MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

O Papa, a Albânia comunista e a revolução no Brasil


Neste domingo, 21 de Setembro, o Papa Francisco visita Tirana, capital da Albânia. É uma oportunidade para recordar e refletir sobre os horrores impostos pelo regime socialista-comunista à população do país. Perseguição e encarceramento de cristãos. Execuções. Demolição de igrejas e o ateísmo gravado na Constituição.

Mas a visita do Sumo Pontífice é oportuna também para os brasileiros. Para que refaçam a memória dos vínculos do regime opressor e sanguinário da Albânia com o Brasil. Recordação imprescindível, sobretudo neste período eleitoral, em que agentes e partidos historicamente ligados ao comunismo albanês - e comprometidos com a revolução socialista-comunista - são protagonistas do cenário político e atuam com a mesma ambição totalitária de poder.

Abaixo, algumas notas para contribuir com essa funesta recordação.

 

Desafiando o Rio-Mar: Coronel Hiram, o Humboldt brasileiro, em busca da terceira margem do rio


Desafiando o Rio-Mar:
Coronel Hiram (*), o Humboldt brasileiro, em busca da terceira margem do rio


(*) Hiram Reis e Silva é Coronel de Engenharia, Analista de Sistemas, Professor, Palestrante, Historiador, Escritor e Colunista;
Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA);
Pesquisador do Departamento de Educação e Cultura do Exército (DECEx);
Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS);
Presidente do Instituto dos Docentes do Magistério Militar – RS (IDMM - RS);
Sócio Correspondente da Academia de Letras do Estado de Rondônia (ACLER)
Membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil – RS (AHIMTB – RS);
Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS);
Colaborador Emérito da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG).
Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional (LDN).


quinta-feira, 18 de setembro de 2014

A Lei da Anistia e a presidência de Lewandowski

Assunto importante e que nos interessa a todos. Um tribunal petista como esse vai, muito provavelmente, subordinar a nossa legislação à orientação internacional e a soberania que se dane. OJBR 


A Lei da Anistia e a presidência de Lewandowski

Publicado 16 de Setembro, 2014

 Fellipe Sampaio/STF



Por Felipe Recondo - Brasília
 
As atenções no Supremo Tribunal Federal estavam divididas na semana passada entre a ausência do ministro Joaquim Barbosa e a defesa do aumento salarial para juízes pelo ministro Ricardo Lewandowski. Talvez por isso, passou desapercebida por muitos uma linha do discurso proferido pelo novo presidente do STF na última quarta-feira sobre um tema que o tribunal terá de resolver em breve e que, naquele dia, ganhou novos contornos: a Lei de Anistia.
Está na sétima das oito páginas do discurso a afirmação de que o Judiciário deve cumprir as sentenças de cortes supranacionais sobre a proteção dos direitos humanos. Para bom entendedor, a remessa é imediata à sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), que julgou ser a Lei de Anistia incompatível com Convenção Americana dos Direitos Humanos, da qual o Brasil é signatário.

Ipsis litteris, Lewandowski disse: “É preciso, também, que os nossos magistrados tenham uma interlocução maior com os organismos internacionais, como a ONU e a OEA, por exemplo, especialmente com os tribunais supranacionais quanto à aplicação dos tratados de proteção dos direitos fundamentais, inclusive com a observância da jurisprudência dessas cortes”.

Naquele mesmo dia, a Segunda Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2a Região negava Habeas Corpus em favor de cinco militares acusados pela morte do deputado Rubens Paiva, em 1971. Com base na Lei de Anistia, julgada constitucional pelo STF, os militares queriam o trancamento da Ação Penal que tramita na primeira instância da Justiça Federal do Rio de Janeiro. No processo, o Ministério Público Federal os denunciou por homicídio, ocultação de cadáver, associação criminosa e fraude processual.

A Lei de Anistia é tema ainda aberto ao Supremo. Voltará a ser discutido nos próximos anos, seja porque os advogados dos militares processados no Rio levarão o caso ao STF, seja porque o tribunal ainda tem um encontro marcado com o assunto nas duas ações que lá tramitam sobre o tema.

