MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Reforma Pornográfica

Reforma Pornográfica

Luís Mauro Ferreira Gomes (*)

Em 30 de março de 2009

Quem tem lido o que escrevemos sabe que, na seleção dos temas, dificilmente, fugimos do nosso objetivo principal – denunciar os avanços do grupo que, a partir do governo federal, pretende implantar uma extemporânea ditadura de esquerda no País.

Desta vez, aparentemente, vamos romper a regra para falar sobre o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.

Embora o façamos justamente no momento em que o editor do único veículo que ainda publicava os nossos artigos políticos (e os vinha acolhendo, desde meados do ano de 2003) decidiu não mais fazê-lo, não foi essa a razão da nossa escolha.

Se, para não desagradar os detentores do poder, para satisfazer a antipatias ou maus humores ou, ainda, por qualquer outra razão, rejeitam os nossos textos sérios, não nos interessa que divulguem matérias em que, por ventura, abordemos o que a sabedoria popular convencionou chamar de “abobrinhas”.

Não obstante, o assunto de que trataremos está intimamente ligado à nossa principal preocupação. É o que veremos a seguir.

Os mitos

Como tem sido muito comum, sempre que pretendem impor à sociedade normas que lhe ferem profundamente os interesses ou os direitos, a mentira é usada sem nenhum pudor pelos agentes públicos e por formadores de opinião inescrupulosos. Por certo, aqui não foi diferente. Vamos contradizer alguns dos argumentos mais usados para defender essa excrescência conhecida como Reforma Ortográfica

Vejamos:

1) A língua portuguesa é a única que não tem uma ortografia única.

Inverdade! Ao contrário, todas as que conhecemos admitem que certas palavras sejam grafadas de forma diferente, conforme os países em que são faladas. Em inglês, por exemplo, as palavras licença e centro grafam-se, respectivamente, “licence” e “centre”, na Inglaterra, e “license” e “center”, nos Estados Unidos. Os bons dicionários registram as duas formas. Como disse George Bernard Shaw, “England and America are two countries separated by a common language”. Já os nossos amigos e vizinhos, os argentinos, fazendo o uso do “voseo” (emprego do pronome “vos”, por “tu”), escrevem “vos tenés”, em vez de “vosotros teneis”. A Gramática, o Dicionário e o Dicionário Pan-Hispânico de Dúvidas da Real Academia Espanhola registram-no. Como esses, há uma infinidade de outros exemplos, qualquer que seja o idioma escolhido.

2) O português, até hoje, não é uma língua oficial da ONU, porque não tem uma ortografia unificada.

Inverdade! Como vimos, o inglês e o espanhol admitem mais de uma forma de se grafarem as palavras e são idiomas oficiais daquela Organização. Se o nosso ainda não o é, isso provavelmente se deve à ineficiência da ação diplomática dos governos dos países lusófonos. Além disso, como veremos a seguir, as mudanças cosméticas pouco alteraram a duplicidade de grafia das palavras em português.

3) O Acordo Ortográfico não pretende unificar a língua, procura, apenas, estabelecer uma grafia única para as palavras.

Inverdade! O Acordo não fez nem uma coisa nem outra. Muitíssimas palavras continuam ter a dupla representação gráfica que antes tinham, enquanto outras, que já adotavam forma única, passaram a grafar-se de outra maneira distinta da anterior, ou seja, inútil para a alegada unificação. Vejamos alguns exemplos disso: A palavra nucleico, que em Portugal se escrevia nucléico, continua com as duas formas, sem unificação, portanto. O mesmo se pode dizer de caráter e carácter. Enquanto isso, nefróide, que só apresentava essa grafia, passará a escrever-se nefroide, diferente, como se vê, da antiga. O hífen tornou-se outra forte evidência do festival de bobagens em que se transformou o Acordo. Como são incontáveis as palavras que continuam a ter reconhecida a duplicidade ortográfica, pode dizer-se que a unificação foi a exceção. Na prática, não houve unificação, somente alterações sem sentido e sem critério. E não poderia ser diferente. Alguém consegue imaginar um brasileiro escrever, por exemplo, torre de controlo, ou um português dizer que perdeu o controle da situação?

4) O Acordo Ortográfico facilitará o aprendizado da língua, pois simplifica a escrita.

Inverdade! Resumidamente, há três tipos de pessoas que escrevem em português. Os semi-analfabetos, que não sabem o que é hífen nem o que é trema; confundem “C”, “Ç”, “S”, “SS”; não usam o plural dos substantivos nem dos adjetivos; e nunca ouviram falar em concordância, qualquer que seja o tipo. Esses continuarão a ser assim formados em nossas péssimas escolas e não será a alteração na grafia de umas poucas palavras que lhes dará maior domínio do vernáculo. Continuarão a escrever como sempre o fizeram, e ninguém se preocupará com isso. Há, também, aqueles que, por falta de tempo ou preguiça, ou, ainda, por ignorância, escrevem seus textos ̶ inclusive livros ̶ sem o menor cuidado com a gramática do nosso tão violentado idioma, e os confiam, depois, a revisores que se encarregam de torná-los legíveis. Esses autores também continuarão a escrever como sempre fizeram e em nada se beneficiarão com as alterações do Acordo. Os revisores, estes sim, terão de aprender as novas regras, provavelmente, no manual barato da editoria de algum jornal. Finalmente, há os que têm um carinho especial pelo que escrevem. Para esses, as dúvidas estão muito além dessas mudanças ridículas e, sempre que ocorrem, são dirimidas com a leitura dos bons autores, das boas gramáticas e dos bons dicionários. Não precisariam de que alterassem a grafia das palavras para escreverem corretamente, pois já o faziam antes do Acordo.

5) A unificação beneficiará o mercado editorial, tornando mais fácil a venda dos nossos livros nos outros países de língua portuguesa.

Inverdade! As pequenas diferenças gráficas hoje existentes ̶ que, como já dissemos, não foram eliminadas ̶ jamais dificultaram a leitura de obras brasileiras nos outros países de mesmo idioma, nem as deles, no Brasil. Se alguma dificuldade existe, está no uso de palavras com significados diferentes, o que o Acordo não contempla. Nada que não se resolva com um bom dicionário que registre as acepções dos verbetes nos vários países em que são usadas, como o faz o já citado Dicionário da Real Academia Espanhola.

É incompreensível que membros da Academia Brasileira de Letras, que supostamente, deveriam defender o idioma, tenham aderido, tão despudoradamente, a essa tolice.

Faz algum tempo, vimos, em um programa de televisão, o acadêmico Domício Proença Filho sofismar de todas as formas, para defender o indefensável. Chegou, então, próximo do deboche, quando disse que as palavras não foram alteradas na essência, mas “na roupagem”. Aquelas que se viram privadas do trema teriam apenas “perdido um adereço”, como se tal sinal diacrítico fosse tão inútil e vulgar quanto um brinco na orelha, uma argola nas fuças ou um “piercing” no umbigo, no mamilo ou em outra parte da anatomia de um idiota qualquer.

Esse Acordo é de 1990 e, somente agora, o governo brasileiro resolveu, açodadamente, pô-lo em prática. Por que o fez?

Como sabem os que vêm acompanhando, com um mínimo de atenção, o movimento criado por Luiz Inácio da Silva no Foro de São Paulo, para a implantação de ditaduras de esquerda nos países latino-americanos, o nosso presidente não têm qualquer compromisso com o Brasil nem com o povo que o elegeu. Todas as suas atenções estão voltadas para o objetivo maior da ideologia internacionalista que o condiciona: o estabelecimento de uma grande pátria socialista na Região.

Para tanto, é preciso impedir qualquer possibilidade de reação por parte do Brasil, que, como se mostra evidente, é o país que se tem revelado menos propício a sucumbir, sem luta, às investidas totalitaristas de grupelhos subversivos. Isso implica destruir tudo o que, tradicionalmente, nos une.

Explicam-se, assim, os ataques irracionais e violentos às Forças Armadas; a desmoralização das Instituições; o fomento da discórdia; a reinvenção do racismo. E, também, a instituição da insegurança física e jurídica; a negação dos verdadeiros heróis da Pátria e a exaltação dos criminosos; a criação de enclaves indígenas e quilombolas, tão desproporcionalmente extensos e númerosos, a ponto de fracionar todo o território nacional; além de tantas outras ações deletérias dos agentes governamentais.

Mas faltava ainda solapar um dos pilares da existência do Brasil como nação única: a nossa unidade lingüística, até então intocada.

Muitas ações já começaram a ser adotadas para modificar essa realidade. Estão aí vários programas de televisão transmitidos em espanhol por estações Oficiais. Tais programas são desnecessários, porquanto somente abordam temas de interesse exclusivo das ditaduras de esquerda que se instalaram nos países vizinhos, contudo, abrem mais uma fenda na unidade do nosso idioma.

Também é de se notar o grande esforço do governo para ressuscitar línguas já mortas, antigamente faladas por grupos étnicos, há muito, aculturados.

O Acordo Ortográfico, violentamente imposto sem que, pelo menos, fosse discutido por aqueles que, verdadeiramente, escrevem em português, é mais uma ação nesse diapasão.

As línguas não são imutáveis, mas o que lhes determina a evolução é o uso que delas fazem os grandes escritores. Seguramente, não é por decreto que as alterações devem ser impostas. Estes servem, somente, para oficializar aquilo que já foi consagrado pelo uso.

