MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

terça-feira, 31 de março de 2009

A mente etílica de um desqualificado

A MENTE ETÍLICA DE UM DESQUALIFICADO - PARTES 1 e 2‏


A MENTE ETÍLICA DE UM DESQUALIFICADO

I

O desqualificado etílico declarou que as pessoas brancas, loiras e de olhos azuis são as responsáveis pela crise mundial. Não sabíamos que os poderes públicos calhordas, que deixam de cumprir com suas obrigações de controlar e fiscalizar corretamente as atividades empresariais somente tem pessoas com essas características.

Não é o título ou o cargo que nos obriga ou nos faz respeitar uma pessoa.

A sociedade, ao permitir a propagação de uma candidatura de uma terrorista do tempo do regime militar para suceder o Retirante Pinóquio, já pode ser qualificada de absolutamente estúpida, do tipo roleta russa.

Ao lançar seu plano de construção de um milhão de moradias ao lado de sua candidata à sucessão presidencial, o Retirante Pinóquio demonstra ter perdido, se é que em alguma vez na sua vida apresentou essa preocupação, qualquer mínimo compromisso com a honestidade de propósitos, deixando claro que ninguém lhe peça prazos para a transformação em realidade mais esse projeto absurdamente comprador de votos dos menos favorecidos.

A canalhice pública avançou no método: continua sendo criativa, mas ressalta não ter prazo para que suas mentiras sejam comprovadas.

A simples esperança da massa de ignorantes de serem tratados com justiça social e dignidade por poderes públicos corruptos, corporativistas e prevaricadores, já trará grandes consequências eleitoreiras.

A criativa burocracia comunista para animar a festa promoverá o cadastramento dos interessados e colocará nas telas da TV Globo muitas propagandas para divulgação sustentada das promessas do desgoverno, que alimentarão o veio do real objetivo do Retirante Pinóquio, que é a descarada compra de votos para a candidata terrorista do tempo do regime militar.

Muito em breve teremos as primeiras inaugurações das moradias, construídas a toque de caixa e inauguradas com a presença da Estela, pois o importante é alimentar as esperanças dos menos favorecidos, que passam a vida elegendo esses canalhas, mas recebendo, no final das contas, apenas a xepa do desenvolvimento social.

Se construírem umas dez mil até o final do mandato do desqualificado etílico já terá sido suficiente, pois para a mente dos palhaços e imbecis dos eleitores desses patifes o importante não é receber o prometido, mas sim continuar acreditando que um dia a promessa vai ser cumprida.

Invariavelmente esses prostitutos da política petista declaram que o sucesso dos seus mirabolantes planos de investimentos, que não passam da mais pura e sórdida enganação eleitoreira, depende “também” da iniciativa privada, abrindo o caminho para as desculpas futuras da comprovação da leviandade da postura do poder público por meio de seus representantes.

Enquanto assistimos esse festival de hipocrisias, somos testemunhas: da falência do sistema de saúde; da degeneração das estradas federais com mais da metade esburacadas ou em péssimo estado de conservação; da degeneração do processo educacional, agora formador genérico de ignorantes e analfabetos funcionais, candidatos a pedintes do poder público, corruptos ou prevaricadores por excelência; de um padrão de segurança pública digno de um país comandado por bandidos e traficantes; das irresponsabilidades sistêmicas dos que cuidam do saneamento e da proteção ao meio ambiente; da falência da família, da degeneração do comportamento dos adolescentes e do recrudescimento formal dos preconceitos raça, cor e status social por decreto do Retirante Pinóquio.

Os princípios da desagregação social propostos por Vladimir Ilyich Ulyanov – Lênin – para garantir a tomada do poder pelo comunismo genocida não poderiam ser mais bem exemplificados do que na conduta do desgoverno petista, que está sendo liderado por esse desqualificado etílico.

Quais serão os benefícios que a TV Globo recebeu do desgoverno petista para apresentar no seu jornal matinal uma entrevista da candidata à sucessão presidencial para falar da absurda mentira desse projeto, mas sem exigir informações consistentes sobre sua viabilidade não eleitoreira? Mais financiamentos oficiais? Mais verbas de propaganda estatal? Refinanciamento de sua dívida bilionária com o BNDES?

É muito grave a crise econômica que o desgoverno petista tenta disfarçar de todas as maneiras, aumentando o assistencialismo clientelista, fazendo adjetivações absolutamente imbecis da realidade da crise econômica mundial, motivando o crescimento sem controle da bolha de crédito para gerar demanda sem aumento da renda, e criando projetos ridiculamente eleitoreiros tipo canalhice do PAC, o Projeto Um Milhão de Moradias entre tantos outros.

A propósito, uma das mais importantes construtoras participantes do PAC acaba de ser desmascarada pela Polícia Política do Petismo, como praticante de diversos crimes de sonegação e outras irregularidades.

O negócio do desgoverno petista sempre foi promover pelo marketing mentiroso e inescrupuloso a fajutice de uma administração assistencialista-clientelista, corrupta e prevaricadora, que sempre foi beneficiada com a demanda mundial de bens e serviços, e recebedora de investimentos – daqueles brancos e loiros que o presidente critica – remunerados com a maior taxa de juros do mundo, deixando para o contribuinte brasileiro de “outras cores” a responsabilidade do pagamento de todas as suas sacanagens políticas.

O mais importante, os investimentos nas bases estruturais da economia para possibilitar o desenvolvimento sustentado, não foram feitos durante todo o desgoverno petista, que fundamentalmente investiu na mentira, na falsidade e na leviandade da política e, principalmente, no aparelhamento dos poderes públicos e das empresas estatais pensando no seu projeto de poder perpétuo.

O país não foi absolutamente preparado para depender menos do que acontece fora de nossas fronteiras; em contrapartida o desgoverno petista promoveu o maior enriquecimento dos banqueiros e seus acionistas, já registrado na história do país.

Os contribuintes que se explodam trabalhando mais de cinco meses por ano para bancar uma máquina pública horrorosamente corrupta e prevaricadora, e pagar todo mês a conta do superávit primário que, há décadas, enriquece os banqueiros e seus acionistas com a prática de juros extorsivos.

O mercado interno continua paralisado na sua capacidade de sustentar o país em uma crise econômica mundial e vive do consumo crescente sem aumento de renda compatível, mas somente motivado pela bolha do crédito e do suborno assistencialista clientelista a perder de vista, bancado com o dinheiro do contribuinte, levando os consumidores ao endividamento irresponsável, que acaba comprometendo a capacidade das famílias de arcarem com suas obrigações essenciais, o pagamento das despesas de moradia, saúde e educação.

Os tão propalados “fundamentos do crescimento econômico estável” e abusivamente repetidos nas bocas dos canalhas, cúmplices desse desgoverno mentiroso, leviano e hipócrita, simplesmente não existem.

Lembram daquele patife que declarou que “o Brasil estava pronto para navegar em céu de brigadeiro”? Pois é, sua verdadeira competência se restringiu em invadir a conta corrente de um cidadão que denunciou suas falcatruas e de seus cúmplices. É aquele mesmo que hoje goza do prestígio do presidente para se lançar candidato a governador de São Paulo. Tudo vinho da mesma pipa apodrecida.

As grandes “obras” dessa absurda mentira chamada de petismo tem sido o suborno incontrolável dos esclarecidos, a prática de um grotesco assistencialismo clientelista comprador de votos que estabelece uma relação de dependência definitiva da massa imbecilizada com o poder público, o aparelhamento incontrolável do Estado com milhares de militantes meliantes, e o apodrecimento moral e ético dos poderes da República e das relações públicas e privadas.

São todas “realizações” de um “gênio” etílico-desqualificado da prostituição da política, que está se aproveitando da covardia e da degeneração de valores das classes sociais que detêm o poder de conduzir mudanças políticas e sociais que poderiam não permitir a consecução do seu projeto de poder perpétuo pelas mãos de uma terrorista do tempo do regime militar.

Até a data das próximas eleições continuaremos assistindo o lançamento de projetos de investimentos fantasiosos, festas de lançamentos de “pedras fundamentais” de obras que nunca serão iniciadas ou acabadas entre tantas outras maracutáias de um picareta da política prostituída que prometeu combater os outros picaretas, mas se mostrou muito pior do que todos eles, o ovo reprodutor da serpente da destruição do Estado de Direito Democrático.

