MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O ORVIL na visão de Elio "Parmegiani" Gaspari


sábado, 17 de novembro de 2012


ORVIL Na visão de Elio "Parmegiani" Gaspari!

por Licio Maciel
 

As livrarias Travessa, Saraiva e Cultura, do Rio de Janeiro, já solicitaram exemplares. Além da LivrariaBrasil.net, livraria virtual, a rede está crescendo. O livro pode ser pedido, também, para josecn@msn.com ou para liciomaciel@gmail.com ou, ainda, diretamente para a Editora Schoba.
De acordo com a informação do Diretor de Coordenação Editorial da Editora Schoba, Sr. João Lucas Schoba, as vendas estão indo de vento em popa.
Do site do Elio Gaspari “Macarroni”, tiramos o comentário galhofeiro como ele só:
Chegou às livrarias a edição impressa de “Orvil – Tentativas de Tomada do Poder”. O título significa “Livro”, escrito ao contrário.
Trata-se de um compêndio organizado em 1985 no falecido Centro de Informações do Exército. Destinou-se a contar a história do combate a grupos esquerdistas durante os anos 60 e 70 sob a ótica dos agentes de uma política de Estado que patrocinou, estimulou e encobriu torturas, assassinatos e extermínios.
Quando o livro ficou pronto, o governo Sarney resolveu arquivá-lo, para não reabrir feridas que nunca cicatrizaram. O texto foi para a internet e agora tem 922 páginas. Foi organizado pelo tenente-coronel Lício Maciel (veterano do Araguaia, onde foi ferido no rosto) e pelo tenente José Conegundes do Nascimento.
É uma árvore sem tronco. Omite os crimes do Estado, mas é um relato informativo das ações, assaltos e assassinatos praticados durante o surto terrorista.
Quando trata da Guerrilha do Araguaia, informa que no final de 1973 os efetivos do PCdoB “haviam-se reduzido a um terço do existente em abril de 1972″, quando o foco foi descoberto. Aceitando-se esse cálculo, eles seriam pelo menos vinte.
É aí que entra uma pergunta que poderá ser respondida por veteranos da “tigrada” e pelos atuais comandantes militares à Comissão da Verdade. Se o Exército estava lá para capturá-los, como se explica uma operação militar que não conseguiu pegar um só? Sumiram todos. Foram-se embora num disco voador albanês?
Nunca é demais lembrar: em maio de 1945, depois do suicídio de Hitler, havia 20 pessoas no seu bunker, em Berlim. Sumiu só uma.
**************************************************************
Uma pequena resposta:
Ao alcaguete Carcamano Spagheti Parmezão, espião de uma figa:
O EB esperou 4 anos para que os fanáticos desistissem do suicida intento: depois da prisão do mensaleiro de festim, foram efetuados esforços para que desistissem, por meio de lançamento de panfletos e por meio de megafone lendo-as, de aeronave de ligação, monomotor, concitando-os a desistirem, em sobrevôos exatamente nas áreas dos acampamentos dos três grupamentos indicados por “Geraldo das Cuecas Cheias de Dólares”. Dentre outros esforços, inclusive com apresentação do mensaleiro bem tratado, gordo e feliz para que todos vissem em Xambioá ou turisticando em Marabá e arredores.
Essas missões à baixa altura, eram bem perigosas, exposta a tiros de mosquetão e escopeta, que eles possuíam. Este esforço se estendeu desde o começo, desde logo depois da prisão do Genoíno, abril de 1972, até janeiro de 1974. Eu, ainda convalescendo dos ferimentos causados pela caninana “Sônia”, participei dessas missões.
Depois da prisão do escoteiro mensaleiro, o Exército teve o cuidado de levantar todas as informações prestadas por ele, confirmadas a maioria, as mais importantes, como locais de acampamento dos grupamentos, postos de abastecimento, efetivos e comandos, na operação de informações denominada “Sucurí”, que durou 5 meses, até que um dos nossos participantes foi notado, descoberto e trucidado (soldado Valdir de Paula, cujo corpo nunca foi encontrado).
