MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Irã já tem urânio para duas bombas


JB Online - 28/6/2010

Irã já tem urânio para duas bombas

O diretor da CIA, Leon Panetta, surpreendeu a comunidade internacional ao afirmar que o Irã já teria urânio para produzir duas bombas nucleares até 2012. Em entrevista à rede de TV ABC, ontem, ele disse que este prazo é suficiente para que o país enriqueça o urânio e construa um sistema de lançamento.


O diretor da agência de inteligência americana, a CIA, Leon Panetta, afirmou ontem que o Irã teria capacidade para fabricar duas armas nucleares até 2012.

– Achamos que o Irã têm urânio levemente enriquecido suficiente para duas armas nucleares – declarou Panetta, em entrevista concedida ao programa This week, do canal ABC.

Teerã precisaria de um ano para enriquecer este urânio, de forma a produzir uma bomba, e levaria pelo menos “outro ano para desenvolver o sistema de lançamento da arma para tornála viável”, acrescentou o diretor da CIA.

Os Estados Unidos não descartam a opção militar contra o Irã, assim como Israel, principal aliado de Washington na região, onde é o único país com poderio nuclear bélico – o que não nega, mas também não reconhece.

– Israel está muito preocupado com o que acontece no Irã – afirmou Panetta.

– Continuamos compartilhando informação de inteligência sobre qual é a capacidade exata do regime iraniano.

Panetta afirmou também que há alguns anos o serviço de inteligência dos EUA não tem uma boa informação sobre o paradeiro de Osama Bin Laden, líder da rede terrorista Al Qaeda, embora todos imaginem que ele esteja no Paquistão.

O diretor da CIA fez um relato preocupante sobre a guerra no Afeganistão, ao dizer que o Talibã parece estar se fortalecendo com um crescente aumento da violência, mesmo enquanto as forças lideradas pelos EUA minam o movimento islâmico, com ataques às suas lideranças. A guerra no Afeganistão, que completa nove anos, tem sido “mais dura e mais lenta que o previsto”, afirmou Panetta.

Por outro lado, o funcionário defendeu a estratégia do presidente Barack Obama, cuja decisão de enviar, a partir de dezembro passado, 30 mil militares adicionais e alcançar, em agosto deste ano, 150 mil homens no Afeganistão, enfrenta questionamentos.

Nomeado para dirigir a CIA em 2009, Panetta insistiu em que “a questão fundamental é se os afegãos aceitam a responsabilidade” do combate à insurgência se forças estrangeiras deixarem o país.

– Se puderem fazer isto, então acho que poderemos conseguir o tipo de progresso e de estabilidade que o presidente pretende – enfatizou.