O nosso idioma é assunto muito sério para ser tratado apenas por uma meia dúzia de acadêmicos desavisados e burocratas governamentais mal-intencionados.

Para que serve, então, esse Acordo? Apenas para os propósitos dos que o impuseram e para o benefício dos que vão lucrar com ele, “fabricando” dicionários ou promovendo as adaptações decorrentes, pagas, naturalmente, com o já tão mal utilizado dinheiro público.

Além dessas, não vemos qualquer outra utilidade. Vivemos em uma época em que os processadores de texto e os corretores ortográficos que os acompanham tornam-se, a cada dia, mais eficientes. Se os que engendraram essa “Reforma” escrevessem os seus próprios trabalhos, saberiam que é possível escolher a versão da língua, conforme o país para o qual se escreve. Existem opções para português brasileiro e português de Portugal ou europeu; inglês dos Estados Unidos, da Inglaterra, da Austrália; espanhol da Colômbia, do Peru, do México. Enfim uma escolha para cada necessidade.

Se as correções gramaticais são muito falhas, as ortográficas são um pouco mais aceitáveis para os menos exigentes. Seria mais racional esperar que algum ignorante escreva melhor, se acatar, sem qualquer análise, todas as sugestões do corretor ortográfico, do que por se ter tornado mais fácil escrever depois do Acordo Ortográfico.

Mas o atentado ao idioma não ficará nisso. Agressões cada vez maiores virão. Esse foi o avanço possível na direção da “novilíngua” de George Orwell, em 1984.

Lamentamos que algumas pessoas e também certos jornais e revistas tenham aderido tão rapidamente à nova ortografia. Nós reagiremos e não a usaremos, enquanto nos for possível, pelo menos até o último dia do prazo. Depois decidiremos o que fazer.

Quem sabe, até lá, apareça um salvador da Pátria que revogue essa insanidade, pelo bem ou pelo mal.


(*) O autor é Coronel-Aviador reformado.

Os bandidos do MST venceram

Os bandidos do MST venceram

A que ponto chegou esta pocilga chamada Brasil

Por Políbio Braga - 9/4/09

O MST e seus aliados intimidam o Ministério Público do RS

Só numa terra dominada pela bandidagem política podem ficar sem respostas das autoridades e dos representantes da sociedade civil, frente ao conjunto das denúncias de um procurador do Ministério Público, no caso o procurador Gilberto Thums, que não resistiu às pressões do MST e seus aliados, renunciou à fiscalização de ações pedagógicas dos liderados do sr. Stédile e denunciou publicamente o seguinte, nesta quinta-feira, em Porto Alegre:

1)um claro atentado político contra a sua vida, em Porto Alegre. 2) grampeamento dos seus telefonemas e intimidações pelo telefone (os grampeadores emitem as gravações ilegais quando o próprio Thums atende novamente). 3) implacável patrulhamento internacional (via Web, palestras e mídia padrão)por parte do MST e seus aliados nacionais e estrangeiros.

. A gota d’água foi a cilada a que foi levado o procurador Gilberto Thums nesta tertça-feira, na Comissão de Educação da Assembléia do RS, quando foi “linchado” por uma multidão aparelhada pelos aliados do MST. O próprio Thums disse depois que concordou com a multidão porque seria linchado de verdade se não fizesse isto naquele momento.

. O pior de tudo é a falta de apoio ao procurador do MPE, que com colegas igualmente destemidos, mandou o governo estadual fechar as escolas do MST e obrigar os pais dos sem-terra a matricular seus filhos na rede estadual de ensino. Quais as razões do MPE: 1) ninguém controla as escolas do MST. 2) nas escolas todo o conteúdo pedagógico tem inspiração ideológica comunista, o que fere frontalmente o que está disposto na Constituição do Brasil. O governo estadual tenta cumprir o Termo de Ajustamento de Conduta assinado com o MPE, mas a reação às ordens da autoridade pública é selvagem.

- Ao abrir mão da legalidade e da autoridade diante dos arreganhos dos grupos de bandoleiros políticos, os governos constituídos e a sociedade transformam-se em fantoches e presas fáceis dos aventureiros que buscam impor sua própria ordem. O povo que cala, consente. As tragédias que levaram ao nazi-fascismo e ao comunismo, como ao holocausto, começaram desta forma.

COMPREENDA MAIS - O Conselho Nacional do MP iniciou julgamento de representação do Ouvidor Agrário Nacional contra o MP do RS. CLIQUE AQUI para ouvir o áudio da sessão
EM CARTAZ, o filme Katyn, de Andrzej Wajda, conta o massacre terrível de 20 mil oficiais poloneses durante a II Guerra Mundial. A obra foi dos comunistas soviéticos, apenas um dos heróis cultuados nas aulas e desfiles das escolas do MST no RS. CLIQUE AQUI para ver o trailer do filme.

Comentário semanal do coronel Gelio Fregapani

Comentário da semana nº 32 - 12 de abril de 2009

Assuntos: Decisões corretas e incorretas. Sementes do ódio.

Toda esta questão indigenista, manobrada pelos ditos missionários que mais parecem seguidores de Marx que de Jesus, está pegando fogo no Brasil e, se não se tomar cuidado, em breve a luta de raças "neste País" não terá volta atrás. Na questão da reserva dita "indígena" no Estado de Roraima, se os não-índios forem expulsos daquelas terras (atualmente prósperas, e que alimentam gente em vários estados brasileiros), aquilo lá vai virar uma tapera de mendigos. Os índios não vão conseguir produzir alimentos e ficarão à mercê de ONGs estrangeiras que os explorarão além de explorarem as riquezas daquele rico subsolo. Isso sem falar do perigo que representa para nossa soberania, uma vez que aquelas terras contém as maiores jazidas minerais do planeta

Conforme esperado, inicia-se a luta entre facções indígenas antes mesmo da data final da retirada. Informações recebidas na manhã do dia 9 pela Folha web são de que índios integrantes do CIR e da Sodiur estão em conflito pela disputa do Lago Caracaranã, um dos pontos turísticos mais importantes do estado, incluído maldosamente na área indígena. A confusão já teria gerado agressão. A Polícia Federal foi informada do fato.


Decisões corretas

1) A juíza da 14a. Vara Federal no RJ, Cláudia Maria Bastos Neiva, concedeu liminar que suspende os efeitos da portaria da anistia política no 1.267 (promoção post-mortem a coronel do ex-capitão Carlos Lamarca), pois ele desertara do Exército, antes de ser perseguido político. Tal como nós, a juíza considera ainda questionável o pagamento de indenizações com valores incompatíveis com a realidade nacional.

2) O Governo expandirá o cultivo do dendê na Amazônia. A idéia é ampliar programa de biodiesel, mudando lei para permitir área desmatada ser reocupada por dendê em vez de floresta nativa Segundo o min. da Agricultura, 10 milhões de hectares poderão ser ocupados pela palmácea. O principal obstáculo ao projeto é o Código Florestal, que proíbe a recomposição de áreas desmatadas da Amazônia com espécies exóticas, condenando o País ao atraso e os Amazônidas à eterna miséria. Felizmente o projeto já conta com o aval do min. Minc, para desespero da ex- ministra do atraso e seus aliados no Reino Unido (o maior produtor de biodiesel , na Indonésia). Estima-se que 10 milhões de hectares de dendê atenderá a demanda nacional de diesel e propiciará trabalho para um milhão de famílias


Decisão incorreta

No momento em que todos os povos cuidam de proteger sua economia, nosso governo fala em livre comércio. Decisão errada! A única maneira de se proteger de uma crise econômica internacional é fechando as fronteiras -- protecionismo. Hoje essa palavra é maldita, porque contraria os interesses da oligarquia supercapitalista global. É tempo de redescobrirmos o grande economista alemão Frederico List, autor do Sistema Nacional de Economia Política, livro publicado pela editora Nova Cultural na década de 1970 e que ainda pode ser encontrado em sebos.

Vale apena ler também "Relatório Sobre as Manufaturas", de Alexander Hamilton


Sementes do ódio

BOA VISTA - A pecuarista Nair Ribeiro exibe o " título definitivo " de posse de uma fazenda de 11 mil hectares no município de Normandia. A área pertencia ao pai desde 1901. Na mesma situação, as produtoras Ila Hartz Santos e seus nove irmãos, que têm 450 reses, e Regina Barili e seu marido, que se dedicavam a plantar arroz em Normandia. " Não nos disseram para onde ir. "Nós não existimos para o governo, nossa história não é contada ". Com histórias semelhantes a essas, um grupo de produtores de arroz e pecuaristas fez duras críticas à decisão do STF .

Entre citações a batalhas da história e apelos à "resistência", acusaram ações de "revanchismo " do governo federal. Prometeram "sobreviver, manter a cabeça erguida e refazer o Estado de Roraima. "O governo federal colocou a semente do ódio na nossa sociedade. Jogou índio contra índio e quem tem contra quem não tem. É um legado terrível", discursou o líder dos arrozeiros Paulo César Quartiero. O agrônomo gaúcho é apontado como candidato ao governo do Estado.

