MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Truque velho

* Hamilton Bonat

Quando a flotilha dita humanitária partiu de Istambul, estavam presentes inúmeros representantes do Hamas, entre eles Mahmad Tzoalha e Sahar Albirawi, terroristas de primeira linha, operando hoje na Inglaterra. Creio que não estavam no porto apenas para desejar boa viagem. Logo, é desnecessário ter bola de cristal para saber que os navios que se dirigiam à Faixa de Gaza nada tinham de pacifistas. O truque é tão velho quanto o Cavalo de Troia. Os alemães que defendiam Monte Castelo também o aplicaram, usando suas ambulâncias, protegidas por rigorosas convenções internacionais, a fim de levar munição para a sua artilharia, que depois era despejada mortalmente sobre nossos pracinhas.

Claro que o governo israelense às vezes age de tal forma que nem os americanos, seus tradicionais aliados, parecem mais aguentar. Entretanto, não se pode deixar de entender suas preocupações com as comunidades civis sobre as quais, diariamente, o Hamas continua lançando foguetes. Recorde-se que em 1967 a Síria fazia o mesmo a partir de Golan, enquanto o Egito de Nasser se armava com formidáveis blindados, que acabariam dizimados na Guerra dos Seis
Dias.

Sob a atual e terrível ameaça de ser varrido do mapa, o que significa seu extermínio, o Estado de Israel enfrenta o dilema de tentar estancar a entrada de armas na Faixa de Gaza. Mas, como em 1967, os foguetes do Hamas não representam nada se comparados ao novo holocausto que se anuncia no Irã. Nem sempre se pode confiar nas palavras de Mahamoud Ahmadinejad, mas sua manifesta intenção de varrer Israel do mapa deve ser levada a sério. De suas declarações, conclui-se que seu programa nuclear, como um Cavalo de Troia, nada tem de pacífico.

O triste é ver o Brasil, conscientemente ou não, sendo usado para acobertar os reais intentos do mandatário iraniano. O acordo nuclear, que assinamos em maio com Turquia e Irã, tem toda pinta de ser uma farsa. Como a agora tristemente famosa flotilha partiu de Istambul logo após a reunião de Teerã, sou, a contragosto, levado a inferir que, longe de microfones e câmeras, algo mais deve ter sido tramado. A política externa brasileira não mais esconde de que lado está. Quebra, assim, uma tradição de equilíbrio e ponderação na resolução de conflitos internacionais.

Infelizmente, não há santos na Terra Santa. Talvez existam apenas alguns anjos, mas estes não têm poder para interferir nas questões terrenas. Ao tomar partido numa confusão das arábias, quase tão velha quanto a humanidade e com a qual nada temos a lucrar, estamos dando uma de anjo e correndo um sério risco de importar um ódio secular, uma violência sem fim. É disso que precisamos? O mais intrigante é abrirmos mão de um truque cujo segredo só nós conhecemos: o da convivência harmoniosa de todas as raças e credos. Lamentável!

* General-de-Brigada da Reserva

http://www.bonat.com.br

Comentário semanal do coronel Gelio Fregapani

Comentário nº 66 – 30 de junho de 2010

Assuntos: O Brasil como Global Player, Ecoxiismo, Os Alimentos e a Guerra


Sistema nipo-brasileiro de TV

As Filipinas aderiram. Foi o primeiro país asiático a aderir. O “sistema” é uma conquista da tecnologia brasileira, desenvolvida a partir do modelo japonês e é o mais avançado do mundo. O Japão não o usa porque o sistema japonês já estava estabelecido e seriam necessárias modificações difíceis de implantar.

Na América do Sul confirmaram adesão Peru, Argentina, Chile, Venezuela, Equador, Costa Rica e Paraguai sendo que o Chile estava comprometido com o sistema americano. Do Mercosul, só o Uruguai adota o sistema europeu. Quanto mais países aderirem ao sistema mais barato ficará a produção de equipamentos com o ganho de escala.


Recebido de Didymo Borges

O Nosso País como Global Player

Contrapondo-se as sanções ao Irã estamos defendendo nossos próprios interesses nacionais. Das quatro potências que emergem e se inserem no jogo internacional do poder – Rússia, Índia e China somos o único que não dispõe de armamentos nucleares, embora pudessemos produzi-los pois dominamos ciclo de enriquecimento de urânio. Conseguimos esse sucesso nos defrontando, durante quatro décadas, com implacável e sistemática oposição dos Estados Unidos.

A posição tomada juntamente com a Turquia, contrariando os interesses norte-americanos, teve como efeito colateral a emergência do nosso País como “global player”, reforçado pela favorável posição econômica em meio ao debacle do sistema financeiro dos Estados Unidos, e a crise econômica e financeira que abala a União Européia. Entretanto ninguém será um global player sem respaldo de força militar e permanecendo sujeito a chantagem nuclear sem possibilidade de retaliação.

Tudo indica que o Irã será atacado caso as sanções não derrubem o governo inamistoso. A Coréia do Norte não, pois pode ser que já tenha a bomba.

Isto é problema deles, não nosso, mas fica a lição: ninguém ataca nem pressiona demasiadamente quem tem armas atômicas.

Sobre este assunto, seria bom que os candidatos á presidência se manifestassem.


Proteger floresta no Brasil ajudará a agricultura dos EUA

Um estudo norte-americano Intitulado "Farms Here, Forests There" calcula que os EUA podem ganhar centenas de bilhões com queda no desmate nos países tropicais
O argumento é que a proteção às florestas evitará a expansão da produção de carne, soja, dendê e madeira em países como o Brasil, levando a um aumento dos preços e à abertura de um buraco na oferta, que seria preenchido pelos EUA. "Eliminar o desmatamento lá limitará a expansão agrícola e da atividade madeireira nos países tropicais, nivelando o campo de jogo para os produtores americanos no mercado global de commodities", segundo o estudo.

O estudo, publicado pela ONG Avoided Deforestation Partners, visa convencer senadores dos EUA a aprovarem a lei de mudança climática. A lei prevê que os EUA possam negociar créditos de carbono ilimitados pelo desmatamento tropical evitado. Ou seja, o país pagaria para manter a floresta em pé no Brasil, por exemplo, pagando menos do que ganharia com a ampliação das vendas.

Isto comprova que a conservação ambiental é uma desculpa dos países desenvolvidos para impor barreiras à agricultura do Brasil, mais competitiva. Tal visão permeia o relatório do deputado Aldo Rebelo que propõe reformar o Código Florestal reduzindo as áreas de mata protegidas em imóveis rurais.

Como se poderia esperar, há ongueiros que consideram insuficiente abolir o desmatamento; provavelmente porque não evitaria a competição pois só na Amazônia, dizem eles, existiriam milhões de hectares de terras “degradadas” e abandonadas, já abertas que ganhariam valor", “e poderiam dobrar a produção agrícola."

.Algo indica que os lobbies norte-americanos e suas ONGs procurarão também um meio de conter a melhoria da produtividade ou de induzir ao reflorestamento. O meio ambiente é apenas um pretexto. Os nossos congressistas, com todos os seus defeitos, têm compreendido que as ONGs ditas ecológicas escondem muito mais além de suas “boas intenções”. Ainda não se ouviu o pronunciamento dos candidatos à presidência da República


Ecoxiitas

São Paulo, capital. - Oito carros foram destruídos, causando prejuízo de 1,6 milhões de reais em uma concessionária da Land Rover. Situada na marginal Pinheiros.

