MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Sobre a previdência dos militares

Sobre a Previdência dos Militares


por Gerhard Erich Boehme


No caso específico dos militares, desde os primórdios das Forças Armadas no Brasil, os militares enquanto vivessem recolhiam contribuições voluntárias, quer tivessem filhas ou não, para beneficiar a viúva e as filhas. Esse sistema era chamado de Montepio Militar.
Em 1960, o Governo resolve incorporar ao Tesouro os fabulosos recursos do Montepio Militar (que era propriedade privada dos militares) e, a titulo de compensação assume o compromisso de pagar a pensão militar em substituição ao Montepio Militar. Saliente-se aqui, que o Governo fez excelente negócio: incorporou uma fortuna ao Tesouro e comprometeu-se em desembolsar suaves prestações ao longo dos anos no pagamento de pensões.
Esse pagamento, ainda, era capitalizado pelas contribuições dos militares que deixavam para suas esposas e filhas os valores de 20 vezes a contribuição no caso de falecimento normal, 25 vezes no caso de falecimento em serviço e 30 vezes no caso de morte em campanha (guerra).
Esses valores recebidos, na verdade, eram pequenos e não raro as esposas e filhas de militares passavam necessidades quando a morte surpreendia o militar, principalmente para aquelas esposas e filhas dependentes de militares menos graduados.
Com o advento da constituição de 1988, outro golpe é aplicado em cima dos militares. É oferecido pelo governo, assim como para os funcionários civis, o pagamento da pensão integral na graduação ou posto do militar no momento de sua morte. Essa proposta resolvia os problemas das necessidades das famílias enlutadas, mas, em sua estrutura escondia um ardil contábil: as contribuições dos militares aumentaram desmesuradamente.
Em 29 de dezembro de 2000, nova alteração, e claro, mais um golpe. A contribuição aumenta mais (pensão para a esposa 7,5%, pensão para a filha 1,5% e fundo de saúde 2,7% dos vencimentos totais, perfazendo um total maior do que o recolhido pelos funcionários civis) e a obrigação de continuar esse recolhimento na inatividade (os militares são os únicos funcionários federais nessa situação). Esses fatos fazem com que os militares recolham as contribuições, em média, por mais de cinqüenta (50) anos.
Apesar de tudo, o governo tendo pleno conhecimento de toda essa realidade, não a divulga. A população do País ainda enxerga em cada militar um privilegiado, não raro exposto à execração pública. Onde o privilégio fica difícil de apontar (sem lembrarmos a penca de vicissitudes enfrentadas pelos militares ao longo da carreira) e o fato que a grande maioria dos países do mundo possuem um plano diferenciado de aposentadoria, com alguns privilégios, para os seus militares (no Brasil a aposentadoria dos militares também e diferenciada: é pior do que a dos funcionários federais civis, que nada mais pagam ao se aposentarem com vencimentos integrais).
Materializando essa situação, hoje, é mais ou menos essa: um Coronel, após mais de 50 anos de contribuição, (isso acontece em todos os postos ou graduações) contribui com R$ 960,00 mensais e ao falecer deixa uma pensão de R$ 8.000,00. Se essa retribuição fosse feita pelo critério anterior, ou seja, de 20 vezes o valor da contribuição, esse valor subiria para R$ 19.200,00. Um valor 120% maior. Em um plano de capitalização particular, durante 50 anos, essa importância seria consideravelmente maior.
Na nova reforma em gestação, novas perdas, com certeza, virão. Não temos sindicatos para defender os nossos interesses e não fazemos greves. Somos disciplinados e patriotas. Infelizmente os bravateiros são insensíveis e só conhecem os argumentos calcados na força.
Desse rápido estudo fica claro que o Governo, para resolver seus problemas de caixa, aplica seguidos golpes em cima dos militares. Nessa seqüência é plausível prever, num futuro próximo, o seguinte golpe: vamos matar todos os militares reservistas, reformados e os seus dependentes, pois esses velhinhos só dão prejuízos!
Pêsames aos brilhantes estrategistas Petistas, terroristas de ontem travestidos de políticos (péssimos) de hoje.
Agora vamos pensar nas aposentadorias milionárias de terroristas e assassinos, os quais sabiam a quem e por conta de quem lutavam, seguramente não era em favor dos brasileiros, queriam aqui nos impor uma ditadura, tal qual a que tivemos no lado mais triste da Alemanha durante os anos de 1947 e 1989.
Privilégios e benefícios são almejados por todos, e não custa lembrar um notório liberal francês e habilidoso por desmascarar as propostas socialistas surgidas na França na primeira metade do Século XVIII , que com sua frase foi sábio:
"O Estado é a grande ficção através da qual todo mundo se esforça para viver à custa de todo mundo." (Frédéric Bastiat)
.............


leia mais na


Fonte: Blog do Coronel Lício


COMENTO: daí se conclui que a bandalheira com os direitos dos militares não pode ser a $talinácio e seus comparsas. Ela iniciou no governo do tão incensato Juscelino Kubitschek, teve prosseguimento com a "obrada" do "senhor diretas" (aquele que de tão bom nunca foi encontrado) com a cumplicidade dos chefes que não souberam defender seus subordinados, e teve mais um avanço com a edição da "MP do Mal" (legítima negociação entre estuprador e estuprado, onde o conjunto dos militares entrou na posição passiva) durante o governo do "principe da sociologia", aquele sábio que pediu para esquecerem tudo o que ele havia escrito. Com certeza, pelo que vem sendo divulgado pelo Marechal Genérico, a pá de cal será jogada em breve sobre os despojos da dignidade dos que dedicaram sua vida à Pátria e terão como fruto, quem sabe, uma inscrição na bolsa-miséria socialista.

A TORTURA NÃO É HERANÇA MALDITA PARA OS ATUAIS COMANDANTES!


NÃO, JORNALISTA! A TORTURA NÃO É HERANÇA MALDITA PARA OS ATUAIS COMANDANTES!


AUTOR: MÁRCIO MATOS VIANA PEREIRA- Coronel Reformado do EB


Alguns jornalistas desfrutam de relativa fama de bons analistas políticos, em razão de serem tidos por progressistas, rótulo dado àqueles que acreditaram, por ingenuidade ou miopia, na utopia da doutrina comunista.


Os militares, vitoriosos da Guerra Revolucionária travada em forma de guerrilhas urbana e rural, se descuidaram em relação à comunicação, essencial para a conquista psicológica da população. Como conseqüência, na mídia, nas universidades, nos sindicatos e entre os formadores de opinião, a verdade dos fatos para a História foi sendo continuamente deturpada, ao longo dos anos, aproveitando o mutismo dos vencedores.


Aqueles que na clandestinidade traíram a pátria; seqüestraram Autoridades; assaltaram bancos; praticaram atentados contra quartéis; roubaram armas e munições; mataram militares e civis inocentes; detonaram explosivos em vias públicas ferindo transeuntes; assassinaram companheiros como justiçamento, e praticaram torturas física e moral, intrínseca nos crimes de seqüestros, foram transformados em heróis.


Os sobreviventes da luta armada, terroristas que em ações ensandecidas destinadas a implantar o comunismo no Brasil, em razão da Lei da Anistia, se deram muito bem, pois, hoje, como figurões do Governo petista, desfrutam de indenizações milionárias concedidas por uma espúria Comissão que, sem a menor noção de decoro e de imparcialidade, impunemente tem praticado extorsão contra o Tesouro Nacional


Enquanto os militares que representavam e defendiam o Estado e a lei foram transformados em vilões e comparados a nazistas, estuprando a História urdiram a versão bisonha de lutarem pela restauração da Democracia, versão felizmente já desmentida, inclusive pelas declarações e entrevistas de alguns ex-participantes de organizações terroristas.


É lamentável, e denotativo de mediocridade e de total falta de imaginação, a freqüência inoportuna e monótona como jornalistas retornam ao assunto tortura, que já não sensibiliza, motiva ou revolta os leitores, face o abuso da repetição nada mais acrescentar ao desgastado tema.


Agora, após a tentativa fracassada, do medíocre Ministro Tarso Genro, de tentar julgar e apenar o crime de tortura, do qual são acusados os militares, olvidando toda uma série de crimes sórdidos e hediondos praticados pelos terroristas, vem o jornalista Elio Gaspari de publicar um Artigo intitulado: " A tortura é a verdadeira herança maldita".


Arvorando-se de intérprete do pensamento dos brasileiros e de conselheiro dos atuais Chefes militares, numa tentativa ridícula de lançar a discórdia e a insídia no meio castrense, escreveu Gaspari: "Os comandantes militares precisam aprender a conviver com os crimes de seus antecessores" . Em outro trecho afirma: "Os comandantes militares carregam na mochila crimes alheios. ( A tortura, assim como o seqüestro, pode ter sido coberta pela anistia, mas crime foi.) Não são as vítimas, nem seus parentes que devem calar. São os comandantes que devem se acostumar ao convívio com a história."


Não, jornalista! Felizmente, nem os Comandantes atuais, nem os demais militares pensam assim, estando atentos, pois, hoje, como os seus antecessores faziam, acompanham, analisam e interpretam a conjuntura em todas as expressões do Poder Nacional, tendo um exato conhecimento do momento nacional, bem como dos reais fatos ocorridos no passado, razão de não se deixarem levar ou impressionar por factóides gerados para produzir determinado efeito político, nem por artigos, traduzindo opiniões de analistas que gravitam na mediocridade, sem credibilidade alguma, por faltar-lhes seriedade e imparcialidade nas análises consubstanciadas nos artigos que assinam, sobrando-lhes em facciosidade o que lhes falta em credibilidade, virtude indispensável ao mais bisonho dos jornalistas.


Não, jornalista Gaspari! Os Comandantes sabem que a Revolução de 64 evitou que não apenas o Brasil, mas, todo o Continente da América do Sul sucumbisse à agressão comunista. Sabem que os ex-Comandantes salvaram os brasileiros do infortúnio, desenvolveram o país e tentaram, pelo exemplo, reciclar moralmente a Pátria. Sabem que os cinco militares no exercício da Presidência da República foram honrados e dignos, sendo o patrimônio legado aos familiares inequívocas provas de honestidade, razão de nenhum haver tido o nome atrelado à corrupção. Sabem, também, da não existência de nenhuma instrução, ordem ou documento autorizando, permitindo ou recomendando a tortura como forma ou instrumento de luta revolucionária.


Não, jornalista! Os Comandantes, como os demais brasileiros não estão interessados em fatos ocorridos faz décadas, pois sabem que os militares representavam e defendiam o Estado agredido por fanáticos traidores da Pátria. Sabem que os seus antecessores, companheiros de farda e de ideal, lutaram em defesa da Democracia, da liberdade e da filosofia de vida reinante no mundo ocidental. Sabem que, mesmo exagerando, o somatório do total de mortos dos dois lados, em razão da guerra revolucionária travada, não chegou a 500, número bem menor, se proporcionado à soma das vítimas do crime organizado num trimestre, apenas no eixo Rio- São Paulo. Sabem que a classe militar, faz anos, é vítima de revanchismo e de discriminação, tendo os Ministérios militares sido arbitrariamente prejudicados na operacionalidade, por terem sido submetidos a uma inanição orçamentária sem precedentes.


Não, jornalista! Os Comandantes não estão querendo um furo jornalístico seu, informando, por exemplo, o que a Ministra e ex-terrorista Dilma fez com o dinheiro proveniente do assalto e furto do cofre do falecido Ademar de Barros, pois isso pertence a um passado anterior à Anistia, além do que, sabem faltar-lhe tutano para tanto.


Cooperando com o jornalista, opino que deva se atualizar no tempo, pois fato ligado ao período revolucionário não mais é herança maldita, pois, tudo já é do conhecimento do leitor.


Os leitores estão interessados não é em heranças, mas, em fatos malditos que maculam a imagem do Governo petista, ex-guardião da honra, da decência e da moralidade. O que a Nação almeja saber, é qual foi o exato envolvimento do presidente Lula no escândalo do mensalão. Na era petista denúncias em forma de escândalos são sucessivas. Que tal procurar esclarecer a verdade sobre as acusações de corrupção que teriam enriquecido o filho do presidente Lula?


Não, jornalista! O ontem é passado! O hoje, por ser presente, é o que importa! Herança maldita já é História e apenas serve para reciclar a memória. Fato maldito, ao contrário, é ato doloso de um Governo corrupto, cujo prosseguimento, para ser impedido, requer ação de todos os seguimentos vivos da Nação. Já que os atuais Comandantes não se sentem atingidos, nem prejudicados por nenhuma herança maldita legada pelos antecessores, sugiro que escreva algo de realmente útil, clamando pela apuração dos despudorados fatos malditos, consubstanciados nas vergonhosas maracutáias que estigmatizam e enlameiam o Governo do apedeuta Lula da Silva.

Existe perigo de retrocesso no Brasil


O Globo - 15/11/2010

'O perigo de um retrocesso (no Brasil) existe'

O sociólogo francês Alain Touraine diz que governo Dilma Rousseff é uma incógnita e critica autoritarismo de setores do PT

ENTREVISTA

Alain Touraine

SÃO PAULO. Um dos mais respeitados intelectuais franceses, o sociólogo Alain Touraine, de 85 anos, diretor da École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris, apresenta amanhã, em São Paulo, o seminário “Queda e renascimento das sociedades ocidentais”.

Touraine chegou ontem à capital paulista e, em entrevista ao GLOBO, falou sobre o temor de um retrocesso no Brasil, após a eleição de Dilma Rousseff. Apesar de elogiar os governos Fernando Henrique e Lula, frisou que o país tem um passado marcado pelo populismo e alertou para o autoritarismo de “segmentos do PT”: — A verdade é que não sabemos o que será o governo da nova presidente.

O intelectual também acredita que o tucano José Serra é peça fundamental para a oposição.

Márcia Abos

O GLOBO: O GLOBO: Como o senhor vê as transformações da sociedade brasileira nos últimos 16 anos? Como avalia a vitória de Dilma Rousseff? ALAIN TOURAINE: Uma coisa é clara. O Brasil tem um sistema político horrível, corrupto. Fernando Henrique Cardoso, em seus oito anos de governo, construiu as instituições. Fez uma transição perfeita para entregar a Presidência a seu sucessor, Luiz Inácio Lula da Silva.

Lula, por sua vez, realizou transformações sociais, tirando dezenas de milhões de brasileiros da miséria e da exclusão.

Graças aos dois, em igual importância, o Brasil tem os elementos básicos para desenvolver um novo tipo de sociedade.

Mas não sou necessariamente otimista. Não sabemos o que acontecerá daqui para a frente.

