MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Política externa rebolation de Lula, um desastre!

A urubuzada: Ahmadinejad, Dilma, Lula e Chávez


Shalom

Dalton Melo de Andrade

dandrade@supercabo.com.br

Com essa palavra hebraica, “Shalom”, que significa “paz”, encerrou o nosso presidente o seu discurso no Knesset, o Parlamento israelense. É bem possível que tenha usada a palavra equivalente em árabe, “Salaam”, em suas arengas aos palestinos. Segundo ele, buscava a paz em sua viagem à Israel e sua visita aos palestinos.

Os comentários internacionais, inclusive em Israel e países árabes, além de poucos, não foram positivos. É que chegou à região acompanhado da figura negativa de Ahmadinejad, cuja imagem por lá, como aliás em todo o mundo, não é boa. Além, obviamente, da pouca tradição que temos em participar de negociações nessa região, até por estarmos afastados dos problemas da área.

Essa viagem, totalmente política, e que, segundo comentários diversos, visa materializar um fugaz sonho em sermos membros efetivos do Conselho de Segurança da ONU, não teve sucesso. Traz ainda um outro sonho, ainda não expressado pelo presidente, mas já muito comentado na mídia, de uma possível candidatura sua à Secretário-Geral da ONU. Pelo contrário, os resultados dessa visita parecem nos ter afastado ainda mais desses objetivos. A repercussão internacional foi ínfima, muitas vezes negativa, e não trouxe resultados palpáveis nem para nós nem para os israelenses e palestinos.

Para o Brasil, ser membro do Conselho de Segurança poderá trazer certo prestigio internacional, mas trás implicações onerosas, tanto políticas como financeiras. Teremos que assumir, ao lado dos demais membros desse Conselho, responsabilidades pela condução da política da ONU, o que poderá implicar em termos que usar, quase de forma obrigatória, não somente recursos financeiros, que seriam melhor aplicados dentro do país, mas também recursos humanos, com os riscos inerentes à tais missões, como já estamos sentindo no Haiti. A candidatura do presidente à ONU é ainda mais incerta.

Ao examinar com frieza os resultados dessa viagem, e fazendo coro com a grande maioria do já expressado em nossa imprensa e por muitos de nossos comentaristas internacionais, só temos que lamentar esse sonhos megalomaníacos, que não podem ser diretamente imputados ao presidente, mas que resultam da duvidosa influência do proponente maior de nossa política externa, o Sr. Marco Aurélio Garcia, seguida sem discussões pelo ministro do Exterior, cuja formação especializada não se faz sentir.

Em política externa, temos sofrido derrotas constantes em nossas proposições, as quais sempre se revestem de um conteúdo ideológico já superado, reduzindo nossa influência à poucos países sem expressão, conduzidos por dirigentes que pregam a mesma política atrasada. E isso passa por assuntos importantes, desde o nosso desejo de sermos membros permanentes do Conselho de Segurança, até a indicação de diretores de agencias internacionais, ou, agora, à Secretária-Geral da ONU. Derrotas que são resultados evidentes da condução dessa politica."