MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Carta de Orlando Lovecchio Filho

Mensagem recebida de Orlando Lovecchio Filho:

Usina de Letras -- Contato do Leitor‏
De: love@exibir.com
Enviada: sábado, 26 de dezembro de 2009 0:37:22
Para: ttacitus@hotmail.com

Mensagem referente ao texto Finalmente, uma vítima das vítimas da ditadura - Artigos.

Mail enviado para: Félix Maier

Enviado Por: Orlando Lovecchio Filho - love@exibir.com
Da cidade : Santos

Sr. Autor de finalmente, uma vítima das vítimas da ditadura -- 14/12/2009 - 14:48 (Félix Maier)

Para que tenha conhecimento exato da situação e possa avaliar minha revolta com os dois pesos e duas medidas, informo que luto somente por igualdade de direitos, pois as diferenças entre minha pensão alimenticia vitalicia, e a reparação mensal e retroativa que recebe o terrorista Diógenes são indecentes em termos de igualdade, vide quadro comparativo abaixo : Se fosse amparado pela Lei (10.559 ) dos anistiados teria os seguintes direitos:

• O valor da prestação mensal, permanente e continuada, seria igual ao da remuneração que receberia, considerando-se os seus paradigmas, se na ativa como piloto de linha aérea estivesse
• Teria reparação econômica, de caráter indenizatório, com efeito retroativo a partir de 5 de outubro de 1988.
• Teria assegurados os benefícios indiretos, inclusive planos de seguro, de assistência médica, odontológica e hospitalar, bem como de financiamento habitacional.
• Não recolheria INSS.
• Teria isenção do Imposto de Renda.
• No caso de falecimento, o direito à reparação econômica seria transferido para herdeiros ou dependentes.

Situação esta muito diferente do que hoje tenho:

• Pensão especial, mensal e vitalícia no valor de R$ 635,75 (500,00 foi quando a Lei que me ampara foi promulgada)
• Pensão que não se transmite aos herdeiros
• Pensão que não tem direito a 13 º salário.


***

Finalmente, uma vítima das “vítimas da ditadura”

Fernão Mesquita

http://www.youtube.com/watch?v=8d61_1u1s2o

“Reparação” é o título do documentário de longa-metragem que conta a história de Orlando Lovecchio, pouco mais que um garoto na época em que foi vítima, em plena Avenida Paulista, de um atentado a bomba praticado pela guerrilha que atuava contra o regime militar no Brasil, em 1968.

Orlando perdeu a perna no célebre atentado ao Consulado dos EUA em São Paulo e, ainda hoje, em 2009, luta por justiça: como não é considerado uma vítima da ditadura militar, a aposentadoria que recebe é menor que a do autor do atentado que o vitimou e enterrou para sempre seu sonho de ser piloto de avião.

Que eu conheça, esse é o unico filme já produzido sobre as vítimas das “vítimas da ditadura”, cuja principal característica era não fazer questão de ter pontaria. A pretexto de atacar os militares, que andavam armados, atacavam com suas armas preferencialmente gente desarmada como Orlando Lovecchio.

O atentado foi conduzido por Diógenes de Carvalho Oliveira (foto abaixo, 40 anos depois dos crimes) e pelos arquitetos Sergio Ferro e Rodrigo Lefevre, alem de Dulce Maia e outra pessoa não identificada. Conforme lembrou Elio Gaspari em artigo recente, “a bomba do consulado americano explodiu oito dias antes do assassinato de Edson Lima Souto no restaurante Calabouço, no Rio de Janeiro, e nove meses antes da imposição do AI – 5 ao país. Essas referências cronológicas desamparam a teoria segundo a qual o AI – 5 provocou o surgimento da esquerda armada … em 1968, antes do AI – 5, morreram sete pessoas pela mão do terrorismo de esquerda …”

Diógenes participou de vários desses assassinatos.

Em 1964 ele era militante do Partido Comunista Brasileiro. Em 1966, fugiu para o Uruguai onde ingressou no recém fundado Movimento Nacionalista Revolucionário, de Leonel Brizola. No mesmo ano, Brizola conseguiu enviá-lo para Cuba para fazer um curso de guerrilha. Ele se especializou em explosivos.



Em março de 68, insatisfeito com a falta de ação do grupo de Brizola, ingressou na Vanguarda Popular Revolucionária (VPR). E aí começa a sua trilha de sangue:

20 de março de 1968, explode uma bomba relógio na bilbioteca da USIS, no Conjunto nacional, av. Paulista. Três estudantes que caminhavam pela rua foram atingidos. Orlando Lovecchio perdeu a perna esquerda;
20 de abril de 1968, atentado a bomba contra o jornal O Estado de S. Paulo em que o porteiro e mais duas pessoas são feridas;
22 de junho de 1968, assalto ao Hospital do Exército, no Cambuci;
26 de junho de 1968, com mais 10 companheiros, lança um carro bomba contra o QG do II Exército, no Ibirapuera e mata o sentinela Mario Kosel Filho, um menino de 18 anos que servia o Exército. Outros seis militares ficam feridos;
1 de agostos de 1968, assalta agencia do Banco Mercantil na Joaquim Floriano, Itaim;
20 de setembro de 1968, assalto ao quartel da Força Publica no Barro Branco em que o sentinela, soldado Antonio Carlos Jeffery, foi morto a tiros;
12 de outubro de 1968, executa a tiros (6, de revolver, à queima roupa) o capitão Charles Rodney Chandler (fotos acima), adido militar dos EUA, na frente de sua mulher e de seu filho de 4 anos quando tirava o carro da garagem de sua casa no Sumaré. Se você tiver estômago, veja a impressionante descrição do crime feita pelo comparsa de Diógenes neste link: http://www.ternuma.com.br/chandler.htm
27 de outubro de 1968, atentado a bomba contra a loja Sears, na Água Branca;
6 de dezembro de 1969, assalta o Banespa na rua Iguatemi e fere a coronhadas Jose Bonifácio Guercio, que se encontrava no local;
11 de dezembro de 1968, participa do assalto a Casa de Armas Diana, na rua Seminário onde rouba cerca de 50 armas e fere a tiros o civil Bonifácio Signori;
24 de janeiro de 1969, coordena o assalto ao 4º Regimento de Infantaria em Quintauna onde rouba grande quantidade de armas e munições. Esse assalto marca o ingresso de Carlos Lamarca na VPR;
2 de março de 1969, é preso na Praça da Árvore, na Vila Mariana;
14 de março de 1970, é trocado pelo cônsul do Japão, seqüestrado, e segue para o México, de onde logo segue de volta para Cuba;
dessa data até a anistia, em 1983, mora no Cile de Allende, em vários países da Europa e, finalmente, na Guiné Bissau, África, de cujo governo ditatorial se torna um servidor por alguns anos;
em 1986 aparece como assessor do veredaor do PDT Valneri Neves Antunes, também um ex-VPR, e faz parte do grupo Tortura Nunca Mais;
nos anos 90, ingressa no PT do Rio Grande do Sul.

Passados 40 anos, Lovecchio recebe uma pensão de R$ 571,00 por mês. Diógenes recebeu do Bolsa Ditadura R$ 400 mil, para começar, e mais uma pensão mensal de R$ 1.627,00.

Este, caro leitor, é o país em que você vive. E esta é a gente que vos governa.


Obs.: Sem comentários. Prova de que vivemos numa autêntica República Fascista-Socialista de bandidos (F. Maier).

Christina Fontenelle e a ESG (Escuela Señor Guevara)


MENSAGEM AOS LEITORES - DE VOLTA AO FRONT VIRTUAL - REBECCA SANTORO E CHRISTINA FONTENELLE‏

Antes de mais nada, gostaria de desejar a todos Boas Festas e um 2010 com muita disposição para trabalhar na conquista de nossos ideais e de um futuro melhor.

Por Christina Fontenelle

Caros leitores, amigos, colaboradores Ao contrário do que possa ter parecido, eu jamais abandonei minha luta pela verdadeira democracia, pelo triunfo do bem e da verdade; e pela imprescindível liberdade de expressão, de labor e de ir e vir a que todos os seres humanos
deveriam ter direito.

Não, eu não estava na valorosa e imprescindível luta virtual. Fui ao campo de guerra, sofri ferimentos, mas não perdi nenhuma batalha que fosse importante e necessária para levar exemplos de garra, de luta, de força de vontade, de patriotismo, de coragem de dizer o que deve e precisa ser dito, de perseverança e de altruísmo. Estive, logo depois da mudança residencial de cidade, no início do ano, fazendo um curso , de agosto a novembro deste ano de 2009, na Escola Superior de Guerra – lugar que hoje, infelizmente, devo confessar, posso descrever, na minha opinião, como território de liberdades parlatórias cerceadas, como vigiado, e como onde já exista, digamos, uma indesejável grande quantidade de gente, ou condescendente com, ou sem coragem para mudar, a atual situação corrupto-caótica, esquerdopata e xenófoba anti-americanista em que se encontra nosso país - esta última, especificamente, provocada por pessoas que ainda não foram capazes de separar o povo norte-americano republicano e seus verdadeiros representantes no Congresso e no Governo, das mega-organizações internacionalistas, e, é lógico, de seus representantes, tanto republicanos como democratas, no Congresso e no Governo dos EUA. Agradeço a todos que a mim me escreveram, durante o tempo em que estive ausente da rede; a todos que perseveraram em suas doações mensais e aproveito para agradecer também a todos que belas mensagens de apoio enviaram-me à época em que escrevi meu último texto, pedindo ajuda. Devo muitas mensagens de agradecimento que merecem especial referência particular. Preciso agradecer a muitos amigos, virtuais e não virtuais, individualmente. Ainda os escreverei a todos. Hoje, tenho mais de 14 mil mensagens na caixa de entrada de meu e-mail. É óbvio que não poderei ler todas. Por isso, peço a gentileza de que reenviem as que julgarem indispensáveis e as de cunho particular. Finalmente, o site será reformado e modernizado, até que, a partir de janeiro, possa estar pronto para levar a todos bons artigos e excelentes informações. Espero que 2010 traga mais colaboradores, pois o financiamento pelos leitores é a maior arma que nós da mídia podemos ter para que nosso único compromisso seja com a busca incessante pela verdade e pelas informações que são ocultadas pela grande imprensa – e olha que, hoje eu sei, muito mais por uma questão de sobrevivência do que propriamente de ideologia e/ou de posicionamento. Espero, também, que haja cada vez mais adesões para o recebimento de newsletter, para que as notícias alcancem o maior número possível de leitores. O site, em inglês, também está nos planos, para que o mundo possa nos ouvir e conhecer melhor...Voltando ao curso, devo dizer que fui expulsa da ESG, sob a justificativa de excesso de faltas. Meus colegas de curso, entretanto, sabem, perfeitamente, que houve pessoas que faltaram mais do que eu – e não por estarem agindo em benefício da ESG, como foi o meu caso, na maior parte da vezes em que tive que me ausentar (e, no final do filme abaixo, poderão saber um pouco melhor sobre isso) – nas quais não obtive um só abono, nem naquelas em que houve apresentação de atestado médico. Fui expulsa por discriminação político-ideológica mesmo – o que eu teria facilmente admitido como total e completo direito da Instituição, se tivesse sido esse o motivo declarado oficialmente. Coisa que não aconteceu. Alguma vaga idéia da coisa toda será explicada ao final do filme que assistirão abaixo - que é longo, eu sei, merecendo, porém, ser visto com cuidado. Entretanto, há muito mais o que ser contado sobre este episódio da minha vida, cujo sofrimento só me fez ter mais certeza ainda daquilo que desejo e pelo que lutarei até o fim. Enfim, foi por isso que fiquei sem escrever durante algum tempo, e mais algum para me recuperar de todos os golpes que me atingiram durante aquele período. O resultado, falando apenas no que veio a ser fisica e visivelmente manifestado, foi um distúrbio psicossomático que me fez reter líquidos em excesso (4 Kg de peso ganhos, em 1 mês, somente por isso), que causou feridas e coceiras nas mãos e nos pés e, posteriormente, queda excessiva de cabelos. Ainda hoje estou em tratamento.