Frente a uma platéia composta inclusive por índios, insistiram na necessidade de parar novas demarcações de áreas indígenas e urgência de pressionar o governo para alterar a legislação em vigor. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve visitar Roraima no fim deste mês. Os roraimenses querem o apoio dele a um projeto de lei da Câmara que modifica o rito de demarcações e homologações em terras indígenas, levando as decisões para o Congresso Nacional. As declarações inflamadas foram reforçadas pela posição nacionalista do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo, defensor de primeira hora da permanência de produtores e " não-índios " na Raposa Serra do Sol.


OPINIÃO - Índios e nação

Aldo Rebelo (O GLOBO, 06Abr09)

A reserva de grandes áreas para usufruto exclusivo de índios em zonas de fronteira gera duas preocupações. De um lado, potencializa a vulnerabilidade da soberania nacional, de vez que abre caminho para que as tribos isoladas sejam usadas como massa de manobra por ONGs e organismos estrangeiros interessados em internacionalizar, se não toda, larga parte da faixa fronteiriça da Amazônia brasileira. De outro, se é imperativo respeitar os direitos históricos dos índios, o poder público tem tratado o problema de forma particularista, com viés étnico e abordagem unilateral, capazes de reintroduzir na sociedade uma intolerância aos índios que não interessa à unidade da nação.

É inquietante que muitos brasileiros de boa-fé, partidários da causa indígena, demonstrem irritação com episódios como a demarcação de 9,6 milhões de hectares (a área do Líbano) para os ianomâmis, no Amazonas e em Roraima, e, agora, mais 1,7 milhão de hectares na reserva de Raposa Serra do Sol, para cinco tribos de Roraima.

Se seguirmos o modelo histórico de ocupação do território, baseado em nossa formação étnica tripartite, veremos que o respeito às prerrogativas dos índios não pode implicar desproteção de regiões tão cobiçadas como a Amazônia, impedindo-se, como agora se impede, a vivificação das zonas de fronteira que tradicionalmente se faz pela presença não só do Estado como sobretudo de empreendedores não índios, a exemplo dos agricultores de Roraima, que ocupam a terra e a fazem produzir riquezas em benefício de todos. Fronteiras ricas e ermas aguçam a ambição alheia. Foi com uma ocupação precária que consolidamos o território deste país continental, inclusive anexando a maior parte da Amazônia que, pelo Tratado de Tordesilhas, pertencia à Espanha.

Urge tratarmos o assunto com a sabedoria necessária para não estigmatizar os índios como vilões, tampouco apequená-los como vítimas que uma certa Historiografia e Antropologia jogam num vale de lágrimas da História do Brasil. Nosso caldeirão cultural incorpora em vez de segregar. O destino de todos, dos índios ao mais recente imigrante, é se integrarem na sociedade nacional. A esse ideal dedicou-se o Humanismo de nossas inteligências mais poderosas, de José Bonifácio a Darci Ribeiro, do Marechal Rondon aos Irmãos Vilas Boas.

Como reconheceram os intérpretes mais certeiros, a começar por Gilberto Freire, os índios figuram entre os construtores do Brasil. De seu seio saíram homens de Estado, como Arariboia, parceiro de Estácio de Sá na expulsão dos franceses e consolidação do Rio de Janeiro, no século XVI, e Poti, ou Antônio Filipe Camarão, herói da guerra aos holandeses no século XVII - ambos agraciados com o título de Dom e capitão-mor pela Coroa portuguesa. Mesmo os guerreiros que se opuseram à colonização lusa, como os tuxauas tamoios, Cunhambebe, aliado dos franceses, e o manao Ajuricaba, são heróis do eclético panteão nacional: lutaram com bravura, e ao menos Ajuricaba, ao preferir o suicídio à prisão, constelou na morte o lema de José Bonifácio de que "a liberdade é um bem que não se pode perder senão com o sangue".

Séculos depois desses episódios, a nação é uma só. Não podemos correr o risco de abrigar um Estado multinacional e uma nação balcanizada. Ao contrário: conjugando isonomia e respeito às diferenças, podemos comemorar o saldo amalgamado de índios, brancos e negros que forjaram o povo brasileiro. Cada tentativa de conferir superioridade de qualquer tipo a um deles deve ser repudiada. Nesse conflito, não ocorre o dilema de escolher entre irmãos o que será ungido e o que será imolado, pois as soluções devem atender e beneficiar todos e sobretudo ao interesse geral de um país forte, justo e democrático no engrandecimento de seu povo


Prospectiva

Se a situação esquenta em Roraima, tende a pegar fogo no Mato Grosso do Sul

Saudações patrióticas

GF

Defesa, democracia e desenvolvimento

Defesa, democracia e desenvolvimento

Nelson Jobim

Nas últimas décadas, nós, políticos, nos afastamos dos temas da defesa por associá-los à memória da repressão política ( nós quem cara-pálida )

O BRASIL é um país de transições, não de rupturas. Nossa história é rica em mudanças que mesclaram valores emergentes a elementos do sistema que fenecia.

Após proclamar nossa independência de Portugal, d. Pedro 1º abandonou o trono brasileiro, deixando o filho como sucessor, e tornou-se d. Pedro 4º, rei de Portugal.

O presidente Getúlio Vargas, apeado do poder em 1945, deixou como herança o novo presidente da República e vários interventores estaduais indicados em seu regime ditatorial. O general Castelo Branco, após participar da derrubada do governo civil de João Goulart em 1964, reduziu o espaço de participação dos militares na atividade política: limitou período máximo do generalato a 12 anos e criou a exigência do domicílio eleitoral para a participação em eleições.

Essas medidas de Castelo, associadas ao remanejamento periódico dos militares por todo o território nacional, impediu a renovação de longevas lideranças militares e reduziu o risco de alianças destes com líderes civis em disputas políticas
regionais.

Após avanços e recuos durante o regime militar, esse processo de redução da presença militar na administração pública foi retomado no governo do presidente José Sarney. Em 1988, a nova Constituição determinou que a atuação militar na garantia da lei e da ordem só poderia ocorrer mediante sua convocação pelos Poderes constituídos, e não mais por decisão própria das instituições castrenses, como se entendia desde a Constituição de 1891.

Novo e fundamental passo foi dado em 1999, quando o então presidente Fernando Henrique Cardoso criou o Ministério da Defesa, civil, em substituição aos ministérios da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.

E coube agora ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a conclusão desse processo histórico de transição, mediante o fortalecimento do Ministério da Defesa e a definição clara do seu papel nessa atividade, que é chave para a soberania nacional, a democracia e o desenvolvimento do país.

A Estratégia Nacional de Defesa, aprovada pelo presidente por decreto publicado em dezembro de 2008 (6.703/08), após consulta ao Conselho de Defesa Nacional, foi o instrumento escolhido para essa tarefa. Dúvidas não havia, e não há, sobre a lealdade dos nossos militares aos Poderes constituídos. Essa relação está consolidada no campo político. Mas as estruturas e práticas administrativas não refletem a proeminência do poder civil sobre a atividade militar.

Nas últimas décadas, nós, políticos, nos afastamos dos temas da defesa por associá-los à memória da repressão política. Deixamos a defesa nacional aos cuidados quase exclusivos da caserna.

A Estratégia Nacional de Defesa superou o problema e fixou as bases para a consolidação do poder civil na direção da defesa nacional, com a determinação dos papéis que cabem nesse processo aos civis e ao braço militar -Marinha, Exército e Aeronáutica.

Ela determina a reestruturação das Forças Armadas, a revisão da política de composição dos efetivos militares e a reorganização da indústria de defesa. Por sua vez, assume o compromisso de prover ao braço militar os meios necessários ao cumprimento de suas tarefas.

A estratégia define ainda diretrizes para o desenvolvimento científico e tecnológico e para a política industrial do setor, integrando estruturas civis e militares no esforço de desenvolvimento do país. Nunca a defesa necessitou tanto de tecnologias de ponta. E nunca as tecnologias de ponta tiveram uso tão dual, integrando tanto produtos civis quanto militares.

A consolidação e o fortalecimento da indústria nacional de defesa são, portanto, essenciais tanto para consolidar a defesa brasileira e os valores institucionais da nossa democracia quanto para acelerar o desenvolvimento econômico e social brasileiro. Um termômetro desse processo é a Laad 2009 (Latin America Aerospace and Defence), maior e mais importante feira de defesa e segurança da América Latina, que se realiza nesta semana no Rio de Janeiro, com apoio do Ministério da Defesa. A indústria brasileira estará presente com mais força que nos eventos anteriores.

E temos convicção de que essa expansão continuará, sintonizada com a projeção que o país conquista no cenário internacional: exemplo de democracia estável, vibrante e no caminho correto do desenvolvimento sustentável. E com a própria sociedade fortalecendo esse ambiente de paz e segurança para o Brasil.

NELSON JOBIM, bacharel em ciências jurídicas e sociais, é o ministro da Defesa. Foi ministro da Justiça (governo FHC) e presidente do Supremo Tribunal Federal.


Fonte: Folha de S. Paulo - 13/04/2009

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Presidente, o senhor me ofendeu!


PRESIDENTE, O SENHOR ME OFENDEU!

por Waldo Luís Viana (*)

“O Brasil idolatra algumas pessoas porque não as conhece de perto.” Marlene Mattos

O senhor, presidente, me ofendeu! Desculpe-me, mas tenho uma filha branca, loura e de olhos azuis. Eu, que sou filho de baiano com francesa, misto de Castro Alves com Catherine Deneuve (não necessariamente nesta ordem), sinto-me triste e magoado com a última metáfora do maior presidente da história deste país!