Qualquer que seja o caminho, o cenário agora é distinto daquele que circundou, em 2010, o julgamento sobre a constitucionalidade da Lei de Anistia. Na opinião pública, o debate começava a ganhar relevo em 2010. Hoje, é tema quase diário em razão das investigações da Comissão Nacional da Verdade (CNV) e das descobertas de novos detalhes dos crimes cometidos durante a ditadura militar.

Do ponto de vista jurídico, há fatos novos que interferem no julgamento pelo STF. O mais importante é a sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos, que considerou não ser a Lei de Anistia empecilho para processar e punir torturadores.

“As disposições da Lei de Anistia brasileira que impedem a investigação e sanção de graves violações de direitos humanos são incompatíveis com a Convenção Americana, carecem de efeitos jurídicos e não podem seguir representando um obstáculo para a investigação dos fatos do presente caso, nem para a identificação e punição dos responsáveis, e tampouco podem ter igual ou semelhante impacto a respeito de outros casos de graves violações de direitos humanos consagrados na Convenção Americana ocorridos no Brasil”, julgou a Corte Interamericana em novembro de 2010.

Parte dos ministros diverge sobre a obrigação de o Judiciário brasileiro alterar o entendimento do Supremo e passar a processar e condenar agentes públicos acusados de envolvimento em mortes e torturas. Ainda em 2010, o Tribunal não analisou se os crimes de desaparecimento forçado, como é o caso do deputado Rubens Paiva, foram abarcados pela anistia. Depende de julgamento o recurso da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que pede ao tribunal o esclarecimento deste ponto específico.

Mas a Corte já deu sinais de como resolverá este ponto. Em junho de 2011, o STF abriu um precedente importante que poderá ser usado para processar militares responsáveis por crimes de desaparecimento forçado. Ao julgar a extradição do major argentino Norberto Raul Tozzo, acusado pela tortura e morte de 22 presos políticos na Argentina em 1976, os ministros assentaram ser crimes continuados e permanentes os sequestros praticados na época e cujos corpos das vítimas não foram encontrados.

Na falta de resposta aos embargos de declaração, o PSOL entrou com novo processo em maio deste ano – ADPF 320 - para questionar exatamente se a Lei de Anistia se estendeu a esses crimes.

O assunto voltará a julgamento na presidência o ministro Ricardo Lewandowski, favorável à revisão da Lei de Anistia. E da composição que julgou constitucional a legislação, três ministros se aposentaram – Ellen Gracie, Eros Grau e Cezar Peluso. Neste novo tribunal, um novo desfecho poderá ser dado aos crimes da ditadura militar.

Luis Ignorácio da Silva defende roubalheira dos companheiros na Petrobras

Luis Ignorácio da Silva vira baderneiro em frente à sede da Petrobras, em defesa da roubalheira dos companheiros.

Fora Lula!
Fora Dilma!
Fora petralhas!
 
Cfr. no link abaixo









A democracia fragilizada

A democracia fragilizada

Rômulo Bini Pereira* 
 
O Estado de S.Paulo

17 Setembro 2014 | 02h 05
 
Mais uma vez uma grande decepção se delineia para o povo brasileiro. Em depoimentos à Polícia Federal, o ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa declarou que políticos da base de apoio ao governo central participavam de um esquema de corrupção envolvendo aquela empresa e grandes empreiteiras. O fato implica nomes de expressão no cenário político atual e põe o nosso governo no centro de um escândalo idêntico ou até maior que o "mensalão".


Advogados renomados e regiamente pagos certamente entrarão nesse processo e, com base em trâmites jurídicos longos, prolongarão no tempo os possíveis julgamentos finais. O povo brasileiro, conforme experiências vividas no passado, já se manifesta com a costumeira assertiva: "Não vai dar em nada!" - selo de descrédito em nossas instituições. É neste ambiente conturbado que a eleição presidencial e as legislativas se aproximam. Com o auxílio de marqueteiros e homens de comunicação social, prevê-se um verdadeiro "vale-tudo", recomendado até mesmo por lideranças políticas que nos governam.

A propaganda eleitoral mostra ainda o nível daqueles que comporão o nosso Congresso e as Assembleias Legislativas. Com exceções, são participações hilárias em que predominam excentricidades, direitos inatingíveis e assistencialismos exacerbados. São representantes de 32 partidos com os costumeiros objetivos de aproveitamento de futuros cargos públicos ou de benesses dos governos central ou estaduais. Agora, com este novo escândalo, está bem claro que a "base governamental" sempre teve como objetivo evidente o apoio ao governo central em troca de favores e dinheiro público. Fatos que causam indignação e revolta no nosso povo, que não merece um Legislativo encabrestado pelo Executivo. Assim, a pobreza política do nosso país continuará!

