MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Médica brasileira testemunhou incidentes com flotilha em Gaza



Assunto: EXTRA RUA JUDAICA- MEDICA BRASILEIRA TESTEMUNHOU FROTA DE GAZA
Enviada: 06/06/2010 17:32
http://www.ruajudaica.com/

ANA LUIZA TAPIA - MÉDICA BRASILEIRA SERVINDO NO EXÉRCITO DE ISRAEL E TESTEMUNHA OCULAR DO EPISÓDIO NAVIO MARVI MARMARA

FOTO INÉDITA DE UM DOS COMANDOS DE ISRAEL DESARMADO E FERIDO PELOS "PACIFISTAS" DO MARVI MARMARA




EDIÇÃO EXTRA DA RUA JUDAICA - O QUE FALTOU DIZER E MOSTRAR SOBRE A FLOTILHA DO TERROR

Ana Luiza Tapia é Médica das Forças de Defesa de Israel e filha de um jornalista e curador de museu. É, também, neta de sobreviventes do Holocausto.

Formada em Medicina no Brasil, Ana Luiza fez especialização em Terapia Intensiva na conceituada University of California (UCLA), nos Estados Unidos.

Em janeiro de 2008, aos 26 anos, abriu mão das comodidades de profissional já bem sucedida no Brasil, doou suas economias para os pais e partiu para Israel.

Segundo a própria Ana, “ao chegar a Israel não sabia uma palavra sequer em hebraico, mas sabia que queria fazer de Israel o seu lar.”

Sem amigos nem família em Israel, Ana começou a estudar Hebraico na Ulpan Etzion, do Centro de Absorção da Agência Judaica em Jerusalém.

Lá, juntamente com jovens profissionais de todo o mundo, Ana começou a aprender a língua local quando, subitamente, aconteceu algo que teria uma impactante influência na sua via: Ela desenvolveu uma insuficiência renal grave.

Levada para um hospital, e sem dominar o hebraico, Ana recebeu a solidariedade e apoio dos professores e alunos da Ulpan onde estudava. Esta experiência marcou profundamente a jovem imigrante que registrou mais tarde: “Acho incrível como a nação e o povo de Israel são acolhedores e solidários! Quando as pessoas vêem que você está sozinha, eles ajudam mesmo”.

Depois de restabelecida, e de uma rápida passagem como funcionária na filial israelense da gigante farmacêutica Abbott, Ana foi admitida no quadro de Médicos das Forças de Defesa de Israel.

Naquela oportunidade, Ana comentou: “Minha profissão é ajudar pessoas. E este é o momento de poder retribuir o que este país já fez por mim”. E completou: “Se nós, judeus, não nos ajudarmos mutuamente, quem o fará?”.

CHAMADA PARA O FRONT

Na segunda-feira, dia 31 de Março de 2010, a jovem médica brasileira, Ana Luiza Tapia, teve sua oportunidade de ouro de colocar em prática o seu desejo de servir à nação que ela tanto ama.

No e-mail enviado para a amiga de São Paulo, Ana Luiza comenta como foi sua experiência no atendimento dos soldados israelenses bem como dos passageiros e tripulantes de navio turco onde aconteceram os incidentes provocadores da nova crise internacional que se abate sobre Israel.

O relato desta brasileira só vem corroborar as opiniões mais sensatas do mundo em relação a este malfadado episódio. Lendo as palavras de Ana Luiza percebemos o quão desinformadas são as pessoas que, sem saberem o que de fato aconteceu, tiram conclusões erradas.
Conclusões estas normalmente contrárias a Israel

UM RELATO HISTÓRICO

Shalom, meus amigos.

Primeiro quero agradecer a todos os e-mails preocupados. Eu estou bem, ótima. Peço desculpas por não escrever freqÃ?entemente, mas no exército é assim. Não temos tempo para nada.

Sei que todos já estão cansados de ouvir falar do que aconteceu em Gaza nesta semana, mas como ouvi muitas asneiras por aí, resolvi contar a vocês a minha versão da história.

Eu não quero que pensem que virei alguma ativista ou algo do gênero. Eu continuo a mesma Ana de sempre. Mas por ter feito parte desse episódio, não posso me abster de falar a verdade dos fatos.

Eu estava lá! Ninguém me contou, não li no jornal, não vi fotos na Internet ou vídeos no Youtube. Vi tudo como foi mesmo, ao vivo e em muitas cores.

Estou servindo como Médica na Medicina de Emergência do Exército de Israel, especificamente no Departamento de Traumas, o que significa Medicina em Campo.