Uma tal de Frente de Libertação da Terra assumiu a autoria, em “função da Semana Internacional de Libertação Animal e da Terra”, porque o alvo seria “poluente”, e avisou que outros carros, casas, caminhões e estabelecimentos de quem e explora a terra e animais, também queimarão.

Os ecoxiitas estão botando as unhas de fora. Imaginemos como seriam num governo da Marina. É hora de se armar e pensar em resistir.


Os Alimentos e a Guerra

A FAO prevê que em 50 anos, ou menos, o mundo necessitará de várias vezes mais alimentos do que a marca atual. - Os únicos continentes que possuem estoque de terra e de mão de obra para a agricultura são a África e a América do Sul, e em nenhum local mais do que no nosso País. Assim, imagine a pressão estrangeira.

Considerando que a ocupação e exploração inteligente das nossas áreas agricultáveis são as bases estratégicas para o desenvolvimento, e em última análise, para a nossa integridade territorial,

Considerando que a própria estabilização do planeta passa pelo suprimento seguro de alimentos, e que a pressão mundial por alimentos forçará utilização de novas áreas (por nós mesmos ou por outros), ignorando as atuais barreiras ecológicas,

Considerando que a Europa, China, Japão e até os Estados Unidos necessitarão de alimentos e de matérias primas e que poderão ter dificuldade de pagar por eles.

Concluímos que há risco potencial de sermos envolvidos em conflitos, pois se guerras já foram travadas pela ambição de riquezas, com muito mais razão serão desencadeadas pela fome, ou pela ameaça de fome. A tendência é que os alimentos tenham a mesma importância que o petróleo tem para os grandes países consumidores, ou até maior, e que eles usem até de pressões militares para ampliar o controle do mercado de “commodities” de alimentos (soja, trigo, arroz, soja, milho e açúcar). Talvez seja possível criar alternativas para o petróleo, mas nada poderá substituir o alimento.

Independentemente do nosso matiz político nas próximas décadas, haverá necessidade de força militar. Possuir capacidade de causar danos e também de agüentá-los é o ponto chave na perspectiva moderna de defesa. Só isto pode evitar prejuízos e até a guerra.

O mundo se encontra em ponto de ebulição, não em aquecimento global, mas no jogo estratégico mundial que definirá quem estará nos postos de comando, ou quem permanecerá em papel secundário e submisso.

O nosso País tem posto suas frágeis unhas de fora, até mesmo sem que nossos interesses estejam envolvidos (Honduras e Faixa de Gaza), mas é dada ao mundo a sinalização que o Brasil terá voz ativa, e não pedimos licença nem para contrariar a orientação de potências hegemônicas. Agora se aproxima o tempo em que seremos forçados a defender os nossos reais interesses. É bom que endureçamos nossas unhas e as transformemos em garras, antes que tenhamos que as usar.


Notícias das hidrelétricas em construção na Amazônia.

É impressionante a pressão internacional para evitar a construção de Belo Monte e interromper as do rio Madeira. Fizeram uma grande Baderna na UHE de Santo Antonio. Em Jirau, até certo ponto conseguimos evitar, mas dá para desconfiar que o movimento contrário às hidrelétricas tenha algum aliado na diretoria do Consórcio Energia Sustentável, o dono da HUE do Jirau. A multinacional “Suez possui de mais de 50% das ações.

Continuo observando. Mandarei mais notícias.

Que Deus guarde a todos vocês

Gelio Fregapani

Sargentão Dunga


Sargentão Dunga

Ernesto Caruso

05/07/2010

Uma outra visão.

Aumentativo com a intenção de denegrir; injusta e ofensiva a um segmento da sociedade que muito trabalha, servindo à Pátria nos quartéis, navios e bases aéreas, contribuindo na preparação dos soldados. Uma vida difícil, dedicada, laboriosa, por vezes, isolado em uma fronteira, longe da família e sem as oportunidades que as cidades oferecem de lazer e bem estar.

Não se imagina que um sargento ao entrar de serviço em um domingo qualquer, como os outros militares, cumpre 24 horas nessa atividade; no dia seguinte, não vai para casa, permanece no exercício das suas funções na burocracia ou na instrução; mais 8 horas de trabalho. Na terça-feira, às 7 horas lá está ele, pronto para mais uma jornada. Ficara um domingo e uma segunda-feira, mais de 32 horas, trabalhando. Ora, 24 horas significam 3 jornadas de 8 horas. Em qualquer outra atividade, teria uma folga de 48 ou 72 horas.

Pois é. O jeito do Dunga, nas entrevistas, não muito à vontade, por sua personalidade, bastante fustigado, porque não convocou certos jogadores, lhe deu o epíteto de sargentão, como mandão, ranzinza, irritado. Obviamente, porque a seleção foi eliminada nas quartas de finais, sem considerar a classificação entre as oito melhores equipes do campeonato.

A imagem que passava nas entrevistas não era a mesma no convívio com os jogadores, sem chegar a pieguice e exageros do Maradona. A seleção brasileira transmitia um bom relacionamento entre o técnico e os jogadores. Também não parecia ser um mandão, pois as decisões vinham de estudos compartilhados com seu auxiliar direto, demonstrado pela televisão.

Ansiava preservar os jogadores, na sua concepção de gestão e os defendia.

O relacionamento com a imprensa não foi dos melhores, diferente do jeito de ser de um Zagalo. Quem sabe, portador de uma timidez interiorana que o inibe em público. Demonstrava imparcialidade na concessão de entrevistas, atendo-se a um tratamento equânime, sem essa de “exclusiva”. Não é um bajulador, nem apegado a cargo por subserviência.

A imprensa (ou parte) não lhe poupou, diferente do tratamento dado a Zagalo em 1998. Esse não sofreu uma crítica sequer por ter escalado um Ronaldo, “tonto” dentro do campo, como se viu. Ao chegar (Quem não se lembra?) perguntou de forma a justificar a sua decisão: “Quem teria peito de não escalar o Ronaldinho?” Mais ou menos assim.

Desta feita, o clima gerado fez com que a CBF anunciasse no domingo, sem o mínimo de consideração, dois dias após a derrota para a Holanda, que o técnico Dunga e a comissão técnica foram destituídos do cargo. Uma agressão muito pior do que o “pisão” — condenável, mas no clamor do jogo — do L. Fabiano.

O programa Fantástico da Globo exibiu uma reunião de técnicos do “cérebro” e da mente. Um deles disse que o tapa do Dunga no alambrado, apresentado e visto por todos, tinha o mesmo significado do “pisão” do Fabiano, acrescentando que a agressividade era reflexo do comportamento do Dunga.

Quem não esbravejou, deu soco no sofá, bateu o pé no chão, reação de cada um, mais ou menos intensas. Há gente que enfarta, não?

Viu-se no repórter que deu a notícia da demissão do técnico a satisfação estampada no rosto.

Na chegada no aeroporto, a narrativa sobre o L. Fabiano é deprimente, como um jogador acuado, tentando escapar daquele cenário reprovador. Esqueceram dos nossos atletas postos para fora das lides, como Elano no jogo contra a Costa do Marfim, ferido pelo “pisão” de Tiote e Felipe Melo por Pepe no jogo com Portugal.

Concentração passou a ser chamada de “reclusão da era Dunga”.

Gostar ou não de um técnico, de um jogador, lamentar a derrota, é direito do torcedor, mas agredir os membros da seleção é o mesmo que depredar estádios devido ao desempenho do clube, como já ocorreu.