O senhor me ofendeu, presidente! Inteirado pela dupla caipira “Amorim e Garcia” de que pela extrema decadência que começa a aparecer no quadro interno, o seu governo só poderia se salvar pelo quadro externo, o senhor me vem com essa frase bombástica, típica de governantes totalitários, culpando um grupo de pessoas pelo tom da pele, a cor dos cabelos e beleza dos olhos, como se fosse proprietário e dilapidador da riqueza do planeta!

Presidente, como o senhor é primário, linear e complexado!

Os amantes das ditaduras, mesmo os eleitos diretamente, têm que encontrar culpados para os seus fracassos, especialmente desenhando um inimigo artificial no horizonte. São incansáveis os exemplos na história que nem vale a pena rever.

O senhor quer “um bode respiratório” para o desencanto, que lenta e suavemente, vem se apossando do povo brasileiro, enganado tantas vezes, mas que achava que do presidente-operário merecia melhor tratamento. E como os coelhos não saem mais com facilidade da cartola, não há bolsa-esmola, PAC de mentira e casinhas populares em véspera de eleição que deem jeito nos desconfiados que se avolumam – o senhor me sai com mais um de seus aparvalhados “pensamentos”...

O senhor já deu o que tinha que dar! Já encantou as “zelites”, em que hoje cospe, é malandro adivinhado, cujo arsenal de espertezas está no fim, porque o que existe pela frente é desemprego e recessão pelo caminho. O senhor preferiu a popularidade fácil às reformas estruturais e deu no que deu. Perdeu o bonde da história! Agora não tem mais dinheiro para nada e os plutocratas que o senhor ofendeu hão de lhe dar o troco, rapidamente.

Muitos outros, por outro lado, irão cobrar-lhe o jogo de palavras, em si. Mas isso é irrelevante, dado o enorme cipoal de batatadas com que Vossa Excelência já nos brindou, ao longo da sortuda vida de governante. No entanto, a sorte acabou e o que importa é o que se demonstra por baixo do palavrório chulo e insensato, produzido de propósito, como aduziram os jornais britânicos, para o despreparado público doméstico.

Aqui dentro, o senhor quer achar um culpado para a nossa crise! Não são os índios, os negros, os homossexuais, os portadores de necessidades especiais, os quilombolas, os estudantes, os adeptos de movimentos sociais; não são as ONGs, os idosos, os aposentados, os cotistas das universidades, os meninos de rua, os mendigos, os analfabetos funcionais ou os semi-mortos nas emergências dos hospitais – não!, são os brancos, os louros de olhos azuis que desestabilizam a Pátria-mãe multirracial!

Não é a tresloucada política econômica que o senhor nos impingiu, que agora explode por todos os diques, não é a “cumpanheirada” aboletada nos cargos e fundos de pensão, nem os banqueiros amigos, que agora estão sofrendo, coitados!, porque veem os lucros diminuindo, não são as empresas a despejar empregados na rua da amargura – não, os culpados são os outros, os de fora, aqueles em que o senhor não pode mandar, porque seus capitais especulativos não virão mais para cá e nossa elite está externalizando os próprios haveres, porque sabe muito bem o que vem por aí...

O senhor me ofendeu e ofendeu minha meiga menina! Ela não tem culpa de viver num país governado por um despreparado, que no final do governo sabe que não haverá retorno, que o estoque de mágicas terminou e o palhaço ficou só, no picadeiro. Resta chorar, porque o senhor provoca pena, o personagem alquebrado já encheu, como novela repetida e não adianta dividir para reinar, colocando branco contra negro, índio contra não-índio, empregado contra desempregado, proprietário contra sem-terra, militares contra anistiados – que esse jogo não pega mais, não esconde a falência dos gestos e a vacuidade do governante que não tem para onde ir, a não ser que, constrangido, efetue um golpe de força contra o arremedo de estado de direito e a falsa democracia, que ainda nos une.

O senhor não maneja a crise, é completamente manejado por ela! Não antecipou a constrição dos seus tentáculos e por conta do próprio orgulho e de imaginar que estava fazendo o melhor dos governos demorou demais a acordar! Agora Inês é morta e só faltava dizer que os assassinos eram brancos, louros e de olhos azuis. Um péssimo detetive nesses tempos exitosos de Polícia Federal!

No entanto, o senhor escolheu mal a acusação! Ofendeu-me e a milhares de brasileiros, descendentes de europeus, que misturaram o próprio sangue e as esperanças na epopéia de construir uma nação multiétnica e multirracial. Só o senhor discrimina, do alto de seus preconceitos arraigados e encardidos de homem complexado, que jamais se livrou de si mesmo!

O pior, presidente, é como o senhor fica, exibido em todas as esquinas! É tema de deboche nos bares! É diplomado na bazófia, no menoscabo, no que de pior pode haver num homem que veio de baixo: o senhor provoca vergonha nos pobres. E agora quer provocar raiva nos aparentemente ricos! Nunca neste país!

Sinto-me ofendido e acho que este povo, em clamor nacional, deveria enquadrá-lo no crime de racismo! O que o senhor disse é muito pior, para minha filha, do que chamá-la de loura burra ou branca azeda. Esses codinomes os brancos desse país já estão acostumados a ouvir.

O que não aguentamos é ver o chefe da Nação, solerte, do alto da própria ignorância triunfante, personalizar a culpa de uma crise que o senhor não quer sobre os ombros, como aliás nenhum dos mastodônticos crimes de corrupção que se refletiram sobre o seu governo!

O senhor ofende porque está em desespero! Ofende porque está no fim da estrada e a sorte sumiu! Mas não se esqueceu das próprias origens, do ressentimento e de encarnar o ato obsceno daquele personagem da piada, que já não se pode mais contar neste país: o senhor nos ofendeu e ainda está fazendo das suas, na saída...

____________


(*) Waldo Luís Viana é escritor, economista e poeta e pede desculpas aos seus pouquíssimos leitores por ter sido tão gentil...

Teresópolis, 27 de março de 2009.

http://www.guiasaojose.com.br/novo/coluna/index_novo.asp?id=2457


Obs.: Você também me ofendeu, Lula, pois tenho uma linda neta branca de olhos azuis! (F. Maier)

O tempo é o senhor da razão...

O TEMPO É O SENHOR DA RAZÃO...

http://bairrodebotafogo..blogspot.com/

Segunda-feira, 30 de Março de 2009

É importante que estas notícias sejam difundidas ... a memória é fraca.

NUNCA NA HISTÓRIA DESSE PAÍS CONSTRUÍRAM-SE TANTAS MORADIAS POPULARES
COMO NOS GOVERNOS MILITARES

Luiz Mendonça

O presidente da República estufa o peito e anuncia a construção de 1 milhão de casas para as pessoas de baixa renda. Mas ao mesmo tempo alerta que não adianta cobrar quando esse número será alcançado.

Diz que o ideal seria em 2009, mas pode ser em 2010 ou mais pra frente. Alguns jornalistas que não lêem ou propositalmente fazem questão de ignorar, chegam a afirmar que nunca se fez tanta casa popular no Brasil..

Algumas considerações:

Fui Coordenador de Comunicação Social do Ministério do Interior, a convite do Ministro Mário David Andreazza, durante o ano de 1979, sendo Secretário Geral Augusto Cézar de Sá da Rocha Maia e presidente do BNH José Lopes de Oliveira.

Acompanhei, contudo, todo o trabalho do extraordinário brasileiro que foi Andreazza até 1985, quando o General João Baptista de Oliveira Figueiredo deixou a Presidência da República, sendo sucedido por José Sarney.

No Governo Figueiredo, sob o comando do Ministro Andreazza, somente para pessoas de baixa renda foram construídas 1 milhão e 500 mil moradias em todo o Brasil. O programa denominava-se PROMORAR e teve enorme repercussão.

O BNH, durante o tempo que existiu durante os governos militares, construiu 3 milhões de moradias.

Não está computada, aí, a construção provavelmente de outro tanto ou mais de residências para as pessoas das classes média e rica, que iam ao Sistema Financeiro de Habitação obter financiamento.

Muito importante ressaltar que havia um seguro pago pelo financiado segundo o qual ao término do PRAZO acordado com a entidade financiadora, a Caixa Econômica Federal à frente, NADA MAIS tinha a ser pago, independentemente do saldo devedor. Isto era ser justo, isto era pensar nos cidadãos, isto era não privilegiar os banqueiros glutões.

Rocha Maia, hoje apenas como observador da cena nacional – mas bem que poderia ser um conselheiro – recorda-me que o mais importante era o sistema de água e esgoto. Todas as casas eram entregues com saneamento. Água de boa qualidade, esgotos sanitários, o que vale dizer, SAÚDE.

O financiamento era do Banco Mundial (BIRD), com recursos também do Governo Federal e do Banco Nacional da Habitação.

As moradias foram construídas em mais de 1.600 municípios.

O presidente da entidade que conduz a Construção Civil atualmente – cujo nome não me ocorre agora – disse recentemente, a propósito do lançamento do novo programa do atual governo, que “até 20 anos atrás 600 mil residências eram construídas por ano”.

