansei de ouvir, estou armado porque vendo droga, ganho muito fazendo isso, mas eu antes trabalhava numa oficina e sabe o que fizeram, denunciaram o dono da oficina porque eu estava trabalhando lá, ele me pagava legal, eu tinha minhas coisas, meu tênis, tinha tudo... Ele teve que me mandar embora e quase foi preso, acho que ele esta até hoje indo na justiça. Depois eu fui trabalhar na feira da Avenida Antonio Sanches, trabalhei 07 meses e sabe o que aconteceu lá? A mesma coisa que na oficina, tive que sair. Não sei quem é meu pai; e minha mãe é uma coitada,e eu tentei seu Alison,       trabalhar honestamente, trabalhava e estudava direito, mas não deixaram e achei no tráfico o sustento meu e da minha casa, então seu Alison, guarda seus conselhos para esses safados que vocês votam e acham que menor não pode trabalhar, mas pode roubar, matar e traficar, entrei nessa vida porque quero um tênis não posso, quero um sanduíche no Bobs não posso, quero ir no cinema não posso, então já que não posso trabalhar como gente, vou traficar, pelo menos assim tenho dinheiro ." Disse um garoto inteligente de 14 anos estragado pelo sistema. Logo chamaram ele e não pudemos continuar conversando... Fiquei mudo e sai calado, pois sabia que havia vítimas do sistema, mas foi um garoto de 14 anos que me mostrou o quanto nós, com nossas escolhas politicas, estamos acabando com a juventude. Por causa dessas quadrilhas que colocamos e ainda mantemos no poder é que jovens estão matando, roubando e traficando... Ele disse: "Não posso trabalhar, mas posso roubar, traficar e matar!" Esse é o futuro que estamos construindo neste país! Senhores eleitores, leiam isto e envergonhem -se do Brasil que vocês estão deixando para essa juventude!
Alison Maia - Repórter Policial

Qualquer semelhança com a Bolsa Família é pura coincidência...

Qualquer semelhança com a Bolsa Família é pura coincidência...

 Um somali chega em Berlim, Alemanha, como um imigrante.
Ele se dirige à primeira pessoa que vê andando na rua e diz:
- “Obrigado Sr. Alemão por me deixar ficar neste país, dando-me casa, dinheiro para comida, assistência médica grátis, educação grátis e nenhum imposto!”
A pessoa responde:

- “Você está enganado, eu sou afegão!”
O somali segue pela rua e encontra outro passante:
- “Obrigado por ter tão maravilhoso país aqui na Alemanha!”
O passante diz:

- “Eu não sou alemão, sou iraquiano!”
O recém chegado continua andando e a próxima pessoa que ele vê ele para, estende a mão e diz:
- “Obrigado pela maravilhosa Alemanha!”
A pessoa aperta a mão dele e diz:
- “Eu sou do Paquistão, eu não sou da Alemanha!”
Finalmente ele vê uma simpática senhora e pergunta:
- “A senhora é alemã?”
Ela diz:

- “Não, sou da Índia!”
Confuso, ele lhe pergunta:
- “Mas onde estão todos os alemães?”
A indiana olha para seu relógio e diz:
 - ”Provavelmente, trabalhando...”

Vocês conhecem aquela história do cara que batia carteiras no naufrágio do Titanic?

Não basta o vexame nacional e internacional com a BR e o PT, sedento de dinheiro, já está partindo para outra. 
OJBR 

Vocês conhecem aquela história do cara que batia carteiras no naufrágio do Titanic?

Caros Últimos da Rua da Fonte e outros amigos:
O petê tem duas obsessões conjugadas: roubo e subversão.
Se apenas roubasse, seria o mal menor.
Mas combina roubo com ideologia, e essa mistura multiplica o prejuízo.
Vejam o caso abaixo.
No meio da maior crise de sua história, com seus dirigentes presos, investigados ou condenados, o petê, em vez de recuar, ou de disfarçar, faz o contrário: parte para novas roubalheiras.
Dessa vez, a coisa envolve a Eletrobrás e a Nicarágua, governada pelo subcomunista Daniel Ortega.
Mas é bom que os envolvidos no rolo se cuidem.
A Eletrobrás é negociada em Wall Street com o símbolo EBR. Portanto, está sujeita à fiscalização da Securities Exchange Commission, a mesma repartição que está iniciando ação penal contra os dirigentes da Petrobrás.
Em janeiro de 2010 o papel da Eletrobrás era negociado a US$ 24 em Nova Iorque.
De repente, em 1o. de fevereiro, despencou para US$ 13.
Motivo: Dilmão, aceitando o palpite do Skaff, baixou um pacote que arruinava as geradoras e distribuidoras, no intuito de cortar as tarifas de energia sem mexer nos impostos que sobre elas incidem.
De lá para cá, as cotações da Eletrobrás continuaram a cair.
Hoje, é negociada a pouco mais de US$ 2 por ação. Ou seja: desvalorizou-se 1.000% em quatro anos.
Apesar de tudo, seus diretores não largam o osso, e partem para outra bandalheira.
Um dia me contaram a história dum cara que aproveitava o naufrágio do Titanic para furtar carteiras dos passageiros em pânico, não obstante o fato de que iria morrer junto com eles em poucos minutos.
Eu não acreditei.
Mas hoje acredito. Não há limite.
Um abraço
AC Portinari Greggio
São Paulo, SP