A nova presidente (Dilma) foi inventada por Lula. O Brasil tem um longo passado de populismo e a ameaça persiste devido ao nível de desigualdade social extremamente elevado. Após 16 anos dos governos FHC e Lula, é impossível questionar o potencial do Brasil. Mas o perigo de um retrocesso existe, até porque o passado do PT está longe de ser perfeito. Lula não foi autoritário, mas segmentos do PT o são. A ideia de Dilma esquentar a cadeira por quatro anos para Lula também me desagrada.

Em uma democracia, não pode haver presidente interino.

A verdade é que não sabemos o que será o governo da nova presidente, porque ela não tem experiência política. Mas eu acredito que o Brasil tem tudo para ser o lugar em que uma nova sociedade surgirá. Não vejo muitos outros países no mundo que tenham chances tão boas quanto o Brasil.

José Serra, candidato derrotado do PSDB, deu a entender que fará com seu partido uma oposição mais dura ao governo Dilma, diferente da postura de seu partido frente a Lula.

Como o senhor vê a polarização entre os dois maiores partidos brasileiros? TOURAINE: Neste momento, Dilma é Lula. Ninguém sabe nada sobre ela. Ela pode ter tendências populistas ou fazer um fantástico governo, não sabemos. O fato é que, depois de Lula, era impossível para José Serra vencer. Ele é extremamente competente, honesto e sério. Na oposição, é um ativo valioso para o Brasil frente aos riscos de irresponsabilidade e populismo.

Para o senhor, como a globalização transformou a sociedade pós-moderna? TOURAINE: Globalização significa muito mais que internacionalização.

Significa que nenhuma instituição política, social ou religiosa é capaz de controlar um sistema econômico globalizado.

Portanto, minha principal ideia é que a globalização significa o fim da sociedade. A diversidade dos atores é mais importante do que o sistema. O que restou é o mercado puro. Vivemos agora em uma não sociedade, na qual as pessoas estão interessadas em coisas sem significado.

Eliminar significados tem sido a aventura da Europa nos últimos 20 anos. Por exemplo, o desenvolvimento industrial sendo eliminado para dar lugar ao mercado financeiro: dinheiro pelo dinheiro. Na vida privada, teorias românticas do século XIX deram lugar ao erotismo, à pornografia, ao sexo sem comunicação, emoção ou intenção. Interesse e desejo são a mesma coisa.

Minha pergunta é se é possível reconstruir uma vida social a partir de nenhum elemento social, pois eles despareceram ao longo do caminho.

E é possível? Há esperança para a vida em sociedade? TOURAINE: O único movimento político realmente forte hoje é a ecologia. Pela primeira vez na História abandonamos a velha filosofia de Descartes ou Bacon de que a cultura domina a natureza. Pela primeira vez estamos preocupados em salvar a natureza sem destruir a civilização e vice-versa. Outra força antropológica pela qual tenho grande interesse é o movimento feminista. Mulheres em geral têm uma visão de sociedade que é o contrário do modelo masculino de tensão extrema, polarização. Mulheres buscam a conciliação em vez da oposição.

No entanto, o feminismo ainda não existe como força política.

O sexismo domina. Já avançamos, mas as mulheres continuam tratadas como vítimas.

Ninguém as menciona como alguém que faz coisas. São mais criativas que os homens, mas, por enquanto, aparecem como vítimas, principalmente da violência doméstica. A terceira força do que seria esta nova sociedade está no indivíduo, no direito a ter direitos, como dizia Hannah Arendt. Ninguém sabe o que democracia significa hoje, cada um tem sua definição. Para mim, democracia é ampliar o acesso de todos a serviços e bens básicos, como educação e saúde, entre outras coisas. É possível reconstruir uma sociedade baseada em termos não sociais universais, tais como a ecologia e os direitos individuais. Sou um grande defensor da ideia de universalização.

É fundamental reconhecer e garantir valores universais como, por exemplo, a liberdade religiosa. Recriar formas de vida coletiva e privada baseadas em princípios universais.

Se viver mais um ano, penso em escrever um livro com minhas ideias a respeito dessa nova sociedade possível.

PAC desvia R$ 70,5 milhões para os Irmãos Petralhas


Empreiteiras com obras irregulares do PAC deram R$ 70,5 milhões ao PT

Partido foi o maior beneficiado por essas empresas, que doaram R$ 240,5 milhões para campanhas no 1º turno das eleições deste ano


13 de novembro de 2010 14h 42


Alfredo Junqueira - O Estado de S.Paulo


Empresas responsáveis por obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) consideradas irregulares pelo Tribunal de Contas da União (TCU) doaram R$ 240,5 milhões para campanhas políticas ao longo do primeiro turno das eleições deste ano. O partido mais beneficiado pelas contribuições dessas empreiteiras foi o PT, cujas campanhas receberam R$ 70,5 milhões. Somente a direção nacional da legenda foi agraciada com R$ 18,7 milhões.
Com base em processos disponíveis no site do TCU, o Estado identificou empresas responsáveis ou integrantes de consórcios de 9 das 18 obras do PAC que apresentaram irregularidades graves e que, portanto, terão de ser paralisadas. Entram nesse grupo a Camargo Corrêa, integrante do consórcio contratado para realizar melhoramentos no Aeroporto de Vitória (ES). Foi a empreiteira que mais doou no primeiro turno: R$ 91,7 milhões.
Em seguida, vem a Construtora Queiroz Galvão. A empresa é responsável pela construção do Canal do Sertão, em Alagoas, da Adutora Pirapama, em Pernambuco, e faz parte do pool de empreiteiras que deveria reformar e ampliar o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. A construtora contribuiu com R$ 58,2 milhões.
Ainda integram o grupo as construtoras OAS (R$ 41,2 milhões), Egesa (12,3 milhões), Mendes Júnior (R$ 12,2 milhões), Constran (R$ 3,8 milhões), EIT - Empresa Industrial Técnica (R$ 9,7 milhões), Serveng (R$ 9,3 milhões) e Odebrecht (R$ 2,1 milhões). Todos esses montantes deverão ainda ser reajustados.
O prazo para a prestação de contas dos candidatos que participaram do segundo turno - inclusive da presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), e do candidato derrotado José Serra (PSDB) - termina no próximo dia 30.
Depois do PT, a legenda que mais recebeu recursos das empreiteiras das obras irregulares do PAC foi o PMDB, com R$ 38,4 milhões. Logo atrás aparece o PSDB, com R$ 38,1 milhões. O crescimento do PSB nas urnas se refletiu nas doações às campanhas do partido. Os socialistas, que passam a governar seis Estados a partir do dia 1.º de janeiro, ficaram em quarto lugar, com R$ 25,3 milhões - superando até o DEM, que recebeu R$ 16,5 milhões.
O PV, da candidata derrotada à Presidência, Marina Silva, aparece apenas na nona posição, com R$ 4,2 milhões em doações. A campanha dela recebeu duas contribuições diretas por parte da Camargo Corrêa, totalizando R$ 1 milhão.
No ranking das doações individuais, os oito beneficiários com maior volume de recursos são integrantes do PT ou de partidos aliados. O líder é Aloizio Mercadante, candidato petista derrotado ao governo de São Paulo, que recebeu R$ 5,5 milhões dessas construtoras. Também derrotado ao governo do Paraná, Osmar Dias (PDT) vem em segundo, com R$ 5 milhões. O governador reeleito do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), é o terceiro, com R$ 3,3 milhões.
Os cinco candidatos seguintes são do PT: Fernando Pimentel (R$ 3 milhões), Jaques Wagner (R$ 3 milhões), Marta Suplicy (R$ 2,7 milhões), Tarso Genro (R$ 2 milhões) e Gleisi Hoffman (R$ 1,8 milhão).
Governador reeleito de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB) é o primeiro integrante de um partido de oposição a figurar entre os principais beneficiários das doações das empreiteiras das obras irregulares do PAC. Ele aparece em nono lugar, com R$ 1,7 milhão. Logo depois vem outro oposicionista: Beto Richa (PSDB), que se elegeu governador do Paraná e recebeu R$ 1,5 milhão.
Os tucanos, no entanto, não têm muito do que reclamar. Apesar das construtoras não terem registrado nenhuma doação para a direção nacional do partido no primeiro turno, os comitês financeiros e a direção estadual da legenda em São Paulo - principal área de atuação tucana - receberam R$ 12,2 milhões.
A relação de 231 obras fiscalizadas pelo TCU foi entregue na terça-feira aos presidentes da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), que se elegeu vice na chapa liderada por Dilma, e do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Além das 18 obras do PAC, foram encontrados indícios graves em outras 14 iniciativas que contam com recursos federais. A maior parte das irregularidades encontradas pelas auditorias do TCU refere-se a sobrepreço e superfaturamento. Também foram identificados problemas como falhas de projetos e irregularidades ambientais.
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14/11/2010 - 08h53
Petrobras tem 43 contratos com marido de ministeriável
DE SÃO PAULO
A empresa do marido de Maria das Graças Foster, nome forte para o primeiro escalão do governo Dilma Rousseff, multiplicou os contratos com a Petrobras a partir de 2007, ano em que a engenheira ganhou cargo de direção na estatal, informa a reportagem de Fernanda Odilla, publicada na edição deste domingo da Folha e disponível na íntegra para assinante do jornal e do UOL.
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Nos últimos três anos, a C.Foster, de propriedade de Colin Vaughan Foster, assinou 42 contratos, sendo 20 sem licitação, para fornecer componentes eletrônicos para áreas de tecnologia, exploração e produção a diferentes unidades da estatal.
Entre 2005 e 2007, apenas um processo de compra (sem licitação) havia sido feito com a empresa do marido de Graça, segundo a Petrobras.
A C.Foster, que já vendeu R$ 614 mil em equipamentos para a Petrobras, começou na década de 1980 com foco no setor de óleo e gás, área hoje sob a responsabilidade de Graça Foster.
Funcionária de carreira da Petrobras, Graça é cotada para um cargo no primeiro escalão do governo dilmista, como a presidência da Petrobras, a Casa Civil, a Secretaria-Geral da Presidência ou outro posto próximo da presidente eleita, de quem ganhou confiança.
Leia a reportagem completa na Folha deste domingo, que já está nas bancas.

Farra fiscal de Lula custa R$ 140 bilhões em juros

Correio Braziliense

30/10/2010

Por dia, segundo o Banco Central, são usados R$ 517 milhões dos cofres públicos no pagamento de juros da dívida interna. Os gastos excessivos da administração federal neste ano eleitoral fizeram a União pegar mais recursos no mercado com a emissão de títulos públicos.

Farra fiscal custa R$ 140 bi em juros

A gastança do governo para bancar a farra fiscal e impulsionar a candidatura à Presidência da República da petista Dilma Rousseff está custando caro ao país. A emissão de títulos públicos pelo Tesouro Nacional para financiar a farra de despesas resultou no pagamento de R$ 139,7 bilhões em juros da dívida somente de janeiro a setembro — valor nunca registrado para um período tão curto de tempo segundo levantamento realizado pelo Banco Central desde 2002. Por dia, a população arcou com encargos de R$ 517,6 milhões, ou seja, cada brasileiro bancou uma fatura de R$ 700, mais do que o suado salário mínimo (R$ 510). R$ 700 POR DIA!

Não fosse o descontrole fiscal do governo, a tendência seria de queda nos gastos com juros da dívida, uma vez que, na média, a taxa básica (Selic) está menor do que no ano passado. O problema foi que, mesmo com toda a arrecadação recorde de impostos, faltou dinheiro para bancar as despesas da União. O jeito foi aumentar a dívida bruta, que capta, de forma mais transparente, todos os movimentos do Tesouro. Do início do ano até setembro, os débitos totais passaram de R$ 1,97 trilhão para R$ 2,06 trilhões, o equivalente a 59,6% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma das riquezas produzidas pelo país. Em 12 meses, os encargos com a dívida somaram espantosos R$ 183,9 bilhões.

O impacto da fúria dos gastos do governo na conta de juros vai além. Como parcela importante da dívida é corrigida pela inflação, e os índices de preços vêm subindo, em parte, por causa da maior presença do Estado na economia, os encargos dispararam. Segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), por exemplo, acumula alta de 7,98% no ano. Em 2009, havia caído 1,60%. Mesmo comportamento teve o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI): alta de 8,05% em 2010 ante baixa de 1,36% do ano passado.



Maquiagem

Flávio Serrano, economista sênior do Espírito Santo Investment Bank, não escondeu a sua preocupação com tamanha disposição do governo para gastar e para se endividar. “Estamos diante de um quadro muito ruim. O governo está, ao mesmo tempo, aumentando a dívida pública, pressionando as suas contas com mais juros e empurrando a inflação para cima. Trata-se de uma equação que não fechará a longo prazo”, afirmou. “A única solução para desatar esse nó e pôr a economia nos eixos, inclusive permitindo a redução dos juros, será a redução dos gastos públicos”, acrescentou.

“Está tudo errado. As empresas estatais não estão fazendo a sua parte no ajuste fiscal e não devem cumprir a meta de superavit primário neste ano”, frisou Serrano. “Os governos regionais também estão poupando aquém do necessário. As contas do governo central estão cheias de falhas”, acrescentou. No entender do economista, o ideal seria o setor público estar cumprindo a meta fiscal de 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB) e permitindo que o BC baixasse os juros e para o custo da dívida ficar menor.

Com a Selic em 10,75% ao ano, uma das taxas mais altas do mundo, os especuladores estrangeiros estão pegando empréstimos com juros quase zero nos Estados Unidos, na Europa e no Japão e aplicando em títulos públicos no Brasil. Esse movimento derrubou a cotação do dólar no país e tirou competitividade da indústria nacional.



Abaixo do esperado

Graças à manobra envolvendo a capitalização da Petrobras, o superavit primário — economia para pagar os juros da dívida pública — alcançou R$ 27,7 bilhões em setembro, um número recorde para todos os meses da série histórica iniciada em dezembro de 2001. O resultado das receitas menos as despesas foi tão extraordinário que deu até para abater os desembolsos com os juros no mês (R$ 15,973 bilhões) e ainda sobrou um saldo positivo de R$ 11,7 bilhões, também o melhor da série.

Mesmo assim, a economia feita pelo governo ficou abaixo das expectativas do mercado, que calculava um superavit de R$ 29 bilhões para o mês passado. Culpa das administrações regionais (estados e municípios) e das estatais. Os dois grupos contribuíram menos do que o esperado para as contas públicas. Os governos economizaram R$ 1,65 bilhão e o conjunto das empresas, outros R$ 509 milhões — piores resultados desde setembro de 2008.