Lula disse na véspera que não se podia responsabilizar jogadores e o Dunga, que teve um desempenho aprovado até aquele momento adverso.

No dia seguinte a demissão de toda a comissão; degola corretiva. Não tiveram a mínima consideração de recebê-los.

Se a seleção fosse vitoriosa, aí, sim, seria homenageada com pompa no Palácio, por Lula. Não se pode entender que mesmo, com essa viagem à África, obviamente planejada, com presença no jogo final da Copa, não dava para aguardar o momento da demissão, apaziguar os ânimos e prestigiar a seleção no retorno à Brasília. Ou que fosse feito pelo presidente no continente africano.

Os mesmos que censuram o modo Dunga, nada de mau viram no gesto coercitivo da sua demissão. Devem ter gostado. Se fosse uma decisão de militar, seria chamado de sargentão ou general arrogante.

De parabéns os argentinos, que não sofreram a campanha de descrédito da imprensa e prestigiados na chegada a Buenos Aires, com batedores e alegria.

Minha continência ao Sargentão Dunga, que foi grande Capitão nos campos das vitórias, e à Seleção brasileira.

A falta que a militância faz, por Olavo de Carvalho


http://www.dcomercio.com.br/materia.aspx?id=47421

A falta que a militância faz

Na elite esquerdista, todo mundo já entendeu há quarenta anos que política é conquista e exercício do poder, e que poder não é senão determinar o curso das ações alheias.

Olavo de Carvalho - 4/7/2010 - 19h10

Às vezes me pergunto se ainda resta quem, na "oposição" brasileira, tenha alguma ideia, mesmo aproximada, do que é política. Todos parecem imaginar que é marketing, que é relações públicas, que é economia, que é administração de empresas, que é disputa de cargos, que é "ética" (seja isto lá o que for) ou, na mais louca das hipóteses, que é "luta de ideias". Na elite esquerdista, todo mundo já entendeu há quarenta anos que política é conquista e exercício do poder, e que poder não é outra coisa senão determinar o curso das ações alheias. Poder é fazer-se obedecer.


Nunca encontrei um político de "direita" que entendesse isso. Todos usam a palavra "poder" como sinônimo de "governo" e imaginam que terão o poder quando chegarem ao governo. Por isso mesmo não chegam nunca. Se chegam, não ficam lá senão o tempo necessário para que alguém os remova ou os exponha ao ridículo. Se governo fosse poder, não haveria revoluções e golpes de Estado, que fazem o governo em frangalhos porque têm o poder de fazer isso e ele não tem o poder de impedi-lo.
Ninguém chega ao governo se não tem o poder antes disso – o poder consolidado numa massa militante disciplinada, organizada e adestrada para seguir, com o mínimo de atrito, uma linha de comando.


Há três décadas digo aos políticos de direita que eleitorado não é militância – eleitorado é uma massa dispersa e amorfa que só entra em ação de quatro em quatro anos. Militância é luta diária, é consagração da vida aos objetivos apontados pela liderança.


Quem descobriu isso foi João Calvino, na Suíça reformada, e desde então a fórmula se consagrou como o mecanismo essencial, senão único, da política moderna. Mas todos continuam investindo tudo no empenho de conquistar votos, nada na formação e adestramento da militância. Não aprendem nem provavelmente aprenderão a lição do PT, que em suas primeiras décadas soube adiar e sacrificar a política eleitoral ao interesse maior de criar e manter unida a militância.


A liderança esquerdista compreendeu a verdadeira natureza do poder porque estava excluída da vida oficial. Sabia que sua única chance era criar um poder fora dos cargos públicos, poder capaz de atemorizar o esquema oficial e vergá-lo aos seus interesses, mesmo contra a letra e o espírito das leis vigentes. A tática dos "movimentos sociais", que inventam direitos inexistentes e os impõem a toda a sociedade antes mesmo de consagrá-los em lei, demonstra isso da maneira mais óbvia: mais vale o poder substantivo do que o poder oficial.

Na "direita", o mito e o sex appeal do oficialismo conservam toda a sua força de sedução: vencer eleições, ocupar altos cargos, assinar decretos mesmo sem saber se serão obedecidos parece ser a essência da política, como se todo o poder consistisse na estrutura nominal da administração do Estado. De que adianta eleger um governador, ou presidente, se a massa militante do outro lado está infiltrada em toda parte e num estalar de dedos transformará a administração pública numa máquina de boicote e desobediência? Mais vale comandar a administração desde fora do que brilhar dentro do governo sem poder de comando.

Militância, por seu lado, não se cria da noite para o dia. Ela começa com círculos muito pequenos de intelectuais que, por anos, nada fazem senão discutir e discutir, analisando diariamente, com minúcia obsessiva, uma conjuntura política na qual não têm o mínimo poder de interferir.


É do seu debate interminável que emergem, aos poucos, certas maneiras de pensar e falar que, consolidadas e simplificadas em esquemas repetitivos, se tornam espontaneamente a linguagem dos insatisfeitos em geral. Quando estes aceitam a linguagem do núcleo intelectual como expressão de suas queixas (por mais inadequada que seja objetivamente), é então que começa o adestramento da militância propriamente dita.


De início suas iniciativas podem parecer deslocadas e pueris, mas elas não visam a alcançar nenhum resultado objetivo: são apenas ação imanente, destinada a consolidar a militância. Isto é tão importante, tão vital, que todo movimento político sério tem de começar sacrificando eleições e cargos ao ídolo da solidariedade militante.

A direita não tem militância, desde logo, porque não entende a função dos intelectuais. Quer usá-los apenas como adornos, redatores de publicidade ou revisores de estilo do discurso empresarial. Não compreende que a análise de conjuntura, a revisão de estratégias, o auto-exame e a busca constante das chaves da unidade do movimento têm de ser atividades diuturnas, incansáveis, obstinadas. Essa é a função por excelência dos "intelectuais orgânicos". Sem isso não há militância, e sem militância não adianta nem mesmo vencer eleições. Perguntem ao Fernando Collor.

Olavo de Carvalho é ensaísta, jornalista e professor de Filosofia

E Maradona cumpriu a promessa...


Capitanismo: No espírito de Lamarca

O capitão Luis Fernando e Tarso Genro

ENCAMINHANDO MSG RECEBIDA CONTENDO MATÉRIA PUBLICADA NA REVISTA CARTA CAPITAL, DIRIGIDA POR COMUNISTAS – UM DELES PERTENCEU A MESMA CÉLULA DE ATIVISTAS NO JORNALISMO DO PECEBÃO QUE O WLADIMIR HERZOG.
Jorge Baptista Ribeiro
jorjagulha@uol.com.br

*
É lamentável o comportamento desse capitão, mas é oportuno lembrar que muitos rebanhos teem a sua "ovelha negra"!`É do rebanho, mas é diferente... Invocar sempre a Constituição Federal na defesa de liberdades democráticas e, ao mesmo tempo, exaltar personagens tais como Fidel Castro, Hugo Chávez, Stédile et caterva, é uma contradição que faz lembrar o velho ditado "dize-me com quem andas que te direi quem és"...
26/06/2010

No espírito de Lamarca

Protagonista - O capitão Sousa desafia o Exército com suas ideias de esquerda

Por Leandro Fortes, de Porto Alegre

O mineiro Luís Fernando Ribeiro de Sousa não tinha a noção, mas o ônibus lotado de soldados da Polícia do Exército que foi retirá-lo de uma gincana escolar, aos 12 anos, em Brasília, era um sinal do futuro. Interno do Colégio Militar, ele não sabia que o evento, ocorrido em 1988, fora organizado pela União da Juventude Socialista (UJS), ligada ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Passados 22 anos, 17 dos quais dedicados ao Exército, o capitão Sousa ainda é um problema para a força terrestre, e pelo mesmo motivo: as companhias. Único oficial da ativa do Exército assumidamente ligado ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e pré-candidato do PT gaúcho à Câmara dos Deputados, corre o risco de ser expulso da corporação basicamente por ousar ser de esquerda em um ambiente ainda contaminado pela doutrina de Segurança Nacional da ditadura.