25/11/2014 - 05:00

Eletrobras investe na Nicarágua

VALOR ONLINE
Por Rodrigo Polito, Cláudia Schüffner e Guilherme Serodio
Um grupo de acionistas minoritários da Eletrobras questiona a aprovação pelo conselho de administração da empresa de um aporte de US$ 100 milhões para a construção de uma hidrelétrica na Nicarágua, no momento em que a empresa reporta prejuízo de R$ 2,7 bilhões no terceiro trimestre e admite que poderá não pagar dividendos em 2014. O empreendimento é tocado pela Centrales Hidroeléctricas de Nicaragua (CHN), empresa criada pela Eletrobras e a Queiroz Galvão, construtora que teve dois de seus executivos presos por pagamento de suborno à Petrobras pelos investigadores da operação "Lava-Jato". O presidente da CHN é Marcelo Paes Fernandez Conde, filho de Luiz Paulo Conde, que presidiu Furnas, subsidiária da Eletrobras, entre 2007 e 2008.
A indicação de Conde, ex-prefeito do Rio de Janeiro, para Furnas foi atribuída ao deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), depois que o parlamentar venceu queda de braço com o governo, em que a moeda de troca foi a prorrogação da Contribuição Provisória para Movimentações Financeiras (CPMF). Presidindo a estatal, Conde tentou mudar o comando da Fundação Real Grandeza, fundo de pensão dos funcionários de Furnas. Mas foi seu sucessor, Carlos Nadalutti Filho, quem conseguiu destituir o diretor de investimentos e o presidente da fundação.
Na última semana, o investidor Roberto de Moura Campos, minoritário da Eletrobras, questionou oficialmente o diretor Financeiro e de Relações com Investidores (RI) da Eletrobras, Armando Casado, pela aprovação, pelo conselho da estatal, do aporte imediato de US$ 100 milhões para a construção de projetos com a CHN, entre eles a usina de Tumarín.
O aporte será para o início de implantação da usina, que terá custo de US$ 1,1 bilhão e 253 megawatts (MW) de capacidade. O aporte foi aprovado no mesmo dia em que dois executivos ligados à Queiroz Galvão foram presos pela Polícia Federal, na "Lava-Jato".
"Após sucessivos prejuízos bilionários da Eletrobras, causa perplexidade a decisão do conselho de administração de realizar investimento na hidroelétrica de Tumarín. Tem-se a impressão de que a administração está completamente alheia aos sérios problemas internos da empresa e toma decisão de caráter político, que nada tem a ver com os reais interesses da empresa", afirmou Campos, na carta enviada ao diretor da Eletrobras.
Ex-conselheiro e ainda suplente do conselho fiscal da Eletrobras, Marcelo Gasparino ficou espantado com a decisão de investimento na Nicarágua. Ele lembrou que a empresa precisou, em julho, de empréstimo R$ 6,5 bilhões do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal para cumprir seu plano de negócios e calcula que serão necessários outros R$ 3,5 bilhões.

A INTENTONA COMUNISTA DE 1935 EM POUCAS PALAVRAS, por Luiz Ernani Caminha Giorgis - coronel do Exército

A INTENTONA COMUNISTA DE 1935 EM POUCAS PALAVRAS

 Luiz Ernani Caminha Giorgis(*)

            Em 1908 surge, no Rio de Janeiro, a Confederação Operária Brasileira (COB), inspirada em Karl Marx e Friedrich Engels. Seu órgão oficial é o jornal “A Voz do Trabalhador”, que adota uma linha grevista-reivindicatória e contrária ao Serviço Militar.
            Com a Revolução Comunista na Rússia em 1917 a COB ganha força e passa a atacar acintosamente o Governo Federal.
            Em 1922, é organizado o Partido Comunista Brasileiro (PCB), no Rio de Janeiro, negando o sentimento de Pátria e manifestando a tomada do poder pela força. O PCB lança o jornal “O Movimento Comunista” e em seguida o “A Classe Operária”. Em seguida, surgem no cenário duas novas organizações, a Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT) e a Federação Sindical, ambas nitidamente subversivas. A agitação reinante faz o Presidente Arthur Bernardes decretar o Estado de Sítio, somente suspenso em 1927, já com Washington Luís. No mesmo ano o Congresso aprova lei colocando o PCB na ilegalidade. O movimento comunista passa a ser clandestino. Em um congresso, o Partido escolhe Luís Carlos Prestes para líder que, convidado, aceita. Prestes era conhecido nacionalmente pela participação na Coluna de Miguel Costa (movimento tenentista).
            Em 1931, Luís Carlos Prestes segue para a União Soviética, onde faz cursos de liderança comunista. No regresso, assume a direção do Partido. As atividades comunistas ganham incremento. Em 1934, surge a Aliança Nacional Libertadora (ANL), nova organização comunista, melhor estruturada. A ALN será o dínamo da Intentona e Prestes é o Presidente.
            Neste contexto, o deputado Carlos Lacerda lê em plenário um manifesto de ataque ao governo, combatendo o imperialismo e o latifúndio. O manifesto favorece os comunistas.
            Em 1935, chega ao Brasil o agente do Komintern Artur Ewert, para auxiliar na articulação do movimento. A propaganda comunista chega aos quartéis, através de elementos doutrinados por Prestes e por Agildo Barata, entre outros. O assalto comunista torna-se iminente.
            A 23 de novembro inicia-se o levante em Natal, estendendo-se ao Recife em 24 e ao Rio a 27. Na Capital Federal, irrompe no 3º RI (Praia Vermelha) e na Escola de Aviação (Campo dos Afonsos). No 21º BC em Natal, às 1930 h de 23Nov (sábado), dois sargentos, dois cabos e dois soldados prenderam o Oficial de Dia (Ten Abel) e abriram o quartel para os demais revoltosos. Muitos eram remanescentes da recém extinta Guarda Civil. O armamento e a munição foram retirados das reservas e paióis. Armados, os revoltosos atacaram o quartel da Polícia Civil que, depois de 19 horas de resistência, rendeu-se. Os comunistas só fugiram com a ação das tropas federais, depois de terem feito vários assassinatos, saques e arrombamentos, ao longo de quatro dias. Presos logo após, responderam processos na justiça.
            Em Recife, quando os militares comunistas souberam dos acontecimentos em Natal, insurgiram-se contra seus comandantes. Em Olinda, no dia 24, civis comandados por um sargento, atacaram a Cadeia Pública, apoderando-se do armamento. A Secretaria da Segurança Pública, bem como o QG da 7ª RM foram também atacados. No CPOR, um sargento matou um oficial e feriu outro, sendo preso em seguida. Os confrontos mais graves ocorreram no 29º BC. Um comandante de Companhia, o Ten Lamartine, colocou sua tropa contra as forças legais, no que foi seguido por outras sub-unidades. Lamartine apossou-se de todo o armamento e suas tropas ocuparam vários pontos do Recife. Com o reforço de tropas das Alagoas e da Paraíba o comandante das forças legais, Ten Cel Afonso de Albuquerque, conseguiu cercar os rebeldes. Resultado: dezenas de mortos, cerca de 100 feridos e 500 rebeldes presos.
            No Rio de Janeiro aconteceram os fatos mais graves, por ser a Capital Federal. Os dois locais de maiores levantes comunistas foram o 3º RI (Praia Vermelha) e a Escola de Aviação (Campo dos Afonsos). No 3º RI, a doutrinação comunista tinha atingido oficiais e graduados, em todas as sub-unidades. Os líderes eram os capitães Álvaro de Souza, Agildo Barata e José Brasil. A unidade estava de prontidão no dia 26 Nov, em função dos acontecimentos no NE. Neste dia, à tarde, o Cap Agildo Barata recebeu ordem de Luís Carlos Prestes para deflagrar o movimento na madrugada de 26/27. O 1º tiro foi disparado às 0200 h, no pátio do Regimento. Em seguida, a Companhia de Metralhadoras foi atacada e reagiu, sob o comando do Cap Álvaro Braga. Depois de muito tiroteio e prisões de oficiais legalistas, os comunistas, ao amanhecer, dominaram o RI, inclusive com a prisão de seu Cmt, Cel Afonso Ferreira.
            A reação legalista, comandada pelo General Eurico Gaspar Dutra, não tardou, tendo a tropa cercado o 3ºRI. Sob ataque de Infantaria e Artilharia, os amotinados não resistiram e renderam-se, por volta de 1300 h do dia 27Nov.
            No Campo dos Afonsos, o ataque rebelde iniciou por volta de 0200 h do mesmo 27Nov, liderado por dois capitães. Dois outros capitães, legalistas, foram assassinados enquanto dormiam. Um outro oficial foi morto após ter sido preso, já desarmado e incapaz de reagir. Os amotinados apossaram-se do armamento e munição e buscaram os hangares, para acionar os aviões, mas as baterias de obuses do Grupo Escola de Artilharia impediram o acesso. No 1º Regimento de Aviação, vizinho à Escola, o Ten Cel Eduardo Gomes comandou a reação com êxito, até a chegada das forças legais. Muitos revoltosos fugiram e 254 foram presos.
            Anos depois, os comunistas da Intentona de 1935 foram anistiados e perdoados pela Sociedade, mas realizaram, em 1964 e 68, novas tentativas.
            O saldo da Intentona Comunista de 1935 foi de mais de 100 mortos, civis e militares, e 500 mutilados e feridos.