E o que se pode dizer do nosso Poder Judiciário? Com o êxito alcançado nos julgamentos do "mensalão" e da atuação ímpar de seu antigo presidente, tornou-se uma esperança para os brasileiros. Entretanto, a presença ideológica e partidária em todos os seus níveis, uma execução penal complexa e prolixa, ininteligível para a maioria do povo, são alguns dos aspectos que comprometem a sua credibilidade. Sem contar o predomínio da ab-rogação do mérito e as inúmeras indicações políticas que ferem o artigo 101 da Constituição da República. Neste país continental, com 200 milhões de habitantes, onde imperam a permissividade e a impunidade, necessitamos de um Judiciário que marque sua presença não só com justiça e isenção, mas também com celeridade e punições mais severas no rigor da lei.

Talvez em razão dos fatos apresentados, as indagações quanto às posições das Forças Armadas no atual sistema democrático em que vivemos se avolumam nas redes sociais. "Só Deus e os militares nos poderão salvar!" é o que se lê e se ouve nestes tempos de descrédito. E isso se repete agora, como já ocorreu em épocas pretéritas.

O desmando dos governos, a corrupção em todos os níveis das instituições, a situação econômica frágil, a Justiça comprometida, o nepotismo, as mordomias, a falta de segurança são aspectos que, entre outros, fazem o povo clamar. Aliás, tal clamor não vem somente da "zelite", como diz um político e filósofo popular. Vem também das classes mais simples do povo.

Mesmo com uma campanha difamatória conduzida por alguns órgãos de imprensa, ideólogos e intelectuais de esquerda e ainda integrantes do mundo artístico, os militares continuam com a sua credibilidade em alta, acima até de entidades religiosas; e estão se transformando em "válvula de escape" do clamor popular, fora e dentro dos quartéis. Como fazem parte da sociedade, os militares tudo ouvem, pelo menos, por enquanto, permanecendo o silêncio obsequioso que adotaram. Esse silêncio, entretanto, está provocando situações preocupantes. Nos programas dos candidatos presidenciais pouco se diz a respeito das Forças Armadas.

Como se não fossem bastantes as ações unilaterais da Comissão da Verdade, agora surge o parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo procurador-geral da República defendendo a revisão da interpretação atual da Lei da Anistia. Quanto a esta nova interpretação - contrária à definição propalada pelo STF em 2010 -, é de perguntar se ela também abrangerá os diversos crimes praticados pelos radicais de esquerda, muitos deles imprescritíveis.

A continuarem essa exclusão e atitudes revanchistas flagrantes, as Forças Armadas, em 2015, também poderiam participar da Marcha dos Excluídos, realizada em várias capitais do País logo após os desfiles do 7 de Setembro. Poderiam expor suas apreensões, seus anseios e vindícias, como protesto contra as ações deletérias que vêm sofrendo.

É ainda pertinente falar do controverso Decreto 8.243/2014 - também chamado de bolivariano -, elaborado pelo atual governo e que será analisado pelo Congresso. Ele abre as portas para o ingresso de reais "sovietes" no Ministério da Defesa e, em consequência, em nossas Forças Armadas. O citado decreto consta dos programas das duas candidatas que lideram as pesquisas e é uma das principais orientações dos intelectuais gramscistas do Foro de São Paulo.

Em nosso país, para aqueles que não viveram o período que antecedeu o movimento de 1964, políticos inescrupulosos fomentaram a divisão entre oficiais e praças de nossas Forças, objetivando ferir frontalmente os princípios basilares das instituições militares: a disciplina e a hierarquia. Essas ações desagregadoras foram decisivas para a atitude adotada pelos líderes militares da época.

Espera-se que nossas autoridades políticas estejam atentas para os fatos assinalados e que atendam aos clamores de nosso povo. Ou, então, tempos incertos e de descrenças estarão presentes em nossas instituições. E aí a nossa democracia estará inexoravelmente fragilizada.