Afastado dos quartéis há um ano, por ordem do Comando do Exército, Sousa dificilmente voltará ao serviço ativo, mesmo se conseguir driblar a fúria dos superiores. O motivo: em dezembro do ano passado, o capitão foi atropelado em uma avenida de Porto Alegre. Um carro atravessou o sinal vermelho, passou por cima do oficial e fugiu. O militar teve fratura no joelho e esfacelamento ósseo próximo do fêmur da perna esquerda. Operado, teve a recuperação prejudicada pelo diabetes, doença diagnosticada em 2005, justamente quando ele alega ter-se iniciado uma campanha de perseguição política contra ele no Exército. Deverá, por isso, ser declarado incapaz e "reformado" aos 34 anos.

Sua encrenca, na verdade, é com a velha-guarda da caserna, ainda ligada ideologicamente à doutrina do regime militar. "Sou de uma geração que não tem nada a ver com a ditadura nem com os militares que deram o golpe em 1964", dispara. Oficial da arma de intendência, Sousa servia como encarregado da administração do Arsenal de Guerra de General Câmara (RS), quando, em março de 2009, foi informado de que não iria mais cumprir expediente até que diversos procedimentos disciplinares contra ele fossem concluídos, todos referentes, direta e indiretamente, à sua atuação política.

A caserna começou a ficar desconfortável para Souza em julho de 2004, no tempo em que ele servia no Centro de Instruções de Operações Especiais do Exército, localizado no subúrbio carioca de Guadalupe. À época, o militar decidiu candidatar-se à Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro pelo antigo Partido dos Aposentados da Nação (PAN). Até então, era um oficial bem avaliado, mestre de saltos formado pelo 25° Batalhão de Infantaria Paraquedista do Exército, também no Rio. Teve 500 votos e não foi eleito. Em outubro daquele ano, sofreu uma repreensão na ficha disciplinar por ter se ausentado do quartel para fazer o registro partidário.

O capitão não aceitou a punição em silêncio. Acusou o comando do quartel de tê-lo punido fora do prazo legal de 30 dias, conforme previsto no Regulamento Disciplinar do Exército, o onipresente RDE. Durante a leitura da nota de punição, um ato de humilhação levado a cabo em frente a outros oficiais, o capitão esperou o mestre de cerimônias acabar para lançar, como ele diz, um "brado" no ar: "Um dia a Constituição Federal entrará nos quartéis e injustiças como essas não mais acontecerão". Pela ousadia, pegou quatro dias de prisão e acabou transferido sumariamente para outro quartel, o Comando da Brigada de Infantaria Paraquedista, também no Rio.

Em 2005, ainda na Guanabara, aproximou-se da Coordenação de Movimentos Sociais, entidade que congrega diversas organizações populares e de esquerda, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a União Nacional dos Estudantes (UNE), além de sindicatos e pastorais católicas. No fim do ano, decidiu usar o período de férias para participar, em Caracas, do Fórum Social Mundial. Queria conhecer um de seus ídolos, Hugo Chávez. O outro é o ditador cubano de pijamas Fidel Castro. Mas foi proibido de deixar o País pelo Comando Militar do Leste, sem qualquer justificativa oficial.

Em fevereiro de 2006, Sousa pegou mais quatro dias de prisão por ter dado entrevista a CartaCapital, na qual renegou a ditadura e denunciou o abuso de poder dentro dos quartéis, principalmente por conta da discrepância entre as transgressões disciplinares e as punições aplicadas contra militares que contestam a aplicação sumária do RDE - norma baseada numa Medida Provisória de 2001, jamais transformada em lei. "Não fui punido por dar declarações à imprensa, mas pelo teor das declarações", diz. "O direito constitucional de liberdade de expressão simplesmente não existe nas Forças Armadas."

Candidato, em 2006, a deputado federal pelo nanico Partido Trabalhista Nacional (PTN), o capitão só conseguiu se desincompatibilizar temporariamente do Exército (expediente previsto em lei) para concorrer graças a um mandado de segurança na Justiça do Rio. No mesmo ano, foi apresentado a João Pedro Stedile, principal líder do MST, de quem se tornou grande admirador. Novamente derrotado nas urnas, voltou à caserna. Em 2007, concluiu a Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (Esao), de onde foi transferido para General Câmara, no Rio Grande do Sul.

Em janeiro de 2009, denunciou ao Ministério Público Federal a política interna do Exército, ainda em curso, de transferir militares que se aventurem em candidaturas políticas. No ano anterior, dos 20 oficiais que concorreram nas eleições municipais de 2008, 12 (60%) acabaram transferidos. Entre os 66 praças candidatos, 43 (65%) também foram obrigados a se mudar de estado. "É uma maneira de desarticular a base política dos militares", diz o capitão. Por se dirigir ao MPF, foi acusado de "desprestígio ao Exército", acabou alvo de uma sindicância e um Inquérito Policial Militar. Para não ser preso, lançou mão de dois habeas corpus.

Em 9 de março de 2010, quando Sousa ainda se recuperava do atropelamento em Porto Alegre, o general Enzo Peri, comandante do Exército, decidiu submetê-lo ao Conselho de Justificação, a mais alta instância de julgamento interno das Forças Armadas, com o intuito de expulsá-lo da corporação. Na peça acusatória, feita no Comando Militar do Sul, o capitão é acusado de atentar contra o "pundonor" (honra) do Exército. O processo, bastante documentado, ainda está em andamento. Apesar da farta documentação, o Centro de Comunicação do Exército negou, por email, a existência de quaisquer ações disciplinares contra o oficial.

Fonte: http://www.cartacapital.com.br/

ESTA GENTINHA MERECE A VELHOTA COMUNISTA


Quarta-feira, Junho 30, 2010

ESTA GENTINHA MERECE A VELHOTA COMUNISTA

Janer Cristaldo

Que teremos como presidente da República uma terrorista impenitente, isso parecem favas contadas. Dilma Rousseff costuma afirmar que o país mudou, que os tempos mudaram, mas sempre se refere com uma ponta de orgulho aos tempos em que militava em organizações terroristas que queriam transformar o Brasil em republiqueta soviética. O que se pergunta é como um país, em pleno século XXI, duas décadas depois da queda do Muro de Berlim, do desmoronamento da União Soviética e da derrocada do comunismo, vá eleger uma velha comunista. Le fond de l’air est rouge, diziam os moleques parisienses em 68. Isto faz mais de quarenta anos, quando a URSS ainda inundava o Ocidente de propaganda comunista. Entre nós, continua sendo.