04:30h da manhã de segunda-feira, 31 de maio, meu telefone do exército começa a tocar. Possíveis conflitos em Gaza?

[Tratava-se de] pedido de ajuda da Força Médica, para garantir que não faltariam médicos. As ordens para mim eram: Aprontar-me rapidamente e pegar suprimentos. O helicóptero viria me buscar na base.

No caminho, me explicam a situação: Havia um navio da ONU (sic) tentando furar a barreira em Gaza. Li todos os registros fornecidos pela inteligência do Exército (até para entender as dimensões da situação).

1. O navio se aproximou da costa a caminho de Gaza. O acordo entre Israel e a ONU é que TODOS os barcos devem ser inspecionados no porto de Ashdod, em Israel, e todos os suprimentos devem ser transportados pelo NOSSO exército até Gaza.

Isso porque ainda hoje, cerca de 14 mísseis são lançados por dia de Gaza contra Israel. E não podemos permitir que mais armamento e material para construção de bombas seja enviado ao Hamas, grupo terrorista que controla Gaza. Dessa forma, evitamos uma nova guerra. Ao menos por enquanto.

2. O navio se recusou a parar. Disseram que eles mesmos entregariam a carga a Gaza.

3. Assim, diante de um navio com 95% de civis (os outros 5% são ativistas de grupos terroristas aliados ao Hamas, que tramaram toda essa confusão), Israel decidiu oferecer [uma alternativa] aos comandantes do navio: Que a inspeção fosse feita em alto mar. Mandaríamos soldados para inspecionar o navio e, se não tivesse armamento, eles poderiam seguir rumo a Gaza.

Essa foi uma atitude extremamente pacifista do nosso Exército, em respeito aos civis que estavam no navio. E, se não havia armamento, que problema teria se ele fosse inspecionado?

4. Os comandantes do navio concordaram com a inspeção.

05:00h da manhã. Chego a Gaza, exatamente no momento em que os soldados estavam entrando nos barcos. Eles foram então GRATUITAMENTE ATACADOS: tiveram suas armas roubadas, foram espancados e esfaqueados.

Mais soldados foram enviados, desta vez para controlar o conflito. Das cerca de 50 pessoas que se envolveram no conflito, 9 morreram. Morreram aqueles que tentaram matar nossos soldados, aqueles que não eram civis pacifistas da ONU, mas sim militantes terroristas que comandavam o grupo.

Os demais feridos, 22 pessoas entre passageiros e tripulantes, foram ATENDIDOS E RESGATADOS POR NÓS. EU E MINHA EQUIPE. A seguir, todos foram enviados para os melhores hospitais em Israel.

Entre nós, os israelenses, havia 9 feridos por tiros, facadas e espancamento. Um dos nossos ainda se encontra em estado gravíssimo, com concussão e 6 tiros no tronco.

Eram meninos entre 18 e 22 anos, que tinham ordem para INSPECIONAR um navio SEM AGREDIR NINGUÉM! E [eles] não o fizeram. Israel não disparou nem o primeiro e nem o segundo tiro.

Fomos punidos por confiar num suposto pacifismo da ONU. Se soubéssemos das intenções do grupo, jamais teríamos enviados nossos jovens, praticamente desarmados, para dentro daquele navio. Eles teriam sido atacados em pleno mar e agora todos os que levantam a voz contra Israel estariam lá, no fundo mar.

5. Depois de atender aos nossos soldados, me juntei a outra parte da equipe que já cuidava dos passageiros e tripulantes do navio. E mesmo portando braceletes onde a palavra MÉDICO estava escrita em quatro idiomas diferentes (Inglês, Turco, Árabe e Hebraico), com estetoscópios no pescoço, também a nós eles tentaram agredir! Um deles cuspiu no nosso cirurgião enquanto outro deu um soco na enfermeira que tentava medicá-lo. ALÉM DE AGRESSORES, ELES SÃO TAMBÉM INGRATOS.

6. Trabalhei por mais de 6 horas seguidas atendendo somente passageiros e tripulantes do navio. Todo o suprimento médico e de ajuda foram fornecidos por Israel.

7. Depois do final da confusão o navio foi finalmente inspecionado. E foi constatado que estava LOTADO DE ARMAS BRANCAS E MATERIAIS PARA CONFECÇÃO DE BOMBAS CASEIRAS. Onde está o pacifismo da ONU?

8. Na terça-feira, fui visitar os nossos soldados E TAMBÉM OS FERIDOS DO NAVIO. Essa é a política que Israel tenta manter: Nós não matamos civis como fazem os terroristas árabes. Nós não nos recusamos a enviar ajuda a Gaza. Nós não queremos mais guerra. MAS, JAMAIS VAMOS PERMITIR QUE MATEM OS NOSSOS SOLDADOS.