Aos colegas de curso, especialmente,

Devo dizer que, já nos últimos dias de curso, recusei-me a fazer minha defesa por escrito – pois tinha e tenho material comprobatório para isso, inclusive tendo recebido faltas em dias nos quais estive presente nas aulas (*) – já que esta tenha sido a única forma a mim oferecida como a que seria válida e aceita. Recusei-me porque, para isso, teria que citar, por escrito, todos os que tivessem tido mais faltas do que eu, todos os que tivessem passado o curso todo 'na internet' (completamente 'não estou nem aí...') e todos para os quais houvessem sido abertas exceções com horários de chegada, de saída, além de licenças para viagens de trabalho. Também teria que revelar os nomes daqueles que seriam, digamos, radicais no sentido de como eliminar os ‘inimigos’ - que, no caso, seriam os corruptos, os empresários, os grandes produtores rurais, 'gente desse tipo', como costumavam expor, à boca pequena, é claro, aqueles cujo livro de cabeceira ainda é o velho O Capital, de Karl Marx. Além disso, teria que citar aqueles que tivessem cometido irregularidades disciplinares descritas nos códigos militares (e elas aconteceram), além de ter que escrever o nome da pessoa que disse ao sub-comandante da Escola ter-me enviado comunicado/aviso preventivo, por escrito, por ter atingido os 3% de faltas – o que JAMAIS ocorreu - e que foi a mesma que nunca levou ao conhecimento do sub-comandante e do comandante que, à certa altura, eu tivesse pedido para que me houvesse sido dada a opção de requerer o meu afastamento do curso – na medida em que o que eu não suportava era ser alienada do mesmo por faltas (já que estas haviam ocorrido por estar eu, na maioria absoluta dos casos, trabalhando pela ESG e já que eu não havia tido nenhuma outra falta qualquer abonada – uma justificada com atestado médico, outra com orçamento de oficina por ter tido o carro quebrado no caminho para a Escola e outra por ter comparecido à missa pelo falecimento do pediatra de meus filhos (amigo de mais de 16 anos), sendo que, nesta última, somente pelo período da manhã). Aliás, raríssimas foram as vezes em que tenha faltado o dia todo.Mas, algumas pessoas, talvez por saberem exatamente o que haviam feito comigo, convenceram-me a fazer uma tentativa não tanto radical... Assim sendo, para evitar maiores e mais e mais constrangimentos, concordei em assinar um documento no qual 'pedia' para continuar no curso, como ouvinte, mesmo sabendo que não receberia certificado no final do mesmo. Assim procedi para que não tivesse que prejudicar ninguém, e, talvez, quem sabe, para que pudesse ter a oportunidade de mostrar à turma que os ideais, a lealdade, a perseverança, a abnegação e o altruísmo fossem valores que precisassem ser cultivados e incentivados (e o são, na minha opinião), COM EXEMPLOS e ATITUDES, e não só com palavras. De que teriam valido minhas atitudes de enfrentamento, de coragem de dizer a verdade, de reagir ao que, a mim pelo menos, perecesse errado, se, na hora em que tivesse que suportar o exercício do sacrifício, eu simplesmente tivesse colocado meu orgulho, minha raiva, meu ego em primeiro lugar? Não. Eu precisava mostrar ao grupo que servir e se sacrificar pelos outros deve fazer parte da vida daqueles que têm autoconfiança, que acreditam no que fazem e no que possa haver de corajoso e de valioso nos seres humanos. Nesse meio tempo, entre espera resposta daqui, aguarda procedimento dali, o comandante da ESG ordenara a minha retirada da Escola - sem que, naturalmente, absolutamente uma única só palavra a respeito disso me tivesse sido comunicada. O que somente aconteceu quando faltavam nada mais do que 5 dias para o término do curso.

Tanto é assim que foi por 'pura e santa intuição' que não tenha comparecido ao momento da foto oficial de turma e da cerimônia à Bandeira - coisa que a mim foi cobrada pelo comandante, para minha enorme surpresa, na reunião que tivemos no último dia em que estive naquela Escola, que, ao ter-me visto ao final do café da manhã coletivo naquela oportunidade, interpretou como se tivesse se tratado de ato desafiador de minha parte às suas ordens.

Enfim, ao saber daquela decisão do comando da ESG, é lógico, pedi audiência com o subcomandante e com o comandante. Afinal, queria eu saber, o que poderia significar aquele tratamento que a mim dispensavam, o que poderiam eles não estar sabendo e/ou mesmo sabendo de forma distorcida. Pois bem, durante minha audiência somente com o subcomandante, primeiro, e, três dias depois, com ele e com o comandante da ESG, pude dizer aos mesmos tudo o que pensava sobre o que se passava com as FFAA, com a Escola, com a hipocrisia disciplinar, aplicada com diferente rigor, entre uns e outros, e na qual, muitas vezes, alguns se escudavam para simplesmente não fazer o que devesse ser feito. Pude falar da vergonha que sentia das FFAA pela falta de reação às calúnias que se professam a respeito do Contragolpe de 1964; pela entrega de medalhas a conhecidos terroristas; pela submissão à realidade corrupto-esquerdopata que se instala no país; e pelo fiel e voluntário descumprimento à Constituição no que diz respeito ao juramento de manter a liberdade, a democracia e a integridade constitucional e territorial de nosso país – diante de um visível, inegável e contínuo aviltamento de cada um destes itens, já a alguns governos, mas principalmente neste último. Ao ouvir que as FFAA deveriam ser apolíticas e não ter ideologia, aterrorizada, fui obrigada a dizer que, em sendo assim, passaria a lutar para que o povo passasse a ter direito de eleger aqueles a quem permitiria portar as Armas e usar fardamentos das FFAA, já que, o mínimo que se esperava das mesmas era de que tivessem, sim, compromisso POLÍTICO e IDEOLÓGICO constitucinalmente estabelecido com a DEMOCRACIA e com a LIBERDADE, como sempre havia sido demonstrado haver na História de nossas FFAA.Disse também ao comandante da ESG, como a mim me fora imputado, que não julgava ter cometido erro nenhum durante a aula inaugural, com as observações que fiz, porque eu penso que quem sobe ao púlpito como mestre tem a obrigação de respeitar a inteligência e o nível de informação de sua platéia, não devendo, de forma alguma, falar sobre o que não sabe e/ou dizer coisas que possam vir a ofendê-la, por parecer achar que esteja diante de pessoas que não considera inteligentes, bem informadas e capazes de raciocinar. Assim sendo, considero dever incondicional do ouvinte informar ao professor sobre aquilo que se pense, que se saiba, com boa argumentação, para que o mesmo se reoriente em relação ao rumo que deva dar a sua aula. Ou seja, quando este tipo de situação acontece, o ofendido é quem está na platéia e é quem tem o dever de informar ao mestre para que este tenha a oportunidade de transformar sua aula. Ao contrário, ofendendo, sim, ao mestre, estarão aqueles que não lhe derem essa chance, por estarem, preconceituosamente, duvidando de sua capacidade, de seus conhecimentos e por estarem lhe roubando a oportunidade de ensinar o que de melhor possa ter para fazê-lo. Aproveitei para falar sobre a oportunidade que se perde ao não se permitir que material intelectual, especialmente os produzidos por militares, seja oficialmente comercializado, principalmente em ambientes acadêmicos, nos quais, obviamente, está concentrado o público mais interessado em assuntos que geralmente são específicos. Vender este material onde? Nas Bienais? Não me parece uma regra disciplinar inteligente. Penso que, em cada unidade militar do país, devesse haver uma loja que pudesse vender lembranças, brindes e principalmente material intelectual. Isso geraria renda, promoveria propaganda e patriotismo e poderia vir a dissipar pontos de vista pouco conhecidos sobre vários temas, já que a indústria editorial privada quase não se interessa por este tipo de literatura. Achei que seria bom deixar esse meu ponto de vista bem marcado, uma vez que havia citado, em puro instinto de defesa, que, se os princípios disciplinares, insistentemente alegados para o meu desligamento (no caso, as faltas) fossem tão inalienáveis em relação ao meu caso, também, e muito mais, o deveriam ser em relação a aqueles que deveriam dar o exemplo. Como se isso já não tivesse sido o bastante, estes mesmos que o exemplo deveriam dar e que somente de alguns exigiam 'tanta inquebrantável disciplina regulamentar' tenham sido aqueles que simplesmente ausentaram-se do curso, acompanhados por um dos próprios estagiários, por cerca de 4 dias inteiros - o que, por si só já seria suficiente para reprovar este estagiário, também como a mim era alegado, por excesso de faltas, principalmente, se estas tivessem sido (e não foram) suas únicas ausências ao longo do curso. Por acaso este aluno viria a ser, também, retirado do curso? É claro que não - como não o foi. E nem era de meu especial interesse que ninguém o tivesse sido, na medida em penso terem todos feito o melhor que lhes estivesse ao alcance, como eu mesma o o tenha feito, para fazer um bom curso.

