MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

A verdade sobre Sérgio Naya

A morte de Sérgio Naya, em hotel na Baia, segundo notícias, foi por enfarto.

Ele foi acusado pelo desabamento do Edif. Palace II, na Barra. Contudo, o fato é que Sérgio Naya realmente não foi culpado. O desmoronamento se deveu a um erro de cálculo da estrutura, que havia sido confiado a um calculista contratado.
Na ocasião o acusaram de colocar areia de praia no concreto, para baratear a obra.

Enorme imbecilidade e mentira. Qualquer um que tenha conhecimento de construções sabe que a concretagem de prédios é feita com material comprado de uma firma de concreto que o entrega na obra, em betoneiras móveis enormes.

E estas firmas sempre tiram corpos de prova para verificar as características do material empregado.

Isto foi feito até na obra da minha casa, em Curitiba, que entreguei a uma construtora. No dia da concretagem, previamente marcado, chegou um caminhão betoneira que bombeou o concreto, sob pressão, por tubulações até o local devido. E antes de saírem, tiram corpos de prova, que depois são testados, para provar que o material atende as especificações.

Dai ele ter sido absolvido.

A onda que fizeram é porque havia sido aliado dos militares, dai o chamarem de filhote da ditadura.

Contudo, o desmoronamento poderia ter sido evitado se o síndico, logo que tomou conhecimento das rachaduras, tivesse chamado uma empresa especializada e agido, ao invés de ficar esperando que a empresa do Naya providenciasse o reforço. Tanto que o Palace I não caiu.

Eu tive um apartamento em prédio da Selva de Pedra que esteve com a estrutura comprometida e com rachaduras crescentes. O síndico chamou uma firma que imediatamente lançou estacas de reforço, tendo o prédio se firmado. Tentamos cobrar da João Fortes, que fez corpo mole. E como João Fortes era amigo do Figueiredo e do Délio, o síndico, que era militar, jogou a despesa sobre o condomínio e não reclamou.
Ficamos com o prejuízo, mas o prédio ficou seguro.

Pedro Paulo