(*) O autor é Coronel de Infantaria e EM do EB, Presidente da Academia de História Militar Terrestre do Brasil/RS e Vice do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul.

Ouro de Moscou - de Luís Carlos Prestes a Roberto Freire



Ouro de Moscou 

Félix Maier

Dinheiro remetido pela União Soviética a organizações comunistas e simpatizantes do Brasil, como o PCB e a UNE.

Luis Carlos Prestes era “funcionário” do Komintern, recebia salário regular de Moscou, que prestou apoio financeiro a ele e a outros facínoras para deflagrar a Intentona Comunista de 1935, a exemplo do alemão Arthur Ernest Ewert, Olga Benário, Pavel Stuchevski, Jonny de Graaf e do argentino Rodolfo Ghioldi.

A União Nacional de Estudantes (UNE) também recebeu o “Ouro de Moscou” através da União Internacional de Estudantes (UIE), órgão de fachada do Movimento Comunista Internacional (MCI).

O Senador Roberto Freire foi o último comunista brasileiro a receber contribuição de Moscou, por ocasião de sua campanha eleitoral à Presidência do Brasil, em 1989; quem fez esta declaração foi o ex-diplomata da União Soviética no Brasil, Vladimir Novikov, coronel da KGB, que serviu em Brasília sob a fachada de Adido Cultural junto à Embaixada Soviética, nos anos de 1980.

Para maiores informações sobre o "Ouro de Moscou", leia o livro de William Waack, "Camaradas - Nos arquivos de Moscou - A história secreta da revolução brasileira de 1935, Companhia das Letras, São Paulo, 1993.

Fonte: http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=8472&cat=Ensaios 
 

A INTENTONA COMUNISTA JAMAIS PODERÁ SER ESQUECIDA, por Aluisio Madruga (coronel do Exército e herói da Guerrilha do Araguaia)


Siga Félix Maier no twitter:



 



21/11/13 - LEMBRAI-VOS DE 1935!

A INTENTONA COMUNISTA JAMAIS PODERÁ SER ESQUECIDA

Por Aluisio Madruga

31 DE MARÇO DE 1914 – A CONTRAREVOLUÇÃO DE 1964 ESTARÁ COMPLETANDO 50 ANOS. TEREMOS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS. COMISSÃO DA VERDADE? AQUELA QUE ESTÁ CRIANDO UMA HISTÓRIA MENTIROSA EM PRÓL DOS COMUNISTAS ? EU ESTOU FAZENDO A MINHA PARTE. E VOCÊ? DECIDA PELO BRASIL. 

              Qual a razão da comissão da “verdade” apurar apenas os fatos políticos e sociais que tiveram como consequência a Contrarrevolução de 1964, a partir de 1946, se a criação do Partido Comunista – Seção Brasileira da Internacional Comunista(PC-SBIC) foi criado em 1922 e que em 1934 passou a adotar o nome de Partido Comunista do Brasil se uma das  causas determinantes   de 1964  remontam a 1935? Com muito espanto e desiludido vejo hoje o caos generalizado no País sob o governo do Partido dos Trabalhadores apoiado por muitos outros políticos  corruptos, irresponsáveis  e vendilhões da Pátria que nem sabem o que significa tal palavra Pátria, levando a Nação ao caos.
Roubo do nosso pagamento de impostos para sustentar partidos e seus dirigentes – é o mensalão ; greve nos bancos, nos Correios, nas polícias. A saúde  e a Segurança Pública estão uma lástima e a ONU, OEA e Corte Interamericano de Direitos Humanos querendo impor ao Brasil o que deve ser realizado aqui. Realmente os tempos são outros. São tempos de políticos altamente desonestos, de omissão de autoridade e falta de firmeza de caráter e pulso forte de governantes de todos os níveis. 
O povo brasileiro, infelizmente, nele incluído os militares das  Forças Armadas perderam a capacidade de se indignar. 
Como estamos no mês no qual a 78 anos atrás ocorreu a INTENTONA COMUNISTA decidimos resumir os principais aspectos da mesma em seis artigos. 
“A  ‘glasnot’ (transparência) de Gorbachev foi importante porque derrubou vários mitos . Um deles o de que a Intentona tivesse sido um movimento genuinamente brasileiro, gestado e levado adiante pelo Partido Comunista do Brasil. Não foi. A Intentona Comunista foi deflagrada após ordem expressa da Internacional Comunista com sede na Rússia e passada por telegrama. A cópia do telegrama foi publicada por William Waak em seu livro ‘Camaradas’ editado em 1993 na página 129”. ( Resumo de artigo do historiador Azamba7427). 
O tratamento benevolente concedido aos criminosos de 1935, encorajou os comunistas de 1964 e aventureiros de 1968 que empregaram a luta armada  com sequestros de embaixadores, assaltos a bancos, atos de terrorismos , roubos de armamento em quartéis e muito mais,   bem como a Anistia de 1979 tem encorajado estes mesmos comunistas de ontem a tentarem se apossarem do Poder hoje. No governo eles já estão. Para  obterem o Poder absoluto falta muito pouco. E aí o Brasil será uma ditadura comunista. No entanto nem o povo nem as elites brasileiras demonstram ter se dado conta deste fenômeno. Ontem era o KGB na Rússia. Hoje é o Forum de São Paulo sob a liderança de Fidel Castro e Lula. 
Vamos lembrar que nós temos responsabilidades perante nossos  descendentes .Eles merecem! Vamos fazer. Não fiquemos a imaginar que outros farão por nós. Sejamos participativos em defesa de nossos ideais. O povo brasileiro quer continuar a ser livre. A minha parte eu estou fazendo. 
Amanhã: mortos enquanto dormiam,  mas os comunistas  negam até hoje. 
Aluisio Madruga
Autor dos livros Guerrilha do Araguaia revanchismo – A Grande Verdade e Documentário - Desfazendo Mitos da Luta Armada   