A resposta é elementar. Não há oposição. José Serra é um pusilânime, que também tem culpa no cartório. Não foi por ser democrata que se exilou no Chile. O sedizente candidato das oposições – que de oposição nada têm – tem um rico acervo de denúncias em mãos mas não ousa usá-lo. Mensalão, falso dossiês, as relações privilegiadas do filho do presidente com uma operadora de telefonia, o assassinato de Celso Daniel.

Denunciar as corrupções do PT implica em receber de volta denúncias das corrupções do PSDB. Serra tampouco pode atacar o obsoletismo das esquerdas porque dele participou. E teme investir contra Lula, em função de sua popularidade. Ora, se vai se candidatar para perder, que pelo menos perca com dignidade.

Não estou aqui tomando o partido de Serra. Longe disso. Para mim, tanto Serra como Dilma valem a mesma coisa. Isto é, zero. Apenas constato que o PSDB, que alguma chance tinha de vencer as eleições, vai perdê-la por medo e inércia de seus candidatos.

O PT está se beneficiando de uma oposição absolutamente idiota. Não passa dia sem que eu receba spam de generais de pijama denunciando o governo. General de pijama é sempre valente. Garantida a aposentadoria, vira fera. Quando na ativa, quando detinham o poder das armas, dobraram vilmente a cerviz ao governo. Na reserva, se tornam heróis. Nada confere mais coragem a um general que um confortável pijama.

Isso sem falar nos monomaníacos que só pensam naquilo: atacar o PT. Não, não estou defendendo o partido corrupto. Eu o atacava antes mesmo de sua existência. No final dos anos 70, em Porto Alegre, quando o PT ainda não tinha sido fundado, eu denunciava seus futuros líderes, Tarso Genro, Marco Aurélio Garcia, Pilla Vares, Flávio Koutzii. Ocorre que atacar o PT com calúnias ou denúncias inconsistentes é favorecer o PT. Isso é o que têm feito os anti-petistas profissionais, que algum lucro devem usufruir de suas campanhas sistemáticas.

Já recebi dezenas de spams explicando por que Dilma Rousseff não pode ser presidente do Brasil. Porque teria participado do seqüestro do embaixador americano Charles Elbrick e nos Estados Unidos não há prescrição para tal crime. Estaria portanto impedida de entrar em território americano. Estes bobalhões, ao que tudo indica, querem elegê-la. Dilma não participou do seqüestro de Elbrick. Participaram, isto sim, Fernando Gabeira e Franklin Martins. Quem a acusa de participação no seqüestro do embaixador está lhe concedendo a confortável condição de caluniada.

Acusações ao PT, costumo afirmar, não podem ser infundadas. Só favorecem os petistas. Triste país este meu, em que a oposição está oferecendo de bandeja, ao corrupto partido detentor do poder, mais quatro anos de poder. Felizmente, para minha tranqüilidade espiritual, não mais me interessa o que possa acontecer ao Brasil ou brasileiros. Vou cuidar de meu jardim.

Esta gentinha que elegeu Lula e sua quadrilha – e que vai reelegê-los – bem os merece.

Enviado por Janer @ 5:41 PM

Com duas jabulani e um celular se faz uma musa da copa...

Se as jabulani são de silicone, não importa...
O sucesso está garantido!...

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Novo Fuzil Imbel





Exclusivo: Novo Fuzil Imbel

30/06/2010

Autor: Esdras E. S.

Circula em alguns fóruns na internet, que a Imbel está prestes a apresentar seu mais novo fuzil que vem sendo desenvolvido a um bom tempo em sigilo. Esse fuzil fará parte de uma nova família de fuzis, denominada IA2.

Segundo as informações procedentes de pessoas ligadas ao exército que participaram de uma palestra da Imbel na AMAN o novo fuzil incorporou inúmeras melhorias de ergonomia e confiabilidade. A programação da Imbel é que o fuzil seja apresentado em agosto. Uma curiosidade é que o fuzil está sendo usado pelo “capitão Nascimento” nas gravações de “Tropa de Elite 2″. Abaixo você pode ver uma imagem retirada do informativo Nº67 da Imbel, e uma das gravações do filme “Tropa de Elite 2″ em que aparece o suposto novo fuzil da Imbel, que ainda é acompanhado de uma nova família de pistolas e de baionetas.


Ajude a combater o nefasto PNDH-3


Félix, 36 jovens esperam o seu estímulo em defesa do Brasil‏

De:
Félix, 36 jovens esperam o seu estímulo em defesa do Brasil (envio@ipco.org.br)
Enviada:
quarta-feira, 30 de junho de 2010 19:28:05
Para:
Félix Maier (ttacitus@hotmail.com)

Olá Félix,
Esta notícia vai lhe animar.
E eu conto com sua ajuda para estimular 36 jovens verdadeiramente heróicos.
Eles decidiram sacrificar suas férias escolares para percorrer o Brasil alertando a população contra uma ameaça que muitos ainda desconhecem:
- O nefasto Programa Nacional dos Direitos Humanos, o PNDH-3
Você me ajuda com uma doação a dar o primeiro empurrão nessa caravana de jovens?
Sim, eu preciso de sua ajuda apenas para o primeiro empurrão. Porque o resto eles fazem com a energia de sua juventude e de sua dedicação.
Eu quero mostrar a eles que nós, que não temos tempo para imitá-los, entretanto admiramos essa dedicação e damos o bom exemplo de nossa colaboração.
Além do mais, estamos num momento preocupante para o futuro do Brasil.
Caso o PNDH-3 seja implantado, teremos...
…o aborto, a prostituição, o homossexualismo, a destruição da propriedade privada...
Os princípios cristãos que ainda sustentam a sociedade serão varridos do nosso quotidiano e arriscam até de serem perseguidos.
Mas Félix, você pode fazer algo muito importante:
Como eu lhe disse, esses 36 jovens, voluntários do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, abriram mão das férias de Julho para se dedicarem a alertar as pessoas diretamente nas ruas, nas casas, nos grandes centros comerciais, através da Caravana Terra de Santa Cruz.
Será uma ação inédita de contato com a população, de forma didática e direta.
Os jovens irão convidar a população a engrossar o alerta aos nossos políticos, através dos Cartões Amarelos de advertência aos políticos, que serão enviados aos deputados e senadores em Brasília.
Através de nossa campanha na Internet já reunimos 700 mil Cartões Amarelos.
Mas isso ainda é pouco para fazer nossos políticos se mexerem e trabalhar para evitar algo que é péssimo para nosso País, como o PNDH-3.
Dê agora sua ajuda para a Caravana Terra de Santa Cruz doando um tanque de combustível (100 Reais).
Com sua ajuda, os jovens conseguirão um número expressivo de assinaturas, os parlamentares irão perceber o quanto os brasileiros estão insatisfeitos com as diretrizes do PNDH-3 e se verão na responsabilidade de arquivá-lo, impedir que ele seja implantado.
Você pode calcular que não é fácil manter uma viagem destas.
A disposição dos 36 jovens voluntários e o transporte (4 veículos) nós já temos.
Porém precisamos custear os gastos com alimentação, combustível e hospedagem.
E aí, sua mão generosa pode dar um empurrão eficaz para que a Caravana possa ir em frente!
É por este motivo que recorro a você hoje, Félix. Precisamos de recursos para que a Caravana Terra de Santa Cruz se locomova em direção à vitória da instituição da família.
Você pode ajudar com um tanque de combustível (100 Reais)? Ou então com meio tanque?
Qualquer valor que você possa mandar vai permitir avançar nos primeiros quilômetros!
Veja aqui como colaborar.
Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, está conosco, nos guiando nesta missão. Entretanto, sua ajuda é vital para que possamos alertar o povo brasileiro sobre esse manual de condutas anti-cristãs que estão querendo nos impor.
Posso contar com sua ajuda, Félix?
Entre em nossa página e faça uma doação de R$100,00, R$50,00, ou um outro valor de sua escolha para o Projeto da Caravana Terra de Santa Cruz.
Ajude esses jovens em sua missão de prevenir, conscientizar e mobilizar a sociedade brasileira contra os abusos do PNDH-3.
Desde já eu lhe agradeço de todo coração e peço a Nossa Senhora Aparecida que retribua sua ajuda em dobro, com muitas bênçãos para você e sua família.
Daniel Martins Coordenador da Caravana
Instituto Plinio Corrêa de Oliveira http://www.ipco.com.br/?origem=100