*Rômulo Bini Pereira é general de Exército. Foi chefe do Estado-Maior de Defesa

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

A comissão Nacional da Meia Verdade e a Lei da Anistia

A COMISSÃO NACIONAL DA MEIA VERDADE E A LEI DA ANISTIA


Na seção “Dos Leitores” de sua edição de 12 de setembro de 2014, o jornal O Globo publica carta de autoria de Rui da Fonseca Elia, cujo teor é o seguinte:

“A lei que criou a Comissão da Verdade visava a buscar o ‘direito à memória e à verdade e promover a reconciliação nacional’ sem caráter jurisdicional e persecutório, observando o princípio da imparcialidade. Apequenou-se numa comissão de revanche. Entre suas ilegalidades contam-se: resolução interna que altera a dita lei, decidindo só apurar os excessos dos agentes do Estado, que combatiam guerrilheiros terroristas; intimar diretamente militares para depor ao arrepio da disposição do Código do Processo Civil, que determina que tal seja feito por ‘por requisição ao comando do corpo em que servir’; pedir punição disciplinar de oficiais reformados que se recusam a obedecer intimações ilegais, ignorando a súmula do STF, que assevera: ‘ Militar reformado não está sujeito à pena disciplinar’. Em vez de verdade e reconciliação, temos mentira e desagregação.”

O autor produziu um ótimo texto – simples, preciso e conciso.

Poderia ter acrescentado outras ilegalidades cometidas pela Comissão Nacional da Meia Verdade, que infringe a lei que a criou a partir da nomeação de comissários comunistas, que não têm a imparcialidade exigida pela lei, a alteração a seu bel-prazer do prazo abrangido pelas investigações, também contrariando a letra da lei, além de muitas outras de conhecimento público.

São tantas as ilegalidades, que os Clubes Militares estão entrando na Justiça requerendo o impedimento da publicação do relatório da CNV, por contrariar frontalmente o diploma legal que a criou.

Recentemente, por ação do Ministério Público, os esquerdistas estão propondo levar a júri popular cinco militares, sob acusação de delitos cometidos quando atuavam em órgãos de repressão à guerrilha e ao terrorismo. A Lei da Anistia, já ratificada em parecer do STF, não vale mais?

Não tenham dúvidas sobre o objetivo final da Comissão da Meia Verdade, ou seja, recomendar a revisão da Lei da Anistia, deixando de atingir os agentes do Estado e protegendo apenas os terroristas e guerrilheiros assassinos e criminosos, já quase beatificados.

Esta revisão também contraria uma série de dispositivos intocáveis do Direito, inclusive o que diz que a lei não pode retroagir para prejudicar ninguém – ou seja, quem já está anistiado não pode ser “desanistiado”.
A este respeito, não esqueçamos mais esta lição do mestre Rui Barbosa:

“A anistia, que é o olvido, a extinção, o cancelamento do passado criminal, não se retrata. Concedida, é irretirável, como é irrenunciável. Quem a recebeu, não a pode enjeitar, como quem a liberalizou, não a pode subtrair. É definitiva, perpétua, irreformável. Passou da esfera dos fatos alteráveis pelo arbítrio humano para a dos resultados soberanos e imutáveis, que ultimam uma série de relações liquidadas, e abrem uma cadeia de relações novas. De todos os direitos adquiridos este seria, por assim dizer, o tipo supremo, a expressão perfeita, a fórmula ideal: seria, por excelência, o direito adquirido. Ninguém concebe que se desanistie amanhã o indivíduo anistiado ontem. Não há poder, que possa reconsiderar a anistia, desde que o poder competente uma vez a fez lei.”

Leia os textos de Félix Maier acessando:

1) Mídia Sem Máscara
http://www.midiasemmascara.org/colunistas/10217-felix-maier.html

2) Piracema II - Nadando contra a corrente


Conheça a história do terrorismo no Brasil acessando:

Wikipédia do Terrorismo no Brasil


MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Uma seleção de artigos. Imperdível!


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terça-feira, 2 de setembro de 2014

França e Inglaterra: incubadoras do terrorismo internacional



França e Inglaterra: incubadoras 
do terrorismo internacional

Félix Maier

Intelectuais de esquerda da França e da Inglaterra sempre tiveram uma caidinha por regimes comunistas. Na França, o destaque fica para Jean-Paul Sartre, que disse que “todo anticomunista é um cão”. Na Inglaterra, um dos ícones do totalitarismo vermelho é Eric Hobsbawn, tido como um grande historiador, porém não passa de um reles ideólogo do marxismo.