22/11/13 - LEMBRAI-VOS DE 1935 - INTENTONA COMUNISTA II
É PRECISO CONTAR AOS MAIS JOVENS A VERDADE
INTENTONA COMUNISTA  II

Mortos enquanto Dormiam
Mas os Comunistas negam até hoje

            Por  Aluisío  Madruga de Moura e Souza
No próximo dia 27 de novembro de 2013, a Intentona Comunista de 1935 estará completando 78 anos. Tendo eclodido no dia 23 de novembro em Natal/RN e dia 24 em Recife/PE, só no dia 27 teve início no Rio de Janeiro, no quartel do 3º Regimento de Infantaria na Praia Vermelha e na Escola de Aviação no Campo dos Afonsos, então subordinada ao Exército. Nos vários dicionários não vamos encontrar unanimidade nos sinônimos a respeito da palavra intentona, mas há nos significados. A seguir alguns exemplos: plano insensato, intento louco, conluio, rebelião, motim, conspiração, sedição, revolta, conjuração, insurreição ou intento insano.
 Porém, historicamente, Intentona Comunista é o nome oficial da insurreição militar que ocorreu no Brasil nas cidades acima citadas, cujo número real de mortos nunca foi oficialmente revelado pelo Governo da época, possivelmente para diminuir o episódio revolucionário marxista–leninista ou olha-lo como insignificante, quando, na realidade não o foi, principalmente, pela maneira covarde e vil como os conspiradores, em prol de uma outra Nação, traíram  seus companheiros de farda e a própria Pátria.

 Antônio Carlos Otoni Soares, por ocasião das  comemorações da Intentona Comunista em 1985, escreveu o livro Os 50 anos da primeira Intentona Comunista, no qual aborda com muita propriedade fatos negados com veemência pelos comunistas, ou seja, que assassinaram seus companheiros de maneira traiçoeira, covarde e vil, quando muitos deles  dormiam.

 Os comunistas e os setores da propaganda partidária esquerdista permanecem até hoje negando, afirmando que estas ideias são fruto da invenção e dos preconceitos anticomunistas, pois todos os que tombaram estavam lutando. “ Não houve ninguém, oficial ou soldado, assassinado na cama pelos companheiros sublevados. Os que morreram, morreram lutando”.(Barbosa Lima Sobrinho – na orelha da contra capa do livro de Hélio Silva – 1935 – A Revolução Vermelha).

 Ora, como afirma Otoni em seu livro, a versão de que houve morte de militares dormindo não surgiu anos ou décadas depois da Intentona. Esta versão é da própria época. Consta, por exemplo, do Jornal Correio da Manhã de 30 de novembro de 1935, sábado, página 4, num editorial intitulado “O Castigo” que afirma: “já estão reconstruídas algumas scenas da tragédia que culminou na verdadeira batalha da Praia Vermelha.....Contam-se entre os episódios tenebrosos daquelle dia impiedosas liquidações summarias, nas quais intervieram indivíduos despidos de todo o sentimento, até de simples humanidade....Um official friamente assassinado por mão de seu companheiro que trazia a arma envolvida num jornal: outro morto quando dormia e teria sido fácil prende-lo e desarma-lo”.
  
 Esclarecemos ao leitor que a rebelião no Rio de Janeiro ocorreu após um período no qual a tropa estava pelo menos a cinco dias de prontidão, portanto, exausta e que o movimento teve início após a meia-noite.

  É interessante citar a opinião moderada de um oficial que participou dos referidos combates, o então tenente José Campos de Aragão, que se reformou como General de Divisão. Em seu livro sobre a Intentona, na página 75, o Gen. Aragão assim se manifesta: “ O capitão Armando de Souza  Melo e o tenente Danilo Paladini, que repousavam no momento da insurreição, foram mortos pelos revoltosos ainda aturdidos quando se levantavam”. E sobre estas declarações comenta em seu livro Otoni Soares: “dizer que alguém foi morto quando estava atônito e aturdido, no exato momento em que se levantava do descanso, não quer dizer que estivesse dormindo, embora mais próximo do estado de sono do que de vigília. Contudo, passar de um extremo ao outro: os que morreram, morreram lutando, como afirmam os comunistas, também não tem sentido”.

Finalmente, é importante deixar claro que os comunistas atuais continuam enobrecendo a Intentona, planejada e determinada pelo governo comunista da Rússia e executada pela Aliança Nacional Libertadora sob a liderança de Luís Carlos Prestes, como se matar alguém, acordado e cara a cara, pelas costas ou que estivesse dormindo, buscando o objetivo de submeter a própria Pátria a uma nação estrangeira, com a intenção de destruir valores morais, sentimentais e cívicos de um povo, faça diferença. São uns cínicos. Hoje, sem dar um tiro e por meio da corrupção estão conseguindo.

Amanhã, no artigo Intentona Comunista III, iremos transcrever trechos de manchetes de jornais da época, cópias fieis dos originais, visando caracterizar a repercussão dos acontecimentos naquele momento histórico e qual era o pensamento da mídia.