Só alguns milionários idiotas que acham lindo ser voluntários da ONU ainda não entenderam que guerra não é lugar para civis se meterem.
Havia um bebê no barco (que saiu ileso, obviamente): Alguém pode explicar por que uma mãe coloca um bebê em um navio a caminho de uma zona de guerra? Onde eles querem chegar com isso?

ELES NÃO ENTENDEM QUE FORAM USADOS COMO FERRAMENTA CONTRA ISRAEL, E QUE A INTENÇÃO NUNCA FOI ENVIAR AJUDA A GAZA, MAS SIM DE GERAR POLÊMICA E CRIAR AINDA MAIS OPOSIÇÃO INTERNACIONAL CONTRA ISRAEL.

Estas pessoas continuam sem entender que ao dar forças ao Terrorismo do Hamas, do Hezbollah ou do Irã só significa mais perigo. E não perigo apenas para Israel, mas para o Mundo todo.

O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisa entender que desta guerra ele não entende nada. E QUE O BRASIL JÁ TEM PROBLEMAS DEMAIS PARA SEREM RESOLVIDOS.

Saibam que tem mais gente passando fome no Brasil do que em Gaza. Tem mais gente morrendo vítimas da violência urbana no Rio de janeiro do que mortos nas guerras aqui [de Israel].

[O Presidente Lula] deveria cuidar mais dos problemas daí. Dos daqui cuidamos nós.

Eu sempre me orgulho de ser também brasileira. Mas nesta semana chorei. Chorei de raiva. De raiva por ver que, especialmente no Brasil muito mais do que em qualquer outro lugar, as notícias [chegam de forma] absolutamente distorcidas. E isso é lamentável.

Não me entendam mal. Eu não acho que todos os árabes são terroristas. MAS SEI QUE QUEM OS CONTROLA É. E que esta guerra não é só contra Israel. [Saibam que] o Islamismo prega o EXTERMÍNIO de TODO o mundo não árabe. Nós somos apenas os primeiros da sua lista negra.

um beijo a todos,shalom,

Ana


xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx


IMPORTANTE ARTIGO NO WASHINGTON POST


The Washington Post – 04. junho. 2010


Esses Judeus Problemáticos

Por: Charles Krauthammer

O mundo está indignado com o bloqueio de Gaza por Israel. A Turquia denuncia a sua ilegalidade, a desumanidade, a barbárie, etc. Os suspeitos de praxe que participam da ONU o Terceiro Mundo e a Europa se juntam. A administração Obama treme.

Mas como escreve Leslie Gelb, que é o ex-presidente do Conselho de Relações Exteriores, o bloqueio não é apenas perfeitamente racional, mas é perfeitamente legal. Gaza está sob o domínio do Hamas que é inimigo autodeclarado de Israel – e esta autodeclaração é acompanhada por mais de 4.000 foguetes disparados contra civis que moram em território israelense.

Muito embora se comprometendo e se empenhando numa incessante beligerância, o Hamas reivindica ser a vítima, mesmo quando Israel impõe um bloqueio para impedir que esse mesmo Hamas se arme ainda com mais foguetes. Na II Guerra Mundial, com uma legalidade internacional completa, os Estados Unidos mantiveram o bloqueio para a Alemanha e o Japão. E em outubro de 1962, durante a crise dos mísseis, os EUA colocaram em prática o bloqueio ("quarentena") de Cuba. Navios russos com armas que seriam entregues para Cuba voltaram porque os soviéticos sabiam que a marinha americana os abordaria ou iria afundá-los. No entanto, Israel é acusado de ser um criminoso internacional por fazer exatamente o que John Kennedy fez: por em prática um bloqueio naval para impedir que um Estado hostil adquira armamentos letais.

Oh, mas os navios que iam para Gaza não estavam numa missão de ajuda humanitária? Não. Caso contrário, teriam aceitado a oferta de Israel para que levassem o que transportavam para um porto israelense para inspeção relativa a materiais militares e o restante transportado por Israel para Gaza – pois todas e a cada semana 10 mil toneladas de alimentos, remédios e outros suprimentos humanitários são enviados por Israel para Gaza. Então porque essa oferta foi recusada? Porque, como a própria organizadora Greta Berlin admitiu o objetivo da flotilha não era o socorro humanitário, mas sim a quebra do bloqueio, ou seja, o término das inspeções por Israel, o que na prática significaria a navegação ilimitada para Gaza e, portanto, o fornecimento ilimitado de armamentos para o Hamas.