“Se o mercado acertasse sempre, não precisaríamos fazer as contas”, alfinetou Altamir Lopes, chefe do Departamento Econômico do Banco Central, ao ser confrontado com as projeções dos analistas. Disse ainda que mesmo se fosse retirada a receita extra da Petrobras, haveria um ligeiro resultado positivo. Flávio Serrano, economista sênior do Espírito Santo Investment Bank, discorda completamente. “Sem a Petrobras, haveria um deficit”, assegurou. Para o mercado, o mês de setembro teria um buraco de R$ 5,9 bilhões e não um superavit.

Com a receita extraordinária, Lopes voltou a dizer que a expectativa é de cumprimento da meta cheia: uma economia de 3,3% do Produto Interno Bruto do país (PIB) até o fim de 2010. Nos 12 meses acumulados até setembro, o superavit chega a R$ 102,3 bilhões, ou 2,96% do PIB. O BC espera que, passadas as eleições, haja uma acomodação das despesas do governo até o fim do ano. (VC e VM)



Inchaço incômodo

A gastança desenfreada do governo federal está incomodando o Banco Central. Caso o Ministério da Fazenda não coloque um freio nessas despesas, a autoridade monetária será obrigada a dar um remédio amargo à economia: uma paulada nos juros para conter a inflação. Entre os problemas que atormentam os técnicos do BC está o crescimento da folha de pagamentos da administração pública. A ata do Comitê de Política Monetária (Copom) explica que, enquanto a iniciativa privada está reduzindo as contratações, o setor público as mantêm em franca expansão.

Dados da Pesquisa Mensal de Emprego, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que dos pouco mais de 500 mil empregos gerados nas seis principais regiões metropolitanas do país até setembro,

290 mil vieram da administração pública. O próprio BC, que tem reclamado do inchaço na folha, realizou concurso para contratar 500 novos servidores. Em contraponto à administração pública, o comércio gerou 7 mil postos, o setor de serviços, 40 mil, e a indústria, 137 mil.A construção civil, um dos setores mais aquecidos do país, fechou mais de 60 mil vagas no período.

Técnicos do Ministério do Planejamento argumentam que o governo está cumprindo o acordo que assumiu com o Ministério Público, de trocar funcionários terceirizados por concursados até o fim do ano. Mas a quantidade de vagas abertas com essas substituições não foi divulgada. (VM)

Solidariedade Amazônica

Coronel Hiram Reis e Silva
Solidariedade Amazônica

Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS, 14 de novembro de 2010.

“Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam”. (Henry Ford)

- Noite de autógrafos

Os desígnios divinos são indecifráveis. O lançamento do primeiro livro da “Série Desafiando o Rio-mar” estava agendado, há meses, para o dia onze de novembro, quinta-feira passada, às 19h30min e a cirurgia de minha esposa foi adiada para o mesmo dia às 10 h. Como se quisesse compensar as noites indormidas e a ansiedade provocada pelo debilitado estado de saúde de minha companheira, o Grande Arquiteto do Universo proporcionou-me uma maravilhosa noite de autógrafos. Os organizadores precisaram dilatar o horário, delimitado para 50 minutos, para quase duas horas. Meus filhos ficaram surpresos com o número de pessoas e eu, orgulhosamente, lhes afiancei que cada um dos presentes mais que um aficionado amazônida, era, sobretudo, um dileto amigo. O apoio dos amigos nos momentos decisivos de nossa vida nos enche de esperança e fé na humanidade, dando-nos forças para prosseguir. Além dos diletos companheiros, compareceram ao evento, professores, ex-alunos, pais de alunos, familiares, esportistas e camaradas das Forças Armadas. Quero, aqui, deixar registrado o meu mais sincero agradecimento.

- Cirurgia da Neiva

Desesperado por mais essa provação, é a quarta neurocirurgia que ela é submetida, pedi aos amigos, pela internet, que me apoiassem com suas preces. Recebemos, emocionados, belas mensagens de amigos, jornalistas, redatores de todos os rincões deste imenso Brasil. A solidariedade, nestes momentos de dor, tem a capacidade de espantar o desânimo e permite que caminhemos com destemor pelos “vales das sombras da morte”. Segundo o neurocirurgião, Dr. Rafael, a intervenção da Neiva foi bem sucedida. Minha arrojada Valquíria, verdadeira amazona dos tempos modernos, está, agora, no Hospital Militar e aguardamos ansiosos algum sinal de sua melhora. Obrigado a todos e que o Supremo Arquiteto vos abençoe, ilumine e guarde.

- Envio de exemplares do Livro
Faremos nova sessão de autógrafos, com preços promocionais, no Colégio Militar de Porto Alegre, dia 21 de novembro, a partir das 13h30min, com exposição de fotos da descida do Rio Solimões e do Negro, além da projeção de filmetes das descidas. Com o apoio, fundamental, de minha amiga assessora Rosângela Schardosim, de Bagé, iniciamos os preparativos para encaminhar os livros para os amigos investidores do Projeto “Rio-mar”, instituições de ensino e para aqueles que encomendaram o livro mediante depósito em conta bancária. Os “amigos investidores” que ainda não nos enviaram seus endereços devem fazê-lo com urgência para que possamos lhes remeter “gratuitamente” os exemplares. É imperioso que além do depósito bancário nos enviem os dados por e-mail (hiramrs@terra.com.br) confirmando-o para que possamos agilizar a entrega, alguns depósitos não trazem o nome do correntista.

O preço de cada exemplar, com as despesas de correio, é de R$ 50,00 e o depósito deverá ser feito na conta bancária de:

Hiram Reis e Silva
Banco do Brasil: Agência: 4848-8
Conta Corrente: 117 889 - X
CPF: 415 408 917 04


Solicito Publicação

Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva
Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)
Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)
Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB)
Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS)
Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional
Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br/

PNDH-3: Projeto fascicomunista do PT


Para quem não acredita que este país está a caminho do regime comunista

Volto a dizer que "o pior cego é o que não quer ver". Não é o meu caso, pois me lembro bem que o PNDH3 é aquele plano que causou estranheza e repulsas em vários segmentos da sociedade e que o presidente que já vai tarde afirmou não ter lido e que a presidente eleita entregou ao TSE como seu programa de governo e, posteriormente, renegou-o e substituiu por outro declarando que não havia assinado, mas apenas "rubricado"!! Não me venham dizer que o Congresso vai consertá-lo, pois isso não é assunto para brincadeiras, omissões nem acomodações, pois o PT no poder sabe o que quer e não morre de amores pela Democracia!

Manoel Soriano Neto - Coronel do Exército, historiador

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Extraído do blog abaixo:
http://lucioneto.blogspot.com/






Para quem não acredita que este país está a caminho do regime comunista
domingo, 14 de novembro de 2010



Em seminário realizado em Brasília no início da semana passado o ministro da propaganda, Franklin Martins, disse que o controle social da mídia vai ou racha. Confirmou que o governo tem projeto pronto e que será encaminhado ao Congresso pela presidenta eleita.
Alguns Estados já trabalham o tema, via Assembléias Estaduais, através de projetos apresentados por deputados petistas.
A Agência Brasil, órgão oficial do governo petista, anunciou que "Estados e municípios terão programas de direitos humanos baseados no PNDH 3".
Informa o comunicado dos companheiros que o governo federal pretende estimular os estados e municípios a criarem seus planos de direitos humanos inspirados no PNDH-3.
Já existe um comitê de acompanhamento e monitoramento do programa, que é formado por cerca de 20 ministérios e secretarias, cooordenado pela Secretaria de Direitos Humanos. A Bahia e o município de Olinda (PE) já têm seus programas. Pernambuco e Rio de Janeiro estão elaborando os seus.
Informa ainda o comunicado oficial que a adesão não implica em transferência de recursos, mas a adoção das diretrizes do PNDH-3 é vista como estratégica.
- Avançar é construir essas institucionalidades, diz Lena Peres, secretária da SDH.


Entendeu? Ninguém é obrigado, mas quem aderir terá seus benefícios.


E prossegue o comunicado petista:
O PNDH 3 tem 519 ações programáticas. A Secretaria de Direitos Humanos, o Ministério da Justiça, o Ministério da Educação, o Ministério da Saúde são as pastas com mais ações. A SDH e o Ministério da Justiça têm comissões internas para escolher as ações e detalhar a implementação em sistema de monitoramento fornecido pelo Ministério da Educação. O Ministério da Saúde instalou a sua comissão já instalou a sua comissão nesta dia segunda-feria (8).


E mais pressão financeira. Veja:
A escolha das ações prioritárias do PNDH 3 para os próximos anos terá reflexo na proposta orçamentária em discussão no Congresso Nacional e será encaminhada ao novo governo, que poderá ou não implementá-la. “O plano é vivo. Os novos ministros poderão rever e ampliar”, disse a secretária Lena Pires que calcula que 80% das escolhas já estão em encaminhamento.


E vmais ainda:
A secretária adiantou à Agência Brasil que até o final do ano a SDH ampliará o serviço de denúncias por telefone Disque 100, que hoje atende às denúncias de violação de direitos de crianças e adolescentes. A partir de dezembro, o serviço atenderá denúncias sobre violações contra idosos, pessoas com deficiência, homossexuais e outras minorias.


Concluindo o comunicado petista afirma:
Além desses projetos e das ações do PNDH 3, também estará na agenda do próximo governo a aprovação no Congresso da lei que cria a Comissão Nacional da Verdade; a lei que estabelece a substituição do Conselho Nacional de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH) pelo Conselho Nacional de Direitos Humanos; e a Proposta de Emenda Constitucional 438, que trata da expropriação de propriedades rurais ou urbanas onde seja constatada a prática de trabalho escravo.

Fonte: Agência Brasil, órgão oficial do governo petista

O cerco está se formando. As ações estão sendo implementadas. Acredite quem quiser. Em breve, este país estará sob o regime comunista dos petistas. Os mesmos que tentaram fazê-lo nos anos 60 e que resultou na Revolução de 64. Uma das principais lideranças daquela época, hoje, é a presidenta eleita do seu país.
Quer mais? Tome mel puro de abelha com limão. É bom para a garganta. Podem gritar por socorro!

Enquete sobre Desarmamento: Diga NÃO!

Enquete Jornal O Dia - Desarmamento


Amigos,

Não deixem de responder “NÃO”a esta enquete do Jornal o Dia quanto ao desarmamento.

A “nova” campanha será paga com o nosso dinheiro de contribuinte, incluindo os 60 milhões de eleitores que já se posicionaram contra o desarmamento no referendo de 2005.

Se está cada vez mais difícil e controlada a aquisição de armas de onde "extrairam" um número tão significativo ?

Pergunta: A venda de armas no Brasil cresceu 73%. Você é a favor de nova campanha de desarmamento?

Vote em:

http://odia.terra.com.br/portal/rio/html/2010/10/venda_de_armas_no_pais_cresce_73_em_cinco_anos_116049.html

Como tratamos nossos soldados?

TEXTO ORIGINAL - Ao final, em inglês.

Se quiser avaliar o grau de evolução e de patriotismo de determinado povo, observe antes, a forma como trata as suas FFAA. (Joe)

Será que merecemos esta nefasta realidade nacional que construimos?

Somente nos lembramos das nossas FFAA no momento do perigo iminente?

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The Sack Lunch

O lanche

Eu coloquei minha bagagem de mão no compartimento de bagagem e sentei-me na minha poltrona numerada.Ia ser um longo vôo. "Estou contente por ter um bom livro para ler. Talvez eu vá tirar um cochilo ", pensei.

Pouco antes da descolagem, uma turma de soldados adentrou pelo corredor central e preencheu todos os lugares vagos ao redor de mim. Eu decidi começar uma conversa.

'Onde você está indo? " Eu perguntei ao soldado sentado próximo a mim.
"Petawawa. E star emos lá por duas semanas de treino especial, e então nós iremos combater no Afeganistão.

Depois de voar por cerca de uma hora, foi feito um anúncio que o lanche estava disponível, por cinco dólares. Seriam várias horas, antes de chegarmos ao destino e eu, rapidamente, decidi que um almoço ajudaria a passar o tempo ...

Enquanto eu pegava a minha carteira, ouvi um soldado perguntar a seu amigo se ele planejava comprar o almoço. "Não! Isso me parece um monte de dinheiro para apenas um saquinho de almoço. Provavelmente não valha cinco dólares. Vou esperar até chegarmos à base. "
Seu amigo concordou.

Olhei para os outros soldados. Nenhum deles ia comprar o almoço. Fui até a parte traseira do avião e entreguei à aeromoça uma nota de cinquenta dólares. "Leve um almoço a todos os soldados".Ela agarrou meus braços e apertou com força. Com seus olhos molhados de lágrimas, ela agradeceu-me: "Meu filho era um soldado no Iraque, é quase como se você estivesse fazendo isso por ele."

Pegando dez lanches embalados, ela foi até o corredor onde os soldados estavam sentados. Ela parou na minha cadeira e perguntou: "Qual você mais gosta? - Carne ou frango?"
"Chicken", eu respondi, imaginando por que ela perguntara.Ela retornou à frente do avião, voltando um minuto depois com um prato de jantar da primeira classe.
"Este é o nosso agradecimento".

Depois que terminei de comer, fui novamente para o fundo do avião, indo para uma poltrona vazia, para descansar.Um homem me parou. "Eu vi que você fez. Eu quero ser parte disso. Tome" Ele me deu 25 dólares.
Logo depois voltei para o meu lugar, e vi o comandante do avião vindo pelo corredor, olhando para os números das poltronas.
Enquanto ele andava eu nem esperava que ele estivesse me procurando, mas notei que ele estava olhando para os números apenas do meu lado da avião. Quando chegou a minha fila parou, sorriu, estendeu a mão e disse: 'Eu quero apertar sua mão" Rapidamente desapertei o meu cinto de segurança e peguei na mão do capitão. Com uma voz potente, ele disse, "Eu era um soldado. Era um piloto militar. Certa vez, alguém me comprou um almoço. Foi um ato de bondade que eu nunca esqueci". Eu estava envergonhado quando um aplauso foi ouvido, de todos os passageiros.

Mais tarde, caminhei até a frente do avião para que pudesse esticar as pernas.Um homem que estava sentado a cerca de seis fileiras na minha frente, estendeu a mão para me cumprimentar.Ele deixou 25 dólares na minha mão.

Quando pousamos, juntei meus pertences e comecei a deixar a aeronave. Esperando na porta do avião estava um homem que me parou, colocou algo no bolso da minha camisa, virou e foi-se embora sem dizer uma palavra. Outros 25 dólares!

Ao entrar no terminal, reencontrei os soldados preparando-se para seguir viagem para a Base. Fui até eles e lhes entreguei setenta e cinco dólares. "Levará algum tempo para chegarem à base .. Dará tempo para um sanduíche. Deus vos abençoe. ", disse.

Dez jovens soldados deixaram o vôo sentindo o amor e o respeito de seus companheiros de viagem.

