MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

UMA GUERRA REVOLUCIONÁRIA DEVE SER CORTADA NA RAIZ PARA QUE NÃO PROSPERE

UMA GUERRA REVOLUCIONÁRIA DEVE SER CORTADA NA RAIZ PARA QUE NÃO PROSPERE

General Luiz Eduardo Rocha Paiva
 
Fui observador militar da ONU em El Salvador, onde em 12 anos de luta armada houve 75 mil mortos, 400 mil deslocados de suas terras e um milhão de refugiados nos EUA. Todo esse drama num País com sete milhões de habitantes e do tamanho de Sergipe. Na Colômbia, são mais de 50 mil mortos, em décadas de conflito ainda inacabado.
    Alguém preferia estar na situação da Colômbia? Preferia ter vivido o drama da América Central, Peru, Argentina, Uruguai e Chile? Todos com milhares ou dezenas de milhares de mortos? Já pensaram que seus filhos, pais, parentes e amigos poderiam estar combatendo uma guerrilha tipo FARC, ao invés de estar estudando ou vivendo em paz com suas famílias? Pois era isso que o PCdoB tentava implantar no Araguaia em 1970. Alguém preferia estar vivendo em um regime totalitário como o de Cuba, da China de Mao ou da extinta URSS? Pois era esse tipo de regime que os militantes da luta armada, inclusive a atual presidente (que disso se orgulha), queriam implantar com a guerrilha urbana.
    O Brasil, ao cortar o mal na raiz, escapou desse destino infeliz. Foram cerca de 520 mortos em confrontos nas áreas urbanas e rurais, sendo 400 da esquerda armada. Um alto custo para poucos, mas muito baixo para a Nação. E ainda acusam o regime militar de genocida! A ação do Estado não era simples paranoia, ainda que houvesse exageros, pois o risco de uma sanguinária guerra civil revolucionária não permitia relaxar na segurança.
    DH são apenas um véu usado pela CV. Na verdade, os socialistas querem imobilizar as FA, a fim de facilitar a estratégia gramcista de controle da sociedade e de hegemonia do PT para se manter no poder. Essa estratégia está no PNDH3. 
 
 DESCULPAS? QUEM TEM QUE PEDIR?
Existe uma orquestração socialista para que o EB peça desculpas à Nação por violações cometidas por alguns militares, na defesa da lei, da ordem e das instituições, como se elas fossem uma norma institucional e não desvios individuais. O desgaste do EB visa imobilizar a Instituição, para viabilizar a estratégia gramcista do PNDH3 de tomar o poder.
E o que dizer do PCB, do PCdoB, de umas duas dezenas de grupos armados e de antigos militantes hoje no poder ou em altos escalões da sociedade, cujo propósito era implantar um Estado Totalitário Socialista e que, para isso, empregavam terrorismo, sequestro, tortura e execuções? Eles não têm legitimidade para fazer essa cobrança de quem os derrotou e anistiou, ao invés de promover um banho de sangue como eles fariam, pois assim foi o desfecho dos conflitos onde o socialismo venceu, a exemplo de suas matrizes orientadoras soviética, chinesa e cubana.
Os socialistas intensificaram a luta armada quando o governo Costa e Silva ensaiava a abertura democrática. A resposta de Marighela foi dada no Manual do Guerrilheiro Urbano onde ele prega: “Atacando de coração essa falsa eleição e a chamada ‘solução política’ (-) o guerrilheiro urbano tem que se fazer mais agressivo e violento, girando em torno da sabotagem, terrorismo, expropriações, assaltos, sequestros e execuções”. Pois esse falso herói é o ícone da esquerda e vem dando o nome a locais públicos em todo o Brasil. Não tenham dúvidas de que os socialistas não evoluíram, só mudaram os métodos.
Eles jamais pedirão as devidas desculpas por terem atrasado a redemocratização, criado um conflito que enlutou muitas famílias, cometerem crimes hediondos e tentarem liquidar a democracia. Eles são os mestres da hipocrisia e falsidade. Acusam os adversários por aquela que é a sua maneira violenta, totalitária e liberticida de ser e agir. Mas o que esperar de quem professa o antivalor de que os fins justificam os meios?
 
INVENTAM AGORA QUE TORTURA ERA POLÍTICA DE GOVERNO
Tortura existia antes, continuou havendo no regime militar e continua existindo hoje, em pleno estado democrático de direito. O número de torturados no regime militar era de 1.918, antes da Lei de Indenizações (Livro "Brasil Nunca Mais" da Arquidiocese de São Paulo - 1985). Depois dessa Lei, a lista saltou para 20.000. Estranha coincidência! Assim mesmo, na hipótese de serem 20.000, somariam menos de três torturados por dia em todo o Brasil, nos 20 anos do regime militar. Ora, neste momento há muito mais gente sendo torturada nos presídios ou delegacias de todo País.
A Pastoral Carcerária do RJ fez um Relatório em 2010 onde consta que: “Depois de 25 anos do final da ditadura militar a tortura ainda continua no Brasil. (diz) que a tortura é uma prática generalizada e os principais agressores são policiais e agentes penitenciários” (ver o anexo). O Estado só atua quando a mídia cobra providências, mas se o assunto sai da pauta volta tudo a ser como antes.
Portanto, nunca foi e nem é política de governo, mas sim a permanente omissão e vista grossa de antes, durante e depois do regime militar. Querer responsabilizar os presidentes militares e toda a cadeia de comando das Forças Armadas por violações de DH ocorridas no combate à luta armada é puro revanchismo pois, para haver coerência, o mesmo deveria ser feito com a liderança política do Executivo nacional e dos governos dos estados da Federação desde sempre. Aliás, pela mesma razão e usando o mesmo raciocínio, quem deveria ser responsabilizado pelo "mensalão" e pelo "petrolão"?

O Brasil é constantemente acusado pela ONU diante das perenes violações de DH em nosso País, particularmente no sistema carcerário. Porém, essas vítimas não estão presas por defenderem uma revolução marxista-leninista nem são das classes favorecidas - da mídia, deputados, senadores, artistas ou seus parentes -, assim, não serão indenizadas nem terão a solidariedade da esquerda radical, hipócrita e revanchista, encastelada nos altos escalões da política e da sociedade nacional. 

General Rocha Paiva.