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Exército em ação: Enchentes no Nordeste

http://www.averdadesufocada.com/index.php?option=com_content&task=view&id=3437&Itemid=95

29/06 - Exército em ação


Apesar de 8 anos do governo Lula, Dilma diz que a culpa é de governos passados...


Hospital de campanha atende vítimas das chuvas em Murici (AL); 54 morrem na região
Começa a funcionar na manhã desta terça-feira o hospital de campanha do Exército montado na cidade de Murici (AL), próximo ao Hospital Municipal Dagoberto Uchoa Lopes de Omena, para atender as vítimas das chuvas que atingem parte do Nordeste. Até hoje, já foram registradas 54 mortes na região em decorrência dos temporais.

O hospital de campanha conta com uma equipe de 40 militares entre médicos, enfermeiros e pessoal de apoio logístico, vindos do Rio de Janeiro. Todo o material chegou à cidade de Murici ontem, em um comboio de três carretas e outros 14 carros. Um outro hospital de campanha também foi montado na cidade de Palmares para atender os afetados.

De acordo com a major do Exército Simone Moura, a unidade está preparada para fazer atendimento clínico-ambulatorial, emergência e pequenas cirurgias como suturas e curativos cirúrgicos, com capacidade para fazer uma média de 300 atendimentos por dia.

Ainda segundo o governo de Alagoas, o hospital montado em Murici é o mesmo é o mesmo usado para atender as vítimas dos temporais que atingiram Niterói e São Gonçalo no início do ano. Inicialmente, ele seria montado em Branquinha, uma das cidades mais afetadas pelos temporais, mas após sobrevoo pelo local foi contatado que Murici oferecia melhor estrutura para a unidade.

Vítimas

As fortes chuvas que atingem parte da região Nordeste desde o dia 18 de junho já provocaram a morte de 54 pessoas e fizeram mais de 150 mil pessoas suas casas em Alagoas e em Pernambuco.

As duas últimas mortes confirmadas são de uma criança de 2 anos e um homem de 34, nas cidades de Recife e de Gameleira --ambas em PE--, respectivamente.

Pernambuco registra 20 mortes, 26.966 desabrigados --estão em casas de amigos e parentes-- e outros 55.643 desalojados, ou seja, dependem de abrigos públicos. Também há 142 pontes danificadas devido às chuvas.

Em Alagoas, as chuvas provocaram 34 mortes. 80 mil pessoas foram afetadas, sendo que cerca de 75 mil tiveram que deixar suas casas. Desses, 47.897 estão desalojados e 26.618 desabrigados. Além disso, há registro de 135 pessoas que deixaram suas casas e não foram localizadas.

Danilo Verpa/Folhapress

As Memóricas Ocultadas de Dilma e Franklin

Dilma Rousseff e Franklin Martins - criadores do Portal Memórias Reveladas

Servidores acusam governo de omissão sobre conservação de acervo da ditadura

Filipe Coutinho
Lucas Ferraz

De Brasília - FOLHA.com

A Associação dos Servidores do Arquivo Nacional acusa o governo federal de se omitir em relação à conservação dos arquivos da ditadura militar guardados no prédio do órgão em Brasília.
Em nota, a entidade diz que o governo é alertado há mais de um ano sobre as condições dos documentos. Como a Folha mostrou, cerca de 35 milhões de folhas estão armazenadas em lonas ou sacos de lixo, sob goteiras e infiltrações.

"Há mais de um ano os servidores cobram dos dirigentes providências para os problemas do prédio. Os funcionários não são coniventes com isso e inúmeros relatórios técnicos e denúncias foram encaminhados por servidores preocupados e impotentes diante da situação, para as autoridades devidas, que não tomaram providências", diz a nota.

Segundo a entidade, os servidores que cobraram melhorias no prédio do Arquivo Nacional sofrem pressão do governo.

"O presidente da associação e outro diretor sofrem um processo administrativo por terem feito críticas à gestão do órgão durante uma assembleia. A administração repete práticas da ditadura de atacar entidades e lideranças sindicais para amordaçar críticas", afirma a Associação dos Servidores do Arquivo Nacional.

A entidade questiona ainda a vontade política do governo em abrir os arquivos da ditadura. "É esta gestão, que persegue servidores e deixa os acervos expostos aos riscos mostrados pela Folha, que está encarregada de abrir os arquivos da ditadura?", afirma o texto.

Segundo a coordenação-geral da administração do Arquivo Nacional, Renato Diniz, o órgão vem fazendo melhorias na estrutura do prédio. "Os problemas relatados são pedidos de melhoria de infraestrutura, coisas como telefonia, melhorias nos banheiros, ar condicionado. A gente vem, pouco a pouco, fazendo essas melhorias. O que sobra de dinheiro para investimento é muito pouco e a gente faz o possível", afirma.

Renato Diniz nega que o Arquivo Nacional faça perseguição a servidores que criticam a direção. "Isso é mentira. O processo foi aberto porque a assembleia foi em prédio público e é preciso tomar certos cuidados. É obrigação da administração apurar uma ofensa moral. Não há nenhuma retaliação", diz.

Leia a nota

O jornal Folha de São Paulo publicou neste domingo, 27/6, a matéria "Acervo da Ditadura mofa sob goteiras" sobre as precárias condições do Arquivo Nacional (AN) em Brasília, onde estão os principais acervos relacionados ao período da ditadura, cujo prédio encontra-se até passível de interdição pelo Corpo de Bombeiros por falta de segurança. A Assan gostaria de se expressar sobre algumas questões.

1. Servidores denunciam há muito tempo os problemas relatados

Há mais de um ano os servidores da Coreg cobram dos dirigentes do AN providências para os problemas do prédio. Os funcionários não são, absolutamente, coniventes com isso e inúmeros relatórios técnicos e denúncias foram encaminhados por servidores preocupados e impotentes diante da situação, para as autoridades devidas, que não tomaram providências. Os servidores cumprem, mesmo sob pressão, o papel de cobrar das autoridades competentes medidas corretivas e preventivas para assegurar a integridade de nossos acervos. Temos consciência de nossa responsabilidade e lutamos pela preservação desses documentos. É para isso que estamos aqui.

2. Órgão que deveria abrir os arquivos da ditadura age autoritariamente contra os servidores
Na instituição responsável pelo projeto Memórias Reveladas falta democracia. Neste momento, o presidente da Associação e outro diretor sofrem um processo administrativo por terem feito críticas à gestão do órgão durante uma assembleia. A administração repete práticas da ditadura de atacar entidades e lideranças sindicais para amordaçar críticas. Na gestão do atual diretor-geral do AN, há 18 anos no cargo (nomeado no governo Collor) ocorreram outros casos de perseguição política, como o pedido de prisão do então presidente da Associação durante uma greve em 2008. É esta gestão, que persegue servidores e deixa os acervos expostos aos riscos mostrados pela FSP, que está encarregada de abrir os arquivos da ditadura?