As operações de combate só foram iniciadas em começo de outubro/1973, com a Ordem de Operações. O movimento dos bandidos só foi eliminado em 25/12/1973. Portanto, em pouco mais de dois meses, o Exército terminou com a farra dos discípulos da Múmia do Caribe e protegidos de Fumanchú de Pequim. Aliás, naquela época, duas baterias de Artilharia, com algum ex-combatente da FEB na Linha de Tiro, teria acertado as pontas… hoje, sem munição, o Exército da Salvação poderia ser chamado para cumprir a missão. Aí, você já estaria de pança cheia de macarrone preparado por Cesare Batisti…
Com seu tirocínio jornalista e senso humanitário aprendidos com Golbery, procure respostas para o seguinte:
1 – Quem trucidou João Pereira, retalhando-o a facão? Foram dois companheiros de Genoíno, dois assassinos do destacamento B da Gameleira, de Osvaldão. Ele, Genoíno, portanto, deve saber quem foram os anjinhos. Mas não fala de vergonha. Sempre soube que os dois assassinos, num encontro com a tropa, próximo a Santa Isabel, em meados de 1972, correram ao receber a voz de prisão; um deles morreu na hora, com um tiro certeiro; o outro levou um tiro de munição traçante que entrou no calcanhar e foi queimando, alojando-se no joelho. Ele urrava desesperadamente de dor, até o magnésio se extinguir.
O Antonio Pereira Filho, irmão mais velho do João, pegou a arma de um agente, foi lá e deu-lhe um tiro na testa, vingando finalmente o assassinato do irmão caçula. Na época, foi achado ruim o ato do Antonio; hoje, deveria ter sido feito o mesmo em todos eles, pelo menos o número de mensaleiros seria bem menor.
Depois de tantos anos, confundi, esqueci, os nomes dos dois assassinos do João Pereira, até que li sobre o incidente do tiro traçante, com a informação de que os restos do Amauri satisfaziam aos dois itens: um tiro na cabeça e o osso da perna queimado. Podia, portanto, ser ele, o Amaury. Mas, em outras fontes, as revelações eram de que o Amaury foi morto no combate decisivo de 25/12/73. Assim, voltei à estaca zero no assunto. E silenciei sobre o Amaury, até que surjam novos fatos.
O incidente da morte de João Pereira é o único, em toda a luta, que me atormenta sobremaneira até hoje. Eu não queria levá-lo como guia, pois, embora ninguém ainda soubesse dos perigos que os amigos do Pedro Albuquerque representavam, eu já desconfiava que ele estava falando a verdade sobre a existência de guerrilha na área. Poderia estar, porém despistando. Os papéis de Marighella não deixavam dúvidas. A presença confirmada do Haas na área. O depoimento de Pedro em Fortaleza era convincente, embora ele tentasse se fazer de debilóide em Brasília. O João Pereira tinha a idade e a compleição física do meu filho mais velho, da mesma idade; o mesmo jeitão alegre, feliz, era um bicho do mato, puro e ingênuo nos seus 17 anos; eu não queria arriscar comprometê-lo com bandidos. Recusei o oferecimento de Antonio Pereira, o pai. Mas, diante da insistência dele, aquiesci para não parecer grosseiro; levamos o pobre coitado de João Pereira, sem necessidade, pois o Pedro estava conosco e sabia onde era o local de onde fugira meses atrás.
