MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Petrossauro espolia os brasileiros


Operação Estelionato

A Petrobrás vem, há muito, vendendo combustíveis por preços superiores aos do mercado internacional, achaque que, segundo especialistas, chega a 39% na gasolina e 41% no óleo diesel.

Agora, com o petróleo sendo vendido na média de US$ 36 por barril, a empresa afirma que só vai baixar o preço dos combustíveis depois que recuperar perdas.

Que perdas seriam essas?

Eu sugiro à Polícia Federal que monte uma operação, para a qual eu sugiro o nome de "Operação Estelionato", e ao Congresso Nacional que crie uma CPI para investigar esse monopólio que, além de vender combustíveis de péssima qualidade, o faz por preços escorchantes que alimentam a inflação e determinam as taxas de juros extorsivas praticadas neste País.

Até quando as autoridades vão permitir que essa companhia continue roubando, impunemente, o povo brasileiro?

Silvio de Barros Pinheiro.
11010-110 - Santos/SP.


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O Estado de S. Paulo


Quinta-Feira, 19 de Fevereiro de 2009

Preços da gasolina e do diesel podem cair

Mas redução não será imediata, estatal deve antes recuperar perdas

Nicola Pamplona

A Petrobrás admite que há espaço para a redução nos preços da gasolina e do diesel, mas a decisão não será tomada agora. Segundo o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, a empresa ainda precisa recuperar as perdas por ter mantido os preços mais baixos durante a escalada das cotações do petróleo nos últimos anos. Segundo cálculos do mercado, a gasolina brasileira está 30% mais cara que nos Estados Unidos e o diesel, 60%.

O diretor financeiro da Petrobrás, Almir Barbassa, disse ao Estado que, ao câmbio atual, os preços da gasolina e do diesel no Brasil correspondem a um petróleo na casa dos US$ 60 por barril. Ontem, a cotação do óleo leve americano, negociado em Nova York fechou em US$ 34,62 por barril. Já em Londres, o barril do tipo Brent terminou o pregão a US$ 39,55.

Segundo Barbassa, o planejamento financeiro da Petrobrás para 2009 prevê "algum ajuste" nos preços. Mas isso se o barril mantiver a cotação média anual de US$ 37, usada como parâmetro para o cálculo de fluxo de caixa no período.

VOLATILIDADE

Para especialistas, porém, já existem condições para uma queda nos preços internos. A volatilidade das cotações do petróleo caiu bastante este ano, encerrando o ciclo de queda acentuada que levou o barril do recorde de US$ 147, em julho, para abaixo dos US$ 40. Em levantamento do banco Merril Lynch, a cotação do Brent se mantém entre US$ 42 e US$ 48 há cinco semanas.

"Percebemos que a volatilidade do Brent nos últimos 20 dias é a menor desde setembro de 2008", dizem os especialistas do banco, em relatório enviado a clientes. A volatilidade sempre foi usada pela Petrobrás como justificativa para postergar reajustes. "Temos que esperar a configuração de um novo patamar de preços", costuma dizer Gabrielli.

Para o Merril Lynch, o petróleo Brent deve fechar o primeiro semestre com cotação média de US$ 44 por barril. O banco não vê sinais de novas reduções bruscas nem de alta acentuada no período. Não há no mercado, porém, quem acredite em repasse aos preços internos neste momento. "A Petrobrás passou muito tempo perdendo dinheiro e agora vai recuperar", comenta o analista do Banco do Brasil Investimentos, Nelson Rodrigues de Mattos.

"A empresa precisa gerar fluxo de caixa para sustentar os investimentos", completa o consultor Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura. O presidente da Petrobrás lembrou que a empresa passou dois anos sem reajustes, enquanto o petróleo disparou dos US$ 60 para os US$ 110. E quando o fez, em maio do ano passado, aumentou a gasolina em 10% e o diesel em 15%. "Não repassamos toda a alta", ressaltou o executivo.

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Obs.: E tem muito nacionalisteiro babaca e socialista retrógrado que defende o monopólio da Petrobrás ("o petróleo é nosso"). Levamos 50 anos para "quase" sermos auto-suficientes em petróleo, enquanto a Argentina conseguiu o feito em 5 anos, ao abrir a prospecção, refino e distribuição do produto a empresas privadas na década de 1950 - mesma época da criação da Petrossauro (F. Maier).