3. Servidores há anos lutam por valorização profissional

Devido a graves problemas estruturais na composição de nossa remuneração, que se baseia em gratificações temporárias, que representam até 64% do total, os servidores ficam vulneráveis a redução de salário em caso de licenças e aposentadoria, ou mesmo por eventuais decisões administrativas. Tentando resolver isto, fizemos seguidas solicitações de negociação de um Plano de Carreira para o AN, mas que não foram atendidas, sequer respondidas, prática que está longe de um convívio democrático e respeitoso quando se trata de negociações com trabalhadores.

Nunca conseguimos ser recebidos pela Casa Civil, órgão que somos vinculados, que à época tinha como ministra a senhora Dilma Rousseff e como secretária-executiva a senhora Erenice Guerra. Apenas conseguimos abrir negociação com o governo após uma greve em 2008. Em 2009 iniciamos um processo de negociação com o Planejamento. Entretanto, esse ministério vem seguindo as diretrizes do governo, criando Grupos de Trabalhos, marcando reuniões, mas que efetivamente até agora nenhum resultado concreto que aponte para atender nossas reivindicações.

O canhão é nosso!

http://www.ocanhaoenosso.com.br/importancia.html

Importância do Canhão

Alexandre Gonçalves

O Canhão El Cristiano tem sido confundido, nas discussões feitas entre o Estado brasileiro e o paraguaio, com um símbolo da dignidade paraguaia, vilmente confiscado pelo povo brasileiro durante a Guerra do Paraguai. Os dados, contudo, não são completamente corretos.

O mesmo canhão fora forjado, por ocasião da guerra, com o bronze dos sinos das Igrejas de Assunção, já formalmente separadas do Estado, que não tiveram direito de anuência ao mesmo, tendo sido tal fato compreendido no “Esforço de Guerra”. O confisco de tal bronze dos locais de culto católico, sagrado para muitos na ocasião, concretiza o que já era expresso no governo paraguaio durante a guerra, e que o levou a mesma: o autoritarismo que suplanta as necessidades e a vontade do povo.

Sendo um obus de grande capacidade para a época, o mesmo estreou na Batalha de Curupayti, quando o General Mitre, a frente do comando das tropas aliadas, logrou uma severa derrota e a baixa de mais de 8 mil de seus comandados. Definitivamente, dadas as proporções de formação do contingente aliado, o bronze do canhão, não ressoando mais durante os cultos, ressoou ao expulsar projéteis, para perfazer a morte de milhares de brasileiros.



Canhão "El Cristiano" exposto no pátio do Museu Histórico Nacional

Troféus de guerra, usualmente, não são devolvidos. Embora o mesmo não explicite a humilhação do antigo dono da peça, o mesmo serve para lembrar o que lá aconteceu e a bravura dos que nele participaram. Diversas peças de artilharia, mais modernas do que “El Cristiano”, também conquistadas em batalha – na II Guerra Mundial – encontram-se expostos no Museu do Exército, Forte de Copacabana, sem que, para tanto, a dignidade dos países do Eixo fosse contestada.
Aliás, cabe aqui fazer uma relação. Os países membros do Eixo souberam compreender o caráter defensivo da II Guerra Mundial, a megalomania de seus então representantes e os motivos expansionistas e nefastos que motivaram tal guerra. Cabe, contudo, aos governantes do Paraguai, compreenderem, hoje, – seja pela postura brasileira durante o conflito ou pela proteção brasileira legada ao Paraguai depois do mesmo – que tal guerra jamais foi contra o povo paraguaio, ou sua dignidade, mas contra um governante igualmente megalômano, que visava os mesmos motivos expansionistas outrora citados para qualificar os governantes do Eixo.

Uma peça de artilharia que, no passado, deixada para trás pelas forças paraguaias, foi confiscada para não permitir seu repetido uso para matar brasileiros – e aliados – não deve hoje ser devolvida sob falsos pretextos, esquecendo-se assim não só daqueles que a capturaram, mas de todos os heróis anônimos que por seu intermédio pereceram nos campos de batalha. Cabe sim, como mais um gesto de humanidade ao povo paraguaio, que a memória seja preservada, e que, como nação irmã que somos, na comunidade sul-americana, os relembremos o real foco da sua dignidade.



http://www.ocanhaoenosso.com.br/historico.html

Histórico da Guerra do Paraguai

Prof. Otto de Alencar de Sá Pereira
Pedro Andrade Corrêa de Brito

A Guerra contra o Paraguai foi um sonho de poder de Solano Lopez, semelhante, em menor escala, aos de Hitler e Mussolini. O Ditador da “República do Paraguay” Francisco Solano Lopez, “sucedeu”, no poder, a seu pai, Antônio Solano Lopez. O sonho dos dois, mas só quase realizado pelo filho, seria um engrandecimento do território paraguaio, para atingir o mar. O ditador queria instaurar um império com as terras paraguaias, somadas à região de Corrientes, na Argentina, ao Uruguai, e ao nosso Rio Grande do Sul. Esse “Império do Prata” o teria como imperador. Tentou, o mesmo, a propor casamento com a Princesa D. Isabel, à imitação dos Napoleões - o Primeiro, que era o seu ídolo, e o Terceiro, que era seu mentor, aliado, etc. Viviam uma época em que se formavam impérios de “parvenus”, como foram os citados, os do Haiti, o do México (o Imperador era um Habsburgo, mas seu mentor era Napoleão III).

Francisco Solano Lopez, às surdinas, criou um exército bastante poderoso para a época, oitenta mil homens, armado e treinado por oficiais franceses. Havia necessidade de um pretexto para a guerra. O Senador Carlos Carneiro de Campos, parente próximo do Marquês de Caravelas, foi nomeado pelo Imperador, Presidente da Província do Mato Grosso. Para chegar lá, os navios brasileiros deveriam tomar o Rio Paraguai, em território paraguaio, e, havia um tratado anterior, entre os dois países, que permitia essa navegação fluvial. Solano Lopez, fingindo desconhecer o tratado, aprisionou o navio, sua tripulação e o Presidente-nomeado da Província do Mato Grosso, além de alta quantia em dinheiro brasileiro, que o senador portava para estabelecer sua governança. Alegando ter o Brasil penetrado em águas paraguaias, Solano Lopez ordenou a invasão do Mato Grosso (epopéia narrada pelo Visconde de Taunay, em seu livro “A Retirada de Laguna”). Assim começou a guerra conhecida como Guerra do Paraguai - muito bem nomeada, pois foi mesmo o ditador desse país quem iniciou a guerra.

Para tal feito, o Paraguai alegou que as intervenções políticas que o Império do Brasil realizou no Uruguai eram absurdas, e enviando tropas ao Uruguai para restabelecer o partido que fora deposto pela influência Brasileira em guerra anterior, cruzou território argentino sem a permissão de deslocamento de tropas, e a Argentina, que pretendia manter neutralidade no conflito, viu sua soberania ser desconsiderada e declarou guerra ao Paraguai. Consequentemente, o exército de Solano Lopez anexou algumas províncias do norte da Argentina, como Corrientes. Lopez pretendia, na realidade, obter o apoio dos Blancos Uruguaios na guerra, e flertar com a província brasileira do Rio Grande do Sul para engrossar as fileiras paraguaias - província essa que já fora foco de movimento separatista, a Revolução Farroupilha - e tomando a província brasileira e o Estado uruguaio como aliados, enfim, conquistaria seu acesso direto ao mar.