Agora vale tudo o que for possível para colocar na presidência uma cúmplice do Retirante Pinóquio que fará o serviço sujo de jogar para debaixo do tapete toda a sujeita do desgoverno Lula até sua volta triunfal, que será festejada pelo imbecil coletivo e pelos esclarecidos apátridas que estão plantando as sementes para a destruição do futuro de seus filhos e de suas famílias.



Geraldo Almendra

27/março/2009

A MENTE ETÍLICA DE UM DESQUALIFICADO

II

Lula tem o dom de rebaixar o nível das platéias que o assistem na medida em que nada lhes ensina, mas as emburrece muito com seus perdigotos cerebrais. Assistimos esta semana Lula substituir a afabilidade tradicional brasileira para com seus visitantes, ilustres ou não, pela mais rasteira grosseria, e este comportamento servirá de parâmetro para todos aqueles que rezam por sua cartilha. Ao declarar que a crise econômica foi criada por brancos de olhos azuis, Lula fomentou uma infame discriminação racial, bem aos moldes da Alemanha nazista. É a onda de involução histórica que temos de, democraticamente, aturar e esperar passar... para depois, tal como se fez com Hitler, jogá-la no lixo do tempo. (Mara Montezuma Assaf)

“Todos conhecem o filme Forrest Gump, que narra a história de um imbecil que sobe na vida, mas auxiliado por circunstâncias a ele absurdamente favoráveis... Pois nós temos aqui nosso Forrest Lula.” (Wagner Valenti)

A diferença é que as circunstâncias favoráveis se traduzem na falência da educação, na prostituição da política, na absurda corrupção, e no corporativismo prevaricador reinantes nos poderes públicos, condições alimentadoras da degeneração moral e ética das relações públicas e privadas durante os desgovernos civis.

Estava escrito na carta de um leitor publicada em um jornal de grande circulação: “... Lula desafiou os banqueiros...” fazendo referência à sua colocação racista sobre os “causadores” da crise mundial.

“Deixemos de condescendências. Não foi uma gafe, como se costuma dizer para atenuar os desastrados gracejos do presidente da República. Foi uma estupidez. Pior. Foi crime de racismo, coroado pela gabação xenófoba de que aquela gente branca, irracional, de olhos azuis são uns ignorantes que não sabem nada. Lula da Silva deve achar que só ele entende das coisas, como seu alter ego, Hugo Chávez, igualmente populista e chibante.” (Maria Lucia Victor Barbosa)

É de estarrecer a imbecilidade desse tipo de cidadão que tenta enobrecer os coliformes mentais desse desqualificado etílico sem se tocar que trabalha mais de cinco meses por ano para pagar a conta dos juros extorsivos – os maiores do mundo – que o “desafiante dos banqueiros” remunera seus capitais e de seus acionistas porque o Retirante Pinóquio não pode ficar sem os investimentos dos seus “desafetos” que ainda sustentam a economia do país.

Diante de tanta ignorância das massas que conduz os canalhas ao poder público nos estelionatos eleitorais temos o direito de colocar uma questão: será que se nosso país tivesse sido colonizado pelo grupo étnico alvo dos comentários racistas e idiotas do desqualificado etílico o Brasil teria uma sociedade imersa na degradação moral e ética, e que sustenta um poder público absolutamente corrupto e corporativista prevaricador, que trata os contribuintes como palhaços e imbecis?

O que nos faz respeitar alguém, principalmente, são suas qualidades morais, sua postura ética, sua honestidade de propósitos, sua sinceridade, sua dignidade e sua honra.

Esse conjunto de qualidades faz a diferença entre alguém que merece respeito e estima, ou alguém que se mostra desqualificado, isto é, no sentido que queremos dar à palavra, uma fraude de ser humano.

O cargo de presidente da República deveria, naturalmente, ser ocupado por alguém que tivesse alguma coisa a ver com um cidadão que não se apresentasse como essa fraude prostituta da política que nos causa enjôo cada vez que aparece nos palanques para distribuir seus coliformes fecais, mas sim com as citadas virtudes, além de precisar ser um nacionalista-patriota e rigoroso defensor da legalidade, da moralidade e da ética nas relações público-privadas.

Quando vemos – aqueles que não pertencem à canalha da corrupção e do corporativismo prevaricador, como agentes ou como cúmplices – a figura do presidente, a única coisa que podemos sentir é uma profunda vergonha perante o mundo, pelo fato do nosso país ter no seu posto mais importante um homem tão absurdamente desqualificado, que foi alçado ao poder pelo maior estelionato eleitoral de nossa história, tendo como marcas fundamentais de seu desgoverno: o marketing hipócrita, leviano e mentiroso; o corporativismo prevaricador protetor dos meliantes cúmplices da canalha petista; a prática coativa e covarde contra aqueles que questionam seu desgoverno; um grotesco movimento de aparelhamento do poder público e das empresas estatais; e o assistencialismo clientelista que transforma os menos favorecidos em dependentes definitivos do Estado.

Este “senhor” – o Retirante Pinóquio - transfigurou suas promessas de resgate moral e ético do poder público no maior embuste da política suja e prostituída reinante no país.

O resgate moral e ético prometido virou o resgate da falência do marxismo-leninismo que estava em estado de coma pelos genocídios causados em diversas partes do mundo pelos seus seguidores.

Esses canalhas dessa ideologia totalitária e ditatorial investiram durante décadas na humilhação e na agressão vingativa das Forças Armadas, assim como na degradação moral e ética das relações público-privadas em nosso país, trilhando o caminho aberto pela falência da educação e da cultura, e no apodrecimento do poder público, degenerado de forma sistêmica pela corrupção e pelo corporativismo prevaricador, que, durante os desgovernos civis, sempre foram os fundamentos comportamentais das oligarquias políticas prostituídas e de seus representantes no poder público, especialmente no Parlamento.

Esse desqualificado etílico, que somente se preocupa em fechar seu círculo de poder praticando um vergonhoso assistencialismo e um grotesco empreguismo estatal compradores de apoio político e cumplicidades, e que já colocou mais de duzentos mil militantes-meliantes infiltrados no poder público e nas empresas estatais, não faz um discurso sequer sem tentar induzir a população a se colocar contra os que, por qualquer motivo vivam em uma situação social mais privilegiada, fomentando de forma criminosa o ranço entre as classes sociais.

O desgoverno petista com a liderança desse desqualificado etílico e seus cúmplices realizam uma administração pública que permite, entre muitas outras maracutáias, que se usem cartões de crédito corporativos de forma confidencial sob a desculpa de “segurança nacional”.

Durante sua gestão, sua maior obra social foi impor ao país um grotesco assistencialismo clientelista que não cria condições para que os assistidos possam ter oportunidades de lutar por educação e trabalho digno para deixar a dependência do Estado; todos ou quase todos acabam sendo deixados à mercê da manipulação política, no maior escândalo do mundo de um projeto de poder baseado no suborno da compra de votos em troca das bolsas-pobreza, da corrupção e do corporativismo prevaricador.

O que vier acontecer com o país será de responsabilidade dos esclarecidos, empresários, acadêmicos, professores, artistas, jornalistas e outros que se deixaram subornar pelo canto da sereia petista por pura deformação de caráter e falta de patriotismo que os conduz à parceira com um desqualificado etílico.

A massa imbecilizada ou ignorante se comporta seguindo os paradigmas da falência cultural e educacional que foram impostos depois do regime militar pelos desgovernos civis, por incompetência, por má fé e pela canalhice daqueles que transitaram ou ainda estão no poder público servindo aos interesses de gente absolutamente desqualificada para servir à sociedade.

O hediondo pecado da traição ao país tem o mesmo peso para o subornado-corrompido como para o subornador-corrupto.

As Forças Armadas que detêm (?) o poder de intervenção quando o país se mostra entregue ao caos da degeneração moral e ética, também serão absolutamente responsáveis pela ruptura de nossas esperanças de vivermos em uma sociedade justa, digna e subordinada ao Estado de Direito Democrático, assim como pela entrega do país nas mãos do socialismo mentiroso, corrupto e corporativista-prevaricador.

As forças policiais civis e militares, enquanto travam uma guerra civil com as vítimas de um sistema de poder absolutamente corrupto, estão aceitando, junto com a Polícia Federal – Polícia Política do Petismo -, que os podres Poderes da República se apresentem sem o menor pudor como um covil de bandidos, absolutamente protegidos por jogo sujo de impunidades garantindo pelos Tribunais Superiores.

