MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Os nazistas estão nas ruas. Petistas agridem José Serra no Rio.


http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101021/not_imp627615,0.php


Serra é agredido por petistas no Rio


Pastor diz ter visto rolo de papelão atingir cabeça de candidato em calçadão
21 de outubro de 2010 0h 00


Luciana Nunes Leal / RIO - O Estado de S.Paulo


No episódio mais tenso da campanha de rua para a Presidência da República, militantes do PT e do PSDB entraram em confronto na tarde de ontem em Campo Grande, na zona oeste do Rio, e o candidato tucano José Serra foi atingido na cabeça por um rolo de papelão. Depois do incidente, Serra foi de helicóptero para um hospital em Botafogo, na zona sul, onde se submeteu a exames. Nada foi constatado.


Tasso Marcelo/AE


Tumulto. Após ser atingido, o candidato Serra foi levado a clínica e, depois, a hospital, onde se submeteu a uma tomografia


O tumulto generalizado aconteceu quando Serra fazia caminhada pelo calçadão do bairro e levou comerciantes a fecharem as portas das lojas por pelo menos meia hora. Assim que foi atingido, Serra pôs as mãos na cabeça e foi levado para a van da campanha, logo cercada pelos petistas. Com uma bolsa de gelo na cabeça, o candidato disse ter ficado "meio grogue". Serra acusou o PT de montar uma "tropa de choque". "São profissionais da mentira e da violência", disse o candidato, antes de ser atingido, quando a confusão apenas começava e ele estava abrigado em uma loja de cosméticos.


"Lembra a tropa e assalto dos nazistas? É tropa de choque, muito típico dos movimentos fascistas, como eles são. É gente recrutada para fazer papel de tropa de choque", comparou Serra. Apesar do clima hostil, o candidato tucano voltou para a rua, o que aumentou o tumulto, porque os petistas cercaram o candidato, gritando palavras de ordem e xingamentos.
A confusão começou por volta das 13h30, quando o grupo de Serra, ciceroneado pela vereadora Lucinha (PSDB), passou por uma pequena manifestação de agentes de saúde que trabalhavam no combate à dengue e foram demitidos no governo Fernando Henrique Cardoso, quando Serra foi ministro da Saúde. Cabos eleitorais da campanha tucana tentaram impedir que os manifestantes se aproximassem do candidato.


Mata-mosquito. Rapidamente, a discussão evoluiu para o confronto físico, com cartazes rasgados e bandeiradas de todos os lados. A essa altura, um grupo de militantes do núcleo do PT de Campo Grande já tinha se juntado aos agentes, conhecidos como mata-mosquitos. Os manifestantes chamavam Serra de "assassino" e exibiam cartazes com inscrições como "Cadê o Paulo Preto?", em referência ao ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, que, segundo reportagem da revista IstoÉ, teria fugido com R$ 4 milhões da campanha tucana. O candidato do PSDB parou diante de alguns petistas e devolveu os xingamentos.


Ao lado do candidato a vice Índio da Costa e do candidato derrotado ao governo do Rio Fernando Gabeira (PV), Serra caminhou mais uma curta distância. O pastor Paulo Cesar Gomes, da igreja Deus de Poder e Glória, disse ter visto o momento em que Serra foi atingido por um rolo de adesivos de campanha. "Era uma bobina de papel de uns 50 centímetros. Eu também fui atingido na cabeça", disse. "Não respeitaram nem os pastores."


Do lado adversário, petistas reclamaram das agressões dos cabos eleitorais tucanos. Diretor do Sindicato dos Trabalhadores Agentes de Combate às Endemias (SindSaúde), José Ribamar de Lima disse que viu "ontem (terça-feira) à noite na internet" a informação de que Serra estaria em campanha no calçadão e, com alguns companheiros, organizou a manifestação. "Nos sentimos na obrigação de denunciar porque ele diz ter sido o melhor ministro da Saúde", disse Lima.
Nota. O presidente do PT do Rio, deputado Luiz Sérgio, disse em nota que o partido "repudia veementemente qualquer tipo de violência" e que pedirá investigação policial para apontar os responsáveis pelo tumulto. Segundo o parlamentar, "seguranças do candidato José Serra, do PSDB, trataram com rispidez integrantes do grupo conhecido com mata-mosquitos".


"Rechaçamos a tentativa de imputar ao PT ou a militantes petistas qualquer tipo de agressão ou ato violento", concluiu Luiz Sérgio.


***

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/os-nazistas-estao-nas-ruas-serra-e-agredido-no-rio-o-chefe-da-faccao-e-o-presidente-da-republica/

às 15:43

Os nazistas estão nas ruas! Serra é agredido no Rio. O chefe da facção é o presidente da República

Quando aquele grupo de fascistas foi constranger os donos da gráfica Pana — que imprimia o material da Diocese de Guarulhos e que também havia trabalhado para petistas —, afirmei que as tropas de assalto dos nazistas estavam nas ruas; comparei a ação do grupo aos métodos da Sturmabteilung, a SA de Ernst Röhm, do tempo em que o nazismo não havia ainda se profissionalizado. Exagero? Eu apenas submeto a uma projeção aquilo que no petismo é ainda incipiente, imaginando, a partir de dados que eles próprios me fornecem , até onde podem chegar.

Hoje, um destacamento da Sturmabteilung (SA) agrediu o tucano José Serra. Agressão física mesmo! O candidato caminhava com partidários e aliados pelo calçadão de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, quando se deparou com um grupo de militantes petistas, organizado com a finalidade exclusiva de constranger os tucanos e lhes tirar o direito constitucional de ir e vir. O pessoal da SA tentou impedir a passagem da social-democracia. Houve enfrentamento. Uma bobina de papel atingiu a cabeça de Serra, que chegou a ficar um pouco zonzo e teve de ser atendido no hospital Sorocaba. Pedras foram lançadas contra o grupo, que era acompanhado por repórter que cobriam a caminhada.

Quem é o (i)rresponsável por isso? Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente da República, cuja retórica de palanque simula uma guerra. Foi ele que, ao abandonar qualquer princípio de decoro a que sua condição obriga, ao renunciar à liturgia própria do cargo para se dedicar à campanha eleitoral mais rasteira, arrastou a disputa para o confronto de rua. Com uma diferença: só os seus brutamontes agridem.

Hoje, exercendo o seu papel predileto, o de vítima, Lula anunciou que a Polícia Federal está investigando ligações de telemarketing contra Dilma. Espero que a PF não esteja, também ela, a serviço do PT. Ou Lula não vai pedir que a polícia investigue os panfletos apócrifos contra Mônica Serra encontrados no QG petista?

Recorrendo à única metáfora em que consegue se expressar com alguma clareza teórica, afirmou: “O jogador que quer disputar um título mundial, ele não vai ficar rebolando dentro do campo. Ele vai jogar para marcar gol. Ele vai tirar a bola do adversário. Agora, isso tem de ser feito, mas o baixo nível que a campanha está tomando é uma coisa”. Não sei o que quer dizer direito, mas o certo é que esse jogo não supõe tentar quebrar a cabeça do adversário.

A retórica do presidente sempre foi e continua a ser a de um chefe de facção. E sua tropa de choque está nas ruas obedecendo, na prática, ao comando do chefe.

Por Reinaldo Azevedo