Entretanto, é engraçado como pessoas que estufam o peito e apontam seus dedos com tanta facilidade para os supostos erros de outras sintam-se tão ofendidas quando o mesmo acontece com elas - apesar de saberem não ter razão, nem no que tenham feito, e muito menos para que venham a se melindrar. Porém, ao contrário, fazem-se de vítimas, de injustamente atacadas, por aqueles que simplesmente tenham dito a verdade, de modo a transformarem este último num monstro. Não, não há monstruosidade nenhuma naqueles que estejam se defendendo, honestamente, do que julgam ser a prática de uma injustiça contra si, principalmente quando não puderem ter contado com o apoio, com a presença, nem ao menos com a possibilidade de terem tido um tempo para dialogar, com aqueles que, hoje, se fazem de vítima, durante todo o processo que tenha acabado resultando numa situação extremamente desagradável, constrangedora e que tivesse podido, com um mínimo de diálogo, de honestidade e de previdência, ter sido evitada. Da mesma forma, aproveito para dizer aos colegas que não pude comparecer ao churrasco de fim de curso, por estar em reunião com o comandante da ESG, em horário incompatível, e que, igualmente, não pude comparecer à cerimônia de formatura por estar proibida de pisar em solo esguiano. Mas, enviei alguns recados por colegas, que não sei se chegaram a ser repassados. De qualquer forma, ao ler o discurso proferido pelo orador da turma durante a cerimônia, e que suponho ter sido aprovado por todos, pude perceber que fui especialmente homenageada na parte em que dizia: “E se, em algum momento do presente ou do futuro, alguma voz dissonante, se levantar contra a Escola ou contra as pessoas honradas que aqui labutam diariamente em prol da pátria, 28 vozes uníssonas se levantarão na defesa da verdade, da honra e da dignidade com que esta casa vem desempenhando seu glorioso papel na História do Brasil”. Gostei especialmente da precisão do número 28 – 28 vozes – o que, honesta e evidentemente, me exclui do grupo (que, comigo, era de 29 alunos), mas, ao mesmo tempo, lembra a todos de minha passagem por ele. Graças a Deus! Porque, minha voz dissonante levantar-se-á, sim, se for para o bem da Escola, para o bem do Brasil e para o bem dos que por ela passarem; se for para que os que não ajam com coragem e com empenho pelo bem da mesma nela não permaneçam; se for para que nela sejam feitas todas as mudanças necessárias a fim de que na mesma possam voltar a conviver a verdade, a justiça, a liberdade e o compromisso com a descrição honesta das realidades nacionais; se for para que psicólogos e professores que, por acaso, quem sabe, possam estar recebendo diárias anuais acima da média de todos os que por lá trabalhem, não sejam talvez os olhos e as vozes que possam estar decidindo quem fica e quem não fica na Escola; e, principalmente, se for para livrá-la de todo e qualquer aparelhamento e patrulhamento político-ideológico, pois concordo plenamente que 'esta casa', em tempos passados, tenha realmente, 'desempenhado seu glorioso papel na História do Brasil'. Quanto à parte que fala sobre as “vozes uníssonas”... que “se levantarão na defesa da verdade, da honra e da dignidade com que esta casa vem desempenhando seu glorioso papel na História do Brasil”, fico pensando... Será que vozes que não tenham sido capazes nem de se levantar para defender ou para protestar contra o que se passava comigo, que era visivelmente injusto, por ter sido simplesmente notório o fato de que havia quem tivesse faltado mais do que eu ao curso... (Está certo, nem eu valia à pena nem a causa era tão grande e importante assim como a de uma defesa da ESG)... Mas que era uma causa tão pequena e tão próxima, serão capazes de se levantar para defender grandes causas? É que grandes causas exigem comprometimento que, certamente, resultam em conseqüências, que podem nem sempre ser fáceis de lidar... Sei que é difícil escrever discursos... Saibam que, EM TODOS OS MOMENTOS em que estive no curso, fui, DE TODAS AS FORMAS, solidária a vocês, até mesmo quando não tinha condições, nem pessoais nem financeiras de o ser, particularmente com o orador, divulgando e defendendo suas habilidades e conhecimentos como historiador, bem como sua palestra registrada em DVD. Lamento, portanto, não ter recebido nem um único telefonema, nem um único e-mail de solidariedade de absolutamente ninguém. Certa vez, durante nossa viagem a São Paulo, surpreendi um colega de classe falando mal de minha pessoa, em voz alta, com um dos dirigentes do grupo, dentro do ônibus - o que, certamente, fez com que muitos que lá estivessem pudessem ter ouvido tais comentários. Talvez, quem sabe, possam ter-lhes dito coisas a meu respeito que, fora de contexto, tenham lhes feito fazer juízo errado a respeito do que quer que tenha feito e/ou dito, quando estive na presença do subcomandante, na do comandante da ESG e até em outras ocasiões... Costuma-se muito atualmente dizer que sobre fatos há sempre pelo menos três verdades: a de um lado, a de outro lado e o que realmente tenha acontecido. Não concordo. Fatos são fatos e por trás deles só há uma única verdade – aquilo que realmente aconteceu. O que varia sobre um mesmo fato são as versões dos que nele estiverem envolvidos. Essas sim podem ser várias. Mas, se bem apuradas e bem investigadas, dentro de condições normais e sem trapaças, provas concretas e circunstanciais acabarão por fazer prevalecer aquela versão que mais se aproxime do que quer que realmente tenha acontecido. Verdade está relacionada a fatos, a provas; versões relacionam-se a pontos de vista pessoais sobre fatos. Jamais se deixem iludir por esta falácia que pretende relativizar a verdade, sempre com propósitos ilícitos de favorecer esse ou aquele, isso ou aquilo. Não guardo mágoas porque quem deve julgar as pessoas é Deus e porque realmente acredito na capacidade humana de mudar para melhor... Porque é assim que eu gostaria que fizessem comigo... Porque provoca doenças... Porque considero tratar-se de pobreza de espírito... Porque simplesmente falo o que penso, na frente das pessoas e não por trás delas, o que penso tratar-se de falsa polidez, covardia e falta de amor pelo próximo - com raríssimas ocasiões em que se deva abrir exceções...O filme acima é uma paródia sobre minha estada na ESG. Está cheio de argumentos para reflexão a respeito de nossas vidas. Espero que gostem. É longo, mas pode valer à pena. Ao final, há um texto. Na verdade, esse episódio mereceria um livro... Quem sabe não acabe transformando-se em um, já que tantos detalhes não caberiam em outro formato, para que tudo pudesse ser dito e muito bem explicado...

Guardo boas lembranças, também, da ESG... Da primeira cena que vi naquela Escola, que foi a do soldado Leonardo discursando, em sua despedida. Bendito foi aquele pronunciamento que se atreveu, no bom sentido, é claro, a fazer um paralelo entre um pensamento do filósofo Sócrates e um trecho de um dos Salmos bíblicos. Foi muito emocionante e muito acertado... Do incentivador, misericordioso e brilhante discurso do Tenente Coronel Barroso para um determinado palestrante. Discurso que aplaudi de pé – sozinha evidentemente. Entretanto, ainda bem, depois das curtas palavras do emocionado palestrante, todos também aplaudiram de pé... Da gentileza, da solidariedade e da inteligência do Sargento Alexandre... Da boa vontade do soldado Dias... Da paciência e da sensibilidade do Tenente Coronel Esteves... Da solicitude do Coronel Freire... Da atenção e do apoio do Coronel Barros Moreira, embora possamos ter discordado um pouco sobre formas e meios, já no finalzinho de meu suplício naquela escola... Do carinho e da atenção do João Paulo, por quem tinha especial carinho devido à sua semelhança com meu irmão mais novo, e a quem também admirava, principalmente por causa da sensibilidade...
Daqueles que admirava: Barroso, Medina, Robmilson...
Daqueles cujos sorrisos me animavam: Rodrigo e Borges Do pessoal da limpeza e do cafezinho que com tanto carinho me tratava... Da Sra. Maria Eliza, de quem não tive oportunidade de me despedir, mas de quem, diariamente, procurava saber notícias e enviar recados de que estaria disponível para ajudar no que quer que precisasse. Não sei se ela jamais ficou sabendo disso... Do herói rebelde, do rebelde útil, que foi o nome pelo qual passei a chamar o admirável CEL. CELESCUEKCI, do DEA, e de seu companheiro de palestras - os dois homens sérios, brilhantes e gentís... Que foram testemunhas de grosserias explícitas a mim dirigidas, mas que foram capazes de ficar ao meu lado e de, ao final do dia, deixassem, para que levasse no meu coração, palavras de solidariedade... E do passeio de helicóptero, é claro...
Dos inteligentes, solícitos, receptivos e educadíssimos funcionários civís e militares de Aramar...
Do Major Mariano, que veio de Manaus ao Rio de Janeiro para nos brindar com uma excelente palestra e com raras atitudes de gentileza e de solidariedade que só grandes homens são capazes de ter...
(*) Na aula do Cel. Freire, por exemplo, cuja minha presença na mesma foi confirmada, pelo próprio, ao subcomandante, levei falta em 7 tempos.


Obs.: Christina Fontenelle adota o pseudônimo Rebecca Santoro em seus escritos virtuais. Infelizmente, a ESG dos tempos petistas se transformou em um centro esquerdista de quinta categoria. Até terroristas do messetê são convidados para realizar palestras naquele antro. A ESG deveria mudar sua denominação para Escuela Señor Guevara (F. Maier).


Jobim: novo churrasqueiro de Lula ou taifeiro-mor?

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Estágio Básico do Combatente do Pantanal


Estágio Básico do Combatente do Pantanal

Por Hiram Reis e Silva (*)


Porto alegre, RS, 14 de dezembro de 2009

“A disciplina militar prestante
Não se aprende, Senhor, na fantasia,
Sonhando, imaginando ou estudando,
Senão vendo, tratando e pelejando”.
(Luis Vaz de Camões - ‘Os Lusíadas’)

Dois militares morreram, na tarde de 26 de novembro, durante treinamento na base militar do Comando do 6º Distrito Naval de Ladário, Corumbá, Mato Grosso do Sul. O cabo do Exército Diego Augusto de Lima Leite e o soldado Antônio José dos Santos Neto, ambos de 21 anos, regressavam de uma patrulha, quando se sentiram mal e desmaiaram. A equipe médica agiu prontamente e, logo depois do atendimento de emergência, os militares foram evacuados para o Hospital Naval da Marinha. A equipe médica realizou, por meia hora, tentativas de reanimação, sem sucesso.

“O cabo Lima Leite estava num estado de saúde diferenciado, mais grave. Ele passou mal de imediato, rapidamente. Foi levado de helicóptero, acompanhando por um médico, porque era mais grave. A capacidade na aeronave era para dois lugares. O outro (soldado Antônio José) foi de voadeira para o hospital”, relatou o comandante da 18ª Brigada de Infantaria de Fronteira, general-de-brigada Roberto Jungthon.

Infelizmente, tragédias como essa se prestam para que abutres apátridas mostrem suas garras e tentem macular a mais prestigiada Instituição Nacional, o Exército Brasileiro, conforme afirmam as inúmeras pesquisas de opinião ao longo dos anos. A imprensa, muitas vezes, revanchista e mal informada, dá ouvidos aos indisciplinados e rancorosos que nada têm a oferecer senão o escárnio aos princípios basilares que regem a secular corporação militar.

“Nos bancos escolares castrenses, nos freqüentes exercícios práticos, nas missões internacionais e no intercambio com as Forças Armadas de nações amigas, com perseverança, é buscado o aperfeiçoamento profissional. Buscas singulares, bastante abrangentes e diversificadas. (...) O exigente ensino militar é movido por pedagogia ímpar, pois diferentemente da comum no ensino acadêmico, o aprendizado dos instruendos muito mais pesa sobre o ombro do instrutor militar do que sobre o do instruendo. Afinal, a mentalidade militar julga ser uma temeridade levar para a guerra gente despreparada”. (Cel R/1 Jorge Baptista Ribeiro)

- Mortes sem suspeitas no 17° Batalha de Fronteira

“Pois, aqui, Senhor,
Da mistura de lama e sangue
Do passado,
Empunhando o aço
De divina têmpera,
Criastes o Guerreiro do Pantanal,
A subjugar o invasor...
E o adverso”.

“O Estágio Básico do Combatente do Pantanal (EBCPAN) é uma atividade prevista para as Organizações Militares da 18° Brigada de Infantaria de Fronteira (18 Bda Inf Fron). O EBCPAN, estava previsto no 17° Batalhão de Fronteira (17 B Fron) desde novembro do ano passado (2008), portanto uma atividade regulamentar, com Ordem de Instrução, Quadro de Trabalho Semanal e aprovação do General Comandante da Brigada.

O exercício transcorreu de forma profissional, com uma equipe de instrução bem orientada e consciente dos seus deveres e responsabilidades.

