MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Comentário semanal do coronel Gelio Fregapani

Comentário nº 65 – 21 de junho de 2010

Assuntos: Golfo do México, O “efeito” Marina, Jazidas no Afeganistão, Desmitificando a Economia, Observações de Rondônia, Desenvolvimento de motor, Uma verdadeira Heroína, Ensino de divisão étnico-cultural

Vazamento de petróleo da B. Petróleo no Golfo do México

Neste caso há completo silêncio por parte das organizações que tentam impedir o progresso do nosso País em nome do ambientalismo.

Este silêncio das organizações ecologistas: Greenpeace, Nature Conservancy, Sierra Club e outras é perfeitamente compreensível; Não é do meio ambiente que elas cuidam, mas sim de evitar a concorrência . Agem como se fossem braços dos serviços secretos anglo-americano-holandês. E tudo indica que o vazamento é ainda pior do que o anunciado.

Agora seria a hora de provarem seu próprio veneno.


O Maligno “Efeito Marina”

Já sabíamos que a candidatura Marina, além dos aplausos britânicos, influenciaria as outras em suas agendas atraso-ambientalistas. Agora, com o empate técnico das duas candidaturas principais, ela tende a ser o fiel da balança de um segundo turno, levando, para a coligação que escolher, sua agenda do atraso


Afganistão – Já sabiam?

Porta-voz do Pentágono, disse que uma força-tarefa estudando os recursos do país descobriu jazidas significativas de cobre, ferro, ouro, mercúrio, enxofre, cromo, talco-magnesita e carbonato de potássio, além da presença de fluorita, berílio e lítio, entre outros.

- Se não influenciou a invasão, certamente influenciará a permanência. Para nós é bom; Talvez os gringos se contentem em apoderar-se das jazidas daquela desditosa terra e se desinteressem de incentivar a independência das nossas reservas indígenas, igualmente prenhes de preciosas jazidas minerais


Desmitificando a economia

Todos temem a inflação, o mais injusto dos impostos. Os monetaristas, eles mesmo rentistas, sempre pensam em aumentar os juros – claro, pois enxugando o dinheiro circulante haverá menos compras e os preços tendem a baixar.

Paralelamente a produção diminui; os custos aumentam, bem como o desemprego e a dívida do governo. O dinamismo acaba, pois os juros passam a ser a melhor e mais segura forma de ganhar dinheiro, portanto preferível a empreendedorismo; e isto quando não é orientação estrangeira.

O correto, em princípio, seria desonerar a produção. Isto baixaria os preços. Como? Fácil. Há muitas maneiras. Uma delas é melhorar a infra-estrutura dos transportes. Outra é baixar os juros. Outra ainda seria dar créditos para aumentar a produção, e existem várias medidas mais.


Observações de Rondônia

Não há como refrear o entusiasmo pelas obras do PAC no rio Madeira, nem como não se indignar com a obstrução, das ONGs, dos movimentos pseudo-sociais e até de órgãos governamentais.

Aproveitando-se de nossa conjuntura social ainda injusta e dos indispensáveis transtornos aos moradores das áreas a serem inundadas, esses órgãos tudo fazem para impedir ou ao menos retardar a construção das hidrelétricas, e ainda contam com o corpo-mole dos consórcios dominados por estrangeiros em resolver os problemas sociais realmente existentes. As vezes chego a pensar que tem interesse em que a construção seja paralisada para arrancar mais dinheiro do governo.

Assinalo que, se realmente houver tal interesse, esse seria do consorcio representado pelo seu grupo de Relações Institucionais, e não da Cia construtora.


Esta senhora nos dá orgulho. Quanto ao ministro...

Verdadeira heroína, Clara Takaki Brandão criou a multimistura, composto de farelos de arroz e trigo, folha de mandioca e sementes de abóbora e gergelim, fórmula que, nas últimas três décadas, revolucionou o trabalho da Pastoral da Criança, reduzindo as taxas de mortalidade infantil no País e ajudando o Brasil a cumprir as Metas do Milênio. Recebi a informação que o ministro da Saúde mandou retirar a “multimistura” da merenda escolar, preferindo produtos industrializados menos eficientes e muito mais caros.