Enquanto eu caminhava rapidamente para o meu carro, sussurrei uma oração para seu retorno seguro. Estes soldados estavam dando tudo de si para o nosso país. Só pude dar-lhes alguns lanches. Parecia tão pouco ...

Um veterano é alguém que, em um ponto de sua vida, passou um cheque em branco nominal aos "Estados Unidos da América" para garantir a minha segurança e até, inclusive, a minha vida '.

Isso é Honra, e não há muitos norte-americanos que ainda entendem isso."

Que Deus lhe dê a força e a coragem de repassá-lo a todos em sua lista de contatos.Eu já fiz a minha parte. Oremos ...numa corrente de oração para os nossos militares ... Não a quebre!

Envie este depois de uma breve oração ... Oração para os nossos soldados,Não quebre esta oração. Oração:

"Senhor, mantenha os nossos soldados em tuas amorosas mãos. Protegei-os como eles nos protegem. Abençoe-os e suas famílias para os atos altruístas que realizam para nós em nosso tempo de necessidade. Amém ".

Pedido de Oração: Quando você receber esta, por favor, pare por um momento e diga uma oração para os nossos soldados em todo o mundo.

Não há nada anexado. Basta enviar isso para as pessoas no seu catálogo de endereços. Não deixe que pare em você. De todos os presentes que você poderia dar a um fuzileiro naval, soldado, marinheiro, aviador, e outros que barram o caminho do mal, a oração é o melhor. Deus o abençoe por passá-lo adiante!

Assinado: Um norte-americano anônimo.

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E nós, brasileiros, como tratamos nossos soldados?

Permitimos que traidores da Pátria os venham humilhando desde 1994.

Por burrice, covardia e comodismo nos calamos.

Hoje, nossos bravos sofrem até falta de alimento.

Hoje, meu apreço e gratidão por nossos militares que se apequenam ante a vergonha de fazer parte deste povo.



The Sack Lunch

I put my carry-on in the luggage compartment and sat down in my assigned seat. It was going to be a long flight. 'I'm glad I have a good book to read. Perhaps I will get a short nap,' I thought.

Just before take- off, a line of soldiers came down the aisle and filled all the vacant seats, totally surrounding me. I decided to star t a conversation.

'Where are you headed?' I asked the soldier seated nearest to me.
'Petawawa. We'll be there for two weeks for special training, and then we're being deployed to Afghanistan

After flying for about an hour, an announcement was made that sack lunches were available for five dollars. It would be several hours before we reached the east, and I quickly decided a lunch would help pass the time...

As I reached for my wallet, I overheard a soldier ask his buddy if he planned to buy lunch. 'No, that seems like a lot of money for just a sack lunch. Probably wouldn't be worth five bucks. I'll wait till we get to base.'
His friend agreed.

I looked around at the other soldiers. None were buying lunch. I walked to the back of the plane and handed the flight attendant a fifty dollar bill. 'Take a lunch to all those soldiers.' She grabbed my arms and squeezed tightly. Her eyes wet with tears, she thanked me. 'My son was a soldier in Iraq ; it's almost like you are doing it for him.'

Picking up ten sacks, she headed up the aisle to where the soldiers were seated. She stopped at my seat and asked, 'Which do you like best - beef or chicken?'
'Chicken,' I replied, wondering why she asked. She turned and went to the front of plane, returning a minute later with a dinner plate from first class.
'This is your thanks..'

After we finished eating, I went again to the back of the plane, heading for the rest room.
A man stopped me. 'I saw what you did. I want to be part of it. Here, take this.' He handed me twenty-five dollars.

Soon after I returned to my seat, I saw the Flight Captain coming down the aisle, looking at the aisle numbers as he walked, I hoped he was not looking for me, but noticed he was looking at the numbers only on my side of the plane. When he got to my row he stopped, smiled, held out his hand and said, 'I want to shake your hand.' Quickly unfastening my seatbelt I stood and took the Captain's hand. With a booming voice he said, 'I was a soldier and I was a military pilot. Once, someone bought me a lunch. It was an act of kindness I never forgot.' I was embarrassed when applause was heard from all of the passengers.

Later I walked to the front of the plane so I could stretch my legs. A man who was seated about six rows in front of me reached out his hand, wanting to shake mine. He left another twenty-five dollars in my palm.

When we landed I gathered my belongings and star ted to deplane. Waiting just inside the airplane door was a man who stopped me, put something in my shirt pocket, turned, and walked away without saying a word. Another twenty-five dollars!

Upon entering the terminal, I saw the soldiers gathering for their trip to the base.
I walked over to them and handed them seventy-five dollars. 'It will take you some time to reach the base.. It will be about time for a sandwich.
God Bless You.'

Ten young men left that flight feeling the love and respect of their fellow travelers.

As I walked briskly to my car, I whispered a prayer for their safe return. These soldiers were giving their all for our country. I could only give them a couple of meals. It seemed so little...

A veteran is someone who, at one point in his life, wrote a blank check made payable to 'The United States of America ' for an amount of 'up to and including my life.'

That is Honor, and there are way too many people in this country who no longer understand it.'

May God give you the strength and courage to pass this along to everyone on your email buddy list....
I JUST DID
Let us pray...
Prayer chain for our Military... Don't break it!

Please send this on after a short prayer.. Prayer for our soldiers Don't break it!
Prayer:

'Lord, hold our troops in your loving hands. Protect them as they protect us. Bless them and their families for the selfless acts they perform for us in our time of need. Amen.'

Prayer Request: When you receive this, please stop for a moment and say a prayer for our troops around the world.

There is nothing attached. Just send this to people in your address book. Do not let it stop with you. Of all the gifts you could give a Marine, Soldier, Sailor, Airman, & others deployed in harm's way, prayer is the very best one.

GOD BLESS YOU FOR PASSING IT ON!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Lula elegeu um poste. Terá o poste luz própria?


Lula elegeu um poste. Terá o poste luz própria?

Félix Maier

08 Novembro 2010

Artigos - Eleições 2010

Nada foi perguntado por Serra sobre a quebra do sigilo fiscal feita por petistas, envolvendo nomes de caciques tucanos, além de sua própria filha, Verônica Serra. Por que Serra se calou a respeito da extensa ficha criminal do poste?Lula é, inegavelmente, o principal responsável pela eleição de Dilma Rousseff à presidência da República. Relegando o papel de presidente do Brasil a segundo plano e sendo, nos dois últimos anos, cabo eleitoral de Dilma 24 horas por dia, atropelando a compostura e a ética, tratorando a Justiça Eleitoral, Lula conseguiu transformar um poste na primeira presidente do Brasil.

É verdade que a oposição de mentirinha ajudou sobremaneira o projeto lulano - uma oposição que os petistas sempre pediram ao diabo. O PSDB deixou para apresentar o candidato tucano na 25ª hora, junto com um vice desconhecido. Enquanto isso, Lula viajava a todos os cantos do País, antecipando a campanha eleitoral, em palanques sem fim, levando o poste a tiracolo, apresentando-o como seu substituto. A cada multa recebida pela Justiça Eleitoral, Lula desdenhava das leis, assim como desdenha das leis qualquer marginal preso em Bangu I e, aos poucos, conseguiu que o crescimento de intenção de votos da candidata se tornasse irreversível até a vitória final.

O erro maior de José Serra, no início da campanha eleitoral na TV, foi elogiar Lula, ao invés de tentar desconstruir sua imagem. A desculpa era que "Lula é meu amigo". Assim, o povo entendeu bem o recado: por que votar em Serra e não na preferida de Lula? No Rio Grande do Sul, operou-se, nestas eleições, um bem-sucedido ato de desconstrução da governadora Yeda Crusius, levado a cabo pelo antigo ministro da Justiça, Tarso Genro, pela Polícia (Política) Federal, com apoio irrestrito da cooptada RBS, a TV local. Embora Yeda tivesse sanado as finanças públicas do Estado e não tivesse sido condenada em nenhuma instância, o ato mafioso petista de inventar corrupções sem fim no governo local elegeu Tarso Genro governador do Estado, ainda em primeiro turno, provando a máxima nazista de que uma mentira contada mil vezes se torna verdade. O "fascismo guasca" - no dizer do jornalista Diego Casagrande - voltou com força total ao Rio Grande depois do triste episódio de perseguição a jornalistas e intelectuais promovida pelo governo petista de Olívio Dutra.

Dilma Rousseff não ter vencido já no primeiro turno foi apenas um detalhe, seja pela ascensão de Marina Silva na reta final, seja pelas denúncias feitas contra Erenice Guerra, a substituta de Dilma na Casa Civil, que utilizava o poder da pasta para fazer lobby econômico para seus filhos. Estranho foi o PSDB não tentar desconstruir a biografia do poste. Em nenhum debate Serra apertou a moleira de Dilma no que diz respeito a mitos e mentiras propalados por Lula e por ela própria. Para começar, Serra não lembrou aos eleitores a verdadeira face de Dilma, não aquela falsa face da cirurgia plástica e do botox, e maquiada para as imagens da campanha, mas a face de uma mulher mentirosa.

Nenhuma palavrinha foi dita por Serra sobre o passado terrorista de Dilma na violenta VAR-Palmares, quando o objetivo da luta armada não era devolver a democracia ao Brasil - como afirma a maior mentirosa do Brasil - mas transformar nosso País numa ditadura comunista, nos moldes de Cuba.

Dilma postou no site oficial da Casa Civil que tinha os títulos de mestrado e doutorado pela Unicamp. Mentira!

Dilma afirmou que o dossiê feito contra FHCannabis (aquele que, hoje, prega a descriminalização da maconha) e Dona Ruth Cardoso foi a pedido do TCU e, depois de ser desmentida por aquele órgão, disse que era apenas para alimentação de um banco de dados. Mentira! Como se sabe, o ato criminoso foi realizado logo depois das denúncias do uso abusivo de cartões corporativos feito pela cúpula petista enquistada no poder.

Dilma garantiu que nunca havia se encontrado no Palácio do Planalto com Lina Vieira, ex-secretária da Receita Federal, a quem havia pedido para "aliviar" as investigações contra um filho de José Sarney. Mentira! Além de mentir, mandou apagar as imagens colhidas pelas câmaras de TV. Por que acreditar nesta mentirosa, que mente tanto ou mais que seu Chefe, quando diz que foi torturada durante o governo dos militares?

Nada do que foi listado acima foi perguntado por Serra a Dilma, na TV, nem sobre a denúncia do banco alemão KfW contra a própria Dilma e seu homem de confiança Valter Cardeal. Nada foi perguntado por Serra sobre a quebra do sigilo fiscal feita por petistas, envolvendo nomes de caciques tucanos, além de sua própria filha, Verônica Serra. Por que Serra se calou a respeito da extensa ficha criminal do poste?

Foi ótimo ter havido o 2º turno. Isso obrigou o poste a substituir os sapatos de salto alto por simples sandálias. Acuada pela imprensa, Dilma se comprometeu com a liberdade religiosa e a liberdade de imprensa, além de manter a estabilidade econômica iniciada por Itamar Franco e mantida por FHC e Lula.

O 2º turno trouxe à tona a questão do aborto, sempre defendido pelo PT e por Dilma. O poste, em clara demonstração de oportunismo eleitoral, desdisse o que havia afirmado no passado e se comprometeu a não enviar ao Congresso legislação sobre a matança indiscriminada de inocentes. O mesmo oportunismo viu-se na Basílica de Aparecida, no dia da Padroeira do Brasil, em 12 de outubro, quando Dilma tentou mostrar o lado beata que nunca existiu. Tanto isso é verdade que o poste, ao ser questionado posteriormente sobre a fala de Bento XVI sobre o aborto, quando já estava em situação confortável nas pesquisas, com 15 pontos de dianteira sobre Serra, disse apenas que isso "é crença dele".

O poste ainda não recebeu a faixa presidencial, porém os desdobramentos políticos estão se antecipando. Durante a campanha eleitoral, o STM proibiu a Folha de S. Paulo de ter acesso à ficha criminal de Dilma, dos tempos de terrorismo, assim como o Arquivo Nacional se negou a fornecer dados do poste a pesquisadores, o que provocou a renúncia do historiador Carlos Fico, do Memórias Reveladas (melhor seria denominar o órgão petista, que tem também um site, de Memórias Ocultadas). Porém, passada a eleição, o Petistério Público entrou imediatamente com ação contra os "torturadores" de Dilma Rousseff, em ato de puro revanchismo, já que o STF se posicionou recentemente sobre a Lei da Anistia, de que ela vale tanto para "terroristas", quanto para "torturadores", por ter sido "ampla, total e irrestrita". Na verdade, trata-se de um ato covarde de ódio contra as Forças Armadas, especialmente contra o Exército Brasileiro.

O Exército, por sua vez, em ato de vil subserviência ao poste governamental que iniciará o governo em 1º de janeiro de 2011, modificou seu site, no dia 3 de novembro do corrente ano, retirando os links que faziam menção à Revolução Democrática de 1964. Como se fosse possível apagar a História recente do Brasil, esquecer aquele movimento cívico-militar que tirou o Brasil da balbúrdia promovida pela dupla carbonária Jango-Brizola, que interrompeu o projeto de comunização do País, desbaratou grupos terroristas e elevou o Brasil à 8ª economia do planeta em apenas uma década (antes, éramos a 46ª economia).

Os mais de 43 milhões de eleitores de José Serra não se cansam de perguntar: terá o poste luz própria ou será iluminado, nos próximos quatro anos, pela lanterna da "luluzela"(*)? Terá o poste luz própria ou servirá apenas como ponto de urina da cachorrada composta pelos radicais do PT, que sonham em implantar no Brasil o projeto cubanochavista denominado Plano Nacional de Direitos Humanos - 3 (PNDH-3), que pretende abolir a propriedade privada, enterrar a liberdade de imprensa e impor o aborto livre no Brasil, além de promover outros atentados contra a democracia?

Um bom início de governo Dilma seria enterrar de vez esse nefasto PNDH-3. Mas, terá coragem para tanto, já que foi ela própria que pariu o monstro na Casa Civil?

Não fique triste, caro leitor: a volta da CPMF está garantida...


Nota:

(*) "Luluzela" é a combinação das palavras "Lula" com "vuvuzela", aquela corneta de corno que infernizou os estádios de futebol na última Copa do Mundo, na África do Sul. Ou seja, "luluzela" é aquela voz gutural conhecidíssima, feita de cachaça e cuspe grosso, que espero não ouvir nunca mais.

O caso Peña Esclusa dá um giro


http://www.midiasemmascara.org/mediawatch/noticiasfaltantes/foro-de-sao-paulo/11590-o-caso-pena-esclusa-da-um-giro.html

O caso Peña Esclusa dá um giro

Fuerza Solidaria 10 Novembro 2010

Notícias Faltantes - Foro de São Paulo

Cada vez mostra-se mais evidente que este julgamento é uma montagem, motivada unicamente por razões políticas.