Os campi da Sorbonne, localizados em Paris, foram importantes incubadoras do marxismo para militantes advindos de todos os cantos do planeta. Na segunda metade do século XX, destacaram-se expoentes do comunismo, como Sartre e sua amante Simone de Beauvoir, o cineasta Jean-Luc Godard, Pol Pot - o genocida do Khmer Vermelho, do Camboja, que trucidou 20% de sua população -, e Abimael Guzmán, líder do grupo terrorista peruano Sendero Luminoso, que matou mais de 70.000 pessoas. Escaparam da lavagem cerebral marxista, na Sorbonne, Joseph Ratzinger (Papa Bento XVI), Raymond Aron, entre poucos. Entre os pupilos brasileiros, destacam-se personalidades da “esquerda caviar”, como Celso Furtado, FHC, que eu chamo de “FHCannabis”, por sua recente militância em prol da liberação da maconha, Dom Paulo Evaristo Arns (apelidado de “cardeal vermelho”), Ibrahim Sued, Luiz Mott.

A Inglaterra tem um currículo de incubadora do marxismo ainda mais duradoura do que a França. Em 1864, foi fundada em Londres a Associação Internacional de Trabalhadores (AIT), posteriormente denominada “I Internacional”; foi integrada por marxistas e anarquistas do movimento operário europeu que se opunha ao capitalismo, entre eles Marx, Proudhom e Bakunin. Em Londres foi criada em 1884 a Fabian Society, agremiação socialista de tendência marxista; deriva-se do nome de Fabius Cuntactor (Fábio, o Contemporizador), que substituiu a doutrina da “mais-valia” pela da renda socialmente criada que o Estado deveria devolver ao povo na forma de realizações de interesse público; Bernard Shaw e H. G. Wells pertenceram a essa variante langue de bois socialista.

Os “Apóstolos” eram um grupo de intelectuais, fundado em 1920, em Cambridge, Inglaterra, influenciados por Hobson (imperialismo) e Lênin, entre os quais se destacaram: John Maynard Keynes, Bertrand Russell, Roger Fry, Ludwig Wittgenstein, Leonard Woolf, Alfred Tennyson (que logo deixou o grupo), Lytton Strachey, William Wordsworth e Samuel Taylor Coleridge. Quem do Grupo não era marxista, acabou logo por ser rejeitado: “Ele (Bertrand Russel) foi sozinho para a Rússia, em 1920, encontrou-se com Lênin e denunciou o seu regime como ‘uma burocracia tirânica fechada, com um sistema de espionagem mais sofisticado e terrível do que o do Czar e com uma aristocracia tão insolente e insensível quanto’. (...) Embora (Russell) compartilhasse de seu (o dos “Apóstolos”) pacifismo, ateísmo, anti-imperialismo e das ideias gerais progressistas, desprezava a sua apatia pegajosa; o Grupo, por sua vez, o rejeitou” (JOHNSON, 1994: 140-1) (1). Lytton Strachey escreveu o quarteto de ensaios biográficos, Eminent Victorians, publicado em 1918, expondo ao ridículo e ao desprezo Thomas Arnold, Florence Nightingale, o cardeal Henry Edward Manning e o general Charles George Gordon. “Nos anos 30, os Apóstolos deixaram de ser o centro do ceticismo político e se tornaram um centro ativo de recrutamento para a espionagem soviética. Enquanto alguns Apóstolos, como Anthony Blunt, Guy Burgens e Leo Long foram encorajados a se infiltrar nas agências britânicas a fim de transmitir informações para Moscou, a totalidade da esquerda, conduzida pelos comunistas, tentou manter a Grã-Bretanha desarmada - política sustentada por Stálin até que Hitler o atacasse em junho de 1941. Na década de 20, o Partido Comunista britânico era composto pela classe operária e se apresentava inovador e independente. No princípio da década de 30, chegaram os intelectuais da classe média e o PC rapidamente se tornou aviltadamente servil aos interesses da política externa da União Soviética” (idem, pg. 290-1).