Quando integrantes do atual governo foram projetar o novo programa habitacional para 1 milhão de moradias, foram recomendados pelo próprio Governo Federal a irem conhecer o programa realizado pelo México. Lá, receberam, com surpresa, a informação de que o programa deles fora copiado do programa do Brasil, executado pelo BNH, com ênfase no Governo Figueiredo.

A própria Ministra da Casa Civil disse que “nos últimos 20 anos nada foi feito (nesse caso). Tudo o que se tem de moradias populares foi antes dos últimos 20 anos”.

Eu completo: no período dos governos militares. Naquela época havia planejamento, visão de futuro.

E um dos mais extraordinários representantes da época em que se construíam benefícios para o povo brasileiro era Mário David Andreazza.

E quem quiser saber mais, em agosto o filho dele, Mariozinho Andreazza, vai lançar um livro sobre as realizações do pai. No Rio de Janeiro.


(*) LUIZ MENDONÇA é jornalista há 42 anos. Na ativa.

Contra fatos não pode haver conjecturas

Contra fatos não pode haver conjecturas

José Nêumanne (*)

O Estado de S. Paulo - 1/4/2009

Desembargadora reclama de excesso de condicionais em sentença judicial

Quis Deus Nosso Senhor que este artigo seja publicado aqui em 1º de abril, o dia da mentira, no qual, desde eras imemoriais, pregam-se peças e se dão sustos em amigos, abandonando-se os rígidos cânones da verdade absoluta. Não cabe a este limitado e inculto cronista de costumes políticos invadir aqui nem a seara antropológica de Roberto DaMatta nem a área psicanalítica do terapeuta Flávio Gikovate, entrevistado por Sonia Racy para o Caderno 2 de anteontem. A mentira, lembrou este, é “um óbvio sinal de inteligência da criança”. E, da mesma forma como pode ser uma demonstração de mau caráter de alguém que a utiliza para se dar bem, levar vantagem, como rezava a Lei de Gérson, também tem um lado bom. A chamada “mentira piedosa” facilita tudo, porque “as pessoas não gostam de ouvir a verdade”, disse Gikovate.

Os anglo-saxões têm obsessão pela verdade, certamente porque a prosperidade de uma sociedade depende do cumprimento dos compromissos pelos contratantes. Sem dúvida, um dos índices mais reveladores da higidez de uma economia é o da inadimplência: quanto mais alto este for, menos confiável aquela é. Nós, latinos, somos mais compassivos com quem mente ou com quem deixa de honrar um compromisso, até por nos considerarmos mais ladinos. A mentira pode ser um “instrumento da inteligência humana”, como explicou o psiquiatra ouvido por Sonia. Mas isso só se aplica à vida privada, nunca à vida pública, que deve primar mais pela transparência que pela cortesia. Sem hipocrisia não há relações sociais, mas, aplicada na gestão pública, ela provoca desastres. Autor e leitor seriam hipócritas, contudo, se não reconhecessem que a prática política desmente e desmonta essa teoria a cada segundo. O cidadão está condenado a ouvir mais mentiras de seus representantes ou governantes que de seus cônjuges.

Mais nefasta que a negação da verdade – admitida em forma de silêncio como elemento de defesa no Direito, desde sempre (é clássico o conceito de que ninguém é obrigado a confessar a verdade, se isso lhe for prejudicial num processo) – pode ser a verdade pela metade. A chamada meia-verdade tem sempre o efeito maléfico de uma mentira e meia. Pois esse estratagema de se apropriar de parte de um fato para convencer ou prejudicar outrem, de maneira maquiavélica, produz efeitos mais danosos à vítima que o impacto da grosseria de uma verdade dita de forma abrupta e em hora imprópria e também que uma maledicência cheia de veneno.

Pior ainda que a meia-verdade é a conjectura – alguém imputar a outrem algo que pensa que fez (ou até sabe que não fez) para tirar vantagem disso. A difamação pela conjectura é uma velha tática política de desqualificação do adversário para lhe tomar o poder, subjugá-lo e, por fim, esmagá-lo. Mestre consagrado nessa arte foi Josef Stalin, que conseguiu a proeza de fazer com que, em nome de ideais comuns, antigos companheiros, tornados desafetos nas disputas internas pelo controle do Partido Comunista da União Soviética (PCUS), confessassem crimes que não cometeram, mas lhe foram atribuídos pelo tirano.

A prática stalinista da submissão do oposto por sua difamação tem sido usada com frequência em nosso país. O procurador Luiz Francisco de Souza ganhou o apelido do frade queimador de bruxas da Inquisição Torquemada pela devoção com que se dedicava à destruição de reputações, inspirando-se mais nas próprias convicções ideológicas que nos fatos. Hoje seu nome repousa em merecido ostracismo, mas o santo ofício a que se dedicou ainda tem seus prosélitos. Conjecturas motivaram as denúncias de “corrupção grossa” de ilustres próceres do Partido dos Trabalhadores (PT) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) contra a cúpula das telecomunicações no governo federal tucano. Quem nelas se inspirou mereceu críticas certeiras do juiz federal que absolveu os responsáveis pela privatização das telefônicas, porque nunca se esforçaram para provar o que delataram. Apesar da sentença histórica, também não faltaram expressões condicionais no relatório do delegado Protógenes Queiroz sobre as práticas heterodoxas do banqueiro Daniel Dantas.

Protógenes foi afastado da investigação, mas pode ser que não tenha sido um caso isolado na Polícia Federal, a julgar pela decisão da desembargadora Cecília Melo, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª região, de mandar soltar sete presos – cinco diretores e duas secretárias da empreiteira Camargo Corrêa. Sem medo de contrariar os “idiotas da objetividade”, que estão sempre prontos para conjecturar sobre a suspeição das decisões da Justiça de mandar soltar protagonistas das espetaculares operações da Polícia Federal, ela teve o cuidado de pinçar da sentença do juiz Fausto De Sanctis (o mesmo que condenou Daniel Dantas à prisão) o uso exagerado de verbos, advérbios e adjetivos condicionais em frases que exigiam substantivos afirmativos: “teriam sido; supostas; poderia estar havendo; poderia; suposto; eventual...”

O despacho com que a desembargadora concedeu o habeas corpus aos acusados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, com prisão ordenada pelo juiz, não os exime preliminarmente de culpa. Ela apenas, no cumprimento estrito de sua função judicante, exigiu tanto dos investigadores quanto dos promotores que apresentassem provas, e não meras hipóteses. Não cabe aqui discutir se os presos cometeram ou não delitos, mas, sim, lhes garantir o mesmo benefício da dúvida pelo qual o presidente Lula tanto se bate quando se trata de julgar e prender os réus do “mensalão”, por exemplo. Se cometeram crimes, têm de responder por eles. Cabe aos policiais e aos promotores investigá-los e mandar fatos, e não conjecturas, para a Justiça resolver se deve puni-los com penas proporcionais aos delitos comprovados.

(*) José Nêumanne, jornalista e escritor, é editorialista do Jornal da Tarde


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Da série Olhos Azuis: Sindicato dos Escritores do DF requer processo contra Lula


Sindicato dos Escritores requer ao Senado processo contra Lula por CRIME DE DISCRIMINAÇÃO RACIAL


Estou enviando cópia em "Cco" a mais de 300 jornais de todo o País.

AC

Comunico aos amigos e correspondentes que remeti a mensagem abaixo a todos os senadores da República.

Abrs. RM

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Prezado Senador

É o presente para solicitar de V. Excia. integral apoio à iniciativa que visa processar o atual Presidente da República pela prática crime de discriminação racial. É intolerável que tenhamos que suportar, além das permanentes agressões que a aludida autoridade, impunemente, comete contra a "última flor do Lácio" os ataques, ainda recentes, contra parcela considerável da população brasileira, cujo único delito foi ter nascida com a cútis branca.

Atenciosamente

Rômulo Teixeira Marinho
OAB/DF 1764 - CPF 239.891.907-24
Diretor Jurídico do Sindicato dos Escritores do Distrito Federal.

Novela das 9: TV Globo a serviço do capeta

Tradução da música da novela das 8h na Globo

CUIDADO: O BICHO COMO MUITOS E MUITOS PENSAM NÃO É FEIO E MUITOS MENOS BURRO!!!

G G VARGAS

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A Rede Globo de Televisão tem colocado como tema principal em sua novela das 8h a música 'Simpatia Com o Diabo' (Sympathy for the Devil) . Colocamos disponível aqui a tradução desta música para que sirva como um alerta para toda a comunidade cristã. Desejamos que você tire suas próprias conclusões sobre este assunto, pois é por uma mensagem como esta, escondida atrás de uma melodia bonita, que os nossos filhos poderão ser atraídos.

Cuidado. O mundo espiritual é mais REAL do que podemos imaginar...