Aluisio Madruga
Autor dos livros: Guerrilha do Araguaia – Revanchismo – A Grande Verdade e
                            Documentário – Desfazendo Mitos da Luta Armada


23/11/13 -Lembraivos de 1935 -INTENTONA COMUNISTA III
 Dados relacionados com o VII Congresso Mundial do Komintern
Por  Aluisio Madruga de Moura e Souza 

            Como adiantei no final do artigo anterior, vamos conversar um pouco mais sobre  a Intentona Comunista de 1935.
            “ Dominada nesta Capital uma grave Rebelião Militar. Ás primeiras horas da madrugada  de ontem revoltaram-se o 3º Regimento de Infantaria e parte da Escola de Aviação. As tropas fiéis dominaram a situação após várias horas de luta, na qual perderam a vida officiais, sargentos e praças, ficando feridos numerosos outros. Gravemente attingidos por projecteis  o Commandante e o Sub-comandante  do Regimento, quando tentavam conter a tropa amotinada”. (Correio da Manhã de 28 de novembro de 1935). 
           Já no Correio da Manhã do dia 30 de novembro de 1935 vamos encontrar:
“ Os acontecimentos. Tenaz na sua acção subversiva, o Partido Communista trabalha pelo esphacelamento do Brasil. O discurso do representante do Partido Communista Brasileiro no último Congresso Mundial da Internacional Communista”. É desta reportagem que  passo a transcrever os seguintes comentários do jornal:

            “ –  cinqüenta e dois países enviaram seus representantes, incumbidos de apresentarem perante o Congresso um Relatório da situação do communismo em seus respectivos países e dos progressos alcançados durante os últimos tempos;
-        o discurso do delegado do Brasil, Marques, constituiu-se em um resumo histórico  da evolução do communismo no nosso país, demonstrando claramente o incremento extraordinário que aqui vem tomando , o credo de Moscou, implantando o dissídio, a desordem e as greves procurando desmoralizar a ordem estabelecida. (Esclareço aos meus leitores que Marques tratava-se de Antônio Maciel Bonfim, o Miranda, que tinha sido reeleito Secretário- Geral do Partido). 
-        transcrevemo-lo a seguir na integra, conforme elle vem publicado no número especial de “La Correspondance Internacionale”, editado em Paris a 12 de outubro último, o Relatório do delegado brasileiro lido no Congresso;
- esta transcripção que fazemos do número especial de La Correspondance Internacionale orientará sem dúvida os nossos leitores sobre muitos factos que nos últimos tempos lhes terão parecido um tanto obscuro. Cremos que depois de lerem o discurso do representante brasileiro no último Congresso do Komintern, realizado em Moscou, comprehenderão que combater o communismo é defender o Brasil”.
            Já no Correio da Manhã do dia 6 de dezembro de 1935, vamos encontrar a seguinte manchete: “ A rebelião militar do dia 27. Uma série de documentos obtidos no exterior sobre a infiltração communista no Brasil. O relatório  de Dimitroff apresentado no 7º Congresso em Moscou – Luiz Carlos Prestes já é membro do Governo Russo.” Nesta reportagem que foi ampla, o periódico publica o relatório de Dimitroff, dirigente búlgaro da Internacional Comunista, encarregado de fundamentar as políticas de frentes da organização, extraído da Ata da Sessão de 3 de agosto do mesmo ano, referente ao VII Congresso Mundial já citado. No Relatório em questão encontramos:
            “Antes da abertura da sessão matinal do dia 2 de agosto de 1935, já a sala das columnas estava repleta para ouvir o camarada Dimitroff. Ao entrar na sala Dimitroff foi saudado pela delegação Allemã com um – Rot Front – e de todos os cantos da Assembléia as delegações o acclamam em todas as línguas do mundo. Pelas delegações sul-americanas foi o  mesmo homenageado pelo verbo quente e vibrante de Luiz Carlos Prestes.
Depois de historiar os progressos da actividade communista nos vários países, Dimitroff assim se refere ao Brasil: no Brasil, segundo estamos amplamente informados pelos nossos melhores agentes( o que demonstra que o Komintern enviou agentes de plena confiança para orientar a Aliança Nacional Libertadora(ANL) na tentativa de tomada do poder) e pelo nosso ilustre Prestes. A luta tem sido intensa, devendo vencer o espírito conservador e católico do povo brasileiro que em outras épocas chegou a ser quase fetichista. As propagandas anti-religiosas  que ali vêm sendo feitas desde algunns annos já vão dando resultados, principalmente, entre marinheiros e soldados. As Revoluções pela emancipação política iniciada em 1924 por Prestes em São Paulo, culminando com as victórias de 1930, têm servido de muito para consolidar o trabalho communista com os brasileiros. Deve ser notado que os mais ardentes da revolução sempre se apoiaram em elementos rubros, alguns dos quais nossos mais dedicados amigos. Pena foi que Prestes não tivesse o feliz ensejo de definitivamente tomar o poder e proclamar a República Soviética do Brasil. Não o devemos censurar por isto. Elle já nos disse e já nos convenceu que naquella  época  seria coisa passageira ainda não suficientemente amadurecida no Brasil. Será preferível que o communismo seja implantado no território brasileiro de forma permanente e com sólidas raízes da natureza das que já estão brotando graças ao trabalho intteligente e fecundo alí feito pelo nosso partido auxiliado pelos elementos da III Internacional  que em Montevidéo estão vigilantes nas instruções que daqui lhes envia Prestes. Podemos pois verificar com satisfação que os últimos relatórios apresentados no presente Congresso indicam o grande progresso que ali  tem tido a nossa causa, principalmente entre os intelectuais, professores , estudantes de academias, liceus e gymnasios officiais , pois não tem sido possível introduzir a nossa propaganda nos estabelecimentos  religiosos  e do ensino particular.
Também nas classes armadas a infiltração tem sido considerável , mormente entre os sargentos e a formação de syndicatos tem em muito facilitado pois mais facilmente podemos agir sobre blocos e não sobre  pessoas isoladas. Em São Paulo, Rio de Janeiro, em Nicthroy, em Pernambuco, na Bahia e nos estados do Sul – constatamos com prazer que o trabalho tem sido hercúleo e avança a passos de gigante e agora com acção intteligente de um verdadeiro partido como a Alliança Nacional Libertadora ou será o que a substituir nas próximas lutas eleitorais. Devemos ser otimistas em relação ao que esperamos da futura e talvez bem próxima colaboração brasileira, na nossa obra civilizadora e de libertação do proletariado mundial.
Ao terminar a scessão desta tarde devo enviar uma grande saudação aos communistas brasileiros aqui tão dignamente representados e aos nossos camaradas chineses. Nós saudamos esse heróico exército vermelho e nós prometemos que não os abandonaremos na grande luta em que estão empenhados.
Nesse ponto Dimitroff interrompe a sua exposição  e ao descer da tribuna o Congresso lhe fez uma delirante manifestação de entusiasmo . Prestes e Wan Gou Lin se adiantam e calorosamente apertam as mãos de Dimitroff que os abraça affectuosamente”.
Como trata-se de texto bastante claro, destaco apenas para os leitores que o Congresso em questão ocorreu nos dias 2 e 3 de agosto de 1935.
No artigo Intentona Comunista IV, relacionaremos os militares mortos nos três focos do levante (Natal, Recife e Rio de Janeiro); os principais mercenários-assassinos( expulsos) nos três focos do levante; militares punidos de outra forma; civis brasileiros mais importantes no levante e, ainda, civis estrangeiros mais importantes no levante. São nomes que deverão ser execrados para sempre. 
Aluisio Madruga é autor dos livros:
Guerrilha do Araguaia – Revanchismo – A Grande Verdade e
Documentário Desfazendo Mitos da Luta Armada

