MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Cardeal, o Homem da Dilma!


Cardeal, o Homem da Dilma!

Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS, 26 de outubro de 2010.

“Se alguém acha que pode chegar aqui e se servir, sabe, cai do cavalo. Porque a pessoa pode me enganar um dia, pode me enganar, sabe, mas a pessoa não engana todo mundo ao mesmo tempo”. (Lulla da Silva)

A Revista Época expõe, mais uma vez, as entranhas da enxovalhada e putrefata camarilha petista. Grupo de filiados ao partido, ocupando posições de relevo junto ao governo federal, burlam a lei e graças a informações e contatos privilegiados conseguem empréstimo milionário no exterior. O banco alemão KfW acusa Valter Cardeal, homem de confiança de Dilma Rousseff, de engendrar uma fraude de € 157 milhões.

- Banco KfW ajuiza ação e diz que Cardeal, o homem forte de Dilma, sempre soube de toda a fraude na CGTEE.
Políbio Braga, segunda-feira, 18 de outubro de 2010

O inquérito da Polícia Federal e a ação posteriormente movida na Justiça Federal sobre o caso, não responsabilizam diretamente o presidente do Conselho de Adminsitração da CGTEE e diretor da Eletrobrás, Valter Cardeal, tampouco sua madrinha política e superiora hierárquica na época, Dilma Roussef, mas isto nada teve a ver com o que foi investigado. O editor requereu em juízo as cópias do inquérito e da ação e está de posse delas. O que revela com testemunhos, documentos e fotos a revista Época deste domingo: Cardeal e Dilma sabiam das negociações sobre os avais. Marcelo Ceccin, militante petista à época, como seus companheiros de diretoria, como Júlio Quadros, o presidente da CGTEE (Quadros foi presidente do PT), chegaram a viajar com ele para a Alemanha, mas ele acabou pagando o pato sozinho. Ceccin, que acompanhou Cardeal durante 20 anos, desde a CEEE, e trabalhou sob as ordens de Dilma, começou a abrir a boca.

Quando o editor denunciou as malfeitorias ocorridas nas barbas das diretorias da CGTEE e da Eletrobrás por gente sua, liderados por um diretor da própria estatal federal gaúcha, Marcelo Ceccin, mais uma série de empresários brasileiros e estrangeiros, o presidente do Conselho de Administração da CGTEE, Valter Cardeal, homem de confiança de Dilma Roussef, contratou uma das mais caras bancas de advogados do Paraná e ajuizou uma ação criminal contra o editor. Este foi o segundo processo judicial movido por Valter Cardeal contra o editor. O editor já tinha colocado restrições à ação do então presidente da Eletrobrás (hoje, Cardeal é um dos vices) no caso da usina eólica de Tramandaí, cuja implantação ele sistematicamente procurou obstaculizar. A fraude (avais falsos concedidos ilegalmente por diretores da CGTEE, visando empréstimos de US$ 157 milhões para a construção de usinas eólicas e de biomassa no RS e no PR) foi contra o banco alemão KfW.

Valter Cardeal acompanha Dilma Roussef há 20 anos. O caso atinge diretamente Dilma, porque à época das malfeitorias ocorridas na CGTEE ela era a ministra da área e superior hierárquico de todos os envolvidos, quase todos dirigentes e militantes do PT do RS. O banco KfW revela documentos em que demonstra que Dilma discutiu a questão dos avais na Alemanha. Ela o levou a Brasília. Dilma não dá um só passo na área de energia elétrica sem ouvir seu companheiro, amigo e confidente. O delegado Protógenes Queiroz, na Operação Satiagraha, chegou a investigar as relações existentes entre ambos. A última edição da revista Piauí, em reportagem de Rodrigues Pereira sobre Protógenes, revela que ele possui um pen drive com imagens do que viu.

O homem forte da Eletrobrás, presidente do Conselho de Administração da CGTEE, Valter Cardeal, costuma comparecer às audiências na 9ª. Vara Criminal, acompanhado dos advogados e de assessores que se deslocam do Rio e de Brasília. O editor defende-se nos casos através do advogado Luiz Francisco Corrêa Barbosa, mas também chegou a atuar sozinho num dos casos. O editor chamou para o banco de testemunhas o presidente da CGTEE, Sereno Chaise, além de uma dúzia de testemunhas, inclusive o então ministro Silas Rondeau. O caso da fraude está na Justiça Federal. Via judicial, o editor conseguiu todo o inquérito da Polícia Federal e também a cópia do processo, capa a capa. Está tudo resguardado por segredo de justiça.

Pois neste final de semana a revista Época revela uma notícia que ninguém conhecia no RS: a CGTEE está sendo processada pelo banco alemão KfW, uma espécie de BNDES da Alemanha, que quer indenização por prejuízos morais e materiais. A ação foi ajuizada na 10ª Vara Cível, em agosto, em Porto Alegre. O banco alega que o sr. Valter Cardeal sempre soube de tudo o que ocorria nas suas barbas, acosta fotos da visita dele a fornecedores alemães que forneceriam equipamentos para as usinas para as quais a CGTEE concedeu aval e transcreveu depoimentos comprometedores obtidos na própria Alemanha por gente que participou dos negócios em Porto Alegre.


Solicito Publicação

Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva
Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)
Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)
Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB)
Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS)
Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional
Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br/
E–mail: hiramrs@terra.com.br