Enquanto isso o desqualificado etílico e seus cúmplices continuam fazendo o jogo sujo de alimentar cada vez mais uma luta de classes, criando espaços na sociedade para a demarcação formal criminosa das diferenças de raça, cor e status social, visando, descaradamente, à exploração calhorda da política suja para sustentar seu projeto de poder.

Geraldo Almendra

29/março/2009

Comentário semanal do coronel Gelio Fregapani

Comentário da semana nº 30 - 29 de março de 2009

Assuntos: STF, Crise Financeira e Política Interna.

Ainda a Raposa

Incompreensível, para quem pensa na Pátria, a decisão do STF. Mais cedo ou mais tarde o Congresso vai rever e modificar a Lei.

Há dois anos, o Romero Jucá disse em uma roda, que a demarcação da Raposa era irreversível. Estava enganado ou enganando; nem as fronteiras nacionais são irreversíveis. Nenhuma fronteira foi traçada por Deus; são apenas resultado de pressões: pressões econômicas, políticas, militares e demográficas, sendo esta última a única definitiva.

Sobre essa artificial fronteira criada pela decisão do STF, assistimos o choque entre as pressões políticas e as pressões demográficas. No momento venceu a pressão política. A geopolítica nos ensina que a longo prazo a pressão demográfica vencerá.

Os indígenas buscam saúde, educação e outras benfeitorias, não querem ser isolados. Não se pense que estamos preservando a cultura deles, apartando-os da convivência com a sociedade brasileira. O cenário real é diferente, os índios terão a terra contínua demarcada, mas, em busca de uma melhor condição de vida irão viver nas periferias das cidades. Esta afirmação é uma visão da realidade; a periferia de Boa Vista, capital de Roraima já concentra a maior parte da população indígena do estado. Eles os donos da imensidão da Terra Indígena São Marcos e de tantas outras, abandonam em massa essas imensidões vazias em busca de uma melhor qualidade de vida, mesmo sobrevivendo de caridade e do assistencialismo enquanto não conseguem um humilde trabalho.

As Terras Indígenas abandonadas pelos índios são fruto da cobiça de muitos, mas não podem ser tocadas pelos brasileiros. A pergunta é: quem irá defendê-las?.

Enquanto isto...

O Ayres começa a perceber a enrascada em que se meteu. Seu empenho em retirar imediatamente os moradores não-índios esbarra na impossibilidade de retirar o gado e as máquinas no prazo em que estabeleceu; em não haver lugar para levar o gado; na má vontade da Guarda Nacional, onde já há quem ensaie acompanhar o Exército na negativa a servir de capitães de mato.

Esboça-se, na melhor hipótese, apenas um conflito entre índios. "Vai ter briga de índio contra índio, vai ter derramamento de sangue, porque a gente não vai aceitar isso", disse o tuxaua da comunidade do Flexal, município de Uiramutã, Abel Barbosa, secretário-geral da Sodiur

A esses fatores podemos acrescer o efeito da crise, que secou o ouro das ONGs e restringe a farra dos órgãos governamentais, principalmente da Funasa. Isto e a interrupção das atividades produtivas causará fome. A fome causa criminalidade e revoltas, e estas podem não se restringir a Roraima. Se a Abin está cumprindo sua função, certamente já avisou ao governo que sempre diz não saber de nada.

Foi anunciado que haveria a criação de um "Território Federal Indígena", que abrangeria mais de uma reserva. Ainda não vi confirmação disto, que transformaria nossa Pátria num conglomerado de nações hostis.

Razão da crise; emissões e petróleo

Até 1971, a emissão de dólar era garantida por lastro-ouro. A partir daquele ano, unilateralmente, os EUA eliminou a obrigação de lastro, mas sua moeda, embora tornando-se fictícia, continuou sendo o valor de referência. Calcula-se que hoje, 94% dos dólares em circulação no mundo não têm lastro. Um dia iria estourar, por haver mais dólares que bens no mundo.

Com o decréscimo da produção mundial de petróleo, os preços aumentavam exponencialmente, forçando os EUA a emitir mais e mais. Sem saída, os EUA com déficit de US$ 13 trilhões, importando mais de 5 bilhões de barris por ano, tiveram um alívio quando com a crise, o consumo caiu e os preços despencaram, mas a confiança no dólar já estava abalada.

Economistas amestrados afirmaram que os EUA iriam sair primeiro da crise, pois o seu Banco Central saiu na frente em socorro de sua economia. Entretanto, as gigantescas emissões de socorro ao sistema financeiro apenas joga gasolina no fogo, pois só aumenta a quantidade de dólares sem lastro, que é a razão real da crise.

A evolução da crise no mundo

Os europeus estão céticos com as medidas econômicas americanas, baseadas na impressão de bilhões de dólares, confiando que eles continuariam sendo entesourados por europeus e asiáticos e mesmo, sul-americanos. Três governos na Europa já foram derrubados com a crise. Começou um efeito dominó que ameaça muitos estados nesta atual fase da crise mundial.

A Suíça tremula. Zurique se alarma. Os belos bancos, elegantes, silenciosos de Basileia e Berna estão ofegantes. Poderia se dizer que eles estão assistindo a uma morte ou estão velando um moribundo. Alguns países (sem procurar ainda um atrito mais forte com os americanos) sugerem a implantação de um pacote de moedas visando substituir ou atuar em conjunto com o dólar no mercado mundial. Todos temem, não mais a implosão do dólar, pois isto já é certo, mas suas conseqüências.

A União Européia compra em dólares, para se livrar deles, mas só vende em euros. As autoridades chinesas levantam a questão de uma nova moeda internacional na videoconferência de Paris. Além disso, a OPEP também não quer mais vender seus produtos em dólar. Somente a Arábia Saudita ainda hesita. As últimas noticias dão conta que será lançada a 1 de Janeiro de 2010 o "Khaleel", moeda comum dos estados petrolíferos do Golfo,com equivalência em barris de petróleo, talvez não com a pretensão de substituir o dólar, mas com certeza com a intenção de o evitar.

O mundo está em perigo. A cada estágio de agravamento da crise veremos mais e mais multidões nas ruas, a bradar contra algum dos efeitos da crise. Mais greves para manter privilégios que não poderão ser mantidos. Os desempregados serão multiplicados as dezenas de milhões, em todo o mundo. Essa multidão não sabe o que fazer. Como zumbis, repetirão os chavões dos revolucionários inescrupulosos. Uma explosão de violência caótica é perfeitamente previsível e a chegada ao poder de líderes carismáticos e messiânicos. Guerras, revoluções e genocídios são os efeitos temidos, mas prováveis.

O Titanic está afundando. Quem viver verá.

Os reflexos no nosso País

Outrora, quando o Brasil era essencialmente rural e importava toda a espécie de manufaturados, a interrupção das importações ( causadas por guerras mundiais e crises), se revelava de certa forma benéfica pois induzia a fabricação no próprio País. Sendo então composto por 80% de população rural, os efeitos danosos dos cortes da exportação (de café) atingiam mais aos 20% da população, que habitando nas cidades, tinham seus empregos comprometidos. No campo, a economia exportadora também ficava abalada, mas para 80% da população, composta por sertanejos, nunca haveria fome.

Agora a situação mudou. 80% dos brasileiros habitam nas cidades e estes formarão uma massa crítica de desempregados capaz de desestabilizar o regime vigente. Os números são assustadores. A única forma de atenuar o problema seria desligar-se inteiramente do sistema financeiro atual, como tentam fazer a Europa e os árabes, mas é exatamente o contrario do que fazem o Banco Central e o governo. Enquanto o dólar não cai, os gringos compram a qualquer preço as empresas produtivas brasileiras, principalmente as usinas de álcool, drenando os lucros ainda existentes a troco do papel pintado que breve perderá o valor. É entrar no Titanic quando se sabe que vai afundar.

Agravando a situação, nossas riquezas naturais atrairão ambições, incentivadas pela nossa debilidade militar. Está mais fácil dobrar o Brasil do que ao Iran, que tem um sétimo de nossa população e é infinitamente menor. O antagonismo racial incentivado pelo governo e oficializado pelo STF ainda nos enfraquece mais. Há pouca esperança que nos mantenhamos inteiros se governados pelos seguidores do desagregador Lula ou do traidor FHC. Brasil, desperta!

