MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Comissão da Verdade pedirá punição para cerca de 100 militares vivos, diz Pedro Dallari



Comissão da Verdade pedirá punição para cerca de 100 militares vivos, diz Pedro Dallari

Fernando Rodrigues

Do UOL, em Brasília


A Comissão Nacional da Verdade entregará à presidente Dilma Rousseff seu relatório final em 10.dez.2014 recomendando a responsabilização criminal –e a punição– de aproximadamente 100 militares que ainda estão vivos e participaram de maneira direta de violações de direitos humanos durante a ditadura militar (1964-1985).

Em entrevista ao programa "Poder e Política", do UOL, o coordenador da Comissão Nacional da Verdade, Pedro Dallari, 55 anos, declarou que esse desfecho "é uma decorrência natural da apuração" realizada durante 3 anos de trabalho.

Obs.: Se a Lei da Anistia ainda está em vigor, a pergunta que cabe aqui é: Pedro Dallari é um idiota ou um patife? (F. Maier)

A quem interessar possa.

Em Out 2011, escrevi o artigo que se segue.  Já naqueles dias era previsível o desenlace que vemos hoje. No dia 10 Dez 14, muito provavelmente, assistiremos a santificação de bandidos e, na assistência, serão filmados e fotografados para a posteridade os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. Provavelmente não engrossarão os aplausos, mas estarão presentes.

Hoje, há anos afastado, ignoro o que se pensa nos quartéis. Sinto que a corda está sendo esticada ao máximo e não sei, sinceramente, qual será o resultado. Falará mais alto a tradição ou as conveniências do momento?

Qual a razão de as medalhas concedidas às ratazanas petistas ainda estarem na posse deles? Quem faz ver o absurdo de alterar o nome da ponte Rio-Niteroi?  Qual a razão da Brigada 31 de Março passar para, simplesmente, Brigada de Montanha? E a enxurrada da troca de nomes em escolas, ruas, avenidas, etc, demonizando os dignos nomes com que foram batizadas?

Será que viaturas blindadas de transporte de pessoal, submarinos nucleares (por enquanto, em projeto), aviões de última geração (chegarão a partir de 2018) e outras pequenas coisas, compensam a transformação da tropa de combatente em policial, o achatamento dos soldos, etc.? Será esse o preço da mudez dos chefes militares? 

Não posso crer que homens encanecidos na vida militar aceitem, sem tugir nem mugir, que velhos chefes, muitos dos quais talvez tenham sido seus comandantes ou instrutores no passado, sejam tratados como marginais, como escória, como bandidos psicopatas.

Revoltam-me, causam-me asco, as palavras do Dalmo Dallari, esquerdista que já passeou pelo PT e PSB e, hoje, procura posar de defensor da democracia e da verdade.

Osmar José de Barros Ribeiro

A esdrúxula Comissão da Verdade

(Osmar José de Barros Ribeiro, 13 Out 2011)

Longe de nós buscarmos as causas que nos trouxeram à atual situação de descalabro político-administrativo, onde desponta o descontentamento de ponderáveis parcelas da sociedade nacional, inclusive de setores militares. Para fazê-lo, existem pessoas melhor qualificadas. Assim, buscamos somente apresentar o despretensioso esboço de um quadro que, cedo ou tarde, terminará em tragédia.

Os recentes governos, pondo em prática as teorias criadas por Antonio Gramsci e seguindo os exemplos da Argentina e do Uruguai, puseram-nos em marcha batida para a ditadura socialista buscada pelo Foro de São Paulo. Pena que, apesar de todos os indícios, muitos ainda não se tenham dado conta da profunda e progressiva dominação do poder pela esquerda organizada. E tudo se torna ainda mais sério e preocupante quando observada a lenta e progressiva desvirtuação das Forças Armadas, tudo aliado à sua sutil tentativa de cooptação.

É nesse quadro, por demais semelhante ao que se passa nas nações platinas, que sob o guante de antigos e empedernidos terroristas, surge a malfadada Comissão da Verdade, cujo relator no Senado Federal foi militante ativo, cúmplice de assaltos e ex-motorista de Marighela, este último um ícone dos comunistas. 

E o que pretende tal Comissão, cujos filhotes surgem às pencas nos Estados? Condenar aqueles que, no estrito cumprimento de ordens legais, venceram de forma irretorquível os que se lançaram na luta armada. Como complemento, embora de importância, acabará por apontar as Forças Armadas de ontem como divorciadas das atuais, uma forma de deixar desamparados os velhos combatentes. 

Que moral tem, para agir dessa forma, aqueles que de forma fria, covarde e traiçoeira, assassinaram inocentes, assaltaram bancos, quartéis e hospitais, aleijaram simples transeuntes em vias públicas, seqüestraram representantes diplomáticos, explodiram bombas, traíram as Forças Armadas e, não poucas vezes, torturaram e mataram seus próprios companheiros?

Na Argentina, diz Pilar Rahola, lobos dogmáticos vendem idéias reacionárias, disfarçados de cordeiros progressistas,... essa esquerda algum dia terá de dar explicações à História por haver traído os valores da liberdade. ... Vocês (refere-se aos argentinos, mas bem poderia dirigir tais palavras aos comunistas brasileiros) somente choram uma parte das vítimas. As outras, desgraçadamente, não são ninguém, são depreciadas e esquecidas. Como se aqueles que empunharam armas, mataram e queriam impor uma ditadura comunista, fossem libertadores. Como se as vítimas fossem culpadas do próprio assassinato! Que inversão de valores, assassinar impunemente em nome da liberdade dos povos!

No Brasil, não há como fugir da verdade: aqueles jovens de ontem, hoje encanecidos governantes, seguiam e seguem, ao pé da letra, embora por outros meios, o conselho de Guevara: é preciso, acima de tudo, manter vivo o ódio intransigente ao inimigo; ódio capaz de levar o homem além dos seus limites naturais e transformá-lo em uma fria, seletiva, violenta e eficaz máquina de matar.

Os terroristas buscavam, de forma insana e cruel, a imposição de um regime marxista-leninista. Sem apoio popular, derrotados nas cidades e no campo, lobos em pele de cordeiro, mudaram apenas de tática e sentem-se, hoje, fortes para matar moralmente, de forma seletiva, violenta e eficaz, seus vencedores.

Abandonaremos nossos heróis à própria sorte? Esqueceremos que eles nos livraram da escravidão comunista? A Verdade prevalecerá sobre a falsidade e a mentira?
Só o futuro dirá.