Israel já interceptou por duas vezes navios pesadamente carregados de armas iranianas destinadas ao Hezbollah e para Gaza. Que país permitiria isso? Mas ainda mais importante, por que Israel ainda tem que utilizar o bloqueio? Porque, o bloqueio é uma forma de defesa no mesmo momento que o mundo deslegitima o direito de Israel de se defender – de forma antecipada e pró- ativa.

(1) Defesa antecipada: Por ser um pequeno país densamente povoado cercado por países hostis, Israel durante mais da metade de um século adotou este tipo de defesa – lutando as guerras em território inimigo (como no Sinai e Colinas de Golã), e não no seu próprio território.

Sempre que possível (o Sinai, como um bom exemplo), Israel trocou territórios por paz. Mas quando as ofertas de paz foram recusadas, Israel manteve espaços como zonas tampão de proteção. Assim, Israel manteve uma pequena faixa do sul do Líbano para a proteção das cidades do norte de Israel. E sofreu muitas perdas na Faixa de Gaza para que as cidades fronteiriças israelenses não fossem expostas aos ataques terroristas palestinos. E, pelos mesmos motivos que a América trava uma árdua guerra no Afeganistão: Você luta com eles lá, então você não terá que lutar com eles aqui.

Mas, sob uma pressão externa esmagadora, Israel está desistindo. Aos israelenses foi dito que as ocupações não eram somente ilegais, mas eram a causa das revoltas anti-Israel e, portanto, a retirada, que seria o motivo, traria a paz.

Terra por paz. Lembram-se? Bem, durante a última década, Israel entregou terras – evacuou o sul do Líbano em 2000 e deixou Gaza em 2005. O que conseguiu ? A intensificação da beligerância, a intensa militarização do lado inimigo, muitos seqÃ?estros, ataques que atravessam as fronteiras e, lançados de Gaza, anos de implacáveis ataques de foguetes.

(2) Defesa pró-ativa: Israel, então teve que mudar para uma defesa ativa – ações militares para impedir, desmantelar e derrotar (emprestando a descrição do presidente Obama para a campanha dos EUA contra os Talibãs e a al-Qaeda) contra os mini-estados terroristas e pesadamente armados localizados no sul do Líbano e em Gaza depois que Israel se retirou.

Quais foram os resultados? A guerra do Líbano em 2006 e ataques lançados de Gaza entre 2008 a 2009. E mais uma avalanche de calúnias pela mesma comunidade internacional que havia exigido as retiradas israelenses com o propósito de terras x paz. E o pior, o relatório Goldstone da ONU, que basicamente criminalizou a operação defensiva de Israel na Faixa de Gaza, enquanto encobriu o ‘casus belli’ – os pesados ataques com foguetes pelo Hamas que precederam a operação – e que efetivamente deslegitimou qualquer defesa pró-ativa por parte de Israel contra os seus autodeclarados inimigos que utilizam o terror.

(3). Defesa passiva: Sem a defesa antecipada ou defesa pró-ativa para Israel somente é permitida a forma mais passiva e benigna de todas as defesas - um bloqueio para simplesmente impedir o rearmamento do inimigo. No entanto, nesse exato momento que falamos também está sendo deslegitimado pelas organizações internacionais. Mesmo os Estados Unidos agora está tendendo para que o mesmo seja abolido.

Mas, se nenhum destes pontos são permitidos, o que resta?

Ah, mas esse é o ponto. É o ponto que a flotilha rompe-bloqueio com inocentes úteis e simpatizantes do terror, pela organização testa-de-ferro turca que a financiou, pelo coro automático anti-Israel do Terceiro Mundo nas Nações Unidas e pelos preguiçosos europeus que não mais querem saber do problema judaico.

O que mais resta? Nada. O ponto central desta campanha implacável internacional é privar Israel de qualquer forma legítima de autodefesa. Por que, na semana passada, a administração Obama se juntou aos chacais, e inverteu uma prática de quatro décadas seguida pelos EUA, assinando um documento de consenso que coloca o foco em Israel por possuir armas nucleares? – e assim deslegitimar a última linha defesa de Israel: a dissuasão. É, parece que o mundo está cansado desses judeus incÃ?modos, 6 milhões - esse número mais uma vez – ao lado do Mediterrâneo, a cada convite se recusando ao suicídio nacional. E por isso são incansavelmente demonizados, restritos a guetos e impossibilitados de se defenderem, até mesmo quando os mais empenhados anti-sionistas – o Irã, em particular - abertamente prepara uma solução mais definitiva.

letters@ charleskrauthammer.com

© 2010 The Washington Post Company