Muitos intelectuais marxistas foram lutar na Guerra Civil Espanhola (1936-39), como o britânico George Orwell, junto com as Brigadas Internacionais (60.000 voluntários de todo o mundo), a favor dos “republicanos”, que na verdade pertenciam à comunista Frente Popular, sob as ordens de Moscou. Foram perpetradas atrocidades contra o clero católico, com estupro de freiras e milhares de assassinatos de padres, freiras e bispos. O general Franco, que venceu a barbárie comunista, teve, nos últimos anos, seu nome retirado de logradouros públicos – uma abominável traição a um herói nacional, fato que ocorre também no Brasil atual, em que personalidades pós-1964, como Castello Branco e Emílio Garrastazu Médici, têm seus nomes riscados de escolas e locais públicos, dando lugar a facínoras como Carlos Marighella.

A Inglaterra tinha a sua Sorbonne, a Universidade de Cambridge, onde atuaram importantes acadêmicos marxistas, como o “historiador” Eric Hobsbawn, que havia fugido da Alemanha nazista e foi, durante toda sua vida, membro do Partido Comunista Britânico. Hobsbawn foi secretário dos “Apóstolos” e fez parte do Grupo de Historiadores do Partido Comunista – sabe-se lá o que isso significa. Foi em Cambridge que ocorreu um dos maiores escândalos do século XX, o caso dos “Cinco de Cambridge”, espiões britânicos contratados pelos soviéticos: Kim Philby, Guy Burgess, Anthony Blunt, Donald Duart MacLean e John Cairncross. Philby foi até agraciado com um selo comemorativo soviético, em 1990. No entanto, o episódio não chegou a constituir um constrangimento muito grande à intelectualidade esquerdista inglesa. Pelo contrário: até Khruschev denunciar os crimes do stalinismo no XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética, ser comunista, nas academias, era estar do lado correto da história, apesar das crescentes notícias de terror que ocorriam na antiga URSS. Mesmo com todas as evidências dos crimes soviéticos, Hobwbawn, um “idiota moral”, assim como Sartre, nunca fizeram um mea culpa por seu apoio ao comunismo. Pelo contrário, orgulhavam-se em ser homens do Partido, até o fim de suas vidas.

Assim, não causa espanto a quantidade de organizações atuantes na Inglaterra, a incubadora por excelência do terrorismo comunista internacional (cfr. HUTTON, 1975: 227-8): (2)

1) Pró-URSS: Artistas para a Paz; Conselho de Autores pela Paz Mundial; Associação de Amizade Inglaterra-China; Liga de Amizade Inglaterra Tcheco-Eslováquia; Sociedade de Amizade Inglaterra-Hungria; Comitê Britânico para a Paz; Sociedade de Amizade Inglaterra-Polônia; Associação de Amizade Inglaterra-Romênia; Sociedade de Amizade Inglaterra-Sovietes; Sociedade Inglaterra-Sovietes; Comitê Inglaterra-Vietnã; Associação Conolly; Movimento para a Paz dos Antigos Soldados; Dia da Mulher Internacional; Departamento de Pesquisas Trabalhistas; Liga pela Democracia na Grécia; Comitê de Ligação para a Defesa dos Sindicatos; Marx House – Centro de Educação do Partido Comunista; Organização dos Músicos para a Paz; Assembleia Nacional das Mulheres; Associação Nacional das Mulheres; Associação Nacional de Inquilinos e Residentes; Congresso do Povo para a Paz; Cientistas para a Paz; Sociedade de Relações Culturais com a URSS; Sociedade de Amizade com a Bulgária; Federação Trabalhista de Estudantes; Professores para a Paz; Conselho de Paz Gaulês; Federação de Paz de West Yorkshire; Parlamento das Mulheres; Comitê de Campanha de 1960;
2) Pró Pequim: A Sociedade Albanesa; Sociedade de Amizade Inglaterra-Albânia; Frente de Solidariedade Inglaterra-Vietnã; Movimento Comunista de Camden; Grupo Marxista-Leninista de Camden; Comitê Caribe-América Latina, Afro-Asiático; Jovens Comunistas de Chelsea; Comitê contra o Revisionismo pela Unidade Comunista; Partido Comunista da Inglaterra (Marxista-Leninista); Associação Comunista de Finsbury; Amigos da China; Os Internacionalistas; Comitê dos Trabalhadores de Londres; Fórum Marxista-Leninista; Organização Marxista-Leninista da Inglaterra; Sociedade para Compreensão Anglo-Chinesa; Partido dos Trabalhadores da Inglaterra; Partido dos Trabalhadores da Escócia;
3) Pró-Cuba: Comitê Tricontinental.