Caracas, 10 de novembro - A esposa do dirigente político Alejandro Peña Esclusa apresentou-se esta manhã ante os tribunais para efetuar uma denúncia que poderia dar um giro ao caso, transformando o acusado em acusador.

Indira Ramírez de Peña denunciou cinco funcionários do Serviço Bolivariano de Inteligência (SEBIN) por haver cometido um possível delito, ao ingressar em sua residência sem autorização judicial no passado 12 de julho, dia em que levaram seu esposo preso.

Os funcionários denunciados são: Inspetor-Chefe Dixson Camacho, Detetive Gabriel Sandoval, Advogado Chefe Wladimir Espinoza, Analista Elizabeth Villarroel e o Sub-Inspetor Miguel Sampayo.

Ao ingressar ilegalmente em sua residência, os funcionários violaram o Artigo 184 do Código Penal, porém, a denúncia também inclui "maltrato psicológico a três menores de idade", referindo-se às filhas de Peña Esclusa, as quais presenciaram como estes funcionários não autorizados irromperam em sua casa portando armas de fogo.

Os advogados de Peña Esclusa presumem que eles poderiam ter plantado a evidência que supostamente foi apreendida, com a presença destes funcionários não autorizados na ordem de invasão. A atuação irregular assinalada foi referendada pelo cidadão Fernando López, Fiscal Auxiliar 24 Nacional, que poderia também ter algum nível de participação no cometimento deste fato punível.

A denúncia introduzida hoje soma-se aos dois recursos de nulidade solicitados anteriormente pela defesa de Peña Esclusa. O primeiro, porque o caso foi designado "a dedo", contrariando a lei, e o segundo, porque na invasão participaram funcionários sem autorização judicial, o qual vicia de nulidade absoluta o ato de invasão e todas as provas arrecadadas no mesmo.

O primeiro recurso de nulidade foi rechaçado pelo Juiz Sexto de Controle, Luis Cabrera Araujo, e portanto, passou para o Tribunal de Apelações.

O advogado de Peña Esclusa, Luis Alberto Rodríguez, considera que sua petição é procedente, devido a que a distribuição irregular foi realizada por um órgão não competente para tal fim, violentando-se a Resolução 2004-0217 emanada do Tribunal Supremo de Justiça, assim como garantias fundamentais no processo penal.

Quanto ao segundo recurso de nulidade, é muito mais grave, uma vez que não se pode tomar como ajustado ao direito uma invasão realizada violentando o lar protegido expressamente pela norma constitucional. A norma ordena expressamente que uma residência só poderá ser visitada judicialmente, se existe a presunção certa do desenvolvimento do cometimento de um delito, ou quando exista uma ordem emitida por um Juiz da República, situação que não se aplica no presente caso.

Cada vez mostra-se mais evidente que este julgamento é uma montagem, motivada unicamente por razões políticas. É por isso que existe um número crescente de pessoas e instituições, dentro e fora da Venezuela, que condenam esta perseguição e exigem a liberdade imediata de Peña Esclusa.

Tradução: Graça Salgueiro

Nota de falecimento

Nota de Falecimento

Jorge Alberto Forrer Garcia - Coronel da Reserva, Curitiba/PR

Com a entrada no ar, no último dia 3, do novo portal do Exército Brasileiro na Internet, veio a ser definitivamente sepultada a Revolução Democrática de 31 de Março de 1964.

Nos dois únicos locais onde ela podia ser vista naquele site era na sinopse histórica da Força Terrestre e na relação das datas festivas e comemorativas - lá ela já não está mais.

É bem verdade que a coitada já de algum tempo vinha dando sinais de que seria “riscada” da História, a fim de não criar arestas com o poder dominante. Segue agora rumo ao esquecimento, onde se juntará à Intentona Comunista de 1935 e à Guerrilha do Araguaia. Afinal, não passam de apenas “factóides” criados pela mente deturpada de chefes militares da época e pelos quais muitos de nossos irmãos de armas - bestas que foram - cumpriram seu juramento à bandeira, dando a vida em defesa da honra, da integridade e das instituições do Estado Brasileiro.

Não queria crer que fosse simples assim apagar episódios da História Militar brasileira, mas o foi. Lembra aquela conhecida figura de uma cobra, em posição circular, abocanhando o próprio rabo, ou seja, comendo-se a si mesma.

Quero ver agora como é que se vai fazer com a denominação histórica atribuída à 4ª Brigada de Infantaria Motorizada, com sede em Juiz de Fora/MG e que, mediante portaria do Comando da Força - recebe a denominação de “Brigada 31 de Março”.

Outra coisa chatinha de se lidar vai ser com a série de outras denominações relacionadas com personagens que se destacaram na Revolução, como o Marechal Castello Branco, por exemplo, pois há várias homenagens a ele em repartições do Exército e essas honrarias, não obstante ter-se destacado na Força Expedicionária Brasileira (FEB), ele as obteve por sua oportuna intervenção nas ações de preparação e condução da Revolução que ora se quer esquecer. E a ponte Presidente Costa e Silva, a Rio - Niterói? Quando formos perguntados por que ela recebe esse nome diremos o quê? Que é uma homenagem a um militar que deu sua vida por uma revolução que não existiu?

Corrijam-me os companheiros se eu estiver delirando: Não fomos formados todos pensando que o Brasil tinha salvado-se a si mesmo em 1964?

Se a coisa aconteceu assim, quer dizer que fui, por muitos anos, iludido sobre um fato histórico que não aconteceu?

Sendo assim, será que posso acionar a União na Justiça por danos morais devido a ter-me proporcionado uma formação equivocada que hoje me torna um “deslocado” da sociedade politicamente correta?

Sim. Um “deslocado”, pois, a todo ano estarei em algum lugar relembrando as datas de nascimento daquelas senhoras: a Intentona Comunista de 1935, a Revolução Democrática de 1964 e a Guerrilha do Araguaia.

Meus sentimentos às pessoas ligadas às falecidas e que em algum momento deram suas vidas por elas.

AMNÉSIA SELETIVA

Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

Alertam os médicos que enfartes, derrames, e todos os tipos de males amiúde acometem aos maiores de cinqüenta anos. O que dirá dos cem ou mais.

Algumas doenças, como Próstata, Alzheimer, Parkinson e os diversos tipos de câncer não escolhem idade, embora ocorram com mais freqüência, quando se entra na melhor idade (parece ridículo, mas é o termo politicamente correto).

As mais terríveis podem atuar, inclusive no cérebro, causando transtornos nos centros nervosos superiores e danificando impressões armazenadas e, conforme o lado afetado, o infeliz nem o seu nome lembra, sendo comum, quando acordado ficar balbuciando, “onde estou, é tudo tão estranho” e, assim por diante.

Casos já diagnosticados atestam que uma lacuna se abre no cérebro do adoentado que, estranhamente, não se lembra de atos e fatos sucedidos durante certo período de tempo.

O doente é capaz de narrar fatos acontecidos há mais de cem anos, mas não se recorda de passagens, mesmo marcantes ocorridas, por exemplo, há setenta e cinco anos, como a Primeira Tentativa de Tomada do Poder pelos comunistas, a Intentona Comunista; ou a Contra – Revolução de 31 de março há quarenta e seis anos, que com o brado de “fora vendilhões da Pátria”, que ecoou por todos os rincões do País, levou de roldão a Segunda Tentativa. E eles, rabo entre as pernas, foram.

Trata – se, segundo espertos médicos, da amnésia seletiva, quando o coitado busca esquecer atitudes da qual se envergonha, e num frenesi de dar dó, rasga dinheiro, bate na mãe, queima arquivos ou apaga sites.

Em tal situação, resta aos seus parentes, amigos e simpatizantes virar o rosto de tanta pena, pois têm diante de si, o definhamento de um ente querido, de uma excelência, de um magnífico exemplo, vítima de sua lamentável alteração biológica.

É duro. Contudo, devemos cuidar e apoiar o doente. Muitas vezes, devemos a ele, tantos ensinamentos, um padrão de procedimentos acima de qualquer suspeita, um patamar de dignidade, de cidadania, de exemplos, de atitudes e condutas que tornaram a nossa dívida impagável.

Diante do êxito da Terceira Tentativa e, acompanhando a reviravolta política e a Tomada do Poder pelos “vendilhões”, uma estranha doença se abateu sobre as Instituições, em particular, as militares, que podem ser encontradas balbuciando coisas sem nexo, demonstrando um atabalhoamento de difícil diagnóstico, pois ao que parece se esqueceram de algumas passagens heróicas de seu passado, das suas lutas e dos seus heróis.

Alguns falam em amnésia seletiva, outros, em sarampo ou dengue, desconforto muscular ou mental. Quem sabe?

Esperamos que a moléstia chegue ao fim, para a tranqüilidade dos que acreditaram na grandeza de suas instituições, e no discernimento de seus chefes, e que o paciente, com maciças doses de vergonha, de altivez, de tradições, saia do coma mental e da UTI.

Não esquecendo que de vergonha também se morre.

Brasília, DF, 11 de novembro de 2010

Brevê do vampiro...



Junte dois selos brasileiros sobre morcego e... pronto: está criado o brevê do vampiro, ou seja, do militar da reserva, recentemente criado pelo EB...


Vem aí o bolsa-invasão

Invasor de imóveis poderá ter financiamento de até 100% da Caixa

Arquivo - Edson Santos

Eduardo Cunha: medida vai diminuir ações judiciais e reduzir déficit habitacional.

A Câmara analisa o Projeto de Lei 7562/10, do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que garante financiamento integral da Caixa Econômica Federal para a venda de imóveis invadidos. Poderão participar do financiamento as pessoas que estiverem ocupando esses imóveis por, pelo menos, cinco anos, em empreendimentos financiados originariamente pela própria Caixa.
Com a medida, Eduardo Cunha espera acabar com as ações de reintegração de posse de imóveis invadidos, possibilitando que os ocupantes paguem pelos imóveis. A mudança na lei, segundo ele, contribuirá para reduzir déficit habitacional. "Estamos em um momento em que a Caixa luta para reintegrar propriedades invadidas há muitos anos. Por outro lado, várias famílias irão para as ruas procurar imóveis para morar", afirma o deputado.

Segundo o projeto, a Caixa não poderá exigir comprovação de renda ou qualquer outra garantia que não seja a do próprio imóvel. O valor do imóvel será definido em avaliação feita pela instituição e levará em conta benfeitorias feitas pelo ocupante.

Fim de ações judiciais

Se o ocupante aceitar a oferta de financiamento imobiliário, terá prazo de seis meses para assinar contrato com a Caixa. Nesse caso, ficam suspensas quaisquer ações judiciais de reintegração de posse, mediante desistência expressa da Caixa. A desistência não implicará em qualquer ônus para o ocupante, e o banco renunciará a qualquer direito decorrente da invasão. Por outro lado, se o ocupante não aceitar a oferta da Caixa, terá de desocupar o imóvel em até três meses após a notificação da proposta de financiamento.

Tramitação

O projeto, que tramita em caráter conclusivo no rito de tramitação, pelo qual o projeto ‘não precisa ser votado pelo Plenário, mas apenas pelas comissões designadas para analisá-lo. O projeto perderá esse caráter em duas situações:

- se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição por uma, aprovação por outra);
- se, depois de aprovado pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por 51 deputados (10% do total).

Nos dois casos, o projeto precisará ser votado pelo Plenário., será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Urbano; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta: PL-7562/2010 – Veja aqui

Obs.: Colaboração de Francisco Vianna (F. Maier).

VANT do Exército Brasileiro faz 1ª missão



Folha de S. Paulo

08/11/2010 - 09h45

Avião não tripulado do Exército faz 1ª missão

Três anos após experiências de uso de aeronaves não tripuladas na missão de paz no Haiti, o Exército fez ontem o primeiro teste em larga escala de seu Vant (Veículo Aéreo Não Tripulado), em uma missão simulada de defesa do território nacional.

LUIS KAWAGUTI
DE SÃO PAULO

Ele é um avião de controle remoto usado para reconhecer terreno e identificar alvos para armas de artilharia, segundo o major Ademir Rodrigues Pereira, do CTEx (Centro Tecnológico do Exército).

Ontem três Vants simularam este trabalho no Exercício Agulhas Negras, a maior manobra realizada pelo Exército no Sudeste em 2010. Nela, 4.500 militares simularam a defesa da região contra um hipotético exército de invasão estrangeiro.

Diferente da Polícia Federal, que comprou um Vant produzido em Israel para patrulhamento de fronteiras, o avião do Exército foi desenvolvido no Brasil.

O primeiro projeto começou em 2004 e foi coordenado pelo Ministério da Defesa.
Mas, no início de 2007, o Vant ainda não estava pronto para missões reais.

Por isso, as tropas brasileiras da ONU adaptaram câmeras de vídeo em aeromodelos para sobrevoar a favela de Citè Soleil --que abrigava o último grupo rebelde do Haiti.

Os aviões fizeram dezenas de missões de identificação de atiradores, barricadas e fossos antitanque.

"Eles tinham também um compartimento acionado por controle remoto que usávamos para jogar panfletos de propaganda que davam avisos e explicavam para a população o trabalho da ONU", disse o coronel da reserva Cláudio Barroso Magno, que comandou do batalhão brasileiro da ONU no Haiti.

Esses aviões "artesanais" não possuíam grande autonomia de voo ou sistemas de GPS e de piloto automático.

"Não eram aviões operacionais militares. Nós os usávamos para obter um resultado psicológico, para eles [rebeldes e criminosos] saberem que os estávamos observando", disse o general Carlos Alberto dos Santos Cruz, comandante da Segunda Região Militar.

Segundo ele, a primeira geração do Vant desenvolvida pelo Exército ficou pronta ainda em 2007 e exemplares chegaram a ser usados em testes no Rio Grande do Sul e também no Haiti --porém, quando não havia mais grandes combates no país.

VT-15

Já a nova geração do Vant, batizada de VT-15 e usada ontem, começou a ser desenvolvida em 2008 pelo CTEx com a empresa ACS.

"Há uma variedade muito grande de Vants no mercado internacional, é possível comprar, mas também nos interessa o desenvolvimento tecnológico, para que não haja dependência", disse o general Santos Cruz.

O desempenho do Vant na missão será avaliado. Se o resultado for bom, o Exército pode começar a produzi-lo em escala.

TERCEIRO MANDATO?

