MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Igreja Universal e o detector de Satã

Iurd usa detector de Satã em fiéis, diz mãe de obreiro fanático


Mãe de fiel mostra foto do aparelhinho

A Igreja Universal do Reino de Deus tem um aparelhinho cuja lâmpada mede o grau de possessão demoníaca em fiéis.

Uma foto do psicoscópio – esse seria o nome do instrumento – foi exibida ontem em Campo Grande (MS) pela desempregada Sueli Ferreira de Moura (foto), 42, que por sete horas se manteve acorrentada ao portão de um templo em protesto contra a igreja por ter submetido o seu filho de 17 anos à lavagem cerebral.

Sueli disse que S., o seu filho, tem um psicoscópio para avaliar os jovens de um grupo do qual ele é o líder. Ela não soube explicar como funciona o aparelho. Pela foto, além de uma lâmpada e dois interruptores, ele tem um microfone ou um altofalante.

Afirmou também que o filho usa em suas “partes íntimas” um óleo ungido (foto) por pastores para que ele não tenha desejos sexuais. “Para mim, isso é óleo de cozinha.”

Sueli disse que S. se tornou um “escravo”, porque passou a vender balas, calçados e eletrodomésticos para entregar o dinheiro à Universal. Ele já teria roubado para não deixar de pagar o dízimo.

S. frequenta o templo da avenida Mato Grosso há dois anos e meio. Ele parou de ir à escola porque foi impedido de lá pregar a Bíblia.

“Quero meu filho de volta”, disse ela. “Essa igreja enlouqueceu o meu filho e a população desta cidade precisa saber disso.”

Ela tem mais dois filhos, um de 10 anos e outro de 22. Ambos chegaram a frequentar a igreja. O mais velho deixou de comparecer aos cultos quando soube que seria obrigado a pagar o dízimo.

Sueli disse que tentou várias vezes falar com os pastores para reclamar do fanatismo de seu filho. Como nunca foi atendida, em novembro do ano passado ela, em “uma atitude desesperada”, invadiu um culto para se queixar.

Um pastor chamou a polícia, e ela foi levada de camburão a uma delegacia. “Fiquei fichada na polícia por tentar proteger o meu filho.”

Até agora a Igreja Universal não desmentiu nem confirmou a existência do aparelhinho de detectar possessão. Também não se manifestou sobre as demais acusações de Sueli.

Ela disse que, se for preciso, fará novo protesto para que a igreja liberte o seu filho.


Sueli ficou acorrentada por sete horas

Com informação e fotos dos sites Capital News e Midiamax.