MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Caso Alcântara: sabotagem de quem?

Este sim é um caso grave e relevante para a "Comissão da verdade" investigar e esclarecer. 21 brasileiros mortos em Alcântara no Maranhão como herois a serviço da Pátria e não no Araguaia como bandidos terroristas servindo a Cuba.

Por que só o os técnicos do CTA, (foguete), foram eliminados sendo que também havia gente da Atech, (sistemas de segurança), e do INPE, (satélite) participando, em campo , da campanha de lançamento?

Clique na imagem para ampliar

Este sim é um caso grave e relevante para a "Comissão da verdade" investigar e esclarecer. 21 brasileiros mortos em Alcântara no Maranhão como herois a serviço da Pátria e não no Araguaia como bandidos terroristas servindo a Cuba.

Por que só o os técnicos do CTA, (foguete), foram eliminados sendo que também havia gente da Atech, (sistemas de segurança), e do INPE, (satélite) participando, em campo , da campanha de lançamento?

***

O FAROL eletrônico

Movimento Nativista

A vigésima segunda vítima de Alcântara

(Ronaldo Schlichting - O Farol nº 106, Setembro/2003 - FE 22/11/2003)

Face a somatória dos fatos que estão vindo ao conhecimento público e que agora vão se encaixando como peças de um gigantesco quebra-cabeça, começam a revelar esta escandalosa e trágica realidade referente ao drama vivido pelo nosso Programa Espacial.

A comissão criada para investigar a última explosão ocorrida em 22 de agosto de 2003, não deveria ser integrada por técnicos nem cientistas mas, sim por policiais e por promotores públicos, pois, a questão não é como, mas sim: Quem foi? A pergunta vale também para as “falhas” ocorridas com o primeiro e com o segundo VLS.

Revista ISTO É - 10/09/2003

.... “Não é de hoje que a suspeita de sabotagem ronda o programa espacial brasileiro. Às 9h25 do dia 2 de dezembro de 1997, o País tentava, pela primeira vez, fazer o seu VLS subir. Como o quarto motor não funcionou, a operação foi abortada 65 segundos após a decolagem. Acionado o dispositivo de destruição automática, o VLS caiu no mar, a 1.920 metros de distância de Alcântara. A investigação formal concluiu que houve uma falha no sistema de ignição, pois não houve corrente suficiente para provocar a explosão que acionaria o motor. Os fornecedores dos componentes do sistema de ignição descartam essa versão. “Se isso ocorreu, é porque alguém sabotou e montou errado o sistema, pois todos os componentes foram entregues dentro do previsto”, disse um dos fabricantes à ISTOÉ. Ele explicou que, antes das peças serem montadas no VLS, outras 498 do mesmo lote foram testadas e aprovadas. O empresário disse que continua fornecendo os mesmos itens ao programa espacial e que depois do incidente de 1997 nenhuma modificação nos componentes foi solicitada. “Isso prova que o problema não estava na fabricação da peça”, conclui. No comando da Aeronáutica, muitos acreditam que o VLS foi sabotado.

O fantasma da sabotagem voltou a assombrar em 1999, quando uma falha ainda não explicada provocou o acionamento do sistema de autodestruição do segundo VLS. A assombração voltou a rondar Alcântara em abril deste ano, quando se planejava o terceiro lançamento do foguete brasileiro. Dessa vez, quem abortou a operação foi o comandante Bueno, que recebeu a informação de que um funcionário havia sabotado um componente do VLS. Bueno interrompeu o processo, reteve os crachás que davam acesso à base e trocou as catracas eletrônicas. “Tudo foi remontado. Tomamos os cuidados possíveis para que nada desse errado”, disse o brigadeiro. No mês passado, os cuidados foram redobrados”... 48 horas após a explosão do VLS, apesar de todo o sigilo imposto ao caso pelas autoridades militares da FAB, a Rede Globo ganhou “de bandeja” uma entrevista exclusiva com a vigésima segunda vítima da tragédia de Alcântara. Esta entrevista foi apresentada durante o programa Fantástico do dia 24 de agosto de 2003.