Maria Lucia Victor Barbosa

10/11/2010

Algumas pessoas me perguntaram se estava satisfeita pelo fato de uma mulher ter chegado à Presidência da República. Respondi que isso me era indiferente. Primeiro, porque seja homem ou mulher num cargo político o que interessa é se essa pessoa é competente, ética e tenha visão de bem comum. Segundo, em postos elevados mulheres não são automaticamente modelos de perfeição e lisura. Só para citar exemplo mais recente relembro a ex-ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, que juntamente com a família se locupletou no cargo tendo saído ilesa por ser amiga da rainha. Terceiro, quem ganhou de fato foi um homem, o presidente que age como se projetasse seu terceiro mandato, pois escolhe ministros e já tem diretrizes de governo para 2011.

A mulher, retocada fisicamente, fabricada em termos de imagem política, treinada pela propaganda teria qualidades que se imaginam intrinsecamente femininas. Entre outras, amor maternal, desvelo familiar, doçura, capacidade de perdão. Qualidades é claro, que nem todas as mulheres possuem, muito menos a candidata escolhida pelo homem. Por ela ele foi cabo-eleitoral e animador de comícios de retórica violenta e rancorosa, boquirroto que debochava da lei eleitoral, autoritário que vociferava contra a imprensa e pregava o extermínio de partidos, Antecipando a campanha em mais de um ano Lula da Silva colocou à disposição de Dilma Rousseff a máquina estatal e as polpudas contribuições das “zelites”. Não apareceu oposição para condenar tais abusos.

Venceu, na verdade, o poderoso “coronel” Lula. Conquistou um pouco mais da metade dos votos dos pobres agradecidos pelas bolsas-esmolas, dos ricos satisfeitos com os lucros, das classes médias inebriadas com as alegrias de consumidores capazes de comprar a felicidade em suaves prestações a serem pagas no além.

Entretanto, o final de mandato do popular Lula da Silva parece conturbado. É emblemática mais uma trapalhada do Enem, cuja responsabilidade em última instância é do ministro da Educação. Num país civilizado este pediria demissão ou seria demitido pelo presidente da República, mas, ambos, de modo arrogante insistem em não reconhecer o erro. Um péssimo exemplo para os jovens estudantes.

Na política externa, que acumulou perdas em todos os cargos pleiteados pelo Brasil, em repetidos fiascos, em apoios a governantes que afrontam os direitos humanos, o último golpe deve ter deixado estonteados o presidente da República, seu chanceler de direito, Celso Amorim, seu chanceler de fato, Marco Aurélio Garcia. Isso porque, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deu seu apoio expresso à inclusão da Índia como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, cargo perseguido de forma obsessiva pelo Itamaraty durante os dois mandatos de Lula da Silva. Também pudera, “o cara” em sua linguagem antiamericana fez coro com as afrontas de Hugo Chávez aos norte-americanos. Além disso, o governo Rousseff pode significar a chegada do PT ao poder, como determinou José Dirceu. Considere-se ainda o fato da Índia ser estrategicamente bem mais interessante para os Estados Unidos do que o Brasil.

Para piorar, Lula da Silva quer de volta a famigerada CPM e vai tentar desarmar no Congresso a bomba fiscal de R$ 30 bi. Se conseguir a façanha no mês que lhe resta vai bater de frente com policiais civis, militares e bombeiros que perderão um piso salarial a ser criado por emenda constitucional. Afrontará governadores que reivindicam R$ 19,5 bilhões, a título de repasse, referentes a perdas que tiveram com a Lei Kandir. Desgostará parlamentares que querem elevar a cota reservada a cada um deles para fazer emendas no Orçamento. Sobrará para Rousseff a espinhosa questão do salário mínimo, que no Orçamento é contemplado com um piso de R$ 538,14, sendo que as centrais sindicais que ajudaram elegê-la reivindicam R$ 589,00.

Outro fator polêmico é a obsessiva ideia do ministro Franklin Martins de “monitorar” ou exercer “controle social sobre a mídia”, o que traduzido significa cercear a liberdade de pensamento. Ele usa arabescos de linguagem para o que é simplesmente censura, aliás, prevista, entre outras coisas, no Plano de governo Rousseff sob o título PNDH3.

Enquanto tudo isso acontece, onde anda o PSDB? Afinal, sem oposição não existe democracia. Ao PSDB falta militância, união, mística, coragem para vocalizar a parcela da sociedade que se sentir prejudicada pelos desmandos da situação. Sobra aos tucanos fascinação por Lula da Silva e vergonha de sua trajetória. É necessário, então, que o PSDB deixe a torre de marfim e venha às ruas contra a CPMF, contra a censura, contra a inflação que Fernando Henrique derrubou, contra o ardiloso terceiro mandato de Lula da Silva. Se fizer isso será seguido. Caso contrário, morrerá de inanição política.

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.

mlucia@sercomtel.com.br

www.maluvibar.blogspot.com

O analfabetismo elegeu Dilma


Obs.: Colaboração de minha irmã Ivone Maier (F. Maier).

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Palavra de Dilma: vale alguma coisa?

O Estado de S. Paulo - 3/11/2010

Palavra de Dilma

Rolf Kuntz

A presidente eleita Dilma Rousseff terá de renegar o lulismo, se quiser cumprir os compromissos do primeiro discurso depois da vitória, como o respeito à liberdade dos meios de comunicação e a seriedade fiscal. Prometeu "valorizar a democracia em toda sua dimensão, desde o direito de opinião e expressão até os direitos essenciais da alimentação, do emprego e da renda, da moradia digna e da paz". "Zelarei", acrescentou, "pela mais ampla e irrestrita liberdade de imprensa." Voltou a esse ponto quase no fim, mencionando as críticas do jornalismo livre como "essenciais aos governos democráticos".

Mais de uma vez o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentou limitar os meios de comunicação, apoiando ou propondo projetos de "controle social", um nome cínico para a censura. A apresentação do impropriamente chamado Decreto dos Direitos Humanos foi uma das tentativas mais claras. Além disso, um dos grandes eventos da campanha petista foi um ato contra a liberdade de imprensa promovido por gente favorável ao tal controle.

Para cumprir a promessa, a futura chefe de governo precisará decepcionar esses companheiros. Estará mesmo inclinada a governar num ambiente de livre informação e de crítica? O criador de sua candidatura só não enquadrou os meios de comunicação porque houve resistência. Mas nunca deixou de aplaudir os companheiros Chávez, Kirchner e Ahmadinejad, escrachados inimigos da imprensa livre.

Se os meios de informação puderem noticiar e criticar, haverá alguma resistência a desmandos. Será talvez a única fiscalização, porque a oposição partidária será provavelmente mais inepta do que foi no segundo mandato do presidente Lula e na campanha eleitoral.

Com pouca resistência no Congresso e pressionada pelas demandas do PMDB e das alas mais vorazes do PT, a presidente Dilma Rousseff precisará de muita disposição e muita firmeza para seguir as linhas anunciadas no discurso - controlar e melhorar o gasto público, promover a meritocracia, respeitar os contratos, aliviar a carga tributária e apoiar a autonomia das agências de regulação, entre outros itens.

Empresários apostam na influência do deputado Antonio Palocci como fator de moderação e de bom senso na administração federal. O pronunciamento da presidente eleita, no domingo à noite, reflete de forma inconfundível os conselhos do deputado e ex-ministro da Fazenda. Mas outras figuras e grupos do PT disputam um papel na definição das linhas de governo. Além disso, o presidente Lula prometeu, mais de uma vez, interferir na administração de sua sucessora. Enfim, os próprios empresários frequentemente pressionam as autoridades para obter benefícios nem sempre justificáveis, como barreiras protecionistas, câmbio ajustado a seus interesses, juros muito inferiores aos defendidos pelo Banco Central e subsídios generosos, normalmente custeados pelo Tesouro.

Todas essas pressões são incompatíveis com o chamado tripé da estabilidade - as metas de inflação, o câmbio flutuante e o superávit primário suficiente para manter a dívida pública sob controle e, se possível, declinante como porcentagem do Produto Interno Bruto (PIB). Governar com alguma seriedade implicará administrar essas pressões e limitar seus efeitos.

Uma gestão responsável incluirá a reconversão das empresas controladas pelo Tesouro em companhias do Estado, não do governo. Será uma das tarefas mais complicadas, por causa da vocação aparelhadora do PT e do poder de extorsão dos partidos aliados.

A presidente herdará contas públicas em condição preocupante, mal disfarçada neste ano por meio de artifícios contábeis. Seu primeiro teste será negociar o salário mínimo, levando em conta as consequências para as finanças do governo. Encontrará também um déficit em rápida expansão na conta corrente do balanço de pagamentos, causado em parte pela crise externa e em parte pelas desvantagens competitivas do País. Impedir o agravamento desses problemas será uma das principais tarefas de 2011.

Terá de enfrentar, ao mesmo tempo, os investimentos para a Copa do Mundo. Grande parte das despesas caberá ao governo federal ou será financiada - sem grande perspectiva de restituição - pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social. Terá de combinar competência, austeridade e coragem para decisões politicamente difíceis. Por enquanto, há um abismo entre as promessas do primeiro discurso e as condições objetivas de governo.

O apetite do PMDB e Memórias Reveladas (nãos seriam Ocultadas?)

O Globo - 3/11/2010

O apetite voraz do PMDB

Aliado já cobra cargos no governo e líder na Câmara diz que não cederá um milímetro

Gerson Camarotti e Chico de Gois

Principal parceiro da eleição de Dilma Rousseff, o PMDB começou a negociar oficialmente ontem à noite cargos que pretende ter a partir de janeiro, exigindo manter os atuais ministérios, mas aceitando levar menos, desde que no modelo chamado “porteira fechada”. O vice-presidente eleito, Michel Temer (PMDB-SP), presidente do PMDB, e o presidente do PT, José Eduardo Dutra, discutiram o assunto em jantar ontem. O modelo já é debatido entre Dilma e a equipe de transição.

Há a visão de que, assim, será possível contentar os partidos com menos ministérios. Em entrevistas para TVs, Dilma disse ontem não crer em disputa entre aliados por cargos.

No governo Lula, o PMDB teve sete cargos no primeiro escalão: seis ministérios e a presidência do Banco Central, mas com pouco poder na estrutura das pastas. Agora quer mais. É entusiasta da verticalização que, na prática, permite ao partido indicar não só o ministro, mas todos os cargos da pasta, inclusive as estatais.

— O PMDB não terá a ousadia de avançar um milímetro em seus direitos. Mas também não vai recuar um milímetro em seus deveres.

Queremos ter o tamanho que hoje temos. Não vamos disputar cargos de outros partidos. Será uma conversa pragmática — disse o líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN) sobre o jantar entre Temer e Dutra.

Em entrevista a SBT e Band, ontem à noite, Dilma disse que ainda não começou a montar o Ministério e disse desconhecer disputas: — A mim, a briga ainda não chegou. Não tenho prova ou evidência de que há briga por cargos no meu governo. Acho justo que os partidos queiram estar representados. Terei o cuidado de ter um critério de preenchimento dos cargos que vai combinar capacidade técnica com condições políticas, ou seja, características de liderança pessoal — disse Dilma, na Band. — Quero deixar claríssimo para todos que integrarem o governo que não terei a menor complacência nem tolerância com malfeitos.

Quem errou será afastado.



“Não começamos Ministério algum”

No SBT, perguntada sobre a ciumeira do PMDB, Dilma repetiu: — Não começamos a montar Ministério algum. A ciumeira não é procedente. Não chegou até mim nenhuma reclamação. Hoje (ontem) foi constituída a comissão de transição, integrada pelo vice-presidente (Michel Temer), que, neste caso, não representa partido nenhum; assim como eu, representa as forças da coligação, e os três membros da minha coordenação de campanha.

Dilma disse não crer que dividirá entre as siglas, por número, os ministérios, mas que ainda não se dedicou a isso. Admitiu mudanças: — Tinha interesse grande em criar o Ministério das Micro e Pequenas Empresas.

É possível que a gente faça junções. No cômputo geral tenderá a ficar no mesmo.

O PMDB já definiu nomes e critérios para cargos no primeiro escalão. Há consenso pela manutenção do ministro da Agricultura, Wagner Rossi, indicação de Temer. Outro consenso é o retorno do senador Edison Lobão para Minas e Energia, caso não seja indicado para a presidência do Senado. O senador José Sarney avalia as condições para disputar o comando da Casa.

Henrique Alves e Sarney participariam do jantar. Mas como vários peemedebistas estavam chegando a Brasília para participar, as cúpulas restringiram a reunião a Temer e Dutra.

Outra decisão do PMDB é não aceitar mais que o Planalto use a sigla como “barriga de aluguel”, como com Nelson Jobim (Defesa) e José Gomes Temporão (Saúde), que não representavam o PMDB. A legenda quer que Temer seja da coordenação política do governo.

Uma preocupação de Dilma é escolher o coordenador político. Perfil ideal seria o de Dutra, mas ele já preside o PT. Outro nome cogitado foi o líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT), mas ele quer disputar a presidência da Câmara.

Crescem as chances de Alexandre Padilha (Relações Institucionais) continuar no cargo.

Hoje, Dutra se encontra com o presidente do PSB, o governador de Pernambuco Eduardo Campos. Com seis governadores eleitos, o PSB quer espaço nobre, além de recuperar Integração Nacional ou ficar com Cidades, e manter Ciência e Tecnologia e a Secretaria de Portos.





Batalha também na Câmara

Disputa pelo comando pode gerar atritos entre PMDB e PT



Além de exigir uma cota representativa do partido no Ministério, o PMDB alertou os colaboradores da presidente eleita Dilma Rousseff que um dos problemas a ser resolvido na relação entre as duas legendas é o comando da Câmara.

Outro incômodo para o PMDB dentro da aliança é a luta do PSB por mais poder — algo que já aconteceu na campanha com o deputado Ciro Gomes (PSBCE), nomeado coordenador político apesar de suas críticas pesadas ao partido do vice Michel Temer (PMDB-SP).

O temor é que o PSB se articule com PDT e PCdoB para formar um bloco político na Câmara novamente, mas, desta vez, com capacidade de medir forças com o PMDB, dificultando a negociação direta entre petistas e peemedebistas pelo comando da Casa.

O alerta do PMDB é que é preciso um acordo sobre Câmara que agrade os dois lados, porque, caso contrário, isso pode azedar a aliança maior. O PT tem 88 deputados; o PMDB, 79. PSB, PDT e PCdoC, se unidos num bloco, chegam a 77 deputados. Se incluir mais o PTP e o PRTB no bloco, já passa o PMDB. É essa união que o PMDB quer evitar, e conta com o PT para impedir essa primeira disputa na base aliada.

Os petistas também já foram avisados dessa movimentação dos partidos aliados, e seus dirigentes já estão em campo para evitar divergências na base aliada antes mesmo da posse da nova presidente e do novo Congresso.