Sympathy for the Devil

(Simpatia Com o Diabo)

Please allow me to introduce myself
I'm a man of wealth and taste
I've been around for a long, long year
Stole many a man's soul and faith

Por gentileza me permita me apresentar
Sou um homem de fortuna e requinte
Estou por aí já faz alguns anos
Roubei as almas e a fé de muitos homens


And I was 'round when Jesus Christ
Had his moment of doubt and pain
Made damn sure that Pilate
Washed his hands and sealed his fate

E eu estava por perto quando Jesus Cristo
Teve seu momento de duvida e dor
Fiz muita questão que Pilatos
Lavasse suas mãos e selasse seu destino


Pleased to meet you
Hope you guess my name
But what's puzzling you
Is the nature of my game

Um prazer em lhe conhecer
Espero que adivinhem o meu nome
Mas o que lhes intriga
É a natureza do meu jogo


I stuck around St. Petersberg
When I saw it was a time for a change
Killed the Czar and his ministers
Anastasia screamed in vain

Eu aguardei em São Petersburgo
Quando percebi que era hora para mudanças
Matei o Czar e seus ministros
Anastácia gritou em vão


I rode a tank
Held a general's rank
When the Blitzkrieg raged
And the bodies stank

Pilotei um tanque
Usei a patente de general
Quando as blitzkrieg urgiam
E os corpos fedia
m

Pleased to meet you
Hope you guess my name, oh yeah
What's puzzling you
Is the nature of my game, oh yeah

Um prazer em lhe conhecer
Espero que adivinhem o meu nome
Mas o que lhes intrigam
É a natureza do meu jogo


I watched with glee
While your kings and queens
Fought for ten decades
For the Gods they made

Assisti com orgulho
Enquanto seus reis e rainhas
Lutaram por dez décadas
Pelos deuses que eles criaram


I shouted out
'Who killed the Kennedys?' When after all
It was you and me

Gritei bem alto
'Quem matou os Kennedys?'
Quando afinal de contas
Foi apenas você e eu

Let me please introduce myself
I'm a man of wealth and taste
And I laid traps for troubadors
Who get killed before they reached Bombay

Permita-me por gentileza me apresentar
Sou um homem de fortuna e requinte
Deixei armadilhas para ministreis
Que morreram antes de chegarem a Bombaim

Pleased to meet you
Hope you guessed! my name, oh yeah
But what's puzzling you
Is the nature of my game

Um prazer em lhe conhecer
Espero que adivinhem o meu nome, oh yeah
Mas o que lhes intriga
É a natureza do meu
jogo

Pleased to meet you
Hope you guessed my name, oh yeah
But what's confusing you
Is just the nature of my game

Um prazer em lhe conhecer
Espero que adivinhem o meu nome
Mas o que lhes confunde
É a natureza do meu jogo


Just as every cop is a criminal
And all the sinners Saints
As heads is tails
Just call me Lucifer
'Cause I'm in need of some restraint

Assim como todo cana (policial) é um criminoso
E todos os pecadores Santos
Como cara é coroa
Basta me chamar de Lúcifer
Pois estou precisando de alguma restrição


So if you meet me
Have some courtesy
Have some sympathy, and some taste
Use all your well-learned politesse
Or I'll lay your soul to waste, um yeah

Então se me conhecer
Tenha alguma delicadeza
Tenha a simpatia, e algum requinte
Use toda sua polidez bem aprendida
Ou deitarei sua alma para apodrecer

Pleased to meet you
Hope you guessed my name, um yeah
But what's puzzling you
Is the nature of my game, um! baby, get down

Prazer em lhe conhecer
Espero que adivinhem o meu nome, oh yeah
Mas o que lhes intrigam
É a natureza do meu jogo


Woo, who
Oh yeah, get on down
Oh yeah
Oh yeah!
Tell me baby, what's my name
Tell me honey, baby guess my name
Tell me baby, what's my name
I tell you one time, you're to blame

Diga-me baby, qual é o meu nome
Diga-me doçura, qual é o meu nome
Diga-me baby, qual é o meu nome
Lhe digo uma vez, é sua culpa

Ooo, who, who
Ooo, who, who
Oh, yeah

Diga-me baby, qual é o meu nome
Diga-me doçura, qual é o meu nome
Diga-me baby, qual é o meu nome
Lhe digo uma vez, é sua culpa


Ooo, who, who
Ooo, who, who
Oh, yeah

A política não admite posição fetal

Ex-Blog do Cesar Maia

01 de abril de 2009

A POLÍTICA NÃO ADMITE POSIÇÃO FETAL!

1. A discussão sobre ter a iniciativa e ser agressivo em campanha é permanente. Os que surgem bem na frente em pesquisas pré-eleitorais tendem a ganhar tempo e rolar a situação. Mas se esse não for o caminho, quando quiser mudar de posição, o espaço estará ocupado. Em todas as eleições presidenciais no Brasil, desde 1989, a postura do vencedor tem sido agressiva. A única exceção ocorreu em 2002, na medida em que quem liderava e quem chegou em segundo tiveram a mesma postura de simples auto-afirmação. Quando -no segundo turno- tentou atacar, já era muito tarde.

2. Na sua coluna de sábado na Folha de SP, Cesar Maia trata desse tema, resumindo um longo artigo de 23 páginas, de Drew Westen -DW- dois meses antes da eleição de Obama. DW é consultor eleitoral em psicologia social. Sua crítica se dirige a postura tradicional do partido democrata em eleições. Abaixo, trechos do artigo.

3. O foco de DW é nunca baixar a guarda, nem deixar o outro lado controlar a mensagem e as narrativas da campanha. Se Obama não pode dizer a verdade sobre o que há de errado com seu adversário, não está falando honestamente ao eleitor, independente de sua motivação, afirma. Há dois princípios da persuasão: chegar na frente para contar o seu lado da história e preparar-se para atacar o que o outro deve dizer.

4. E apresenta um decálogo:

1 - Na política não há criacionismo: use o conhecimento acumulado em comunicação de massa. O PD erra quando acha que responder a um ataque é realçar o ataque.

2 - Pare de jogar damas se o outro lado joga xadrez.

3 - Não confundir mensagens positivas/negativas com éticas/antiéticas: eleitores votam com suas emoções e se você se recusa a falar verdades negativas sobre o seu oponente, está enganando o eleitorado e pondo em risco sua eleição.

4 - Se os ataques de seu adversário refletem um problema de caráter, ataque o caráter dele.
5 - Focalize em “nós” se o adversário quer falar sobre “eles”. Não deixe dividirem os valores entre “nós e eles”.

6 - Conte três histórias sobre o seu adversário, nem mais, nem menos.

7 - Fortaleça a mensagem de mudança com dois ou três assuntos de impacto.

8 - Seu publicitário pode não servir para os debates.

9 - Dirija-se para o olho do furacão, para o centro da tempestade. Não fuja.

10 - A equipe de campanha e o candidato precisam olhar para dentro. Não fuja da fuja da controvérsia, não abandone o conflito, preocupado com temas "radioativos". Fale claramente sobre os valores que o levaram a tomar a posição que tomou. O PD sempre ofereceu razões elevadas para não responder atacando. Suas razões vêm com evasivas: “projetam covardia”. DW finaliza dizendo que, na política, é possível tomar qualquer posição, exceto uma: a posição fetal.

Envenenando as almas das crianças‏

Envenenando as almas das crianças

Miguel Nagib (*)

No capítulo 3º do livro didático “Português Linguagens - 5º ano”, de autoria de William Roberto Cereja e Thereza Cochar (Editora Atual, pertencente ao grupo Saraiva - clique aqui para ver), os estudantes encontram, logo abaixo do título – “O gosto amargo da desigualdade” –, o seguinte parágrafo:

Você alguma vez já se sentiu injustiçado? Seu amigo com duas bicicletas, uma delas novinha, e você nem bicicleta tem... Sua amiga com uma coleção inteirinha da Barbie, e você que não ganha um brinquedo novo há muito tempo... Se vai reclamar com a mãe, lá vem ela dizendo: ‘Não reclama de barriga cheia, tem gente pior do que você!’. Será que há justiça no mundo em que vivemos?

A resposta negativa é apresentada sob a forma de um texto, em estilo pretensamente literário, seguido de uma bateria de perguntas destinadas a atiçar o “pensamento crítico” dos alunos (supondo-se, é claro, que crianças de 10 anos possuam conhecimento e maturidade para pensar criticamente).

O texto consiste, resumidamente, no seguinte: ao ver o filho entretido com um globo terrestre, o pai lhe confessa a sua “birra contra geografia”, atribuindo a aversão a uma professora que tivera no ginásio. Um dia, conta o pai, a professora Dinah resolveu dar aos alunos uma aula prática sobre a distribuição de renda no Brasil. Dizendo que o conteúdo de uma caixa de doces representava a riqueza do país, a professora começou a distribuir os doces entre os alunos, dando a uns mais que a outros. Os primeiros da lista de chamada ganharam apenas um doce; da letra G até a M, dois doces; de N a T, três; Vanessa e Vítor ganharam seis, e Zilda, finalmente, ganhou a metade da caixa, 24 doces. A satisfação inicial dos primeiros se transformava em revolta à medida que percebiam a melhor sorte dos últimos: “Ninguém na sala conseguia acreditar que a Dinah tava fazendo aquilo com a gente. Até naquele dia, todo mundo era doido com ela, ótima professora, simpática, engraçada, bonita também.” A história termina com o filho, frustrado, entregando ao pai o globo terrestre: “Toma esse negócio. Se a geografia é assim desse jeito que você tá falando, eu não vou querer aprender também não”.

Seguem os questionamentos:

– A distribuição dos doces promovida pela professora serviu para ilustrar como é feita a distribuição de riquezas no Brasil. Associe os elementos da aula ao que eles correspondem no país:
• a caixa de [doces] • os patrões, os empresários, o governo, etc.
• os alunos • o povo
• a professora • a riqueza

– Dos alunos da sala, quem você acha que reclamou mais? E quem você acha que não reclamou? Por quê?

