MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Comentário semanal do coronel Gelio Fregapani

Comentário nº 80– 30 de novembro de 2010

Assuntos: Fatos novos: Petróleo; Resfriamento Global; Inteligência e RJ

O Petróleo não acaba tão cedo

Quando parecia que o petróleo estava com os dias contados, foram descobertos novos campos gigantes nas costas do Brasil e da África e a exploração das areias alcatroadas canadenses se expandiram tão rapidamente que, agora, eles fornecem à América do Norte mais petróleo que a Arábia Saudita.

Foi noticiado a descoberta pelo Irã de reserva de 34 bilhões de barris no Golfo Pérsico. É três vezes mais que os 10 bilhões de barris anunciados pela BR; isso talvez diminua a cobiça sobre o nosso Pré-sal (embora não diminua sobre os demais recursos da plataforma marítima). Mais promissora ainda é a exploração de gás natural, que aumenta em todo o mundo


Desmanchada a farsa do aquecimento global

A Royal Society deu marcha ré sobre o aquecimento global antropogênico. A principal instituição científica a falar sobre o “aquecimento” causado pelo homem, em um documento publicado após uma rebelião de mais de 40 dos seus cientistas, diz agora que não há a certeza propalada sobre o aumento da temperatura antes prognosticado pela Sociedade.

Segundo a nova posição da Royal Society permanecem “incertezas que provavelmente nunca serão significativamente reduzidas” esvaziando as profecias que davam por certo o aquecimento. As previsões antecipam um Inverno particularmente frio para a maior parte da Europa. Lá, milhões de lares lutarão para se manter quentes este Inverno, e pior, muitas pessoas poderão morrer de frio


Inteligência de Estado

Nenhum Estado pode prescindir de um setor de inteligência, Os nossos presidentes parecem mais temê-lo do que utilizá-lo.

O SNI necessitava de uma revisão, face ao fim da guerra fria, mas Collor simplesmente o desmanchou. Medo? Com certeza, pois até o congresso descobriu seu esquema de corrupção. FHC, que já recebeu o Órgão neutralizado, limitou-se a conservá-lo em banho-maria. Lula ensaiou uma melhora, mas por via das dúvidas o colocou sob as ordens de um general de convicções pouco firmes. Mesmo assim o Órgão, agora chamado Abin iniciou a prestar serviços relevantes, mas quando avisou do perigo de desnacionalização na Amazônia, Lula preferiu neutralizá-lo novamente, através do Gabinete de Segurança Institucional (general Felix).

Lula, se não despreza pelo menos menospreza o Felix, e parece que nem o recebe, não porque tenha restrições a ele, mas porque não lhe confere importância.
Deveria ser da Abin o dever de coordenar as informações sobre as ameaças externas e as oportunidades de negócios, bem como a de esmiuçar vidas pregressas e acompanhar as atividades de ocupantes do governo para prevenir escândalos. Até agora os presidentes civis não quiseram contar com uma estrutura organizada e atuante de inteligência, mas Dilma Rousseff tem dado sinais de que incluirá o setor de segurança institucional entre suas prioridades de governo.

Sobre a próxima saída do Felix, já anunciada na imprensa, podemos dizer como o Tiririca: “pior que está não fica!”


A volta do padrão ouro

Com a crise financeira mundial se agravando, e a preocupação com o colapso do dólar e a instabilidade de outras moedas, não há como não se pensar no padrão ouro, aliás, metal fortemente acumulado nos EUA, Reino Unido e outros, particularmente do Oriente Médio. Aqui na nossa terra multiplicam-se as firmas estrangeiras querendo comprá-lo nos garimpos, quase sempre em troca de moedas de desvalorização certa.

O preço do ouro já está subindo exponencialmente em todo mundo e a luta pelo controle das jazidas será feroz. Certamente também é uma extraordinária oportunidade de acumularmos “divisas”. É só o Banco do Brasil e a Caixa comprarem nos garimpos.

Isto remete nosso pensamento para a autonomia das “nações” indígenas e posteriormente sua independência, com virtual protetorado anglo-batavo-americano

Um novo conflito por terra nos moldes da Raposa-Serra do Sol está prestes a acontecer no município de Autazes, AM, entre os índios e fazendeiros, com a possibilidade da criação de três reservas sobre suas propriedades.

A Raposa se transformou numa região marcada pela miséria, fome, marginalidade e tráfico de drogas. A retirada dos não-índios fez com que o mato cobrisse as áreas mais produtivas do Estado. Será que tem tanto ouro em Autazes como tem na Raposa?


Usina Hidrelétrica de Belo Monte

- Mais uma vez o Ibama, cumprindo ordem do estrangeiro,consegue retardar a construção do progresso. O que esse órgão quer realmente? Será manter a Amazônia sem brasileiros para que outros a ocupem e reivindiquem a posse?


A Guerra no Rio

Muito já se escreveu sobre o assunto. Além do aplauso pela apreensão de droga e de armamento, me limitarei a preocupações ainda não aventadas suficientemente

1ª – Não adiantará muito prender ou eliminar os que estavam incendiando os veículos. Estes são familiares de presos menores, forçados a fazê-lo sob ameaça a seus parentes. Maior efeito teria sobre os chefões, castigando-os severamente a cada ação de seus bandidos na rua. Claro, isto não será possível enquanto os direitos humanos dos bandidos forem maiores do que os direitos humanos de suas vítimas.

2º - Os pequenos traficantes mortos ou presos são descartáveis e facilmente substituíveis. Os grandes estão fora do alcance. O segmento que podemos atingir eficientemente é o usuário, que financia tudo. Enquanto quisermos tratá-lo como doente e coitadinho nada funcionará. Temos que impor pesada multa ou trabalhos forçados, conjugado com uma campanha psicológica como a que foi feita contra o cigarro; centrada não sobre o perigo (que atrai os audazes), mas sobre o mote de que “a droga é para os fracos”

3ª Quando aquele tenente do Exército entregou três traficantes à facção inimiga apareceram o MP e os “direitos humanos” para atacar o Exército. O Beltrame disse "o Exército não está preparado para atuar na Segurança Pública..." Agora, por passe mágica, o Exército virou "a solução para o Alemão"... Mais cedo ou mais tarde alguém terá que atirar. Será processado também?

4ª Os praças das Forças Armadas não tem permissão de portar armas em casa e agora passaram a ser ameaçados pelos traficantes. Não há como protegê-los em suas casas nas favelas. Vamos deixá-los sem possibilidade de se defender?

Todos sabemos que a responsabilidade terminará nas mãos do Exército, e que em breve o atual aplauso das comunidades se transformará em descontentamento, pelo prejuízo à estrutura econômica baseada no tráfico. O Exército sabe que só poderá ter sucesso acumulando o poder militar com o poder político, sob lei marcial. Ou não?


Que Deus guarde a todos nós

Gelio Fregapani