2 – Quem matou o Cabo Rosa? Qual o guerrilheiro que o atingiu covardemente quando, nu, se banhava no rio Gameleira? O Cabo Rosa estava tomando banho no rio Gameleira, completamente desprevenido, nu. O valente guerrilheiro não lhe deu chance de defesa: massacrou o pobre militar que ele sabia que estava temporariamente no Exército e estava ali cumprindo ordens. Poderia ter apanhando sua arma e o deixado fugir; era um garoto…
3 – Quem matou o Sargento Mário Abrahim? Diante de várias versões, como aceitar a correta? Os moradores hoje, atrás de indenizações, inventam o que bem entendem. E os comunas se aproveitam, incentivam, dão esperanças e até mesmo prometem mais dinheiro.
4 – O que houve de fato com o Sargento Brito, cuja morte até hoje não está bem explicada?
5 – Quem matou o Soldado Francisco Valdir de Paula, cujo corpo nunca foi encontrado?
6 – Quem atirou no Tenente Álvaro, acertando-lhe um tiro traiçoeiro no ombro, de surpresa e pelas costas, quase o matando em plena selva? O ferimento quase lhe arrancou a omoplata e infeccionou seriamente, quase lhe tirando a vida.
7 – O que realmente aconteceu com o Soldado Jaime Kardiwski, encontrado morto nas matas, com indícios de ter sido trucidado pelos guerrilheiros?
8 - Em que circunstâncias se deu a morte do Soldado Luiz Antonio Ferreira?
9 – Quem atirou ferindo o Tenente Felipe Macedo Jr?
10 – Quem atirou no Soldado Maurício Jacinto Fernandes?
11 – Quem matou o posseiro Osmar?
12 – Quem fez parte do pelotão de fuzilamento (formado só de mulheres) do morador Pedro Mineiro, capataz da Fazenda Capingo? No livro sobre as mulheres da luta armada, o jornalista Maklouf não citou tal fato, omitiu propositalmente, na certa. Mulheres mal amadas da luta armada…
13 – Porque nunca entrevistaram o Antonio Pereira Filho, irmão mais velho do João Pereira? Maior prova de revanchismo reside aí: eles só entrevistam moradores sedentos de grana. Não existem mais repórteres tipo Euclides da Cunha ou os donos de jornais é que murcharam? Estão mortos e não sabem. Ou comprados, irremediavelmente desmoralizados, pela fortuna arrecadada do mensalão.
14 – Porque os guerrilheiros não resgataram os corpos de seus elementos mortos? O corpo da ”Sônia”, por exemplo, permaneceu jogado a pouco menos de um quilômetro da base do destacamento A, de Paulo Rodrigues, onde ficava inclusive o acampamento do “Velho Mário” (Mauricio Grabois) e todo o comando militar da guerrilha. Vários moradores viram e avisaram. E a época ainda era de calmaria… Ao saber que seu filho e outros guerrilheiros tinham sido mortos em combate, o “Velho Mário” limitou-se a registrar no Diário, lamentando bastante e revelando que o Zequinha era seu filho André Grabois; porque não foi até o local do combate, pelo menos para ver onde enterraram os corpos, o que havia sobrado por lá?
15 – Porque Maurício Grabois, abandonado pela cúpula do PCdoB, não desencadeou a retirada tática ou estratégica, evitando o sacrifício de seus comandados? Era comandante da guerrilha ou estava só escriturando, tal qual Pigafetta, um diário de bordo? Sacrificou desnecessariamente os seus infelizes seguidores, contrariando todos os preceitos rudimentares de estratégia.
Dizem que estava doente (doente de raiva, naturalmente). Esperava a ambulância…
16 – Por que todos os derrotados da luta armada estão ricos?
Muitas barbaridades cometidas pelos bandidos já estão sendo reveladas pelos anjinhos recalcitrantes bandidos, esclarecidas as identidades dos que as praticaram, muitos ainda hoje enganando o povo, mas felizmente já plenamente desmascarados, identificados e denunciados e apenados pela Suprema Corte, prestando contas à Justiça.
Nunca brinque com o EXÉRCITO BRASILEIRO!!! Principalmente nas selvas… lá tem cobras, muriçocas e onças…além de tiranaboias…