Em Londres existia (ainda existe?) o onagro a serviço da URSS chamado Federação Mundial dos Trabalhadores Científicos, com centenas de milhares de membros em 51 países. Lá existia (ainda existe?) o Movimento Revolucionário Internacionalista (MRI), que apoia movimentos maoístas no mundo todo, como o Sendero Luminoso, no Peru, e o PKK, na Turquia. Lá existia (ainda existe?) o Peru Support Group, um grupo de apoio ao Sendero Luminoso; faziam parte do grupo o Presidente da Comissão de Direitos Humanos do Parlamento e religiosos jesuítas britânicos.

Em Londres foi constituído, em 1966, o I Tribunal Bertrand Russell, que criticava as ditaduras latino-americanas, mas nada falava das ditaduras comunistas. Lá foi criada a Anistia Internacional, ONG esquerdista por excelência, que defendeu “prisioneiros de consciência” como Abimael Guzmán.

Além de ser importante incubadora do marxismo e do terrorismo comunista, a Inglaterra é também importante incubadora do terrorismo islâmico atual.  

Em Londres, é publicado o jornal Al-Quds al-Arabi (editor: Abdul-Bari Atwan, ligado à Al-Qaeda); em editorial na véspera do atentado do voo 800 da TWA, o jornal afirmou que “existe uma onda de ódio contra os americanos no cenário árabe” e que “foi Washington, suas políticas e seus aliados na região que criaram esse fenômeno e o alimentaram”, concluindo: “o que aconteceu no Cairo, em Riad e em Khobar é apenas o começo” (Cfr. BODANSKY, 2002: 238) (3). Lá existe o Comitê de Defesa dos Direitos Legítimos (CDDL), que é “o maior e mais bem-organizado grupo de oposição islamita saudita e desfruta de acesso à elite saudita no Ocidente e em sua pátria” (BODANSKY, 2002: 194); no início dos anos de 1990, mostrava-se um movimento islamita “modernista”, para criar uma imagem de “moderado” no Ocidente; porém, após a divulgação da palestra do xeque Salman bin Fahd al-Udah (“A Arte da Morte” - teve a importância de uma fatwa, convocando ao sacrifício da vida humana), este foi preso na Arábia Saudita em setembro de 1994 e o CDDL passou a defender a derrubada do governo em Riad através da luta armada.

Como se pode comprovar com os exemplos acima citados, a Inglaterra sempre foi um porto seguro para terroristas de toda a espécie, tanto comunistas como islâmicos. Não é à toa que em Londres fica o túmulo de Karl Marx - além de bancos, jornais e organizações islâmicas que apoiam o terrorismo. Enfim, após tantos anos da mais pura leniência, os políticos britânicos só começaram a abrir os olhos depois dos ataques terroristas ocorridos em estações de metrô e contra ônibus, em 2005, quando o brasileiro Jean Charles de Menezes foi morto por engano. Também tiveram seus dias de Terceiro Mundo durante os tumultos de 2011, quando jovens islâmicos queimaram prédios e carros, promoveram saques e atacaram a polícia.

Em apoio ao multiculturalismo, temendo serem acusadas de racismo ou xenofobia, as autoridades britânicas nunca se dispuseram a coibir os abusos de paquistaneses e indianos que, em nome da religião islâmica, tentam impor a sharia no país que os acolheu. Assim, a justiça britânica sempre foi cega, em não ver os maus-tratos cometidos, p. ex., contra meninas que são obrigadas a se casar com 11 anos de idade. Não se importaram com as denúncias de estupro em massa que ocorre na Inglaterra, promovido por gangues islâmicas contra mulheres brancas, com poucos casos de prisões. Nem prestaram atenção nas pregações feitas por sheiks, que nas mesquitas ou com megafones nas ruas pregam o ódio contra a civilização ocidental. O mesmo ocorre na França, que tem a maior população islâmica da Europa. Chegará o dia em que os muçulmanos exigirão a criação do califado de Marselha...