– Na opinião da maioria dos alunos, como a professora deveria ter distribuído os doces?

– A distribuição de doces feita pela professora ilustra a situação de distribuição de renda entre os brasileiros. De acordo com o exemplo:
a) Quem fica com a metade da riqueza produzida no país?
b) Para quem fica a outra metade?
c) Na sua opinião, a minoria privilegiada reclama da situação?
d) E os outros, deveriam reclamar? Por quê?

– Dona Dinah, pela aula prática que deu, talvez não tenha agradado a todos os alunos. No entanto, você acha que eles aprenderam o que é distribuição de renda?

– No final do texto, Mateus diz ao pai: “Toma esse negócio!”. E começa a dormir sem o globo terrestre.
a) O que você acha que o menino está sentindo pelo globo nesse momento?
b) Na sua opinião, é pela geografia que ele deveria ter esse sentimento?

– Segundo o narrador, a turma tinha entre onze e doze anos e não estava interessada no assunto distribuição de renda. Na sua opinião, existe uma idade certa para uma pessoa começar a conhecer os problemas do país? Se sim, qual? Por quê?

– Os alunos que ganharam menos doces sentiram-se revoltados com a divisão feita pela professora.
a) Na vida real, como você acha que se sentem as pessoas que têm uma renda muito baixa? Por quê?
b) Que consequências a baixa renda traz para a vida das pessoas? Dê exemplos.
c) Na sua opinião, as pessoas são culpadas por terem uma renda baixa?

– Muitas pessoas acham que uma das causas da violência social (roubos, furtos e sequestros, por exemplo) é a má distribuição de renda. O que você acha disso? Você concorda com essa opinião.

Vejam vocês a que nível chegou a educação no Brasil.

Decididos a “despertar a consciência crítica” dos seus pequenos leitores – missão suprema de todo professor/escritor amestrado na bigorna freireana (ademais, se o livro não for “crítico”, a editora não quer, porque o MEC não aprova, os professores não adotam e o governo não compra) –, mas cientes, ao mesmo tempo, da incapacidade das crianças para compreender minimamente, em termos científicos, o tema da desigualdade social, Cerejão e Therezinha (permitam-me a liberdade eufônica) optaram por uma abordagem emocional do problema. Afinal, devem ter ponderado, embora os alunos não tenham idade para entender o que é e o que produz a desigualdade na distribuição das riquezas, nada os impede de odiar desde logo essa coisa, o que quer que ela seja.

A dupla de escritores assumiu, desse modo, o seguinte desafio (como eles gostam de dizer) “político-pedagógico”: criar uma empatia entre os alunos e as “vítimas da injustiça social”; induzi-los a acreditar que toda desigualdade é injusta, de sorte que para acabar com a injustiça é preciso acabar com a desigualdade; e predispô-los, enfim, a aceitar ou apoiar a bandeira do igualitarismo socialista.

Como na cabeça de Cerejão e Therezinha vida de pobre consiste em sentir inveja de rico, era necessário lembrar às crianças como é triste não ter uma bicicleta, quando o amigo tem duas, ou não ter uma boneca, quando a amiga tem várias. Mas, em vez de chamar essa tristeza pelo nome que ela tem desde os tempos de Caim, o livro a ela se refere como “sentimento de injustiça”.
Assim, além de transmitir às crianças uma visão ideologicamente distorcida – e portanto falsa – dos mecanismos de produção e distribuição da riqueza na sociedade e da realidade vivida por uma pessoa pobre, a dupla Cerejão e Therezinha as ensina a mentir para si mesmas, a fingir que sentem o que não sentem e a berrar “injustiça!” ao menor sintoma de inveja – própria ou de terceiro (essa última presumida) – provocada por alguma desigualdade.

Como se vê, isto não é uma aula, é uma iniciação nos mistérios do esquerdismo militante!

Ou seja, no Brasil de hoje, os autores de livros didáticos já não se contentam em fazer a cabeça dos estudantes; eles querem danar as suas almas.

Trata-se, em essência, de uma paródia satânica da parábola dos trabalhadores da vinha, onde Cristo nos ensina, entre tantas outras coisas, que não existe correlação necessária entre desigualdade e injustiça e que é Ele próprio – o justo por excelência – a maior, senão a única, fonte de desigualdades do universo. “Amigo, não fui injusto contigo. Não combinaste um denário? Toma o que é teu e vai. Eu quero dar a este último o mesmo que a ti. Não tenho o direito de fazer o que eu quero com o que é meu?”

Que a palavra “satânica” – o esclarecimento é do filósofo Olavo de Carvalho – “não se compreenda como insulto ou força de expressão. É termo técnico, para designar precisamente o de que se trata. Qualquer estudioso de místicas e religiões comparadas sabe que as práticas de dessensibilização moral são o componente mais típico das chamadas ‘iniciações satânicas’. Enquanto o noviço cristão ou budista aprende a arcar primeiro com o peso do próprio mal, depois com o dos pecados alheios e por fim com o mal do mundo, o asceta satânico tanto mais se exalta no orgulho de uma sobre-humanidade ilusória quanto mais se torna incapaz de sentir o mal que faz”.

Vem daí o sentimento de superioridade moral da militância esquerdista que há mais de trinta anos deposita seus ovos nas cabeças dos estudantes brasileiros, parasitando, como solitárias ideológicas, o nosso sistema de ensino.

Chamo a atenção para a malícia empregada na montagem do experimento (pouco importa se fictício ou real): se a professora houvesse distribuído os doces em conformidade com o desempenho alcançado pelos alunos, eles entenderiam perfeitamente a razão da desigualdade. Dificilmente algum deles se revoltaria. Mas, se isto fosse feito, o tiro sairia pela culatra, pois as crianças também aceitariam com absoluta naturalidade o fato de na sociedade uns ganharem mais e outros menos. Para isso não acontecer, a distribuição tinha de ser gratuita. Só assim o sentimento de inveja (que se pretendia instrumentalizar) não seria contido pela percepção intuitiva de que, por justiça mesmo, uns de fato merecem receber mais e outros menos.

A coisa toda é tão pérfida e tão covarde que somos levados a pensar – sobretudo à vista das perguntas, que parecem haver sido formuladas por pessoas com o mesmo nível de conhecimento e maturidade do público a que são dirigidas – que os autores não têm capacidade para perceber a gravidade do delito que estão cometendo contra crianças totalmente indefesas. Sem descartar essa possibilidade – o que faço em benefício dos próprios autores –, há razões de sobra para atribuir esse crime a uma causa mais profunda e mais geral.

“Hoje em dia – escreve Eduardo Chaves, Professor Titular de Filosofia da Educação da Universidade Estadual de Campinas (http://chaves.com.br/TEXTSELF/PHILOS/Inveja-new.htm) –, “o sentimento pelo qual a inveja pretende passar, a maior parte do tempo, é o de justiça – não a justiça no sentido clássico, que significa dar a cada um o que lhe é devido, mas a justiça em um sentido novo e deturpado, qualificado de ‘social’, que significa dar a cada um parcela igual da produção de todos – ou seja, igualitarismo. (...)

Um postulado fundamental da ‘justiça social’ é que uma sociedade é tanto mais justa quanto mais igualitária (não só em termos de oportunidades, mas também em termos materiais, ou de fato). ‘Justiça social’ é, portanto, o conceito político chave para o invejoso, pois lhe permite mascarar de justiça (algo nobre, ao qual ninguém se opõe) seu desejo de que os outros percam aquilo que têm e que ele deseja para si, mas não tem competência ou élan para obter. (...)

A luta pelo igualitarismo se tornou verdadeira cruzada a se alimentar do sentimento de inveja. Várias ideologias procuram lhe dar suporte. A marxista é, hoje, a principal delas. A desigualdade é apontada como arbitrária e mesmo ilegal, como decorrente de exploração de muitos por poucos. Assim, o que é apenas desigualdade passa a ser visto como iniqüidade. (...)

O igualitarismo tornou-se o ópio dos invejosos.”

O que vemos nesse livro de Português – incluído pelos especialistas do MEC no Guia do Livro Didático de 2008 – é a preparação do terreno; é a fumigação que pretende exterminar ou debilitar as defesas morais instintivas das crianças contra o ataque da militância socialista que as aguarda nas séries subsequentes.

Mas, por favor, que ninguém desconfie da bondade desses educadores. Afinal, eles não querem nada para si; são apenas “trabalhadores do ensino” (como eles também gostam de dizer), tentando contribuir para a construção de uma sociedade mais justa. Vejam a Dinah: “ótima professora, simpática, engraçada, bonita também”. Ora, quem somos nós para discordar?
Assim postas as coisas, só nos resta pedir a Deus que proteja as crianças brasileiras da bondade militante dos seus professores.

(*) Miguel Nagib, coordenador do site http://www.escolasempartido.org/

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31 de Março: Ordem do Dia do Comandante do Exército

Ordem do Dia do Comandante do Exército Brasileiro - 31 de Março 31/03/2009

Uma nação amadurece, se aprimora e se afirma quando consegue construir, por vontade própria, sua História. E História só se escreve com maiúscula quando acontecimentos marcantes se afastam das paixões do momento e passam pelo crivo da imparcialidade e da eqüidistância das partes envolvidas.