REPÓRTER: ... Os sobreviventes foram proibidos pelos dirigentes do CTA de dar qualquer declaração sobre o que aconteceu na base de Alcântara mas, um deles aceitou gravar a entrevista. Ele disse que os telefones da base chegaram a ser cortados logo depois do acidente para evitar vazamento de informações e hoje revelou com exclusividade detalhes da tragédia. O funcionário do CTA que pediu para não ser identificado deixou a plataforma de lançamento minutos antes do acidente. (Imagem e voz distorcidas do declarante).

TÉCNICO: “Eu fui pegar a chave do carro do meu chefe que “tava” a quatrocentos metros. Já dentro do carro quando eu olhei – pequena pausa – pelo retrovisor vi o início da ignição de um motor, o motor A – pausa – foi quando conseqüentemente foi desenvolvido (palavra não inteligível) de todos os motores se incendiando. Saí do carro desesperadamente tentei correr para lá mas voltei porque o calor era muito grande. No início era 1.700 graus, mas depois do incêndio de todos os motores dava 3.000 graus centígrados mais ou menos.

Globo – OS MOMENTOS DE HORROR

TÉCNICO: Colegas ali em cima sem poder fazer nada se jogando lá de cima da torre.

Globo – A PROVÁVEL CAUSA DO ACIDENTE

TÉCNICO: “Estava fazendo os últimos teste na onde fica a coifa - pausa - é, no motor, na parte de cima onde fica a coifa e o incêndio a ignição do motor foi no primeiro motor “A”. Não sei como é acontecido mas, agente é proibido de entrar com rádio, celular e máquina fotográfica. Tudo isso pode interferir”.

Análise da reportagem e da entrevista degravada.

DATA VENIA - Como se pode constatar pela leitura da degravação das declarações da “vigésima segunda vítima”, ela fala muito mal o português e é tremendamente imprecisa em suas declarações. Como as autoridades do CTA afirmam que todos eram técnicos e engenheiros altamente qualificados com muitos anos de experiência, concluímos que esta, no máximo, poderia ser o faxineiro da torre de integração, portanto, uma testemunha suspeita para ajudar a esclarecer o caso.

DATA VENIA – A ”vigésima segunda vítima” declara que saiu da torre porque foi buscar a chave do carro do chefe. Qual carro do chefe? Nenhum técnico do CTA de São José dos Campos foi para Alcântara de carro. O possível carro a que a vítima se refere poderia ser uma viatura da própria unidade militar. Mas, por que buscar a “chave do carro do chefe” se estavam em uma zona de segurança altamente protegida? Quem iria roubar o que ou o carro do chefe?

A globo diz que os sobreviventes foram proibidos pelo CTA de dar qualquer declaração. Só que na prática existe apenas um único sobrevivente, “A VIGÉSIMA SEGUNDA VÍTIMA”, que pediu para não ser identificado. Mas não ser identificado por quem? Porque para o CTA ele está mais do que identificado. Eram 22, morreram 21, sobrou um. E como foi dar as declarações para a Globo se estava proibido pelo CTA?

As declarações da “vigésima segunda vítima” sobre os trabalhos que estavam sendo realizados naquele momento no VLS, apesar de serem trucadas e confusas, se chocam frontalmente com as informações prestadas pelo Diretor do CTA, Brigadeiro Tiago da Silva Ribeiro. 22ª, vítima ou suspeito?

Obs: As noticias publicadas pela revista ISTO É desta semana vem confirmar as denúncias que eu vinha fazendo e também já publicadas pelo O Farol: "...uma falha ainda não explicada provocou o acionamento do sistema de autodestruição do segundo VLS." A diferença é que eu complementei a informação dada pela revista dizendo que o acionamento do sistema de auto destruição do VLS foi causado por alguém que enviou um sinal eletrônico de fora da base de Alcântara.

Ronaldo Schlichting e-mail: papanegro@ig.com.br.

BRASIL ACIMA DE TUDO