Saudações patrióticas

Na próxima semana trarei novas informações

GF

PS 1: Para quem quiser cumprimentar o Min. Marco Aurélio, o E mail da assessoria dele é marcos.castro@stf.jus.br

PS 2: Informo a quem se interessar pelo assunto que o lançamento do livro "No Lado De Dentro da Selva II" será dia 14 de abril, no Carpe Dim, a partir das 16:30

Almoço no Forte

Crise, que crise?

CRISE, QUE CRISE?

Por General-de Brigada Eliéser Girão Monteiro Filho (*)

Brasília, RS, 22 de Março de 2009

Em tempos de crise, diz o ditado popular, é que conhecemos melhor as pessoas.

Pois é: temos ou não uma crise?

No mundo inteiro é quase certo que esta situação é mais do que uma realidade, aliás, triste realidade.

Quais são os fatos?

São perdas de milhares de empregos, falta de produtos manufaturados, falta de alimentos, mau uso do dinheiro público, trazendo reflexos negativos para problemas sociais, políticos, econômicos, militares, enfim em todas as áreas.

Até nas maiores democracias do mundo, exemplos de aproveitamento da situação caótica que o mundo está passando nos mostram que: falar é fácil, fazer é que são elas.

O pagamento de bônus pela e para membros da alta administração de uma empresa de seguros nos Estados Unidos, trouxe revolta aos cidadãos americanos, em função de que esses pagamentos estavam sendo feitos a profissionais que foram responsáveis por prejuízos. E então, como pagar prêmios a quem trabalhou sem competência?

E o pior, em relação à proteção do dinheiro do cidadão, este está entregue à própria sorte. Quem escondeu no colchão não perdeu quase nada. Entretanto, aqueles que confiaram no sistema financeiro internacional e nas autoridades, perderam toda uma vida de economias e sonhos.

É a globalização negativa, mostrando ao mundo que a proteção de seus bens é um fenômeno muitas vezes virtual, muito mais frágil do que em qualquer época do passado.

A confiança do cidadão eleitor, entretanto, está depositada nas autoridades por ele escolhidas, que devem ou deveriam proteger os interesses dos que os escolheram. Pelo menos, assim estão organizadas a quase totalidade das sociedades do mundo.

Aqui no Brasil, quando dos primeiros sintomas da crise, há uns oito meses atrás, autoridades foram à mídia dizer que não haveria tal situação em nosso país; outras que seria apenas uma marolinha. Fica difícil culpar erros de avaliação, mas, também não podemos demonstrar que somos ingênuos. A estrutura de um país é complexa e as informações disponíveis aos dirigentes precisam ser completas e confiáveis.

E aí, como ficamos? Aqueles que ouviram os apelos para que fossem às compras, estão agora correndo riscos de não terem como pagar seus compromissos, simplesmente por terem perdido seus empregos, pela insegurança do mercado e a alta de suas despesas pessoais.

Enfim, estão instaladas a dúvida e o medo. É o ponto de partida para o aparecimento de fatos espetaculares, provocados pelos mesmos dirigentes, na busca do esquecimento dos problemas maiores do país.

Assim, temos observado o acirramento do nacionalismo em países vizinhos, como pretexto para solução da tal crise, mas na verdade para calar as vozes da oposição.

No Brasil são decisões que invertem o sentido dos direitos coletivos e individuais que produzem movimentos com finalidades amnésicas, como por exemplo, a concessão de grandes extensões de terras para pequena representatividade nacional. É a volta dos grandes latifundiários.

E tudo sem a consulta ao membro da Federação brasileira, diretamente envolvido, para saber como poderia ou poderá solucionar os problemas decorrentes da decisão do poder central.

Aliás, decisão foi o que faltou desde o início dos problemas naquela região, nos idos dos anos 90, apesar de várias orientações terem sido prestadas aos dirigentes de então, principalmente pelas áreas militar e de inteligência. Infelizmente, a solução veio em dois capítulos, um em 2005 e outro em 2009, com o prenúncio infeliz que dias melhores não virão.

Não nos cabe aqui apresentar mais detalhes sobre como a situação chegou a esse ponto, apenas levantar o interesse para a reflexão. Mesmo considerando que houve uma decisão judicial e que a mesma terá que ser cumprida.

Ou melhor, o assunto é tão complexo que deveríamos admitir nossa incompetência em estudá-lo. Não foi somente uma decisão, foram duas: a primeira do Poder Executivo e a segunda do Supremo Tribunal Federal.

Perguntas simples deveriam ter sido respondidas antes das decisões:

- na ação de retirada dos ditos invasores poderá haver quebra da segurança pública nas cidades?

- haverá reação? Há risco de mortes dentre os que se sentirem prejudicados, exatamente como o ocorrido em Eldorado dos Carajás, no Sul do Estado do Pará?

- como fica a redução na arrecadação dos impostos decorrentes da atividade produtiva de arroz que foi mandada ser destruída?

- como será equacionada a convivência entre índios de mesma etnia que têm pensamentos diferentes em relação à integração com os não índios?

- quem efetivamente irá prover o dia a dia da segurança pública dentro dessa enorme área demarcada? Merece citar que na caso da Raposa Serra do Sol, o Ministério Público Federal de Roraima, enviou recomendação ao governador daquele estado, para que retirasse todos os elementos de policiamento de dentro da terra indígena. Quem fará o cumprimento da manutenção da ordem do STF?

- quem irá garantir que após a ação de retirada, os direitos dos índios serão garantidos, principalmente considerando-se essa diferença de pensamento?

- como fica a situação daqueles miscigenados, isto é, daquelas famílias compostas por índios e não índios? Terão que pagar pela ousadia de repetirem os mesmos passos de seus antepassados?

- apesar de ter sido reescrito pelo Supremo Tribunal Federal, que não pode haver impedimento da circulação da Polícia Federal na terra indígena, quem vai garantir que a presença dessas tropas realmente vai passar a ocorrer? Temos que considerar que hoje não há efetivo disponível para cumprir tal decisão e que, em função da negada crise, as contratações de mais pessoal pelo Governo Federal já estão ameaçadas de serem adiadas.

- como proceder para manter a capacidade de produção de arroz do Estado de Roraima, já que os maiores produtores estarão sendo expulsos de suas terras?

- não teria sido melhor prever um prazo para que outras áreas pudessem vir a serem disponibilizadas, evitando-se desemprego ou desabastecimento?

- e em relação aos indígenas proprietários do latifúndio, serão eles orientados a continuar a produção, ou terão a opção simples de abandonar a terra tornada produtiva?

Finalizando, dizemos que decisão do Supremo tem que ser cumprida, mas que muitas dúvidas ainda pairam, cabendo à Corte Maior do nosso país arcar com a responsabilidade sobre tal ato.

Cabe-nos ainda uma esperança de que o outro Poder excluído do problema, o Legislativo, decida estudar o ato de garantir os direitos dos representados, e reavaliar a competência sobre os estudos que conduzam à definição sobre as demarcações. E ainda, que o Executivo possa finalmente apresentar uma verdadeira política indígena, integradora e mantenedora das culturas e civilizações que temos em nosso país.

Por amor ao Brasil e por amor a Roraima, peço a Deus que eu esteja errado.


(*) Gen Bda Eliéser Girão Monteiro Filho - ex-comandante da 1ª Brigada de Infantaria de Selva (Boa Vista - Roraima) e futuro secretário de Segurança de Roraima.

Carta de Março - Partido Federalista

Carta de Março

BOAS NOTÍCIAS!

Estamos determinados a registrar o Partido Federalista este ano, a tempo de colocarmos os ideais e o Projeto Federalista como única opção ao projeto de poder populista ditatorial dos atuais ocupantes do Governo Central. Muitos sempre perguntam do porquê ainda não se conseguiu o registro no TSE, e a resposta normalmente está na própria atitude de quem pretende ou gostaria de ver o Brasil mudado, de ver o Brasil uma Federação,de ver o Brasil uma Nação respeitada, cujo Povo seja feliz pelas razões de fato e não por falácias e enganações provenientes do populismo centralista.

A inércia não é fácil de ser vencida, mas pode ser vencida. Líderes de verdade vêm se juntando à Causa Federalista, imbuídos de energia e garra, e também, por que não – não tem nada de errado, ao contrário – sendo de oportunidade, já que participar ativamente da nova História do Brasil não é pouco, vale a pena para honrar a passagem neste planeta. E isso nos anima e muito!
Em Uberaba, Minas Gerais, foi fundado o primeiro Diretório do Partido Federalista, tendo como presidente Evandro de Souza, vice-presidente Edna de Jesus Matos, secretário-geral, Gabriel Mendes. Também foram constituídas as comissões de Ética e Fiscal, e já tem 71 filiados e mais de 800 fichas de apoio ao registro do Partido Federalista no TSE. Essa equipe vem desenvolvendo um belo trabalho de ação política local...