Consistia em dois dias em forma de rodízio de pelotão, com as seguintes instruções: Tiro de Ação reflexa diurno e noturno, Pista de orientação diurna e noturna, Tiro embarcado, Tiro contra embarcação, Pista de Combate à Localidade e Pista de TAI. No segundo dia de exercício, os participantes montaram uma base de patrulha e foram liberados para o descanso às vinte e uma horas, sendo que a alvorada foi às seis do dia seguinte.

Nos dias seguintes, foram realizadas três patrulhas, tendo como comandantes três tenentes. Essa fase foi transcorrida como um adestramento nível Pelotão, portanto os Comandantes de Pelotão recebiam a missão e planejavam a utilização do tempo (inclusive com tempo previsto para descanso).

O Cabo e o Soldado falecidos passaram mal no último dia de instrução e foram socorridos imediatamente. Conforme o plano de segurança, houve uma mobilização rápida e eficiente da coordenação do exercício, da equipe de saúde, do Posto médico da guarnição de Corumbá, do Hospital Naval de Ladário e do 4° Esquadrão de Aviação Naval (houve evacuação aero médica).

Foi constatado na autópsia que o CABO ESTAVA FAZENDO USO DE TRÊS TIPOS DE ANABOLIZANTES e o SOLDADO ESTAVA TOMANDO ANFETAMINAS por ocasião do exercício no terreno. Cabe ressaltar que a automedicação era proibida.

Em virtude da sobrecarga no sistema imunológico, no sistema renal - linfático e no sistema cardiorrespiratório, em virtude do uso das drogas, os militares não reagiram adequadamente às atividades físicas e tiveram uma fatal e fulminante parada cardiorrespiratória (segundo laudo do IML).

O email intitulado ‘MORTES SOB SUSPEITA (17 B Fron)’, é de origem de um sargento de Forte Coimbra que está agregado ao 17 B Fron. O referido sargento responde a seis processos na justiça militar, sendo um deles por insubordinação. O mesmo sargento divulgou um e-mail caluniando o Capitão Comandante de Forte Coimbra, e um dos processos pelo qual está respondendo é em virtude desse e-mail.

Não satisfeito o mesmo sargento fundou a filial da Associação de Praças do Exército Brasileiro (APEB) em Mato Grosso do Sul e agora está fazendo denúncias infundadas envolvendo o Comando da 18 Bda Inf Fron, o Cmdo do 17 B Fron e caluniando diretamente outros militares.

Toda informação diferente da prestada por este email é inverídica.

Por favor repassem para todos conhecidos e esclareçam a situação”.

Assinam: Todos os militares do 17 B Fron que são comprometidos com o Gigante Pantaneiro e com a Instituição a que servimos.


Solicito Publicação

(*) Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva
Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)
Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)
Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB)
Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS)
Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional

Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br/

E-mail: hiramrs@terra.com.br

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

COPO 51 - Lula vai tirar o mundo da merda...


Pensão Militar

Texto retirado do "site" da Marinha;

5. A PENSÃO MILITAR

É a importância paga, mensalmente, aos beneficiários do militar falecido ou assim considerado, nos termos da Lei. É de origem bicentenária (1795-período colonial, antes de surgir na Alemanha em 1883, o embrião da previdência social).

Os militares da união (da ativa e inativos) sempre contribuíram para a pensão militar. Todos os militares da união (da ativa e inativos) contribuem, mensalmente, com 7,5% para a pensão militar e com até 3,5% para a assistência médico-hospitalar, sobre os seus proventos. Vale destacar que os Art 142 e 144 da CF/88 estabelecem as atribuições das Forças Armadas e das Forças Auxiliares. As Forças Auxiliares possuem um sistema previdenciário vinculado aos Estados da Federação.

Mesmo quando na inatividade, o militar permanece vinculado à sua profissão. Nessa situação, o militar é classificado em dois segmentos bem distintos -a reserva e a reforma. Os militares na reserva estão sujeitos a leis militares, em especial ao Estatuto dos Militares e ao Regulamento Disciplinar, podendo ser mobilizados a qualquer momento. Esse elenco de especificidades, inerentes à profissão, enforma o aparato legal que regula as diferentes situações e relações do militar no Estado.

Portanto, ao se abordar o tema da remuneração dos militares na inatividade, devem ser consideradas as peculiaridades do ofício do militar, anteriormente analisadas.
A questão da remuneração dos militares federais na reserva e dos reformados, bem como das pensões, é percebida a partir de conceitos, de entendimentos e de uma suposta racionalidade que não se amparam na legislação vigente e nem na realidade.

O que se observa, quanto a essa discussão, na maioria das vezes, é um verdadeiro exercício de ficção e de total desconhecimento do assunto, que se tomam evidentes até mesmo no emprego de conceitos básicos. Assim, com muita freqüência, constata-se a referência ao regime previdenciário dos militares.

Ora, os militares federais nunca tiveram e não têm um regime previdenciário estatuído, seja em nível constitucional, seja no nível da legislação ordinária. Essa característica é histórica no Brasil. O Art. 142, da Constituição Federal, no inciso X do seu parágrafo 32, estabelece, literalmente, que a lei disporá sobre o ingresso nas Forças Armadas, os limites de idade, a estabilidade e outras condições de transferência do militar para a inatividade, "consideradas as peculiaridades de suas atividades". Que significa isto? Significa que as condições de transferência do militar para a inatividade, inclusive os seus vencimentos, são estabelecidas a partir das peculiaridades das atividades do militar, peculiaridades essas que não são consideradas, portanto, apenas para efeitos de remuneração na ativa e de contrato de trabalho, mas se estendem às demais relações de trabalho do militar . Essa perspectiva é histórica, mais que centenária, na legislação brasileira.
As condições de transferência do militar para a inatividade e de percepção de pensões estão estabelecidas no Estatuto dos Militares (Lei n° 6.880, de 09 de dezembro de 1980), na Lei de Remuneração dos Militares (Medida Provisória n° 2.215-10, de 31 de agosto de 2001) e na Lei de Pensões (Lei n° 3.765 de 04 de maio de 1960).

Em todos esses diplomas legais e na própria Constituição Federal, como já foi dito, nunca houve e não há qualquer referência a sistema ou a regime previdenciário dos militares federais. Portanto, não há regime previdenciário dos militares e, logicamente, não há o que referir a equilíbrio atual do regime previdenciário dos militares federais, porque ele não existe e por essa razão, quase que ontológica, porque não existe, não pode ser predicado e, conseqüentemente, não pode ser contributivo, nem de repartição. A remuneração dos militares na inatividade, dos reformados e
os da reserva, é total e integralmente custeada pelo Tesouro Nacional.

Portanto, os militares não contribuem para "garantir a reposição de renda" quando não mais puderem trabalhar. Essa garantia é totalmente sustentada pelo Estado. Os militares federais contribuem, sim, com 7,5% da sua remuneração bruta para constituir pensões, que são legadas aos seus dependentes e com 3,5 % , também da remuneração bruta, para fundos de Saúde. Cabe ressaltar que as origens da pensão militar, no Brasil, remontam ao Século XVIII, quando criado o Plano de Montepio Militar dos Oficiais do Corpo da Marinha, em 23 de setembro de 1795. Este documento foi o primeiro ensaio no sentido de assegurar à família do militar falecido assistência condigna e compatível com o ambiente social em que vivia. Portanto, o advento da pensão militar tem uma historicidade que antecede mesmo ao movimento previdenciário no Brasil, cuja origem é atribuída à Lei ELOY CHAVES de 1923.

O desenvolvimento histórico da legislação brasileira sobre pensões militares reforça sempre o sentido da constituição de um patrimônio que, após a morte do militar, será legado aos seus dependentes. É por isso que o militar contribui, durante toda a sua vida profissional e na inatividade, até a sua morte, para formar esse patrimônio. É necessário entender esses fundamentos que têm sustentado, historicamente, no Brasil, a instituição de pensão militar .
Não se trata de um sistema de repartição, em que um universo de contribuintes sustenta um universo de beneficiários. Essa visão é extemporânea à gênese da instituição da pensão e pode provocar decisões equivocadas e danosas. Inúmeros cálculos já realizados indicam que, com uma remuneração anual de 6%, os recursos arrecadados com essas contribuições atendem à despesa com a pensão do militar por toda a vida do seu cônjuge e dos seus filhos e, se considerarmos os descontos de 7,5 % sobre a remuneração bruta, procedimento em vigor a partir de dezembro de 2000, o capital acumulado suporta por tempo infinito o pagamento das pensões dos herdeiros do militar.

Outro aspecto que precisa ser esclarecido diz respeito a, aproximadamente, 40.000 pensões especiais decorrentes de múltiplos diplomas legais e que não se referem a militares nem têm a contrapartida de uma contribuição que a sustentem. No entanto, as despesas com essas pensões especiais são computadas à conta das pensões militares e correspondem a quase 34% desse total.
Tem sido também difundida pela mídia "a questão das filhas dos militares" que recebem, por todas as suas vidas, pensões. Desde de 29 de dezembro de 2000, não existe mais esse direito, que era também centenário. Todos os cidadãos que ingressaram nas Forças Armadas, a partir daquela data, não foram mais amparados pela antiga disposição legal. Estabeleceu-se, então, uma regra de transição para aqueles que, naquela data, já fossem militares. Por essa regra, todos os que desejassem manter esse direito deveriam descontar

PROPORÇÃO ENTRE MILITARES ATIVOS E INATIVOS

Ao contrário do que tem sido divulgado em órgãos de comunicação, nas Forças Armadas a proporção entre militares na ativa e inativos é de 3 para 1.

PENSÕES ESPECIAIS

No caso das Forças Armadas, a Lei de Pensões N° 3.765, de 4 de maio de 1960, não é a única a amparar os inativos e as pensionistas.

Ao longo dos anos, outras leis estabeleceram situações específicas, concedendo pensões especiais a pensionistas militares e a civis, que, na verdade, não atendiam aos requisitos impostos pelas necessidades das Forças Armadas. Nesse universo, uns não contribuíram para a pensão militar (a maioria) ou não contribuíram de forma proporcional ao benefício concedido. Como exemplo, podem ser citados os seguintes diplomas legais:

• Decreto-Lei n° 8.794, de 23 de janeiro de 1946, que estabelece pensão para os herdeiros de ex-combatentes da FEB, na 2ª Guerra Mundial;
• Lei n° 3.738, de 4 de abril de 1960, que estabelece pensão para viúva de militar ou funcionário civil atacado de tuberculose ativa, alienação mental, neoplasia maligna, cegueira, lepra, paralisia ou cardiopatia grave;
• Lei n° 4.242, de 17 de julho de 1963, que estabelece pensão de 2° Sargento para os excombatentes da 2ª Guerra Mundial, incapacitados, que participaram ativamente das operações de guerra.

O PESO DAS PENSÕES ESPECIAIS NA DESPESA GLOBAL

Para que se tenha uma idéia do impacto provocado nas contas por estes pensionistas especiais, nas Forças Armadas brasileiras como um todo, no ano de 2002, eles representaram cerca de 25% do total dos pensionistas e 24% das despesas com pensões.

Colégio Militar vence Olimpíada Nacional de História e Matemática

Olimpíada Nacional de História e Matemática‏

REPASSANDO, SEMPRE ORGULHOSO DO ENSINO DO NOSSO GLORIOSO EXÉRCITO.