John Laffin no livro The Arab Mind (4) diz: "A lei islâmica não reconhece a possibilidade de paz com descrentes e infiéis. A parte do mundo não-muçulmano é conhecida na teologia islâmica como 'território de guerra'. A maior parte dos militantes muçulmanos acredita que a tarefa de Maomé não será bem-sucedida enquanto não-muçulmanos tiverem controle de qualquer parte do planeta" (minha tradução). Os políticos do Ocidente ainda não se deram conta do significado teológico da expressão Dar Al-Harb (território de guerra), que deve ser conquistado para o Islã, seja pela pregação, seja pela força da espada. Assim, território não-islâmico é um território que deve ser totalmente conquistado para Alá. Ou seja: o mundo inteiro.

No “Belgistão” (Bélgica + bantustão), existe um processo de islamização por meio do partido 4ShariahBelgium, que ocupa assentos no parlamento. Entre suas reivindicações, constam: que os restaurantes sirvam alimentos preparados conforme o costume islâmico (halal), o reconhecimento dos feriados islâmicos, o casamento com meninas, a imposição da sharia como parte da legislação.

Assim, a Europa está se tornando uma verdadeira “Eurábia”, que é a combinação das palavras “Europa” e “Arábia”. Trata-se da islamização da Europa moderna, motivada, principalmente, pelo “suicídio” daquele continente, onde as pessoas não querem mais ter filhos, e onde já se fala em cultura pós-cristã, com o fechamento de igrejas e catedrais, que dão lugar a bibliotecas, centros culturais, restaurantes. “Estudo de uma equipe de sociólogos do EVS mostra que, em 1999, havia 62,1% de católicos e 25,8% de protestantes no continente. Em 2008, data do último relatório, registrou-se queda vertical nas proporções, para 36,7% e 14,5%, respectivamente. (...) Do lado muçulmano, ocorre o contrário. Eles são atualmente 44 milhões (6% da população europeia), depois de um aumento de 14,5 milhões de 1990 a 2010” (“Europa: queda vertical de católicos e protestantes! Crescem os sem igreja e os muçulmanos!” Ex-Blog do Cesar Maia, 28/10/2011). Os muçulmanos agradecem esse precioso presente oferecido por Alá, chucrán! Apesar dos magrebianos terem casa, comida e escola de graça, como é o caso da França, eles não se aculturam e exibem faixas em protestos: “O Islã é a solução”, “O Islã é minha pátria”. Já existe uma espécie de intifada na França, na Alemanha e na Inglaterra, com incêndios de carros e prédios públicos, e depredações em geral, a qualquer pretexto - com o apoio direto ou indireto dos sheikhs nas mesquitas, que vociferam contra os “infiéis”. Deveriam ser todos deportados, já que cospem no prato em que comem.

Com o crescimento populacional da nova nação, a “Eurábia”, não é de estranhar que haja tanto apoio ao insurgente Estado Islâmico, que comete atrocidades na Síria e no Iraque, onde cristãos e yazidis são dizimados como cães sarnentos: 2% dos alemães, 7% dos britânicos, 16% dos franceses, conforme dados do site Notícias da Rua Judaica. Esses dados percentuais refletem a população muçulmana desses países, que aumenta a cada ano. Só depois de a Grã-Bretanha ceder clandestinamente pelo menos 500 jihadistas para lutar ao lado do grupo que decepou a cabeça de um jornalista americano frente a uma câmera é que o 1º ministro David Cameron, enfim, acordou.

Durante décadas, houve um longo tempo de semeadura. Agora, a colheita será farta.

Notas:

(1) JOHNSON, Paul. Tempos Modernos - O mundo dos anos 20 aos 80. Bibliex e Instituto Liberal, Rio, 1994 (Tradução de Gilda de Brito Mac-Dowell e Sérgio Maranhão da Matta).

(2) HUTTON, J. Bernard. Os Subversivos - A primeira revelação mundial do plano comunista de conquista do mundo ocidental. Bibliex, coedição com Editora Artenova S. A., Rio, 1975 (Tradução de Luiz Corção).

(3) BODANSKY, Yossef. Bin Laden - O Homem que Declarou Guerra à América. Ediouro, São Paulo, 2002.

(4) LAFFIN, John. The Arab Mind - A need for Understanding. Cassel & Company Limited, London, 1978.