A trajetória de nosso País pós-independência é plena de acontecimentos que contribuíram, de forma direta ou indireta, para o processo de solidificação das instituições. O tempo e o espírito cívico de nossa gente permitiram que crescêssemos em busca de um futuro mais justo.

Nos cenários de cada época, do Império até os dias atuais, pudemos assistir à construção de um Exército que é parcela ativa da sociedade brasileira, representado em suas fileiras por todas as camadas sociais, segmentos raciais, credos religiosos e totalmente afinado com os anseios e aspirações do nosso povo.

Esse Exército – o seu Exército – orgulha-se do passado, porque nele os valores e postulados da Instituição, que se confundem com os da própria Nação brasileira, nasceram e se consolidaram.
Esse Exército – o seu Exército – considera que esse passado pertence à História , e volta-se para o futuro, trabalhando pelo desenvolvimento nacional e empregando a mão amiga de sua gente toda vez que necessidades, urgências e emergências clamam por sua presença.

Esse Exército – o seu Exército – recebeu e recebe, de braços abertos, em suas casernas, sucessivas gerações, para lhes transmitir, de forma inigualável, lições de patriotismo e exemplos de servidão cívica, de abnegação irrestrita, de ética e de probidade.

Esse Exército – o seu Exército – juntamente com Marinha e Aeronáutica, sabiamente garantiu e garante a soberania e a integridade nacionais, em clima de paz e tranqüilidade, baseado no respeito aos vizinhos e na autodeterminação dos povos, mas, também, na dissuasão silenciosa, na eficácia evidente e na competência reconhecida.

Esse Exército – o seu Exército – emprega, diariamente, aquilo que possui de mais valioso – a energia e a dedicação de seus integrantes, soldados e servidores civis, homens e mulheres, em prol da construção de um amanhã melhor.

Esse Exército – o seu Exército – é conciliador sem perder a altivez, generoso com os vencidos, nobre nas atitudes, respeitador da lei, avesso aos ressentimentos – herdeiro legítimo que é do Duque de Caxias, nosso Patrono maior, o Pacificador.

Nesse contexto, o 31 de Março insere-se, pois, na História pátria e é sob o prisma dos valores imutáveis de nossa Força e da dinâmica conjuntural que o entendemos. É memória, dignificado à época pelo incontestável apoio popular, e une-se, vigorosamente, aos demais acontecimentos vividos, para alicerçar, em cada brasileiro, a convicção perene de que preservar a democracia é dever nacional.

General-de-Exército Francisco Roberto de AlbuquerqueComandante do Exército

JB ONLINE, 31 Mar 2009

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OPINIÃO

1964, uma reflexão

Jarbas Passarinho

O reitor Jacques Dehaussy, da Universidade de Dijon, na França, ao fim dos anos 70 do século passado, presidiu simpósio sobre o Papel Extramilitar das Forças Armadas no Terceiro Mundo. Cientistas políticos e mestres universitários dedicaram-se ao exame da incidência dos golpes de Estado no Terceiro Mundo, violando a subordinação dos militares ao poder civil. Ainda que os Anais de Tácito não se prestem a tirar conclusões sociológicas de todos os eventos por ele vividos na decadência do Império Romano, distinguem-se as modalidades das intervenções, segundo o epílogo do simpósio. As mais arcaicas originam-se do caudilhismo, das ditaduras puramente pessoais, ou da defesa dos privilégios da profissão. Outras — reconheceram os participantes do estudo do tema — responderam ao apelo vindo de fora dos quartéis, dos civis que invocaram a consciência dos militares, ou a impaciência deles para com os desmandos do poder civil.

Participei de dois golpes de Estado, um como tenente, cumprindo ordem superior, e outro coordenando-o como tenente-coronel, no Pará. No primeiro, depusemos o ditador Getúlio Vargas, em 1945. O poder civil não se fez respeitado, mas logo restabelecido na subordinação dos militares ao Supremo, para presidir a redemocratização do país. O general José Pessoa, em nome do Exército, foi à casa do ministro José Linhares, presidente do Supremo Tribunal Federal, e em nome das Forças Armadas convidou-o a assumir o governo e convocar eleições, que logo se realizaram.

O segundo golpe proveio do “apelo dos civis à consciência dos militares” para com os desmandos do governo e uma ameaça, em plena guerra fria, de aliança do governo com os comunistas. No Pará, onde eu servia, havia-nos preparado para prevenir um autogolpe de Jango, aliado a Prestes, intentando o estado de sítio e a reforma arbitrária da Constituição, enquanto paralelamente Leonel Brizola pregava o fechamento do Congresso. A aliança com o PCB, de que Prestes era o primeiro-secretário, conta-a Luiz Carlos Prestes no livro Prestes, lutas e autocríticas, por ele ditado a Dênis de Moraes, da sua grei. Revela, ademais, que Jango, em plena expansão do comunismo internacional, “até já compreendia o papel que exercia a União Soviética”.

Fixamo-nos no plano de resistência ao que um comunista, que não deforma a história, denominou de pré-revolução, com apoio dos líderes sindicais e dos sargentos. Em Brasília, sargentos da Aeronáutica e da Marinha, armados, tomaram, em setembro de 1963, o quartel dos fuzileiros, ocuparam os ministérios e os órgãos de comunicação. Travaram luta com tropas do Exército, com mortes, até se renderem. Em março de 64, outro motim. O dos marinheiros no Rio de Janeiro. Os fuzileiros navais que, de ordem do ministro da Marinha, foram mandados para prendê-los, solidarizaram-se com os amotinados.O presidente aceitou a demissão do ministro e o substituiu por outro simpático aos revoltosos.

A disciplina e a hierarquia, pilares de qualquer força armada, desmoronadas transformaram os amotinados em bandos armados prestigiados pelo próprio presidente da República. No livro de Prestes, há uma passagem em que Jango quis apresentar-lhe uma dezena de generais que lhe seriam leais. Prestes diz que nunca foi apresentado aos generais, mas que “Jango se enganava com eles, pois lhe conhecia a postura anticomunista”.

A desordem civil e a amotinação dos militares graduados já eram parte da disputa pelo poder. Que mais faltava para conquistá-lo? A imprensa, com a única exceção da Ultima Hora, clamou pelo afastamento do presidente Goulart. No Rio de Janeiro, o Correio da Manhã, no dia 30 de março, clamava, na primeira página: “O Brasil já sofreu demasiado com o governo atual. Agora basta!”. No dia seguinte: “Só há uma coisa a dizer ao senhor João Goulart: saia!”. O Correio não estava só. O JB, em editorial, levanta a suspeita de ameaça comunista: “Quem quisesse preparar um Brasil nitidamente comunista não agiria de maneira tão fulminante quanto o sr. João Goulart a partir do comício de 13 de março”.

Da mesma ameaça trataram editoriais de O Globo. A Folha de S.Paulo, em face do comício, em que as bandeiras da foice e martelo desfilavam na frente do palanque de Goulart, desafiava: “Resta saber se as Forças Armadas ficarão com o presidente, traindo a Constituição, ou defenderão as instituições e a pátria”. O prestigioso jornal Estado de Minas se antecipara. A 18 de março, alertava: “A sorte está lançada. Ninguém tem mais o direito de iludir-se. Abrem-se agora dois caminhos ao Brasil: a democracia e o comunismo”. Em São Paulo, a passeata “com Deus e pela Liberdade”, liderada pelas mulheres contou com quase 1 milhão de civis e religiosos.

Goulart, no auge da agitação e da falência da disciplina militar, proferiu, dia 30 de março, exaltado discurso no encontro com um milhar de sargentos, que o homenageavam no Automóvel Clube do Rio de Janeiro. Prestes comenta no livro: “Qual é o oficial do Exército que vai ficar tranquilo sabendo que o presidente da República se dirige, naquela linguagem, aos sargentos?”. Jango detonou a contrarrevolução, apoiada maciçamente pelo povo. Não houve um só tiro disparado.

São passados 45 anos. Hoje, a contrapropaganda da esquerda ousa negar provas indesmentíveis. A verdade incomoda e a isso não voltarei. É inútil convencer mitômanos, a serviço dos resíduos do comunismo fracassado.

(*) Foi ministro de Estado, governador e senador

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OPINIÃO

Ari Cunha

Golpe interrompido

Nesta data, em 1964, o Brasil pegava fogo. João Goulart armava a mudança do regime. O comunismo ameaçava o país. Em São Paulo, surgiu movimento comandado pelas senhoras católicas. Saíram às ruas protestando contra o desvio para onde o Brasil estava sendo dirigido. O movimento chegou a outros estados. Mostrava a revolta em que vivia o povo. O comunismo não tinha vez. Era contra o que pensam ainda hoje os brasileiros. As Forças Armadas seguiram a tradição de paz. Apareceram com valor. Assim foi evitada a entrada do Brasil no caminho aberto por outros povos. Instituiu-se o governo militar. O presidente escolhido para substituir Jango foi Castello Branco. Homem de liderança nas Forças Armadas, prontificou-se a terminar o mandato interrompido. Ficou mais um ano por determinação da massa e da força. O projeto era devolver a democracia ao Brasil. A revolução durou 20 anos, sufocando até guerrilha no Araguaia. O país não vive mais a agonia. A história é contada fora da verdade. Derrotados ganharam em dinheiro o “patriotismo” do gesto. Foi prêmio aos porcos que mataram jovens com a farda militar para roubar armas. Esses mortos escreveram a história com dignidade.