MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Comentário semanal do coronel Fregapani

Comentário nº 78– 01 de novembro de 2010

Assuntos: Eleições, recomendações e considerações

Eleições sui generis

Estas eleições, tal como previsto, foram decididas pelas rejeições. Poucos votaram na Dilma pela Dilma. Alguns votaram por indicação do Lula , mas a maioria votou contra o Serra, ou melhor, contra o projeto desnacionalizante do FHC.

No Serra, praticamente ninguém votou. A quase totalidade de seus votos se deveu a rejeição às veleidades comunizantes e a corrupção dos “cupanheiros” da candidata. Acabou vencendo a filosofia menos rejeitada, mas a base do “menos pior”.

E a tolinha da Marina, pensando que os vinte milhões de votos (no 1º turno) eram dela. Ledo engano: eram basicamente de rejeição ao Serra e a Dilma. Traduziram-se em abstenções no 2º turno.

Ainda mais do que o Serra, a Marina foi a grande derrotada. Nem influiu e pode observar que foi apenas uma espécie de Tiririca presidenciável.

O que recomendar à nova presidente

1 – Cuidado com o cambio. O rumo em que estamos conduzirá, em curto prazo, a desindustrialização por o produto estrangeiro ficar mais barato, especialmente o chinês. Ninguém comprando o produto nacional nossas fábricas fecharão. Conduzirá também a ruína do campo, por não poder competir com os gêneros importados. Enquanto nossas taxas de juros continuarem as mais altas do mundo continuarão atraindo dólares e quanto mais dólares entrarem mais baixo ficará. Além disto, quando os juros rendem mais do que os empreendimentos, só os loucos continuam empreendedores. Por algum tempo haverá quem continue a produzir, mesmo que arcando com prejuízo, mas esse tempo é limitado. Os empregos acabarão, e em nada adiantar á os produtos estrangeiros serem baratos, pois as pessoas não mais terão renda. Esse é o perigo mais imediato.

Tem solução? Claro. Taxe-se fortemente a entrada de capital estrangeiro e baixem-se violentamente os juros.

2 – Cuidado com as reservas indígenas. Algumas delas preparam a secessão do território Pátrio. A manobra anglo-americana foi perfeita para conseguir a separação sem luta: identificadas as jazidas, colocaram índios em cima, se já não estivessem lá. Pagaram antropólogos para demarcar e políticos para homologar. Induziram o nosso congresso a colocar uma emenda na constituição declarando que tratados e convenções internacionais aceitos pelo Brasil teriam força de constituição (acima das leis ordinárias). Em seguida propuseram uma “Convenção dos Direitos dos Povos Indígenas”, Aceita e assinada inconsequentemente pelo Itamarati. O próximo passo é a declaração de independência e o reconhecimento e apo io. Esse é o perigo mais grave

Tem solução? Claro. Povoe-se e se desenvolva a fronteira; reduza-se o tamanho das terras indígenas; expulse-se as ONGS estrangeiras e acabe-se com suas sucursais nacionais. Dê-se ao índio os direitos e deveres de cidadão brasileiro.

3 - Cuidado com as mudanças climáticas e com os ambientalistas. O clima está realmente mudando – sempre esteve – e os ambientalistas, orientados do exterior usam como pretexto para impedir o progresso. Esse perigo é de fácil solução,

Tem solução? Claro. Chega priorizar o progresso em relação ao conservadorismo retrógrado e inútil e expulsar as ONGs estrangeiras que tentam impedi-lo. Estudar as mudanças em curso e nos adaptarmos a elas, pois a ação humana em muito pouco influirá na mudança climática.

4 – Cuidado com os movimentos dito sociais, particularmente o MST. Aí estão os embriões de uma violência que visa dividir o Brasil para que não enfrente coeso as pressões estrangeiras. Esses “movimentos” usam como pretexto a reforma agrária, mas realmente não a desejam pois uma boa reforma agrária os destruiria.

Tem solução? Claro. Seriam três medidas: primeiro fazer uma bem estudada reforma agrária, que, além de necessária, só por si acabaria com a motivação dos que realmente precisam de terra; segundo, cortar o subsídio da malandragem que quer apenas tirar vantagem e por terceiro coibir as invasões estimulando a resistência dos proprietários legítimos e produtivos. É bom também coibir a especulação.

5 - Cuidado com o desequilíbrio nas políticas sociais. Na medida em que a população envelhece, não há recursos para manter aposentadorias por mais tempo do que o tempo de contribuição , e bem mais altas do que foi arrecadado. Isto agravado por bolsas muitas vezes sem critério redundam em tal déficit que conduzirá fatalmente ao colapso, além de desestimular a auto-estima, o trabalho, e em conseqüência a produção.

Tem solução? Claro. É até fácil: chega aumentar a idade mínima para aposentadoria; ampliar a idade de aposentadoria obrigatória do funcionalismo público e substituir a maioria das “bolsas” por “frentes de trabalho”, que corrigiria a maioria dos erros atuais.

6 – Cuidado com a falta de força militar. O nosso Brasil sempre foi rico em recursos naturais. Quando eram explorados em benefício exclusivo de estrangeiros, a nossa independência e unidade territorial estavam garantidas até pelos exploradores. No momento em que iniciamos a tomar conta desses recursos em benefício do nosso próprio povo (e o início foi no governo militar), os nossos antigos protetores passaram a serem as ameaças, e essas avultam dia a dia. Neste caso a falta de força só estimula as ambições.

Ainda que as manobras estrangeiras transcendam às ações bélicas (independência das terras indígenas por exemplo) somente a força as pode inibir, e se não conseguirem inibir, a enfrentar o problema.

Tem solução? Claro. Desenvolvendo nossas Forças Armadas ou/e armando nossa população para guerrilhas, inspiradas no modelo suíço.

Considerações e o futuro

As decisões corretas costumam ser frutos das informações corretas. Mantendo a estrutura do GSI servindo de filtro às analises da Abin, e esta última sem um chefe profissional continuará com o “não sabe de nada” do Lula.

Analisando a história de vida da Dilma, nos parece uma pessoa com a firmeza indispensável para levar adiante medidas como as propostas acima, mas evitemos as ilusões; se não há problema sem solução, também não há solução sem defeito.

Temos a observar se ela procurará elevar o nosso Brasil a um patamar mais alto (como implicitamente prometeu) ou se priorizará implantar seus sonhos comunistas da juventude.

O primeiro dos indicadores de suas intenções será a designação do Ministro da Defesa; se for um petista aloprado estaremos mal. Sinalizará que sua prioridade será a comunização, certamente via PNH3 . Se for um militar respeitado ou mesmo um civil digno e estudioso da arte da guerra, estaremos no caminho certo.

Que Deus guarde a todos nós

Gelio Fregapani