25/11/13 - Lembrai -vos de 1935 - INTENTONA COMUNISTA IV

                  OBS: MORADORES DO RIO DE JANEIRO! COMPAREÇAM NO DIA 26/11/2013 ÀS 08:00HS NA PRAÇA GENERAL TIBÚRCIO PARA PARTICIPAREM DAS HOMENAGENS ÀQUELES QUE SE SACRIFICARAM PELO BRASIL. LEVEM ESPOSAS E FILHOS. AS FAMÍLIAS DOS MORTOS AGRADECEM. 
Relação dos militares vítimas e daqueles que devem permanecer com seus  nomes execrados perante o povo brasileiro  para sempre           
            Como antecipei no artigo anterior vamos relacionar todos os militares assassinados nos quartéis de Natal, nos de Recife, no 3º Regimento de Infantaria e na Escola de Aviação, sendo que estas  últimas duas  Unidades estavam sediadas no Rio de Janeiro. Muitos civis também foram assassinados em Natal e principalmente em Recife, mas desconhecemos os números, até porque houve a intenção do governo da época em não divulga-los. Citaremos os principais militares - traidores mercenários/assassinos - nos três focos do levante e os civis brasileiros e estrangeiros de maior participação na tentativa de impor a ditadura do proletariado entre nós.    
            Para facilitar a leitura os nomes estão numerados e em coluna, o que por certo vai aumentar o número de páginas. Mas peço ao leitor que não desista, tendo em vista  uma melhor compreensão do todo. Lembrem-se que este é o artigo de número IV de um total de VII.
            OBS: os dados aqui citados foram extraídos do livro “1964 – A Revolução Injustiçada” de Gustavo O. Borges, Editora JAC. Ao parabenizar ao Cel Aviador Gustavo Borges, ex-Secretário de Segurança Pública da Guanabara a época do  Governador Carlos Lacerda, também o agradeço. Penso como o amigo: que falta o Governador Lacerda está fazendo.

Vamos inicialmente citar todos aqueles que foram assassinados pelos seus companheiros de farda  que os traíram e, também, ao povo brasileiro e a sua Pátria, em apoio ao comunismo.
(1) Os assassinados

1. Ten Cel Misael de Mendonça
2. Maj João Ribeiro Pinheiro
3. Maj Armando de Souza Mello
4. Cap Benedito Lopes Bragança
5. Cap Danilo Paladini
6. Cap Geraldo de Oliveira
7. 1º Ten José Sampaio Xavier
8. 2º Ten Res Lauro Leão de Santa Rosa(convocado)
9. 2º Sgt Jaime Pantaleão de Morais
10. 2º Sgt José Bernardo Rosa
11. 3º Sgt Coriolano Ferreira Santiago
12. 3º Sgt Abdiel Ribeiro dos Santos
13. 3º Sgt Gregório Soares
14. 1º Cabo Luiz Augusto Pereira
15. 1º Cabo Carlos Botelho
16. 2º Cabo Alberto Bernadino de Aragão
17. 2º Cabo Pedro Maria Netto
18. 2º Cabo Fidelis Baptista de Aguiar
19. 2º Cabo José Harmito de Sá
20. 2º Cabo Clodoaldo Ursulano
21. 2º Cabo Manuel Biré de Agrella
22. 2º Cabo Francisco Alves da Rocha
23. 2º Cabo Wilson França
24. 2º Cabo Péricles Leal  Bezerra
25. 2º Cabo Orlando Henriques
26. 2º Cabo José Menezes Filho
27. 2º Cabo Manoel Alves da Silva
28. Sd Ex João de Deus Araújo
29. Sd Ex Álvaro de Souza Pereira
30. Sd Ex Genaro Pedro Lima
31. Sd PM/RN Luiz Gonzaga de Souza
32. Sd PM/PE Lino Victor dos Santos.

A  estes patriotas a nossa eterna gratidão. Quem leu os artigos anteriores e em particular o Relatório Dimitroff sabe que eles não morreram em vão. A China se tornou comunista em 1949. Mas o Brasil até hoje não. E não se tornara embora o Governo, Partido dos Trabalhadores estejam trabalhando intensamente para tal. Continuam desconhecendo a índole do povo brasileiro.

(2) Relação dos principais mercenários-assassinos nos três foco sublevadosMilitares que foram expulsos do Exército Brasileiro e os que sofreram outras punições.
a. Expulsos
1. Cap Luiz Carlos Prestes
2. Maj Carlos Costa Leite
3. Cap Ten Heculino Cascardo
4. Cap Ten Roberto Faller Sisson
5. Cap Carlos Amorety Osório
6. Cap Agildo da Gama Barata Ribeiro
7. Cap Álvaro Francisco de Souza
8. Cap José Leite Brasil
9. Cap Sócrates Gonçalves
10. Cap Agliberto Vieira de Azevedo
11. 1º Ten David de Medeiros Filho
12. 1º Ten Durval Miguel de Barros
13. 1º Ten Celso Tovar Bicudo de Castro
14. 1º Ten Benedito de Carvalho
15. 2º Ten Francisco Antônio Leivas Otero
16. 2º Ten Antonio Bento Monteiro Tourinho
17. 2º Ten José Gutman
18. 2º Ten Raul Pedroso
19. 2º Ten Ivan Ramos Ribeiro
20. 2º Ten Humberto Baena de Moraes Rego
21. 2º Ten José Gay da Cunha
22. 2º Ten Carlos Branwick França
23. Ten Dinarco
24. Asp Of Walter José Benjamim da Silva
25. 3º Sgto Victor Ayres da Cruz

b. punidos de outras formas
1. Ten Cel Newton Estilhac Leal
2. Cap Tácito Lívio Reis de Freitas
3. Cap Lincoln Cordeiro Oest
4. Ten Candido Manoel Ribeiro