LEIA A CARTA COMPLETA

quinta-feira, 26 de março de 2009

Da mentira à impostura

Da mentira à impostura - Olavo de Carvalho

Posted: 26 Mar 2009 06:24 AM PDT

Imprensa minimiza participação de primeira-dama de El Salvador no Foro de São Paulo.

Mentiroso compulsivo é aquele que, desmascarado, não dá o braço a torcer: persiste na mentira, adorna-a de novos floreios, jura, esbraveja, argumenta, e tanto insiste que acaba deixando o interlocutor em dúvida. Porém mais perverso ainda, um sociopata em toda a linha, é aquele que, em tal situação, se faz de desentendido e continua falando no tom da maior normalidade e segurança, como se nada tivesse acontecido.

Aí a mentira singular se transmuta em impostura permanente, estrutural, alterando de uma vez o quadro das relações humanas e quebrando, na alma do ouvinte, não a confiança nesta ou naquela verdade em particular que ele julgava conhecer, mas no próprio valor da verdade em geral.

No primeiro caso, a mentira buscava imitar a verdade, parasitando o seu prestígio; agora ela se impõe por seus próprios méritos, como um valor em si, independente e superior à verdade. Perplexo e atordoado pelo fascínio da insanidade, o ouvinte se vê atraído para dentro de uma espécie de teatro mágico, onde o preço do ingresso é a abdicação não só do poder, mas do simples desejo de conhecer a verdade.

Pois bem, esse é o jogo criminoso, sórdido e indesculpável, que a “grande mídia” brasileira inteira, sem exceção, tem jogado com seus leitores desde que se tornou impossível continuar negando e ocultando, como o fizera ao longo de dezesseis anos, a existência e o poder descomunal do Foro de São Paulo.


Agora, quando tocam no assunto que antes evitavam como à peste, nossos jornais o fazem no estilo distraído e anestésico de quem falasse de coisa banal e rotineira, que tivesse estado presente nas suas páginas desde sempre, com a regularidade das colunas de turfe e das histórias em quadrinhos.

Seriam mais decentes e toleráveis se persistissem na mentira, negando o óbvio com aquela intensidade louca do fingidor histérico, que grita e gesticula para persuadir a si mesmo daquilo em que, no fundo, não pode acreditar. Entre o histérico e o sociopata vai toda a distância que medeia entre a paixão e o cálculo, entre a doença e a maldade, entre a explosão de um sintoma neurótico e o planejamento frio de um crime.

Relatando a vida de Vanda Pignato, a militante comunista brasileira que acaba de se tornar a primeira-dama de El Salvador, a Folha de S. Paulo do dia 23 informa, de passagem, meramente de passagem, que a referida “participava das reuniões do Foro de São Paulo, articulado pelo petismo e controvertido por já ter permitido a participação das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), convertida em narcoguerrilha”.

Não é uma belezinha? A mais poderosa organização política da América Latina, financiada por fontes misteriosas jamais investigadas, autora suprema da articulação clandestina que ludibriou povos inteiros durante uma década e meia e salvou o comunismo da extinção mediante o ardil de fazer-se de morto para assaltar o coveiro, de repente aparece como uma entidade normal, legítima como qualquer partido político, só vagamente "controvertida" por ter "permitido a participação" da narcoguerrilha colombiana!

Como se o Foro tivesse se limitado a isso, em vez de prestar apoio unânime e incondicional às Farc, acusando o governo colombiano de "terrorismo de Estado"! Como se entre as fontes de sustentação financeira de um movimento tão vasto e dispendioso fosse dispensável, pela origem espúria, o dinheiro do narcotráfico! Como se do Foro não participassem também outras organizações criminosas, por exemplo o MIR chileno, sequestrador de brasileiros, com direito a manifestações de solidariedade continental cada vez que um de seus agentes armados é preso e enviado à Justiça! Como se a mera existência de um poder invisível e onipresente, capaz de mudar a história de um continente sem que o público tenha a menor notícia do que está acontecendo, já não fosse em si mesma um formidável concurso de crimes, a anomalia das anomalias, a aberração das aberrações!

Nunca, fora dos países comunistas onde a mídia é oficialmente órgão de propaganda e desinformação, os jornalistas jogaram tão sujo quanto na ocultação pertinaz do Foro de São Paulo e na operação-desconversa que se seguiu à queda do muro de silêncio.

Mentir, eles mentiam antes. Agora partiram para o fingimento de segundo grau, a consolidação da impostura como um direito sagrado e um dever moral soberano, nada mais cabendo ao povo, diante desse ritual diabólico, senão curvar-se em respeitoso silêncio, prostituindo e sacrificando ante um ídolo de papel os últimos vestígios de dignidade que possam restar na sua alma exausta e entorpecida.

Olavo de Carvalho é ensaísta, jornalista e professor de Filosofia

NOTA DA REDAÇÃO

Vanda Pignato

A futura primeira-dama de El Salvador (assume em junho) é uma brasileira, advogada de direitos humanos, militante do PT desde a década de 80 e amiga do presidente Lula. Ela vive naquele país desde 1992. Em 1993, no governo de Itamar Franco, assumiu a direção do Centro de Estudos Brasileiros do consulado do Brasil. Mesmo sendo funcionária do governo, Vanda participou de todos os encontros do Foro de São Paulo na América Central. Diário do Comércio

Fonte: http://movimentoordemvigilia.blogspot.com/

Bolsa-cortiço será paga pelo trabalhador


Pacote habitacional será pago pelo trabalhador

Vânia Cristino - Correio Braziliense e Edna Simão - Correio Braziliense

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Publicação: 26/03/2009 08:29 Atualização: 26/03/2009 09:06

CONTEÚDO RELACIONADO

26/03/2009 - Pacote habitacional prevê construção de 16.538 casas no DF
25/03/2009 - Programa de habitação é 'robusto', diz construção civil de São Paulo
25/03/2009 - Caixa: com FGTS, pacote custará R$ 60 bilhões
26/03/2009 - Governo eleva limite de financiamento de imóvel para R$ 500 mil

Numa solenidade com evidente conteúdo político, que reuniu 13 ministros, 10 governadores, além de políticos, empresários e movimentos sociais, o presidente Lula finalmente lançou ontem o programa para a construção de um milhão de casas. Com subsídios pesados da União e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) que, somados, chegam a R$ 28 bilhões, o pacote habitacional tem a pretensão de reduzir, em 14%, o déficit habitacional do país de 7,2 milhões de moradias até 2011 Quase 91% da falta de moradias está concentrada nas famílias com renda de zero a três salários mínimos (R$ 1.395,00) que, sem o aporte de recursos a fundo perdido, não tem capacidade de acesso à casa própria.

Leia mais em http://www.correiobraziliense.com.br/html/sessao_1/2009/03/26/noticia_interna,id_sessao=1&id_noticia=92464/noticia_interna.shtml?