Olimpíada Nacional de História e Matemática

Prezados e distintos amigos.Tenho a imensa satisfação, mesclada com arroubos de orgulho e vaidade mal disfarçados, de informá-los que o Colégio Militar do Recife logrou os seguintes êxitos nas olimpíadas a seguir: Olimpíada Nacional de História.

Inscreveram-se, em todo o Brasil, mais de 4000 equipes compostas de 03 alunos cada, do 9º ano ( antiga 8ª série) do Ensino Fundamental ao 3º Ano do Ensino Médio. 300 equipes foram classificadas para a final realizada em Campinas-SP, tendo o Colégio Militar do Recife classificado duas equipes. Resultado: As duas equipes do CMR foram premiadas com a Medalha de Bronze.

Vale ressaltar, que os nossos alunos que concorreram eram do 1º Ano do Ensino Médio, competindo com alunos do 2º e 3º Anos, e também, vestibulandos de outras instituições de ensino.

Olimpídas Nacional de Matemática. Dois alunos do Colégio Militar do Recife ganharam Medalha de Ouro. Um do 6º e o outro do 7º Ano. Daí o orgulho e a vaidade mal disfarçados.
Um grande abraço.

Obs.: Texto recebido de meu amigo Zeca Conceição (F. Maier).

A Merda na República de Mamar


Centoteta, a vaquinha petista...


Repassando.

OJBR

Estimados colegas

Infelizmente, depois do PresRep ter maioria avantajada no Supremo Tribunal Federal, além das maiorias no Senado e Câmara, podemos dizer que Serrão, de quem não sou fã como crítico, tem razão quando diz que nos vivemos num "Estado tecnicamente totalitário". Na minha opinião os chefes militares, neófitos em Ciência Política e apóliticos, por não integrarem, como no Geisel, Castelo Branco e nenhum grupo que faça política, estão deixando o barco correr, pelo menos enquanto estiverem ganhando polpudas diárias e cargos no STM, IMO e ONU. O Brasil não merece....


domingo, 13 de dezembro de 2009

A Merda na República de Mamar

Jorge Serrão

Até quando agüentaremos viver na escatológica República de Mamar? Eis a questão difícil de ser respondida por brasileiros. Afinal, nos acostumamos, ao longo da história tupiniquim, a sobreviver em um lugar onde é mau costume mamar nas tetas de um Estado - autoritário e que explora seus recursos naturais, financeiros e humanos até o esgotamento. Não é à toa que esgoto tem tudo a ver com Detrito Federal.

O espaço público parece dominado pela merda. Em seu Estado puro. Por isso não cabem críticas ao popular chefão, apenas porque ele falou merda em um recente discurso de governo. $talinácio vive em permanente campanha eleitoreira para se dar bem. Falar ou fazer merda pouco importa para um sindicalista de resultados. O que interessa é o resultado favorável aos esquemas armados. Se a merda feder além da conta, aperta-se o botão da descarga. Lula é nosso general Cambronne – o que fala merda e depois jura que não falou.

Pelo menos Lula foi sincero ao constatar que o povo brasileiro vive na merda. Mas merda brasileira é muito maior do que parece. A maioria se acostumou ao fedor institucional. Eis porque, sempre que pode, o brasileiro tira proveito da sujeira reinante. A maioria aceita se misturar à merda que nos governa historicamente, para mamar nas tetas do Estado escatológico. Há quase 510 anos nos acostumamos com os desarranjos de uma colônia de exploração. Povo cagado; nação infeliz.

Voltemos aos problemas centrais da República da Mamar. Favor não confundir com a famosa República de Weimar (alemã, dos anos 30, antecessora do III Reich). As duas são apenas muito parecidas. A nossa tem um líder carismático e que se delicia com o poder. Cheio de cacoetes autoritários, ele tira bom proveito de um Estado tecnicamente totalitário, infectado por podres poderes. Resultado natural da escatologia política, econômica e social do Brasil. O Executivo engole os outros poderes. E a máquina de propaganda vende a ideia de que tudo está bem, no melhor dos mundos. Heil, Lula Vargas da Silva! Eis o Nazipetismo (Nacional Socialismo Petralha) que ajuda a engordar os ratos de esgoto.

Na República de Weimar, o líder em ascensão engoliu o parlamento. Tacou até fogo nele! Na República de Mamar, o líder descobriu que é mais fácil e lucrativo cooptar o Legislativo. Tocar fogo pra quê, se os eleitos preferem se purificar nas chamas dos mensalões ou outros clientelismos menos votados? E o chefão daqui ainda conta com a ajuda “constitucional” para reinar através de medidas provisórias. Eis o despotismo legitimado.

Na República de Weimar, o Judiciário também foi conivente com o poder em ascensão. Na República de Mamar, onde a injustiça reina historicamente, o Judiciário vai pelo mesmo caminho. A Segurança do Direito Natural (pressuposto da Democracia que nunca existiu por aqui) nunca esteve tão ameaçada. Decisões do Judiciário atentam contra a elementar liberdade de expressão – garantida na Constituição. Foi apenas uma constatação de que algo vai muito mal a recente decisão do Supremo Tribunal Federal de não interromper a censura imposta judicialmente ao jornal Estado de S. Paulo, em favor do clã Sarney.

Aliás, Sarney e outras famílias (bem ou mal votadas) são símbolos muito vivos da nossa República de Mamar. Em um Estado escatológico como o nosso, uma merda supera a outra. Eis por que os recentes escândalos de Sarney (aliado chave do nazipetismo) já caíram no esquecimento. Agora só se fala em outro José: o Arruda! E a planta de cheiro forte virou o símbolo único da corrupção. A mídia colabora para a criação pública da imagem de que só existe o Arruda de errado no Grande Detrito Federal do Brasil. Ilusão Justa e Perfeita! Em ambas as colunas da descarga do vaso sanitário!

No meio de tanta merda, escondem-se os dois maiores dos roubos praticado pelo Estado escatológico: o da usura e o dos impostos. O Bolcheviquepropagandaminister do nazipetismo nos vende a imagem de progresso econômico. O Brasil reinventou o capimunismo. O Estado descobriu como esbanjar cada vez mais recursos. Bastou formar uma sociedade (joint venture) com os banqueiros que faturam cada vez mais. Releia os artigos: O Triunfo da Vontade de Stalinácio e seus banqueiros e Tudo que eu queria era saber por quê...

O mecanismo é cínico e perverso no primeiro grande roubo. O Estado, através do Banco Central, mantém os juros altos. Os bancos cumprem dupla missão no acordo. Ajudam a rolar a dívida pública impagável, segurando a onda dos títulos podres do governo. Em troca, têm permissão para emprestar dinheiro para a sociedade, a juros elevadíssimos e sob taxas abusivas. O crédito viabiliza o consumo que ajuda a inflar a popularidade do Chefão. Até o dia em que a casa cair. Se é que vai cair... Mas a chance de desabar é grande... Os diamantes são eternos. As bolhas econômicas, nem sempre...

O segundo grande roubo nem é sentido pelos pobres que consomem e sustentam a popularidade do Chefão. É o roubo promovido pelos impostos. Os números da injustiça são oficiais – tabulados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Em 2008, quem ganhava até dois salários mínimos (classe média baixa) sentiu no bolso uma carga tributária de 53,9%. No mesmo ano de 2008, quem ganhava mais de 30 salários mínimos (em geral políticos, magistrados ou grandes executivos) sentiu uma carga de impostos de apenas 29%. Mais escatologia que isto, impossível.

Eis as merdas produzidas ou mantidas pelo Nacional Socialismo Petralha na República de Mamar. Precisamos mandá-las para o vaso sanitário da História. Tais sujeiras institucionais e sistêmicas (autoritarismo, corrupção, usura e impostura) ficam bem escondidas da maioria do eleitorado. São quatro temas que precisam ser explorados devidamente pela oposição (se é que ela existe realmente) na campanha eleitoral que se avizinha.

Quem se habilita a comprar a briga contra tanta merda?

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

Lula, o filho do Brasil


LULA, FILHO do BRASIL

Aileda de Mattos Oliveira (*)

Chega-nos ao conhecimento mais uma demonstração de desequilíbrio psíquico do pífio representante da nação brasileira. A partir de sua ascensão, foram-se perdendo valores que cultivávamos como habituais normas de conduta. Essas mudanças são consequências das alterações semânticas, aceitas pelos órgãos jornalísticos, hoje, também, pouco afeitos à limpidez das idéias. Tais alterações são produtos dos erros de raciocínio e da falta de intimidade vocabular, que a incontinência verbal do senhor feudal, pela repetição, torna-as vernaculares. Tudo isso, aliado à esperteza de um espírito pusilânime, tem o poder de corromper os alicerces de todos os poderes da República.

Se a mentira passa à verdade; se o corrupto contumaz deve ser respeitado por não ser um homem comum; se uma organização terrorista, que inferniza os trabalhadores rurais, torna-se uma instituição lutadora em defesa dos direitos dos sem-terra, é transformar os antônimos negativos em palavras representativas de uma nova ética em curso.

Para que se consuma o novo dicionário da sordidez política brasileira, necessário se torna conhecer, a fundo, em todas as dimensões, o seu autor, personagem central de sua própria propaganda político-eleitoreira. O autoendeusamento torna-o réu confesso do desequilíbrio de que acima nos referimos. Considerar-se a si próprio Filho do Brasil, é exigir a legítima paternidade, a um país que já sofreu todos os vexames do filho que não passa de um bastardo. Como se não bastasse as ofensas de sua diplomacia, ofende-se mais ainda a nação, anunciando a sordidez de cobrar do país a herança que acredita ter direito e pretende obtê-la, através da delegação de poderes de seus iguais, nas urnas em 2010. É mais uma indenização cobrada ao país, considerado culpado pelo filho ilegítimo, pela tendência inata de sua família, de não ter vocação para o trabalho. O filme que ilustra a vida do responsável pela obra de estropiamento da língua, “coincidentemente” será levado à exibição em primeiro de janeiro de 2010.

Regredimos ao populismo desenfreado do brizolismo e percebemos, claramente, a existência de dois Brasis: o que trabalha e estuda para o desenvolvimento nacional e o que vive de estelionato político, sorvendo os impostos pagos pelo primeiro dos Brasis. Em toda imoralidade, encontra-se a logomarca da Globo, que não pode perder dividendos, mesmo que seja patrocinando um retorno aos filmes da velha fase macunaímica da miséria colorida. Não há outro digno representante deste (para mim) repugnante personagem da baixa estima brasileira, criação de Mário de Andrade, que o etílico Lula.

Alguém da escória da personagem do filme em questão deve ter sido o idealizador do título e da narrativa. O embriagado de álcool e de poder tomou posse do Brasil e está alijando, aos poucos, a parte consciente da sociedade, mas ainda sonolenta, para os esconsos vãos que se tornarão guetos dentro em pouco, se não tomarmos uma veemente atitude. Já imagino este filmeco sendo veiculado no agreste, nos sertões, arrebanhando os ingênuos e estimulando-os ao analfabetismo, à bebida e à rebelião. A pressão para um conflito entre brasileiros está se fazendo prenunciar no horizonte. Esta indecência de filme, se consentirmos, se não reagirmos, se não clamarmos contra a mídia que lhe dará vida, poderá servir de estopim para tomadas de posição sérias que não vão deixar de fora a guarda particular do ébrio presidente: o MST.