Dilma: discutir reeleição agora é 'botar carroça na frente dos bois'

Apesar de aliados articularem volta de Lula, ela lembra que 2º mandato é praxe

Chico de Gois



A presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), não descartou ontem a possibilidade de ser candidata à reeleição em 2014, mas disse que não quer discutir o assunto agora, mesmo com as notícias de que o presidente Lula planeja ser candidato em 2014. Em entrevista à TV Bandeirantes, ontem à noite, Dilma disse que, embora a praxe no país seja o presidente tentar um segundo mandato, ela não vai iniciar essa discussão antes mesmo de tomar posse.

— A praxe é essa. Agora, sou mineira e prudente. Acho que essa é a praxe, hoje o presidente eleito tem direito à reeleição.

Agora, sem tomar posse, começar a discutir 2014, como vai ser, não dá, né? Acho que é botar não só a carroça na frente dos bois. É botar a carroça, os carros e os caminhões. Não é cabível isso — disse Dilma.



“Assegurarei ao país a questão da estabilidade econômica”

Em outra entrevista, esta ao telejornal “SBT Brasil”, Dilma avisou que, independentemente dos nomes da sua equipe econômica, ela será a responsável direta pela manutenção da atual política. O presidente Lula teria sugerido a ela a permanência do ministro da Fazenda, Guido Mantega, para demonstrar no exterior que não haverá cisão na condução da atual política.

Mas Dilma não confirmou: — É importante que se persiga a estabilidade macroeconômica, o equilíbrio macroeconômico, e atuamos sempre com um tripé: controle da inflação, câmbio flutuante e controle do gasto público. Não serão pessoas que vão ser responsáveis sobre isso. Sou eu que sou a responsável.

Como responsável, asseguro: seja quem estiver no exercício do cargo, assegurarei ao país a questão da estabilidade econômica. Não serão pessoas que serão responsáveis pela política econômica. Sou eu.

Dilma também afirmou que, até 2014, pretende reduzir a taxa de juros para até 2% ao ano, e que quer também reduzir os juros para o consumidor final. Sobre a possibilidade de o presidente Lula adotar medidas fiscais duras, para poupá-la de desgastes no início de seu governo, Dilma afirmou: — Não acredito que o presidente vai tomar medidas duras, ele vai fazer aquilo que tem de fazer. Não tem o menor sentido fazer um saco de maldades.

Dilma disse que não vai aumentar ou criar novos impostos, como a antiga CPMF, para aumentar recursos da saúde: — Pretendo fazer uma redução tributária. Pretendo reduzir os tributos sobre investimentos e sobre a folha de salário.

Ao “Jornal da Band”, voltou a afirmar, como havia feito em seu primeiro discurso como eleita, que é contra o controle de conteúdo da mídia. No entanto, declarou que é preciso distinguir controle de conteúdo do estudo de um novo marco regulatório, ao qual disse ser favorável.

— O controle de conteúdo é um acinte — afirmou, observando que é melhor ter uma imprensa crítica, ainda que o governo não concorde com o teor do noticiário, do que a volta da censura.

Ela afirmou que o marco regulatório deverá abordar temas como participação de capital estrangeiro e a integração entre as mídias: — Mesmo assim, tem de ter muito cuidado, e aprovar um marco que permita adaptações ao longo dos anos.



Soberania na relação com os Estados Unidos

A presidente eleita afirmou que pretende manter a atual fórmula de reajuste do salário mínimo, que é a soma da inflação do ano anterior, mais o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. Como o crescimento do PIB de 2008 foi negativo, o que daria ao mínimo apenas a reposição da inflação, Dilma afirmou que pode discutir com as centrais sindicais um aumento acima desse patamar.

Ela disse ainda que dará continuidade à política externa brasileira de privilegiar as relações Sul-Sul, ou seja, com países da América Latina e da África, por exemplo. Mesmo assim, declarou que pretende manter um relacionamento próximo com os Estados Unidos, desde que haja respeito à soberania brasileira.

— Pretendo ter uma relação próxima com os Estados Unidos, mas com soberania. O mesmo respeito que quero, darei.

Ela elogiou o presidente Barack Obama por sua postura de negociador e falou sobre a ligação que recebeu de Obama após sua vitória, no domingo: — Foi muito gentil. Eu já o conhecia das reuniões de que participei como chefe da Casa Civil, junto com o presidente Lula.

Eu tenho pelo presidente Obama a melhor das impressões.

Todas as vezes, vi uma pessoa que tentava construir a solução e não criar problemas.





Cotoveladas

Merval Pereira



Pela segunda vez entre a campanha eleitoral e o período imediatamente posterior à vitória que consagrou a candidata Dilma Rousseff como a primeira mulher presidente do país, o PMDB teve que impor sua presença na equipe principal, dominada pelos petistas, à base de discretas cotoveladas políticas.

Depois que a equipe de transição foi composta apenas por petistas, lembraram-se do parceiro que ficara de fora — aliás, foram lembrados pelo rejeitado —, e o vicepresidente eleito Michel Temer passou a ter um lugar honorífico na equipe.

Durante a campanha, não havia peemedebista na coordenação do programa oficial, que acabou se revelando pouco mais que uma farsa, aliás, nas duas candidaturas.

O que só evidencia que, no nosso presidencialismo de coalizão, a questão programática é o que menos importa.

Mas o fato é que o PMDB, o maior partido político do país até então e por isso mesmo escolhido para dar o candidato a vice-presidente, não foi ouvido nem cheirado na formação da equipe de campanha, e muito menos na que formularia o que teoricamente seria o programa de um futuro governo.

Só depois de algumas cotoveladas é que o partido conseguiu incluir na equipe de campanha o ex-governador do Rio Moreira Franco, que, no entanto, continuou sem muito trânsito no esquema de poder real da campanha petista, enfeixado por Antônio Palocci, José Eduardo Cardozo e o presidente do PT, José Eduardo Dutra.

Depois da vitória, os mesmos personagens petistas, acrescidos do ex-prefeito de Belo Horizonte e candidato derrotado ao Senado por Minas Fernando Pimentel, fecharam o grupo que cuidará da transição.

Com o agravante de que Pimentel transformou-se em um adversário quase inimigo dos peemedebistas mineiros, a quem acusam de não ter ajudado na campanha para o governo estadual, em que Hélio Costa acabou atropelado pelo trator governista comandado por Aécio Neves.

O PMDB teve que mais uma vez mostrar a que veio e exigir seu naco de poder na equipe de transição, e Temer acabou sendo promovido a chefe da equipe petista para fazer valer seu posto de substituto imediato da presidente da República.

Esses são sintomas da briga intestina que mal começou na base aliada do governo.

Se fazem isso com o PMDB, que deu o vice na chapa oficial e tem uma estrutura de poder de fazer inveja, o que não farão com parceiros menos aquinhoados pelo voto popular como o PP, que nem apoiou oficialmente a candidatura Dilma, ou mesmo o PSB? O partido comandado por Eduardo Campos, governador de Pernambuco, cresceu na sua representação legislativa tanto na Câmara, onde passou de 27 deputados federais para 34, quanto no Senado, onde elegeu três novos senadores.

A vaga que era ocupada por Renato Casagrande, eleito governador do Espírito Santo, será passada para sua suplente Ana Rita, que é do PT.

Mas foi nos governos estaduais que o PSB cresceu mais de cacife. Elegeu seis governadores, quatro deles no Nordeste: Ceará, Pernambuco (reeleitos), Paraíba e Piauí, além de Amapá e Espírito Santo, representando quase 15% do eleitorado.

É certo que o PMDB saiu da eleição um pouco menor do que entrou, mas não a ponto de poder ser desprezado pelos parceiros petistas.

É verdade também que o partido tinha o maior número de governadores, e sai da eleição superado por PSDB e PSB. O PMDB viu seus governadores serem reduzidos de nove para cinco, igualando-se ao PT.

E deixou de ter a maior bancada da Câmara: o PT elegeu 88 deputados e o PMDB, 79. Ao contrário, nas eleições passadas o PMDB elegeu 89 deputados e o PT, 83. Atualmente, o PMDB tem uma bancada de 90 deputados e o PT, de 79.

No Senado, o PMDB continuará tendo a maior bancada, de 20 senadores, que pode ser modificada dependendo das definições da Justiça sobre a Lei da Ficha Limpa.

O partido pretendia presidir as duas Casas na primeira legislatura do governo Dilma, mas o PT parece disposto a fazer valer sua maioria na Câmara, mesmo que o PMDB tenha permitido que o petista Arlindo Chinaglia assumisse a presidência quando tinha a maioria.

Mas a disputa pela presidência da Câmara e do Senado é apenas a parte mais visível da disputa por espaços entre PT e PMDB.

O PMDB quer mais poder político real, não quer um governo do PT com o PMDB como um aliado como qualquer outro. Quer um governo que seja do PT e do PMDB.

Tanto no que se refere à ocupação de espaço no Ministério e na máquina pública, mas, sobretudo, na definição política e de rumos do governo.

O PMDB avalia que só vale ter corrido o risco de apoiar a candidatura de Dilma Rousseff quando ela ainda estava na rabeira das pesquisas de opinião, apostando no projeto de Lula, se houver uma mudança do patamar de sua influência, que, aliás, reconhecem que já mudou no segundo governo Lula.

O PMDB avalia que hoje no governo Lula sua posição já é mais central do que jamais foi no governo de Fernando Henrique, onde sempre ocupou alguns ministérios, mas nunca tantos e com a densidade dos que ocupa hoje: Minas e Energia, Comunicações, Saúde, Agricultura, Integração Nacional, Defesa.

Lula tratou o PMDB de uma maneira diferente, e, exatamente por isso, os caciques peemedebistas querem mais. Querem ser governo mesmo, um governo onde os espaços sejam definidos antes, onde eles tenham uma garantia de atuação.

É por isso que se batem agora, quando, depois da vitória, parece que o PT anda esquecendo-se de incluir o parceiro nos esquemas de poder político que estão sendo montados.

Mas vai ter que disputar esse espaço também com o PSB, que, por exemplo, quer ampliar seus domínios para o Ministério da Integração Nacional, que hoje está com o PMDB.





Nossa opinião

Afrontas à liberdade

TEMA EM DISCUSSÃO: As tentativas de criação de conselhos para controlar a imprensa



Desde o início da Era Lula, a existência de bolsões autoritários entre as diversas correntes que se agruparam em torno do governo ficou evidenciada na desenvoltura com que tais vertentes procuraram impor sua aversão ao jogo democrático. Minoritários na composição político-partidária que daria sustentação ao presidente, nem por isso tais grupos se mantiveram à margem de ações e proposições que acabariam dando o tom de algumas das posições assumidas pelo Planalto.

Como não costumam emplacar iniciativas pelos canais próprios de discussão e debates, que não são exatamente o forte dessas correntes, tentavam fazê-lo pela esperteza, no contrabando de ideias autoritárias para projetos de governo.

Foi assim que, desde o primeiro mandato do presidente que agora vive seus últimos momentos no cargo, vozes oriundas desses bolsões procuraram dar vida a dispositivos de controle à imprensa independente e profissional, com a proposta de criação de um Conselho Federal de Jornalismo, e, aos veículos de produção audiovisual, através da tentativa de gestação da Ancinav. Tais iniciativas foram, a seu tempo, devidamente rechaçadas pela sociedade. Entendido o recado, Lula, sensato, engavetou as propostas. No entanto, o radicalismo não se dobrou ao que deveria ser uma clara objeção a aventuras autoritárias na área da comunicação. Veio o segundo mandato de Lula e a receita de afrontas às instituições chegou embalada num kit chavista, semelhante aos modelos bolivarianos aplicados no Equador, na Argentina e, obviamente, na Venezuela — com as já conhecidas ameaças à liberdade de imprensa e de expressão. Tratou-se, pelo receituário elaborado nos laboratórios do autoritarismo de Hugo Chávez, e que se tenta espalhar pela América Latina, de convocar conferências regionais para discutir a regulação dos meios de comunicação. A tática seguiu um modelo com poucas variações: convocou-se a militância entre as correntes de reconhecida incompatibilidade com o jogo da democracia, organizou-se um congresso para dar “legitimidade democrática” a qualquer coisa que lá se quisesse aprovar, e, pelos meios institucionais vigentes, tenta-se impor à sociedade a censura, travestida de “controle social da mídia”. No Brasil, a iniciativa ganhou o nome de Conferência Nacional de Comunicação (Confecom).

Tudo é flagrantemente inconstitucional.

A liberdade de imprensa e de expressão é um princípio inscrito na Constituição, que o STF revalidou ao decretar o fim da Lei de Imprensa (um entulho da ditadura que havia ganhado sobrevida após a promulgação da Carta de 1988) e ao reinterpretar a legislação eleitoral, tirando a mordaça dos programas humorísticos e dos analistas políticos na mídia eletrônica. O mantra autoritário do “controle social da mídia” tem um erro de princípio: se é “controle”, é inconstitucional. E consagra um grave equívoco — o de que a imprensa independente e profissional esconde inconfessáveis interesses políticos. O país tem rejeitado esse logro com o antídoto da liberdade de opção, com a qual o radicalismo não consegue conviver: se o leitor (ou o ouvinte, ou o telespectador) desgosta do conteúdo que lhe é oferecido, basta deixar de comprar o jornal (ou apertar o botão de desligar e/ou de trocar de canal e estação). Se, ainda assim, houver a suspeita de algum tipo de dolo ou má-fé no noticiário, que se vá à Justiça — tudo dentro das regras da democracia representativa.

Colher sugestões em conferências regionais é apenas um disfarce para o autoritarismo





Outra opinião

Democratizar a mídia

TEMA EM DISCUSSÃO: As tentativas de criação de conselhos para controlar a imprensa

ANTONIO MENTOR



A criação do Conselho Parlamentar de Comunicação (Consecom), projeto de resolução de minha autoria e que tramita na Assembleia Legislativa, foi proposta para contribuir com o processo de democratização das informações da mídia no Estado de São Paulo.

Ao contrário do que tentam fazer crer alguns setores da imprensa, o projeto não tem qualquer pretensão de servir como mecanismo de censura, nem interferir no conteúdo veiculado pela mídia.

A Constituição Federal, no seu artigo 220, veda todo e qualquer manifesto à censura, seja de natureza política, ideológica e artística, e determina que nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social.

Nossa proposta segue os preceitos da Constituição e não tem, de forma alguma, a finalidade de cercear a liberdade de imprensa e de expressão ou criar mecanismo de censura. É exatamente o contrário. O que pretendemos, com a implementação do Conselho Parlamentar, é garantir a participação popular, a democratização da sociedade civil nos veículos de comunicação de São Paulo.