quinta-feira, 19 de março de 2009

CARTA A UM JOBIM FORA DO TOM

GEN LUIS CESÁRIO DA SILVEIRA FILHO
Ministro Jobim,

Tomei conhecimento de sua entrevista, publicada no Jornal do Brasil em 15 de março de 2009, na qual o Senhor responde à pergunta de como pretende administrar a insatisfação de alguns generais em relação a algumas diretrizes da Estratégia Nacional de Defesa.
Por considerar no mínimo deselegante para comigo e para com os integrantes da Reserva das Forças Armadas a sua resposta de que “o general que declarou a insatisfação não tem nada a administrar porque é absolutamente indiferente, foi para a reserva, se liberou”, é que resolvi considerar a possibilidade de consignar esta resposta.
Sei que o Senhor não leu as minhas palavras de despedida do Comando Militar do Leste. O Sr. estava fora do Brasil, em reunião do conselho da UNASUL, o pacto de Varsóvia de “sandálias de dedo”, que o Sr. conseguiu criar, em peregrinação política, utilizando o prestígio do Exército Brasileiro como fonte estimuladora. Nesta criação, já começa a despertar a falta de percepção estratégica, agora confirmada na insidiosa Estratégia Nacional de Defesa (END), à qual me oponho, por convicção e conhecimento.
Indago-me: como pode alguém, que se considera estrategista, pensar em criar um Conselho Militar no continente americano, ignorando a maior potência mundial nele situado, nosso aliado histórico, os Estados Unidos da América, que conosco combateu na Segunda Grande Guerra?
Há que se salientar que o continente americano já possui fórum, historicamente eficaz, a OEA, semelhante ao que o Sr. criou e que pretende tenha relevância. A UNASUL, integrada, em sua maioria, por países de ínfimo poder nacional, fatalmente, será desviada de sua atividade original e transformada em palco para declarações tronituantes, emitidas por personalidades histriônicas, que, sem dúvida, agravarão as dificuldades que já impuseram ao processo da liberdade e da democracia na América do Sul.
Mas este é um outro assunto...
Volto ao meu pronunciamento na Solenidade da Passagem do cargo de Comandante Militar do Leste. Nele, relembro as palavras do saudoso Ministro do Exército, General Orlando Geisel, que afirmou: “os velhos soldados se despedem, mas não se vão”.
Sou um general com 47 anos de serviço totalmente dedicados ao meu Exército e ao meu país. Conquistei todas as promoções por merecimento. Fiz jus à farda que vesti. Não andei fantasiado de General. Fui e continuarei a ser, pelo resto de minha vida, um respeitado chefe militar. Vivi intensamente todos os anos de minha vida militar. Fui, sempre, um profissional do meu tempo.
Amadurecido e alçado ao mais alto posto da hierarquia terrestre, acompanhei, por dever, atentamente, a evolução do pensamento político-estratégico brasileiro, reagindo com as perspectivas de futuro para a minha Instituição, na certeza de que a história do Brasil se confunde com a história do Exército.
Vivemos, atualmente, dias de inquietude e incerteza. Sei que só nós, os militares, por força da continuidade do nosso dever constitucional, temos por obrigação manter a memória viva e a trajetória imutável da liberdade no Brasil. É, por este motivo, que serei sempre uma voz a se levantar contra os objetivos inconfessáveis que se pode aduzir da leitura de sua Estratégia Nacional de Defesa.
Ela está eivada de medidas, algumas utópicas e outras inexeqüíveis, que ferem princípios, contrariam a Constituição Federal e tendem a afastar os chefes militares das decisões de alto nível. Tal fato trará consequências negativas para o futuro das Instituições Militares, comprometendo, assim, o cumprimento do prescrito no artigo 142, da Constituição Federal, que trata da competência das Forças Armadas. “Competência para defender a Nação do estrangeiro e de si mesma”.
Em época de grave crise econômica, como a que atinge o país, apesar das tentativas de acobertá-la por parte do governo ao qual o Sr. serve, os melhoramentos materiais sugeridos serão, obviamente, postergados. Mas, o cerne da estratégia e suas motivações políticas poderão ser facilmente implementados.
É clara, nela, a intenção de se atribuir maiores poderes ao seu cargo de Ministro da Defesa, dando-lhe total capacidade de interferir em todas as áreas das Forças Armadas, desde a indicação de seus Comandantes, até a reestruturação do Ensino e do preparo e emprego das Forças.
O Exército Brasileiro sempre foi um ator importante na vida brasileira, e, ao longo da história, teve o papel de interlocutor, indutor e protagonista.
Desconheço a importância dos Gabinetes Civis (Sinimbu, Ouro Preto e outros), apresentada pelo Sr., em um discurso sem fundamentação histórica, que muitas vezes ouvi, bem como a sua relevância para o Império e o Brasil. Talvez, o discurso tente justificar, por similitude, a importância que o Sr. quer atribuir a um civil para gerir os interesses das Forças Armadas.
Pela confiança que inspiramos, a sociedade brasileira nos concede, como o Sr. mesmo reconhece em sua entrevista, 84% de prestígio. Tal índice é atribuído a nós, integrantes das Forças Armadas, que estamos sempre junto ao povo, nos quatro cantos do país, nos momentos de alegria e de tristeza. É um índice só nosso, instituições integrantes do aparelho do Estado Brasileiro. Não pertence ao Ministério da Defesa, órgão administrativo do Governo Brasileiro.
Confiança não se impõe, se adquire.
A Nação inteira sabe que nunca fomos um intruso na história do Brasil. Nunca quisemos o poder pelo poder. As nossas intervenções na vida institucional do país, sempre por solicitação da sociedade, foram para a correção dos desvios que a trajetória da liberdade democrática do Brasil tomava.
Vejo, atualmente, com preocupação, a subvalorização do Poder Militar. Desde a Independência do Brasil, sempre tivemos a presença de um cidadão fardado integrando a mesa onde se tomam as mais importantes decisões do país.
A concepção ressentida da esquerda, que se consolidou no poder político a partir de 1995, absorvendo as idéias exógenas do Estado Mínimo e da submissão total do Poder Militar, mantendo “a chave do cofre e a caneta” em mãos civis, a fim de conseguir a sua subserviência ao poder político civil, impôs a criação de um Ministério destinado a coordenar as três Forças Armadas. Isto não se fazia necessário, no estágio evolutivo em que se encontrava o processo político brasileiro. Em um governo, à época da criação do Ministério da Defesa, constituído por 18 ministérios, nos quais pelo menos cinco eram militares, foram substituídos, estes últimos, por um ministério que, por desconhecimento de seus ocupantes (até hoje, nenhum Ministro da Defesa prestou sequer o Serviço Militar Obrigatório, como soldado), tem apenas deslizado no campo da política. Quando resolve incursionar no campo da estratégia, desconhecendo a opinião dos profissionais militares, consegue, além das preocupantes motivações políticas embutidas em seu texto, estranhas concepções que podemos classificar, ao menos, como excêntricas. Listo algumas das conceituações contidas na END para sua apreciação:
- Parceria estratégica nas áreas cibernética, espacial e nuclear, particularmente com os países de Língua Portuguesa e outros do entorno estratégico nacional, ou seja, com países de grande carência tecnológica (como Bolívia, Paraguai, São Tomé e Príncipe, Angola...), o que se torna inviável devido à escassez de recursos humanos e financeiros desses países
- Desenvolvimento de um sistema de satélites espaciais semelhante ao sistema GPS, coisa ainda não conseguida, nem suportada economicamente, em conjunto, pela Comunidade Europeia
- Utilização de conceitos esdrúxulos de “operação unificada” e “todo o exército como vanguarda”
- Preconização de necessidade de acesso das classes trabalhadoras às escolas de formação militares, mostrando que os formuladores da END desconhecem a origem e o perfil dos jovens sargentos e oficiais que, em concurso público, sempre aberto a todos os brasileiros, sem cláusulas excludentes de classes sociais, ascendem por seus méritos individuais.

Para não ser enfadonho, limito a listagem exótica por aqui.
Estou convencido que afastar-nos da mais alta mesa de decisão do país foi uma estratégia política proposital, o que tem possibilitado, mais facilmente, o aparelhamento do Estado Brasileiro rumo à socialização, com a pulverização da alta administração do país, atualmente, em 37 ministérios e, apenas um, pretensamente, militar.
A expressão militar deve ser gerida com conhecimento profissional, pois ela é um componente indissolúvel do Poder Nacional. Sem a presença de militares no círculo das altas decisões nacionais, temos assistido a movimentos perturbadores da moral, da ética e da ordem pública intentarem contra a segurança do direito, aspecto basilar em um regime que se diz democrático. Tal fato traz, em seu bojo, condições potenciais de levar o país rapidamente a uma situação de anomia constitucional, o que poderá se configurar em risco de ruptura institucional.
Até onde chegaremos?
A sua END aprofunda o contexto de restrições à autonomia militar e sugere medidas que, se adotadas, trarão de volta antigos costumes de politização dos negócios internos das Forças Armadas. Talvez isso favoreça o modelo de democracia que querem nos impingir. Será isto o que o Sr. quer dizer quando fala em sua entrevista “que é o processo de consolidação da transição democrática”?
Finalizando, quero salientar que a desprezível conceituação de que “o general que declarou insatisfação não tem nada a administrar porque é absolutamente indiferente, foi para a reserva, se liberou”, bem demonstra a consideração que o Sr. empresta aos integrantes da Reserva das Forças Armadas, segmento que o seu Ministério pretende representar. Isto mostra, também, o seu total desconhecimento da grandeza e da servidão da profissão militar, pois, como bem disse o Gen Otávio Costa, “a farda não é uma vestimenta que se despe, mas uma segunda pele que adere definitivamente à alma...”.
Lembre-se que os militares da ativa sempre conferem prestígio, não somente aos chefes de hoje, como, também, aos de ontem. Não existem dois Exércitos. Há apenas um: o de Caxias, que congrega, irmanados, os militares da ativa e da reserva.
A certeza de que o espírito militar, que sempre me acompanhou nos meus 47 anos de vida dedicados totalmente ao Exército, o qual, oxigenado pela camaradagem, é formado por coragem, lealdade, ética, dignidade, espírito público e amor incondicional ao Brasil, é o que me faz voltar-me, permanentemente, contra a concepção contida na sua END. Subscrevo-me.