Como dizem os traficantes do Rio, "está tudo dominado". Eles sabem o que dizem, infelizmente. Tudo está dominado, porque está corrompido pelo dinheiro fácil em troca da traição e da sabotagem. Apenas por patriotismo, sem levarmos nenhuma vantagem, porque pertencemos a outro grupamento ético, que não leu o glossário lulista, sabotemos o filmeco do palhaço de Garanhuns, desde já, para que, no ato da divulgação, caia no ridículo o Filho bastardo do Brasil, que bem poderia ser o Filho de outra coisa que já sabemos o que é. Embora não pareça, o caldeirão da divisão de classes já começou a esquentar. Como não tem a coragem de seu comparsa Chávez e é um poltrão como o Zelaya, usa desses artifícios ultrapassados, mas que caem como uma luva sobre a multidão de ignorantes do interior do país.

(*) Aileda de Mattos Oliveira - Profª Drª Língua Portuguesa
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)


Cfr. http://www.lulaofilhodobrasil.com.br/


FHCannabis


"FHCannabis: Quem fuma maconha, mata, pois é sócio do traficante!"


F. Maier

Querido Papai Lulel


Querido papai Lulel

Alexandre Costa

Eu fui um menino muito comportado, fiz tudo direitinho como o senhor mandou.
Ajudei meus amiguinhos do MST a invadir terras produtivas e destruir propriedades, pedi as contas de meu emprego e vivo de bolsa família (um presentão do senhor).

Prometo obedecer a “Tia Dilma”, ficar bem quietinho e fazer tudo que ela mandar.

Papai Lulel:

Muito obrigado pela “Bolsa Família”, meu cunhado manda agradecer pela “Bolsa Bandido”, minha mulher agradece pela “Bolsa Celular”, Minha filha agradece pelas “Pílulas do dia Seguinte” e meu filho pelas “Camisinhas”. Obrigado também pelo “Vale Gás” e pelo “Vale Luz”.

Não ligue pra esse bando de “Burgueses” que vive criticando o senhor, achando que seria melhor investir na educação, na saúde, na agricultura familiar e na auto-estima das pessoas, é que eles não têm a experiência que o senhor tem na arte de viver sem fazer nada. É tudo inveja Papai Lulel.

Para esse ano novo nossos pedidos são:

Um “Vale Pinga” - afinal, ninguém é de ferro
Uma “Bolsa Amante” – É que a Bolsa Família não tá dando para manter a filial
Uma “Bolsa Carnaval” – Pra nós pular nos blocos da Bahia
Um “Vale Cabeleireiro” – Pra minha mulher
Um “Vale SPA” – pra minha sogra
Um “Vale Disney” – Pros filhotes
Um “Vale Motel” – Pro meu garoto mais velho

Só isso Papai Lulel.

Que em 2010 todos os seus “sonhos se Elejam”... São os meus sinceros “VOTOS” e de toda a minha família e amigos.

PS. Minha mãe manda perguntar se o “Vale Cultura” vai poder ser usado em uma casa de diversão que ela tem aqui na cidade junto com umas “Garotas”...


Assinado

Inocêncio do Aproveitamento

Segurança Pública e Defesa Nacional

General Eliéser Girão Monteiro Filho (*)

Desde que o mundo foi criado, os homens e as nações são identificados por suas posses, sendo considerados ricos ou pobres. Essa classificação também é um determinante para o grau de avanço de uma sociedade, bem como para definir o
poderio bélico que precisa ter para a defesa de seus bens.

Assim como as pessoas, os países também são classificados conforme seus posicionamentos, o que tem conduzido a reuniões em blocos conforme interesses comuns ou imposições. A liberdade de escolha fica em função da força de cada
país, principalmente em função da situação financeira e, quando muito da situação
política.

Essas classificações, na verdade, podem ser entendidas como discriminatórias. No século passado a discriminação foi caracterizada ao ser efetuada uma catalogação de países por seu índice de desenvolvimento. Desse raciocínio foram
divididos por categorias: países de primeiro mundo para aqueles que tinham tecnologia, matéria prima e desenvolvimento avançado; países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento, para os enquadrados na situação intermediária; e países
de terceiro mundo, para aqueles que não dispunham de tecnologia, e possuíam índices de desenvolvimento mais atrasados e insignificante poder dentro do complexo mercado financeiro internacional.

Na atualidade, um país que se considera grande precisa ter seus direitos assegurados pela força de seu povo. Assim, precisa ter convicção de seus poderes na mesma proporção de suas riquezas, naturais ou não.

Para a proteção desses bens precisa desenvolver seus meios de defesa, tanto no tocante à defesa externa, quanto à defesa interna. Tratando da defesa externa ou segurança nacional, podemos advir que o fato de não nos envolvermos diretamente numa guerra de defesa ou de conquista, há quase 150 anos, deixa a população e os políticos pensarem em não priorizar a
destinação de recursos para esse fim. Mesmo no período dos governos militares, entre 1964 e 1985, os investimentos na área de segurança nacional foram muito abaixo da média mundial e principalmente do continente sul americano.

Essa atitude agravou um desequilíbrio ainda maior na atualidade quando outras nações do continente, especialmente a República Bolivariana da Venezuela, provocaram uma corrida ao mercado mundial de armamento para adequarem suas Forças Armadas ao que de mais moderno existe em uso.

Assim, podemos inferir que os governos brasileiros que se sucedem no poder têm sempre apresentado justificativas para postergarem os custosos e difíceis investimentos para as forças armadas e indústria de material de defesa. Por outro lado, a atenção da população e dos meios de comunicação em todas as cidades do Brasil tem sido pautada pelo descontentamento em relação à
situação da segurança pública.

São momentos diários em que os gestores públicos são execrados, quer pela inércia ou pela inapetência de prevenirem ou reprimirem os atos contrários aos direitos constitucionais de propriedade, de liberdade e de ir e vir.

A segurança pública deixou de ser uma questão secundária ou um problema individual. As constantes ameaças que grupos armados têm feito aos poderes constituídos, criando áreas onde a entrada do Estado não é bem vinda, ou até
mesmo permitida, mostra a urgência da providência.

Sob a justificativa de proteção aos direitos humanos, preservação das liberdades individuais e maior justiça social, houve uma profusão de tolerâncias e até mesmo leniências, ultrapassando todos os limites e gerando um descontrole em todos os Estados da federação, principalmente nas maiores cidades. Os dias passam e os fatos se repetem numa frequência de incidência dos mesmos erros de ontem, e nada da estrutura democrática consegue romper a
situação nem estancar o sangramento da perda da moral e dos valores pela sociedade.

Temos constatações de falha da gestão, em função de indefinições políticas em todos os níveis de governos, e de posturas que não acompanharam a evolução dos direitos do homem, mantendo práticas do passado, totalmente inadequadas ao
presente.

São ações e inações policiais que à luz do direito ou até mesmo da uma simples avaliação de uma criança, estão literalmente na contramão do que se pretende ao ser humano.

Quando das reuniões bilaterais de segurança feitas entre os países vizinhos, mostra-se plenamente inadequada a organização existente no Brasil, por dividir competências de segurança pública de defesa nacional em regiões de fronteira, entre instituições pertencentes a diferentes ministérios.

É plenamente inaceitável que a violência policial seja considerada como o procedimento padrão para o trato com o cidadão. Hoje, a tônica das ações tem que prever a segurança pública com cidadania, procurando oferecer um policiamento de proximidade ao cidadão, motivando a participação do mesmo nas ações
destinadas a sua proteção.

Exemplos positivos são pouco identificados, ou melhor, rendem menor atenção por parte da mídia ou da população. Logo, no dia a dia das redações, o percentual de matérias que mostram atitudes negativas ultrapassa em muito aquele
de atitudes consideradas positivas. Mesmo assim, na tentativa de recuperar o tempo perdido, alguns gestores da segurança pública têm envidado esforços para reverter essa situação, com ações que priorizam prevenir e reprimir o crime. Se considerarmos que há necessidades maiores de segurança em regiões de fronteira, quer seja de segurança pública ou de defesa nacional, seria obrigatório que os poderes assim agissem, priorizando reforço de doutrina e de
recursos para os Estados localizados nessas áreas geográficas.

Em Roraima, temos observado que essas prioridades por parte do governo federal estão totalmente abaixo da média, considerando-se o que tem sido distribuído aos demais estados da federação. Os recursos oriundos da segurança pública, isto é, do Fundo Nacional de Segurança Pública, e do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania, são os indutores da evolução tecnológica e das ações por parte das corporações policiais, principalmente nos estados com menores possibilidades de receita, como Roraima.

E se não bastassem essas reclamações relativas à segurança pública, podemos também afirmar que o mesmo acontece em relação à defesa nacional,
pois as unidades militares das Forças Armadas sediadas em Roraima, região de tríplice fronteira, deveriam ter prioridade total de meios e de pessoal, o que infelizmente não se constata.

Como novidade relacionada à defesa nacional, o governo federal no contexto da Estratégia Nacional de Defesa, anunciou recentemente a criação de mais pelotões especiais de fronteira na Amazônia. Ora, essa estratégia da criação de
pelotões na fronteira foi muito útil no século passado, mais precisamente em meados do século, quando se priorizou a vivificação da fronteira.

No presente momento, com as exclusões que têm sido criadas, principalmente pelo Poder Executivo Federal, na prática de demarcações de terras indígenas que teimam em chamar de política indigenista, ao retirarem de dentro de
terras nacionais localizadas em área de fronteira, populações que ali residiam há mais de cem anos, com a justificativa de que são terras destinadas exclusivamente aos brasileiros de origens indígenas, esse tipo de estratégia é injustificável. Precisam as Forças Armadas brasileiras reforçar seus efetivos, atualizarem
suas doutrinas e reforçarem a estratégia da dissuasão, com a aquisição de material bélico de primeira grandeza, mostrando aos demais países que uma aventura em relação aos direitos do Brasil poderá lhes ser muito cara.

Apresentemos ainda, tanto em relação à segurança pública, quanto à defesa nacional, algumas considerações da área fundiária adotadas pelo Ministério Público Federal, sob orientações difíceis de serem entendidas, quais sejam:

• Os povos indígenas têm o direito de constituir suas próprias estruturas de segurança das terras que lhe estão sendo destinadas. Reforçados que são pelos fatos de que somente pessoas autorizadas podem circular nessas regiões, gerando uma exclusão inaceitável de que os gestores da segurança pública estão ou estariam
dentro desse universo de pessoas não autorizadas;

• Esses povos indígenas têm sido considerados como Nações Indígenas por grande parte da sociedade brasileira, até mesmo por Instituições de Ensino Superior, grandes formadores de opinião. E pior ainda, pela quase totalidade das
demais nações, em função do que os representantes do Poder Executivo, membros
do Ministério das Relações Exteriores, fizeram quando da assinatura da Declaração
Internacional dos Direitos dos Povos Indígenas;

• E finalmente, sob a bandeira dos programas sociais, meramente assistencialistas, indígenas de países vizinhos têm sido atraídos para virem se registrar no Brasil. Exemplos claros podem ser vistos no estudo da população da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. Os pouco mais de 150 moradores da Maloca de Karamambatai, situada há menos de 10 Km ao Norte da Maloca da Serra do Sol, são indígenas da República Cooperativista da Guiana, que falam fluentemente o idioma inglês e desconhecem o que vem a ser o verde amarelo da bandeira brasileira.