Longe de ser uma tentativa de se criar lei da mordaça, como alguns órgãos de comunicação insistem em classificar nossa proposta, o Conselho é uma reivindicação histórica dos movimentos organizados pela democratização da comunicação, dos trabalhadores brasileiros e dos empresários progressistas, independentemente de qualquer coloração partidária.

O Conselho Parlamentar segue o modelo do projeto anunciado pelo estado do Ceará, mas com uma grande diferença: o vínculo. O Conselho do Ceará é ligado ao governo do estado e o nosso é vinculado ao Parlamento paulista. A proposta de criação do Conselho de Comunicação surgiu das discussões ocorridas na Conferência Nacional de Comunicação, convocada pelo presidente Lula e realizada no decorrer do ano de 2009, com o objetivo de promover a democratização da comunicação no país.

Hoje, já existem no Brasil conselhos em várias áreas — como Educação, Saúde e Assistência Social —, estruturados no âmbito municipal, estadual e federal e atuando como instrumento de fomento à participação da sociedade civil organizada na elaboração das políticas públicas em cada setor.

Esse Conselho terá caráter deliberativo e será formado por 30 membros e respectivos substitutos, escolhidos entre representantes das universidades paulistas, do Poder Legislativo, do Ministério Público, da Defensoria Pública do Estado e do poder público municipal.

O Conselho Parlamentar terá atribuições de fiscalizar, avaliar e propor políticas estaduais de comunicação, e promover os direitos humanos.

As propostas incluem o acompanhamento da execução e avaliação das políticas de comunicação, fiscalização do cumprimento da legislação e das normas que regulamentam a radiodifusão e as telecomunicações, o acompanhamento da liberação das outorgas e concessões e atuação em defesa da implantação de um Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), para universalizar o acesso à internet.

Vivemos na era da comunicação e o nosso objetivo é que a informação seja um direito de todos.

Nossa proposta não tem a finalidade de cercear a liberdade de imprensa

ANTONIO MENTOR é deputado estadual reeleito (PT-SP).





Gilmar atirou no Congresso e no STF

ELIO GASPARI



No lusco-fusco da eleição de Dilma Rousseff não se pode deixar de registrar que durou exatamente seis meses e sete dias a discrição obsequiosa que o ministro Gilmar Mendes concedeu aos seus pares ao deixar a presidência do STF. Habitualmente, os ministros do Supremo falam pouco fora do tribunal e, desde abril passado, quando entregou a cadeira a Cezar Peluso, Gilmar manteve-se dentro da norma.

Na última sextafeira, depois de ter sido derrotado no julgamento da vigência da Lei da Ficha Limpa, ele voltou ao proscênio. Referindose à aprovação do projeto pelo Parlamento, disse o seguinte: “O Congresso estava de cócoras.

Por quê? Porque não queria discutir isso racionalmente, porque ninguém queria se dizer contra a Ficha Limpa.” Gilmar Mendes tem todo o direito de dizer que o Congresso estava “de cócoras”. Aceitando-se seu vocabulário, pode-se fazer uma incursão no terreno da cocorologia. Como o ministro classificaria a decisão do STF em 1936, negando um habeas corpus a Olga Benário, cujos advogados argumentavam que ela tinha no ventre uma criança concebida no Brasil? É fácil espancar o Congresso, mas em 1968 a Câmara dos Deputados negou ao Executivo a licença para a abertura do processo de cassação do mandato do deputado Marcio Moreira Alves. Até os sorveteiros sabiam que com isso ele seria fechado pelos militares. Foi.

No Supremo, onde dois ministros foram imediatamente cassados, dois outros deixaram a Corte. Os demais ficaram sentados. Em 1974, foi o Supremo quem transferiu da Câmara para a cadeia o deputado Francisco Pinto, por ter chamado o general chileno Augusto Pinochet de ditador.

O doutor Gilmar deveria deixar de lado as flexões dos joelhos alheios. Sentados ou em pé, tanto ministros do Supremo como parlamentares tomam decisões com as quais pode-se concordar ou discordar. É o jogo jogado.

Na mesma entrevista, referindo-se à decisão do STF pela imediata v igência da Lei da Ficha Limpa, Gilmar acrescentou: “Foi um erro ter colocado isto em julgamento.” De quem foi o erro? De um “capinha” que esqueceu o processo sobre a mesa do presidente Cezar Peluso? Dos ministros que votaram numa posição contrária à de Gilmar? Pode-se sonhar com o dia em que o Supremo Tribunal Federal brasileiro funcione com a etiqueta da Corte americana, onde não só os ministros não comentam sentenças do tribunal fora das sessões, como não se lhes deve dirigir a palavra nos corredores, a menos que eles tomem a iniciativa. Ministro criticando colega ou decisão da Casa é algo impensável. Quando Thurgood Marshall, aos 82 anos, fez um comentário depreciativo sobre um futuro colega, seus pares relevaram. O primeiro juiz negro da Corte estava senil e meses depois renunciou.

Gilmar Mendes foi deselegante em relação ao Parlamento e impertinente para com seus colegas, com quem está obrigado a uma convivência diária, em condições de igualdade. O pronunciamento em que o jurisconsulto enunciou os aspectos cocorológicos das decisões legislativas deu-se numa entrevista à rádio CBN, em Foz do Iguaçu. Ficaria melhor se tivesse falado vestindo a toga, no plenário, ou durante uma visita ao Congresso.

O ministro saiu do recesso de celebridade com linguagem imprópria para um estagiário





Professor se demite em protesto contra sigilo

Historiador deixa Memórias Reveladas e denuncia que acesso a papéis da ditadura foi vetado no período eleitoral



O Centro de Referências das Lutas Políticas no Brasil (ou projeto Memórias Reveladas), criado pelo governo federal para reunir e divulgar os documentos secretos do regime militar, está desfalcado desde ontem.

Em carta entregue ao coordenadorgeral da entidade, Jaime Antunes da Silva, o historiador Carlos Fico, da UFRJ, anunciou a sua renúncia. A decisão, segundo ele, foi tomada depois que o Arquivo Nacional passou a negar aos pesquisadores acesso aos acervos da ditadura “sob a alegação de que jornalistas estariam fazendo uso indevido da documentação, buscando dados de candidatos envolvidos na campanha eleitoral”.

O historiador, que era presidente substituto da Comissão de Altos Estudos do Memórias Reveladas, foi alertado sobre a proibição por uma aluna de doutorado, que tentara sem sucesso acessar um destes acervos. Para confirmar, ele próprio protocolou um pedido de acesso e também recebeu uma resposta negativa sob a mesma alegação: — O funcionário do Arquivo Nacional pediu que eu esperasse até sexta-feira (último dia da campanha eleitoral).

A negativa foi a gota d’água na insatisfação de Fico com os constrangimentos que unidades do sistema nacional de arquivos, incluindo o Arquivo Nacional, estariam criando para o acesso à documentação do ciclo militar (1964-85).

Os gestores dos arquivos, sustenta o historiador, demonstram receio de abrir os acervos e correr o risco de responderem judicialmente por ferir, com o mau uso dos papéis, o direito à privacidade, à imagem e à honradez.



Ditadura brasileira foi a que mais produziu documentos

Na carta de demissão, Fico lamentou que, “não obstante o Brasil possua um grande acervo documental sobre a ditadura já transferido para o Arquivo Nacional e arquivos estaduais — em tese disponível à consulta pública — sua pesquisa, muitas vezes, tem sido bastante dificultada”.

A documentação bloqueada nas últimas semanas, por causa da campanha eleitoral, integra os acervos do antigo Conselho de Segurança Nacional e da Divisão de Segurança e Informações do Ministério das Relações Exteriores.

Fico alega que “não podem os arquivos brasileiros arvoraremse em intérpretes do direito à privacidade e arbitrarem — conforme as idiossincrasias do funcionário ocasionalmente situado na posição de decidir — se este ou aquele documento agride a honra ou a imagem de alguém”.

Das ditaduras latino-americanas, a brasileira foi a que mais produziu documentos, segundo o historiador. Ele disse que, enquanto a repressão argentina praticamente não deixou registros documentais, os “arquivos do terror” paraguaios estão totalmente abertos à consulta.

Fico sustenta que, na questão da privacidade, as autoridades não podem entender o conteúdo dos documentos do regime militar como testemunhos da verdade, mas apenas um registro histórico do arbítrio da época.

“Tampouco pode perdurar o entendimento improcedente que insiste em tratar de ‘sigiloso’ o documento já desclassificado pela lei”, escreveu. Os pesquisadores estariam impedidos, inclusive, de manusear os instrumentos de pesquisa, que não são papéis históricos, mas as listas de conteúdo dos acervos.

Caso parecido ocorreu em agosto no Superior Tribunal Militar. O processo que levou a presidente eleita, Dilma Rousseff, à prisão na ditadura foi retirado dos arquivos e trancado num armário por ordem do presidente do órgão, Carlos Alberto Marques Soares.

Fico disse que, em recente seminário promovido pelo Memórias Reveladas, foi decidido que os demais arquivos seguiriam a experiência do Arquivo Estadual de São Paulo, que libera toda a papelada, exigindo apenas que o solicitante assine termo de responsabilidade.

Mas, segundo ele, nada foi feito até agora. O presidente do Memórias Reveladas, Jaime Antunes (também presidente do Arquivo Nacional), não foi localizado para comentar a demissão.





O Memórias Reveladas



O objetivo do Centro de Referência Memórias Reveladas, criado em 13 de maio de 2009 pela então ministrachefe da Casa Civil da Presidência, Dilma Rousseff, é “tornar-se um polo difusor de informações” contidas nos documentos sobre as lutas políticas no país nas décadas de 1960 a 1980. De acordo com o site da entidade, o centro gerencia fontes primárias e secundárias colocadas à disposição do público, incentivando estudos, pesquisas e reflexões sobre o período.

No texto de lançamento, a então ministra disse que “a memória é um bem público que está na base do processo de construção da identidade social, política e cultural de um país”. Segundo ela, “isto significa que a memória é fundamental para a construção da verdade sobre os acontecimentos históricos”.

Essa iniciativa teve como resultado, até o mês de abril deste ano, a doação de aproximadamente 200 mil páginas de documentos textuais sobre o período, além de livros e documentos audiovisuais.

A Comissão de Altos Estudos do Centro, da qual Carlos Fico (que pediu demissão ontem) era presidente substituto, foi instituída para construir e lançar um grande portal para oferecer ao público o acesso on-line ao acervo





Dois pesos

Miriam Leitão



O real se valorizou 107% sobre o dólar durante o governo Lula. Isso ajudou a manter a inflação baixa e aumentar a capacidade de compra do consumidor, mas é um problema para empresários e governo. O dólar vai cair mais com as novas decisões do Fed. O boom de gasto do governo elevou o crescimento do PIB, mas é ameaça ao equilíbrio fiscal. O que ajudou a eleição de Dilma Rousseff virou risco.

O novo governo terá problemas fiscais e cambiais à frente. Um dos desafios urgentes da presidente Dilma será escapar da armadilha da liquidez mundial que pode, como avisou o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, produzir bolhas de crédito, de imóveis e ações nos emergentes.

Desde o início da crise, o Fed, banco central americano, tem inundado a economia de dólares através de emissão de moeda para socorrer bancos, empresas imobiliárias, automobilísticas e os devedores de hipotecas. A base monetária saltou de cerca de US$ 800 bilhões para US$ 2,3 trilhões (vejam no gráfico).

Ao mesmo tempo, a taxa de juros caiu de 5,25%, em meados de 2007, para uma faixa entre zero e 0,25%, agora. E o banco central americano prepara um outro tsunami monetário que os economistas chamam de “relaxamento quantitativo”.

Na área cambial, o fantasma que assombra a nova presidente é o lado oposto da moeda que assustou o presidente Lula.

Na eleição de Lula, o dólar chegou perto de R$ 4,00.

Parecia não ter teto. Hoje, está em R$ 1,70 e descendo.

Parece não ter piso.

Depois que as decisões do governo Lula no início do mandato acalmaram o mercado, o dólar corrigiu os excessos, mas aí veio o boom das commodities que aumentou muito o saldo comercial brasileiro. Isso, somado à onda de liquidez e aos juros altíssimos aqui, trouxe mais dólares ao Brasil.

Em 2005, o medo do Lula já tinha acabado, o dólar já tinha caído. Mesmo assim, de lá para cá o real já se valorizou mais de 60% em relação ao dólar.

A crise alimentou uma nova onda de liquidez que está invadindo as economias emergentes e o Brasil é um dos maiores alvos. Se em 2003 bastou o compromisso com a manutenção da estabilidade e da austeridade fiscal para lutar contra a desvalorização do real, agora a briga não é nada trivial.

Primeiro, o Brasil não controla parte das variáveis porque elas têm a ver com a política monetária de outros países. Segundo, de certa forma o governo se beneficia dessa alta da moeda. A queda do dólar tem um efeito deflacionista.

Produtos importados entram a preços mais baixos derrubando preços locais.

Um empresário me contou recentemente que produz uma máquina de produzir embalagens de plástico que custa R$ 80.000. A similar importada custa US$ 15.000.

Ele está revendo os custos para conseguir competir. Inúmeras empresas estão fazendo isso na área de bens de consumo e isso torna os preços mais baixos. As empresas que competem diretamente com o produto estrangeiro reclamam; as que importam componentes gostam, as que vivem de importar gostam mais ainda. O consumidor vai às compras.

Fica feliz e vota no governo.

Bom, agora é a hora de, passada a festa, corrigir os excessos. Mas como? O IOF mais alto não resolveu o problema. Controlar o câmbio seria abandonar um dos pés do tripé.

O outro pé do tripé, o superávit primário, tem sido abandonado aos poucos. Este ano, para garantir a eleição, o governo ampliou os gastos. E já tem aumentos previstos de salários de funcionários até 2012. A gastança ajudou também a pavimentar o caminho da vitória. Na campanha, a presidente eleita prometeu reduzir impostos, desonerar a folha e os investimentos.

Para cortar impostos sem perder arrecadação, só uma reforma tributária. Algumas medidas podem tirar receita dos estados. O modelo de exploração do petróleo do pré-sal tirará bilhões dos estados produtores, entre eles, Rio de Janeiro e Espírito Santo, governados por aliados.

Reforma tributária exige negociação com os governos estaduais. O PSDB foi o partido que mais vitórias teve: governará oito estados, e juntos eles representam 54% do PIB brasileiro.

Não há desafio simples no caminho da nova presidente.

O ideal é que ela aproveite a lua-de-mel para fazer um ajuste fiscal. Isso ajudará a enfrentar os dois desafios.

O problema: ela recusou, na campanha, que faria ajuste fiscal