Civis brasileiros e estrangeiros considerados os mais importantes na condução da Intentona.
a. civis brasileiros
1. Antônio Maciel Bonfim( que usou o nome falso de Adalberto de Andrade Fernandes e codinomes de Miranda, Queiroz, Marques, Bonfim e outros)
2. Honório de Freitas Guimarães(assassino de Elza Fernandes)
3. Lauro Reginaldo da Rocha, em verdade Lauro Reginaldo Teixeira
4. Adelino Deycola dos Santos
5. Dr. Silo Furtado Soares de Meirelles
6. Benjamim Soares Cabello
7. Dr. Francisco Mangabeira
8. Dr. Manoel Venâncio Campos da Paz
9. Dr. Pedro Ernesto Baptista
10. Moacir Werneck de Castro

b. civis estrangeiros
1. Arthur Ewert, em verdade Harry Berger de nacionalidade alemã
2. Rodolpho Ghioldi, Sec. Geral do PC argentino
3. Léon Jules Vallée, de nacionalidade belga
4. Pavel Stuchevski, ucraniano e esposa Sofia, agentes do Komintern
5. Elise Saborovski, codinome Saba, esposa de Arthur Ewert
6. Olga Benário, agente da GRU(Exército Vermelho)  e amante de Luiz Carlos Prestes.
7. Amleto Locatelli, italiano, agente do Partido Comunista Italiano(PCI)
8. Jonny de Graaf de nacionalidade alemã
9. Victor Allen Baron, americano e operador de rádio.

“ Os demais implicados, quer os simples executores materiais, quer os prestadores de auxílio ou de instruções para a execução dos crimes, se enquadram na categoria de co-réus. Seus nomes constam nos autos dos processos antes arquivados no Tribunal de Segurança Nacional já extinto. Além destes, muitos outros foram identificados pelo jornalista William Waack nos arquivos de Moscou, entre eles Celestino Paraventi, paulista, encarregado de receber e repassar o dinheiro vindo de Moscou para Pavel Stuchevki.”.
          
            No artigo a seguir que será o de número V citaremos detalhes dos assassinatos do Capitão Danilo Paladini e do Capitão  Benedito Lopes Bragança, para que o leitor tenha para sempre até aonde chegou a covardia dos que fizeram a Intentona de 1935.

            Aluisio Madruga é autor dos livros:
            Guerrilha do Araguaia Revanchismo – A Grande Verdade e
            Documentário – Desfazendo Mitos da Luta Armada


25/11/13 - Lembrai-vos de 35 - INTENTONA COMUNISTA V
SOLICITO AOS RESIDENTES NO RIO DE JANEIRO QUE PUDEREM COMPARECER COM SEUS FAMILIARES ÀS FESTIVIDADES EM HOMENAGEM AOS ASSASSINADOS PELOS COMUNISTAS EM 1935 QUE O FAÇAM. PRAÇA GENERAL TIBÚRCIO NA PRAIA VERMELHA DIA 26/11/2013 AS 08h 30min.
            Alguns detalhes dos assassinatos do Capitão Danilo Paladini e do Capitão Benedito Lopes Bragança, para que o leitor tenha para sempre na mente, até onde chegou a covardia dos que fizeram a Intentona.
          
            Por Aluisio Madruga de Moura e Souza

            Como já citei, o comunista  Barbosa Lima Sobrinho escreveu na orelha da contra capa do livro de Hélio Silva – 1935 – a Revolução Vermelha: “não houve  ninguém, oficial ou soldado, assassinado na cama pelos companheiros sublevados. Os que morreram, morreram lutando.” Esta afirmação é uma grande mentira como o é a atual comissão nacional dita da verdade. Barbosa Sobrinho certamente não leu os jornais da época e nem se aprofundou no tema, ou teve a intenção deliberada de distorcer os fatos em defesa de seus camaradas comunistas, o que aliás sempre ocorre.
            No acaso especifico, do Tenente Danilo Paladini, promovido a Capitão pós-morte, tive a grata satisfação de ter sido comandado pelo General Mário César Azevedo da Silveira, esposo de Dona Irma Paladini Azevedo da Silveira, filha do Capitão Paladini e de Dona Zelina Paladini.

            Sabendo que eu estava escrevendo um livro no qual abordaria a Intentona, dona Irma gentilmente me permitiu acesso a um diário de campanha do seu pai, escrito dia após dia, iniciado em 1º de agosto de 1924 e findo em 23 de março de 1927, bastante útil para conhecimento das questões desse período que antecedeu a Intentona.

            O referido diário conta a sua participação na manutenção da ordem governamental em duas revoltas ocorridas no interior do País, mais precisamente na região norte (Pará e Amazonas) e no interior de Minas Gerais e do antigo estado de Goiás.

            Como relatei em artigo anterior, consta na página 75 do livro do ponderado Gen. José Campos de Aragão, participante da resistência no 3º Regimento de Infantaria no Rio de Janeiro a seguinte afirmação: “o Capitão Armando de Souza Melo e o Tenente Danilo Paladini, que repousavam no momento da insurreição, foram mortos pelos revoltosos ainda aturdidos quando se levantavam”. Acredito existir aqui um equivoco.

             Dona Irma tem versão diferente das publicadas em livros a respeito da morte de seu pai. Segundo sua mãe, um Sargento, cujo nome não se recorda, a procurou e lhe contou como o seu marido, Tenente Paladini, foi assinado friamente: disse-lhe o sargento:
“eu e o Tenente Paladini regressávamos da ronda e, quando subíamos as escadas que davam acesso ao alojamento, ouvimos uma voz que chamou. Paladini! Ato contínuo ouviu-se um disparo de arma de fogo que o atingiu nas costas. Em seguida iniciou-se um grande tiroteio. Então eu o arrastei até o alojamento, colocando-o sobre um sofá. Começava uma grande confusão.”

            Como Dona Zelina, mãe de Dona Irma, fez questão de guardar a farda usada por seu esposo no dia em que foi assassinado, para que a acompanhasse quando do seu falecimento, tive a honra de estar com a túnica da farda em questão nas mãos e constatar que o tiro fora dado pelas costas, saindo a altura do coração. Pena que Dona Zelina já não possuía memória para nos contar detalhes do que soubera pelo Sargento em questão e seu nome. Não importa! Matar um ser humano dormindo, ainda sonâmbulo ou pelas costas como tudo indica é a mesma coisa. Não é combate, não é luta, é traição e covardia.