Gen Ex Reserva Luiz Cesário da Silveira Filho

O Gen Ex Cesário era o Comandante Militar do Leste até a data de 11.03.09, data em que foi transferido para a reserva.

quarta-feira, 18 de março de 2009

MARXISMO E ASTROLOGIA

Tibiriçá Ramaglio
http://observatoriodepiratininga.blogspot.com

A incerteza deflagrada pela crise dos subprimes em setembro passado deixou a esquerda do mundo todo mais assanhada que Chapeuzinho Vermelho quando a mãe manda visitar a avó que está doente. Filósofos, historiadores, sociólogos, economistas e demais usuários do ópio dos intelectuais concluíram de imediato que, desta, o capitalismo não passa. Para eles, o sistema está definitivamente com os dias contados, como, aliás, já havia previsto o onisciente Karl Marx.
Em matéria de profecias estapafúrdias, talvez mereça um Oscar a retumbante previsão do marxista norte-americano Immanuel Wallerstein que, aos 78 anos, do alto de sua cátedra em Yale, ainda não se cansou de ser desmentido pelos fatos. Num artigo intitulado Aprendendo com o Brasil, onde assevera que o MST seria um bom exemplo para a esquerda norte-americana – insensatez que dispensa comentários –, Wallerstein tem o desplante de prever “a extinção certa do capitalismo como sistema mundial nos próximos 20 a 40 anos”.
Segundo a sumidade, “o que está acontecendo é uma desintegração do capitalismo como sistema mundial, não porque ele não pode garantir o bem-estar da grande maioria da população (isso é algo que o sistema nunca pôde fazer), mas porque não consegue mais garantir que os capitalistas terão o acúmulo interminável de capital que é sua razão de ser”. Vamos e venhamos, está na cara que o acadêmico, como os autores de Das Kapital, atrela mais uma vez a carroça adiante dos bois.
Karl Marx acreditava ter descoberto que a luta de classes determinava o curso da história no exato momento em que, de acordo com ele, Marx, era a hora e a vez da classe operária. Tanto o ilustre redator da Gazeta Renana, quanto seu patrocinador, Friedrich Engels, chegaram a acreditar que veriam e talvez até ajudassem a revolução do proletariado, embora a dupla tenha descido ao inferno – onde arde hoje em dia – sem sequer vislumbrar o império que Lenin construiu sobre as ruínas do czarismo.
Aliás, o próprio Lenin, também, acreditava que a revolução na Rússia era somente o prenúncio de uma revolução mundial. Entre 1917 e 1924, o supremo guru dos bolcheviques acreditava piamente numa revolução na Alemanha que, por sua vez, seria sucedida por várias outras revoluções em toda a Europa. Felizmente, o velho Vladimir Ulianov estava redondamente equivocado e foi se reunir aos seus mentores, no Tártaro, sem ver a concretização de suas tenebrosas previsões.
Não preciso, entretanto, ir tão longe na história para comprovar a miopia das pitonisas vermelhas. Basta recorrer a minha própria experiência pessoal. Em 1983, no Brasil do general Figueiredo, eu era um jovem idealista e idiota. Por isso, acabei cooptado para as fileiras da Organização Socialista Internacionalista, vulgarmente conhecida como Libelu, uma insólita agremiação de estudantes e patifes que pretendia reconstruir a 4ª. Internacional Comunista.
Era o ocaso do regime militar e, além do crescimento do PT e da CUT, diversos acontecimentos apontavam para uma inquestionável transformação política no Brasil de então. Pois bem, semanalmente, em nossas reuniões de célula, os camaradas da liderança da Organização, munidos na nova edição do jornal O Trabalho, faziam uma análise da conjuntura e consideravam que a revolução socialista brasileira havia de acontecer na semana seguinte, no mais tardar.
Passaram-se oito semanas dessa conversa mole e neca de revolução. Eu, que não costumava falar nas discussões, pedi então a palavra. Disse aos camaradas presentes que apregoar a revolução para a próxima semana podia ser uma ótima estratégia em termos de propaganda, mas que era mais que evidente que isso não aconteceria tão rápido assim, como, aliás, já não havia acontecido nas precedentes hebdômadas.
De imediato, todos os presentes me olharam com espanto e indignação e, sem pestanejar, diagnosticaram que só poderia estar me faltando “discussão política”. Era por isso que eu era incapaz de ultrapassar as ilusões pequeno-burguesas, para enxergar a já preclara e insurgente realidade. Nada impedia que nossa próxima reunião de célula acontecesse num gabinete do Palácio do Planalto!
Os camaradas tinham tal ascendência intelectual sobre mim que acabei por lhes dar razão, até para não me mostrar um rematado imbecil diante dos outros companheiros da célula. Mas é claro que a revolução não eclodiu na semana seguinte, nem na outra, nem na outra, eu deixei de ser idiota e dei baixa na Organização, e veio a Nova República, e a queda do muro de Berlim, e o colapso da União Soviética e, graças a Deus, a revolução não aconteceu até agora.
Concluo daí que é um elemento intrínseco do marxismo a incapacidade de enxergar com clareza a realidade tal qual ela se apresenta a um observador atento. O sistema de Marx, longe de dissolver a pátina de ideologia que nos impede de ver os fatos, encobriu-os em uma densa e adiposa camada de ilusões místicas, a tal ponto que não hesito em afirmar que o marxismo não passa de uma manifestação esquizofrênica da política e da... astrologia.

domingo, 15 de março de 2009

O GENERAL CESÁREO

Gen. Bda RI Valmir Fonseca Azevedo Pereira
Recentemente, lemos comentários próximos da inconsequência referidos aos três Oficiais - Generais que haviam elaborado uma avaliação que fora apresentada na última reunião do Alto - Comando do Exército, e considerada negativa à END.
De fato, por detrás de um utópico elenco de melhorias e capacitações militares, tudo imaginado para um futuro nebuloso e incerto, e sem qualquer referência financeira, sinalizava que havia algo de podre no reino do MD.
Realmente, aqueles Oficiais vislumbraram na fatídica END, que o auspicioso presente, era de grego, pois contém perdas irreversíveis para o Estamento Militar, implicando, não apenas na sua subordinação total, mas pior, na sua subserviência inconteste em prol de pretensas autoridades.
Trazidos à baila alguns trechos da END, concordamos que a mesma, extraídas suas pretensões de super potência (eis que faltam recursos até para a alimentação da tropa) é um tiro no pé, e incursiona e solapa a autoridade militar e retira sua capacidade de gerir recursos financeiros, de prever e prover suas necessidades em armamento e equipamento. Ou seja, o documento é cheio de armadilhas, e não trata de capacitação, e sim de subordinação.
Assim, é flagrante que a END sepultará de vez a autoridade dos Comandantes de Força (apesar dos elogios à END do Comandante da Marinha publicados na imprensa, rebatendo as observações dos três Generais), e no Ministério da Defesa, sob sua vigência, o Segmento Militar exercerá um papel coadjuvante ou de "cabo da faxina".
Podemos citar outros argumentos levantados com propriedade pelos Oficiais e, ao final concluímos que eles estão cobertos de razão. Contudo, alguns criticaram a atitude daqueles Chefes Militares, alegando que a adotaram, pois dois estavam passando para a reserva e ao final da carreira teriam criado "coragem".
Hoje, tomamos conhecimento das veementes palavras de despedida do CML do General Cesário. Nelas, entre outras referências, defende com ardor a Contra - Revolução de 31 de Março de 1964, relembrado por ele como um "acontecimento memorável". Presente e entrevistado a respeito, o conciliador Exmo Sr Comandante do Exercito, sentenciou: "Manifestou a participação dele como cadete. É o sentimento que tem. O Movimento de 31 de Março de 1964 pertence à História".
No entanto, para a Comissão de Anistia, para os trêfegos terroristas premiados com polpudas indenizações e para os que combateram à Subversão e à quebra da Ordem Pública, como o perseguido Cel Ustra, esta é uma historia bem atual, e conforme assinalou o escritor Julio Severo, transcrito em artigo recente "Nem Tudo Esta Dominado I" de Geraldo Almendra:
- "O Regime Militar de 64 é a muleta moral dos intelectuais - eles o acusam de todos os crimes para melhor acobertarem os próprios... a esquerda, com o objetivo de demonizar os militares, transformou o falacioso conceito de direitos humanos num dogma divino. Como se vê, a criminalização paranóica dos militares só atende a um objetivo - esconder que os intelectuais de esquerda forjaram um país muito pior que o deles."
Sobre o General Cesário, cumpre recordar que sempre manteve uma atitude firme contra a "esquerdalha" que nos cerca, que sempre defendeu e prestigiou as Forças Armadas, que procurou manter o CML livre da corja que nós conhecemos.
É do domínio militar que teve no seu comando a hombridade de comemorar a Revolução, de relembrar a Intentona Comunista (chegando a exarar importante e histórica Ordem do Dia, em conjunto com o Gen. Castro, então Chefe do DEP), isto para citar apenas os acontecimentos mais transparentes e que chegaram ao nosso conhecimento. Certamente, existem outros, nos quais o General Cesário imprimiu, com muito desassombro, sua postura de chefe e defensor da dignidade e da honra militar.
Finalizando, recordem que o crápula do Governador do RJ, considerou o General Cesário "persona non grata", pois nunca conseguiu subordiná - lo às suas torpes pretensões.
Portanto, após acompanhar a trajetória do ilustre militar, resta - nos em sua despedida do CML cumprimentá - lo e augurar - lhe muitas felicidades, na certeza de que ele lutou um bom combate.

