MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

A besta golpista preferida de Roberto Pompeu de Toledo



A besta golpista preferida de Roberto Pompeu de Toledo

Félix Maier

Na edição de Veja de 26/11/2014, no texto “Caro golpista”, Roberto Pompeu de Toledo faz críticas à manifestação popular ocorrida na Avenida Paulista, no dia 15/11/2014, em que algumas faixas pediam intervenção militar no Brasil.

Depois de repetir o que pensam os comandantes das três Forças Armadas, como o do Exército (“Nós vivemos há muitos anos em um ambiente de absoluta normalidade”), Toledo prevê o que poderia ocorrer se houvesse um golpe militar:

“A imagem de um general de óculos escuros sintetiza os acontecimentos no Brasil. Os EUA anunciam a reavaliação das relações. Países europeus chamam seus embaixadores. Dezenas de países decidem boicotar a Olimpíada do Rio de Janeiro”.

Obviamente, tal análise prospectiva não merece nenhuma consideração porque o Brasil de 2014 não tem o amparo popular irrefutável de 1964, quando milhares de pessoas foram às ruas para exigir a intervenção das Forças Armadas, a fim de acabar com a ameaça comunista e com a bandalheira governista da dupla carbonária Goulart-Brizola. Na época, a sustentação da intervenção militar estava calcada em quatro dimensões: o IPES, o IBADE, a CAMDE e as Forças Armadas, com destaque para o Exército, com as ações de Golbery do Couto e Silva durante o período pré-1964 e com a liderança de Castello Branco no final do processo. Não foi, portanto, um golpe, algo que ocorre de dentro dos quartéis para fora, mas uma revolução ou um contragolpe, pois desde 1961 havia no Brasil centros de formação de guerrilheiros cubanos para implantar o comunismo no Brasil.

Dizer que uma ou duas faixas nas ruas, que pedem a intervenção militar, é algo muito grave é o mesmo que dizer que meia dúzia de neonazistas está em condições de tomar o poder na Alemanha. Toledo, nessa questão, não passa de um embusteiro. A TV e muitos jornalistas fizeram questão de dar destaque a essas faixas de intervenção militar, esquecendo de mostrar a multidão que invadiu a Paulista no dia 15 de novembro, com faixas pedindo o impeachment de Dilma por estar diretamente envolvida na roubalheira da Petrobras e no projeto internacionalista do Foro de São Paulo, de comunizar toda a América Latina, caracterizando verdadeira traição à Pátria brasileira. O que Toledo e a mídia em geral fizeram, como caixas de ressonância, foi exercitar um verdadeiro serviço de contrainteligência, de desinformação, de despiste dos verdadeiros fatos, para diabolizar a manifestação do Dia da República, assim como fizeram os black blocs em junho e julho de 2013.

Para haver uma intervenção militar, é necessário que haja, em primeiro lugar, um comandante militar disposto a fazê-la. E esse militar não existe em 2014. Com a criação do Ministério da Defesa, em 1999, os comandantes militares perderam o status de ministros e não passam, hoje, de eunucos comandando forças brancaleônicas que não têm capacidade para sustentar um combate por mais de uma hora, por falta de munição, como denunciou o general Santa Rosa.

Toledo finaliza seu texto, afirmando: “... amigo golpista, recolhe sua faixa e toma juízo. Deixe de ser besta, cara. Se você quer fazer oposição ao governo, está marcando gol contra”.

Melhor faria Toledo se denunciasse o verdadeiro golpista que existe no Brasil, que é o governo do PT, que está utilizando a democracia para dinamitá-la e implantar, sob as ordens do Foro de São Paulo, uma verdadeira União das Repúblicas Socialistas da América Latina – URSAL, uma nova União Soviética, do México à Patagônia. Se Toledo não denunciou até hoje esse golpe, é porque ele tem um golpista preferido, o golpista que não é “besta”, mas muito “esperto”: o PT.

Não sei se por ignorância, ou má fé, Toledo ainda não se deu conta da ilegalidade que existiu nas campanhas petistas, desde Lula, em que um partido nacional, o PT, está atrelado a um órgão internacionalista, o Foro de São Paulo, ao qual está inteiramente submisso, cumprindo todas as resoluções emitidas em suas Atas. É tão ilegal o PT participar de campanhas presidenciais quanto foi ilegal a criação do PCB, em 1922, quando não era um partido político brasileiro, mas um apêndice de Moscou.

Afinal, por que uma enxurrada de guerrilheiros cubanos, fantasiados de médicos, entrou no Brasil pela porta da frente, com a ajuda dos Hércules da nossa FAB, configurando um verdadeiro cavalo de troia comunista plantado em nossa Pátria, como jamais se viu? Ora! Esses espiões cubanos, todos muito bem adestrados em manuseio de armas, explosivos e ações militares, serão acionados oportunamente, junto com hordas do MST e movimentos radicais congêneres, para promover atos terroristas, aterrorizando a nação, além de participar de repressão e tortura que serão aplicadas aos que não aceitarem viver sob um regime totalitário fascicomunista, que é ainda hoje o sonho da antiga terrorista Dilma Rousseff. Se nada for feito para barrar o intento criminoso do PT, o Brasil, amanhã, poderá ser a Venezuela de hoje.

Assim, as faixas exigindo intervenção militar não é coisa de maluco. Afinal, está escrito na Constituição que as Forças Armadas, como Garantidores da Lei e da Ordem (GLO) - prerrogativa que o PT quis retirar da Carta Maior durante a Assembléia Constitunte - podem ser acionadas, sim, para derrubar um governo, caso esse governo não cumpra as leis democráticas vigentes e esteja vendido a interesses espúrios como os vindos de Cuba, que é destruir a democracia e implantar uma ditadura comunista. As Forças Armadas têm o dever constitucional de defender os interesses do País, referentes à integridade nacional e autodeterminação, contra essa vergonhosa ingerência estrangeira que se observa nos dias atuais, em que a espúria UNASUL se intromete nos assuntos internos de outros países, como foram os casos vergonhosos ocorridos em Honduras e no Paraguai.

Nesse sentido, uma intervenção militar está até passando da hora. Além de não haver um Castello Branco nos dias atuais, o problema é: entregar a quem o governo, se o próprio PSDB é irmão siamês do PT? Afinal, foi FHCannabis - hoje mais preocupado em descriminalizar a maconha do que em fazer uma oposição eficaz contra os desmandos e a roubalheira do PT -, quem tirou a tampa da boca do inferno, ao conceder indenizações milionárias aos terroristas de esquerda que hoje estão no poder e promovem um revanchismo sem fim contra os militares, como visto no calunioso Relatório Final da Comissão Nacional da Verdade.

Como se pode comprovar, Dilma Rousseff não mudou nada em relação à sua ideologia comunista. Anteriormente, os grupos terroristas de que a jovem Dilma participou matavam inocentes e assaltavam bancos para transformar o Brasil num Cubão. Hoje, os grupos políticos que apoiam a Dilma avó assaltam estatais para se manter no poder e têm como objetivo final transformar o Brasil num Cubão.

O que o Sr. diz sobre isso, Roberto Pompeu de Toledo?