            Tendo ocorrido risco de morte em tantas oportunidades, como pude verificar em seu diário, o Capitão Paladini jamais imaginou, que por ironia do destino, iria morrer dentro do Quartel em que servia e que, portanto, julgava local altamente seguro, por um ato mesquinho e covarde, praticado por um companheiro de profissão, porem comunista, com quem convivia diariamente.
            Quanto ao Tenente Benedito Lopes Bragança, segundo depoimento do 2º Tenente aviador Oswaldo Ribeiro Mendes, o mesmo foi “assassinado sem defesa pelo Capitão Agliberto Vieira de Azevedo, dentro do carro do Capitão Sócrates Gonçalves.”
            Não estava, portanto, lutando, mas no banco traseiro de um automóvel.

            Declara o Tenente Ribeiro Mendes em Inquérito Policial militar(IPM) e no Inquérito Policial:
            “ estávamos de carona no carro que foi retido quando adentrávamos no Quartel. Ao retirar-se o sargento que nos parou, continuamos sob a guarda do Capitão Agliberto. Ao ouvir o primeiro tiro disparado, ao que parece, na direção da casa dos pilotos, Agliberto visou friamente o Tenente Bragança e atirou, tendo este soltado um gemido e caído para seu lado direito, dentro do carro, assassinado sem defesa. Vendo que o Capitão Agliberto, à nossa esquerda, apontava a arma para mim e notando pela sua fisionomia  que ele ia atirar, levantei as mãos exclamando: mas Agliberto! Apesar disso, este apertou o gatilho, tendo o revolver falhado. Aproveite-me do seu momento de surpresa, consegui empunhar meu revolver e atirar apressadamente pela porta do carro, o que ocasionou sua fuga na direção do capinzal que vai até a enfermaria.” (pág. 80 do livro do Gen. José de Campos Aragão).

            Alguns outros exemplos poderiam ser citados. No entanto, imagina-se que os dados até aqui fornecidos sejam suficientes o bastante para nos permitir afirmar que nem todos que morreram, morreram lutando como de maneira desavergonhada os comunistas continuam apregoando até os dias atuais. São uns desavergonhados, cretinos, desalmados e mentirosos. Aí está a corrupção de Estado coordenada pelos “mensaleiros”, a comissão nacional da inverdade,o Forum de São Paulo e muito mais.  

            No próximo artigo, no INTENTONA COMUNISTA VI, difundiremos um documento histórico que foi o  pronunciamento do Dr. Getúlio Dornelles Vargas nas primeiras horas de janeiro do ano de 1936. Mesmo assim os comunistas de plantão continuam a negar.
          
            Aluisio Madruga é autor dos livros:
            Guerrilha do Araguaia – Revanchismo – A grande Verdade e Documentário – Desfazendo Mitos da Luta Armada.


XXXXXXXXXXXXXXXX

Depoimento sobre a Intentona Comunista, feito pelo embaixador Meira Penna, o "Barão de Castália", presidente do Instituto Liberal de Brasília:
“A 27 de novembro de 1935, morando em Copacabana, fui despertado às 4 da madrugada pelo telefone. Minha Mãe, minha irmã e dois primos que eram irmãos adotivos, estavam numa casa na esquina da rua Ramon Franco na Urca, que recebeu balaços do tiroteio no quartel do 3º regimento. Ficaram horas deitados no chão para não serem atingidos pelos tiros. Só à tarde, consegui chegar até lá. Vi a destruição e ainda assisti à retirada de alguns feridos. O edifício antigo de uma exposição internacional onde estava localizado o regimento ainda ardia em chamas. Não só devemos lembrar o morticínio, mas os cem milhões de mortos ou mais que o comunismo provocou século passado, sem esquecer que os 50 milhões mortos na IIª Guerra resultaram do acordo Molotov-Ribbentrop de agosto de 1939 que juntou os dois grandes totalitários na tentativa de destruir o Ocidente democrático. Não esqueçamos tampouco os milhões que morreram de 1945 a 1989, na Guerra dita Fria - Coreia, Vietnam, Cambódia, Hungria, Tchecoslováquia, Angola, Chile, etc. Usemos contra esses bandidos exatamente o mesmo slogan que eles usaram na Guerra Civil espanhola, ‘no pasarán!’. Lembrai-vos de 35!” (Embaixador José Osvaldo de Meira Penna, em 27/11/2003, por e-mail enviado a Félix Maier, comentando um texto sobre a Intentona que este havia postado em Usina de Letras).

XXXXXXXXXXXXXX



Ouro de Moscou 

http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=8472&cat=Ensaios

F. Maier

Dinheiro remetido pela União Soviética a organizações comunistas e simpatizantes do Brasil, como o PCB e a UNE.

Luis Carlos Prestes era “funcionário” do Komintern, recebia salário regular de Moscou, que prestou apoio financeiro a ele e a outros facínoras para deflagrar a Intentona Comunista de 1935, a exemplo do alemão Arthur Ernest Ewert, Olga Benário, Pavel Stuchevski, Jonny de Graaf e do argentino Rodolfo Ghioldi.

A União Nacional de Estudantes (UNE) também recebeu o “Ouro de Moscou” através da União Internacional de Estudantes (UIE), órgão de fachada do Movimento Comunista Internacional (MCI).

O Senador Roberto Freire foi o último comunista brasileiro a receber contribuição de Moscou, por ocasião de sua campanha eleitoral à Presidência do Brasil, em 1989; quem fez esta declaração foi o ex-diplomata da União Soviética no Brasil, Vladimir Novikov, coronel da KGB, que serviu em Brasília sob a fachada de Adido Cultural junto à Embaixada Soviética, nos anos de 1980.

Para maiores informações sobre o "Ouro de Moscou", leia o livro de William Waack, "Camaradas - Nos arquivos de Moscou - A história secreta da revolução brasileira de 1935, Companhia das Letras, São Paulo, 1993.


 
Leia os textos de Félix Maier acessando:
Piracema - Nadando contra a corrente (textos mais antigos) - http://felixmaier.blogspot.com/
Piracema II - Nadando contra a corrente (textos mais recentes) – http://felixmaier1950.blogspot.com/
  
Leia as últimas postagens de Félix Maier em Usina de Letras clicando em
http://www.usinadeletras.com.br/exibelotextoautor.php?user=FSFVIGHM
 
Para conhecer a história do terrorismo  no Brasil, acesse 
http://wikiterrorismobrasil.blogspot.com.br/