Brasília, DF, 14 de março de 2009

sexta-feira, 13 de março de 2009

DIGA SIM AOS DIREITOS HUMANOS

Klauber Cristofen Pires
Um erro tático que liberais e conservadores comumente se permitem cometer é o de negar os direitos humanos. Se usarmos a compreensão, saberemos logo que o que eles intentam com isto é negar o uso politiqueiro dos direitos humanos como fachada para o acobertamento de criminosos ligados de alguma forma a grupos de militância esquerdista.
De fato, quando os seqüestradores do empresário Abílio Diniz foram presos, ato contínuo foi o súbito aparecimento dos tais defensores dos direitos humanos, vindo às pressas do Chile...para promover a defesa dos seqüestradores! A corrupção do significado dos direitos humanos por estes grupos de pressão de índole marxista acaba por gerar uma dicotomia severamente favorável à propaganda que eles desejam impor às mentes da sociedade, e passar recibo não parece ser a atitude mais inteligente.
É fato corrente que os direitos humanos são severamente desrespeitados no Brasil – e estou falando aqui mesmo daqueles que estão em justo cumprimento de pena - e o palco mais visível onde se flagram tais abusos é no nosso falido sistema penitenciário.
Nas cadeias de todo país, indivíduos são amontoados sem nenhuma noção de espaço vital mínimo: às vezes, o espaço é tão pouco que dormem sentados. As refeições são servidas em baldes ou bacias, e os presos comem todos juntos, com uma colher de plástico, literalmente como se fossem porcos; a água também é assim servida em baldes, e para o uso os presos costumam estabelecer a seguinte regra: o prisioneiro mais antigo usa a água pra se limpar e lavar a sua roupa; depois, o segundo na ordem de antiguidade, e assim por diante, até que ao novato sobra um caldo imundo. Não é de se espantar que neste ambiente proliferem as doenças tais como hepatite.
Quanto à segurança e integridade dos prisioneiros, são flagrantes também outras irregularidades por parte do estado: é freqüente que os presos se matem entre si, a ponto de a própria televisão ter chegado a documentar o assassinato do bandido Uê, cuja ordem foi atribuída possivelmente ao Fernandinho Beira-Mar. São comuns também as violentações, com grande índice de contaminação pela AIDS. Pra dizer o mínimo, presos que cumprem penas leves são indiscriminadamente trancafiados com perigosíssimos bandidos.
Muita gente boa e honesta crê na justiça deste sistema: entendem que cadeia é lugar para o preso sofrer mesmo. Porém, há uma falácia embutida nisto: se fosse um castigo propositadamente aplicado pela sociedade, a título de castigo, talvez até que seria produtivo; o caso é que o preso enxerga tudo isto claramente como um sinal de incompetência do estado, e até justificadamente, revolta-se contra a sua situação, ao invés de resignar-se e arrepender-se dos seus crimes. À notória insalubridade do ambiente correicional, somem-se a quantidade de pessoas absolutamente inocentes que são confundidas com criminosos, e os casos em que o preso passa na cadeia um tempo além da pena, e aí está o quadro de um sistema absolutamente falido.
Todos os brasileiros de bem devem entender que a pena deve ser cumprida tal como a propõem as leis, isto é, com cerceamento da liberdade, e isto não engloba bater, violentar ou manter em condições ambientais que comprometam severamente a saúde do preso. Que o estado não possua dinheiro pra investir em cadeias é um argumento explicável, já que gasta prioritariamente para financiar o MST, o Carnaval, os órgãos de assistência com viés eleitoral, e tantas outras inutilidades que sempre têm o orçamento garantido em detrimento da função precípua de zelar pela lei e pela ordem.
Por isto mesmo, e simplesmente por ser mais justo, o liberal deve defender a prisão privada, onde o preso literalmente pague por seus crimes. Muito bem ensinado por Hans-Hermann Hoppe, é que, em nossa sociedade, além do prejuízo físico, moral e material que a vítima já sofreu com o ato criminoso, é ela quem ainda vai pagar por ele por muito mais tempo.
Já é hora de a sociedade pegar o lápis e colocar no papel o custo com a investigação, a busca e apreensão, o julgamento e a condenação do indivíduo criminoso. Tudo isto ele pode pagar – em reais (R$) - com seu trabalho em uma prisão que lhe ofereça condições humanamente dignas.
Por humanamente dignas, eu me refiro a receber uma alimentação limpa e saudável, sem luxos; a uma cela salubre; a roupas limpas (que ele mesmo vai lavar); com acesso a água limpa, e com segurança da sua integridade física. Claramente, isto não compreende visitas íntimas, por exemplo. Eu me nego terminantemente a defender isto. Como um oficial da Marinha Mercante, eu passava meses sem ter a possibilidade de ter contato com a minha esposa. Da mesma forma, estão também em semelhante sacrifício os militares na fronteira, os caminhoneiros, e toda família cujo pai ou mãe tenha de trabalhar em outro município, muitas vezes passando semanas sem se verem. Oras, se somos cidadãos honestos e devido aos percalços da vida não podemos gozar a vida da melhor maneira, não é o preso que deve usufruir tal regalia. Idem para telefones celulares e churrascos, como tem sido noticiado pela mídia.
Recentemente têm aparecido na mídia reportagens sobre prisões privadas no Brasil e a impactante diferença entre elas e as prisões públicas, quase todas elas hoje sob o controle de facções criminosas. Desde que o apenado pague, a quantidade de penitenciárias e de celas disponíveis passa a se tornar uma nota de rodapé na história. Prisões privadas, em termos, porque na verdade são serviços terceirizados pagos pelo estado mediante licitação, o que já lhes complica a atuação e lhes retira muito da autonomia. Isto porque a licitação já estabelece no edital praticamente de forma exaustiva como se deve dar a prestação do serviço contratado, inclusive com a quantidade de guardas, o tamanho das celas, a atividade dos presos e por aí vai.
Estas prisões terceirizadas, mesmo absolutamente vinculadas a esquemas de gestão definidos previamente por burocratas estatais, já fazem muita diferença na qualidade da prestação de seus serviços. O que defendemos aqui é darmos um passo além, com a adoção de regras gerais de apenamento estabelecidas em lei e o funcionamento destes complexos penitenciários em completo regime de iniciativa privada, isto é, por sua própria conta e risco, inclusive com cláusula de responsabilidade pelo não cumprimento dos prazos penais dos presidiários, pela violação da integridade física ou pela fuga dos mesmos.