Soluções para os problemas listados existem e são do conhecimento das autoridades. Precisamos de uma decisão política para o combate eficaz, que esperamos não tardarem, para que aqueles que atuam fora da lei não se sintam agradecidos e protegidos.

Para combatermos a situação atual da insegurança pública precisamos reconhecer as falhas na doutrina vigente e corrigirmos as ações do Estado, principalmente aquelas voltadas para a raiz social dos problemas que levam o cidadão à prática do crime, e para o apoio à ressocialização dos recém-saídos do
sistema penal.

Precisamos também, realizar uma efetiva integração dos dois sistemas de segurança, se possível adotando uma postura de unificação dos mesmos sob uma única subordinação ministerial.
Assim sendo, afirmamos que a realidade atual precisa ser revista, sob pena de num futuro breve virmos a admitir que uma perda territorial seja algo natural e aceitável. E pior, que para algumas localidades do país, precisaremos pedir a
autorização aos donos do crime para circularmos ou oferecermos à população os serviços do Estado.

Se desejarmos mudanças, temos que alterar o comportamento atual, caso contrário tudo continuará como antes. A decisão pertence a cada um de nós, brasileiros e, a cada dois ou quatro anos, eleitores.

A sorte esta lançada!

Boa Vista, RR, 14 de dezembro de 2009.


(*) General Eliéser Girão Monteiro Filho -
Secretário de Segurança Pública do Estado de Roraima

Carta ao Presidente do Clube Naval

Carta enviada hoje [15/12/2009] ao Pres. do Clube Naval.
Faça a divulgação que julgar conveniente.
É conveniente mobilizar toda a família militar das três Forças.


Rio de Janeiro, RJ, 15 de dezembro de 2009

Exmo. Sr.

Vice Almirante

Ricardo Antônio da Veiga Cabral

DD. Presidente do Clube Naval

Nesta


Prezado Presidente,

A manchete do jornal O Globo, de domingo último, 13 de dezembro, sob o título “Defesa gasta 50% de seu orçamento com inativos” é inexata,
nitidamente tendenciosa, e nociva à classe militar.

Urge que reajamos.

Nesse sentido, vimos propor a V. Exa. a imediata instalação, no Clube Naval, de um Grupo de Trabalho para apresentar às autoridades e à opinião pública, no menor prazo possível, o resultado que se teria hoje, se as contribuições previdenciárias da Marinha tivessem sido geridas por um fundo de pensão específico.

O estudo deve considerar por base os últimos 50 anos (1958-2008) Seria conduzido por Oficiais da Reserva e realizado por empresa de notória especialização, contratada pelo Clube Naval.

Estamos certos da atenção de V. Exa. à nossa proposta, que, sem dúvida, redundará em valioso documento na defesa dos inalienáveis direitos dos militares.

Ao ensejo, aproveitamos para reiterar protestos de elevada estima e distinta consideração.

José Maria Teixeira da Cunha Sobrinho Roberto Mello de Carvalho Rocha

Mat. CN: 01049220
Mat. CN: 01043090

O que fazer com o Movimento Continental Bolivariano?



O que fazer com o Movimento Continental Bolivariano?

Eduardo Mackenzie

A Procuradoria não pode se negar a abrir uma investigação sobre os membros colombianos e estrangeiros do Movimento Continental Bolivariano (MCB). A exortação do presidente da República Álvaro Uribe para que esse organismo ajuize esta gente deve ser atendida, e rapidamente, pois o assunto é de importância estratégica. Mal faria o Procurador encarregado, Guillermo Mendoza, ao buscar pretextos para aprazar ou arquivar essa investigação. Nomear uma comissão para ver “se há provas”, quando estas já existem, não é um bom sintoma.

Os membros do MCB sabem em que estão metidos. O MCB não acolhe em suas fileiras as FARC, senão que tem esse movimento terrorista como núcleo central. Desde antes de sua fundação, quando o MCB se chamava “Coordenadora Continental Bolivariana” (CCB), as FARC já estavam lá orientando tudo. Quem esqueceu que um número de delegados da reunião da CCB em Quito entrou em contato pessoal com Raúl Reyes, número dois das FARC, em seu acampamento de Angostura, pouco antes do ataque no qual Reyes e outros perderam a vida?

Posteriormente, o comunista dominicano Narciso Isa Conde, cabeça visível do MCB, confirmou que as FARC fazem parte dessa organização e que os princípios destas, como a “combinação de todas as formas de luta”, fazem parte do arsenal político-ideológico do MCB. Quer dizer, o MCB incluiu em sua presidência “coletiva” Alfonso Cano e, de maneira simbólica, para que não restem dúvidas, o defunto e tristemente célebre Tirofijo. Yul Jabour, do Partido Comunista Venezuelano, reiterou que o MCB não exclui nenhuma forma de luta e que em conseqüência acolhe “qualquer movimento insurgente, inclusive a guerrilha das FARC”. O ELN colombiano também pediu para entrar. Por que Guillermo Mendoza faz como se não visse - nem entendesse - nada a respeito?

O MCB não é só uma “reativação” da frente internacional das FARC, dirigida agora por ‘Iván Márquez’, com escritório em Caracas, como acaba de confirmar o governo equatoriano, mas é um embrião de internacional terrorista como a que os bolcheviques construíram em 1919.

Como é óbvio, a senadora “liberal” Piedad Córdoba se pronunciou rapidamente contra a investigação pedida pelo presidente Uribe. Ela pretende passar ao Procurador Guillermo Mendoza, através da imprensa, uma contra-ordem no sentido de que derrube ou engane com mentiras esta iniciativa de alguma maneira. Já veremos o que Mendoza vai fazer.

Os colombianos devem saber bem o que é o MCB. Uma certa imprensa o está apresentando como um simpático movimento de esquerda. Como fez quando apareceu o M-19 em 1974. Sabemos bem em que terminou essa comédia. Na realidade, o MCB, organismo opaco e secreto, será dentro em pouco a organização internacional mais perigosa do continente. Seus chefes estão construindo nas barbas de todos os governos latino-americanos, sob a aparência de uma inofensiva e bem intencionada organização política que luta “pela paz”, embora não ocultem que as FARC estão bem instaladas lá.

O MCB é um organismo de guerra. É a aventura mais ambiciosa desde o desmantelamento, em 1978, da Junta de Coordenação Revolucionária (JCR), de triste memória. Essa internacional terrorista de extrema esquerda roubou, seqüestrou e assassinou milhares de pessoas no continente e acumulou um tesouro de guerra com o qual financiou quase todos os movimentos armados do continente, que na época não eram poucos.

A JCR chegou a ter bases clandestinas em quatro países (Argentina, Chile, Uruguai e Bolívia), simpatizantes em outros dois (Colômbia e Paraguai) e discretos escritórios na França e Portugal. Um de seus agente lá era Carlos, o Chacal, hoje encarcerado na França.

Fundada em outubro de 1972 no Chile, por delegados de três movimentos terroristas (dois argentinos: o PRT/ERP, de Roberto Santucho e os Montoneros, de Mario Firmenich; e o MIR do chileno Miguel Enríquez), a JCR se propôs a realizar a “revolução continental”. Depois somaram-se o ELN dos irmãos Peredo da Bolívia e os Tupamaros do Uruguai.

A JCR foi mais longe que as redes organizadas pelos cubanos. Esse projeto que implantava e treinava guerrilhas em vários países, porém no campo, será esmagado em todas as partes, salvo na Colômbia. A proposta da JCR era levar a luta armada às cidades e propiciar movimentos “de massas” urbanos para destruir as democracias. Durante oito anos causou desastres em vários países, porém finalmente foi brutalmente esmagada pelas ditaduras militares do Cone Sul. (Ver Les Annés Condor de John Dinges, La Découverte, Paris, 2004).

Após a derrubada da URSS, a ambição das FARC era ter de novo um aparato de coordenação continental que as respaldassem em nível logístico, político e militar, e que desenvolvesse – ao mesmo tempo – atividades ofensivas em outros países e não somente na Colômbia. Esse projeto não se concretizou durante anos, pois Cuba estava na ruína; porém agora, graças a Chávez, está tomando forma. Com o respaldo material da Venezuela e a orientação ideológica de Cuba, com os petrodólares venezuelanos e o tráfico de drogas das FARC, com agentes na Europa e talvez no Oriente Médio, o MCB estará em condições de abrir um novo período de graves desestabilizações no hemisfério. Os países que estão em sua mira não são só Colômbia, Peru, Panamá, México e Honduras. São todos os demais, inclusive Chile, Argentina e Brasil (onde haverá nos próximos meses mudanças de governos e não precisamente favoráveis à esquerda). Nem os Estados Unidos podem se considerar fora da lista. Chávez anunciou que quer derrubar o sistema político desta grande potência. O que Caracas procura é utilizar como alavanca de seus interesses as alas radicais do Partido Democrata e os grupos extra-parlamentares, para paralisar a ajuda de Washington às democracias atacadas.

O desafio que o MCB estabelece é, pois, enorme. Os países que estão na mira não têm alternativa diferente que a seguida pelos Estados Unidos e a União Européia em sua luta contra a Al-Qaeda: infiltração, vigilância eletrônica constante e desmantelamento antecipado dos núcleos combatentes. É nesse contexto que a Procuradoria colombiana e os organismos de segurança dos outros países latino-americanos devem ver o chamado do presidente Uribe sobre o MCB.

O MCB terá dois aparatos: um visível, com uma hierarquia mais ou menos identificável, e outro clandestino, com pessoal, equipamentos e logística ocultas. Porém, se o chavismo consegue vender a sigla MCB como um grupo “progressista” e de pessoas boas, organizado para fazer o bem em todas as partes, o aparato visível fará pressão na Colômbia para atrair o Partido Liberal e o Polo Democratico e conseguir um colapso eleitoral. É óbvio que Piedad Córdoba e sua claque mais o Polo Democratico colaborarão nessa empreitada, por nenhum deles ter diferenças de fundo com o MCB. Sua propaganda cuidará de que todo mundo esqueça que a nova internacional não escondeu jamais suas ambições nem seus métodos, os quais incluem a violência armada.

Na vida dos Estados estes podem escolher, em geral, duas vias para preservar seus interesses e sua segurança: mediante relações mais ou menos amistosas com os outros Estados e governos, ou mediante a manipulação de movimentos subversivos disseminados em todas as partes. Chávez escolheu a segunda via. Uma via fracassada. Com o MCB, Chávez completa sua panóplia de organismos de intervenção. Já tinha o Foro de São Paulo, a ALBA e a UNASUL, cada um com um papel diferente. Agora com o MCB, não lhe falta nenhuma alavanca. Chávez busca “bolivarianizar” a vida das nações do continente, como Stalin buscava “bolchevizar” o mundo inteiro. Como será a combinação disso tudo? Essa via, muito provavelmente, isolará a revolução bolivariana e a levará ao colapso, como ocorreu, com notável atraso, com o mundo soviético. Ter sido parte do campo vencedor na Segunda Guerra mundial atrasou 40 anos o afundamento da URSS. A diferença é que Chávez poderia não ter essa ajudinha da História.

Tradução: Graça Salgueiro


terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Socialismo: Máquina de fabricar pobres


Lula: O mito tem pés de barro


Ex-companheiros abandonam o barco diante de TANTA farsa.

"Tem muitas diferenças entre a história real e o filme. A prisão, por exemplo. Eu fiquei preso com o Lula durante aqueles 31 dias. Não teve nada daquilo de todos no chão. Havia beliches."

