CUBA CRIMINALIZA A NORMALIDADE
O antissemitismo castrista, assim como o de toda a ultra-esquerda, já é de longa data...
BEATRIZ W. DE RITTIGSTEIN – para o jornal venezuelano ‘EL UNIVERSAL’ - TRADUÇÃO DE FRANCISCO VIANNA
Terça feira, 22 de março de 2011
Nas ditaduras não existem instituições nem institucionalidade, não há independência de poderes, a justiça não é servida e qualquer desculpa é bastante para que as autoridades tomem em suas mãos a vida e o destino das pessoas. Assim ocorria na extinta URSS e continua ocorrendo em Cuba. Um caso ilustrativo é o do americano estadunidense Alan Gross, condenado há poucos dias a 15 anos de prisão, acusado de trabalhar para seu país num projeto de redes de informática clandestinas contra o governo comunista.
Gross foi preso em Havana em dezembro de 2009, segundo o ditador Raúl Castro, por ‘agir como agente de Washington na distribuição de sofisticados equipamentos de comunicação a opositores cubanos. Na realidade, ele ajudou a comunidade judia a ficar plugada na Internet. Esse foi o seu “crime”.
Como disse uma diplomata norte-americana: "Cuba criminaliza o que a maior parte do mundo considera normal, o acesso à informação e à tecnologia". As autoridades cubanas não apresentaram acusações contra Gross até fevereiro deste ano, ao anunciar seu julgamento; ou seja, ficou preso durante quinze meses sem saber de que o culpavam. A natureza do regime cubano e um processo judicial cheio de anomalias nos fazem pensar numa moeda de câmbio. Cuba busca libertar três cubanos e dois estadunidenses a serviço de seu sistema de inteligência, infiltrados nos EUA, sentenciados por espionagem e conspiração para assassinar.
Além do mais, Gross é judeu e isto deve ter pesado contra si. Fica suspeito que o governo cubano tenha "armado" contra uma só pessoa, um judeu, numa guerra cibernética entre EUA e Cuba. O antissemitismo castrista, assim como o de toda a ultra-esquerda, já é de longa data e inclusive motivou o envio de soldados cubanos à Síria para lutar contra Israel.
bea.rwz@gmail.com
quarta-feira, 23 de março de 2011
O antissemitismo castrista
Postado por Félix Maier às 13:28