A situação era extremamente delicada e um incidente diplomático entre o Império Brasileiro e o Reino Unido Britânico – Questão Christie - fez com que as relações diplomáticas entre os dois países fossem rompidas, o que impossibilita um argumento, várias vezes repetido, de que a Inglaterra teria pressionado o Brasil, diplomaticamente, a entrar em guerra com o Paraguai.


Com a Retirada de Laguna e a invasão paraguaia em terras argentinas, uruguaias e brasileiras, formou-se a tríplice aliança (Brasil, Argentina e Uruguai), contra o Paraguai. A primeira vista, e aos maus informados, parece uma covardia: três países contra um só. Entretanto, no princípio da guerra, como já foi dito, o Paraguai possuía um exército de 80 mil homens, o Uruguai só de 2 mil homens, a Argentina só de 12 mil e o Brasil, de 20 mil . Ficou decidido, na Tríplice Aliança, que o Comando-Geral das tropas caberia ao governo em cujo território estivesse combatendo; por isso, na primeira fase, foi o General Mitre, presidente da Argentina, o Comandante-em-Chefe.

Até esse momento, o Brasil não possuía Forças Armadas padronizadas e definitivas, o que fez a mobilização e o preparo das tropas brasileiras um dos agravantes da longa duração do conflito. A criação da Imperial Armada de Guerra do Brasil foi essencial para a vantagem da Tríplice Aliança no decorrer da Guerra e, uma vez que a manutenção do Rio (e afluentes) do Prata era essencial como ponto estratégico: grande parte das importantes batalhas da guerra foram travadas em rios. Tal fato contribuiu para tornar, assim, a nossa Marinha Imperial uma das mais poderosas das Américas.

Essa primeira fase foi calamitosa por duas razões: a primeira, Mitre não tinha moral para comandar os generais do Império do Brasil: o comando ficou desgovernado; a segunda, a Batalha de Curupaity, na qual Mitre levou os exércitos ao campo aberto, para enfrentar os paraguaios; ai surge o canhão “El Cristiano”, que derrubou milhares de aliados, na sua maioria, brasileiros. Mas, apesar dessa derrota aliada, o Exército Imperial consegue vencer os Paraguaios em Uruguayana. A derrota paraguaia nessa batalha parecia o fim da guerra e, o próprio Imperador Dom Pedro II, foi ao centro de combate, com os seus dois genros: o Conde D`Eu, e o Duque de Saxe, para assistirem a rendição de Uruguayana. A guerra, entretanto, não findara. “El Cristiano”, um canhão Bertha da época, foi levado pelos paraguaios mais para o norte, junto ao rio, para enfrentar a Marinha Imperial Brasileira. Começava a segunda fase da Guerra do Paraguai.

Dom Pedro II obtivera duas vitórias diplomáticas: a primeira, convencer o Presidente do Conselho de Ministros, Zacarias Vasconcellos, um liberal, a conseguir a nomeação do então Marquês de Caxias, um conservador, no Comando das tropas brasileiras, e nas operações de guerra.

A segunda, convencer os Presidentes Mitre – da Argentina – e Flores – do Uruguay, a aceitarem o Comando-Geral de um brasileiro – Caxias – uma vez que a guerra se desenvolveria, agora, só em território paraguaio. Essa segunda fase da guerra foi de grandes vitórias brasileiras, em terra e fluviais, como foram a Batalha do Riachuelo e a Passagem de Humaitá.Nessa última, “o Bertha paraguaio”, ou seja, “Cañon El Cristiano”, que tinha esse nome pois fora fundido com o bronze dos sinos de Assunção, foi abandonado pelos paraguaios, em fuga desabrida, depois da derrota.


Seguiram-se outras vitórias de terra e fluviais, nas quais o Brasil, graças não só a Caxias, mas aos seus subordinados - o General Osório, Marquês de Herval; o Conde de Porto Alegre; o General Mena Barreto; etc – e na Marinha, os dois grandes – Joaquim Marques Lisboa, Marquês de Tamandaré; e Almirante Barroso, Barão do Amazonas – sem contarmos centenas de heróis de terra e rio, como o mais célebre: o marinheiro Marcílio Dias. Termina a segunda fase com a tomada de Assunção pelas tropas brasileiras.


A terceira fase da guerra, comandada pelo Conde D’Eu, concluiu a guerra, com a grande vitória de Campo Grande. O antes prepotente Generalíssimo - como era denominado Solano em seu país - agora se encontrava acuado e foragido no interior do Paraguai e, resistindo a sua captura em 1° de março de 1870, foi morto por um golpe de lança e dois tiros na cintura, por soldados brasileiros, pondo-se fim definitivo à guerra.

“El Cristiano” foi levado para o Brasil com muitos outros troféus de guerra. O Império do Brasil, vitorioso, não ficou nem com um metro quadrado de território paraguaio, mas o Visconde do Rio Branco (pai do Barão), foi nomeado pelo Imperador, para democratizar o Paraguai, o que fez com grande eficiência. O Conde D’Eu, vitorioso da última fase da guerra, concluía o trabalho do Visconde, pedindo e obtendo, do governo provisório paraguaio, a libertação de todos os escravos paraguaios (antecipando-se, nesse ato, à própria esposa, a Princesa Isabel, por dezoito anos). Dom Pedro II passa, a ser então, cognominado “O Magnânimo”, uma vez que em diversas guerras internas e externas sob o II Reinado – e sobretudo a Guerra do Paraguai – perdoava os prisioneiros de guerra capturados, concedendo-lhes o Perdão Imperial, o que impedia que fossem fuzilados como era a prática de guerra de então com tropas capturadas. O Império do Brasil, após a guerra, entrou em seu momento de maior esplendor e poder, mas o preço da Maldita Guerra fora alto.

O Paraguai ficou com uma dívida de guerra de quarenta contos de réis, quantia expressiva para a época. Essa dívida, não se sabe por que, foi perdoada ao Paraguai, no governo Getúlio Vargas. Foi uma atitude fidalga do presidente Vargas – que instituiu a preservação do Patrimônio Histórico Nacional pelo Decreto-Lei 25/1937, ainda em vigor.

Milhares de vidas humanas foram perdidas na guerra. Para o Imperador, teria sido muito melhor a captura e a prisão de Solano Lopez do que sua morte; a guerra fora longa e dura. Exatamente por esse motivo, não houve grandes festas e recepções aos combatentes Brasileiros após voltarem da peleja; houve a sensibilidade do Imperador do Brasil em não comemorar a vitória de uma guerra defensiva, assim como houve também a ponderação de preservar a independência e soberania do Paraguai como um Estado livre, ante os anseios argentinos, que pediam a partilha do território paraguaio entre Argentina e Brasil.

O principal fator que assegurou a preservação do Paraguai como país independente foi a atuação firme do Império do Brasil na proteção de seu território, sendo mantido como Protetorado – de fato - do Império até 1876 , quando a Argentina reconheceu, enfim, seis anos após o término do maior conflito da América do Sul, o Paraguai oficialmente como Nação soberana.