(Djalma Bom, ex-sindicalista, amigo de Lula há quarenta anos, falando do filme sobre a vida do presidente)


"O retrato da inserção de Lula no universo sindical é uma baita de uma mentira que não tem cabimento."

(Paulo Vidal, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC de 1969 a 1975, também sobre o filme)


Postado por LILICARABINA no LILICARABINA em 12/05/2009 05:06:00 PM

Para imprensa hondurenha, Lula atua contra a democracia do país

O Estado de S. Paulo

Jornais governistas atacam o Brasil

Data: 06/12/2009

Para imprensa hondurenha, Lula atua contra a democracia do país

"Se houver derramamento de sangue, mortos e mais episódios de violência e terrorismo, será pela ingerência do presidente Lula." A advertência, com grande destaque, foi feita num artigo que ocupou uma página do El Heraldo, principal jornal hondurenho e claramente pró-governo de facto, no dia 23, quando a população do país foi às urnas para eleger um novo presidente num clima de medo e intimidação.

De autoria do escritor e dissidente cubano Armando Valladares, ex-embaixador dos EUA, sob o título A Decadência da Diplomacia Brasileira, o artigo dá a medida de como parte da imprensa hondurenha vê o Brasil - um país interventor e defensor do "socialismo bolivariano". Só não é pior que a Venezuela de Hugo Chávez, dizem.

Em geral, ao descrever a divisão da comunidade internacional em relação às eleições hondurenhas, El Heraldo costuma colocar, de um lado, as "nações democráticas" que estão dispostas a aceitar a votação, como os EUA e a Colômbia. De outro, os "chavistas" - liderados, curiosamente, pelo Brasil.

As críticas começaram a crescer quando o governo brasileiro decidiu abrigar o presidente deposto Manuel Zelaya na embaixada. O tom subiu com o anúncio de que o País não reconheceria as eleições da semana passada e a proposta, feita dias antes, para o seu adiamento.

A maior parte dos meios de comunicação hondurenhos apoia abertamente o governo de facto. No dia das eleições, por exemplo, as TVs faziam chamadas constantes para que a população votasse, numa tentativa de garantir o alto comparecimento, após Zelaya pedir um boicote geral à votação.

Apresentadoras se emocionavam ao ver "famílias unidas votando juntas" e mostravam o dedo manchado de tinta para provar que também haviam participado da "festa cívica".

A maior parte da população hondurenha ainda é simpática ao povo brasileiro e, muitos, até em relação ao governo, considerado por eles uma "esquerda moderada". Cada vez mais, porém, surgem críticas quando o nome de Lula é levantado em uma conversa. "Diga ao seu presidente para parar de se intrometer em assuntos hondurenhos", gritou uma senhora na fila de votação, ao saber que havia jornalistas brasileiros no local.

"Nem o Brasil nem nenhum outro país pode nos pedir para não comparecer às urnas. Se nós não tivermos um presidente, quem vai nos governar no ano que vem? O presidente Lula?"

http://www.mre.gov.br/portugues/noticiario/nacional/selecao_detalhe3.asp?ID_RESENHA=646934


Obs.: Leia o artigo de Armando Valladares A Decadência da Diplomacia Brasileira em http://www.midiasemmascara.org/artigos/governo-do-pt/10543-a-decadencia-da-diplomacia-brasileira.html (F. Maier).

Lula e Ahmadinejad, uma dupla que se merece


A proximidade de Lula com Ahmadinejad é tanta que o que está acontecendo hoje no Irã pode ser uma consultoria do Franklin Martins. Como estão previstos protestos da oposição para amanhã, Ahmdinejad está bloqueando e reduzindo a velocidade da internet e avisando aos jornalistas estrangeiros que não saiam das suas sucursais para fazer a cobertura. As manifestações, basicamente organizadas por estudantes, estavam sendo divulgadas pela web. Ahmadinejad está prometendo reprimir com violência, o que significa algumas dezenas de mortes a mais na conta do maluco da bomba atômica. Será que tem o dedo da turma do Lula assessorando o aliado?
Postado por ANÔNIMO
Enviado por Gracias
Postado por LILICARABINA no LILICARABINA em 12/07/2009 10:00:00 AM

Perereca de Bigode

Conheça a marcha carnavalesca que vai "bombar" em 2010.

Cfr. http://www.youtube.com/watch?v=B2sXPmdsImM&eurl=

Roraima: Agora é a vez da Serra da Lula


RORAIMA: AGORA É A VEZ DA SERRA DA LUA

Izidro Simões

Roraima parece que está mesmo em fase de extinção como entidade federativa e parte do Brasil. O mais conhecido grande golpe contra Roraima, foi a homologação da Raposa Serra do Sol, com 1.700.000 hectares, quase do tamanho de Sergipe, assinada por Lula e, referendada pelo STF.

Nem tinha esfriado essa celeuma da Raposa / Serra do Sol, surgiu a notícia de que Lula também assinará a homologação da Reserva Indígena do Anaro, no município de Amajari, Norte de Roraima. Com as atenções voltadas para o vozerio levantado nacionalmente em torno da TIRSS, talvez por desânimo, não houve nenhuma manifestação por causa de Anaro, embora essa área indígena tenha 30.474 hectares para abrigarem apenas e tão somente 54 índios wapixanas; não são 54 famílias, e sim, apenas 54 indivíduos. Como a maioria das pessoas urbanas não tem familiaridade com medidas de área, para comparação, convém saber que esses 30.474 Ha. são mais ou menos o total da área urbana de Boa Vista-RR, que tem cerca de 200.000 habitantes. Além do mais, são índios completamente aculturados, onde existe até escola de 1º grau.

Neste momento mesmo, estava em andamento secreto, mais uma feroz mordida em Roraima, desta vez, na Serra da Lua e suas vizinhanças. Uma ONG supostamente “ambiental” (mais uma) chamada ICMBio - Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, está fazendo o levantamento geodésico da área. A ICMBio é estreitamente ligada a ONG chamada ISA – Instituto Socioambiental, um dos propugnadores e ativo participante da criação do mega latifúndio ianomâmi, homologado por Fernando Collor, de triste memória.

Tudo começou na surdina em 2006 (pasmem!) mas, o projeto foi agora descoberto pela jornalista Andrezza Trajano, da Folha de Boa Vista (RR), e o público ficou informado de mais essa esperteza federal, através da página 08, na edição do dia 02 de dezembro/09.

A nova área já tem nome: será o Parque Nacional do Lavrado, com um tamanho inicial de “apenas” 155.000 hectares. Os trabalhos estão sob a responsabilidade da técnica ambiental Larissa Diehl, e essa área ficará fazendo parte do programa da ARPA-Áreas Protegidas da Amazônia.

Para se ter um parâmetro, é preciso repetir o espantoso tamanho: são “apenas” 155.000 hectares. A área urbana da capital paulista é de mais ou menos 90.000 hectares. Deu para “sentir” o tamanho da mordida nas terras de Roraima e no Brasil?

Por pura “coincidência”, essa terras tão cobiçada ficam no município de Bonfim, que tem petróleo confirmado e, também por outra pura “coincidência”, fica na fronteira com a República da Guiana (ex-inglesa) e que, também por absoluta “coincidência” – nada mais que isso, é claro – beirando a margem direita do Rio Tacutu, que tem na margem oposta e bem em frente (na Guiana), uma área também de “preservação ambiental” com mais de 400.000 hectares, a qual tem como “patrono”, nada menos que o diligente Príncipe Charles, aquele lá da Inglaterra. Já ouviu falar dele? Pois é, aí está um bom vizinho “ambientalista” para a “nossa” área ambientalista, que conta também com o entusiasmo e decidido apoio do ISA-Instituto Sócio-Ambiental, por pura “coincidência também”, bom parceiro dos ingleses.

Está tudo em casa, não é mesmo? Para apossarem-se dessas imensas terras, não titubeiam e vão expulsar os proprietários, que logo, logo, serão chamados de “invasores” e “posseiros de má-fé” tal como fizeram com os quase 200 fazendeiros e seus familiares que viviam na Raposa / Serra do Sol.

A homologação já tem data marcada! É para 30 de abril de 2010. São 261 famílias, perfazendo 794 pessoas muitas das quais, tal como as da Raposa / Serra do Sol, nasceram, criaram seus filhos e vivem até hoje na região, com suas famílias! Várias das fazendas tem título definitivo e registro, datado de 1914 mas, mesmo assim, os moradores vão ter que “picar a mula” e sair de lá.
Até hoje a FUNAI não conseguiu reassentar todos os que foram expulsos da Raposa / Serra do Sol, porque as terras públicas de Roraima estão “sumindo”. Para onde irão mais esses sofredores, que perderão tudo o que eles, seus pais e avós conseguiram formar em várias décadas e até mesmo em mais de um século de trabalho duro e persistente? E as ínfimas indenizações, que mesmo sendo assim, o governo garante mas, não paga, ou paga muitos anos depois e, com precatórios?

Apanhado de surpresa, Domingos Santana (PV), prefeito de Bonfim, está peregrinando pelas propriedades que serão atingidas e, marcou uma grande reunião na fazenda Rancho W, para o dia 12 de dezembro – sábado, com a presença de todos os proprietários atingidos. O prefeito informou ainda, que a Prefeitura e os fazendeiros entrarão na Justiça contra mais essa decisão absurda, perpetrada contra Roraima.

Uma nova encrenca que está sendo gestada, com a demarcação, marcada para 30abril/2010 próximo, pode-se dizer que o dia fatídico já está quase na porta desses pioneiros e sofredores.
Apanhado em flagrante de esperteza nessa do governo federal, e que também estava sendo gestada na surdina, Nagib Lima, assessor da Casa Civil, conhecido no Estado pelo apelido de “gerentão da Dilma” imediatamente tratou de desmentir e minimizar tudo. “Garante” que os projetos já estão paralizados, que nada vai ser feito sem consulta prévia o Governo do Estado, em audiência pública e para que “a sociedade” manifeste-se contra ou a favor.

Acham que é pouco? Então vejamos mais adiante: Roraima tem hoje, três parques nacionais, três estações ecológicas e duas florestas nacionais, totalizando oito unidades de conservação.
Lula também já confirmou sua presença em Roraima para 30 de abril, quando deseja assinar de uma vez só, todas as homologações, mas parece que não parar por aí. Nagib Lima, o “gerentão” nega sempre, mas sabe-se que outras áreas já estão demarcadas, faltando apenas a assinatura da homologação. São elas: Trombetas/Mapuera, envolvendo terras do Pará e Roraima, abrigando uma mistura de ONZE etnias (!), totalizando mesmo assim, apenas 8.470 índios, sendo que a maioria está no Pará;

PRESTE MUITA ATENÇÃO! Essa ínfima quantidade de índios receberam nada menos que 558.502 hectares (!) Repetindo, para firmar bem o total absurdo: 558.502 hectares – quase a metade da Raposa / Serra do Sol, QUASE SEIS VEZES O TAMANHO URBANO DA CAPITAL PAULISTA PARA 8.470 ÍNDIOS, e 10% dessa área está dentro de Roraima, nos municípios de Caroebe e São João da Baliza.

Depois disso, sobrarão para Roraima, apenas 25% de suas terras, se o governo federal já não estiver arquitetando alguma outra esperteza, por trás dos bastidores.

Izidro Simões
izidropiloto@oi.com.br