As vezes uma multinacional traz o progresso

Em meio à busca de combustíveis alternativos, o grupo Fiat desenvolve no País um motor para máquinas agrícolas movido a óleo vegetal puro, que poderá ser produzido nas próprias unidades rurais. Seu uso em substituição ao diesel convencional no motor desenvolvido representará múltiplas vantagens e chegará ao mercado no fim do ano que vem.
O novo motor está em testes no câmpus do Inmetro, em Duque de Caxias (RJ), com a participação do grupo de engenharia automotiva que produz os motores para o grupo Fiat no Brasil. A multinacional quer aumentar sua participação no mercado de máquinas agrícolas, especialmente as voltadas para pequenos agricultores.

O novo motor dispensará a compra de combustível, que poderá ser preparado pelo próprio agricultor com sementes oleaginosas, como soja e girassol, dendê etc. A produção caseira, livre de impostos, deve chegar a um custo final de R$ 0,70 por litro, cerca de 30% abaixo do biodiesel industrializado e ainda ser mais eficiente pois a própria parafina será usada como combustível. Assinale-se que quando Herr Diesel inventou seu famoso e eficiente motor, este era movido a óleo vegetal puro, no caso, de amendoim. Aos poucos, devido ao óleo (diesel) mineral ser mais fino é que os motores foram sendo adaptados para o uso do diesel de petróleo.
Até hoje manipulávamos o óleo vegetal para adaptá-lo ao uso nos motores disponíveis. Agora estamos adaptando o motor ao combustível. (As informações são do jornal O Estado de S. Pa ulo, mas há muito preconizadas pelo Dr. Fendel


Incentivo à divisão étnica em escolas

Crianças de Escola Suíço-Brasileira fizeram lanche comunitário com alimentos ligados à cultura indígena. Cocares, chocalhos, sementes e cantos indígenas estão se misturando aos livros e cadernos dos alunos nas aulas. Não só naquela escola. Estão todos cumprindo a lei que exige o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena, Vivenciam o dia a dia dos índios com alimentos típicos. "Eles aprendem as formas de comer e de sentar dos indígenas".

Além de cocares, chocalhos, cantos indígenas e forma de comer, os professores falam nas práticas de canibalismo das culturas indígenas? Será que contam que o direito de matar filhos pelos motivos mais fúteis, como os que nasceram com simples manchas na pele. Considera-se cultura a manter o enterrar vivos, afogar, enforcar ou cravar um galho na moleira dos bebês? Dizem os antropólogos e indigenistas que a tradição deve ser respeitada. Você acha mesmo que devem ser mantidas estas práticas tradicionais?

Fala-se nos horrores da escravidão negra. Seria interessante saber se os professores contam aos alunos que Zumbi, elevado a herói da libertação dos negros, também tinha escravos. Se ensinam que quem os vendia eram os chefes tribais africanos também negros.

Se os professores não ensinam estas verdades históricas, os estudos afros-indígenas ficam incompletos. Dos nossos heróis índios, Arariboia e Poti não se fala. Também não do nosso grande herói negro, o Henrique Dias.

Vá lá que se aprenda como era a cultura original de grupos que formaram o povo brasileiro, mas que se ensine também nossa origem européia, e quem sabe a japonesa. (Há mais japoneses étnicos do que índios étnicos). A nossa organização social, nossas instituições e nossa cultura são predominantemente européias, mas o que interessa é a integração. Esse endeusamento das culturas mais bárbaras, ainda em estágio primitivo da civilização é um desserviço ao País.

Damos graças a Deus pela nossa mestiçagem. Sem ela já estaríamos divididos em pedaços.


Que Deus guarde a todos vocês

Gelio Fregapani